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O muro que derruba o PSDB

Posted by Pax em 25/11/2009

Os tucanos são conhecidos pela indecisão e parte da aliança oposicionista percebe que esta posição pode significar a morte do PSDB.

As últimas pesquisas mostram Dilma com mais de 20% de intenções de votos e Serra, que saiu com 40%, cai para perigosos 31%. Era tudo que o PT queria. Na verdade queria até menos e se contentava tempos atrás que Dilma atingisse 15% até esse momento.

Enquanto o PT sabe o que Lula quer e arma toda sua estrutura junto com o PMDB, o principal aliado para o ano que vem, o PSDB se reúne com DEM e PPS para cobrar uma definição dos rumos do próprio PSDB que só sabe que não sabe o que quer até o momento.

Não há um candidato e não há uma proposta. Não existe um plano que se possa identificar com o PSDB e sua aliança. Mais uma vez, era tudo o que o PT poderia querer.

No passado a briga interna do PSDB foi entre Alckmin e Serra. Agora é a briga entre Aécio e Serra. E lá vão os tucanos para cima do muro enquanto Dilma decola, Ciro bagunça para lá e para cá num jogo perigoso e Marina não consegue estimular as pesquisas.

Caso o PSDB continue nessa encruzilhada, sua tendência é o enfraquecimento e o aparecimento de outro partido que um dia venha a significar uma real oposição no Brasil. Vários empresários já abandonaram o partido e migraram para o projeto de Marina no PV.

São sinais evidentes que o PSDB não sabe ser oposição e não sabe o que fazer.

Para a democracia brasileira é bom que haja sempre uma boa oposição. Não parece ser a vocação dos tucanos.

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27 Respostas to “O muro que derruba o PSDB”

  1. Catatau said

    Fica aquela impressão ruim de que nunca houve projeto de República no Brasil, apenas reajustamento de antigos sistemas de relação coloniais.

    Assim, tivemos em algum momento, nas idéias originárias do PT, certa tentativa de criar uma marca peculiar e brasileira (penso por exemplo no esforço de Sergio Buarque em conhecer efetivamente o Brasil). Fora isso, tem-se de um lado alguns partidos de esquerda, repetidores de cartilhas heterônomas e fracassadas; e de outro lado, temos a constatação da dependência ou do “único caminho possível”, seguir o consenso de Washington.

    Dos dois lados, modelos heterônomos. Senão, a velha prática especificamente brasileira do Coroné, tão bem descrita por Luiz Gonzaga. Alguém duvida que ela permanece viva?

    A se considerar pela entrevista com Paulo Renato alguns dias atrás, tentando importar modelos tecnocráticos de educação para o Brasil sem considerar as dinâmicas brasileiras, isso apenas reforça que o PSDB não é oposição pq para haver oposição deveria haver uma visão sobre o Brasil.

  2. Catatau said

    Ah sim, no meio disso tudo aquela nossa velha questão sobre a “governabilidade” do PT

  3. Elias said

    Pax,
    Os tucanos, embora aves, são cobras criadas.

    Na minha leitura, eles contavam jogar com duas pré-candidaturas: Serra e Aécio. O que crescesse mais, levaria o bolo com o apoio do outro.

    O problema, creio, é que Aécio não cresceu e Serra estagnou.

    Mas isso não aconteceu por falta de candidatura e sim por causa de um discurso incapaz de mobilizar quem ainda não esteja no poleiro. Com um, dois ou dez candidatos, seria a lesma lerda.

    Em outras palavras: o mal do PSDB parece ser fadiga de material.

  4. Patriarca da Paciência said

    O mundo inteiro reconhece que o Brasil alcançou grandes avanços, mas alguns brasileiros ainda continuam céticos.

    O Brasil ainda tem muito por realizar, mas já realizou bastante.

    Essa história de ficar exigindo “imaculabilidade” ou “brasilidade radical”, não considero produtivas.

    Nenhum país está a nível totalmente ótimo.

