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Notícias da Corrupção, Desvios, Anomalias, Eleições e Meio Ambiente

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    Uma coletânea das notícias da corrupção, desvios, anomalias, eleições e meio ambiente que aparecem na mídia todos os dias a partir de agosto de 2008.
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Caetano vota na Marina em 2010

Posted by Pax em 05/11/2009

Caetano Veloso diz que os dois governos de FHC e Lula foram um luxo, que gosta de Serra, mais ainda de Aécio e que Dilma não tem experiência política, mas não pode deixar de votar em Marina Silva em 2010.

Em entrevista exclusiva ao Caderno 2 do Estadão, Caetano fala do Brasil. Como sempre um polemista. Um bom polemista. Leia no link abaixo.

As últimas de Caetano Veloso, em entrevista exclusiva

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53 Respostas to “Caetano vota na Marina em 2010”

  1. Elias said

    “Sempre achei que o Brasil é um país com destino de grandeza e uma originalidade fatal”. (Caetano)

    “Todos nós conhecemos a piada: ´O Brasil é o país do futuro, e sempre será`.” (Paul Krugman, Nobel de Economia)

  2. Patriarca da Paciência said

    Caetano, além de ter sido abduzido, tem uma forte queda pela cor rosa, além do verde, como apareceu em certo blog uma vez.

    “Manhã do mesmo dia. “Então o senhor diz ser Caetano Veloso e ter sido abduzido no início dos anos 70?” O delegado Teixeira não podia acreditar que estava travando aquele diálogo. Como já era fim de turno, em vários momentos achava que estava só dormindo em sua mesa. “Quando exatamente foi isso?” O rapaz de olhos vidrados começou a falar com aquele sotaque que por incrível que pareça só dava credibilidade à história maluca dele: “Foi assim que voltei do exílio em Londres. Tinha ido visitar mamãe lá em Santo Amaro e estava descansando na varanda, uma noite bonita de céu claro e estrelado, daquelas que só existem lá na Bahia. Foi então que um objeto, assim não identificado, apareceu cheio de luzes brilhantes e lindas em tons de rosa”.

  3. Pax said

    Caro Patriarca,

    Não acredito que a sua crítica seja baseada em convicções sexuais seja lá de quem for.

  4. Elias said

    No mais, é isso mesmo.

    Marina vai conseguir muitos votos no Sudeste, pelo carisma dela e pelo fato de que, nessa região, o PV ainda não se desgastou.

    Já nas áreas onde o PV soldou seu rosto a grupos e figuras isoladas que, de ambientalistas não têm nem cacoete, o simples comparecimento de Marina a comícios será, no mínimo, problemático.

    Imagine-se Marina e seu discurso ambientalista dividindo o mesmo palanque com próceres — paus mandados e mandadores de paus — da, digamos, indústria carvoeira…

    De qualquer modo, a candidatura de Marina foi a melhor invenção política do PSDB, nos últimos anos. Teria sido uma jogada de mestre, se os tucanos não fossem tão renitentes em sair de seu poleiro predileto: o muro.

  5. José Antonio Lahud Neto said

    Melhor seria o GIl: fala…fala e ninguém entende patavinas!!!

  6. Pax said

    Não sei se a candidatura da Marina foi invenção do PSDB, Elias.

    Acho até que foi invenção de uma turma de fortes empresários ligados à indignação com a corrupção geral.

    Mas aceito teus argumentos, se houver.

  7. Elias said

    Pax,
    Você, que tem pseudônimo romano, há de lembrar: “Qui prodest?”

    Em política — principalmente na política brasileira — não existe espaço vazio, nem o “por acaso”.

    Dito isto, faça-se a pergunta acima. A resposta dirá quem botou o jaboti na forquilha.

    Porque jaboti não sobe em forquilha, né? Se ele está na forquilha, é porque alguém o colocou lá.

  8. Pax said

    Ou seja, é um achismo, caro Elias.

  9. Pax said

    E vou um pouco à além…

    Acho que boi bem cantado deita, como dizem na minha terra.

    Se o PT não for tremendamente burro, como de vez em quando parece ser, ou ainda, tremendamente estúpido, como volta e meia os valentões bolivarianos se mostram, dá uma boa cantada no PV para o eventual segundo turmo.

    Acho que tem até mais chances de levar que Serra. Ou Aécio, vai saber. Afinal a gente nunca sabe para qual muro o pássaro vai pular.

    Veja, não é uma declaração de torcida. É, sim, um achismo, também.

    Quero ver é a Marina fazer as pazes com Dilma.

    Mas, sabe como é, e como você mesmo diz, em política não há espaços vazios… nem por acaso.

    De outro lado, realmente uma curiosidade temporal: neste mesmo fim de semana prolongado eu reclamava com uma interlocutora sobre o distanciamento da classe artística da política, o que considero um erro. Hoje mandei um e-mail comentando essa do Caetano.

    Quanto mais Caetanos e Paulos Bettis, quanto mais qualquer artista que tenha expressão e posição política, se pronunciarem, seja lá para que lado for, melhor.

    É mais um meio de mobilizar a sociedade para as eleições, o que é bom de todo. Seja lá no que vier a dar.

  10. Sobre o delírio Marina Silva

    Jamais discutirei a biografia, o caráter ou as intenções da ex-ministra, que nada têm a ver com pretensões eleitorais.
    Sua candidatura não tem chance real de sucesso por inúmeros motivos. Faltam-lhe uma aliança partidária abrangente, tempos de rádio e TV, investimentos, palanques regionais, militância numerosa e qualificada. A experiência e o perfil de Heloísa Helena a sufocam ou, na melhor das hipóteses, anulam suas especificidades. E, convenhamos, atrair Gilberto Gil, Protógenes Queiroz ou Nelson Mandela não trará enormes benefícios junto a eleitorado majoritariamente conservador e preconceituoso.
    Um projeto monotemático (seja ambiental ou qualquer outro) é insuficiente para empreitada desse porte. O pretenso diferencial da “honestidade” e do apelo moral pode ser encontrado em todo e qualquer discurso de campanha. E bastará revelar as ligações de Marina com a igreja evangélica e outros misticismos ultraconservadores para que ela perca o deslumbramento do eleitor progressista.
    Quem ignora essas dificuldades insanáveis está ludibriando o distinto público.
    Ademais, há sim o fator político. Sua militância reagirá bem quando ela sair na foto abraçada com Zequinha Sarney? Marina subirá no palanque fluminense do neotucano Fernando Gabeira, junto a lideranças do DEM (PFL) e do PSDB local? Como se portará em São Paulo, onde o PV apóia José Serra e Gilberto Kassab? Será omissa no segundo turno, prejudicando seu antigo partido e favorecendo o retorno da “direita liberal” que tanto combateu?
    Até as pranchetas do Datafolha sabem que a disputa presidencial será plebiscitária e polarizada; feliz ou infelizmente, Marina permanecerá apartada desse embate. A imprensa serrista comemora sua pré-candidatura porque ainda parece conveniente para dividir os votos de Dilma Rousseff. É só Marina começar a enfraquecer José Serra que o bondoso governador tratora tudo e acaba com essa brincadeira sem graça.

  11. Pax said

    Guilherme,

    Nem tudo é sempre lógico, nem sempre as forças mais poderosas vencem, nem sempre o gado tangido vai para onde o tangedor quer.

