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Notícias da Corrupção, Desvios, Anomalias, Eleições e Meio Ambiente

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    Uma coletânea das notícias da corrupção, desvios, anomalias, eleições e meio ambiente que aparecem na mídia todos os dias a partir de agosto de 2008.
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Fartura e lisura

Posted by Pax em 16/10/2009

Os dois governos Lula merecem os aplausos da aprovação nacional e internacional, mas não colocam o executivo acima de todas as leis. Setores mais envolvidos com os grandes investimentos estão inconformados com a atuação do TCU, comportamento exatamente oposto ao ideal de quem quer um Brasil ainda mais forte.

Em um paralelo com a iniciativa privada, onde grandes empresas têm suas áreas de auditoria, maus gestores ficam incomodados quando as fiscalizações se iniciam. Acreditam que fazem tudo da melhor maneira e se acham acima de quaisquer suspeitas, sejam contábeis ou processuais, de segurança e resiliência das áreas em que atuam. Os bons gestores têm comportamento contrário. Gostam das fiscalizações e auditorias acreditando que são oportunidades para apontar eventuais melhorias que se possam conduzir.

Muito antes de criticar o TCU, o governo deveria aliar esforços para torná-lo mais forte, ágil e eficiente.

Exceto na visão dos que vivem de negociatas, corrupção e desvios do dinheiro público.

Vivemos um momento ímpar, com investimentos enormes, seja na infraestrutura do país, as obras do PAC, o pré-sal, a Copa e as Olimpíadas. Hora de colocar toda vigilância possível em campo, ainda mais num país onde a corrupção é a regra, não a exceção.

Leia os artigos abaixo que reforçam a idéia do post.

TCU deve ser fortalecido e não colocado em xeque

Valor Econômico – via clipping da ANPR – Associação Nacional dos Procuradores da República

Mais forte que a lei

Estadão – via ANPR

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8 Respostas to “Fartura e lisura”

  1. iconoclasta said

    “Vivemos um momento ímpar, com investimentos enormes, seja na infraestrutura do país, as obras do PAC,…”

    pai do céu, de onde vem isso?

  2. Paulo Roberto Silva said

    Iconoclasta, vem dos dados públicos disponíveis. Por exemplo, as estimativas de imnvestimento estrangeiro direto do Banco Central (em US$ milhões):

    1999: 31 372
    2000: 33 403
    2001: 21 093
    2002: 18 960
    2003: 13 087
    2004: 20 542
    2005: 22 043
    2006: 22 706
    2007: 34 335
    2008: 44 457
    2009(até agosto): 17 523

    Ou seja, tivemos em 2008 o maior volume de investimento estrangeiro da última década.

  3. iconoclasta said

    PRS, e o que é mesmo q isto tem a ver com PAC, hem?

    Outra, dá uma olhada nos números SEMPRE em relação ao PIB.

    Quanto é que tem crescido o investimento total e o público?

    ;^?

  4. fk said

    Ainda digo mais: quando for falar sobre o investimento público, não coloque o valor empenhado, mas sim o efetivamente utilizado.

  5. O mundo mágico dos Tribunais de Contas

    Obrigações profissionais levam-me frequentemente a participar de licitações em várias instâncias. Quase não há pregão para serviços que não contenha exigências absurdas em edital ou propostas vencedoras tecnicamente inviáveis. As lacunas da lei 8666 permitem, os tribunais fazem vistas grossas, ninguém reclama. Vez em quando vaza alguma fraude e as autoridades fazem cara de espanto. Pois é.
    Não surpreende que o rabicho do TCE paulista apareça nas investigações do escândalo Alstom-PSDB. Nem que haja tamanha resistência a investigar, em ambiente político, algo que teria derrubado vinte Dirceus e Paloccis. Em breve o Judiciário será obrigado a resolver dezenas de inquéritos abertos. Mas duvido que haja qualquer resultado satisfatório: o caso envolve gente demais, dinheiro demais, paulistas demais, tucanos demais. Seria um castelo de cartas desmoronando, pondo abaixo o que resta do PSDB histórico, atingido em seu ninho original.
    Com todo esse chorume sendo escoado, os jornais preferem destacar a suspensão de meia dúzia de obras do PAC, ordenada pelo… TCU do ministro Ubiratan Aguiar, ex-deputado federal pelo… PSDB, da turma do Rodoanel. Quando Aguiar foi nomeado para o TCU, em abril de 2001, ninguém no jornalismo corporativo teceu qualquer crítica a seus vínculos partidários (você sabe quem compõe o Tribunal de Contas de seu Estado?). O silêncio se repete agora, quando o TCU se manifesta apenas contra o PAC, poupando o interminável Rodoanel.
    Assim funcionam as instâncias responsáveis por fiscalizar os investimentos públicos da Copa do Mundo e das Olimpíadas. E assim reage a imprensa dita democrática, em tese dedicada a cobrar o rigor daqueles mesmos órgãos escrutinadores.

