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Missão para Obama: Honduras

Posted by Pax em 10/10/2009

O assessor especial da Presidência da República, Marco Aurélio Garcia, sugeriu que Obama aproveite o Prêmio Nobel da Paz para pressionar as autoridades de Honduras.

Até que não é má idéia.

Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/ABr

Brasília - O assessor especial da Presidência da República para Assuntos Internacionais, Marco Aurélio Garcia, confirma, em entrevista coletiva, que coordenará campanha da ministra Dilma Rousseff Brasília – O assessor especial da Presidência da República para Assuntos Internacionais, Marco Aurélio Garcia, confirma, em entrevista coletiva, que coordenará campanha da ministra Dilma Rousseff

Garcia sugere que Obama aproveite Nobel para liderar fim da crise em Honduras

Renata Giraldi – Repórter da Agência Brasil

Brasília – O assessor especial da Presidência da República, Marco Aurélio Garcia, sugeriu hoje (9) que o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, aproveite o fato de ter recebido o Prêmio Nobel da Paz para pressionar as autoridades de Honduras a buscar uma solução para o fim da crise política no país. Segundo ele, apenas os Estados Unidos teriam força para pressionar o governo de Roberto Michelletti.

“Queremos que a pressão aumente, sobretudo, a pressão do governo norte-americano. Vamos aproveitar agora o Prêmio Nobel da Paz que o presidente Obama tão merecidamente recebeu para que ele exerça essa pressão”, disse Garcia.

De acordo com Garcia, não houve frustração das negociações conduzidas pela Organização dos Estados Americanos (OEA), mas intransigência por parte de integrantes do atual governo de Honduras em buscar uma solução para o impasse.

“Eu acho que a OEA não fracassou nas suas tentativas por deficiência dela. A OEA fracassou pela intransigência do governo. Evidentemente que, quando dizemos que a posição dos Estados Unidos é uma posição importante, isso está chamando a atenção pelo fato de que os Estados Unidos têm relações econômicas muito fortes”, disse ele.

“O governo golpista contratou lobbies nos Estados Unidos para pressionar os setores mais conservadores da política americana para tentar manter o status quo lá. Como esses setores foram setores derrotados na eleição passada nos Estados Unidos, nós esperamos que isso se resolva.”

Garcia reiterou que o governo brasileiro manterá a autorização de hospedagem ao presidente deposto de Honduras, Manuel Zelaya. Desde o último dia 21, Zelaya e alguns de seus correligionários estão alojados na embaixada do Brasil em Tegucigalpa, capital hondurenha.

Para o assessor especial, havia uma “pressão” do governo de Honduras para realizar eleições mantendo a vigência do estado de sítio. Ele disse que se as eleições ocorressem neste período não seriam reconhecidas como legítimas e democráticas pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

“Não iríamos reconhecer eleições. Nós e grande parte da comunidade internacional não iríamos reconhecer eleições sem o restabelecimento do governo constitucional. Mais ainda com um governo em estado de sítio. Não tem eleições que possam realizar-se durante um estado de sítio.”

Ele disse, ainda, que todos puderam “constatar que a posição do governo golpista ainda é muito renitente. Acho que eles estão criando uma situação muito difícil porque, evidentemente, se a estratégia deles é de empurrar com a barriga até as eleições. Vamos ter claro que eleições com estado de sítio não têm nenhuma possibilidade de se realizar”. Marco Aurélio falou sobre a crise política de Honduras depois de participar de almoço oferecido pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao presidente da África do Sul, Jacob Zuma.

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15 Respostas to “Missão para Obama: Honduras”

  1. Sentiram o cheiro de enxofre? Belzebu sempre dá um jeito de aparecer. Xô, cramulhão!
    Viva Honduras Constitucional! Fora Chávez e não à União das Repúblicas Socialistas Cucarachas, a versão narcoguerrilheira e milongueira da URSS ;-)

  2. Patriarca da Paciência said

    Realmente, quando o Chavez discursou na ONU, logo após o Bush, o presidente venezuelano declarou que “sentia forte cheiro de enxofre.”

  3. Chesterton said

    Cuba questiona Nobel de Obama

    O vice-ministro do Açúcar de Cuba, Nelson Labrada, questionou nesta sexta (9) a entrega do Prêmio Nobel da Paz ao presidente dos Estados Unidos, Barack Obama. Segundo ele, não ficou claro “quais foram as bases para a designação” do reconhecimento. Labrada recordou que o atual presidente norte-americano decidiu recentemente prorrogar o embargo econômico imposto à ilha caribenha desde 1962. Segundo o vice-ministro do setor, entre abril de 2008 e março de 2009 o prejuízo anual decorrente da medida subiu de US$ 100 milhões a US$ 127 milhões. Na opinião do funcionário, existe hoje “muito mais agressividade” na postura de Washington em relação a Havana. “Deixo a avaliação final para pessoas mais capacitadas”, observou o vice-ministro, reconhecendo, por outro lado, que “Obama significou uma mudança ou uma promessa de mudança”

  4. Chesterton said

    A Alqueida e o Hamas tambem já declararam que sã contra o Mobel de Obama. O que torna a questão bem interessante.
    Aqueles que supostamente deveriam se beneficiar pelas políticas de desmonte do EUA por Obama reclamam de seu rumo.
    Parece uma peça de teatro. Quem a dirige?

