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Notícias da Corrupção, Desvios, Anomalias, Eleições e Meio Ambiente

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    Uma coletânea das notícias da corrupção, desvios, anomalias, eleições e meio ambiente que aparecem na mídia todos os dias a partir de agosto de 2008.
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Serra cai, Dilma sobe

Posted by Pax em 11/11/2009

O resultado da última pesquisa Vox Populi/Band:

Serra: 36%

Dilma: 19%

Ciro: 13%

Heloísa: 6%

Marina: 3%

A urna eletrônica brasileira. Foto: Wilipédia

Fonte – Estadão Online: Dilma sobe 4 pontos e Serra perde 4 em novo Vox Populi

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45 Respostas to “Serra cai, Dilma sobe”

  1. Patriarca da Paciência said

    O Serra está em campanha faz muito tempo e portanto a tendência dele é só baixar.

    Já a Dilma tem um grande espaço pela frente.

    E ainda tem a briga com o Aécio.

    Não vejo muito futuro parao Serra.

  2. Anrafel said

    E Marina estaciona. Algo foi (mal) feito para que sua junção ao partido do ambientalismo brasileiro não agregasse nada a uma candidata tão simpática e credível (apud Dilma).

  3. HRP SOFT! said

    Pois é……O Serra deve estar muito irritado!
    Legal!

  4. Zbigniew said

    E interessante observar este movimento de pendulo: quando um “escandalo” e fabricado pela midia engajada saem pesquisas indicando a queda da Dilma. Depois, sem escandalos, a candidata cresce. Parece que o PIG ta ficando cada vez menos influente.
    Vejam a abordagem de alguns orgaos em relacao ao apagao do dia 10/11. A Globo se esforcou (e ainda esta se esforcando) para fazer analogia com o problema do governo FHC, colocando a Dilma como “aquela que garantiu que o apagao nunca mais iria ocorrer”.
    Oras! Dois fatos distintos, inclusive em relacao a seus efeitos: um foi de gerenciamento e investimentos, provocando a necessidade de racionamento. Este, mais recente, foi provocado por um acidente natural, e por uma falha na estrutura de contencao do sistema (em Sao Paulo, diga-se de passagem).
    De fato, nem comecou a campanha (oficial, logico) e o PIG nao consegue colocar o Serra no patamar acima dos 40%. Vai ser dificil pro governador encarar esta.
    A Dilma sequer foi apresentada ao pais, embora esteja quase sempre presente nas andancas do Lula (pra marcar o territorio politicamente). E ela vai ter muito o que mostrar. Alem do que a tendencia e que a populacao, que e conservadora por excelencia, mantenha aquilo que esta dando certo. E se Dilma for a continuacao do Lula, o seu “terceiro mandato”, com a economia indo bem, certamente os indices de aprovacao do Presidente vao ser de grande valia para a candidata.

  5. Chesterton said

    No fim de 2001, surpreendido pelo apagão, o presidente Fernando Henrique Cardoso assumiu de imediato a responsabilidade pela crise e contou a verdade ao país: a soma da falta de investimentos com demanda de sobra resultara na escassez de energia. Em seguida, anunciou um conjunto de medidas destinadas a abrandar o problema e designou para a busca de soluções permanentes uma comissão especial chefiada pelo ministro Pedro Parente.

    Com a ajuda de fortes chuvas na virada do ano, o governo livrou o Brasil do racionamento em fevereiro de 2002. Enquanto a crise durou, FHC não procurou culpados no passado, não edulcorou o presente, não prometeu um futuro de sonho. Concentrou-se na tarefa de reduzir o quanto antes os incômodos e carências impostos a milhões de brasileiros. Paralelamente, Lula e todo o PT se concentraram na exploração política da crise. Atribuíram o apagão à privatização do setor energético, enxergaram pecados imperdoáveis no meio da escuridão, exigiram aos berros uma CPI para desvendar o crime e castigar os criminosos.

