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Notícias da Corrupção, Desvios, Anomalias, Eleições e Meio Ambiente

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    Uma coletânea das notícias da corrupção, desvios, anomalias, eleições e meio ambiente que aparecem na mídia todos os dias a partir de agosto de 2008.
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A Favela é a Senzala do Século XXI

Posted by Pax em 21/10/2009

Texto disponível no site do PT desde 28/11/08, de Hélio Luz, ex-deputado estadual e ex-secretário de segurança do Rio de Janeiro. Faz pensar.

Agradeço ao leitor Surfando pela dica.

Foto: Wikipédia

Onde, realmente, está o crime organizado? Como podem os desapropriados, explorados e oprimidos se organizarem numa máfia? A questão do estado paralelo foi colocada em evidência por ocasião da morte de um jornalista, com a notícia de que ele foi sequestrado, julgado, condenado e morto por um bando. Isso, no Tribunal, foi considerado estado paralelo e, em cima, a colocação de crime organizado. Acredito que exista o estado paralelo, mas não é isso. A marginalidade não constitui estado paralelo.

A favela é um gueto que substituiu o local da senzala. É a senzala do século XXI, onde se situa a reserva de mão de obra, os negligenciados pelo Estado – reserva mantida pelo sistema de exploração. É aí que vamos tocar na origem da polícia, criada para fazer o controle dessa população. Em 1808, era o controle social dos escravos, agora é o controle dos favelados – os negligenciados.

Falemos do Rio de Janeiro, porque fica mais específico. A tendência aqui é jogar para as áreas de exclusão a prática do crime organizado e o estado paralelo. Estado paralelo é aquele que dá enfrentamento ao Estado e modifica as suas decisões. Aquele bando que existe lá no Morro do Alemão não tinha condição de fazer isso. Eventualmente, uma quadrilha identificou um repórter que atravessava informações. Ela o considerou inimigo e o executou. Assim, fica mais explícita a tendência de jogar para as áreas de exclusão a prática do crime organizado. Ao se falar em Estado paralelo, aqui no Rio de Janeiro, estamos falando, por exemplo, na Fetranspor (Federação das Empresas de Transportes de Passageiros). Ela, sim, enfrenta e impõe suas decisões ao governo. Ela coloca oito mil ônibus nesta cidade, que não têm capacidade para isso.Todos os poderes do Estado se submetem à sua vontade. Mantém o controle do Metrô e de todo o transporte urbano no Estado do Rio de Janeiro, para fazer sua frota circular, independente de que isso contribua, ou não, para melhor qualidade de vida do cidadão. No Rio de Janeiro é constante o congestionamento, porque fazemos transporte urbano de massa em ônibus, o que é inadmissível numa metrópole.

A Fetranspor sempre atuou com força decisiva dentro da Assembléia Legislativa e nos demais poderes do Estado, inclusive no Poder Judiciário. Também em Brasília ela mostra suas garras. É a esta capacidade de agir que eu chamo poder paralelo. O criminoso comum não tem esta capacidade financeira e de organização.

“Ah! Ele está no tóxico, no narcotráfico, tem muito dinheiro.”

É outra inverdade. O narcotráfico vem sendo usado como senha para fazer o controle social, em todo o país. É simples. Se o pessoal da favela tivesse mesmo o poder e a quantidade de dinheiro que dizem, faria o controle de fora, mas aquele varejista que controla a droga fica na própria favela. Ele nem sabe para que trabalha.

O jogo do bicho está infiltrado em todos os Poderes constituídos!

Um dos crimes organizados no Brasil, não só no Rio de Janeiro, é o jogo do bicho. A definição que temos de crime organizado é: primeiro, ser cartelizado. No Rio de Janeiro, o controle do jogo do bicho na zona oeste é da família do Castor de Andrade, o da área da Tijuca é do Haroldo da Tijuca, em Nilópolis reina o Anísio Abraão Davi, em Niterói são outros.