  5. Pax said

    Trazer Catatau e Elias para a discussão já é um sinal que o post, mesmo que ruim, toca num bom assunto.

    Por partes:

    1 – Catatau – apesar do Brasil estar melhor, apesar do poder de compra da base da pirâmide ter crescido, apesar de boa parte da pirâmide social ter se movimentado para melhor, o poder antigo, dos velhos coronéis, está aí firme e forte. E é com ele que o PT casou. Realpolitik. E se você não gostar vai ser patrulhado e tachado de radical de direita. Agora é hora, segundo eles, de elogiar Sarney, Renan, Collor e todos das antigas.

    2 – Elias – ou isso ou também isso. Acredito que uma parte da indecisão do PSDB foi por achar que colocar o time na rua antecipadamente poderia virar vidraça para pedras. Nesse segundo argumento tudo indica que não funcionou muito bem, se é que há algum sentido nessa suposição. Tentaram e tentam bater em Dilma e o tiro parece que sai pela culatra, segundo as pesquisas indicam.

  6. Pax said

    Mas, insisto..

    Independente de Aécio ou Serra, qual é o projeto?

  7. Pax said

    Ôpa, agora que li o Patriarca acima. A discussão está ficando boa…

  8. fk said

    Patriarca – Exigir imaculabilidade é simplesmente não transigir com falhas éticas graves. Sejamos honestos: política e imaculabilidade não tem combinado, nem aqui, nem em nenhum lugar do mundo. Lida-se com um ideal de ética como parâmetro, mas esse ideal não foi alcançado por NENHUMA nação, mas dai a achar normal o que acontece no Brasil, vai um rio de dinheiro do mensalão.
    Ainda bato na mesma tecla de que Lula tinha todas as condições do mundo no início de seu governo para sair das redes patrimonialistas que tradicionalmente fazem o jogo do poder no País. Não o fez. Pelo contrário, lambuzou-se no pior tipo de patrimonialismo e coronelismo que já se viu nesse País, ainda mais quando se toma em conta a postura anterior do PT.

    Quanto ao País, concordo: crescemos muito. A maior dificuldade da oposição, no entanto, é tentar mostrar que poderiamos ter crescido mais. A pergunta não é “crescemos”, mas sim “por que não crescemos mais”?

    A questão de projeto de País é o principal problema da política nacional. Talvez haja falta de tal projeto exatamente pelos partidos não serem políticos, mas sim personalistas. Eles não se juntam em torno de ideias -quer dizer, um dia o PT se juntou, mas a ideia de poder foi a que prevaleceu…-, mas sim de lideranças. As lideranças são tudo, não importa o status ético, histórico ou social destas. Importante não é pensar o País, mas ter junto de si os mais viáveis eleitoralmente, e que geralmente o são porque comandam uma máquina eleitoral primitiva, do século XIX.

  9. Elias said

    Pax,
    Aí você matou a pau: qual o projeto?

    O PSDB não tem nada a propor, eis a questão. Daí porque falei em fadiga de material. Deu o que tinha de dar.

    Tudo faz crer que os tucanos vão passar a campanha dizendo que são mais competentes, que tocam a máquina melhor, esse tipo de coisa.

  10. Chesterton said

    Catatau, a primeira coisa que se tem que fazer é um sistema de educação que vá contra a “dinâmica brasileira”. A dinamica brasileira é ruim, viciada, politicamente enganada. Educar é civilizar, desagradar os descansados, acordar os adormecidos, impor ordem aos desordeiros.

  11. Chesterton said

    Ta bom, então, …Elias, quem tem projeto que não seja se perpetuar no poder?