    Como você mesmo diz em teu artigo, a aliança indigesta do PT com o PMDB é isso mesmo, difícil de engolir. Assim como a, também, aliança indigesta do PSDB com o DEM.

    Idem para as alianças indigestas que o nanico e desfigurado PV fez.

    Em política, a única certeza que tenho é que sempre terei dúvidas.

  12. Chesterton said

    Acir Gurgacz (PDT-RO) acaba de ser empossado pelo presidente do Senado Federal, José Sarney (PMDB-AP), como senador eleito por Rondônia. Ele tem mais de 200 processos nas costas e passa a ter imunidade parlamentar. O Senado cumpre, assim, uma determinação do STF, com algum atraso. E cumpre não porque está revoltado com a entrada de mais um “ficha suja” na Casa, mas porque estava defendendo o outro criminoso, que foi cassado. Em qualquer outro país, o STF mandaria prender um sujeito deste nível. Aqui ele vira mais um voto para o Lula.

  13. fk said

    Bom, a questão será: Marina silva conseguirá provar que essa história de ambientalismo vai alem do rancor ambientalista?
    Do meu lado, acho que essa é a economia do futuro, e o Lula jogou tudo isso no lixo em prol do pré-sal. Vide o preço do alcool.
    Ou seja,Lula pegou um invento dos anos 1980 -o pro-alcool-, passou um verniz, vendeu pros babacas -como eu, que comprei um carro flex- e abandonou tudo ao primeiro sinal.
    Leia Glauco Arbix. Um sujeito que fala sobre tecnologia. E não, ele não é tucano.
    O Brasil está jogando na descarga da história a chance de liderar algo que não seja utópico nesse mundo, uma pauta de verdade, que não foi criada, ou inventada.

  14. Elias said

    Pax,
    Na sua argumentação — que é boa, como sempre — tem um pequeno problema, chamado eleitor.

    Sei que a tendência é achar que o eleitor é burro, que qualquer acordo fechado por cima pode ser enfiado goela abaixo da caboclada, etc, etc.

    Mas também sei, por um pouco de experiência prática, que a coisa não é exatamente assim…

    Considere, p.ex., o Rio de Janeiro. O PV está fechadíssimo com o PSDB no 1º turno. Gabeira, aliás, não sonha com outra coisa a não ser 2 palanques: um com Marina, outro com quem viesse pelo PSDB.

    Supondo um 2º turno presidencial, você diria que o PV, já na condição de boi bem cantado, deitaria com o PT?

    Tá bom. Suponhamos que sim. Deitaria.

    Então você acha que o eleitor carioca — tendo votado na aliança PV/PSDB no 1º turno — acompanharia essa virada de casaca? Votaria na candidata do PT no 2º, só porque o PV decidiu que assim fosse?

    E se o Gabeira passasse para o 2º turno, na estadual? Ele faria campanha com o PSDB — em busca da própria eleição — e com o PT, apoiando a eleição da Dilma?

    E o candidato do PSDB à presidência, apoiaria a eleição de Gabeira no RJ, estando este último trabalhando eleitoralmente CONTRA o PSDB na presidencial?

    E o eleitor, como encararia essa suruba?

    Sei não, Pax… Na minha experiência, as pessoas não gostam de ser tratadas como idiotas.

    Achismo?

  15. Elias said

    Quanto à opinião do Caetano, tudo bem. Não fiz nenhuma crítica a ele.

    Todo mundo tem direito à opinião. Por que não o Caetano?

    Além disso, a opinião do Caetano está consonante com a de um monte de gente, principalmente nas regiões Sudeste e Sul, mas também nas demais.

    Um monte de gente que votará na Marina porque ela tem a trajetória que quem, porque concorda com seu discurso e sua prática política e mais um porrilhão de “porquês”.

    Caetano não fala só, portanto.

    Meus comentários nem têm tanto a ver com isso. Eles têm mais a ver com o desenho geral no qual a candidatura de Marina se encaixa.

    Não prevejo o futuro nem sei o que rola pelos bastidores em tão altas cavalarias, mas também não nasci ontem…

  16. Chesterton said

  17. Pax said

    Elias,

    Sem estar muito a par das injunções de agora no Pará, como fica, então, num paralelo do Gabeira com o PSDB carioca, a Ana Júlia Carepa com o Jader Barbalho?

    Hoje mesmo tem a notícia que Dilma dará um tom bem claro que as disputas regionais não devem ameaçar a aliança do PMDB com o PT em âmbito nacional. E aí? Vai um pouco contra tua argumentação.

    Aliás, declaro já minha ignorância, e afirmo que nem sei quem está sendo cogitado para o governo no estado por aí. Você poderia dar uma palhinha, por favor?

    Sim, achismo. E não é ofensivo. Como já disse, mesmo o eleitorado mais aculturado, que pelo menos consegue ler jornal e sabe interpretar o que lê, além de fazer regra de três, acaba indo no vai-da-valsa. Uma boa parte acho que sim.

    A tal da desmobilização da sociedade civil é um crime com nossa política. Dá no que dá, no que estamos vendo, que a mim parece um dos piores momentos do Brasil.

    Veja, estou me atendo a uma visão do estado de como se faz política hoje em dia, não de como o Brasil vai.

    Muitas vezes me pego pensando que o Brasil está bem melhor apesar da política e não por causa dela.

  18. Chesterton said

    Pax, se você acha que o Lula é o maior presidente que o brasil já teve, como pode conciliar isso ao pior momento que ele, Brasil, vive?

  19. Pax said

    Realmente você leu umas 30 vezes aquele post e não entendeu nada, Chesterton.

    Qualquer hora faço outro com desenhos e tudo mais.

  20. Zbigniew said

    Se Cae tivesse assistido a isto, talvez Cae tivesse outra ideia do Lula, ou nao…


    .

    .

    .

    .

    (Do Nassif, sobre a serie “Presidentes Latinoamericanos da TV publica argentina).

  21. Chesterton said

    “Há algumas figuras que eu admiro muito, sem contar o nosso Tiradentes e outros que fizeram muito pela independência do Brasil e pela melhoria das condições do povo (…). Por exemplo, o Hitler, mesmo errado, tinha aquilo que admiro num homem, o fogo de se propor a fazer alguma coisa e tentar fazer (…). Não, não [respondendo ao repórter se admirava Adolf Hitler]. O que eu admiro é a disposição, a força, a dedicação. É diferente de admirar as idéias dele, a ideologia dele (…). Khomeini, não conheço muito a coisa sobre o Irã, mas a força que o Pax, você escreve torto por linhas tortas….(rs)

    Khomeini mostrou, a determinação de acabar com aquele regime do Xá foi um negócio sério”.

    Declarações de Lula, em entrevista à revista “Playboy”, em julho de 1979.
    …………………………………………………………..
    Lula continua admirando os aitolás, trinta anos depois. No próximo dia 23, vai receber o presidente do Irã, que afirma que o Holocausto não existiu e que os judeus devem ser varridos da face da terra. Para isso, um dos seus objetivos é conseguir urânio com o Brasil, para produzir a bomba atômica. Neste semana, Lula voltou a chamar Hitler para o seu discurso. Não para dizer que o admirava, mas para tentar colar a figura abjeta do pior assassino da história na oposição ao seu governo.

    Coronel coturno

  22. Chesterton said

    As declarações pejorativas e mal-educadas de Caetano Veloso sobre Lula deram ao presidente a oportunidade de sacar seu roteiro favorito: o de vítima de preconceito.

