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Notícias da Corrupção, Desvios, Anomalias, Eleições e Meio Ambiente

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    Uma coletânea das notícias da corrupção, desvios, anomalias, eleições e meio ambiente que aparecem na mídia todos os dias a partir de agosto de 2008.
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Manifesto em defesa do MST

Posted by Pax em 26/10/2009

Manifesto assinado por vários intelectuais denuncia todo o processo de criminalização do MST a partir dos últimos acontecimentos, em especial a exploração da mídia no caso da ocupação às fazendas controladas irregularmente pela Cutrale e a instauração da CPI.

Foto: Arquivo do MST

22 de outubro de 2009

As grandes redes de televisão repetiram à exaustão, há algumas semanas, imagens da ocupação realizada por integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) em terras que seriam de propriedade do Sucocítrico Cutrale, no interior de São Paulo. A mídia foi taxativa em classificar a derrubada de alguns pés de laranja como ato de vandalismo.

Uma informação essencial, no entanto, foi omitida: a de que a titularidade das terras da empresa é contestada pelo Incra e pela Justiça. Trata-se de uma grande área chamada Núcleo Monções, que possui cerca de 30 mil hectares. Desses 30 mil hectares, 10 mil são terras públicas reconhecidas oficialmente como devolutas e 15 mil são terras improdutivas. Ao mesmo tempo, não há nenhuma prova de que a suposta destruição de máquinas e equipamentos tenha sido obra dos sem-terra.

Na ótica dos setores dominantes, pés de laranja arrancados em protesto representam uma imagem mais chocante do que as famílias que vivem em acampamentos precários desejando produzir alimentos.

Bloquear a reforma agrária

Há um objetivo preciso nisso tudo: impedir a revisão dos índices de produtividade agrícola – cuja versão em vigor tem como base o censo agropecuário de 1975 – e viabilizar uma CPI sobre o MST. Com tal postura, o foco do debate agrário desloca-se dos responsáveis pela desigualdade e concentração para criminalizar os que lutam pelo direito do povo. A revisão dos índices evidenciaria que, apesar de todo o avanço técnico, boa parte das grandes propriedades não é tão produtiva quanto seus donos alegam e estaria, assim, disponível para a reforma agrária.

Para mascarar tal fato, está em curso um grande operativo político das classes dominantes objetivando golpear o principal movimento social brasileiro, o MST. Deste modo, prepara-se o terreno para mais uma ofensiva contra os direitos sociais da maioria da população brasileira.

O pesado operativo midiático-empresarial visa isolar e criminalizar o movimento social e enfraquecer suas bases de apoio. Sem resistências, as corporações agrícolas tentam bloquear, ainda mais severamente, a reforma agrária e impor um modelo agroexportador predatório em termos sociais e ambientais como única alternativa para a agropecuária brasileira.

Concentração fundiária

A concentração fundiária no Brasil aumentou nos últimos dez anos, conforme o Censo Agrário do IBGE. A área ocupada pelos estabelecimentos rurais maiores do que mil hectares concentra mais de 43% do espaço total, enquanto as propriedades com menos de 10 hectares ocupam menos de 2,7%. As pequenas propriedades estão definhando enquanto crescem as fronteiras agrícolas do agronegócio.

Conforme a Comissão Pastoral da Terra (CPT, 2009) os conflitos agrários do primeiro semestre deste ano seguem marcando uma situação de extrema violência contra os trabalhadores rurais. Entre janeiro e julho de 2009 foram registrados 366 conflitos, que afetaram diretamente 193.174 pessoas, ocorrendo um assassinato a cada 30 conflitos no primeiro semestre de 2009. Ao todo, foram 12 assassinatos, 44 tentativas de homicídio, 22 ameaças de morte e 6 pessoas torturadas no primeiro semestre deste ano.

Não violência

A estratégia de luta do MST sempre se caracterizou pela não violência, ainda que em um ambiente de extrema agressividade por parte dos agentes do Estado e das milícias e jagunços a serviço das corporações e do latifúndio. As ocupações objetivam pressionar os governos a realizar a reforma agrária.

É preciso uma agricultura socialmente justa, ecológica, capaz de assegurar a soberania alimentar e baseada na livre cooperação de pequenos agricultores. Isso só será conquistado com movimentos sociais fortes, apoiados pela maioria da população brasileira.

Contra a criminalização das lutas sociais

Convocamos todos os movimentos e setores comprometidos com as lutas a se engajarem em um amplo movimento contra a criminalização das lutas sociais, realizando atos e manifestações políticas que demarquem o repúdio à criminalização do MST e de todas as lutas no Brasil.

Ana Clara Ribeiro
Ana Esther Ceceña
Boaventura de Sousa Santos
Carlos Nelson Coutinho
Carlos Walter Porto-Gonçalves
Claudia Santiago
Claudia Korol
Ciro Correia
Chico Alencar
Chico de Oliveira
Daniel Bensaïd
Demian Bezerra de Melo
Fernando Vieira Velloso
Eduardo Galeano
Eleuterio Prado
Emir Sader
Gaudêncio Frigotto
Gilberto Maringoni
Gilcilene Barão
Heloisa Fernandes
Isabel Monal
István Mészáros
Ivana Jinkings
José Paulo Netto
Lucia Maria Wanderley Neves
Luis Acosta
Marcelo Badaró Mattos
Marcelo Freixo
Maria Orlanda Pinassi
Marilda Iamamoto
Maurício Vieira Martins
Mauro Luis Iasi
Michael Lowy
Otilia Fiori Arantes
Paulo Arantes
Paulo Nakatani
Plínio de Arruda Sampaio
Reinaldo A. Carcanholo
Ricardo Antunes
Ricardo Gilberto Lyrio Teixeira
Roberto Leher
Sara Granemann
Sergio Romagnolo
Virgínia Fontes
Vito Giannotti

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105 Respostas to “Manifesto em defesa do MST”

  1. Patriarca da Paciência said

    A verdade está vindo à tona cada vez mais límpida, apesar de toda a guerra suja da grande mídia.

    É o Brasil se movimentando.

  2. Chesterton said

    Uma informação essencial, no entanto, foi omitida: a de que a titularidade das terras da empresa é contestada pelo Incra e pela Justiça.

    chest- pela justiça ou na justiça?

  3. Chesterton said

    Um dos principais “operadores” do governo petista da Bahia recebeu ordens para ser mais discreto: ex-funcionário da Justiça, de modestos salários, ele constrói uma big mansão no condomínio de luxo Alphaville.

  4. Paulo Roberto Silva said

    Esta lista de intelectuais pode ser resumida em:

    * marxistas militantes – nacionais e internacionais
    * sindicalistas da Andes
    * esquerda da CUT disfarçada

    Aliás, alguém pode me explicar porque o Boaventura de Souza Santos, que é português, resolveu estudar a legalidade paralela nas favelas do Rio de Janeiro em seu mestrado?

  5. Paulo Roberto Silva said

    “A estratégia de luta do MST sempre se caracterizou pela não violência, ainda que em um ambiente de extrema agressividade por parte dos agentes do Estado e das milícias e jagunços a serviço das corporações e do latifúndio.” O que um olhar definido pela ideologia não faz…

    Esta é uma meia verdade. Sim, o latifúndio atua na base da violência, mas sim também, o MST usa da violência para atingir seus objetivos. A violência do latifúndio atinge também a Contag, mas esta não revida na mesma proporção, e obtém mais resultados para o sem-terra que o MST. Porque ninguém escreve manifesto em defesa da Contag? Porque a Contag é uma iniciativa da CUT, e não se deixa instrumentalizar pela CPT. O MST, pelo contrário, é uma cria da CPT, e hoje manda mais no seu criador do que é mandado.

    O MST instrumentaliza intelectuais por meio de vagas para professores no Pronera, programa de educação rural que utiliza recursos governamentais, mas é totalmente controlado pelo MST. Por isso, qualquer espirro do movimento recebe um manifesto em defesa, e a lista é a mesma há vinte anos.

  6. Paulo Roberto Silva said

    E antes que alguém se espante com um comentário meu tão ferino contra a CPT, é bom esclarecer: a CPT é uma organização civil, não eclesiática. É formada por católicos, mas não representa os católicos. A nenhum posicionamento da CPT o católico deve obediência ou, pelo menos reverência. Diferentemente de posicionamentos sobre questões de fé, ao que a CPT fala o católico só concorda se estiver de acordo com a sua consciência. E, neste caso, minha consciência discorda da CPT. Como discorda da TFP, organização que tem o mesmo status.

