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    Uma coletânea das notícias da corrupção, desvios, anomalias, eleições e meio ambiente que aparecem na mídia todos os dias a partir de agosto de 2008.
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Ahmadinejad no Brasil

Posted by Pax em 23/11/2009

Lula fala sobre paz no Oriente Médio. Hoje Mahmoud Ahmadinejad, presidente do Irã, visita o Brasil após as visitas dos presidentes de Israel e da Autoridade Nacional Palestina.

O jornal NY Times reclama que o Brasil dá uma “cotovelada” diplomática nos EUA.

Mahmoud Ahmadinejad Foto da Wikipédia

Ouça e/ou leia o programa Café com o Presidente de hoje e a notícia no jornal NY Times nos links abaixo.

Café com Presidente – site da EBC


“É preciso que a gente encontre um ponto de equilíbrio que possa permitir que haja paz no Oriente Médio. E eu acho que quem deveria estar negociando eram as Nações Unidas. A ONU deveria estar negociando, estabelecer com os países qual é o critério, qual é base para fazer o acordo e fazer o acordo e viver tranqüilo. Porque o mundo precisa de paz, o Oriente Médio precisa de paz. Aquelas pessoas estão cansadas de guerra, estão cansadas de morte, estão cansadas de ataques. Ou seja, é preciso encontrar um jeito. Não adianta alguém ficar pensando que é melhor do que o outro. Não adianta ninguém ficar acusando ninguém. É preciso olhar um pouco o passado, mas pensar no futuro. E o futuro tem que ser de paz. Eu acho que é um momento rico, porque mostra a capacidade de conversação que o Brasil tem, nesse momento. Ou seja, você tem uma série de países que não conversam com Irã. Não adianta você deixar o Irã isolado.”… (continua)

NY Times
Brazil’s President Elbows U.S. on the Diplomatic Stage

obs.: a dica sobre o artigo do NYTimes está na notícia do site Terra, via seu twitter

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38 Respostas to “Ahmadinejad no Brasil”

  1. Paulo Roberto Silva said

    O Serra andou dizendo hoje na Folha que é um absurdo recebermos o Almadinejah por aqui. Pois é, o Serra não está no governo, pode jogar para a platéia – dele, neste caso. Agora, ele não lembra que no governo de FHC o ditador boliviano Hugo Banzer veio ao Brasil duas vezes: para firmar o acordo bilateral que deu origem ao gasoduto Brasil Bolívia, e para inaugurar o gasoduto.

    Por mim, tanto Banzer quanto Almadinejah tem direito de vir ao Brasil. É questão de estado, não de governo.

  2. Pax said

    Paulo,

    Se houver uma mínima chance do Lula (leia-se Brasil) ajudar no Oriente Médio, que ela seja tentada, em minha opinião.

    De novo, mesmo que essa chance seja mínima e que o resultado seja mínimo. Se for para ajudar, que venham todos.

    Apesar de uns gritinhos histéricos aqui e acolá, não vejo de forma alguma o Brasil atrapalhando ou jogando gasolina nessa fogueira.

    Pode ser que seja como na fábula do beija-flor no incêndio da floresta. Mas, mesmo neste caso, não vejo nada de errado em levar uma gotícula de água no bico.

  3. fk said

    Atrapalha quando o Lula chama uma luta legítima da dissidência iraniana de uma briga de torcidas. A verborragia do presidente atrapalha o plano do seu próprio governo de ser um interlocutor legítimo, já que não alinhado com nenhuma das partes.
    Por sinal, a independência da política externa brasileira é uma das marcas da diplomacia nacional, mas certas tomadas de posição do governo Lula colocam esse dogma em xeque. É possível se engajar no mundo -como o Brasil tem se engajado-, seem ter que tomar, digamos, partido. Basta ver Lula vestindo o manto do pragmatismo e visitando governos africanos homicidas em prol de parcos ganhos de comércio e eventuais grandes ganhos estratégicos, com um possível apoio ao sonho -impossível- de uma cadeira no CS da ONU.
    Ou Lula se cala sempre ou fala sempre. Essa atitude ambígua reflete uma diplomacia ambígua, e diplomacia ambígua não transita com desenvoltura por todos os polos políticos desse nosso mundo fragmentado.

  4. Chesterton said

    Pax, o que v. disse é uma indecência. Não há equivalencia moral do iraniano com qualquer coisa que rpeste .