    Nada como um apagão depois do outro. Nesta quarta-feira, 60 milhões de brasileiros acordaram ansiosos por saber o que aconteceu. À exceção dos que engoliram a falácia segundo a qual a culpa foi da chuva e dos ventos, foram todos dormir sem a resposta. Em vez de informações que esclarecessem o espanto da véspera, a multidão preocupada com água e luz ouviu falatórios de palanque. Quem só pensa em eleição transforma em fantasia qualquer fato que tire voto.

    Lula correu a recitar que o apagão de FHC foi muito pior, que ninguém investiu tanto em usinas. Dilma Rousseff declamou meia dúzia de platitudes decoradas para provar que, em matéria de hidrelétricas e linhas de transmissão, o país é nota 10. O neurônio de Edison Lobão conseguiu soprar-lhe que o sistema aqui instalado “é um dos melhores do mundo”. Não há questões a resolver, inovações a assimilar, obras a programar ─ o quase nada que falta está no PAC. Se melhorar, estraga. É só não chover demais.

    O coro dos contentes perdeu um dia inteiro perseguindo a afinação impossível no samba-enredo cuja letra celebra o Brasil Grande que Lula criou. O problema é que a cantoria vale para um desfile só. Se vier outro apagão, não escapará da vaia quem repetir que o excesso de chuva, infelizmente, superou o excesso de hidrelétricas e o excesso de linhas de transmissão. Engolir a mesma lorota duas vezes é difícil até para o eleitorado que agora poderá saber pelo celular, sem pagar a ligação, como deve agir para retribuir na urna a esmola federal de cada mês.

    A.A.

  6. Pax said

    Chesterton,

    O texto é do Augusto Nunes e você credita errado.

    Peço encaredicamente que você coloque os autores dos textos que trouxer para cá.

    Não é pedir demais.

  7. Chesterton said

    A.N., corrigido.

  8. Elias said

    Então FHC “…designou para a busca de soluções permanentes uma comissão especial chefiada pelo ministro Pedro Parente.”

    “Enquanto a crise durou, FHC não procurou culpados no passado, não edulcorou o presente, não prometeu um futuro de sonho. Concentrou-se na tarefa de reduzir o quanto antes os incômodos e carências impostos a milhões de brasileiros.”

    Impressionante!

    E, exatamente, o que fez essa “comissão especial chefiada pelo ministro Pedro Parente”?

    Quais foram as “soluções permanentes” que essa comissão “buscou”?

    Tendo buscado, encontrou alguma?

    Que “solução permanente” foi implementada?

    Quando — e quanto — FHC investiu na ampliação da estrutura de geração e de distribuição de energia elétrica?

    O quê — exatamente — fez FHC, para “reduzir o quanto antes os incômodos e carências impostos a milhões de brasileiros”, além de criar uma “comissão especial” que não deu em nada?

    O Brasil tem, hoje, a oposição mais incompetente de sua história republicana. Já está fora do governo há quase 8 anos e ainda não aprendeu a fazer oposição.

    O carinha me vem com uma nota dessa que enrola, enrola… e não diz nada.

    Essa história de “constituir uma comissão especial para a busca de soluções permanentes” é mais velha que a posição de fazer cocô…

    Sempre que um governante é apanhado de calça curta com um problema para o qual não se preparou, e não sabe como enfrentar, ele cria uma “comissão especial” (só faltou dizer “de alto nível”).

    Com isso, ele empurra com a barriga.

    A criação da tal comissão é apresentada ao distinto mpúblico como uma demonstração de que o governo não está inerte. Ele está tomando alguma providência. Se a comissão vai achar “soluções permanentes”, isto significa que, para o futuro, o tal problema não mais acontecerá, etc, etc.

    Pura flatulência…

    Quem nunca viu nada parecido, no Brasil?

    Estranho é um cara na oposição fazer isso. Ele apenas chama atenção para a enrolação do FHC, em vez de se concentrar na crítica ao Lula.

    Colocando a coisa desse jeito, ele está praticamente implorando por uma comparação. E, na comparação, FHC leva farelo, porque Lula fez muito mais, investiu muito mais na área energética.