  6. Elias said

    Apenas INVESTIMENTO executado (excluindo, portanto, as Inversões Financeiras e demais despesas de capital).

    Fonte: Balanço Orçamentário da União (Orçamentos Fiscal e da Seguridade Social, Administração Direta e Indireta).

    Em 2002:

    a) a preços históricos: R$.9,34 bilhões (crédito orçamentário inicial + créditos especiais + créditos extraordinários);

    b) atualizado para dezembro de 2008, pela variação do IGP-DI (FGV): R$.13,9 bilhões.

    (IGP-DI de dezembro/2002 = 270,692 e de dezembro de 2008 = 404,185)

    Em 2008:
    R$.30,1 bilhões

    O investimento de 2008 corresponde, assim, a 2,16 vezes, o valor do investimento de 2002 (último ano do mandato FHC), já corrigido monetariamente.

  7. iconoclasta said

    meus queridos, é muito mais simples do que isso:

    “Crise derruba ritmo de expansão dos investimentos do governo

    Nos 12 meses encerrados em setembro de 2008, taxa de crescimento era de 35,4%; um ano depois, caiu para 8,5%

    Fernando Dantas, RIO

    O ritmo de crescimento dos investimentos do governo federal desabou depois da eclosão da crise financeira global, em setembro de 2008, ao mesmo tempo em que os gastos de pessoal passavam por forte aceleração. Os investimentos federais acumulados em 12 meses, que cresciam em termos reais a um ritmo de 35,4% em setembro de 2008, caíram para um ritmo de 8,5% em setembro de 2009.

    Nesse mês, pela primeira vez desde o fim de 2004, o investimento acumulado em 12 meses cresceu abaixo da média da despesa federal, e menos do que todos os outros itens de gasto. De dezembro de 2004 a junho de 2009, o investimento em 12 meses sempre cresceu acima das despesas de pessoal, INSS e programas sociais, com taxas reais que frequentemente se situaram entre 30% e 50%.

    Ao mesmo tempo em que a expansão dos investimentos era freada no período pós-crise, o crescimento das despesas de pessoal ganhou ímpeto. Em setembro de 2008, os gastos com pessoal (salários e aposentadorias) acumulados em 12 meses cresceram 3,7% em termos reais, saltando para um ritmo de 13,4% em setembro de 2009…”

    http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20091019/not_imp452702,0.php

  8. Elias said

    Em termos NOMINAIS, eis os investimentos (excluindo inversões financeiras e demais despesas de capital)do governo Lula:

    2003: R$.5,15 bilhões
    2004: R$.9,04 bilhões
    2005: R$.13,8 bilhões
    2006: R$.15,7 bilhões
    2007: R$.27,5 bilhões
    2008: R$.30,1 bilhões

    Os dados foram retirados do Balanço Geral da União de cada ano. Leva em conta somente a despesa LIQUIDADA, dos orçamentos fiscal e da seguridade social/administrações direta e indireta.

    Esses dados demonstram que o menor investimento aconteceu em 2003, ano da arrumação da casa. Naquele ano, o maior item de despesa da União foi a dívida federal (amortização + serviços). Isoladamente, e salvo engano, a despesa com a dívida era maior que os gastos com pessoal e encargos sociais.

    Em 2004, o investimento somente conseguiu igualar, em termos nominais, o volume de investimentos do último ano do mandato FHC.

    Somente em 2005 o rítmo de investimento federal seria retomado. O melhor momento foi atingido em 2007, quando se registrou uma elevação de mais de 75% em relação ao ano anterior, em termos nominais.

    Em 2008 a elevação foi mais discreta (9,4%), mas, ainda assim, acima da inflação (o que significa dizer que houve crescimento real).

    A questão é: a partir da crise financeira mundial, quantos países conseguiram fazer o mesmo? Quantos países conseguiram pelo menos manter o nível de investimento, em termos reais?

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