  5. Fadlo Dualibi Neto said

    O que é indecência? O que é imoralidade? É muito facil emitir julgamentos, com o couro a salvo, não é mesmo? Por que tanta celeuma com o fato do Brasil receber como convidado o presidente iraniano? O Irã é uma grande nação e tem um grande potencial. Tem também muita desconfiança das potências ocidentais. E por que?
    Acaso os senhores se lembram da história do Irã, antiga Pérsia? Depois de muitas invasões, é em pleno século XVIII palco de disputa entre entre a Rússia e a Inglaterra, passando esta última a explorar suas jazidas de petróleo.
    Durante a segunda guerra mundial, tropas anglo russas ocupam o país.
    Em 1953 o Irã sob o governo de Mossadeg nacionaliza as companhias que exploravam o petróleo no País, quase todas inglesas.
    E o que aconteceu? O que sempre acontece quando uma nação ousa afrontar os interesses da potência dominante. A Royal Navy, a marinha real de sua majestade britânica, se dirigiu ao golfo pérsico, e bombardeou as cidades iranianas, forçando a deposição do governo legítimo e a volta do monarca deposto, o Xá Reza Pahlevi. O golpe foi urdido pelos serviços secretos dos Estados Unidos e da Inglaterra.
    Mais recentemente, já sob governo fundamentalista islâmico, o Irã foi vítima de nova tramóia que visava debilita-lo, através de uma guerra contra o Iraque, em que este teve amplo apoio dos Estados Unidos e de outras nações ocidentais e árabes. Não é de se estranhar pois a desconfiança do Irã em relação as nações ocidentais, cujo único escopo é o de assenhorearem de suas jazidas petrolíferas.
    E o seu desejo de se armar é uma justa aspiração, se considerarmos a ameaça constituida pelo estado sionista de Israel, cunha americana no oriente médio, maciçamente armado e irrestritamente apoiado pelos norte americanos, que ataca indiscriminadamente onde lhe aprouver, e que não respeita nem mesmo as deliberações das Nações Unidas.
    As potências declaradamente nucleares, desejam permanecerem no status de potências, e envidam todos os esforços para evitarem que outras nações, possam estar no mesmo pé de igualdade, nem que para isso tenham de recorrer ao conselho de segurança da onu, a sanções e bloqueios, e por fim a ação militar sub-repticia ou ostensiva. E quase sempre a cargo de estados títeres, no caso Israel.
    Israel que após ter comovido o mundo com suas hipócritas lamúrias sobre o holocausto, pratica sobre a indefesa população palestina, os horrores de um verdadeiro genocídio, e isto com as graças e bençãos das potências ocidentais, e da quinta coluna amoitada em todos os paíse do mundo. Não viram a grita no Brasil pela visita do Sr. Ahmadinejad dos mesmos que subservientemente se alvoroçaram como macacas de auditório ante a visita do Presidente de Israel Shimon Peres? Ora se o Presidente do Irã é tido a guiza de terrorista, o que falar então do Presidente de Israel que também começou sua carreira política como terrorista, (vejam a história da haganah, irgun e stern) e que mantém a mesma política até os dias de hoje? Gaze é uma vergonha e uma chaga viva na consciência da humanidade, cercada de muros e arame farpado, tem sua população de mais de um milhão de habitantes, aterrorizada pelos ataques constantes do poderoso exercito israelense, que utiliza tanques, canhões, caças de última geração, mísseis, bombas de fósforo branco e de fragmentação, cujo uso foi proibido pela convenção de Genebra. Só perde para Auschwitz ou dachau pela ausência do fornos crematórios ou pelas câmaras de gás.
    Que o Sr. Ahmadinejad seja muito bem vindo ao Brasil e que celebre muitos acordos científicos e comerciais, pois nosso País não pode se dar ao luxo de recusar contratos que beneficiarão nosso parque manufatureiro, do qual milhões de compatriotas dependem para seu sustento.
    E assim como o Brasil não se imiscui nos assuntos internos de nenhum outro país,
    não podemos tolerar a ingêrencia de nenhum deles em nossos assuntos internos.