  7. Patriarca da Paciência said

    Paulo Roberto Silva,

    E o Mauro Santayana, que foi o verdadeiro detonador da reação contra essa tentativa ridícula de criminalizar os movimentos sociais, está classificado onde nos tais:marxistas militantes – nacionais e internacionais
    * sindicalistas da Andes
    * esquerda da CUT disfarçada

  8. Patriarca da Paciência said

    Onde você coloca o Mauro Santayana?

  9. Patriarca da Paciência said

    E o governardor do Paraná,Roberto Requião, que tempos atrás fez um pronunciamento onde, entre outras coisas, diz que considera uma verdadeira bênção que exista o MST no Brasil, pois ali há pessoas que estão à procura de produzir alimentos e conseguir uma vida digna, em lugar de descambar para a criminalidade, onde você classifica o Requião?

    Olha, eu tenho quase certeza também que você não fala pela maioria dos bispos brasileiros.

  10. Chesterton said

    láaaaa longe.

  11. Chesterton said

    Prefeito do PT preso com crack e travesti.
    Pobre prefeito petista. Crack vicia e os tratamentos só funcionam se o paciente quiser, efetivamente, deixar o vício. Quanto à diversidade das preferências amorosas do prefeito petista, nada a contestar. O prefeito petista é apenas um ser humano que precisa de ajuda. Poderia, por exemplo, ser visitado pelo Lula e pela Dilma, para receber conselhos, orientação e apoio. Ou pelo presidente do PT, Ricardo Berzoini, para ver se a família necessita algum amparo. Talvez a presença do Frei Betto ou daquele padre Lancelotti, amigo do Suplicy. Vamos ver o que o PT vai fazer para ajudar este ser humano em frangalhos. Vamos ver qual movimento social vai correr para Raposos, na região metropolitana de Belo Horizonte, para dar o ombro ao prefeito petista João Carlos da Aparecida.

  12. Patriarca da Paciência said

    Chesterton,
    Não esqueça dos vereadores de São Paulo, que são vários, eles são da base aliada do Serra e também precisam de muito apoio.

  13. Catatau said

    O que me impressiona é a falta de informação de 99% dos críticos do movimento. Especialmente esse preconceito estereotipado (“ora, são todos marxistas stalinistas e outros istas de esquerda”).

    O movimento pode ser criticado? Óbvio! Mas falamos bem: CRITICADO.

    Eu já tive alguma experiência com o movimento. Infelizmente, há 10 anos atrás. Mas nunca vi um pinguinho de violência. Não quer dizer que não há violência, mas sim que existe uma diferença gigantesca entre dizer que há violência em ações isoladas, ou a violência é um instrumento do movimento.

    Sobre a palavra “crítica”, existe uma diferença abissal entre a crítica e a mera desqualificação. Quem critica quer saber o que diz; quem desqualifica só desqualifica, e pronto.

  14. Catatau said

    Só para começar: o MST não é um braço, ou o que quer que seja, da CPT. São movimentos ligados, mas um não é a cria do outro.

  15. Paulo Roberto Silva said

    O MST realmente não é um braço da CPT. Mas foi sim criado por ela, no Rio Grande do Sul. Um dos principais líderes do movimento, João Pedro Stédile, era um dos principais economistas da CPT no final dos anos 1.970. Contudo, o movimento está um pouco longe do que poderia ser considerado cristão. Tradicionalmente, existem três correntes dentro dele:

    1) O microempresariado rural. Este grupo costumava ser liderado pelo Zé Rainha. Defende a transformação dos assentamentos em uma grande holding de pequenos produtores rurais de alimentos. É de todos o mais fácil de se conversar

    2) A corrente política, majoritária e liderada pelo Stédile. Para este gruipo, a finalidade do MST não é econômica, mas política. É capaz de movimentos bastante flexíveis, como apoiar o Requião, mas no fundo é hegemonista e pretende liderar o movimento social rumo a um processo semi revolucionário. Suas lideranças tiveram origem na Igreja, mas hoje são formadas exclusivamente dentro do MST ou por meio de entidades paralelas (Escola Nacional Florestan Fernandes, por exemplo)

    3) A corrente guerrilheirista, forte principalmente no Nordeste, herdeira das Ligas Camponesas. É a principal responsável por conflitos rurais insolúveis, e sua concepção está eivada de premissas guevaristas e maoistas. Não quer acordo.

    Estas diferentes tendências se escondem debaixo de uma organização fortemente militarizada e centralizada. Tal como uma organização de perfil bolchevique.

    Patriarca, duas coisas:

    1) O que o Requião fala não se escreve. Em seu primeiro mandato, ele foi responsável pela ação policial que resultou na morte do Teixeirinha, uma liderança sem-terra no Paraná. Agora o MST faz parte de sua rede de apoios, por isso ele trata tão bem o movimento. Não é convicção, é realpolitick

    2) O Mauro Santayana de fato não faz parte de nenhum dos grupos. Mas ele é presença corriqueira em manifestos da ultra-esquerda. Consiga-me um manifesto em favor do MST assinado pelo Gustavo Franco, e aí poderemos falar em uma influência social crescente do movimento.

  16. Chesterton said

    O Messetê não tem que ser criticado, tem que ser extinto.

  17. Paulo Roberto Silva said

    O Mauro Santayana não está na lista, Patriarca.

  18. Patriarca da Paciência said

    Paulo Roberto da Silva,

    Ele não está na lista mas tem escrito bastante contra essa tentativa ridícula de criminalizar os movimentos sociais.

    Gustavo Franco? Bem, aí você definiu com propriedade, ou seja, “nós estamos de um lado, vocês estão do outro”.

    Felizmente o movimento de direita no Brasil é minoria, apesar de bem articulado, principalmente na Globo, Veja etc.

  19. Patriarca da Paciência said

    Dizer que o Gustavo Franco não é de direita?

    Bem, o Serra e o FHC também não eram.

  20. Paulo Roberto Silva said

    O que eu quero dizer, Patriarca, que manifesto assinado pelos de sempre é manobra política. Para mostrar força, ele precisa mostrar divisão do “outro lado”. Se não o faz, é mera manobra.

    O oposto também vale. Consiga um manifesto em favor dos ruralistas assinado pelo Chico de Oliveira, e eu os respeitarei. Caso contrário, nada feito.

  21. Chesterton said

    Essa oposição fictícia entre MST e empresarios rurais é criada com fins politicos-revolucionarios.
    Não existe sem-terra, existe sem-emprego, a população brasileira é ainda pequena para ocupar toda terra cultivável do território, que é imenso.
    O MST é ficção, foi inventado para favorecer suas lideranças. Usa o povão que se julga esperto de bucha-de-canhão.

  22. Patriarca da Paciência said

    É sim,

    grilagens, pior distribuição de renda do mundo, trabalho escravo etc. é tudo ficção.

  23. Paulo Roberto Silva said

    Os diversos problemas no campo não serão resolvidos por meio do conflito, mas pela negociação e pela concessão de ambas as partes. O agronegócio precisa ser protegido, assim como o pequeno produtor de alimentos. O preceito constitucional de que a terra tem sua função social precisa valer.

    O ponto é: os extremos não querem resolver os problemas do campo. Sem-terra e ruralistas vivem do conflito e para o conflito. Não há solução que não passe pelo enfraquecimento de ambos os lados em favor de quem realmente está interessado na paz.

    Da forma como as coisas estão agora, ruralistas e sem-terra operam como pólos que atraem os setores mais próximos, e evitam qualquer forma de aproximação que possa resultar em acordo. O Lula, quando faz concessões a ambos os lados, só intensifica o conflito, não o ameniza.

  24. Catatau said

    Paulo Roberto,

    De fato, como eu disse, não tenho acompanhado o movimento, mas há tempos existe esse problema de sua institucionalização, e questões intragáveis com os dirigentes. Mas seria necessário separarmos a questão, uma da existência do MST (que é, no limite, a que se coloca agora), e outra das relações entre suas motivações originárias e sua institucionalização.