  12. fk said

    chest – Ninguem…essa é exatamente a questão…

  13. Pax said

    Para o Chesterton…

    “Pai dos Pobres” provocou milagre econômico no Brasil
    Der Spiegel

    http://noticias.uol.com.br/midiaglobal/derspiegel/2009/11/25/ult2682u1397.jhtm

    dica no twitter do Bob Fernandes, do Terra Magazine

  14. Catatau said

    Chester, concordo com o problema, mas a solução de Paulo Renato é inadequada. Funciona lá na gringolândia, com condições prévias de funcionamento. Aqui no a Deus dará, no país do jeitinho, alguém tem alguma dúvida dos efeitos nocivos? É como várias outras políticas de educação implantadas ou planejadas no ministério dele.

  15. Catatau said

    Talvez eu queime a língua e os colegas possam ajudar – mas se tem uma área na qual o PSDB parece ter realmente um projeto definido e diferenciado dos outros de modo bastante evidente, é na educação (correto?).

  16. Chesterton said

    Pax, milagre econômico que provocou foi então FHC, Lula aproveitou a herança “maldita”. E colocou o Meireles, verdadeiro milagreiro que domou o PT.

    Agora, imagine se você fosse petista, hein, Pax, se fizesse um Rx do saco do Lula, suas impressões digitais estariam lá.

  17. Pax said

    Se eu fosse petista estaria envergonhado.

  18. fk said

    catatau – Sim, parece que no quesito educação, o PSDB realmente tem uma proposta diferenciada, ainda que seja, na minha modesta opinião, uma bela porcaria, baseada em muito tecnocratismo e pouca discussão.
    Por sinal, da entrevista dele na Veja, a única coisa que se salva é a crítica certeira aos sindicatos de professores, que só se interessam por seus prórprios interesses corporativistas e não fazem uma discussão mínima sequer sobre educação.

  19. Chesterton said

    O Gustavo Yochpe colocou o dedo na ferida. Se gasta muito na educação, per capita, e os resultados são horrendos. Os professores são corporativistas e mal preparados, insistem em ideologia em detrimento de conteúdo. Os pais dos alunos são desinteressados e completamente alheios à necessidade de boa educação. Acham que só porque e educação que eles próprios receberam foi pior, está suficiente…bem, não está suficiente, o resto do mundo faz melhor 500%. Os métodos modernosos (Freire) são um desastre que andou contaminando o primeiro mundo, até nos EUA mostraram sua insuficiência. Educar dá trabalho, não tem atalho, tem que decorar parte da matéria para entender a seguinte, e se fosse uma atividade espontaneamente prazerosa a humanidade estava no céu com os santos.

    Opaió.

  20. Chesterton said

    gmfiuza |categoria Geral
    Você já viu esse filme. No que a eleição se aproxima, Lula, o filho do Brasil, começa a falar de fome. Vai dando nele um apetite danado.

    O presidente brasileiro foi à FAO cuidar da sua imagem de bibelô internacional da miséria. Disse que foi retirante e que, quando chegou ao poder, encheu a barriga dos famintos com seus programas sociais. O mundo adora acreditar nessas fábulas.

    Lula não matou a fome de um único brasileiro com seus programas sociais. Não há notícia de um só beneficiário do bolsa família que tenha deixado de passar fome por causa da mesada governamental. Não há indigentes com filhos matriculados e assíduos nas escolas.

    Por que, nessas horas, Lula nunca fala do Fome Zero? Porque sabe que sua mágica populista era puro ilusionismo. Depois do vexame de inflar os números da desnutrição no Brasil, o presidente entendeu que o que encheu barriga dos brasileiros necessitados foi a política econômica – que ele herdou e da qual virou ortodoxo seguidor, embora insistisse na desonestidade intelectual da “herança maldita”.

    Hoje, Ipea, FGV e demais instituições abduzidas pelo petismo espalham pencas de “estudos” sobre inclusão social, curiosamente sempre com corte temporal a partir de 2003. A vida melhorou com o presidente bonzinho, querem provar os acadêmicos de aluguel.

    O que mais tirou gente da pobreza no Brasil nos últimos 15 anos (sim, o Brasil não começou há sete anos) foi uma coisa chamada política monetária – aquela que não sobe em palanque de Lula e do PT, primeiro governo da história a fazer oposição ao seu próprio Banco Central.

