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    Uma coletânea das notícias da corrupção, desvios, anomalias, eleições e meio ambiente que aparecem na mídia todos os dias a partir de agosto de 2008.
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TCE-SP e Camargo Corrêa

Posted by Pax em 04/12/2009

A Operação Castelo de Areia tem rendido acusações em todas as esferas de poder. Segundo reportagem do jornalista Fausto Macedo no jornal Estado de São Paulo de hoje, há indícios que dois conselheiros do TCE-SP estariam entre os beneficiados da contabilidade paralela de Construtora Camargo Corrêa.

Se essa informação se confirmar, será mais um caso em que o esquema abrange a cadeia completa, ou seja, desde o governo pagador até os responsáveis pela fiscalização do emprego do dinheiro público juntos com empresas privadas e partidos políticos.

Há fortes indícios que não só a Camargo Corrêa como todas as grandes construtoras de obras públicas no Brasil tenham práticas semelhantes. E não só as construtoras como boa parte dos fornecedores de todos os governos em todos os âmbitos, seja na União como nos Estados e Municípios.

Desde a primeira notícia da Operação Castelo de Areia que uma pergunta retorna ao desafio para um Brasil mais eficiente: como sair desse modelo? Mesmo que não consigamos sair completamente, como o mundo inteiro indica pela máxima – “onde há grandes obras públicas, há corrupção” – pelo menos como reduzir o nível dos desvios de dinheiro público das grandes obras e fornecimentos públicos por empresas privadas?

No vasto noticiário da Operação Caixa de Pandora há revelações assustadoras que a prática dos supostos 10% de desvios agora passam a 30 a 40% nos contratos com fornecedores dos governos.

O Brasil passa por um bom momento econômico, mas poderia estar num momento mágico de crescimento se a sociedade como um todo se mobilizasse na luta pela redução dos nossos altos índices de corrupção comprovados pelo vasto noticiário cotidiano que abrange todas as esferas de poder, sem praticamente distinção alguma de quem quer que esteja nos governos, seja da situação ou da oposição.

Qualquer fração destes desvios aplicadas em Educação, Saúde e Segurança Públicas seriam muito bem-vindas. Quanto maior a fração, melhor para a sociedade brasileira.

O lado bom é que o noticiário é tão vasto que parte da sociedade começa a se entusiasmar em fazer algo contra essa roubalheira generalizada. Uma hora pega no tranco.

Leia a notícia abaixo, de Fausto Macedo do jornal Estadão:

Arquivo indica US$ 1,37 mi para TCE

Conselheiros Robson Marinho e Eduardo Bittencourt estão entre os apontados em papéis apreendidos pela PF

Fausto Macedo – Estadão

Planilha secreta da Construtora Camargo Corrêa, alvo da Operação Castelo de Areia, cita nove vezes o Tribunal de Contas do Estado (TCE) de São Paulo como “cliente”. Cada citação à sigla TCE é acompanhada de valores em dólares – ao todo, US$ 1.378.732. Os registros são relativos ao período de 26 de março a 2 de outubro de 1998.

Nesse documento, apreendido pela Polícia Federal na residência de Pietro Bianchi – executivo da empreiteira sobre o qual pesa acusação por lavagem de dinheiro e evasão -, há menção à Companhia Paulista de Ativos e à obra do metrô linha 2-Oratório. Aparecem as iniciais de supostos beneficiários: E.B. e R.M.

Outros documentos – muitos manuscritos e uns digitalizados – apontam quantias mais elevadas supostamente repassadas para o “cliente” TCE. Há referências às obras das linhas Amarela e Verde do Metrô e os nomes de dois conselheiros – Eduardo Bittencourt e Robson Marinho – são citados por extenso, alinhados a valores em dólares.

O Ministério Público Federal avalia que as anotações não são prova de pagamento de propinas, mas vai encaminhar cópias dos arquivos ao procurador-geral da República, Roberto Gurgel, e ao procurador-geral de Justiça do Estado, Fernando Grella, para que decidam sobre eventual abertura de investigações, uma de âmbito criminal, outra civil por improbidade.

Bittencourt e Marinho desfrutam de foro privilegiado no aspecto penal perante o Superior Tribunal de Justiça (STJ). Ambos já são alvos de investigações sobre suposto enriquecimento ilícito. Bittencourt sofre devassa no STJ. Marinho é foco de inquérito na Promotoria de Defesa do Patrimônio sobre o caso Alston – empresa francesa que teria pago propina a servidores.

Continua no Estadão…

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