    Agora a pérola do Chesterton é impagável:

    “Não existe sem-terra, existe sem-emprego, a população brasileira é ainda pequena para ocupar toda terra cultivável do território, que é imenso.

    Aham…

  25. Chesterton said

    53% dos sem terra venderam seus lotes. Ou voltaram para casa ou se inscreveram em outro asssentamento, com a grana no bolso.
    Sobre comida no Brasil, por isso so preços são tão baixos. Aqui favelado é obeso. Sobre terra no Brasil, porque ninguem quer saber de morar longe da cidade.
    O resto é politicagem.

  26. Chesterton said

    Sobre comida=sobra comida.

  27. Chesterton said

    O ponto é: os extremos não querem resolver os problemas do campo. Sem-terra e ruralistas vivem do conflito e para o conflito. Não há solução que não passe pelo enfraquecimento de ambos os lados em favor de quem realmente está interessado na paz.

    chest- ruralistas só querem produzir sem o risco de incendios em suas plantações. Não há conflito, há uma cambada de desocupados enchendo o saco.

  28. Chesterton said

    Sem terra é igual a aquecimento global, uma invenção de líderes sindicais.

  29. Catatau said

    De onde é essa estatística de que 53% vendeu os lotes?

  30. vilarnovo said

    Onde há tentativa de “criminalizar movimentos sociais”??? Há uma centenas de movimentos sociais no país. Não vejo ninguém criminalizando o Viva Rio por exemplo…

    Mas quando é o MST o bixo pega…

    E que coisa realmente mais ridícula é essa de criminalizar um ato criminoso. Isso só pode ser coisa da direita…

    A parte mais incrível do burrosfesto:

    “Ao mesmo tempo, não há nenhuma prova de que a suposta destruição de máquinas e equipamentos tenha sido obra dos sem-terra.”

    O negócio foi filmado, documentado…

    Sério, quem assina um negócio desse ou apoia um negócio desse ou é idota útil ou tem uma enorme capacidade de esconder a verdade de si mesmo.

    Outra parte ridícula:

    “Na ótica dos setores dominantes, pés de laranja arrancados em protesto representam uma imagem mais chocante do que as famílias que vivem em acampamentos precários desejando produzir alimentos.”

    Aqui devemos ter cuidado mesmo, pois a Cutrale não emprega ninguém. Toda a plantação cresce aos cuidados de ciborgs, os tratores são dirigidos automaticamente por robôs importados de Marte. Não há sequer uma família que tenha no trabalho com ao Cutrale seu ganha pão…

    “capaz de assegurar a soberania alimentar”

    Segundo essas pessoas não há alimento sobrando no país…

    Bando de pulhas, e quem os apoia é tão pulha e criminoso quanto.

  31. Elias said

    Esse pessoal que critica o MST olhando de longe, de dentro de seus apartamentos, a milhares de quilômetros de onde o pau canta, poderia olhar mais detidamente os fatos.

    Por exemplo: mesmo com toda a má vontade que notoriamente existe contra ele, o MST jamais foi acusado de assassinatos.

    De outra parte, o que não falta é ocorrência de assassinatos de militantes e dirigentes do MST.

    Se o MST decidisse agora revidar, na proporção de 1 fazendeiro para cada 2 militantes ou dirigentes do movimento assassinados, rapidinho teríamos algumas dezenas de terratenentes deixando este vale de lágrimas…

    O MST é fator de controle da violência, isso sim!

    Ele substitui o uso da violência física pela ação política. É uma ação dura e, não raramente, desagradável, que pode ser classificada como “violência econômica”.

    Agora, no campo da violência física, o MST perde de goleada. É só ler o noticiário…

    Quem deseja falar de craques nesse jogo, deve procurar a UDR & afins.

    Em algumas áreas do sudeste e sul do Pará, os grileiros matavam um posseiro. Dias depois, sem alarde, aparecia um grileiro (ou bate-pau, ou capataz, tanto faz…), boiando num rio.

    Isso quando boiava (ou seja, quando se queria passar algum recado).

    Às vezes, alguém simplesmente desaparecia. É que, depois de morto, abriam a barriga do cara antes de lançá-lo ao rio. Aí ele não boiava. Ou então, simplesmente o cara era enterrado na floresta. Aí ninguém o achava.

    O MST chegou, organizou o pessoal e acabou com os revides. Quando alguém é assassinado, o MST busca a punição dos assassinos na Justiça.

    E ainda é o MST que é violento…

    Então, é só ir em frente. Pau pra cima do MST! Vamos colocar o MST na ilegalidade. Vamos prender seus líderes, proibir que seus militantes se reúnam, etc, etc.

    Aí nós vamos ver o que é violência da boa…

  32. iconoclasta said

    “o MST jamais foi acusado de assassinatos.”

    hummmm…

    “Polícia: MST agiu como grupo de extermínio..
    Inquérito sobre chacina em PE indicia seis militantes sem-terra

    RECIFE – A Policia Civil de Pernambuco enviou nesta terça-feira o inquérito sobre o assassinato de quatro seguranças de uma fazenda no interior do estado, com o indiciamento de sete pessoas por participação na chacina, seis delas sem-terra. Os integrantes do MST foram indicados por formação de quadrilha, homicídio qualificado e porte ilegal de arma, entre outras acusações.”

    ça ce passe…

    e as vale, valente, como vão em NY?

    ;^))))

  33. Chesterton said

    O MST foi acusado de assassinatos de membros de outros movimentos por terra, que papo furado.

    MST controla violencia, um katz. Isso é puro gangsterismo.

    Vende terras?

    http://dois-em-cena.blogspot.com/2009/05/assentados-do-mst-vendem-terras-de.html

    http://clippingmp.planejamento.gov.br/cadastros/noticias/2009/5/5/mst-vende-lotes-de-assentamento

  34. Chesterton said

    -Me diz uma coisa, quando tu ta querendo em cada lote?

    -Eu quero 15 (mil reais) nesse meu lote

    -Tu ta vendendo…

    -É lote, com casa e tudo

    Ele diz que o governo não pode saber que houve pagamento pela terra.

    -Se o Incra aparecer ali eu posso dizer que comprei?

    -Não -Tem que dizer que foi abandonado, assim?

    -É, abandonado, exato. Desistência

    Ao lado, no assentamento Meia Água, mais venda de terras.

    -Quanto tu ta querendo?

    -Tchê, to pedindo 30 pila, deixo tudo, só levo as coisas de dentro de casa.

    -30 mil…

    -Deixo criação, deixo tudo

    O agricultor diz que vai trabalhar numa fábrica de calçados de Sapiranga.

    -O pagamento não aparece. Isso nem pode “conta” que tu me pagou

    O aluguel de terras também é prática comum em assentamentos do MST. No norte do Estado, a reportagem ouviu um agricultor, que aceitou falar sem mostrar o rosto. Ele arrenda doze lotes

    -Não existe papel, é na boca à boca. É confiança, é um mercado escuro. Assim que funciona, diz.

  35. Chesterton said

    vocês ficam atrás do PC o dia inteiro e não sabiam disso?

  36. Catatau said

    Realmente é uma acusação grave, Chester! Ocorrendo assim e nesses termos, é uma grilagem às avessas. Não grilagem de grileiro “tradicional”, mas ainda assim, grilagem…

    Mas e essa estatística de 53%, de onde vem?

  37. Chesterton said

    de uma noticia da semana passada. Radio, tv, jornais, essas coisas.

  38. Chesterton said

    isso não é apenas uma notícia grave, é a demonstração cabal que o messetê não tem razões para existir. É tudo especulação imobiliária. Patrimonialismo no varejo.

