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Notícias da Corrupção, Desvios, Anomalias, Eleições e Meio Ambiente

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    Uma coletânea das notícias da corrupção, desvios, anomalias, eleições e meio ambiente que aparecem na mídia todos os dias a partir de agosto de 2008.
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Corrupção: Lula parece que entendeu o momento

Posted by Pax em 09/12/2009

Com 7 anos de atraso o presidente Lula parece que entendeu a angústia de uma grande parcela da sociedade que não aguenta mais tanta corrupção neste país. Antes tarde do que nunca. Resta saber o quanto vai se dedicar a tão importante assunto.

Lula diz que população deve ser incentivada a denunciar corrupção

Ivan Richard – Repórter da Agência Brasil

Brasília – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou hoje (9), durante cerimônia em comemoração ao Dia Internacional Contra a Corrupção, que é preciso incentivar as pessoas a denunciar atos de corrupção e dar proteção para que os cidadãs se sintam seguros para denunciar. Ele assinou projeto, a ser enviado ao Congresso, que transforma a prática de corrupção em crime hediondo.

Para Lula, o país tem que agir contra a corrupção como uma pessoa que sempre procura o médico para fazer exames periódicos. “A corrupção é como uma droga. Às vezes, está dentro de casa e as pessoas não sabem. Por isso, precisamos agir como ao fazer um check up. Temos que ser cada vez mais eficientes para controlar o dinheiro público. A outra forma é o processo de denunciar, as pessoas têm que ter a garantia de ser protegidas”, afirmou.

O presidente disse ainda que o combate à corrupção é uma tarefa dura porque quase sempre o corrupto tem cara de anjo. “Acho que o trabalho que estamos fazendo é como fazer um check up. A cara do corrupto é aquela cara de anjo, é aquele que mais fala contra a corrupção, o que mais denuncia, porque acha que não vai ser pego, que sempre vai dar no outro. Mas, de vez em quando, a arapuca pega seu passarinho. E devemos isso às instituições que criamos”.

Lula informou que pretende levar ao G20 [grupo dos 20 países em desenvolvimento] o projeto assinado hoje. Para ele, medidas como essa são difíceis de ser implantadas porque atingem, principalmente, as fraudes no sistema financeiro que causam prejuízos milionários a vários países.

“Pode ser que essa lei não resolva, mas se o Congresso aprovar, talvez possamos passar a ideia de que não existe impunidade no país. Se nós não aumentarmos a punição para essa gente, continuaremos aumentando as cadeias de pobres”, afirmou. “Essas pessoas não querem aprovar essas leis, porque elas mexem com quem tem bala na agulha, com quem tem café no bule”, comparou Lula, em referência a crimes cometidos contra o sistema financeiro ou àqueles que sonegam impostos.

O presidente afirmou ainda que considera melhor que surjam notícias de que existem casos de corrupção, para serem apurados, “do que não sair nada e a gente continuar sendo roubado”.

Leia também no Estadão, no link abaixo:

Lula propõe ao Congresso tornar corrupção crime inafiançável

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29 Respostas to “Corrupção: Lula parece que entendeu o momento”

  1. fk said

    Boa. Agora joga pra torcida…
    Essa ideia de transformar corrupção em crime hediondo só pode ser palhaçada!
    Não é a pena “branda” que incentiva a corrupção, mas sim a incerteza da impunidade. Por sinal, isso serve para todo e qualquer crime…

  2. Pax said

    incerteza ou certeza?

    o que se nota é que há uma certeza, quase absoluta, que os crimes dessa natureza não são punidos.

  3. Anrafel said

    É a certeza da impunidade, é a concepção de aquele dinheiro ali não é de ninguém e sim de quem chegar primeiro. É uma cultura desgraçadamente consolidada (quantos concursandos da Polícia Rodiviária Federal estão ali pelo que pode faturar em propinas e subornos no meio da estrada?) e um ambiente terrivelmente infecto que faz o sujeito inicialmente ético ter de ceder ao ‘sistema’ (essa palavra tempos atrás significava outra coisa).