    Improvável que cole. O modelito agressivo, depreciativo e autossuficiente -que alguns podem ler como arrogante- adotado por sua excelência desde que abandonou o “Lulinha paz e amor” não combina com o papel de vítima, que tantos dividendos políticos já lhe rendeu.

    Esse mix de coitadismo e soberba pode, no máximo, gerar algum estranhamento.

    No teatro da política, Lula precisa escolher sua máscara na peça. Não dá para querer todas. Ainda que hoje em dia o presidente demonstre alguma dificuldade para entender que o poder dele tem limites.

    Alon

  23. Chesterton said

    Da coluna de Danuza Leão, na Folha de hoje:

    “Logo no início, quando Lula e sua mulher, d. Marisa, recebiam para jantar, os homens levavam uma garrafa de bebida, as mulheres um pratinho de doces, economizando dinheiro do país, lembra? Oh, demagogia, teu nome é Lula, teu nome é PT. Ok, passemos. Claro que não vou falar da prosperidade de Lulinha, nem de d. Marisa, que nunca fez rigorosamente nada -pelo menos para se distrair- em sete anos de primeira-dama, a não ser se vestir de verde e amarelo nas ocasiões propícias. Além do chapéu de palha que o casal tem a mania de usar, como se fossem dois roceiros, Lula se deslumbrou com ele mesmo, mas não aprendeu que, como presidente, não pode dizer “o Obama me disse”, ou “falei no telefone com o Sarkozy”; ficaria mais condizente com seu cargo dizer “o presidente Obama”, ou “o presidente Sarkozy”. O Itamaraty não podia ensinar essas coisas? E não acredito que jamais o presidente Obama ou o presidente Sarkozy dissessem um descalabro desses. Mas o que me incomoda mesmo é quando Lula diz -e isso está se repetindo, ultimamente- que “eles” estão mordidos, “eles” estão com raiva -ou com seu sucesso, ou porque “eles” já sabem (é o que Lula acha) que vão perder a próxima eleição, ou sei lá o que, não importa; o que importa é o “eles”. “Eles” quem? Presumo que sejam todos os que não são do PT, portanto inimigos. Lembro o dia em que Lula, já eleito, se encontrou com Bush. Foi com a estrela do PT na lapela, quando deveria ter ostentado a bandeira do Brasil. É como agora: espera-se que um presidente seja a favor do país para o qual foi eleito, não só ao partido que o elegeu. Nenhum brasileiro gosta de ser chamado, pelo presidente do seu país, de “eles”, como se tivesse nascido numa terra inimiga. E para não dizerem que não gosto do PT, vou dar uma mãozinha na candidata de Lula: para ter boa votação, quanto menos Dilma Rousseff aparecer na TV, mais votos ela terá.”

  24. Chesterton said

    Pax, ninguém em sã consciência entendeu o que você escreveu.

  25. HRP SOFT! said

    Caetano é horroroso!
    E já passou…..ficou para trás!
    PSDB e PV tudo a ver em grande parte do Brasil!
    Portanto pragmaticamente Dilma!
    Marina não tem cacife politico e nem atrativos suficiente para agregar apoios decisivos!
    Portanto , pragmaticamente Dilma!

  26. Elias said

    Pax,
    No Pará, o PT venceu as eleições estaduais de 2006, em aliança com o PMDB. A aliança continua valendo, já que o PMDB participa do governo.

    É possível que a aliança se mantenha em 2010. Há a inevitável reclamação do PMDB que, por vezes, alega que sua participação no governo é apenas simbólica, etc e tal.

    Mas são enormes as chances de que a aliança PT/PMDB se mantenha em 2010. O provável candidato do PSDB é o ex-governador Simão Jatene, que foi Secretário de Estado de Jader e Secretério Geral de ministério (cargo que, no Brasil, equivale a Vice-ministro ou Ministro Adjunto), quando Jader foi ministro.

    Acontece que Jatene abandonou Jader quando as coisas ficaram ruins para este. Jatene, que era ajudante de Jader desde menino, se tornou ajudante de Almir Gabriel desde menino. O próprio Almir Gabriel, aliás, também é cria de Jader, de quem se afastou de um modo meio estranho…

    São favas contadas que Jader está armando o jogo para seu filho, Helder, atual prefeito de Ananindeua, 2ª maior cidade do Pará. Em 2014, Helder seria candidato a governador.

    Acontece que, se Jader se aliar a Jatene, e este se eleger, é claro que, em 2014, o carinha aí vai se candidatar à reeleição. Com a máquina na mão! No mínimo, Jader teria que adiar seu projeto para 2018. Aí, a idade já estará pesando muito mais…

    A menos que, por lealdade a Jader, Jatene abrisse mão da candidatura e entrasse de cabeça na campanha de Helder. Só que, pelos antecedentes dele, é preciso ter muita fé pra entrar numa dessa… Mais realista seria contar com o apoio do Saci Pererê, da Matinta Perêra, do Curupira & adjacências.

    Jader é cobra criada. Jamais repetiria um erro…

    Enfim, do jeito que as pedras estão dispostas, a coisa aponta mais pra manutenção da aliança PT/PMDB em 2010. Além disso, tem a tática política em âmbito nacional, etc, etc.

    Não dá pra estabelecer um paralelo entre isso e a situação PV/PSDB, como você sugeriu.

    No Pará, o PT está, desde 2006, aliado ao PMDB, que é aliado do PT no plano federal.

    No Rio, com relação ao PV, o papo é bem outro…

    Lá o PV está com o PSDB. Para o PV, não tem coisa melhor, em especial se o PSDB não lançar candidato a governador. Porque, assim, o Gabeira ganha dois palanques. Gabeira, aliás, trabalha freneticamente pra isso.

    Num 2º turno pra presidente, opondo o PT ao PSDB, ficaria no mínimo complicado pro PV se aliar ao PT. Principalmente se também houver 2º turno pra governador do Rio.

    Imagina só a suruba que você imagina: o candidato do PSDB a presidente, iria ao Rio pra fazer campanha. Lá ele apoiaria a candidatura do Gabeira (PV/PSDB desde o 1º turno). Ao mesmo tempo, com o PV apoiando o PT, o Gabeira faria campanha contra o candidato do PSDB, que, mesmo assim, o apoiaria…

    Tá muito doidão esse desenho, Pax.

    Claro que tudo o que a gente diz aqui sobre estratégia e tática política é “achismo”. Mas, também, não precisa aloprar, né?

    Nesse xadrez político, Pax, na maioria dos Estados, a candidatura de Marina é pouco mais que um detalhe. Ela pode até servir pra incrementar a campanha de candidatos locais. E pode parar por aí. Não dá pra ir além disso…

    Em âmbito nacional, a Marina se enquadra numa estratégia que não é dela, nem soma pra ela. A candidatura dela vai valer pela capacidade destrutiva (no caso, pela capacidade que ela tem de garfar votos do PT). Mas os votos que ela ganhar não servirão pra ela.

    Não deixa de ser um tremendo lance político. Mas, para Marina, ísso implica um risco. Marina pode sair dessa com a imagem arranhada. É possível que um número cada vez maior de pessoas comece a achar que ela se rebaixou ao papel de “laranja” política.

    A única maneira de evitar esse desgaste, seria o PV não se aliar a ninguém no 2º turno (a exemplo do que fazia o PT, no passado).

