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    Uma coletânea das notícias da corrupção, desvios, anomalias, eleições e meio ambiente que aparecem na mídia todos os dias a partir de agosto de 2008.
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Deu Zebra na Justiça

Posted by Pax em 10/11/2009

O site Deu no Jornal, da ONG Tranparência Brasil, aponta a seguinte divisão em números de caracteres publicados nos jornais nacionais sobre corrupção: Executivo 47%, Legislativo 46%, Judiciário 5% e Ministério Público 2%.

Hoje a manchete do jornal O Globo é que o jogo do bicho patrocinou festa para o Colégio de Presidentes dos TREs no Rio. Veja no link abaixo.

BICHO PAGOU FESTA PARA DESEMBARGADORES NO RIO

No mínimo um fato curioso.

Foto: Site do Tribunal de Justiça – SP

Quem quiser levar ao extremo e entender que o artigo do ex-deputado e ex-secretário de segurança do Rio, Hélio Luz, publicado em 08/11/2008 no site do PT, faz sentido, pode interpretar como um tremendo tiro no pé e na imagem do Colégio de Presidentes dos TREs cariocas. Véspera das Eleições de 2010 como tempero complementar da notícia pouco louvável.

Abaixo o trecho do artigo de Hélio Luz que toca no assunto do crime organizado envolvendo o jogo do bicho (completo aqui neste link):

O jogo do bicho está infiltrado em todos os Poderes constituídos!

Um dos crimes organizados no Brasil, não só no Rio de Janeiro, é o jogo do bicho. A definição que temos de crime organizado é: primeiro, ser cartelizado. No Rio de Janeiro, o controle do jogo do bicho na zona oeste é da família do Castor de Andrade, o da área da Tijuca é do Haroldo da Tijuca, em Nilópolis reina o Anísio Abraão Davi, em Niterói são outros.

Segundo: o jogo do bicho existe em nível nacional. O Estado da Bahia dá descarga para a família do Castor de Andrade, o Acre faz a descarga com o Luizinho da Imperatriz, o de Minas Gerais faz a descarga no Anísio, e por aí vai. O jogo é controlado e organizado em nível nacional.

Terceiro: este crime está infiltrado nos poderes constituídos. Ele elege a representação política dele dentro da Assembléia Legislativa, da Câmara dos Deputados e da Câmara dos Vereadores. Banca campanhas voltadas para o Poder Executivo. No geral, ele tem influência em todos os poderes, inclusive no Judiciário. Porém, nos estados do Norte e do Nordeste a miséria é tanta que ele não consegue nem chegar. É uma situação diferenciada, mas no Sudeste e Leste ele tem peso.

É bem visível no Carnaval, a presença do crime organizado no poder constituído: a Liesa (Liga Independente das Escolas de Samba do Rio de Janeiro), a liga que eles montaram, é a direção do jogo do bicho, do crime organizado. Ela aluga o espaço público, o Sambódromo – a direção do crime organizado é parceira do Estado. Aí está a característica do crime organizado. Nós vamos ver o prefeito do Rio de Janeiro com colete, em que de um lado está escrito Riotur e do outro Liesa. É o crime organizado bancando e organizando o Carnaval do Rio, o maior evento turístico do país!

O jogo do bicho opera com o homicídio, é mantido pelo sangue!

O jogo do bicho não é um negócio inocente. Todo mundo acha que não tem problema nenhum, até a vovozinha joga. Não é isso, não! O jogo do bicho é mantido pelo sangue. Numa área determinada, ninguém faz concorrência, porque no dia seguinte vai ser morto. O jogo do bicho opera com o homicídio, o mais grave dos crimes que existe para o homem.

A desculpa do administrador público incompetente é que o crime organizado está na favela. Favelado não constitui crime organizado, mas bandos. Lógico, tem bando lá no Alemão, no Jacarezinho, mas esse pessoal não é cartelizado.

Continua…

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Uma resposta to “Deu Zebra na Justiça”

  1. Chesterton said

    PM é atacada a tiros por sem-terra no Pará

    Na Folha:
    A Justiça do Pará decretou ontem a prisão de seis sem-terra suspeitos de invadir e depredar, na semana passada, a fazenda Espírito Santo, em Xinguara (PA). A Justiça não especificou a que movimento eles pertencem. Ontem a Secretaria de Segurança Pública informou que 58 policiais foram atacados a tiros quando tentavam cumprir os mandados de prisão. A polícia revidou, mas os agressores, que estavam ocultos na mata, fugiram. O ataque ocorreu em uma fazenda da Agropecuária Santa Bárbara em Xinguara.

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