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    Uma coletânea das notícias da corrupção, desvios, anomalias, eleições e meio ambiente que aparecem na mídia todos os dias a partir de agosto de 2008.
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AIB de novo

Posted by Pax em 24/10/2009

O caso paulistano da Associação Imobiliária Brasileira – AIB – reflete uma boa parte do que acontece no Brasil. O plano diretor da cidade está sendo alterado para o lucro de poucos, não para os cidadãos. Com o apoio da frouxa Justiça. Um mau cheiro danado.

Vereadores cassados aguardarão julgamento de recursos com mandatos

Bruno Bocchini – Repórter da Agência Brasil

São Paulo – Os 13 vereadores de São Paulo que foram cassados pela Justiça Eleitoral e tornados inelegíveis por três anos vão aguardar o julgamento dos seus recursos sem perder o mandato. O juiz Aloisio Sérgio Rezende, da 1ª Zona Eleitoral, concedeu na noite de ontem (23) o efeito suspensivo para a decisão de cassação do mandato do vereador Ricardo Teixeira (PSDB). Ele era o último que ainda não tinha obtido a concessão. Um suplente, que foi tornado inelegível, também teve a pena suspensa até o julgamento.

De acordo com o promotor do caso, Maurício Antonio Ribeiro Lopes, da 1ª Zona Eleitoral de São Paulo, o julgamento dos recursos no TRE deverá ocorrer nos próximos dias. O TRE é a última instância para esse tipo de ação.

A decisão da Justiça contra os 13 vereadores e um suplente considerou a acusação deles terem recebido doações da Associação Imobiliária Brasileira (AIB) acima do limite previsto pela lei eleitoral. O promotor já moveu uma ação contra mais 17 vereadores pela mesma razão e espera o julgamento em primeira instância.

Palácios resistentes

José Luiz Teixeira – De São Paulo – no Terra Magazine

Andar pelo centro da cidade de São Paulo já não é tão perigoso quanto antigamente. Constatei esse fato esta semana, ao precisar ir a pé da Avenida São Luiz à Praça da Sé. Nesse trajeto de menos de dois quilômetros aparentemente não cruzei com nenhum elemento suspeito. Pude, então, apreciar um pouco o passeio.


Palácio Anchieta
Site Oficial da Câmara Municipal

Para dizer a verdade, só fiquei um pouco apreensivo ao passar em frente ao Palácio Anchieta, onde funciona a Câmara Municipal. Mas não houve nenhum incidente e segui meu caminho em paz.

Os vereadores paulistanos estão todos muito ocupados estes dias por causa do escândalo da Associação Imobiliária Brasileira (AIB). Para quem não sabe, essa associação, segundo o Ministério Público, é uma empresa de fachada criada pelo sindicato imobiliário Secovi para poder doar altas quantias em dinheiro às campanhas de vereadores da Capital.

Estes dias, dois anos depois das eleições, um juiz julgou essas contribuições irregulares e cassou o mandato de 13 parlamentares. Suas excelências, no entanto, nem chegaram a deixar os cargos: uma liminar conseguida na última quinta-feira manteve-os em suas confortáveis cadeiras.

Nessa história, me chamou a atenção uma entrevista de um deles, Wadih Mutran (PP), a uma emissora de rádio, na qual justificava singelamente o recebimento do dinheiro. Contou que antes das últimas eleições, estava tranqüilo em sua sala, quando um representante da AIB bateu à porta, apresentou-se e disse que queria doar cerca de cem mil reais para sua campanha.

O vereador respondeu que aceitava o dinheiro, agradeceu e mandou o bondoso senhor cuidar dos trâmites legais com sua secretária. Era tudo o que tinha a declarar sobre o assunto. Simples assim.

Mais engraçado foi o advogado dos cassados. Declarou ao Terra que a culpa toda dessa confusão era da AIB, que deveria saber que estava doando dinheiro ilegalmente. Seus clientes, segundo ele, receberam de “boa-fé”. Como são ingênuos e puros esses parlamentares!

Outra curiosidade que me chamou a atenção foi a de que entre esses edis está o presidente da Comissão de Revisão do Plano Diretor da Cidade de São Paulo, vereador Carlos Apolinário (DEM). Não é difícil prever quem sairá ganhando e quem sairá prejudicado nessa futura revisão.

De minha parte, como munícipe, espero que depois desse escândalo desistam de rever a atual legislação. Mesmo sem revisão, ela já prejudicou muito meu bairro. Com uma eventual revisão, não sei o que acontecerá.

Moro no alto da Vila Madalena, em São Paulo, onde, após a aprovação do mais recente Plano Diretor, há cerca de oito anos, começaram a surgir prédios de alto padrão por todos os lados da minha outrora tranquila rua.

Aumentou a demanda por água, luz, gás, tubulação de esgoto e a poluição e o trânsito ficaram insuportáveis nos horários de pico – agora há semáforos e congestionamentos em todas as esquinas.

A voracidade das construtoras foi tanta que seus engenheiros passaram a desrespeitar até mesmo a Lei da Gravidade, construindo edifícios em pirambeiras em que, nos velhos tempos, nem cabritas subiam. Recentemente, cinco residências aqui perto de casa desabaram parcialmente por negligência dos construtores de um prédio vizinho.

Explica-se, portanto, porque em São Paulo basta uma chuvinha para que desmoronem barracos, casas e até estações de metrô. Enquanto isso, os palácios, nos quais se realizam negócios suspeitos, continuam firmes e fortes. Balançam, mas não caem.

José Luiz Teixeira é jornalista. Formado pela Faculdade Cásper Líbero, trabalhou em diversos órgãos de imprensa, entre os quais as rádios Gazeta, Tupi e BBC de Londres, e os jornais O Globo, Folha de S.Paulo e Folha da Tarde.

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