Segundo: o jogo do bicho existe em nível nacional. O Estado da Bahia dá descarga para a família do Castor de Andrade, o Acre faz a descarga com o Luizinho da Imperatriz, o de Minas Gerais faz a descarga no Anísio, e por aí vai. O jogo é controlado e organizado em nível nacional.

Terceiro: este crime está infiltrado nos poderes constituídos. Ele elege a representação política dele dentro da Assembléia Legislativa, da Câmara dos Deputados e da Câmara dos Vereadores. Banca campanhas voltadas para o Poder Executivo. No geral, ele tem influência em todos os poderes, inclusive no Judiciário. Porém, nos estados do Norte e do Nordeste a miséria é tanta que ele não consegue nem chegar. É uma situação diferenciada, mas no Sudeste e Leste ele tem peso.

É bem visível no Carnaval, a presença do crime organizado no poder constituído: a Liesa (Liga Independente das Escolas de Samba do Rio de Janeiro), a liga que eles montaram, é a direção do jogo do bicho, do crime organizado. Ela aluga o espaço público, o Sambódromo – a direção do crime organizado é parceira do Estado. Aí está a característica do crime organizado. Nós vamos ver o prefeito do Rio de Janeiro com colete, em que de um lado está escrito Riotur e do outro Liesa. É o crime organizado bancando e organizando o Carnaval do Rio, o maior evento turístico do país!

O jogo do bicho opera com o homicídio, é mantido pelo sangue!

O jogo do bicho não é um negócio inocente. Todo mundo acha que não tem problema nenhum, até a vovozinha joga. Não é isso, não! O jogo do bicho é mantido pelo sangue. Numa área determinada, ninguém faz concorrência, porque no dia seguinte vai ser morto. O jogo do bicho opera com o homicídio, o mais grave dos crimes que existe para o homem.

A desculpa do administrador público incompetente é que o crime organizado está na favela. Favelado não constitui crime organizado, mas bandos. Lógico, tem bando lá no Alemão, no Jacarezinho, mas esse pessoal não é cartelizado.

“Ah ! Tem Comando Vermelho, tem Terceiro Comando!”

Mas eles se engalfinham. Eles se enfrentam permanentemente – diferente dos banqueiros do bicho que não se enfrentam, nem delatam o outro. O Disque Denúncia vive em função da delação que o Terceiro Comando faz do Comando Vermelho e vice-versa. Para justificar a incompetência, eles dizem que os bandidos do Rio de Janeiro estão vinculados com os bandidos de São Paulo.

Só quem não conhece a polícia acredita nisso. Pode, eventualmente, um marginal do Rio ter relação com outro de São Paulo, mas isso não quer dizer que seja um nível de relação de organizações criminosas. Em São Paulo, eles acabaram com a direção do PCC (Primeiro Comando da Capital). Acabou o PCC. Onde está a direção aqui do Rio?

O que acontece no Rio de Janeiro? O chamado crime organizado é mantido pela organização que existe dentro do próprio Estado. É a própria polícia que mantém isso. Uma boa parte da polícia do Rio de Janeiro é corrupta! Essa afirmação não constitui novidade. Basta procurar nos jornais nos últimos três meses. É essa polícia corrupta que mantêm o narcotráfico no Rio de Janeiro. Não só as polícias civil e militar do Rio de Janeiro mantêm os pontos do narcotráfico do Estado, mas também a Polícia Rodoviária Federal e a Polícia Federal. O aparelho de repressão do Estado do Rio de Janeiro é corrupto de tal forma, que concorre com ele mesmo.

Este é o problema que ninguém quer tocar: o Estado brasileiro é um Estado altamente corrupto! Só este Estado corrupto pode manter o sistema capitalista, porque a corrupção é inerente ao sistema capitalista. Então fica tudo em casa. Essa polícia corrupta não vai tocar no rico, pôr o burguês na cadeia; não vai investigar o dinheiro desviado do Fisco e do Tesouro; tampouco vai investigar o Estado por dentro. É o grande acerto de contas que existe. Quando falo Estado Brasileiro, estou falando de Poder Executivo, governador, prefeito, presidente da República, seus secretários e ministros; do Poder Legislativo, Câmara Federal, Senado, Assembléia Legislativa e Câmaras de Vereadores, Poder judiciário e todos os tribunais.