    A área tem sérios problemas? Tem. Agora, tem muito menos do que tinha quando acabou a era FHC? Claro!

    Como bom assessor, o autor do texto deveria forçar a comparação numa área em que FHC levasse a melhor.

    Ou seja: ele tá dando a chibata e oferecendo o lombo. Se fosse alguém de projeção, ia apanhar mais do que boi ladrão.

    Se é isso o que a oposição tem pra oferecer, dona Dilma já pode começar a escolher o modelito da posse…

  9. fk said

    Teve apagão em 2002 pq não se investiu em infraestrutura,e nada mais do que isso.
    Esse trecho é um achado: “Com a ajuda de fortes chuvas na virada do ano, o governo livrou o Brasil do racionamento em fevereiro de 2002.” O governo não fez nada. Quem fez foi a chuva e o racoinamento.
    Por outro lado, não se pode esquecer que, faz uns dois ou três anos, a falta de chuvas tambem ameaçou apanhar o governo de calças curtas, mas o Lula, que é uma cara muito, mas muito sortudo, foi “abençoado” com grandes chuvas fora de época. Para quem não lembra houve muita piada na época.
    Quanto ao setor energético em si, só sei que levaram R$ 7 bilhões dos babacas aqui que pagam as tarifas e que agoram dizem que não tem como devolver.
    De resto, não sei o que de tão impressionante assim fez o governo Lula em matéria energética. Na minha opinião, fez o que todos fizeram: manteve a questão em fogo baixo, ainda que tenha licitado algumas usinas que não sairam do papel e feito os ajustes normais de atualização que manda o tempo, o senhor dos senhores.
    Agora, que essa desculpa pro apagão está pra lá de esfarrapada, ah, isso está! Mas não o suficiente pra essa oposição mediocre fazer o escarcéu que acha que pode fazer.

  10. Elias said

    FK

    Lula investiu na rede de distribuição e está dando partida na construção da usina de Belo Monte. Além disso, espalhou um porrilhão de termoelétricas por todo o país.

    É pouco, mas nem se compara com FHC, que não fez nada…

    Quem realmente investiu mesmo na geração de energia foi o governo militar. E tome de Itaipu, Curuauna, Tucuruí… Esta última — a maior exclusivamente brasileira — foi concluída no governo Sarney, e é quem banca boa parte da energia consumida pelo Nordeste, além das plantas alumínicas da Albrás, da Alunorte e da Alumar (que, juntas, consomem o equivalente a umas 2 ou 3 cidades de grande porte).

    Nas áreas onde estão instaladas as hidrelétricas brasileiras, “fortes chuvas” sempre acontecem na virada do ano. E continuam fortes por praticamente todo o 1º semestre do ano seguinte.

    Isso eleva a capacidade de geração de energia das usinas. No 2º semestre, com os reservatórios em baixa, elas operam só com a “potência firme” (em média, 70% da potência nominal). Nessa época, algumas turbinas são desativadas. A geração de energia despenca.

    Quando os reservatórios se empanturram de água, a potência efetiva se aproxima da potência nominal. Se necessário, as usinas podem operar à toda carga.

    É lá como você destacou: dizer que o governo FHC livrou o Brasil do problema do racionamento “com a ajuda de fortes chuvas”, chega a ser ingênuo de tão burro.

    Com “fortes chuvas” nas áreas de hidrelétricas, a capacidade de geração de energia sempre aumenta, faça ou não o governo o que fizer ou deixar de fazer.

    No caso do FHC a coisa foi muito simples: ele não fez nada, a não ser criar a comissão especial que nada fez, exceto racionar o consumo (seria isso a “solução permanente”?)

    Aí chegaram as chuvas e a capacidade de geração foi restabelecidas.

    As “fortes chuvas” ajudaram o governo FHC no sentido político. Do ponto de vista operacional, a afirmação é menos que uma licença poética.

    De fato, as “fortes chuvas” fizeram tudo, sem nenhuma ajuda do FHC.