  39. Chesterton said

    as polêmicas declarações do delegado José Mariano Beltrame durante uma palestra no 21º encontro do OsteRio – uma iniciativa conjunta do Instituto de Estudos do Trabalho e da Sociedade (IETS), da Light e da Associação Comercial do Rio de Janeiro (ACRJ), no restaurante Osteria dell’Angolo, em Ipanema:

    a) “Só no Rio existe fuzil e rifle. Só no Rio existe metralhadora antiaérea. Então o país todo precisa saber que, para enfrentar fuzis 762, 556, e .30, precisa haver um nivelamento das forças de combate. Precisa haver uma paridade. Precisamos redimensionar o armamento e os recursos das forças da ordem. Precisa entrar grana. Mas, de que adianta me darem R$ 10 milhões ou R$ 100 milhões se não posso gerenciar essa verba? É para gerenciar as prateleiras com armas não letais? Só posso equipar meus policiais com spray de pimenta?”

    b) “Eu quis comprar carros blindados de Israel e da África do Sul. Fiz o pedido. Ah, não pode, porque esses veículos têm características de guerra. E isso que vivemos no Rio é o quê? O governo federal precisa assumir sua responsabilidade, seu compromisso. Não adianta nada, um dia depois de bandidos derrubarem um helicóptero e matarem três PMs, nos telefonarem de Brasília oferecendo mais um helicóptero blindado. Nós recusamos. O que vai resolver mais um helicóptero blindado?”

    c) “O combate ao narcotráfico é competência do governo federal. Em nenhum lugar do mundo polícia estadual é encarregada de combater narcotraficantes. Ainda mais traficantes com fuzis importados que entram por nossas fronteiras e nossos portos. O que a população não entende é que o governo federal não tem de ‘ajudar o Rio’ a combater o narcotráfico armado. É o estado do Rio que está ajudando o governo federal em algo que é compromisso de Brasília”.

    d) “Os senhores acham que é fácil deixar um policial de noite no Complexo do Alemão ganhando 970 reais por mês e proibir que ele faça bico? Quando, ao fazer segurança para a elite, ele ganha um terço disso numa noite? Não serei eu que tirarei o bico do PM.”

    e) “Na Colômbia, expulsaram 15 mil policiais da corporação acusados de corrupção quando decidiram fazer a limpeza nas forças de segurança. Eu perguntei como eles conseguiram fazer isso em tão pouco tempo. ‘Lei de exceção’, me respondeu e. A Secretaria de Segurança tinha o poder discricionário. Suspeitava, acusava, julgava…, e rua.”

    f) “O governo federal é sócio deste problema. O Rio de Janeiro ficou febril por causa da queda desse helicóptero, mas esse é um episódio de todo um processo, iniciado há décadas e que começou a piorar nos anos 80. Não me venham com a oferta de mais um helicóptero blindado. Porque não existe meia solução. Não estou dizendo que o Exército tenha de cuidar da segurança pública. O Exército precisa cuidar das fronteiras. O que adianta trazer tropas para o Rio? Se nós todos não nos unirmos e nos mexermos, se não tivermos o apoio do Legislativo e do Ministério Público para que o país enxergue o Rio como é, realmente, esse pessoal virá aqui na janela com o fuzil na nossa cara. Sugiro que a gente faça da queda deste helicóptero nosso 11 de setembro da segurança pública no Rio. Antes e depois.”

    Crack in Rio

  40. Catatau said

    Poisé, daí a generalizar, é o problema.

    Veja Chester, não estamos num FlaxFlu, é uma burrice sem tamanho ficar chamando o outro de “jacaré” e dizer que “vai invadir a casa”, polarizar a discussão e etc.. Esse é um espaço para discutir, os dados e o que os dados dizem. Isso é interessante, o resto é balela.

    Estou me debrulhando no google, mas só achei 1 noticia semelhante a essa que vc mencionou (no caso, só ela), e o único informe de 53% é uma pesquisa encomendada pela Katia Abreu (é como pedir ao diabo uma opinião sobre Deus), e super contestada, e ainda 53% não é o índice de “revenda” de terras…

  41. fk said

    A pior coisa dessa discussão toda é que perde-se de vista o assunto principal, que é a reforma agrária. Ainda é preciso fazer uma reforma agrária? Qual modelo seguir? O que desapropriar?
    Só a título de ilustração, as pequenas propriedades são responsáveis por grande parte da alimentação do brasileiro, e os grandes proprietários de terra são, talvez, o grupo mais beneficiado da história da humanidade com anistias de suas dívidas, ainda que sejam -para horror de qualquer país sério, mas para deleite do Brasil- o carro chefe da atual balança comercial brasileira.

  42. Patriarca da Paciência said

    É, falam que os grandes proprietários tem uma dívida aproximada de 80 bilhões, dívida essa que sempre é rolada, rolada, rolada e nunca paga… e um dia será anistiada.

    Aí ficam fazendo auê por causa de alguns trocados.

    Os grandes industriais paulistas deram um furo, só no Banespa, de 50 bilhões. Quanto seria essa dívida atualizada hoje?

    Estou com o Requião, “é uma grande bênção no Brasil que exista o MST, pois alí há pessoas que querem produzir alimentos e levar uma vida digna”. Os gastos com o MST são mínimos, em comparação com os gastos que causam os grandes parasitas do Estado.

  43. Paulo Roberto Silva said

    Pois é, fk, você apontou o ponto nevrálgico da questão: é necessário realizar uma reforma agrária? Qual modelo a seguir? O que desapropriar?

    O debate sobre a reforma agrária no Brasil é baseado em alguns mitos. O maior deles é que a grande propriedade de monocultura é menos produtiva que a pequena propriedade familiar. Na verdade, desde sempre o sistema de plantações é o mais produtivo no que diz respeito à agricultura. Contudo, ele tem a fragilidade de não ser estimulante para produção de alimentos consumidos em baixa escala – mandioca, legumes, verduras.

    Os processos de reforma agrária considerados bem sucedidos não mexeram com o sistema de plantações, mas estavam baseados na colonização de terras devolutas ou na desmontagem de sistemas de propriedade feudais – e um sistema de plantações não é nem de longe um modelo feudal.

    No caso do Brasil, é necessário, ao invés de uma mera distribuição de terras, acelerar a modernização do campo, favorecendo ao mesmo tempo o sistema de plantações altamente mecanizado para culturas intensivas – soja, cana, milho – e a agricultura familiar para a produção de alimentos. Esta modernização seria obtida com uma combinação de mecanismos de financiamento e fiscalização intensa do cumprimento da legislação trabalhista. Aliás, é exatamente esta a política do presidente Lula, com uma ressalva: falta criar mecanismos para proteger biomas como Amazônia e cerrado, e criar mecanismos de desapropriação de fazendas irregulares para reforma agrária.

  44. Patriarca da Paciência said

    Nas verdade o furo do Banespa foi de 17 bilhões, que seria algo como 50 bihões hoje.

  45. Patriarca da Paciência said

    Lembro-me que ao final do governo FHC foi anunciado que havia no Brasil algo como dois estados de São Paulo grilados.

    Que toda essa terra poderia ser utilizada para reforma agrária.

    Acho muito estranho que ninguém fale mais nisso.

  46. HRP SOFT! said

    É necessário uma reforma agraria?
    Precisa responder?
    O MST por ter correntes tem ciclos .
    Esse é um daqueles em que tendencias se exteriorizam…..
    Mas a reforma agraria exige movimento social no Brasil….
    O MST é parte dessa luta para que a pequena e média propriedade seja um dos sustentaculos da nossa agricola e pastoril.
    Fora os radicalismos que se “entregam” e não se escondem na maior parte dos casos o MST cumpre seu papel de bandeira de alerta contra a injustiça social no campo.
    Por isso se não é justo o que se fez naquele laranjal, também não é justo ver a Cutyrale não dar satisfação quanto a propriedade da terra da fazenda invadida.
    Notando-se que a dita area era motivo de contenda entre um orgão federal que denunciava como area da união a fazenda invadida e já ocupada pela Cutrale , senso que o juiz que julgou o caso em primeira instancia anulou o feito por “não ser aquele orgão federalcompetente para mover aquele tipo de ação em nome da união”!
    Muito conveniente!
    Catatau e Patriarca…..Caras como o Rainha é quem pode falar como é ser perseguido pelo grande latifundio e como isso pode fazer da vida do sujeito um inferno!
    Precisamos de reforma agraria?
    Se voce achar que só precisamos produzir soja e cana não!
    Mas se voce acha que feijão é um produto importante para a nação conte com a pequena e média propriedade e agricultura familiar, que produzem 88% do feijão no Brasil, ou 90% dos produtos organico!
    Bomdia!

  47. HRP SOFT! said

    em tempo: do nosso setor agricola e pastoril…..