A função desse Estado é arrecadar dinheiro: uma parte vai para a classe dominante fazer a sua manutenção e o restante é gasto no controle dos negligenciados. Não vê isso quem não quer! Quando a “mídia” fala em crime organizado e estado paralelo nas áreas de exclusão ela está desinformando o
povo. Não é lá que eles estão!

Hélio Luz foi deputado estadual pelo PT na última legislatura, não aceitando renovar sua candidatura. Foi Secretário de segurança do Governo do Estado, prestando inúmeros e corajosos depoimentos sobre a truculência e corrupção no aparato policial.

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30 Respostas to “A Favela é a Senzala do Século XXI”

  1. Pax,
    Tirante o exagero de dizer que a corrupção é inerente ao capitalismo- na minha modesta opinião é inerente ao PODER!- o texto vai no âmago da questão, e desnuda o discurso fascista que ronda por aí( inclusive aqui!).

    Sugiro também a leituta do artigo do Elio Gáspari no Globo de hoje.

    Ah!, acho que vou rever o Ovo da Serpente, do Bergman. Sei não, mas o ovo está chocando bem aqui, em nossas barbas!

  2. Pax said

    Concordo com a tua observação, José Antonio. Acho a única ressalva ao pertinente texto.

  3. Pax said

    Você tem o link desse texto do Elio?

  4. Não tenho.

  5. iconoclasta said

    “Só este Estado corrupto pode manter o sistema capitalista, porque a corrupção é inerente ao sistema capitalista.”

    ;^))))))))))))

  6. Pax,

    o Ricardo Noblat reproduziu o artigo do Elio.

  7. Chesterton said

    Onde, realmente, está o crime organizado? Como podem os desapropriados, explorados e oprimidos se organizarem numa máfia?

    chest- óbvio que não podem, o crime organizado explora os frascos e os comprimidos. Se aproveita da fragilidade e do dificil acesso das comunidades para explorar os moradores. Mais um motivo para acabar com essas comunidades e transportar os frscos e comprimidos para conjuntos habitacionais decentes. Sim, vão perder a vista para o mar e se as esquerdas reclamarem, que se faça conjuntos habitacionais com planta do Niemeyer.

  8. Chesterton said

    A favela é um gueto que substituiu o local da senzala. É a senzala do século XXI, onde se situa a reserva de mão de obra, os negligenciados pelo Estado – reserva mantida pelo sistema de exploração. É aí que vamos tocar na origem da polícia, criada para fazer o controle dessa população. Em 1808, era o controle social dos escravos, agora é o controle dos favelados – os negligenciados.

    chest- bla, bla, bla marxistóide.

  9. Na verdade, uma parcela da sociedade trocaria de bom grado as favelas por campos de concentração. Falta-lhes, ainda, coragem para verbalizar o que pensam, usam subterfúgios.

    O artigo do Elio é excelente, toca exatamente neste ponto.

  10. Chesterton said

    Isso acontecia numa cidade em que, até 1983, pareceu irrelevante o fato de os ônibus não passarem pelo Túnel Rebouças, inaugurado em 1966. Parecia natural que a choldra da Zona Norte não tivesse acesso fácil a Copacabana e Ipanema.(gaspari)

    chest- essa é a mentalidade rasa. Em qualquer lugar do mundo morar próximo à praia incorre em altíssimas taxas do IPTU. No Rio, o privilégio é transformado em “direito”.