    Mas, os coronéis locais do PV concordariam com isso? Duvido!

  27. Pax said

    Excelente, Elias.

    Obrigado.

  28. Jorge said

    sugiro que voce discuta a notícia abaixo. Essa sim é importante para 2010.
    saudações,

    BBC Brasil
    Atualizado em 9 de novembro, 2009 – 06:43 (Brasília) 08:43 GMT

    No Brasil, 64% querem maior controle do governo na economia

    A pesquisa feita a pedido da BBC em 27 países e divulgada nesta segunda-feira revelou que 64% dos brasileiros entrevistados defendem mais controle do governo sobre as principais indústrias do país.
    Não apenas isso: 87% dos entrevistados defenderam que o governo tenha um maior papel regulando os negócios no país, enquanto 89% defenderam que o Estado seja mais ativo promovendo a distribuição de riquezas.
    A insatisfação dos brasileiros com o capitalismo de livre mercado chamou a atenção dos pesquisadores, que qualificaram de “impressionante” os resultados do país.
    “Não é que as pessoas digam, sem pensar, ‘sim, queremos que o governo regulamente mais a atividade das empresas’. No Brasil existe um clamor particular em relação a isso”, disse Steven Kull, o diretor do Programa sobre Atitudes em Políticas Internacionais (Pipa, na sigla em inglês), com sede em Washington.
    O percentual de brasileiros que disseram que o capitalismo “tem muitos problemas e precisamos de um novo sistema econômico” (35%) foi maior que a média mundial (23%).
    Enquanto isso, apenas 8% dos brasileiros opinaram que o sistema “funciona bem e mais regulação o tornaria menos eficiente”, contra 11% na média mundial.
    Clique Fórum: O governo deve ter mais influência nas indústrias e negócios no Brasil?
    Para outros 43% dos entrevistados brasileiros, o livre mercado “tem alguns problemas, que podem ser resolvidos através de mais regulação ou controle”. A média mundial foi de 51%.
    “É uma expressão de grande insatisfação com o sistema e uma falta de confiança de que possa ser corrigido”, disse Kull.
    “Ao mesmo tempo, não devemos entender que 35% dos brasileiros querem algum tipo de socialismo, esta pergunta não foi incluída. Mas os brasileiros estão tão insatisfeitos com o capitalismo que estão interessados em procurar alternativas.”
    A pesquisa ouviu 835 entrevistados entre os dias 2 e 4 de julho, nas ruas de Belo Horizonte, Brasília, Curitiba, Goiânia, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo.
    Globalização
    O levantamento é divulgado em um momento em que o país discute a questão da presença estatal na economia.
    Definir para que caixa vai a receita levantada com a exploração de recursos naturais importantes, como o petróleo da camada pré-sal, divide opiniões entre os que defendem mais e menos presença do governo no setor econômico.
    Steven Kull avaliou que esta discussão não é apenas brasileira, mas latino-americana. Para ele, o continente está “mais à esquerda” em relação a outras regiões do mundo.
    A pesquisa reflete o “giro para a esquerda” que o continente experimentou no fim da década de 1990, quando o modelo de abertura de mercado que se seguiu à queda do muro de Berlim e à dissolução da antiga União Soviética dava sinais de esgotamento.
    Começando com a eleição de líderes como Hugo Chávez, na Venezuela, em 1998, o continente viu outros presidentes de esquerda chegarem ao poder, como o próprio Luiz Inácio Lula da Silva, Evo Morales (Bolívia) e Rafael Correa (Equador).
    Mas Kull disse não crer que o ceticismo dos brasileiros na pesquisa “seja necessariamente uma rejeição do processo de abertura dos anos 1990”.
    “Vimos em pesquisas anteriores que os brasileiros não são os mais entusiasmados com a globalização”, disse.
    “Eles ainda são bastante negativos em relação à globalização, e o que vemos aqui (nesta pesquisa) é mais o desejo de que o governo faça mais para mitigar os efeitos negativos dela, melhorar a distribuição de renda e colocar mais restrições à atividade das empresas.”
    Mas ele ressalvou: “Lembre-se de que a resposta dominante aqui é que o capitalismo tem problemas, mas pode ser melhorado com reformas. A rejeição ao atual sistema econômico e à abertura econômica não é dominante, é que há um desejo maior de contrabalancear os efeitos disto”.

    http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2009/11/091109_pesquisa_bbc_muro_brasil_rw.shtml
    © BBC 2009