    Bem… pelo menos, a “comissão especial” não atrapalhou, o que, de certo modo, já é uma boa ajuda…

  11. fk said

    Bom, eu não sou especialistas, mas pelo que sei existem um monte de questionamentos sobre o impacto ambiental da Belo Monte, assim como das outras hidrelétricas licitadas, não? Isso para não dizer que o projeto dela vem lá do governo FHC -o que não é um elogio, mas sim uma constatação-, mas só agora ela começa a sair do papel, e em termos muito polêmicos.
    E não há críticas também ao fato de que “sujaram” a matriz energética brasileira com essa profusão de termoelétricas que foram instaladas?
    Por fim, sobre o último apagão, não há nenhuma evidência concreta de que foi o maum tempo que causou o problema, ainda mais pq diversos meteorologistas afirmam não ter havido raios com tal capacidade. Entre os que dizem isso está o prórpio Inpe, órgão do governo federal. Fica ainda, portanto, o mistério. Isso sem esquecer que ao apagão de 1999 foi atribuída a mesma causa, mas só muito depois descobriu-se a verdadeira razão.

  12. Elias said

    FK
    O que existe hoje é um segundo projeto para Belo Monte.

    O primeiro — feito no governo FHC — foi descartado, por causa de problemas ambientais.

    O atual — feito no governo Lula — também está sendo questionado, pelas mesmas razões.

    O atual projeto reduz substancialmente a superfície do lago, em relação ao primeiro. Mas os ambientalistas dizem que, desse jeito, serão necessários mais 7 lagos à montante, e que, na soma, a superfície alagada seria até maior que a prevista pelo primeiro projeto. O governo afirma que não serão necessários outros lagos e, se fossem, seriam construídos em áreas atualmente sujeitas às cheias do Xingu, que são áreas baixas, etc, etc.

    As audiências públicas até aqui realizadas foram bastante tumultuadas e, no fim, não se chegou a nenhuma conclusão a respeito.

    A Justiça Federal aprovou o segundo projeto, contrariamente ao que aconteceu com o primeiro. Tudo faz crer que o atual projeto é bem melhor que o outro, mesmo.

    Quanto aos apagões, acho que há uma diferença.

    O “apagão do FHC” foi um apagão de geração de energia. Tanto que o país teve que entrar em racionamento, por um bom tempo.

    Já o “apagão do Lula” não parece ser um apagão de geração de energia. Se fosse, não seria um problema pra se resolver em alguns dias.

    Se, na semana passada, o país não estava gerando energia suficiente para o seu consumo, o problema continuaria a existir nesta semana e nas seguintes. A menos que,por mágica, o governo construísse novas usinas em poucos dias.

    Não foi o que aconteceu. Tanto que Itaipu “rodou no vazio”.

    Creio que o “apagão do Lula” tem mais a ver com o sistema de distribuição.

    No Brasil, as redes de distribuição de energia são precaríssimas. Existem redes de grandes extensões em “linha singela”, ou seja, apenas uma linha. Qualquer problema nela, para tudo. O ideal seria linhas duplas, que, no Brasil, são poucas. O linhão de Tucuruí, p.ex., que abastece boa parte do país, é quase todo singelo.

    Também não faço idéia do que causou o “apagão do Lula”, mas é claro que há deficiências graves no sistema de distribuição.

    Quanto às termoelétricas, é claro que há críticas. Principalmente se for dieselétrica…

    Mas existem áreas do país para as quais dificilmente seria possível transmitir energia das hidrelétricas existentes.

    Imagine uma localidade que tem, entre ela e o linhão da hidrelétrica, um rio com 8 ou 10 quilômetros de largura. Ou localidades de pequeno porte a mil quilômetros de distância da cidade de grande ou médio porte mais próxima.

    Seria absolutamente antieconômico estender o linhão nessas condições.

    No Brasil, há vários milhares de casos assim. Para esses casos, o jeito é termoelétrica, mesmo. Pelo menos, por ora.

  13. Elias said

    Eu também não sou especialista no assunto.