    Mas, ainda que esteja jogando para a torcida, está certo Lula. O negócio é denunciar e denunciar e denunciar e apurar e apurar e apurar e, aí é que são elas, punir firme. Como quem é rico e tem contatos não vai preso, condenar tendo que devolver o que roubou, ou parte. Vou terminar esse parágrafo para não cair no campo da utopia.

  4. fk said

    Certeza! Certeza!
    Mais eficiente do que qualquer outra coisa seria reformar o Códigod e Processo Civil e Penal, assim como modernizar a justiça, para que os processos não se prolonguem ad infinito, ou melhor, até a prescrição, o que costuma acontecer, infelizmente…O resto é blah blah blah…

  5. iconoclasta said

    “Com 7 anos de atraso o presidente Lula parece que entendeu…”

    opa, será ele lento assim?

    qt tempo agora para ele entender que práticas tais como mensalão, armação de dossiês, revisão de contratos que favoreçam sua família e coisisnha do gênero tb são atos corruptos?

    ;^?

  6. fk said

    Iconoclasta – Não se preocupe. Se a oposição ganhar a eleição presidencial, pode ter certeza que Lula será o primeiro na fila dos atiradores de pedra contra aqueles qeu cometem “deslizes” éticos.
    Até pq não resta outro petista com moral para fazê-lo…

  7. Pax said

    “Até pq não resta outro petista com moral para fazê-lo…”

    Discordo, Fk, tem sim. Nem todo o PT é da ala do “vale tudo”. Quer dizer, acho eu e o que as últimas eleições nacionais do partido indicam. Há que se separar o joio do trigo. E vou além, nos outros partidos também há quem se salve. Tomara que sim para todos os casos.

    Ok, a chapa que ganhou para o PT nacional não me é a mais simpática, confesso. Ainda mais, digamos, no assunto em questão. E vale ressaltar que ainda há eleições em andamento nos estados.

    iconoclasta: bem, o julgamento pessoal, como a expressão já diz, fica por conta de cada um… quem gosta terá um, quem não gosta terá outro, mas a Justiça deveria tratar qualquer suspeição da mesma forma como trata qualquer um, guardadas as devidas cortes adequadas, também segundo a própria Constituição.

    Nessa questão da corrupção, confesso abertamente que acho que houve a perda de uma enorme oportunidade do governo ter encaminhado reformas políticas, projetos de lei e o que quer que fosse ou seja necessário para dar uma melhorada, ao menos isso, uma arrumada na casa.

    Não fizeram.

  8. Pax said

    Anrafel: boa tua correção. Não é só a base da pirâmide que não está nem aí. No alto e no meio há uma boa parcela da sociedade que lava as mãos e nem pensa em se meter em qualquer assunto político. Vez que outra, como aparece no Jornal Nacional, essa galera se diz indignada, só para não perder os bondes das conversas.

    De novo, do alto até a base da pirâmide social. Aqui não há discriminação alguma, seja social, religiosa, etária etc.

  9. Clever Mendes de Oliveira said

    FK (09/12/2009 às 16:17)
    Salvou-o esse seu primeiro comentário, com o conserto a ser feito na incerteza que passa a ser certeza.
    De todo modo ao reconhecer que Lula está jogando para a torcida, caberia questionar por que a torcida é tão incompetente assim que permite que o presidente da República jogue para ela, mas enganando-a?
    No meu entender grande parte da culpa cabe a imprensa e nos dias de hoje aos blogs que supervalorizam a questão da corrupção.
    Supervalorizam-na ao deixar transparecer que os valores da corrupção são maiores do que eles são na realidade.
    Supervalorizam-na ao fazer crer que todo o valor da corrupção vai para o bolso de uns poucos apaniguados. (Nunca ninguém diz que muito do que uma grande empreiteira ganha com a corrupção vai para o bolso de todos os funcionários dela)
    Supervalorizam-na ao tentar apresentar a corrupção no Brasil como um caso particular de corrupção no mundo (Faz-se assim porque vende jornais e aumenta os telespectadores, mas todo mundo sabe que a corrupção no Brasil só não está na média mundial porque há muitos mais países em situação bem pior)
    Supervalorizam-na ao dizer que a corrupção é que atravanca o crescimento do país (E agora quando IBGE informar que o país está crescendo a altas taxas, os meios de comunicação acabam deixando o povo sem saber como avaliar a corrupção. Será, deve pensar o povo, que a corrupção está aumentando ou está diminuindo dado esse quadro de crescimento econômico?)
    Só depois que a população estiver bem informada sobre essas questões que eu relacionei acima ela saberá tratar a corrupção como um crime que tem como grau de reprovação social o tamanho das penas que a ela são cominadas. Algo ruim, que como todo os outros crimes deve ser combatida, mas que não está na relação dos crimes de maior reprovação social, no Brasil como em outras partes do mundo.
    E que fique bem claro sou a favor que se combata a corrupção e sou a favor também do conselho que Lula deu para que se incentive a população a dedurar os casos conhecidos de corrupção
    Clever Mendes de Oliveira
    BH, 09/12/2009