  48. fk said

    Só não podemos cair na armadilha de uma parcela do mst que faz o discurso do antagonismo entre pequena e grande propriedade PRODUTIVA, pois é um antagonismo falso -assim como é falso o antagonismo que os ruralistas tendem a criar entre a grande propriedade e a pequena propriedade que nada produz-, visto que ambas são importantes para o país na medida suas possibilidades e interesses.
    Quanto ao processo de desapropriação da terra, não sei para a reforma agrária, devido aos requisitos, há alguma forma mais rápida, mas posso dizer que, em desapropriações normais, o processo pode se arrastar por mais de 20 anos, o que, obviamente, vai contra o interesse do próprio País.

  49. Pax said

    Sugestão de leitura:

    Uma CPI do ódio de classe

    Do Dr Rosinha, deputado federal do PT no Paraná

  50. HRP SOFT! said

    O cara sabe das coisas…
    Não sabia desse livro.

  51. Elias said

    Iconoclasta,

    I
    Faz as contas. Conta quantos militantes e dirigentes do MST já foram assassinados e compara com a quantidade de revides.

    Depois, coloca na proporção de 2 pra um, e vê quantos o MST precisa matar pra colocar em equilíbrio.

    II
    Já deu pra perceber o seguinte:

    a) não tens ações da Vale;

    b) nem mesmo conheces alguém que tenha ações da Vale.

    Se tens ações da Vale e ainda não sacaste nada, problema teu.

    Não vou te dar dicas sobre o assunto. Te vira!

  52. vilarnovo said

    Pax – Qualquer um que coloca “luta de classes” no meio da questão só pode estar errado. Na boa… saia da Matrix novamente.

    Não há o menor problema de luta de Classe com o MST pois seus líderes são todos oriundos das mais altas classes da sociedade.

    Isso é besteria pura.

  53. Pax said

    “Não há o menor problema de luta de Classe com o MST pois seus líderes são todos oriundos das mais altas classes da sociedade.”

    É, Vilarnovo, deste assunto tu não conheces bulufas.

  54. HRP SOFT! said

    PV PV!

  55. Pax said

    Essa é uma boa questão:

    Quem vai levar o PV no arrasto?

    O PT com o PMDB ou o PSDB com o DEM?

    Um dos dois, com certeza.

    Ou poderíamos dizer que o PV vai levar alguém no arrasto?

    Vai saber…

  56. Elias said

    Bem, existem milhares de empresas brasileiras que:

    a – sonegam impostos,
    b – praticam concorrência desleal,
    c – não pagam seus fornecedores,
    d – fraudam seus registros contábeis, e um milhão de etcs.

    Segundo a lógica do Chesterton, isso é prova cabal de que a empresa privada brasileira não deve existir. Deve ser extinta.

    Vamos extinguir com o MST, a empresa privada, o Estado e o escambáu da Bahia.

    O último a sair apaga a luz.

    Vão ficar apenas o Chesterton, o Reinaldo Azevedo e o Olavo de Carvalho.

    Virando bicho.

  57. Elias said

    Ora, Pax,

    Você ainda tem dúvida quanto ao PV? Sinceramente?

  58. Pax said

    Ora, Elias,

    E qual é a sua certeza?

  59. iconoclasta said

    # 51,

    ;^)))))

    fatos, atenha-se aos fatos…

    beijin…

    //finance.yahoo.com/echarts?s=VALE#chart2:symbol=vale;range=1y;indicator=volume;charttype=line;crosshair=on;ohlcvalues=0;logscale=on;source=undefined

  60. iconoclasta said

    # 51,

    “Já deu pra perceber o seguinte:

    a) não tens ações da Vale;”

    conseguiu perceber isso? finalmente um chute correto. foi vc q tomou de mim lá nos 42, né seu sabidao?!

    já stopou?

    beijin…

  61. Elias said

    Pax,

    A minha certeza é de que, até o momento, todos os movimentos políticos do PV beneficiam eleitoralmente o PSDB/DEM.

    Não vejo nada de ilegítimo nisso.

    Agora, não dá pra dizer que os movimentos não existem, nem que o destinatário/beneficiário deles não esteja perfeitamente identificado no envelope.

    Seria um insulto à inteligência das pessoas.

  62. HRP SOFT! said

    PV/PSDB/PEFELE?
    Tudo a ver!

  63. Chesterton said

    Elias querendo abolir a propriedade privada? mas que marxista!

  64. vilarnovo said

    Pax – Não?? Stédile é economista formado pela PUC do RS. Quando pobres você conhece que são economistas formados pela PUC?

    E o Bruno Maranhão do MLST??
    Vejamos: “Filho de grandes proprietários de terra de Pernambuco, ele tem dois endereços. O primeiro é uma mansão de três pavimentos com elevador panorâmico, onde mora a mãe, no Recife. O segundo é um apartamento dúplex no bairro de Higienópolis, habitado pela classe média alta em São Paulo. Amigos afirmam que, quando não está discursando contra o sistema capitalista, Bruno adora um bom vinho importado e queijos finos. “Como todo bom burguês”, diz um deles. ”
    Fonte: revista Época.

    É Pax, parece que quem está por fora é você… Tornou-se mais um idiota útil (copyright: Lênin).

    Aliás dá para contar nos dedos a quantidade de “lideres revolucionários” que são/eram pobres…

  65. Paulo Roberto Silva said

    Não vejo problema algum as lideranças do MST virem da classe média. Isso é absolutamente normal. A classe média fornece quadros para a direita e para a esquerda, sempre foi assim.

  66. Paulo Roberto Silva said

    Também dá para contar nos dedos os conservadores que eram realmente ricos. Delfim Netto, Paulo Maluf, Roberto Campos, Antônio Carlos Magalhães, Carlos Lacerda. Todos começaram sua carreira conservadora na classe média, e enriqueceram, se muito, depois de se tornarem políticos.

  67. Paulo Roberto Silva said

    O Weber lembrava que na Assembléia Nacional Constituinte da Revolução Francesa havia, à esquerda e à direita, representando os três estados, 90% de advogados. Ou seja: todos da classe média.

  68. Chesterton said

    Os moviumentos marxistas são sempre da elite, os movimentos populares descambam para o facismo.

  69. fk said

    Chest, lê esse texto – salemstate.edu/~cmauriello/pdfEuropean/Paxton_Five%20Stages%20of%20Fascism.pdf – antes de ficar atirado fascismo pra cá, fascismo pra lá…

  70. Elias said

    Chester, você não sacou? Impressionante!

    Leia, de novo. Depois, leia novamente. Faça um desenho, pra memorizar. Em seguida, volte a ler…

    O critério é seu, não meu, Chesterton.

    Você narrou episódios de venda ilegais de terras de assentamento e disse que isso é “prova cabal” de que o MST deve ser extinto.

    Disse eu: se fosse assim, episódios de roubo, sonegação, suborno e corrupções de modo geral, perpetradas empresas privadas brasileiras, seriam “provas cabais” de que a empresa privada brasileira deve ser extinta.

    Entendeu agora?

    Na comparação, aliás, os episódios de bandalheiras cometidas por empresas privadas são infinitamente mais numerosos — e infinitamente mais danosos à sociedade — que as vendas de terra ilegais de áreas medindo portentosos 0,001 ha, feitas por um ferrado que ganhou um microlote.

    Lembre que, pra cada caso de corrupção com dinheiro público, p.ex., há, sempre, de um lado, um ou mais meliantes que ocupam cargos na estrutura estatal; do outro, um ou mais vagabundos, meliantes tanto quanto, proprietários de empresas privadas. Todos são pus do mesmo tumor.

    Não que eu defenda o ferrado que vende ilegalmente o microlote que ganhou (embora entenda que reforma agrária sem crédito agrícola é mesmo que m…).

    Mas, se isso for motivo para extinguir o MST,e se o mesmo critério for aplicado a todas instituições brasileiras, dentro de um mês seria cassado o alvará pra licença de funcionamento do Brasil. O país entraria pra informalidade e passaria a atender no Beco do Chulé s/n, fundos (recados com a Noca).

  71. Pax said

    As vezes me pergunto se alguém que entra neste blog e não percebe que a coleção de notícias bate, parodiando o Elias, tanto em Chico quanto em Francisco, pode se considerar um pouco acima de Forest Gump.

    É o que digo, quem só lê o mundo através da visão de um dos lados, acaba restringindo a eventual capacidade de análise do que quer que seja.