    BBC Brasil
    Atualizado em 9 de novembro, 2009 – 06:56 (Brasília) 08:56 GMT
    Pesquisa mostra insatisfação com livre mercado, 20 anos depois de queda do muro
    Uma pesquisa realizada a pedido da BBC em 27 países e divulgada nesta segunda-feira apontou que existe uma grande insatisfação com o capitalismo de livre mercado, 20 anos após o episódio que marcou a derrocada de seu sistema rival, o comunismo.
    Em um universo de 29 mil entrevistados, apenas 11% disseram que o capitalismo “funciona bem” e que uma maior regulação por parte dos governos o tornaria “muito menos eficiente”.
    Por outro lado, 23% opinaram que o sistema “está cheio de falhas e precisamos de um novo sistema econômico”.
    Os resultados foram compilados para coincidir com os 20 anos da queda do muro de Berlim, que dividia a cidade em duas metades, uma ocidental, capitalista, e outra oriental, comunista.
    “Parece que a queda do muro de Berlim, em 1989, não foi a vitória arrasadora para o capitalismo de livre mercado que parecia à época”, disse Doug Miller, presidente da Globescan, uma das empresas parceiras da iniciativa.
    Após mais de uma década de experiências neoliberais, iniciadas a partir do chamado consenso de Washington, nos anos 1990, e sobretudo depois da crise econômica atual, atribuída em grande parte aos excessos do mercado, a pesquisa mostrou uma receptividade de cidadãos em diversos países a algum tipo de presença governamental da economia.
    A maioria dos entrevistados (51%) opinou que o capitalismo de livre mercado “tem alguns problemas, mas esses problemas podem ser resolvidos através de reformas no sistema e mais regulação/ controle”.
    “As pessoas não querem abandonar o capitalismo, mas moderá-lo”, disse Steven Kull, diretor do Programa sobre Atitudes em Políticas Internacionais (Pipa, na sigla em inglês), com sede em Washington, parceiro da pesquisa.
    Para Kull, “há espaço para os governos atuarem na distribuição de riqueza e até controlando setores econômicos”.
    Nesse aspecto, o Brasil se destacou. Foi o país com a maior proporção de entrevistados que defendeu um papel mais ativo do governo “na regulação dos negócios do país” e o quinto com maior apoio à ideia de que o governo “controle diretamente as principais indústrias do país”.
    Clique Leia também na BBC Brasil: No Brasil, 64% querem maior controle do governo na economia
    Satisfação com o sistema
    Os entrevistados brasileiros – 835, em nove capitais – expressaram mais ceticismo em relação ao livre mercado que entrevistados de outros países.
    Embora 43% tenham dito que os problemas do sistema podem ser resolvidos através de reformas, Kull considerou “impressionante” que 35% tenham expressado que “um novo sistema econômico” é preciso.
    Clique Fórum: O governo deve ter mais influência nas indústrias e negócios no Brasil?
    Foi o terceiro maior percentual dado a esta resposta, atrás apenas do verificado na França (43%) e no México (38%).
    Entre os mexicanos, apenas 2% dos entrevistados consideraram que mais regulação tornaria o capitalismo menos eficiente, contra 8% dos brasileiros.
    Na própria Rússia, comunista até 1991, a visão de que “precisamos de um novo sistema econômico” recebeu menos preferência (23%).
    A opinião prevalente entre os russos é a de que o livre mercado tem “alguns problemas que podem ser resolvidos com mais regulação” (43%). Já 12% acham que mais intervenção “tornaria o sistema menos eficiente”.
    O país que mais apóia o livre mercado foram os Estados Unidos (25%). Ainda assim, mais da metade dos cerca de mil americanos entrevistados (53%) disseram que o sistema tem “alguns problemas” e precisa de mudanças. Outros 13% dos americanos advogaram um sistema diferente.
    O apoio ao capitalismo também foi relativamente alto no Paquistão, onde 21% disseram que mais amarras o tornariam menos eficiente, e na República Tcheca, onde essa resposta recebeu 19% dos votos.
    Governo na economia
    A pesquisa não perguntou que sistema seria considerado pelos entrevistados como uma alternativa ao capitalismo de livre mercado.
    Mas quis saber deles o que pensavam da atuação do governo na “distribuição de riquezas”, na “regulação dos negócios” e no controle direto das “principais indústrias” de seu país.
    No Chile, no México e no Brasil, em torno de 90% dos entrevistados responderam que o governo deveria ter um papel maior na distribuição de riquezas de um país, o maior apoio de uma região por este objetivo.
    No Brasil e no Chile, houve grande apoio à ideia de que o governo deveria “regular mais os negócios de um país” (Brasil, 87%, Chile, 84%) e até ser “dono ou controlar diretamente as principais indústrias do país” (Chile, 72%, Brasil, 64%).
    “A América Latina está mais à esquerda em relação a outras partes do mundo, e o Brasil se destaca nisto”, disse Kull.
    “Nos países europeus houve grande apoio a uma maior participação do governo na economia, mas quando se usa o termo ‘controlar’ o apoio cai. Isso não se aplica à América Latina, onde essa não é uma ‘palavra proibida’”, comparou.
    Só na Rússia (77%) e na Ucrânia (75%) houve maior preferência a que o governo detenha ou controle as principais indústrias do país.
    Um país que chamou a atenção dos pesquisadores foi a China, onde 58% crêem que o livre mercado “tem alguns problemas, que podem ser resolvidos com regulação”.
    Entre os chineses, 71% disseram que o governo deveria fazer mais para distribuir riqueza no país, mesmo percentual dos que defenderam uma maior regulação nos negócios. Outros 52% opinaram que o governo deveria ter mais papel no controle direto das principais indústrias do país.
    Para Steven Kull, esta opinião se deve ao desejo dos chineses de ver o governo agir para contrabalançar os efeitos da abertura econômica que o país tem experimentado nas últimas décadas e, em especial, nos últimos dez anos.
    “Na última década, as coisas se tornaram menos estáveis e menos previsíveis para os chineses, ainda que a economia esteja crescendo e eles estejam mais ricos”, disse.
    “Existe um problema em relação ao acesso à saúde e ao desemprego, e eles querem que o governo assuma os mesmos compromissos que assumiu no passado, de garantir o acesso dos cidadãos a serviços básicos.”

    http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2009/11/091109_pesquisa_bbc_muro_rw.shtml
    © BBC 2009

  29. Pax said

    Jorge,

    A priori gosto da ideia do Estado forte.

    O que não gosto é do Estado forte, porém absolutamente corrupto.

    Esse, para mim, é que é o grande ponto. Imagine se os R$ 200 bi desviados anualmente em todos os âmbitos, Federal, Estadual, Municipal e privado, estivessem sendo bem empregados…

    O rumo não é ruim, mas a podridão que afetou a nação é venal e até mortal, para carregar um tanto nas tintas.

    Obrigado pelos artigos..

  30. Chesterton said

    Algum trauma de infancia, Pax?

  31. Elias said

    Não existe proposta consistente de um sistema que venha a substituir o capitalismo, com alguma vantagem.

    O que algumas correntes políticas chamam de “socialismo” não passa de um sonho difuso e mal costurado. Não constitui, propriamente, uma proposta político-prática.

    Assim, tudo o que existe de mais consistente, são propostas de reformas do capitalismo, com o objetivo de tornar o sistema menos injusto. Mas sem romper com o quadro do capitalismo.

    No Brasil, o problema é que o pessoal do andar de cima e acólitos reage de modo brutal a qualquer tentativa nesse sentido. Isso pode provocar reações igualmente violentas em sentido contrário e, aí… barata vôa!

    Nos EUA, as “zelites” dispõem de contra-molas no âmbito de si mesmas.

    Há alguns dias, assisti no ManagemenTV uma sabatina que um grupo de estudantes universitários americanos fizeram com Bill Gates e Warren Buffet.

    Warren e Bill doaram mais de 90% das respectivas fortunas a fundos filantrópicos. Warren declarou, em alto e bom som, que o conceito de “riquezas dinásticas” é “anti-americano”. Bill Gates concordou em gênero, número e grau. Daí porque deixam aos seus herdeiros menos de 10% das respectivas riquezas… e acham que já é muito!

    Ambos, Gates e Warren, defenderam que a progressividade dos impostos deve ser acentuada. Repetidamente afirmaram que os mais ricos devem pagar impostos a taxas mais elevadas.

    Nos EUA, tem um porrilhão de milionários que pensa e age como Bil Gates e Warren Buffet.

    Agora, imagina só milionários brasileiros dizendo e fazendo o que dizem e fazem Buffet e Gates…

    Dias depois, vi uma outra entrevista, agora com Brad Pitt.

    Brad está à frente de uma campanha para reconstrução de Nova Orleans, onde ele mora.

    Ele mobilizou um time de arquitetos da pesada, que estão projetando casas capazes de suportar novas enchentes. São “casas inteligentes”, que usam energia solar, etc, etc.

    Brad está bancando a construção de 150 casas por vez. Cada pacote de 150 casas é vendido por menos de 2/3 do preço às famílias beneficiadas. O fundo daí resultante se integra a um pacote seguinte, que passa a ser de 250 casas. E daí por diante.

    O ator bancou sozinho o pontapé inicial do projeto. Mas está mobilizando gente de grana para encorpar a iniciativa.

    Já imaginou algo parecido acontecendo no Brasil? Não, né?

    Nem eu!

    Daí a dificuldade em “reformar” o, digamos, capitalismo brasileiro. Por isto mesmo, daí a possibilidade, sempre presente, de uma ruptura violenta.

    Mesmo que seja na direção de alguma vigarice pseudoigualitária.

  32. Chesterton said

    Bom texto, Elias, apesar de eu ter muito mais dúvidas se isso vai funcionar, por exemplo, Brado Pito quebra antes de aprontar seu projeto. E quebra por causa dos beneficiários, que não saberão dar o valor devido. Outro exemplo é o imposto progressivo nos ricos. Nos EUA taxarrão os biliardários, aqui, quem ganha acima de 15 mil por mês. Afinal, a classe média inicia em 3000 por mês.
    Agora isso:
    “Assim, tudo o que existe de mais consistente, são propostas de reformas do capitalismo, com o objetivo de tornar o sistema menos injusto. Mas sem romper com o quadro do capitalismo.”
    – é querer fazer omelete sem quebrar ovos.

