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Fim do golpe em Honduras

Posted by Pax em 30/10/2009

Não que Zelaya seja lá grandes coisas para uma comemoração, mas a pressão internacional conseguiu acabar com o golpe hondurenho, o que já vale uma festa.

 

Brasília - O presidente de Honduras, José Manuel Zelaya, fala à imprensa após visita ao Congresso Nacional Foto: José Cruz/ABr Brasília – O presidente de Honduras, José Manuel Zelaya, fala à imprensa após visita ao Congresso Nacional Foto: José Cruz/ABr

 

 

Detalhes do acordo para pôr fim à crise política em Honduras serão conhecidos hoje

Fernando Freire – Enviado especial – Agência Brasil

Tegucigalpa (Honduras) – Depois da reunião em que ficou acordado que a volta do presidente deposto, Manuel Zelaya, à Presidência do país seja decidida pelo Congresso, as duas comissões de representantes de Zelaya e de Roberto Micheletti marcaram para hoje (30) às 8h30 da manhã (12h30 em Brasília) uma nova rodada de encontros para formalizar os pontos principais do acordo.

Entre os itens em que já há consenso estão a criação de um governo de reconciliação, o reconhecimento das eleições presidenciais em 29 de novembro, o envio de observadores internacionais para acompanhá-las, o pedido de suspensão das sanções internacionais e a criação de duas comissões: uma para verificar o cumprimento do acordo e outra para investigar os atos antes, durante e depois de 28 de junho que levaram ao afastamento de Manuel Zelaya da presidência.

O presidente de fato, Roberto Micheletti, disse que o acordo marca “o início do fim da situação política no país e autoriza as partes envolvidas a ir às tratativas”. A representante de Micheletti na negociação, Vilma Morales, ressaltou que a comissão “sente um orgulho patriótico por todos os hondurenhos”. “Com diálogo, fomos capazes de chegar a uma solução que abre um novo capítulo na nossa história”, afirmou Morales.

O representante do presidente deposto, Victor Meza, também comemorou. “Finalmente chegamos a um consenso sobre o ponto mais difícil do acordo [a restituição de Manuel Zelaya]conhecido como acordo de São José e que hoje pode ser chamado de acordo de São José e de Tegucigalpa”, disse Meza.

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7 Respostas to “Fim do golpe em Honduras”

  1. Zbigniew said

    Fico pensando se porventura o Zelaya nao estivesse no pais teriamos um acordo neste prazo, ou se sequer teriamos um acordo. Vitoria da diplomacia e de todos os paises que prezam pela democracia, vitoria tambem da diplomacia brasileira, agora numa outra fase.

  2. Chesterton said

    Que fase?

  3. Zbigniew said

    Chesterton, alguns acreditam que a diplomacia brasileira, por sempre adotar uma atitude menos incisiva, menos veemente (exceto em casos em que todos sao veementes), traria ao pais uma condicao de interlocutor privilegiado, sendo um pais confiavel para a resolucao de conflitos.
    Nao acredito que esta caracteristica tenha sido deixada de lado, de forma alguma.
    Entretanto, com a posicao do pais em pleitear uma vaga permanente do Conselho de Seguranca da ONU, a agressiva politica de abertura de novos mercados, intransigente condenacao a golpes de estado, tornou o pais mais ativo no cenario internacional, principalmente com o incremento das relacoes sul-sul (vide a missao de pacificacao do Haiti, a questao hondurenha, os BRICs, a IBSA, o proprio MERCOSUL, etc.). Alternativas validas e extremamente eficientes a extrema dependencia que tinhamos com os EUA e a Europa.

  4. Chesterton said

    só pode ser piada.

  5. Zbigniew said

    Ai vou ter que concordar com o Mestre Nassif:

    “É de um ridículo atroz essa história de minimizar a ação do Itamarati no caso Honduras. Há temas mais relevantes para criticar o Itamarati, só que exigem conhecimento e capacidade de argumentação.

    No caso Honduras, a diplomacia americana patinou, dividida entre a linha Hillary Clinton e os remanescentes da era Bush. Coube ao Brasil, na primeira hora, defender a democracia e condenar o golpe, enquanto meia dúzia de alucinados daqui transformavam a discussão sobre golpe e não golpe em partida de Fla x Flu.

    Depois que o Brasil saiu na frente, gradativamente organismos internacionais, o próprio Departamento de Estado norte-americano passaram a tratar o golpe como golpe, obrigando Micheletti a recuar e sair derrotado.

    O fato de Zelaya não reassumir com plenos poderes faz parte de uma negociação em que se tinha a força do lado de Micheletti e os protestos internacionais do lado de Zelaya. Concluir que houve derrota da posição brasileira devido ao fat de Zelaya não reassumir com plenos poderes, ou insistir que o papel decisivo foi da diplomacia norte-americana faz parte desse imenso besteirol em que se transformou a discussão política no país, do alinhamento monótono de argumentos de lado a lado, desse Fla x Flu pobre e interminável em que se transformou essa partida, em que os personagens são Foro de São Paulo, FARCs, saci pererês e outros personagens do folclore.”

    A insistencia nesta postura de destruicao de tudo que e do governo, quando existe sim algo a ser reconhecido, e de uma estupidez impressionante.
    Mas o importante e que mais e mais pessoas estao tendo acesso a informacoes que nao sao de mao unica, principalmente aquelas reverberadas pelos “formadores” de sempre. Gracas a Deus!

  6. Elias said

    Foi por aí, mesmo: o Brasil saiu na frente.

    Evidentemente que tem uma turminha aí que não tem jeito. Há alguns dias, criticava o governo brasileiro por ter feito o que fez. Agora, vai dizer que o governo brasileiro nada fez ou, tendo feito o que fez, em nada influiu.

    É o manjadíssimo complexo de vira-lata em uma de suas muitas manifestações…

    E agora que a coisa tende a se esvaziar, cá pra nós: prudentemente o Itamarati não chiou, mas tá na cara que ele teria preferido não “hospedar” Zelaya no prédio da embaixada.

    Foi mais uma melecada do Chavez que o Brasil teve que aturar — e consertar — porque a alternativa seria ainda pior.

  7. fk said

    O Brasil agiu bem mesmo nessa questão de Honduras, mas ainda assim tenho algumas pulgas na orelha com a atual diplomacia.
    Só pra citar algumas, o esvaziamento do Mercosul, a insistência em obter uma cadeira no CS que fez com que demosntrássemos apreço por notórios violadores dos direitos humanos, o lamentável epsódio da eleição para a direção da Unesco, o reconhecimento da China como economia de mercado, e por aí vai.

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