  6. Zbigniew said

    O Brasil nao pode e nao deve se submeter aos interesses do governo de Israel. O Ira e parceiro comercial e o Ahmadinejah o representante democraticamente eleito (embora a nossa quinta coluna faca questao de esquecer a eleicao do Bush, e o apoio dos EUA a governos totalitarios no Oriente Medio, inclusive ao proprio Ira quando lhe servia aos interesses). A hipocrisia reinante nao quer a logica da vida real em seus calcanhares, mas apenas o raciocinio que leve a uma solucao final contra os Palestinos, embora nao saibam, os macaquitos de plantao, que em Israel cresce o movimento pela paz e por uma solucao pacifica que leve ao compartilhamento daquela regiao.

  7. Paulo Roberto Silva said

    O Brasil tem que manter boas relações com Israel. Por isso foi importante a visita de Shimon Peres, antes mesmo de Almadinejah. E também tem que manter boas relações com o mundo islâmico, incluindo o Irã. Aliás, é importante que existam países com capacidade de diálogo com ambas as partes. A política independente da França durante a Guerra Fria permitiu que ela serviço de intermediária entre Estados Unidos e Vietnã nos anos 1970, que não tinham um canal diplomático direto.

  8. Paulo Roberto Silva said

    E digo mais: Pax o Pandorama está bichado. O que está acontecendo?

  9. Patriarca da Paciência said

    Fadlo Dualibi Neto disse,

    você não só disse como falou e disse.

    É isso aí, meu caro Fadlo.

    Parabéns pela coerência e bom senso.

  10. Chesterton said

    “E assim como o Brasil não se imiscui nos assuntos internos de nenhum outro país,
    não podemos tolerar a ingêrencia de nenhum deles em nossos assuntos internos.”

    chest- nem Honduras?

  11. Fadlo Dualibi Neto said

    Poderiam dizer os desavisados e os contemporizadores que “errare humanus est”, ou que essa é a excessão que confirma a regra.
    Contudo precisamos reconhecer o êrro, crasso, contundente. O Brasil não poderia de maneira alguma imiscuir-se nos assuntos internos de honduras. Fe-lo e se ainda houver um resquício de bom senso, deverá urgentemente ser reparado, pois mancha a imagem de um país que pretende ser imparcial em suas relações com as demais nações, e que pretende assentar-se no conselho de segurança da onu.
    Afora esse, não tenho ciência de nenhum outro deslize de nosso governo, cuja mansidão e paciência tem se patenteado no trato com determinados países que desrespeitam acordos e se apropriam de bens brasileiros em seu território.

  12. fk said

    E o Brasil deveria ter feito o que? Dado um chute na bunda do Zelaya e impedido ele de entrar na embaixada? Se o fizesse, aí sim estaria se imiscuindo nos assuntos internos de Honduras.
    Por outro lado, não deveria o Brasil permitir -como vem fazendo- que Zelaya use a embaixada como base para proselitismo político, assim como, ainda que não reconheça o governo Micheletti, deveria baixar um pouco a bola de suas declarações. Para quem não sabe, o representante brasileiro na OEA chamou Micheletti de palhaço, e isso é uma postura típica de um diplomata representante de um governo fanfarrão à la Chávez, e não de um País que se pretende protagonista de nível da política internacional.
    Quanto ao Ahmadinejad, estou cada vez mais pendendo a ver a visita dele como um acerto diplomático brasileiro, pois, se certamente não servirá para enquadrar o governo iraniano, pelo menos não deixa ao Irã somente a possibilidade de relacionamento com a Alba (leia-se Venezuela, Equador e Bolívia0, o que poderia representar um incômodo geopolítico tão grande quanto a instalação das bases dos EUA na Colômbia.

  13. Chesterton said

    FK, você não é tão besta assim.

  14. Chesterton said

    Todo mundo isola o Iran para p´ressionar contra o programa nuclear, e quem vai lá e chuta o balde? Lulinha paz e amor. Ora, ainda quer assento no CS da ONU?

  15. Chesterton said

    Obama mandou dizer para Lula que Zelaya é um problema dele e que o novo presidente vale e encerra a crise. O assessor bolivariano de Lula, Marco Aurélio Porquito Garcia, como é carinhosamente tratado pelos hondurenhos, um povo que odeia caspa no cabelo e tártaro nos dentes, além de gentalha que vem fuçar no seu solo soberano, está desconsolado. Grunhe, Porquito.

    coturno noturno

  16. Carlão said

    Tem gente do governo brasileiro influente entre os bolivarianos construindo a ideia de que Manuel Zelaya deveria trocar a embaixada do Brasil pela dos EUA em Tegucigalpa para pressionar Washington a lhe conduzir à presidência de Honduras.