  5. Zbigniew said

    Seria uma forma de anular a “extrema” americana. O que nao impediria da mesma cerrar fileiras e tentar dar o seu famoso “golpe”. Mas ai tem que ter competencia para isola-los. O jogo e pesado, e o Obama nao e trouxa.

  6. Elias said

    Ora,

    Obama ganhou o Nobel por ter feito o…. a… parece que foi porque ele…

    Caramba! Não lembro.

    Alguém aí sabe?

  7. Pax said

    Até tu, Elias?

  8. Elias said

    Acho que Marco Aurélio colocou as pedras do Brasil na mesa.

    A estratégia do “governo” interino de Honduras é rolar com a barriga até às eleições. Com boa parte dos opositores fora do jogo — incluídos os órgãos de imprensa de oposição, que foram fechados — os golpistas “venceriam” as eleições e, assim, “legitimariam” o golpe.

    A dúvida era se o Brasil reconheceria ou não as eleições, nessas ciscunstâncias. Marco Aurélio está antecipando que o Brasil não reconhecerá.

    Se um membro do governo brasileiro está dizendo isso publicamente (até aqui, salvo engano, o governo brasileiro ainda não havia se manifestado oficialmente sobre o assunto), é porque a coisa já está articulada com a maior parte do mundo que conta.

    Se as eleições não forem reconhecidas, as relações diplomáticas e comerciais com Honduras permanecerão interrompidas. É um troço inédito: um país inteiro na ilegalidade por tanto tempo.

    Vai quebrar! Ou, talvez, antes disso, o “racha” que já existe entre os golpistas poderá se aprofundar, e o atual “governo”, depois de ter sido engolido e digerido, vai ser expelido pela saída de serviço.

  9. Pax said

    A saída seria reconduzir Zelaya à presidência. Com a promessa de retirar a consulta populara para a emenda à Constituição para uma reeleição.

    Mas, vai lá e diz isso pro Micheletti…

    Se for, não esquece de levar umas mudas de roupa limpa, escova e pasta de dentes, que pode ser que você fique “hospedado” na embaixada brasileira por uns tempos.

  10. Chesterton said

    Porque o Obama tem ques se meter? As esquerdas sempre reclamaram da intervenção americana e agora a exigem?
    Ah, si, para implementar chavismo os americanos podem intervir….

  11. Elias said

    A situação do g rupo do Micheletti é complicadíssima.

    Os empresários, que se guiam por razõe$ — muita$ razõe$ — de ordem prática, topam a volta de Zelaya.

    Se o Zelaya voltar, do jeito que ele é, vai cobrar a fatura. Pro Micheletti, seria o fim da linha. Por isto, Micheletti e sua turma não podem concordar.

    O problema é que Micheletti não conseguiu nem uma nesga de apoio externo.

    Micheletti está se tornando uma unanimidade: todo mundo contra ele.

    Vá ter pava assim na baixa da égua!

  12. Pax said

    Provavelmente você já viu a notícia no Estadão que indica que há uma negociação em andamento.

    http://www.estadao.com.br/noticias/internacional,honduras-deve-decidir-hoje-se-zelaya-volta-ao-poder,449794,0.htm

  13. Chesterton said

    Firme , Honduras.

  14. Elias said

    Ainda não tinha lido a matéria do Estadão.

    De qualquer modo, a negociação é uma boa pro Micheletti.

    Pior é se ela ocorresse “por fora”, com o pessoal mais flexível decidindo por ele. Esse pessoal já o desmoralizou além da conta.

    Acho que a outra ala dos golpistas está se guardando. Se o Micheletti conseguir fechar um acordo, fica tudo por isto mesmo. Se não conseguir, vão fazer a coisa “por fora”.

    Isso é ruim, porque, se ficar evidente que há uma chance do Micheletti ser detonado pelos ex-aliados, a ala mais radical do pessoal do Zelaya pode endurecer o jogo e esperar pra ver o circo pegar fogo.

    Botar fogo no circo é fácil. Difícil é controlar o incêndio…

    A essa altura deve ter gente trabalhando na sombra, pra evitar que a coisa chegue a esse ponto.

    O mais sensato seria reempossar o Zelaya, revogar as medidas restritivas impostas pelos golpistas e, restabelecida a normalidade democrática, deflagrar o processo eleitoral, sem a convocação da Constituinte.

    Não creio que a anistia para os 2 lados seja impossível de se aprovar consensualmente. Salvo engano, não será tão difícil pro Zelaya detonar os golpistas politicamente.

    Com o golpe tendo gorado, tão cedo eles não terão tesão pra tentar outro. Se Zelaya for reempossado vai voltar cheio de moral, com aprovação internacional praticamente unânime, enquanto que o outro lado estará dividido e com o marquês de rabicó entre as pernas.

    Também não creio que a convocação da Constituinte seja realmente um obstáculo para o acordo. O fato é que as propostas que Zelaya queria ver discutidas na Constituinte, se aprovadas, não entrariam em vigor no atual mandato presidencial. Seriam para o próximo.

    Claro que a direita brasileira finge não lembrar disso.

    É compreensível… A direita brasileira tem uma longa tradição de estabilidade constitucional.

    Todo mundo sabe que o típico direitista brasileiro detesta alterar constituição, né?

  15. Pax said

    “O mais sensato seria reempossar o Zelaya, revogar as medidas restritivas impostas pelos golpistas e, restabelecida a normalidade democrática, deflagrar o processo eleitoral, sem a convocação da Constituinte.”

    É exatamente isso, mas o tempo está passando… outubro já está pelo meio.

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