    Mas já penei um bocado por causa de energia elétrica.

    Aqui no Pará, já houve casos em que as indústrias de uma determinada localidade — Paragominas, p.ex. — tinham que funcionar em turnos alternados.

    Detalhe: Paragominas — que tem esse nome por ter sido fundada por paraenses, goianos e mineiros — fica embaixo do linhão de Tucuruí. A cidade ficava às escuras, enquanto o linhão passava por cima dela, levando para o Nordeste a energia elétrica gerada no Pará.

    Hoje, há que se reconhecer que o quadro melhorou bastante. Casos assim praticamente deixaram de existir. Pelo menos, por estas bandas.

  14. Chesterton said

    CU atrapalha o Programa de Aceleração da Corrupção
    Posted by claudio under Uncategorized
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    E é por isso que tanta gente quer que o TCU, certamente um órgão imperfeito (como a Presidência, por exemplo, ou a Casa Civil) tenha suas mãos atadas.

    chest- porque o Pax deveria falar mais do apagão.

    http://gustibusgustibus.wordpress.com/

  15. fk said

    http://portalexame.abril.com.br/blogs/esquerdadireitaecentro/20091112_listar_dia.shtml?permalink=208276

  16. Pax said

    O que me impressiona nessa história do apagão:

    1 – tivemos um problema técnico qualquer, que ainda não está absolutamente claro. Descartes e a Metodologia Científica estão se revirando em seus túmulos. ( a) não se baseie em axiomas, b) subdivida o problema, c) começe a resolver do mais fácil para o mais difícil, d) revise todos os passos)

    2 – depois de 3 dias ainda não sabemos extamente o que aconteceu. E não temos um problema metafísico e sim um problema técnico de um sistema. A mim isso representa incompetência.

    3 – o problema deixou de ser técnico e passou a ser político, onde a verdade é o que menos importa.

    4 – Edison Lobão, afilhado do Sarney, ex-PFL, ex-DEM etc, é o ministro da pasta.

    5 – Ninguém acredita do Edison Lobão. E ele se esforça para isso. É fraco mesmo. Suas declarações e nada são a mesma coisa. Sempre.

    6 – A oposição é de uma pobreza de dar dó, chega a impressionar. O Ronaldo Caiado é o porta-voz dessa fraqueza. Chegaria a ser cômico, se não fosse trágico. E a oposição queria pegar a Dilma no contrapé. E pegou. A ministra ontem, ao falar do assunto que não é exatamente sua atual pasta, mas foi no passado, perdeu o equilíbrio, “brigou/desqualificou” com uma jornalista e saiu mais chamuscada que se tivesse ficado calada.

    7 – A situação está da forma que está, com o Brasil no melhor momento de sua história no que se refere à economia e imagem no exterior, com o presidente com o maior índice de aprovação da história, mas com o enorme problema de não aceitar críticas pertinentes. Quem quer que faça alguma é demonizado pela turma braba dos “jagunços políticos” que repete ad nauseam o que o partido determina. Isso não é nada bom. Aceitar críticas é um sinal de fortaleza. Estamos vivenciando o contrário dessa verdade, por besteiradas generalizadas do partido.

    Entendo que o Brasil está longe das mesmas condições que estava durante o racionamento da época de FHC, mas o quadro que se mostrou nesse episódio revela que as nomeações políticas de gente de quinta categoria é um sério problema para o país.

    Edison Lobão é um bom exemplo. Filho de Sarney que Lula precisa para o plano de poder.

    E, no fim de tudo: plano de poder sem plano para o país, ou, subjugar o plano do país ao plano de poder, dá no que dá.

  17. Patriarca da Paciência said

    Já eu acho que a Dilma foi corretíssima: Tivemos um Blackout, mas jamais teremos racionamento.

    O Problema do governo FHC foi o racionamento, aumento das contas de energia, que tem eco até hoje.

    Se tivesse sido apenas um “apagão” não teria havido problema algum no governo FHC.

