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A fazenda invadida é da União

Posted by Pax em 09/10/2009

E agora, José? A fazenda da Cutrale, a tal que foi notícia a semana inteira, é, na verdade, da União.

Incra: fazenda de laranja ocupada pelo MST pertence à União

Daniel Mello – Repórter da Agência Brasil

São Paulo – O Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) tem certeza de que são propriedade da União os cerca de 2 mil hectares utilizados pela empresa Cutrale para produção de laranja em Borebi (SP). A afirmação foi feita pelo superintendente do órgão em São Paulo, Raimundo Pires Silva, em entrevista à Agência Brasil.

A fazenda foi ocupada pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) no último dia 28. Os manifestantes permaneceram até a última quarta-feira (7) e, durante o tempo em que estiveram no local, destruíram parte da lavoura de laranja. O MST afirmou que o ato pretendia denunciar a suposta grilagem de terras.

Segundo o superintendente do Incra, estudos garantem que as terras fazem parte de uma área de 40 mil hectares adquirida pela União em 1909 com a intenção de fazer assentamentos. Pires Silva contou que “não se sabe como” parte das terras foi registrada em cartório em nome de particulares. Desse modo, os terrenos passaram a ser negociados legalmente.

Por isso, empresas e pessoas que adquiriram essas áreas após a grilagem são consideradas, de acordo com Pires Silva, “ocupantes de boa fé”, porque acreditavam estar fazendo um negócio lícito quando compraram as terras.

No entanto, o superintendente ressaltou que é função do Incra “resguardar o patrimônio público”. Com esse intuito, o órgão já ingressou com 50 ações na Justiça reivindicando propriedade sobre terras do chamado Núcleo Colonial Monção. A fazenda utilizada pela Cutrale é tratada em duas delas, uma na Vara Federal de Ourinhos e a outra na Vara Federal de Bauru.

A ação do MST nas terras disputadas não causou problemas para o trâmite judicial ou para as negociações que o Incra mantém com a empresa ocupante, segundo Pires Silva. Porém, ele repudiou o ato realizado pelo movimento.

Leia também:

Ato do MST em fazenda de laranjas foi vandalismo, afirma Lula

– Agência Brasil

MST afirma que derrubou lavoura de laranja para denunciar grilagem

– Agência Brasil

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17 Respostas to “A fazenda invadida é da União”

  1. O que exatamente o MST tem a ver com a situação dessas terras? Agora o MST é um braço do judiciário?
    O que justifica a destruição da plantação?

  2. Pax said

    A questão não é bem essa, Lula Borges.

  3. Chesterton said

    O Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) tem certeza de que são propriedade da União os cerca de 2 mil hectares utilizados pela empresa Cutrale para produção de laranja em Borebi (SP)

    chest- eu pedi fatos, não opiniões. “Tenho certeza” da minha inocencia, era o que dizia Zé Dirceu.

  4. Chesterton said

    os terrenos passaram a ser negociados legalmente.

    chest- assunto encerrado.

  5. Chesterton said

    o órgão já ingressou com 50 ações na Justiça reivindicando propriedade sobre terras do chamado Núcleo Colonial Monção.

    chest- e qual o resultado da ação? Meu Dues, pax deve estar cultivando cogumelos em seu latifúndio.

  6. Pax said

    Os pontos que me interessam são:

    1 – as terras são da União?

    2 – se sim, porque terras da União são griladas e nada acontece com esses grandes?

    3 – porque reintegração de posse para tirar gente do MST sai da noite para o dia e para tirar grandes produtores e invasores de terra demoram décadas e não saem?

    4 – o que o governo Lula fez de bom para a Reforma Agrária?

    5 – Há fatos mais relevantes aqui que vocês ficam, por conta da histeria, esquecendo. Um deles é o repasse de mais de R$ 150 milhões para ONGs ligadas ao MST que, segundo parece, tem irregularidades envolvidas.

    6 – Isso quer dizer que Lula quer agradar gregos e troianos ao mesmo tempo? Nunca vi isso dar muito certo.

  7. Chesterton said

    Os pontos que me interessam são:

    1 – as terras são da União?

    chest- há mais de 100 anos são comercializadas entre particulares.

    2 – se sim, porque terras da União são griladas e nada acontece com esses grandes?

    chest- porque é não

    3 – porque reintegração de posse para tirar gente do MST sai da noite para o dia e para tirar grandes produtores e invasores de terra demoram décadas e não saem?

    chest- porque o MST é um bando de criminosos, enquanto esses que vocês chamam de invasores são gente honesta e trabalhadora (coisa que você parece desconhecer).

    4 – o que o governo Lula fez de bom para a Reforma Agrária?

    chest- quem diz que reforma agrária é necessária num país onde os sem-terra são fajutos, vagabundos reunidos das periferias das grandes cidades?

    5 – Há fatos mais relevantes aqui que vocês ficam, por conta da histeria, esquecendo. Um deles é o repasse de mais de R$ 150 milhões para ONGs ligadas ao MST que, segundo parece, tem irregularidades envolvidas.

    chest- a esquerda que esconde o fato e impede as CPIs de acontecerem. Se você fosse mais bem informado (em lugares sérios- que você chama “de direita”)saberia que é assim.