  11. Chesterton said

    A metáfora da guerra não define o inimigo mas, cavilosamente, deixa-o subentendido. Ele está na favela (“fábrica de marginais”, na definição do governador Sérgio Cabral).gasperi

    chest- bobagem, a favela é sim fábrica de marginais, o que não quer dizer que todos os favelados são marginais, 98% não o é. Mas as familias de lá lutam para que seus filhos não se liguem aos marginais.
    TEM QUE ACABAR COM A FAVELA, transformando em conjuntos habitacionais seguros.,

  12. Pax,

    você poderia, por acaso, me informar quanto pagam de IPTU os privilegiados que moram na praia de Ramos?

  13. Chesterton said

    Esse passo não é dado porque, apesar dos surtos demofóbicos, a sociedade brasileira nunca se associou a um projeto desse tipo.gasperi

    chest- acusou a sociedade brasileira de demofóbica e em seguida disse que não é bem assim. Ora, a conclusão mais correta (numa mente sadia) é que se que se a sociedade não se associou a um projeto desse tipo é porque não é demofóbica. PQP, que textinho testículo. Um saco.

    Colocando a coisa de outro modo: o pedaço da sociedade que seria capaz de apoiar uma política de violência segregacionista, levando-a a consequências extremas, ainda não tem coragem para vocalizar suas propostas e não haverá de tê-la nos próximos anos . gaSPERI

    CHEST- claro que não! Pois esse tal pedaço (que deve existir, mas ele não diz quem é) é minoria da minoria, sabe que o brasileiro nunca aceitaria uma coisa desas.
    DESTRUIR a favela é acaba com o segregacionismo, não o contrário. CONSTRUIR predios habitacionais decentes é uma necessidade preemente.

    Não, não vai ter vista para o mar, um privilégio que cista mais caro.

  14. iconoclasta said

    #10,

    o Gaspari é leve mesmo, gosta de frases de efeito, e sem nexo, alem de ironias recalcadas. nesse caso ai, como eu entendi, a tese é de q o q estimulou a ocupação dos morros da ZS foi o dificil acesso a estes bairros via transporte. ou seja, como o sujeito tem q trabalhar ou ter seu lazer por aqui, e chegar era complicado, o camarada se aboletava na encosta vazia, e de vista deslumbrante, e ficava perto dos dois, a um precinho camarada…

    interpreto assim pq já vi outros artigos em q ele defendia q um dos motivos da favelização era tb a lei q impede a construção de moradias menores de 30 m² (se não me engano) na zona sul e q, portanto, torna muito caro o m² na região.

    ;^?

  15. Chesterton said

    Pois é, apra ele o ideal seria o cortiço a beira mar.
    É um sujeitinho bem recalcado. Tem toda razão.

  16. Chesterton said

    Lihud, a praia de Ramos não tem ondas.

  17. Ha…ha…ha…boa Chesterton!

  18. fk said

    Chesterton, tirando suas bravatas á la mainardi, vc tem alguma solução de verdade para as favelas?
    Não precisa ser um projeto acabado, mas algo pensado, que vá além da facilidade do “tem que destruir favela e construir conjunto habitacional”…
    Só curiosidade…

  19. Chesterton said

    Facilidade? Se fosse fácil, já tinha sido feito. Crei-me, sem sacanagem, é a única solução.

    Outro lado da moeda:

    Depois de derrubar, facilmente, um helicóptero da Polícia Militar (com direito à repercussão na mídia internacional), os narcoguerrilheiros urbanos do Rio de Janeiro fazem novas ameaças de terror. Em conversas captadas por serviços de inteligência das Forças Armadas e da Secretaria de Segurança do RJ, os marginais já especulam que podem usar armamento terra-ar para atingir aviões em decolagem nos aeroportos Santos Dummont e Internacional Tom Jobim.

    Devidamente abafada para não gerar pânico, tal ameaça do narcovarejo transforma em meros reféns os comandantes dos organismos de segurança militares e civis. A narcoguerrilha urbana usa e abusa de instrumentos de comunicação da guerra assimétrica – mesma tática usada por grupos terroristas transnacionais. O clima de medo – “tudo pode acontecer, só não se sabe quando e nem onde, com precisão” – se transforma na arma mais eficiente do braço operacional do Crime Organizado.

    chest- claro que o fato de AS FARC serem a principal fornecedora de cocaína, que tambem vem da Bolivia do Evo, que junto com outros por aí formam o Foro de São Paulo, não tem a menor importância, némêis?