  18. Pax said

    Não disse que Dilma foi incorreta. Quer dizer, precisamos saber se foram ou não as tais condições metereológicas. Até agora, dado que a questão ficou política, os motivos reais, técnicos, saíram do ar. A tal da verdade é que some numa hora dessas.

    Mas não estou colocando exatamente essa questão.

    Onde entendo que ela foi correta:

    – Disse que é um sistema e que sistemas complexos falham. É isso mesmo. Ninguém pode dizer que o sistema nunca falhará. Aqui ela acertou.

    – Disse que a situação do blecaute é diferente da situação de racionamento. É isso mesmo. São situações muito diferentes. Acertou de novo.

    Onde ela errou:

    – Ao cair na armadilha montada. Estava claro que toda a oposição queria colar a imagem da Dilma no problema do blecaute por conta dela ter cuidado da pasta, do PAC etc etc.

    A oposição vai atacar esses pontos, a falta de carisma, a falta de paciência, a truculência, a suposta competência gerencial etc etc. Além, claro, de toda a questão moral e ética em que os rotos falarão dos esfarrapados. Óbvio. É o jogo.

    E lá foi ela responder a oposição, publicamente. Até aí ainda seria razoável. Mas, de mau humor, chamando a jornalista de “minha filha” (como que dizendo: “sua incompetente”), com um paciência a la Fernando Collor… bem, para quem precisa se mostrar ao Brasil da melhor forma não bastam cirurgias plásticas, no meu entender. Esse é um exercício que o marketeiro de imagem deve estar sofrendo para ensinar Dilma. E um ponto absolutamente necessário.

    Veja, não estou emitindo torcida, estou tentando olhar de fora. Só isso. Nada além.

  19. Chesterton said

    Petistas são seres abjetos. Cruz credo.

  20. Patriarca da Paciência said

    Os dois neurônios do Chesterton funcionam bem precariamente, quando param de vez aí ele apela para xingamentos.

  21. Zbigniew said

    Que tal ouvirmos dos proprios protagonistas, coisa que na midia engajada e partidarizada jamais teremos (nao com honestidade, pelo menos).

    e

    Em tempo: vamos ver se o jornalismo “testador de hipoteses” do Ali Kamel vai realmente ser tao rigoroso com o caso das vigas do Rodoanel, como esta sendo com o “apagao” do Lula.

  22. Zbigniew said

    Se a oposicao vai atacar o “problema” de carisma da Dilma? Qual problema? Ela e chata ou grosseira por ter chamado uma jornalista de “minha filha” uma unica vez? Por estar de mau humor?
    Sinceramente, acho muito pouco para desconstuir a imagem da candidata.

  23. Pax said

    O problema foi ela ter pisado na casca de banana jogada no chão.

    Poderia ter evitado.

  24. Zbigniew said

    E para comparar apagoes? Entao vamos la (do blog do Eduardo Guimaraes):

    Apagão de FHC (2001 e 2002)

     O país teve que economizar 20% de energia elétrica durante o período do racionamento. Se os brasileiros não tivessem conseguido economizar, teriam ocorrido cortes periódicos e programados de energia elétrica nas cidades.

     O plano atingiu 35% dos consumidores residenciais do Sudeste e o Centro-Oeste e 87,9% dos consumidores do Nordeste, além do comércio e da indústria

    COMO ERAM AS PENALIDADES

     Só era obrigado a economizar 20% quem tinha conta mensal acima de 100 kWh.

     Quem consumia entre 101 kWh e 200 kWh não pagava multa, mas tinha que economizar 20% para não ter a energia cortada.

     Quem consumia acima de 200 kWh por mês ficava sujeito a corte e multa.

     As contas de luz acima de 200 kWh mês eram sobretaxadas mesmo que o consumo estivesse dentro da cota.

    MULTA VARIAVA DE 50% A 200%

     Os consumidores que não reduziam o consumo pagavam tarifas de 50% a 200% mais caras pela energia que ultrapassava a cota.