    6 – Isso quer dizer que Lula quer agradar gregos e troianos ao mesmo tempo? Nunca vi isso dar muito certo.

    chest- Lula só quer agradar a ele mesmo, continuar jogando para a torcida que aparece na frente dele.

  8. Catatau said

    É engraçado: quando a justiça concede a Sarney censurar um jornal, impedir trâmites legais e tirar vantagens, é porque o Sarney apoia o Lula;

    Quando metralham uma família de coronéis com ações, devido à ocupação de uma terra que é da União e foi ocupada irregularmente há 1 século, devemos nos fiar na justiça.

    É ingenuidade demais acreditar nesses termos, Chesterton. Vai ver quem moveu tantas ações em tanto tempo é só um bando de chatos, né? Uns desordeiros e vagabundos, como o MST, né?

    Invadindo a “propriedade privada”, era bem o que dizia Chesterton alguns comentários atrás…

    Algo aqui não está bem certo.

    Até onde sei, o MST é um movimento social. Movimentos sociais fazem dessas coisas. A propósito: não estaríamos falando sobre grilagem se eles não estivessem lá.

    (mas é engraçado agora vir a mesma lorota, dizendo: “o Catatau é um fanático defensor do MST, quero ver, jacaré, quando eu invadir tua casa!”)

  9. Catatau said

    É engraçado: quando a justiça concede a Sarney censurar um jornal, impedir trâmites legais e tirar vantagens, é porque o Sarney apoia o Lula;

    Quando metralham uma família de coronéis com ações, devido à ocupação de uma terra que é da União e foi ocupada irregularmente há 1 século, devemos nos fiar na justiça.

    É ingenuidade demais acreditar nesses termos, Chesterton. Vai ver quem moveu tantas ações em tanto tempo é só um bando de chatos, né? Uns desordeiros e vagabundos, como o MST, né?

    Invadindo a “propriedade privada”, era bem o que dizia Chesterton alguns comentários atrás…

    Algo aqui não está bem certo.

    Até onde sei, o MST é um movimento social. Movimentos sociais fazem dessas coisas. A propósito: não estaríamos falando sobre grilagem se eles não estivessem lá.

    (mas é engraçado agora vir a mesma lorota, dizendo: “o Catatau é um fanático defensor do MST, quero ver, jacaré, quando eu invadir tua casa!”) Ou o “eu quero fatos”. Quando os fatos vem, aí “eu quero a justiça”; quando os fatos e a justiça colocam uma questão, quer o quê? Ah, quer que o juiz resolva tudo o que nunca se resolveu instantaneamente, como se a lei fosse um restaurante fast food. Fast food ela não é, mas engraçada é a ilusão de colocar esse tipo de argumento num debate…

  10. Pax said

    O problema é ele invadir tua casa com um buquê de flores numa das mãos e um chardonnay na outra.

    Aí, jacaré, sugiro correr.

  11. Pax said

    :-)

  12. Chesterton said

    É ingenuidade demais acreditar nesses termos, Chesterton. Vai ver quem moveu tantas ações em tanto tempo é só um bando de chatos, né? Uns desordeiros e vagabundos, como o MST, né?

    chest- qual o resultado dessas inúmeras ações?

  13. Catatau said

    Eu perguntaria diferente: qual a origem das ações? Qual a origem do resultado das ações?

    Tranquilamente eu ponho as mesmas perguntas para o caso do Sarney, por exemplo. É capaz de você se colocar as mesmas perguntas sobre o caso em questão, sem dizer que se está “relativizando”?

    Taí uma outra alternativa à lei de Godwin, segundo o post do Ricardo Cabral: ser chamado de “relativista” quando se elaboram perguntas.

  14. Chesterton, estamos em minoria aqui em Kubanakan. Relaxa.

  15. Chesterton said

    responder perguntas com outras perguntas pode parecer esperto ao incauto, mas não passa de procrastinação. Seja objetivo. Senão, daqui a pouco estará dando bom-dia-a-cavalo.
    O que o juiz deciciu? Cumpra-se!

  16. Chesterton said

    Quando a vida espreme o MST (09/10)
    Em vez de conquistar a reforma agrária onde ela faz sentido, o MST está encurralado onde a via prussiana já se encarregou de implantar o capitalismo

    O Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST) está na encruzilhada. Sua bandeira clássica de luta contra o latifúndio improdutivo enfrenta as agruras da passagem do tempo. A grande propriedade improdutiva no Brasil vem pouco a pouco deixando de existir como tal. De um lado, ela sofre a “reforma agrária biológica”, a pulverização territorial por herança. De outro, assiste ao avanço da produção intensiva em capital.

    Na política, o cenário tampouco é animador para o movimento. No governo de Luiz Inácio Lula da Silva a reforma agrária foi transformada em subdepartamento dos programas sociais. O PT preferiu olhar com simpatia para a grande propriedade capitalista. Lula teve suas razões para dar as costas ao público tradicional dele: o agronegócio, além do poder no Parlamento e da força financeira, é uma perna vital no desempenho das exportações.