  20. fk said

    Ah, eu queria uma coisa um pouco mais detalhada. Pq é a única solução? Como seria feito? Com que dinheiro? Coisas assim…

    Quanto ao resto do seu texto, isso tá me cheirando a São Paulo pós-pcc e seus montes de boato. A tráfico não quer treta com polícia. Na verdade, o tráfico costuma matar quem faz merda e leva a polícia ao morro.

    A retórica da guerra, como eu já disse, só beneficia os politiqueiros, que então não precisam pensar em soluções de longo prazo, mas apenas apresentar uns dois culpados e duas dezenas de corpos.

    Na verdade, eu nem entendo porque esse atual clima de “agora basta, assim não dá mais”, sendo que o Rio já vive nessa mesma situação faz mais de 20 anos. Será que é pq derrubaram um helicóptero da polícia? O que de novo aconteceu depois do sábado passado? Nada, absolutamente nada!

  21. Algumas favelas já foram pacificadas com a simples presença de um posto policial no local. É claro que crime tem de ser combatido e, ao menos nos últimos 20 anos, milharares de pessoas(culpados e inocentes) morreram na “guerra” ao tráfico. Os resultados estão a nos demonstrar que só o combate direto não resolve. Fácil realmente não é, mas devemos procurar soluções além da repressão pura e simples.

    Ficamos discutindo cotas em Universidade, quando o grande problema é o ensino de primeiro e segundo grau.

    Deveríamos colocar nossos jovens em escolas de tempo integral, nem que seja na marra!(gostou, Chesterton). Dar-lhes, ao menos, uma oportunidade!

    “Socialismo é acesso!”(Millôr Fernandes)

    A Coréia do Sul chegou a investir 40% de seu PIB em educação. Exemplos temos. Creio nos faltar, a todos- esquerda, direita, centro, mais ou menos- vontade política de resolver os problemas.

    Vamos deixar a maquiagem para os salões de beleza!

    Repito: Não é fácil, mas se não começarmos vai ficar impossível!

  22. iconoclasta said

    “esse atual clima de “agora basta, assim não dá mais”

    nao existe esse clima, a cidade continua no seu normal, e essa é a grande KK…

  23. iconoclasta said

    agora, falando em educação:

    “País do diploma

    Acredite. Entre os inscritos para o concurso de gari da Comlurb, a estatal carioca do lixo, 45 têm doutorado; 22, mestrado; 1.026, nível superior completo; e 3.180 chegaram a cursar faculdade, mas não concluíram.

    De 7 de outubro até ontem, 109.193 pessoas se inscreveram para a prova.

    Mas…

    O concurso não exige nem ensino fundamental completo, e a prova é só de esforço físico.

    O salário é de R$ 486,10, mais R$ 237,90 em tíquete-alimentação e plano de saúde.”

    Anselmo Gois

  24. Verdade, Iconoclasta, mas se pegar os tais diplomas, quase com certeza, verá que são dessas pocilgas que andam por ai formando “doutores” analfabetos.

    Você já percebeu a carência que temos de técnicos em tôdas as áreas?

  25. iconoclasta said

    sem duvida, caro, muito fraco. se ve mesmo pelos ministerios, despreparo de chorar…

  26. Chesterton said

    20, na verdade está acontecendo. Chapeu Mangueira e Dona Marta estão isentas de drogados e drogas. A truma que foi corrida de lá que armou o banzé.

  27. Chesterton said

    21 Deveríamos colocar nossos jovens em escolas de tempo integral, nem que seja na marra!(gostou, Chesterton).

    chest- isso, isso.

    “Socialismo é acesso!”(Millôr Fernandes)
    chest- claro, vide Cuba.