     Todo consumo entre 201 kWh e 500 kWh era sobretaxado em 50%, mesmo que o consumidor economizasse os 20%

     A parcela acima de 501 kWh tinha uma sobretaxa de 200%.

    QUEM ULTRAPASSAVA COTA FICAVA NO BREU POR ATÉ 6 DIAS

     Quem descumpria as cotas de racionamento estava sujeito a um corte de energia de três dias no primeiro mês e seis dias em caso de reincidência.

     Para saber qual foi a cota para junho de 2001, no início do racionamento, o consumidor teve que calcular a média do que tinha consumido em maio, junho e julho de 2000 e cortar 20%.

    AS COTAS PARA A INDÚSTRIA E COMÉRCIO

     Indústria e comércio com rede de baixa tensão tiveram que reduzir o consumo para 80% do consumo médio dos meses de maio, junho e julho do ano passado.

     Indústria e comércio de alta tensão tiveram a meta calculada em função do nível de tensão e do setor da empresa. Para esse grupo, a meta de redução variava de 75% a 85%. A média também era calculada com base nos consumos dos meses de maio, junho e julho de 2000.

     O consumidor rural teve que reduzir em 10% o consumo médio de energia a partir do dia 1º de junho de 2001, na comparação com os meses de maio a julho do ano anterior.

    “Apagão” de Lula (10/11/2009)

    Falta de luz por períodos que variaram de quinze minutos a três horas.

  25. Zbigniew said

    Olha, acho que a maioria das pessoas ja estao esgostadas da impavida desfasatez com que a grande(?) midia trata as pessoas. De vez em quando e bom da uma no cravo e outra na ferradura.

  26. Elias said

    Dia desses, li na Folha de São Paulo um artigo do Clóvis Rossi, estabelecendo um paralelo entre o “apagão do FHC” e o “apagão do Lula”. Rossi insinua que os dois apagões se equivalem.

    Logo ao início do artigo, ele entrega: no seu entender, o “apagão do FHC” teria sido o responsável pela derrota de Serra frente ao Lula, em 2002.

    Vai daí que Rossi supõe — ao que parece, mais que isto: ele deseja e espera — que o “apagão do Lula” tire muitos votos de Dilma.

    Esse pessoal trata as pessoas como se elas fossem completos idiotas.

    Não admira que a popularidade de Lula não seja afetada por esse tipo de grasnido.

  27. Chesterton said

    Os eleitores de Luila não lêem jornal, limpam a b….com ele.
    (sei que é de mau gosto, mas não resisti, sorry folks)

  28. fk said

    Não se preocupe, chest, a imprensa no Brasil não tem produzido nada que sirva para muito mais do que isso. Se ainda comessemos fish `n` chips…

  29. Chesterton said

    Claro, vamos fechar a imprensa por falta de utilidade, não é?
    Para o PT imprensa boa é aquela que faz entrevista com o Lula onde ele acusa que o mensalão foi um golpe contra o PT….
    Vocês tem idéia do nível de imbecilidade reinante?

  30. Chesterton said

    Elias, como anda a Situação do Zelaia, que não aparece mais na midia.

  31. fk said

    Quando penso na imprensa brasileira, lembro de uma frase da Elizabeth Bishop, poeta norte-americana que morou anos no Brasil. Trocando em miúdos, ela basicamente disse que só acha Portinari bom quem nunca viu um Picasso, só acha Villa-Lobos bom quem nunca ouviu Beethoven. Discordo das comparações, mas acho que vale a fórmula: só acha a Folha boa quem nunca leu NYT, só acha a Veja boa quem nunca leu The Economist.
    Da mesma forma que foi escrita uma radiografia da imprensa à época do Collor, também ter-se-á que escrever a história da imprensa depois da era Lula.