    Qual seria a saída natural para o MST? Acoplar a luta pela democratização da terra ao movimento de ocupação territorial do país. O povoamento efetivo do território é possivelmente o grande desafio do Brasil neste século 21. Em vez de cortar pés de laranja em São Paulo, talvez o MST devesse gastar o tempo lutando para que a expansão da fronteira agrícola dê prioridade à agricultura familiar e à produção de comida destinada ao mercado interno.

    Só que o MST não quer caminhar por aí, talvez por razões políticas. Por causa das alianças que construiu nos últimos anos, com o ambientalismo global e com as organizações dedicadas a criminalizar o desenvolvimento do Brasil. Assim, em vez de conquistar a reforma agrária onde ela faz sentido historicamente, o MST está encurralado nos lugares em que a via prussiana, pelo alto, já se encarregou, de um jeito ou de outro, de instalar o capitalismo.

    A consequência óbvia é um comportamento regressista, niilista e ludista. Destruir meios de produção como método de luta para alegadamente democratizar os meios de produção. Para um movimento que nasceu defendendo o progresso para todos e a universalização do direito de propriedade, é uma caminhada e tanto para trás.

    O valor da floresta em pé

    Sobre o debate abordado aqui ontem a respeito do novo Código Florestal, um leitor (que pede para não se identificar) escreve dizendo que não há contradição entre preservar e produzir. Diz que é perfeitamente possível fazer o manejo das vegetações naturais de modo a, simultaneamente, respeitar os limites legais e garantir a produtividade de pequenas e médias propriedades. Especialmente na Amazônia.

    Deve ser mesmo possível, pois há muita gente boa que garante isso. Qual é o problema? É que até hoje não se construiu um caminho prático para que a floresta em pé valha mais do que a derrubada. No dia em que a inequação for invertida, o assunto estará resolvido. Talvez resida aí o grande desafio programático para a senadora Marina Silva (AC), pré-candidata do PV à Presidência da República.

    Não há como impedir que o sujeito busque uma vida melhor para si e sua família. Haja a lei que houver, ele vai buscar isso. É divertido quando as autoridades ambientais apresentam a queda nas taxas de desmatamento como resultado direto de alguma ação governamental. O desmatamento cresce ou diminui quase sincronizadamente com a aceleração ou desaceleração do PIB, do consumo e das exportações.

    A expansão das fronteiras agrícolas no planeta é função do crescimento do mercado. E as pressões só tendem a aumentar. Ainda há muita gente abaixo de padrões aceitáveis de consumo. Especialmente na Ásia, na África e na América Latina.

    Um favor ao Brasil

    Os argumentos do governo a favor do regime de partilha no pré-sal têm fundamento, assim como as vantagens competitivas proporcionadas à Petrobras. O mesmo se dá com o fundo soberano. O que o governo não explicou até agora — pelo menos do ângulo do interesse público — é por que criar uma nova estatal do petróleo. E com atribuições quase divinas.
    Dizem que na Noruega é assim. Mas não é porque funciona na Noruega que vai funcionar no Brasil. A monarquia, por exemplo, talvez não seja o caso de importar dali.

    A estatal do pré-sal leva todo o jeito de ser só uma moeda de troca política. Uma imperatriz do petróleo, loteada politicamente e com poderes absolutos de gestão. Poderá ser útil a Dilma Rousseff na construção das alianças para 2010, mas depois será um foco de problemas para o Brasil — e para Dilma, caso ela se eleja.

    O Congresso Nacional fará um favor ao país se derrubar a ideia.

    Coluna (Nas entrelinhas) publicada hoje no Correio Braziliense.

    Leituras compartilhadas

    twitter.com/AlonFeuerwerker

  17. Olá!

    Hehehehehehe!!!!! Que lindo!!!

    Vivemos um momento histórico na existência desse dito “movimento” “social” que é o MST: É o capitalismo do agronegócio (que gera renda, empregos, impostos, Bolsa Família e uma balança comercial favorável) dando, talvez, um dos golpes finais em uma das forças mais retrógradas que temos em nosso país.

    O MST não quer saber de reforma agrária e coisas tais. O objetivo de movimentos como o MST é, justamente, manter sua finalidade, eternamente, no futuro (do pretérito). O que vale, na verdade, é manter a máquina militante funcionando a todo o vapor (com dinheiro público) e ter sempre a sua massa de manobra cativa.

    Se as terras são ou não da União, não dá ao MST o direito de invadi-las para reivindicar reforma agrária e, bem menos, destruir e roubar bens alheios (uma senhora que trabalha na fazenda como faxineira teve a sua casa saqueada pelos militantes do MST — vai ver é essa a noção que eles têm de “justiça social”).

    É o capitalismo civilizando os reacionários do MST. Sim, o MST é reaça em termos civilizatórios, pois ainda não aceitou completamente as nuances mais básicas da civilização e essa última invasão de terras é uma prova bem viva disso.

    Até!

    Marcelo

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