  33. Chesterton said

    Ataque contra São Paulo.
    O Estadão informa que a guerrilha rural do MST, financiada por dinheiro do governo que o Lula orienta o PT a impedir de investigar na CPI, aumentou as invasões em 88% em São Paulo, no último ano, enquanto diminuiu 45% no Brasil. A intenção é óbvia. Assim como houve o PCC em 2006, financiado pelas maletas dos aloprados, haverá o MST finaciado pelas ONGs petistas, em 2010. Será guerra aberta contra a candidatura de José Serra (PSDB-SP). Só vai faltar, mesmo, o Ciro Gomes(PSB-CE), que também mudou a sua guerrilha para São Paulo, passar a visitar acampamentos dos sem terra para incentivar as invasões.

  34. Elias said

    Bem, Chesterton,

    Para melhorar um sistema, qualquer sistema, sempre é necessário quebrar ovos.

    A questão é saber de quem serão os ovos.

    O capitalismo já foi melhorado em muitos aspectos. Nos primeiros tempos do capitalismo não havia previdência social, seguro de acidente do trabalho, proteção ao trabalho da mulher, limitação de horas de trabalho, etc, etc, né?

    Ainda no Século XIX, Bismarck — que não era propriamente um esquerdista — colocou em prática um amplo conjunto de medidas que, depois, se tornaram bandeiras de luta de muito sindicalista “de esquerda”, mundo afora.

    O problema do Brasil, que tentei apontar em meu texto, é que, se Bismarck ressuscitasse hoje, e defendesse aqui neste país abençoado por Deus e bonito por natureza, as mesmas idéias que ele colocou em prática na Alemanha do Século XIX, seria sovado por um bando de gente, que o acusaria de ser “comunista”, “acólito do Hugo Chavez”, “agente do Foro São Paulo”, e daí pra baixo.

    No Brasil, os grandes empresários brigam pela precarização das relações do trabalho e, se deixados a si mesmos, fomentam — quando não praticam diretamente — o trabalho escravo.

    Nos EUA, gente como Bill Gates e Warren Bufffet, destina mais de 90% de sua riqueza à filantropia, diz que riqueza dinástica é um conceito “anti-americano” e briga pela progressividade da tributação.

    No Brasil, se alguém defender semelhantes idéias, será imediatamente taxado de “comunista”, “acólito do Hugo Chavez”, “agente do Foro São Paulo”, e daí pra baixo.

    O fabuloso acervo daquele museusão de Nova York foi, quase que totalmente, constituído por doações.

    No Brasil, tenta fazer o mesmo…

    Acho que isso explica muita coisa, né?

  35. Elias said

    Quanto ao Brad Pitt, pelo que eu soube, ele casou 5 milhões de dólares no projeto, e está disposto a colocar mais.

    Os arquitetos que ele mobilizou — todos tanto, quase tanto ou até mais ricos que ele — simplesmente doaram os projetos.

    Uma porção de artistas, também tão ricos quanto Brad Pitt, também está aderindo. Os Clinton, idem. Obama e outros do Partido Democrata, parece que também estão a fim de aderir.

    Se vai dar certo ou não, é outro papo.

    Estou me referindo à iniciativa solitária de um ator milionário, que acaba gerando um movimento contra a pobreza. Não é um fato isolado naquele país.

    Tem a história daquele cara da indústria de chocolate, que deixou toda a sua riqueza para a manutenção de uma escola que ele criou, e que proporciona gratuitamente educação de primeiríssima linha para crianças pobres.

    Enfim, tem um porradal de exemplos.

    Na África do Sul, os Openheimer se opuseram firmemente à política racista, financiaram movimentos políticos anti-racistas, criaram e mantêm, até hoje, escolas, universidades e hospitais (vários diretores da empresa — negros — estudaram nas escolas e universidades mantidos pelos Openheimer).

    Dá pra imaginar um troço desses no Brasil?

    Aqui a regra comportamental é tolerar hipócrita e insensivelmente a miséria, quando não fomentá-la abertamente.

    Depois, fica-se choramingando, quando a miséria manda a conta, sob a forma de uma violência urbana cada vez mais descontrolada.

  36. Chesterton said

    Estranho você citar Bismarck, que depois das políticas dele a Alemanha se jogou no abismo 2 vezes…será que há relação?
    Dá para imaginar sim no Brasil um negócio desses, é só ver a Fundação Bradesco. Contínuo vira diretor.
    o problema aqui é que a filantropia foi roubada pelo estado e virou obrigação. Obrigação de sustentar com bolsa isso e bolsa aquilo um exército de desocupados que nada devem em troca.

  37. Chesterton said

    Thanks to a little Supreme Court decision we know as Kelo v. New London … private property rights in America are basically nonexistent … at least when it comes to government. Just like many freedoms and liberties we thought our government would never infringe upon, property rights got the proverbial guillotine chop in the Kelo decision. For those of you who are government educated, here’s a quick reminder. Kelo v. New London essentially established that the government can seize private property and sell it to another private individual or corporation to develop. The reason? Increasing tax revenue. Simple as that.

    Years later, the Kelo case is finally seeing some semblance of finality. The whole debacle started when Pfizer decided that it wanted to expand its facilities in New London. So the city of New London won the battle and was able to seize private homes and turn the property over to Pfizer. It was perhaps the worst Supreme Court decision we’ve ever seen. Years later, the condemned homes have been destroyed and the site is nothing but a bunch of weeds. That, it seems, is the way it will stay. Pfizer has decided that it is going to close up shop in New London and move elsewhere.

    So there you go. The property that became the symbol of private property rights – the property that was seized by the government and turned over to a private entity for development – is now nothing but a pile of weeds with no plans for development

    Don’t you just love watching the power of government at work?

    -non sequitur

  38. Chesterton said

    Serviços públicos de oitava categoria e impostos estratosféricos, eis o legado democrata que está destruindo a economia da California. O Texas é o contrário: Conservador em gastos e com peso tributário mínimo. A consequência é simples, os eleitores votam com seus pés e saem da California e mudam para o Texas: Laffer and Moore pointed out that between 1998 and 2007, the states without an individual income tax “created 89 percent more jobs and had 32 percent faster personal income growth” than the states with the highest individual income-tax rates. California’s tax and regulatory policies, the report predicts, “will continue to sap its economic vitality,” while Texas’s “pro-growth” policies will help it “maintain its superior economic performance well into the future.” The clear implication is that California should become more like Texas.
    selva brasilis

  39. fk said

    Elias – essa questão da “filantropia” é antiquíssima na elite econômica americana. Acho que isso se deve a uma questão cultural, de responsabilidade mesmo com o País, talvez a sensação de que os Estados Unidos são o Paraíso a ser construído, enquanto o Brasil seria o Paraíso pronto, daí não precisar, digamos, de apoio nenhum. Essa ideia tirei do José Murilo de Carvalho, e acho que ela faz muito sentido.
    Não vale nem dizer que essa elite política seja, digamos, boazinha. Basta pensar nos “robber barons” norte-americanos, que construíram suas fortunas com todo tipo de falcatrua, gente como Rockefeller, Vanderbilt, Carneggie e por aí vai. Veja a herança cultural que essa gente deixou e aí vc entende a diferença de perspectiva da elita economica norte-americana e da elite economica brasileira.