    O plano é bom!

    Tutty Vasques

  17. fk said

    Chest – Não sei se sou besta, mas acho que vc talvez tambem não seja tão besta pra pensar que a palavra do Lula vai ter alguma influência no andamento do projeto nuclear do Irã.
    Isso tudo é muito mais uma movimentação de bastidores do que sugerem as temáticas mais, digamos, midiáticas. Basta ver que, nos bastidores, os EUA não ficaram tão reticentes assim com a visita, assim como parte da imprensa internacional -só ela, já que a imprensa brasileira está em coma-, entendeu o sentido das visitas recebidas pelo País nas últimas duas semanas. Vc pode contestar se os objetivos são válidos, mas, por favor, vá um pouco além da mera letra das notícias.
    Agora, que essa questão de Honduras vai dar um problemaço pro Brasil isso vai. Tudo indica que as eleições vão ocorrer, o mundo estará de olho na legalidade delas e, se tudo correr bem, como vai ficar o Brasil? Vai ser bem interessante ver como vamos sair desse imbróglio.

  18. Chesterton said

    Claro que não, mas ele é uma espécie de fura expectativas internacionais. Todo mundo ameaçando o cara de guerra e o Lula vai lá babar o ôvo do sujeito? Oras, só pode, Lula, se dar mal.

    Augusto Nunes a seguir

    “Cada povo decide a democracia que quer ter e ele foi legitimado pela eleição”, recitou Lula outra vez, sempre para justificar o noivado indecoroso com Mahmoud Ahmadinejad. O que vale para o Irã dos aiatolás e seu capataz não vale para Honduras nem se estende ao vencedor das eleições presidenciais do dia 29. O governante que topa qualquer negócio com qualquer abjeção continua a produzir explicações malandras para recusar-se a validar uma escolha limpa, livre e decidida pelo voto popular.

    Honduras só terá de volta a amizade do Brasil e a vaga na OEA se, quando domingo chegar, Lula telefonar para o palácio em Tegucigalpa e ouvir, do outro lado da linha, a voz do companheiro Manuel Zelaya. O governo só quer conversa com o chapéu amigo, endossou Marco Aurélio Garcia. Excitado com os preparativos para a recepção ao parceiro iraniano, já escolhendo a gravata que não combinaria com o terno mal cortado, o conselheiro para complicações cucarachas reiterou que quem deve escolher o chefe de governo hondurenho é o Brasil. ”Não consideramos legítima a votação”, advertiu. ”Não vamos dar um atestado de bons antecedentes aos golpistas”.

    Informado de que o presidente interino Roberto Micheletti resolvera afastar-se do cargo na semana da eleição, o chanceler Celso Amorim por pouco não sucumbiu a outro chilique. “Ele não pode sair de onde não poderia estar”, desdenhou. ”Isso para mim soa quase que como… enfim, não vou dar palpite nos assuntos dos outros agora”. Por ter apostado na crise muito mais do que tinha, resta à trinca agarrar-se à esperança esfumaçada. E fazer de conta que diplomacia rima com teimosia também na linguagem da política externa.

    “O presidente Lula, seu infeliz chanceler Amorim e o nefasto Marco Aurelio Garcia são claramente parte do problema e não parte de sua solução”, constatou o senador americano Richard Lugar. ”Esses três brasileiros deveriam preocupar-se com a violação da Carta Democrática da OEA por Hugo Chávez em vez de caminhar contra o óbvio desejo de milhões de hondurenhos”. E da multidão de candidatos, confirmou o mais recente dos incontáveis fiascos protagonizados pelo presidente sem país a presidir.

    Hospedado há mais de dois meses na embaixada que rebatizou de ”escritório político do presidente da República”, Zelaya divulgou um manifesto ordenando aos aliados, devotos e simpatizantes que boicotassem a campanha eleitoral e a votação. Os hondurenhos preferiram comparecer aos comícios. Dos mais de 13.500 candidatos, só 31 desistiram da disputa. Como o boicote teve o apoio militante também de Lula, Amorim, Garcia e da primeira-dama Xiomara, o mundo descobriu que o rebanho que só topa ser conduzido por Zelaya junta no momento 35 cabeças.