    É por isso que evito ler cotidianamente opiniões dos porta-vozes das forças operantes. Acaba-se escolhendo um lado e repetindo ad nauseam argumentos ad hominem.

  72. Chesterton said

    Vamos lá, empresas são essenciais para funcionar uma eonomia capitalista. Empresas geram empregos, renda, lucros e portanto impostos, tão caros e essenciais a manutenção de funcionários públicos (ouvio sr Elias). Tudo dentro da lei, se há fraude, crime, que se faça cumprir a lei.
    O MESETÊ existe com base na ideia de que existe falta de terras ou excesso de trabalhadores que precisam dela para trabalhar e não a tem. O MST não é essencial a economia capitalista, muito menos existia nas economias do socialismo real. Logo, é uma particularidade, um movimento político travestido.
    Uma das razões pelas quais sou contra o MST é que age à margem da lei.
    A única razão pela qual sou a favor de sua imediata extinção é que o fato de que metade dos beneficiados ter vendido seu lote por baixo do pano demonstra de maneira insofismável que a idéia fundadora do MST, a falta de terras para pessoas que a desejam para produzir, é falsa. Invencionice, zero, nada.

    Deu para entender, Elias, ou quer realmente que eu desenhe?

  73. fk said

    O MESETÊ existe com base na ideia de que existe falta de terras ou excesso de trabalhadores que precisam dela para trabalhar e não a tem. O MST não é essencial a economia capitalista, muito menos existia nas economias do socialismo real. Logo, é uma particularidade, um movimento político travestido.

    chest – depende, vc fala do mst politizado ou do mst que efetivamente luta pela reforma agraria? pq essa porção é essencial para a economia capitalista, na medida em que luta para fortalecer as bases da economia agrícola interna, baseada, como já dito e redito, nas pequenas propriedades…

    quanto à venda de terras, tão importante quanto saber que ela ocorre é saber o motivo. vc sabe o motivo? não poderia, por exemplo, ser pela total falta de apoio à produção agrícola familiar, talvez por um sistema de reforma agraria que apenas distribua terras, sem dar os incetivos economicos necessários à produção da terra -e lembre-se de que a grande propriedade tem tais incentivos a rodo-, pois agricultura é um tipo de economica instável e de resultados de longo prazo?

  74. Zbigniew said

    O MST e o calo a nos lembrar da necessidade de uma reforma agraria. Quem criminaliza o movimento nao entende a sua dimensao, a sua importancia. Nao enxerga o esforco para a conscientizacao e a fixacao do homem no campo, de sua insercao na cidadania e numa vida mais digna. Normalmente as pessoas formam sua opiniao apenas pelo que ouvem dizer nos meios de comunicacao que nao se preocupam com uma abordagem honesta e esclarecedora sobre o tema.
    O Movimento trabalha com a dificuldade de projetos, incentivos e fiscalizacao para evitar o abandono, a grilagem e o fracasso. Trabalha-se tambem com liderancas desonestas, com dissidencias e com a ma vontade politica e o preconceito enraizado e estimulado pelos grandes meios de comunicacao, combustivel ideal para extremismos e para a condenacao facil e despudorada.
    Ando por esta Brasil afora e em todos os lugares vejo acampamentos de pessoas destituidas de terra, vivendo, como na foto, em situacao degradante e indigna. Situacao que poderia ser resgatada pela capacidade de empreender num pedaco de terra.
    Compara-se empresa privada com o movimento. Mas, infelizmente, com o intuito de realcar a mente tacanha de quem so entende a vida pelo vies do capital. Capital que nao tem vocacao para a justica social. Bicho que tem que ser domado, fiscalizado e, sim, regulado em muitos casos.
    Nesta briga de ideologias e interesses antagonicos, seria importante que as liderancas entendessem a insercao da pequena propriedade como fornecedora de mercados locais, como elemento de cooperativas associadas, tambem, aos grandes projetos de producao de energia ou alimentos, e, como mais um e importante elemento de desenvolvimento nacional. Nao e lugar comum dizer que quem mais emprega sao a micro e pequenas empresas? Sera tao dificil a convivencia entre a ideia dos grandes conglomerados capitalistas e as pequenas iniciativas familiares que sao o centro da ansia politica do movimento dos sem-terra? Abstraindo os exageros, que vao da demonizacao do capital, a demonizacao das lutas sociais, ha espaco para uma factivel convivencia de ideias em que haja ganhos significativos para ambos os lados. No momento apenas um deles ganha, e, na balanca de perdas e ganhos, muito mais gente tem perdido, pagando inclusive com a propria vida, pela total ausencia de consciencia social, que poderia levar a melhora de todo um conjunto de fatores, que iriam do aumento do consumo a diminuicao da marginalidade. Certamente todos sairiam ganhando, mas, infelizmente, onde o preconceito e o odio falam mais alto, nao ha lugar para a coerencia.

  75. Chesterton said

    FK, MST politizado, não, é MST, é MR.

    A venda de terras se dá por existirem melhores condições de vida próximo as cidades. Ninguem quer morar num lote. Você gostaria?

  76. Elias said

    Chesterton,

    Na hora do vamos ver, a real concepção de cada um aparece com maior nitidez.

    Volta e meia, tu pintas por aqui, como pintaste no Weblog, defendendo o liberalismo, as liberdades individuais, etc.

    Ora, caceta: uma das liberdades essenciais é a liberdade de organização.

    Quem te deu procuração pra decretar que o MST é ou não essencial? Quem de outorgou esse mandato?

    O que determina se uma empresa é ou não necessária é a existência de mercado pra ela.

    O que determina se uma organização política é ou não necessária é a existência de pessoas que acreditem nas propostas dessa organização e estejam dispostas a lutar por elas, ou apoiá-las.

    Tu és livre para concordar ou não com essas propostas. Mas não tens o direito de ser contra a existência dessa organização.

    Tal como disseste, se uma empresa burla a lei, ela deve ser processada e punida na forma da lei que ela burlou. O mesmo se aplica a qualquer organização política.

    O que não se admite é que queiras pra uns, a liberdade que pretendes negar a outros.

    Aí, Chester, quem está fora-da-lei es tu.

    Entendeste ou queres que eu desenhe?

  77. fk said

    chest – seu eu tivesse que escolher entre viver favelizado na cidade ou com condições de produção agrícola no campo, acho que a resposta seria bem fácil…e vc?

  78. Chesterton said

    FK, sua questão está colocada errada. PAra os retiranes a questão é favela no campo ou favela na cidade. Eu, no campo ou na cidade, me garanto, ainda assim prefiro a cidade.

    Olha Elias, o seguidor de manadas

  79. Chesterton said

    Ora, caceta: uma das liberdades essenciais é a liberdade de organização.

    chest para fins de roubar os outros?

    Quem te deu procuração pra decretar que o MST é ou não essencial? Quem de outorgou esse mandato?

    chest não seja idiota, desde quando minha opinião tem força de decreto?

    O que determina se uma empresa é ou não necessária é a existência de mercado pra ela.

    chest ah é, bidu? dããã.

    Tu és livre para concordar ou não com essas propostas. Mas não tens o direito de ser contra a existência dessa organização.

    chest- vai me censurar agora? não tenho mais direto a opinião? Sou contra, acho que tem que existir e é uma pena que meu desejo não se transforme em realidade. Me tomas por algum ser sobrenatural?

    Tal como disseste, se uma empresa burla a lei, ela deve ser processada e punida na forma da lei que ela burlou. O mesmo se aplica a qualquer organização política.

    chest- o MST nem CGC (CNPJ) para ser processado, está à margem da lei, é uma excrescência (é assim que se escreve?)criminosa.

    POde continuar com seus crayons. Desenha uma casinha.

  80. Elias said

    FK

    Você está corretíssimo: um dos problemas dos assentamentos é a ausência de crédito agrícola. Só a terra não resolve.

    Outro problema é a falta de tradição em operar via cooperativas.

    Idealmente, os microlotes deveriam ser agrupados e passarem ao controle de cooperativas. A propriedade individual dos membros da cooperativas ficaria restrita às áreas reservadas à moradia. A área de produção, formada pela reunião de vários lotes, ficaria para a cooperativa.

    Aí ficaria mais fácil o acesso ao crédito agrícola, porque a amortização das máquinas e implementos — grades aradoras, colheitadeiras, tratores, etc — se daria sobre um trato de terra maior. Teria mais economicidade.