    A Coréia do Sul chegou a investir 40% de seu PIB em educação. Exemplos temos. Creio nos faltar, a todos- esquerda, direita, centro, mais ou menos- vontade política de resolver os problemas.
    chest- bem, os americanos cuidavam das forças armadas, de qualquer modo, lá a porrada come contra a bagunça.

  28. Chesterton said

    quarta-feira, 21 de outubro de 2009
    Palavras que fazem falta ao Português: patronizing
    Na língua inglesa, o termo “patronizing”, mais do que “ser condescendente”, significa demonstrar inequivocamente sua superioridade social através da condescendência, tratando alguém em condições inferiores feito um pobre-diabo que não merece ser encarado como um igual, alguém em seu próprio nível, mas como uma espécie de criança. Por exemplo, levar sopa aos mendigos é caridade, dar risada quando eles brigam pela sopa é patronizing. Pode soar chocante para alguns no Brasil, mas no mundo da anglófono a expressão tem conotação negativa.

    Introduzir a palavra “patronizing” em Português destruiria toda a nossa noção de generosidade social, heróis históricos e adequação política. Com tal adjetivo, onde iriam parar as reputações de nossos aristocratas progressistas, os que defendem os párias indefesos das maquinações burguesas todas?

    Lembrei-me disso por causa de uma pesquisa que fiz sobre o incidente do Césio 137 em Goiânia, em 1987. Não vou chamar de acidente, não foi um acidente, foi um ato de estupidez. Dois idiotas roubaram uma cápsula blindada com material radiativo e um idiota maior ainda a abriu a marretadas e decidiu que o pó brilhante era brinquedo – isso tudo um ano depois de Chernobyl.

    Evidentemente, não foi certo abandonar material perigoso numa clínica em ruínas. Mas, vamos considerar, o caso é que os donos da clínica foram apontados como os únicos culpados na história – mas quem em sã consciência imaginaria que um bando de energúmenos iria roubar uma cápsula blindada e, apesar dos múltiplos avisos escritos e desenhados, arrebentá-la até o fim para brincar com o sal radioativo?

    Diz muito sobre o Brasil não saber o que é “patronizing” a forma com que o incidente foi tratado, com os ladrões e o dono do ferro-velho sendo considerados apenas vítimas, coitadinhos completos, isto é, criacinhas sem a menor responsabilidade por seus atos, animais incapazes de julgar o mérito em roubar e arrebentar um material que não faziam a mínima ideia do que se tratava – em uma porra de um hospital abandonado. Não é preciso mestrado em defesa civil para entender o que isso significa. Os ladrões e o dono do ferro-velho são culpados diretos pelo incidente, enquanto os donos da clínica são culpados indiretos. Seria tudo risível, cômico, Prêmio Darwin, se não houvesse sessenta mortos pela estupidez desses homens. Pode soar chocante para alguns, mas não é preciso diploma em medicina para se ter responsabilidade – o dono do ferro-velho também tem a sua, também é um ser humano adulto.

    Tudo isso é sintoma de uma organização em que um grupo se arroga a função de proteger os inocentes, os pobres-diabos, os que não respondem por si, das maquinações de burgueses, estrangeiros, consumismo, mídia golpista e outras bestas da moda quaisquer. A estrutura do Antigo Regime, que aqui investiu aos muita vez herdeiros em pessoa da velha nobreza a função de neo-nobres, protetores desse povinho capachinho coitadinho retardadinho.

    No Brasil, muitos que se dizem defensores da igualdade são seus piores inimigos.

    chest- copiei sem licensa de um amigo meu.,

  29. vilarnovo said

    Eu gostava muito do Hélio Luz, pena que ele sumiu…

    FK – Eu coloquei umas opções no meu blog (vilarnovo.wordpress.com).

  30. […] Abaixo o trecho do artigo de Hélio Luz que toca no assunto do crime organizado envolvendo o jogo do bicho (completo aqui neste link): […]

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