    O reconhecimento antecipado do novo governo de Honduras pelos Estados Unidos e pela União Europeia colocou na rota do naufrágio o plano concebido para consolidar a liderança internacional do Brasil. Lula achou que, resolvida a crise, a vaga no Conselho de Segurança da ONU ficaria ao alcance da mão. Ficou com um Zelaya no colo.

  19. Pax said

    Fui me meter a fazer post sobre Mundo e não tenho competência para isso … vamos lá, sobre o mala do Zelaya e os golpistas hondurenhos. Aqui está notícia da Agência Brasil, que é nossa, todas as contas pagas com nossos impostos, afinal:

    Garcia critica Obama por sua atuação como negociador de política externa

    Renata Giraldi – Repórter da Agência Brasil

    Brasília – O assessor especial da Presidência da República para Assuntos Internacionais, Marco Aurélio Garcia, disse hoje (24) que o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, decepcionou com sua política externa. Garcia criticou as posições assumidas por Obama no que se refere à crise em Honduras, ao debate sobre mudanças climáticas e à falta de atenção à América Latina.

    “Até agora, há um certo sabor de decepção, que nós esperamos que se reverta”, afirmou Garcia, depois do almoço oferecido pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao presidente da República Tcheca, Václav Klaus, no Palácio Itamaraty.

    Para Garcia, Obama passa por dificuldades em decorrência de questões da política interna norte-americana, o que afetaria sua atuação no cenário internacional. No entanto, o assessor da Presidência fez severas críticas ao governo dos Estados Unidos por legitimar a realização das eleições hondurenhas, no próximo domingo (29).

    “Achamos lamentável que se queira limpar um golpe do Estado num país que vivia em estado de sítio”, disse Garcia. “É uma postura equivocada dos Estados Unidos. Os Estados Unidos poderiam ter usado outra postura”, afirmou Garcia

    Em relação à crise em Honduras, o governo brasileiro defende a restituição do poder ao presidente deposto, Manuel Zelaya – que está abrigado na embaixada brasileira em Tegucigalpa há dois meses com mais um grupo de correligionários. Só depois, segundo interlocutores do presidente Lula, haveria ambiente para a realização de eleições no país.

    De acordo com Garcia, não há possibilidade de as eleições no próximo domingo, em Honduras, serem realizadas em clima de tranquilidade. “Não transcorrerão em clima de tranquilidade”, afirmou o assessor.

    Marco Aurélio Garcia ressaltou que há outros erros na condução da política externa norte-americana, como as discussões sobre as mudanças climáticas. “Os Estados Unidos não estão entregando praticamente nada”, disse ele. “O presidente Obama está enfrentando uma situação interna difícil ”, afirmou Garcia, justificando eventuais dificuldades do governo norte-americano.

    Porém, Garcia reiterou que a relação entre o Brasil e os Estados Unidos é boa e não sofre abalos. “Podemos ter uma relação com os Estados Unidos”, afirmou. “A política externa brasileira não é de confronto”, destacou Garcia. Ele lembrou, no entanto, que o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, costuma dizer que a falta de atenção do governo norte-americano pode ser percebida tarde demais por Obama.

    “Quando os Estados Unidos olharem para a América Latina poderão chegar à conclusão de que estão olhando tarde demais”,afirmou Garcia, repetindo o raciocínio de Amorim. “Isso não é um problema para a América Latina. É um problema para os Estados Unidos.”

  20. Chesterton said

    Obama deve estar dormindo na pia (para esfriar a cabeça). Uma crítica do Garcia realmente deve ser algo muito preocupante.

    Esse pessoal não tem Simancol da Bayer, achavam que o primeiro mundo (e nós cada vez mais terceiro) iria bancar um golpe chavista em Honduras mesmo depois de desmascarado .

  21. Chesterton said

    Quando os Estados Unidos olharem para a América Latina poderão chegar à conclusão de que estão olhando tarde demais”,afirmou Garcia

    chest- isso soa como greve de servidores públicos.

  22. Patriarca da Paciência said

    “Esse pessoal não tem Simancol da Bayer, achavam que o primeiro mundo (e nós cada vez mais terceiro) iria bancar um golpe chavista em Honduras mesmo depois de desmascarado.”

    Eis aí o mais legítimo complexo de viralata. O negócio dessa gente é ficar de quatro e deixar o “primeiro mundo penetrar”.