    O problema é que, por vezes, o próprio beneficiário do assentamento resiste a isso. Ele não abre mão da propriedade da terra (nada a ver com o “marxismo” de que essa gente é acusada, portanto). Diz que lutou durante décadas para se tornar proprietário e, agora que ganhou seu pedaço de terra, não abre mão dessa propriedade.

    Um porre!

    Só que a terra que ele tem não garante o acesso a crédito agrícola, para uma exploração produtiva. A vida continua tão ou mais difícil que antes.

    Depois do porre, a ressaca. A terra acaba sendo vendida por uma ninharia. E o cara volta à estaca zero.

    Já presenciei arranca-rabos homéricos por causa disso, com o pessoal do MST tentando convencer um grupo a formar uma cooperativa. Uns eram a favor, outros não.

    Já vi cooperativas implantadas pelo MST irem pro algodão, atingindo, em poucos meses, uma produção de 60 mil galinhas, onde antes era uma fazenda falida. Só com a venda do esterco os caras pagam a manutenção dos galpões (energia elétrica, ração e assistência técnica). O lucro com a venda das aves entra quase limpo!

    Por outro lado, também já vi assentamentos escoarem pelo ralo, porque os assentados não conseguiram chegar a um acordo quanto ao melhor modo de produzir. Sempre aparecem uns carinhas individualistas até às entranhas… Aí rsta cada um pro seu lado e quase todos acabam se ferrando.

    Com exceção de Santa Catarina, esse é um problema recorrente na maioria dos estados brasileiros.

  81. Elias said

    Chesterton,

    Tu não tens direito a expressar publicamente tuas opiniões quando elas afrontam o Estado de Direito.

    Por exemplo: não tens o direito de expressar opiniões racistas.

    Tu não tens o direito de reivindicar publicamente a extinção do MST, porque isto viola o direito de livre associação. Assim como eu não tenho o direito de reivindicar publicamente a extinção da UDR, embora ache que ela não faria a menor falta ao Brasil.

    A liberdade de expressão opinião não é absoluta.

    Ainda não entendeste, caceta? Vá ser denotativo assim na baixa da égua!

  82. Elias said

    A liberdade de expressão opinião.. = A liberdade de expressar opinião…

  83. Chesterton said

    Você está corretíssimo: um dos problemas dos assentamentos é a ausência de crédito agrícola. Só a terra não resolve.

    Chest- claro que não resolve. Terra na mão de um sujeito ignorante e descapitalizado é 7 palmos.

    Na época do Jango, os petebistas andavam alvoroçados. Apareceu um militante-caboeleitoral importante e foi pedir uma audiência:
    – E então cupaero, que que posso ajudar?, disse o Jango.
    – Bem, é que eu sempre tive vocação agrícola (ai, ai, ai)e e stava pensando em arrumar um lote, assim , uns 300 ha (cáspita)
    Jango, sabendo que o sujeito trazia a cabresto votos e mais votos..
    – Está certo! Fulano, vai lá e resolve isso aqui.
    Passaram-se alguns meses e o sujeito voltou:
    – E então cupaero, produzindo muito?
    -Sabe como é, está na hora de preparar a terra, ´tava precisando de algum para comprar semente, veneno, adubo..
    -É pra já, fulano, resolve essa parada aqui.
    Mas deu mais um mês aparece de novo o cara.
    – Bem, cupaero, agora vai? perguntou o Jango.
    – É, ta indo, mas preciso de uma grana para comprar um trator , arado e óleo diesel e..
    – Já sei, já sei. Fulano, resolve mais essa parada aqui.
    Três meses depois, que aparece? O mesmo cara.
    – Oi Jango..
    – Que foi agora? ta tudo certo, não é?
    – Tudo certo, muito bem, mas preciso de mais uma grana para a colheita , preparar…
    – ta bom, ta bom. Fulano, vem ca de novo e resolve isso daqui.
    Aí se passaram 6 meses e nada do cara voltar, o jango no início estava nervoso com a hipótese do sujeito pedir mais alguma coisa, já estava até esquecendo do cara quando quem bate à porta? O próprio.
    -Então, pergunta o Jango, colheu bem?
    – É colhi..
    – mas então , que cara é essa? Teve bom lucro?
    – É deu para o gasto…
    – Mas que desânimo, que que está faltando?
    – Escuta, será que você não conhece uma casal de japoneses para ficar tocando a propriedade? (tóing)

  84. Chesterton said

    era bem o que faltava, ser contra a existencia do mst virou crime…e ser contra a existencia das quadrilhas de traficantes tb viola alguma lei?

  85. Elias said

    E, Chesterton,

    O MST é um movimento político. Não necessita ter CNPJ. Se quiser, pode se registrar no CNPJ, mas não é obrigado a isso.

    Nada disso impede que seus membros sejam processados, e que o próprio movimento seja declarado uma organização criminosa, na forma da lei.

    Só na tua cabeça, mesmo, caberia a idéia de que a ausência de CNPJ seja impedimento para procedimentos judiciais, especialmente na área penal…

    O “Comando Vermelho” tem CNPJ? Não! Então, juridicamente, nada se pode fazer contra ele.

    Pô, Chesterton, vou dar um tempo contigo.

    Não tem graça nenhuma debater contra argumentos tão tacanhos.

  86. Chesterton said

    Me diz desde quando Crime de Opinião existe no Brasil.

    NA MINHA OPINIÃO O MST NÃO DEVERIA EXISTIR. PONTO.

  87. familiabopp said

    Não há um só artigo na Constituição que justifique os crimes reiteradamente cometidos pelo MST. Para começo de conversa, não é ao movimento que cabe definir, segundo seus exclusivos critérios, que terra cumpre e que terra não cumpre a função social. O MST não é o Poder Legislativo e não faz as próprias leis; o MST não é o Poder Executivo e não opera desapropriações. E também não é o Judiciário — e, pois, não lhe cabe definir as questões que estão sub judice, como estão as terras dos laranjais da Cutrale. Não obstante, comporta-se como se encarnasse os três Poderes.

    A Constituição prevê, por exemplo, só para citar um dado quase besta, que as benfeitorias de terras desapropriadas devem ser indenizadas. O movimento do sr. Gilmar Mauro faz coisa um pouco diferente: depreda a propriedade. Por que ele não aponta, na Constituição, o artigo que permite a seus liderados, por exemplo, invadir o laboratório de uma agroindústria e destruí-lo?

    Ainda que “função social” seja, com efeito, um delírio esquerdopata da Constituição (mais um…), seus requisitos são definidos em lei, e não cabe ao MST decidir olimpicamente que terra pode e que terra não pode ser invadida. Ao afirmar que age de acordo com a Constituição, o sr. Gilmar Mauro veicula uma mentira tosca. E mais: se gosta de lei, há uma Medida Provisória que pune os invasores de terra e indispõe para a reforma agrária as áreas invadidas.

    O sr. Gilmar Mauro sai das sombras, líder que é de um movimento clandestino, sem existência legal, para declarar, então, o seu movimento um ente soberano, que age ao arrepio da Constituição e das leis. Eis um sinal evidente de medo! O MST tenta intimidar os parlamentares porque, está claro, não pode ser investigado. Agora é preciso saber se teme mais que se joguem luzes sobre os recursos oficiais que recebe por meio de entidades de fachada ou sobre o dinheiro que vem das ONGs estrangeiras.

    Reinaldão

  88. Patriarca da Paciência said

    Reinaldão,

    o problema do Reinaldão é que os dois neurônios dele funcionam muito raramente, igual ao Chesterton.

  89. Paulo Roberto Silva said

    Elias, desculpe-me, mas você está errado. Só é proibida a manifestação de opiniões que ofendam “a intimidade, a vida privada, a honra e a imagem das pessoas”.

    Se sua afirmação fosse correta, todos os defensores do Fora FHC deveriam ter sido presos, assim como aqueles que defenderam cassar o registro partidário do PT.

  90. Elias said

    Paulo Roberto Silva,

    É mesmo?

    Então sai por aí defendendo o nazismo… Ou publica um artigo com conteúdo racista…

    Liberdade de opinião não é um direito absoluto.

    Demais disso, eu não disse que a opinião do Chsterton é crime. Eu disse que, com essa opinião, ele estava “fora-da-lei”.