  40. Elias said

    Chesterton,
    O mérito de Bismarck é ter tornado os benefícios sociais em direitos, garantidos pelo Estado. Nada a ver com filantropia.

    FK
    Longe de mim dizer que a elite americana é boazinha. Mas é tão melhor que a brasileira que até parece ser boa.

    Mas, nem é preciso fazer grande estudos pra notar que, em muitos países por aí afora, conceitos como “responsabilidade social” vão entrando, cada vez mais, para o dia-a-dia das elites e das empresas. O “Terceiro Setor” está deslanchando em várias partes do mundo.

    No Brasil a coisa é mais devagar. O Terceiro Setor existe, mas é pendurado no Estado. Pior: boa parte do Terceiro Setor — as famigeradas ONGs — está se tornando sinônimo de corrupção.

    Aqui a miséria não choca. Até parece que é exatamente ao contrário. As pessoas se sentem bem — e até orgulhosas — em se saber parte de uma minoria que tem muito, num lugar onde tantos não têm nada. No mínimo, o brasileiro médio acha que não tem nada com o peixe.

    Há, sim, no Brasil, mais que em boa parte do mundo, uma enorme insensibilidade em relação ao problema da miséria. E, reconhecer que essa isensibilidade existe e precisa ser debelada, é parte essencial do processo de enfrentamento desse problema.

    Chesterton, de novo,
    Conheço um dos trabalhoa da Fundação Bradesco. É uma escola. Excelente!

    Mas nunca li um balanço da Fundação. Não saberia dizer se o dinheiro sai, mesmo, daquele grupo empresarial.

    Já vi boi voar e fazer pirueta no ar, em contabilidades de fundações. Por isto, mantenho as barbas de molho.

    De qualquer modo, o sentido de meus comentários é, muito mais, no sentido de supor que, a resistência das elites brasileiras em aperfeiçoar o sistema, torná-lo menos injusto, pode conduzir a um contexto de ruptura.

    E que, eventualmente, essa ruptura pode nos levar a algo ainda pior.

  41. fk said

    elias – É algo, na verdade, bem anterior a essa coisa de responsabilidade social. A elite norte-americana tem compromisso com o crescimento geral da nação. É difícil de explicar, e imagino que deva haver algumas várias obras publicadas lá sobre isso.
    E é todo um outro sentido de filantropia daquele que temos no Brasil. Aqui, filantropia é isso: botar dinheiro em um escola, algo do tipo, que de forma alguma tem capacidade de interferir em um âmbito maior. Lá não. O investimento filantrópico é pesadíssimo nas áreas de educação e cultura, influindo diretamente nos destinos da nação.

  42. Pax said

    Filantropia é bem diferente da responsabilidade do estado com a sociedade de forma geral, provendo a necessária equiparação, ou, pelo menos, alguma oportunidade menos desigual para todos, principalmente fornecendo educação básica de excelente qualidade.

    Discordo um bocado do Elias aqui.

    Esperar que o bom humor de meia dúzia de empresários resolva o problema das desigualdades é o mesmo que achar que Papai Noel existe.

    Não estou dizendo que não é bom. Claro que é. E produz resultado. Claro que produz. Pontuais, pequenos, pouco significantes. Ou vamos achar que os programas de fim de ano da Globo fazem a esperança das crianças? Ah, caros, já passamos dessa idade.

    O caminho é a lei.

    Se a carga tributária brasileira fosse bem empregada não teríamos nenhum cidadão fora das escolas até os 18 anos, os hospitais funcionariam e todos poderíamos andar pelas ruas das cidades nas noites de calor.

    Enquanto a gente achar que corrupção é normal, nada desse sonho vai acontecer. E aqui não há qualquer passe da mágica. Serão séculos até aprendermos a votar e vigiarmos uns aos outros e, principalmente, aos governos que são, a priori, corruptos.

    São, no mínimo, R$ 200 bilhões por ano desviados. Algo em torno de 20 bolsas família. Caiu a ficha? 20 bolsas família.

    Um ou outro empresário ou fundação, bem intencionados, e que realmente existem, não fazem verão.

  43. fk said

    Pax – Não sei se é extamanete isso o que o Elias pensa, mas eu, pessoalmente, acho que não é uma questão de “bom humor de meia dúzia de empresários”. A diferença é que lá nos EUA a elite econômica sente uma verdadeira responsabilidade com a formação do País. E isso faz toda a diferença.
    O cara não deixa seus bilhões de dólares pra filantropia por algum sentimento cristão ou de alívio de consciência -o que eu chuto ser o combustível principal da filantropia brasileira-, mas sim pq o cara sente que o que faz ajuda a sua nação. É algo de bem mais a longo prazo, e por isso voltado predominantemente para educação e cultura. Ou seja, para a formação da nação.
    Não dá pra negar, por exemplo, que o dinheiro dos Rockefeller, dos Carneggie, dos Vanderbilt, dos Stanford ajudaram a moldar os EUA atuais.
    Ainda digo mais: por mim eu acabava com todos esses programas de fim de ano e crianças esperanças da vida, porque são um baita de um engodo. São apenas migalhas. Filantropia no Brasil é apenas uma forma de sair bem na foto e, indo um pouco na direção do que vc falou, sem nenhum tipo de real impacto na realidade brasileira. So contrário, só gera mais desigualdade, pois há uma enorme diferença entre o moleque que estuda na escola pública adotada pela seguradora Porto Seguro em Paraisópolis e o seu amiguinho que estuda em uma escola pública de quinta categoria apenas porque nasceu duas ruas para lá.

  44. Chesterton said

    O mérito de Bismarck é ter tornado os benefícios sociais em direitos, garantidos pelo Estado. Nada a ver com filantropia.

    chest- mas é isso mesmo que eu chamo de demérito. Direito a filantropia é tirania.
    Vou chegar na sua cassa e dizer: eu tenho direito a que você me dê um prato de comida! Estaria escravizando você.

    Como assim, o dinheiro não sai do Bradesco? sai da onde, da árvore?

  45. Chesterton said

    Euforia com o Brasil ou O Método Paulo Freire Aplicado ao Jornalismo
    Um caso de livro-texto de aplicação do método Paulo Freire no jornalismo. É impressionante como ele contaminou e vem lentamente destruindo uma revista de renome mundial com a The Economist. Esta matéria extremamente viesada sobre o Brasil ilustra o ponto. The Economist ecoa a vontade delirante da esquerda britânica de que o governo Lula funcione e dê certo. Felizmente, entretanto, ainda há economistas no mundo que conseguem ver o óbvio sobre o Brasil, como o professor da UCLA Sebastian Edwards: O clima de euforia com o Brasil é “totalmente injustificado” e o país tem poucas chances de tornar-se uma potência econômica. “O entusiasmo dos investidores reflete uma percepção de curto prazo, mas o Brasil não manterá esse desempenho sem uma revolução produtiva e de inovação. E, sinceramente, não vejo nem Dilma Rousseff nem José Serra com capacidade política de liderar esse processo”, comentou Edwards.

    Selva Brasilis

  46. Chesterton said

    São, no mínimo, R$ 200 bilhões por ano desviados. Algo em torno de 20 bolsas família. Caiu a ficha? 20 bolsas família.

    chest- Pax, me mostre a fonte.

  47. Elias said

    Pax,

    O que eu disse, exatamente, é que Bismarck não fez filantropia, ao contrário do que sugeriu Chesterton mais acima.