    Esse mesmo “primeiro mundo” que há pouco mais de 60 anos praticou a maior barbárie que a história registra.

    Sinceramente, acho que essa gente devia mais era tentar a sorte e ir para os Estados Unidos ver se consegue umas “facilidades” por lá e consegue uma naturalização.

    Quem estiver contente em ser brasileiro que fique no Brasil.

  23. Patriarca da Paciência said

    O Brasil não tem praticado a menor “ingerência” nos assuntos internos de Honduras, apenas tem deixado bem clara a sua posição.

    Aliás, nenhum país até agora reconheceu os golpistas.

    O que está se desenhando é que os Estados Unidos podem realmente estar por trás do golpe de Honduras.

    Não é de hoje que os Estados Unidos apoiam ditaduras fascistas.

    Mas ainda mantenho esperanças no Obama. E vamos esperar pelas eleições… e se vão ser tão tranquilas assim.

  24. Chesterton said

    Não é complexo de vira lata , é “reality assesment”. Quantos porta-aviões nucleares temos para bancar blefes como esse?
    Zero.
    Isso é megalomania, coisa de Napoleão de hospício. Não precisa apelar para patriotismo – o último refúgio dos canalhas – para perceber que não tem pólvora.
    Bem, patriarca, voc~e nunca iria entender isso, mas o Pax tem obrigação, pois ele tem mais que seus 3 neurônios.

  25. Chesterton said

    O que está se desenhando é que os Estados Unidos podem realmente estar por trás do golpe de Honduras.

    Não é de hoje que os Estados Unidos apoiam ditaduras fascistas.

    chest- buá,buá,buá,buá,buá,buá,buá,buá,buá,buá,buá,buá,

  26. Pax said

    Até a Folha falou bem de Lula sobre essas visitas do Peres, Abbas e Ahmadinejad?

    FOLHA DE S. PAULO – Editorial – Recepção equilibrada

    http://www.anpr.org.br/portal/index.php?option=com_newsclipping&Itemid=142&task=view&idNoticia=26161&dia=25&mes=11&ano=2009

  27. Pax said

    E o Estadão falou mal… vai entender.

    O ESTADO DE S. PAULO – Editorial – O gol contra de Lula

    http://www.anpr.org.br/portal/index.php?option=com_newsclipping&Itemid=142&task=view&idNoticia=26173&dia=25&mes=11&ano=2009

  28. Pax said

    E o Estadão falou mal também da participação do Brasil nesse caso do mala do Zelaya

    O ESTADO DE S. PAULO – Editorial – A democracia pelas urnas

    http://www.anpr.org.br/portal/index.php?option=com_newsclipping&Itemid=142&task=view&idNoticia=26175&dia=25&mes=11&ano=2009

  29. Patriarca da Paciência said

    Bom, Chesterton,

    você tem apenas dois neurônios mas pode ser que entenda isso:

    Pinochet, Saddam Hussein, Jorge Rafael Videla e tantos outros ditadores fascistas, foram apoiados por quem?

    Saddam Hussein, por exemplo, é criação de qual país? Invadiu o Irã apoiado por qual país?

    Bota os dois neurônios para funcionar.

    O Pedro Doria andou publicando alguns posts, como nomes completos e endereços, sobre os tais “adidos militares e diplomatas” que os Estados Unidos espalhavam pelo mundo com a única finalidade de “articular golpes”. Isto hoje é uma verdade que está bem consolidada e ninguém duvida mais, a não ser, talvez, teus dois neurônios.

  30. O pretexto Ahmadinejad

    A camada mais visível das críticas à visita do presidente iraniano remonta à política de “fatos consumados” financiada por Israel junto aos meios de comunicação internacionais. Resumindo, trata-se de utilizar o Holocausto como salvo-conduto para as pretensões expansionistas do governo israelense.
    No substrato dessa novela muito reprisada, esconde-se o atribulado contexto geopolítico americano, talvez no momento mais delicado desde as redemocratizações nacionais. Não há qualquer coincidência, muito menos condenação possível, no fato de os interesses estadunidenses serem contrariados quando o governo Obama permite um golpe de Estado no continente e instala bases militares para policiá-lo.
    O discurso dos direitos humanos serve a conveniências hipócritas. Se observado o sofrimento das minorias e de inocentes, nenhum governante do planeta seria recebido em qualquer país. Transformar diplomacia em panfletagem étnica esconde interesses que, estes sim, podem levar a consequências muito desastrosas.