    Pode parece que não a diferença não está clara. Mas ela existe.

    Vou exemplificar:

    Digamos que um (mau) elemento saia por aí proclamando que o PC do B deve ser extinto, porque é uma organização comunista, que pretende aboliar a propriedade privada, etc, etc.

    Isso constitui uma proposição fora-da-lei. Não tem amparo legal.

    Mas não é uma proposição criminosa, né?

    Acontece que o Chesterton é um carinha denotativo, como ele só.

    Vai daí que, volta e meia, ele confunde Tratado de Tordesilhas com tarado atrás das ilhas.

  91. Chesterton said

    se você me acusa de fora-da-lei, pelo menos tem que me dizer qual crime cometi para estar fora-da-lei.
    De outro modo, processo você por calúnia e difamação.
    Claro que um sujeito autoritário como você não percebe isso, e vem com milongas engraçadíssimas para desdizer o que diz que não disse.

  92. Chesterton said

    ..mais ou menos na linha do processo do Bornahausen contra o Emir Sader, que perdeu o emprego público.

  93. Elias said

    Chesterton,

    Vou dizer pela última vez:

    1 – Tua arenga pela extinção do MST é uma arenga FORA-DA-LEI porque não tem amparo legal. Ela contraria o direito de livre associação.

    2 – O MST é um MOVIMENTO POLÍTICO. Não está, portanto, obrigado a se registrar como pessoa jurídica. Se ele se constituísse como partido, ou como fundação, etc, aí sim, estaria obrigado a esse registro. Como MOVIMENTO POLÍTICO, essa obrigação não existe. Querendo, o MST pode se constituir como pessoa jurídica, mas não está obrigado a isso.

    3 – Claro que o MST não se constituiu como pessoa jurídica exatamente para dificultar a abertura de processos judiciais contra seus dirigentes. Foi uma sacada? Foi! Incomoda? Claro! Irrita? Idem! Mas isso é absolutamente legal.

    4 – Autoritário e ditatorial é quem arenga pela extinção de um movimento político, só porque não concorda com as idéias e propostas desse movimento.

    É o máximo que posso fazer por ti, Chester. Daqui pra frente, te vira!

  94. Chesterton said

    1 – Tua arenga pela extinção do MST é uma arenga FORA-DA-LEI porque não tem amparo legal. Ela contraria o direito de livre associação.

    chest- acima do direito a associação, tenho o direito de fazer “arengas”, pois não há crime de opinião no Brasil (Cuba, Venezuela tem crime de opinião, parece que você raciocina com as leis de lá).

  95. Chesterton said

    Engraçado, O Elias me faz sentir poderoso….

  96. Elias said

    Chester,

    Realmente não estamos nos comunicando…

    Eu te faço sentir poderoso?

    Gozado, pelas minhas contas, deverias te sentir burrinho…

    Em qualquer lugar do mundo onde a produção agropecuária vai bem, ela vai bem porque tem apoio governamental. Maciço!

    Onde não há apoio governamental — e maciço! — a produção agropecuária vai mal. Mesmo nos EUA, pátria do liberalismo, o que não falta é apoio estatal à produção agropecuária.

    Tome-se como exemplo um cara que se dedica à engorda de boi pra corte. Ele compra o boi e deve mantê-lo saudável e bem alimentado até o momento do corte. Só então ele realizará o lucro.

    Se esse cara não dispuser de apoio creditício, assistência técnica, etc., ele terá que dispor de uma portentosa estrutura de capital de giro, pra bancar os custos até o momento da venda do boi gordo para o corte.

    Sabe o que vai acontecer? Ele vai mudar de ramo. Vai aplicar numa atividade que não requeira tanto capital de giro e por tanto tempo. Uma atividade que dê retorno mais rápido.

    Sabe a conseqüência? O preço da carne vai pra estratosfera.

    Sabe por que o preço da carne não foi pra estratosfera? Porque há apoio governamental. Não tanto quanto deveria, mas há.

    É assim para o grande, o médio e o pequeno produtor. Por que não haveria de ser para o micro?

    A baboseira pseudoideológica de uns e outros, na realidade, é produto do desconhecmento.

    Ou da hipocrisia.

  97. Chesterton said

    Quer ensinar padre a rezar missa? Você nem criar galinhas sabe.
    O engraçado é que você age (fala) como se minha opinião trouxesse risco para a existência do MST. Ou tenho poderes que desconheço, ou você está sabendo de alguma fragilidade do Messetê.

  98. Elias said

    Chesterton,

    O que significa dizer que estou tentando “ensinar padre a rezar missa”?

    Significa que és pecuarista?

    Se és pecuarista, e trabalhas engordando boi, então recebes subsídio estatal.

    Se é assim, mentiste quando disseste que nunca recebeste nenhhum subsídio estatal.

    Se és pecuarista, trabalhas na engorda do boi e não recebes nenhum subsídio estatal, então és doido.

    Além de doido, teria alguém te bancando, porque ninguém segura uma atividade empresarial tendo prejuízo todos os anos, ano após ano, década após década. De algum lugar há de vir dinheiro pra bancar o prejuízo.

    Se vens me dizer que és pecuarista, trabalhas na engorda do boi, não recebes subsídio estatal e, mesmo assim, tens lucro, então não tem outra: és um grande mentiroso, mesmo.

    Não acho que sejas uma ameaça a quem quer que seja, até porque quem se esconde atrás de pseudônimo pra comentar num blog não ameaça ninguém. Denota mais medo que qualquer outra coisa.

    Mesmo quando comento me reportando a ti, não é a ti que estou me referindo, mas ao tipo de idéias que defendes. Considero algumas dessas idéias danosas ao país (algumas, porque em muitas coisas eu concordo contigo).

    Mas é claro que elas não são só tuas idéias. Com frequência, aliás, os textos que tu postas são copiados de outras pessoas.

    Como és o porta-voz dessas idéias, sempre sobra um pouquinho pra ti.

    Mas, pra teu governo, sou obrigado a conviver profissionalmente com gente que pensa mais ou menos do mesmo modo que tu. Quando debato contigo, estou me aquecendo pra lidar com essa turma (que — aí, sim! — é da pesada: empreende, trabalha e produz, o que torna sua argumentação altamente qualificada e respeitável).

  99. Chesterton said

    Não vou aqui dar detalhes da atividade econômica minha e da minha familia, mas , o Pax sabe, tenho tradição no ramo.

    1. nem toda atividade pecuária é “engorda de bois”
    2. nunca em toda minha vida, ou de meus ascendentes, houve um centavo de subsídio estatal
    3. pecuária dá lucro? Dá, mas é baixo. Plantar arroz é melhor.

    Elias, você discursa como gente adulta, mas não passa de um adolescente intelectual. Que que você entende de pecuária? Xongas!

  100. Elias said

    Chesterton,

    Pois eu estava falando – especificamente — de pecuária de corte.

    E tua família não é a única que tem tradição no ramo. A minha também. E lá se vai quase um século…

  101. fk said

    Caramba, com tanto pecuarista por aqui eu quase me sinto intimidado de postar….

  102. Chesterton said

    de qualquer maneira, me ensine sobre como arrumar uns subsídios estatais, coisa que parece ser o hábito na sua região.

  103. Elias said

    FK,

    Com tanto pecuarista aqui, tem gente que, em vez de postar, vai acabar pastando… Imagina só um galinhão peitudo pastando…

    “Minha” região, Chesterton?

    A região não é “minha” e, se os subsídios existissem somente nela seria fichinha….

    Nesse quesito, a “tua” região tem muito mais a comemorar… e a ensinar. Aliás, a “tua” região de origem não só dá mais (sem duplo sentido, por ora…) como é pioneira…

    Não te ensino como “arrumar” uns subsídios porque não sou de “arrumar” nada.

    Mas posso — contra pagamento — elaborar um projeto para obtenção de crédito para investimento e/ou capital de giro.

    Nada “arrumado”, viu Chesterton? Eu só trabalho dentro da lei!

    Pra “arrumar”, recomendo continuar com os teus.

  104. Pax said

    O blog leva alguma comissão?

    Ah, antes que me esqueça, não sou pecuarista.

  105. Chesterton said

    Mas o Elias é homem do esquema! Que interessante.

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