    A esquerda gostava de acusar Pedro Malan de nunca ter recebido um pobre em seu gabinete. Esse nível de demagogia está intacto no discurso de Lula na FAO, acusando os governos de engordar o sistema financeiro e deixar o povo com fome. É aquele típico dilema entre ignorância e má fé.

    Lula passou 20 anos dizendo que o país não pode pagar juro para banco enquanto houver gente faminta. Era a ética do calote. Conseguiu a proeza de abandoná-la no governo e mantê-la no discurso.

    No auge da crise, chegou a dizer aos americanos que o Brasil podia dar aula de socorro aos bancos, porque já tinha feito isso com sucesso. Nesses tempos de copidesque da história (2003, ano zero), Lula quase vira o pai do Proer.

    Com nova eleição no horizonte, fica cada vez mais claro que os famintos não precisam tanto de Lula quanto Lula precisa dos famintos.

  21. fk said

    Chest – Vc está uns 100 anos atrasado em termos de teoria da educação…

  22. Elias said

    Há alguns dias, num canal de tevê, um pesquisador norte-americano propôs a seguinte questão:

    “Imagine que você tenha sido congelado há 50 anos e descongelado exatamente hoje. Você sai às ruas e vê como as empresas funcionam, como os médicos atuam… vê as crianças brincando com PSP, e por aí afora. Você pensa: `Caramba! Como tudo mudou!` Aí você vai ao campus da universidade onde você se formou. Aí você exulta: `Ah, bom! Aqui eu me reconheço…` No essencial, ainda se ministra aulas do mesmo modo que há 50 anos. Na maior parte dos casos, a instituição concebida pra criar conhecimento, não só não cria conhecimento como nem mesmo consegue se apropriar do conhecimento que se cria à revelia dela. No conhecimento que se cria não graças a ela, mas apesar dela.”

    Isso nos EUA, dito por um cara que passou quase toda a vida atuando dentro das melhores universidades americanas! (o cara é um peso-pesado na área de marketing e, principalmente, vendas — é um dos pais do “diretor de faturamento”).

    Imagina por aqui.

    Não acredito que o PSDB tenha projeto para educação. Nem ele, nem nenhum partido brasileiro, nem nenhuma universidade brasileira.

    Os sistemas educacionais hoje existentes estão totalmente caducos. Não acompanharam as transformações que ocorreram e continuam a ocorrer no mundo, com uma velocidade muito maior que a de algumas décadas atrás.

    Terão que ser reinventados.

    O debate sobre isso não está nem aberto no Brasil. Como sempre, as coisas começarão a acontecer lá fora. Depois a gente vai atrás.

  23. Chesterton said

    FK, ainda bem. Se aplicasse os métodos avançados (progressistas) aos meus residentes ia dar muita merda.

  24. fk said

    chest – Pela sua “técnica”, o Mobral seria o maior sucesso educacional do mundo!

  25. Chesterton said

  26. Elias said

    Requentando o debate que já tinha funerado:

    O texto do Guilherme Fiuza, citado pelo Chesterton (# 20), é um monturo de bobagens.

    Dentro da política econômica, se houve algo que mudou no governo Lula, foi, exatamente, a política monetária que Fiuza pensa que não mudou.

    Típico da falta de rumo da oposição brasileira.

    A turminha aí não consegue produzir uma análise que preste da situação nacional.

    Volta e meia, aparece com uma novidade, cada qual mais confusa e burra que a outra.

    A onda, agora, é tentar costurar a noção de que Lula só foi bem no que manteve de FHC. O passo seguinte será dizer que que a turma do PSDB faria o mesmo que Lula faz, só que melhor.

    Imagina ganhar uma eleição presidencial com um discurso babaca assim…

    Vão comer capim… e pela raiz!

  27. Chesterton said

    então Lula não herdou de FHC a economia….tá bom.

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