  10. iconoclasta said

    o Pax, o #9 tá falando que vc é um exagerado…

    ;^/

  11. Nhé! said

    Putz, depois que li o Clever afirmar que a roubalheira de uma empreiteira nos cofres públicos vai para o bolso de todos os funcionários não consigo mais parar de me mijar aqui de tanto rir! (todos!!!! o peão, a tia do café, a mocinha da recepção… todo mundo e não só para a alta diretoria….aiaiaiaiaiai!)

    (Sim, e todos ganham com isso, né não?? O vendedor do carro de luxo ganha, o arquiteto das mansões faraônicas ganha, até as prostitutas de luxo ganham!!!)

    Eu já trabalhei em tanta empreiteira e sempre ganhava uma miséria. Será que faltou uns por baixo dos panos?? huahuahuahua!!

    Abre a porteira aí que quero o meu também!!!

    Aiaiaiaiai!!

    (Pax, não me importarei se vc decidir deletar esse comentário que está bem chulo mesmo, mas não resisti tamanha idéia de jerico, sorry)

  12. Clever Mendes de Oliveira said

    Nhé! (11) (10/12/2009 às 15:06),
    A idéia por trás do meu argumento é que estamos em um mundo capitalista em equilíbrio dinâmico. Pode até parecer acadêmico, mas falo como leigo que não precisa ficar mantendo tudo o mais constante. No meu modelo está tudo em movimento.
    A corrupção, a sonegação e assemelhados não aparecem em cores, salvos esses casos em que ela é filmada, mas esses casos são exceções. Não há um canal da economia pelo qual só corre o dinheiro da corrupção ou só o dinheiro da sonegação.
    Se um contribuinte sonega e no setor dele ninguém mais sonega ele começa a ganhar mais que os outros contribuintes e ou paga melhor seus funcionários ou faz mais investimentos tornando-se uma grande empresa que terá muita dificuldade de sonegar ou passa a gastar levando a família ao exterior ou com amantes.
    Nos dois últimos casos fica muito difícil ele manter esse ritmo por muito tempo, embora consiga esticar um pouco mais com o viagra. Aqui um acadêmico poderia encontrar caminho para uma tese e levantar a idéia de que quanto mais alta é a sonegação maior o consumo do viagra.
    Enfim não há um compartimento estanque em que se vão colocando todos os ganhos do sonegação. E eu tratei do caso em que só um contribuinte do setor é sonegador enquanto todos os outros cumprem a obrigação tributária. Em um setor em que todos são sonegadores, um sonegador concorre com outro e o ganho que ele tem em não pagar o tributo terá que ser repassado para a diminuição do preço do produto. Quem ganha é o consumidor.
    O mesmo se dá com a corrupção. Não há um fluxo distinto do dinheiro da corrupção em relação ao dinheiro que não é fruto da corrupção. No mundo capitalista o grande desejo de um empresário é crescer. Assim se ele encontra um veio de corrupção que permite a ele ganhar mais ele vai atrás daquele veio, mas ele vai querer aquele recurso fruto da corrupção para se tornar maior. Se ele for um empresário capitalista por excelência ele vai contratar mais funcionários para tornar aquela empresa com maior poder no mercado. è preciso que você conheça toda a história das empreiteiras para as quais você trabalhou para você poder dizer “Abre a porteira aí que quero o meu também”, pois muito provavelmente você já recebeu a sua parte no latifúndio.
    Eu sou de certo modo condescendente com a corrupção por vários motivos. Vou relacionar uns três ou quatro que me vêm a mente assim de supetão:
    1)Já há na sociedade as pessoas encarregadas de combater a corrupção: a) ministério público, b) polícia e c) auditorias internas das secretarias e ministérios e auditorias externas dos Tribunais de Conta. Se eu ficar sabendo de alguma coisa farei o esforço em delatar o que sei. Acho saudável que outras pessoas fiquem por conta disso, mas é bom que essas pessoas saibam que há pessoas muito mais competentes do que elas no sentido que estão especializando nisso e que ganham para fazer esse combate da corrupção.
    2) Os corruptos gostam de ficar próximo de quem combate a corrupção para saber o que está acontecendo e para esconder a real identidade dele. Como eu não gosto da companhia deles já vou deixando claro que aqui eles vão mais é ser atacados do que ficar ao abrigo.
    3) Sempre acreditei que o incompetente é mais prejudicial a sociedade do que o corrupto. Prefiro morar em um prédio construído por um engenheiro competente ainda que corrupto do que em um prédio construído por um engenheiro incompetente e honesto. É claro que pode existir o engenheiro incompetente corrupto, mas ele será muito mais fácil de ser percebido. Se bem que o grande problema com a incompetência é que ela não é mensurável. Você reconhece a incompetência absoluta, mas a partir dai fica muito difícil saber se a pessoa é competente ou não.
    4) E eu fico sempre com aquela impressão de que as pessoas tratam da corrupção como uma característica do brasileiro e dão à corrupção repercussão maior do que ela mereceria. Lembro que na época do governo de José Sarney, o Gilberto Dimenstein vivia pregando que o grande problema brasileiro era moral, que vivíamos em uma crise moral. O país saindo de uma ditadura, construindo com dificuldade a sua democracia e sendo erroneamente administrado e as pessoas falando em crise moral era para mim o supra sumo do atraso.
    Clever Mendes de Oliveira
    BH, 10/12/2009

  13. fk said

    “Em um setor em que todos são sonegadores, um sonegador concorre com outro e o ganho que ele tem em não pagar o tributo terá que ser repassado para a diminuição do preço do produto. Quem ganha é o consumidor.” – Não. O ganho vai pro bolso do sonegador mesmo…

    “Assim se ele encontra um veio de corrupção que permite a ele ganhar mais ele vai atrás daquele veio, mas ele vai querer aquele recurso fruto da corrupção para se tornar maior. Se ele for um empresário capitalista por excelência ele vai contratar mais funcionários para tornar aquela empresa com maior poder no mercado.” – Não. O dinheiro que ele investe no crescimento da empresa é o normal do capital de giro mesmo, ainda que venha de lucro com negócios que ele conseguiu com corrupção. Vc pode dizer: ah, então os empregados ganham, pois, em última instância, ele paga pra ser pago. Errado, pois o fato de ele pagar e corromper muitas vezes significa preços sobreelevados, pois o acerto é quse sempre na linha do superfaturamento de obras. Não sei se o funcionário da empreitera ganha, mas eu e vc perdemos.

    “Eu sou de certo modo condescendente com a corrupção por vários motivos.” – Olha, não sei nem o que dizer sobre isso…

    Sobre o seus argumentos (absurdos, pra dizer o mínimo) sobre essa proposição, a meu ver absurda, só digo que, quanto ao tópico 3, as pessoas que moravam no Palace II discordam de vc. Assim como aquelas que estavam em shoppings que caem, em ruas que inundam, usam remédios que não curam, comem merenda vencida, usam transportes públicos que não funcionam e mais um ou outro prejudicado por inconvenientes da “benéfica” corrupção.