    Ele deu partida naquilo que seria, mais à frente, chamado de “estado de bem estar social”.

    A assistência ao trabalhador, p.ex., deixou de ser um ato de caridade. Passou a ser um direito de cidadania.

    Veja que, até então, havia uma barragem entre “saúde pública” e “saúde particular”. O Estado cuidava — quando cuidava! — da saúde pública (combate a epidemias e coisas assim).

    A “proteção individual à saúde” era problema de cada um. Os mais ferrados se viravam como podiam, no mais das vezes dependendo de instituições filantrópicas.

    Com as “mútuas” de Bismarck, para citar um exemplo, a coisa mudou.

    Insisto: não estou misturando; antes, estou diferenciando “filantropia” de “política de Estado”.

    Ao mesmo tempo, chamo a atenção para a existência, em algumas partes do mundo, de uma elite econômica que investe pesado em filantropia, e de uma elite política capaz de implementar melhorias tão significativas em um sistema de organização da produção, sem romper com ele.

    Fiz isso para diferenciar essas elites das elites brasileiras, que colocam um sinal de igualdade entre “manter um sistema” e “jamais permitir a mínima alteração no sistema”.

    Entendo que esse é o tipo de elite que cava, com as próprias mãos, o buraco no qual será enterrada viva.

  48. Pax said

    Elias,

    Você vai acabar sendo um defensor do neoliberalismo com bandeirinha, apito e boné… já posso até antever o Chesterton se achando o máximo por ter “virtuado” um esquerdista.

    Insisto, meu caro, esperar que a filantropia resolva os problemas do mundo, só quando o filho de Deus aparecer, ou voltar, dependendo da tua fé. É bonito, é legal supor esse tipo de possibilidade de evolução espiritual do homem. E ponto. O problema é maior. E a realidade está um bocado ao longe.

    Fk,

    Conheço um pouco desse espírito filantrópico americano, ou anglicano se quisermos aprofundar o assunto. Como que uma devolução, um agradecimento, um reconhecimento em espécie de tudo que a oportunidade do país lhe favoreceu.

    Mas vai lá nos EUA ou qualquer outro canto e tenta resolver todo o problema da educação básica, saúde e seguranças públicas esperando que meia dúzia de iluminados tenham grana e bom coração para isso… não adianta. O tamanho do buraco não pode ficar dependendo dessa meia dúzia. Mesmo lá essa turma é minoria. A maioria não está nem aí. O homem, a priori, não é tão bom quanto a gente possa querer ou imaginar. Pelo contrário. É capaz das maiores atrocidades.

    Se você quiser discutir que os EUA são uma potência porque têm uma educação de superior de alto nível, acima da média, como um bom exemplo com muitos Nobel em todas as áreas, etc etc, podemos até pensar juntos porque em alguns exemplos que você citou são fatos, realidades comprováveis.

    O que estou falando é da base… e aí, caro, o tamanho é muito maior que a maior das maiores filantropias, não há tanta gente de sucesso – e que seja de bom coração – que resolva o orçamento trilhardário necessário.

    Ou é o estado, ou é o estado. Escolha uma das duas opções.

  49. fk said

    Chest-
    Duas coisas sobre esse texto ridículo que vc postou:
    -Primeiro, o cara que o escreveu nunca deve ter lido Paulo Freire na vida. Na verdade, não entendo essa da pseudo-direita brasileira ficar tentando detonar Paulo Freire ultimamente. Parece a Veja, que xinga ele até em texto de culinária, escrevendo coisas do tipo “O restaurante se destaca por sua deliciosa picanha. Ah, e Paulo Freire destrói o ensino brasileiro”. Essa é a merda em que está a discussão sobre qualquer coisa no Brasil. Cheia de gente chutadora, que cita quem não leu e destrói outros sem nem entender os conceitos propostos. “O Método Paulo Freire Aplicado ao Jornalismo?” Que porra é essa? Isso não significa nada! É só frase de efeito pega-boboca!
    – Segundo: “The Economist ecoa a vontade delirante da esquerda britânica de que o governo Lula funcione e dê certo.” Que diabos de frase é essa? Só pode ser de um energúmeno que nunca abriu uma Economist na vida, pois se tivesse aberto, saberia que ela está longe de representar o pensamento da esquerda britânica. Mais ainda, ela se situa ao lado do conservadorismo político e do liberalismo econômico, apoiando políticas de não-intervenção estatal e a Guerra do Iraque, só para citar duas coisas “adoradas” pela esquerda britânica. Só porque a gente vive esse Fla-Flu lamentável na discussão política nacional, a gente acha que o mundo todo também vive. Bem, advinhe só: existe imprensa boa por aí que não reflete esse arremedo de notícias chamado “Veja”, e que consegue enxergar um pouco além.
    Por fim, o mané que escreveu o texto não deve ter lido a reportagem, pois a Economist faz exatamente essas mesmas ressalvas sobre educação e gastos públicos!

  50. fk said

    Pax – Concordo com vc em gênero, número e grau. Por isso vejo de forma muito reticente a maneira como o terceiro setor atua no Brasil, não como um proponente de políticas públicas ou como uma máquina de lobby, mas sim como um tapador de buracos que, ao meu ver, só aprofundam o problema. É inegável que em áreas como ensino básico e saúde, é o Estado ou é o Estado.

    Por outro lado, consigo ver nos EUA uma intersecção entre elite política, econômica e cultural. Óbvio que há suas exceções, mas no geral quem comanda o país está inserido nesses três tipos de elite, ou ao menos uma mistura de duas delas.

    No Brasil, essas elites são estanques. A elite cultural é basicamente a classe média com ensino superior completo e, quase certamente, diplomas nas áreas de humanas -são aqueles que se interessam por cultura e educação, ams não tem nem poder político nem econômico para botar as coisas de pé.. A elite econômica é aquela formada em cursos universitários, digamos, técnicos -e ela é quase sempre desintelectualizada e, portanto, desinteressada não só pela cultura, como também pela educação, ainda que tenha poder econômico para “fazer”, ams não o faça. E a elite política, bem, a elite política é isso aí que todos bem sabem.

    Quanto à elite norte-americana, acho que a filantropia, como eu disse, vai um passo além dessa coisa de agradecer pela oportunidade alcançada. Acho que ela se liga muito a um projeto de País. Certo, como já disse, em certas áreas é o Estado ou é o Estado, mas nas artes e na educação superior -que é o que conforma a “alma” de um País- essa filantropia foi e é fundamental. Mais uma vez, é a história do projeto de nação, que não existe por aqui.

    Afinal, nem nossos políticos, que deveriam pensar o Brasil, tem um projeto para o País, o que se dirá da elite econômica então?

  51. Chesterton said

    Cara, briguei com meu ex-sogro a vida inteira sobre Paulo Freire. Ele é professor aposentado da URGS. Hoje reconhece o estrago que fez na própria família.

    De qualquer modo, deixe um comentário lá no selva.

  52. fk said

    chest – Sério, o que diabos significa essa frase: “O Método Paulo Freire Aplicado ao Jornalismo?”
    Não vou entrar em uma longa discussão sobre Paulo Freire. Só me diga o que significa a frase.

  53. Chesterton said

    Significa, na minha modesta opinião, a opinião, o estilo, a babosteira de jornalistas educados nas escolas moderninhas em POA quando eu era adolescente. Mas posso estar enganado. Talves fosse melhor perguntar ao autor do post.

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