  31. Chesterton said

    Patriarca, o Bush teria colocado o Zelaia para correr em 3 segundos, mas o Obama? Não, o Obama pegou o bonde andando. Levou semanmas para entender o óbvio, que Zelaya é um mala sem alças.

  32. Chesterton said

    E o Chaves? A caminho do poste de Mussolini.

  33. fk said

    chest – O Bush não faria nada, porque, pra ele, do Rio Grande pra baixo, é tudo México…

  34. Chesterton said

    é, pode ser, e ele deve ter toda razão.
    Esses que falam de complexo de vira-latas são os ratos que rugem. Viram as tomadas que o ABNT inventou? Ninguem tem igual, nada adapta, é uma invenção do genio brasileiro (logo pagarão a algum gringo para elogiar as tomadas triplas). O pior vira-lata é aquele que aparece em concurso do Kennel Club.

  35. Chesterton said

    “O Brasil não é mais o que era, uma espécie de subimpério ajoelhado ao império ianque, até que chegou Lula, o companheiro, impulsionado pelos trabalhadores, pelos camponeses, pelos jovens, pelo povo deste grande nação que é Brasil”, disse Chávez, hoje, na presença de Ahmadinejad, enquanto fazia um balanço da viagem do tirano iraniano à América Latina. Resta saber se Lula concorda com esta ingerência nas relações do Brasil com os Estados Unidos da América.

    coronel coturno

    chest- é agora vai, …..pro brejo.

  36. Patriarca da Paciência said

    O companheiro Chavez falou e disse.

    É isso aí mesmo. Quem gosta de ficar de quatro e deixar o “primeiro mundo” penetrar que continue. Nada contra. Quanto a nós, queremos mais é enrabá-los.

  37. Chesterton said

    malandro agulha.

  38. Chesterton said

    gmfiuza |categoria Geral
    Depois de fazer, sorridente, um chamego no braço ensangüentado de Mahmoud Ahmadinejad, Luiz Inácio da Silva defendeu o programa nuclear iraniano. Para fins pacíficos, claro.

    Lula avisou ao mundo que, por ele, o tarado atômico pode ter quanto urânio, plutônio e substâncias radioativas quiser em seu quintal. Só faltou dizer: “Mas não vai brincar de bomba, hein, menino?”

    A única coisa chata nesse assunto é que o Irã não deixa, nem vai deixar ninguém ver de que exatamente está brincando em seu quintal. Mas Lula confia no país amigo.

    O apoio oficial do Brasil ao programa nuclear iraniano pode ser o início de uma era na diplomacia. Não custa nada o presidente brasileiro apoiar também a venda de cocaína pelas Farc para fins pacíficos. E dar um voto de confiança à escalada militar da Coréia do Norte para fins pacíficos.

    Os fuzileiros do tráfico de drogas no Brasil também poderiam ganhar um salvo conduto pacifista de Lula. Chega de implicar com essa gente boa.

    Deu para sentir a boa índole de Mahmoud Ahmadinejad, especialmente quando afirmou candidamente, em solo brasileiro, que os Estados Unidos e Israel “não têm coragem” de atacar o Irã. Nota-se que o ditador obscurantista tem o pacifismo nas veias. Lula, o filho do Brasil, não tem com que se preocupar.

    A doutrina do esquerdismo radioativo (para fins pacíficos) há de trazer bons frutos para o Brasil.

    Daqui para frente, as confusões no Oriente Médio com a grife do maluco homofóbico têm a chancela do Itamaraty. É claro que, no primeiro míssil pirata que sair voando de lá, Amorim, Top Garcia e seus estrategistas vão querer dizer à ONU que não era bem isso o que o Brasil apoiava. O apoio brasileiro era ao Ahmadinejad do bem. Ah, bom.

    O presidente do Irã veio dizer que o capitalismo acabou, para delírio dos revolucionários bolivarianos. Lula ainda acaba enterrando mais uns caraminguás do contribuinte numa edição do Fórum Social Mundial em Teerã.

    Qual será o próximo passo da arrojada diplomacia do oprimido?

    Vai uma dica: a campanha eleitoral nas Filipinas começou com duas dezenas de políticos e jornalistas decapitados pela milícia do estado de Maguindanao. O chefe do bando aguarda, ansiosamente, o convite do Itamaraty.

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