  32. fk said

    Ah, chest, e antes que vc ache que o que eu escrevi deva-se a algum ranço petista, na verdade eu gostaria era de ter uma imprensa verdadeiramente combativa e com capacidade real de investigação.
    A imprensa brasileira hoje vive só dos factóides plantados pelos adversários políticos, assim como trata com terrível leniência os membros da oposição, notadamente aqueles de maior destaque.
    Só para dar um exemplo do estado da nossa imprensa, vou falar sobre o caso mais notório da era Lula: o mensalão.
    Toda a imprensa -TODA A INPRENSA- sabia que existia o caso, ams não conseguia prova, sendo que, pelo que se viu depois, nem era algo assim tão cabeludo. Pois bem, se não fosse um aloprado -hehehe-, o caso teria passado em brancas nuvens, isso sem falar que durante todo o escândalo, a imprensa ficou a reboque dos fatos, paralisada, assim como ainda está. Isso para não falar no tratamento pra lá de duvidoso dado ao mensalão mineiro, considerado apenas uma página de um escândalo maior, sem considerar que ocorreu no segundo estado eleitoralmente mais importante do Brasil.

  33. Chesterton said

    perai, o veio Veio Villa não. TIRE SUAS 4 PATAS DE CIMA DELE.

  34. Chesterton said

    porque você não faz um jornalismo bacana assim?

  35. fk said

    Já tentei. Em um grande veículo de imprensa. Vi de dentro como se fazem as coisas. Não foi bonito…
    Ah, e tem a questão do corporativismo: o diploma caiu, mas o espírito corporativista não. Até tentei voltar, mas fui brecado…

    p.s: arghh, mandei um iNprensa doído ali em cima!

  36. Chesterton said

    Funde uma empresa jornalística ou pare de se queixar.

  37. fk said

    Opa, vc, que é do agronegócio, não quer me financiar?

  38. Elias said

    Chesterton,

    Se descolar um tempinho, mais tarde vou dar uma pesquisada pra saber como está o mala do Zelaya.

    A informação mais recente que li, deu conta de que ele não estava conseguindo fechar um acordo com a canalhada do golpe.

    Do jeito que as coisas estavam, as eleições de novembro não seriam reconhecidas pelo Brasil, EUA, OEA e o mundo que conta.

    Se a coisa for por esse pé, o país vai quebrar. Honduras vai ficar mais dura.

    Se der no que penso que vai dar, o pessoal do golpe vai acabar deposto.

  39. Chesterton said

    37. ué, não quer correr riscos?

    38. como toda mala, creio que será despachado.

  40. Pax said

    Deu um nó gordio com o mala do Zelaya e o golpista do Michelleti.

    Alguém precisa dar uma de Alexandre o Grande e meter a espada por lá.

  41. fk said

    “Funde uma empresa jornalística ou pare de se queixar.”
    No hay plata!
    De qualquer forma, esse argumento é tão ridículo quanto dizer “não está feliz com os bancos? funde um!”, ou “não está feliz com o cinema nacional? faça um filme!”.

  42. Chesterton said

    e você acha que mesmo se eu tivesse financiaria um jornal?
    O argumento é aristotélico.

  43. Chesterton said

    Os blogueiros devem se abster “de emitir opiniões pessoais pelas quais atribuam àquele (deputado) a prática de crime, sem que haja decisão judicial com trânsito em julgado que confirme a acusação, sob pena de multa de R$ 1.000,00 por ato de desrespeito a esta decisão e posterior ordem de exclusão da notícia ou opinião”. “Em algumas matérias os réus extrapolaram o direito de informação e agrediram a dignidade do autor por meio de afirmação indevida da prática de crimes sobre os quais ainda não há decisão judicial irrecorrível”, asseverou o juiz. “Estou convicto de que a mantença dessas matérias jornalísticas em site da internet resultará em prejuízo à imagem do autor uma vez que este está sendo tachado de criminoso antes mesmo da existência de sentença com trânsito em julgado.”

    Decisão da Justiça contra dois importantes e conhecidos blogs de Cuiabá – Prosa e Política, da economista Adriana Vandoni, e Página do E, de Enock Cavalcanti.

  44. Chesterton said

    do coronel coturno

  45. fk said

    chest – Não. O argumento é escalafobético!
    Pobre Aristóteles…

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