  14. Clever Mendes de Oliveira said

    FK (13) (10/12/2009 às 18:18),
    A sua certeza é muito grande e eu sou céptico. É certeza por exemplo quando você diz que em um setor de alta concorrência em que todos são sonegadores o ganho com a sonegação não será repassada para o consumidor, ou nas suas palavras, “O ganho vai pro bolso do sonegador mesmo…” pois significa conhecer muito o funcionamento do sistema capitalista e a mente de todo o empresário para pensar que pela cabeça de nenhum deles vai passa a idéia que se ele reduzir o preço da mercadoria ele poderá vender mais e ganhar muito mais do que o concorrente dele.
    Eu realmente não tenho essa certeza. Talvez por isso a minha condescendência.
    Não sei a que você se refere quando você diz que “as pessoas que moravam no Palace II discordam” do que eu disse no tópico 3 dos meus argumentos. O caso do Palace II do Sérgio Naya ainda não foi definido se se trata de um incompetente honesto, um competente corrupto ou do caso mais raro o incompetente desonesto, Eu disse que o incompetente desonesto é mais difícil de existir porque ele é mais fácil de ser encontrado e então eliminado, mas não disse que ele não existe. Se esse for o caso do Sérgio Naya os fatos estão de acordo com o meu argumento.
    Ao rebater a idéia que eu defendi de que uma empreiteira situada no polo ativo da corrupção repassa os ganhos da corrupção para os seus empregados você foi mais céptico e disse:
    “Não sei se o funcionário da empreiteira ganha, mas eu e vc perdemos”.
    É melhor dizer não sei. É claro que você está certo em dizer que eu e você perdemos. E eu entendo que você queira empregar todas as forças para combater a corrupção. O meu argumento é saber se um governante que direcione todas as forças para combater a corrupção é um governante é um governante competente? Para mim não é. É um posicionamento ideológico. A corrupção para mim faz parte da natureza humana. Para acabar com ela é preciso que se instale a tirania. Eu prefiro a democracia.
    Deixar de empregar professores, contratar médicos, aparelhar os nossos hospitais, implementar políticas de saneamento básico, melhorar a infraestrutura rodo-ferroviária, dos aeroportos e portos para colocar fiscais combatendo a corrupção nunca me pareceu um bom programa de governo. Eu não votaria em um político que transformasse a luta anticorrupção na principal bandeira da campanha dele.
    Clever Mendes de Oliveira
    BH, 10/12/2009

  15. 2% De 3 trilhões said

    Defensores do juiz Lalau, ACREDITAM que a corrupção é uma coisa boa.
    Dizem eles que isso instiga nossa sociedade a crescer e se desenvolver, sic.
    Eu fico com aqueles que dizem que a corrupção mora ao lado da impunidade.
    Explo claro está nas câmaras que impedem o andamento dos pedidos de impeachment
    Pessoas destituídas de moral e ética são capazes de defender a corrupção, tivemos até um comentário de um Schumpeter às avesas defendendo a nova economia promovida por atos corruptos.
    Indefensável, considero uma piada de mau gosto um comentário que afronta qualquer cidadão que deseje um Estado igualitário aos cidadãos e também aos empresários que desejem prestar seus serviços ao país em troca de remuneração compatível com seu produto.
    Afinal, imaginemos que um Estado que pague um preço justo por aquilo que adquire é capaz de oferecer muito mais a sua população, são mais remédios, mais hospitais, mais médicos, mais portos, mais ferrovias, mais hidrovias, mais estradas, mais…
    Esta é a lógica sem dúvida não nos deixemos enganar por aqueles que querem mais Lalaus no poder fazendo deste país um put,,,ro que assim se ganha mais dinheiro, como já dizia Cazuza.

  16. Clever Mendes de Oliveira said

    2% De 3 trilhões (14) (10/12/2009 às 20:17),
    Não há muito que eu possa comentar a partir do seu comentário, mas penso que vale bem negar algumas afirmações.
    Diz você que “Defensores do juiz Lalau, ACREDITAM que a corrupção é uma coisa boa”, pois “isso instiga nossa sociedade a crescer e se desenvolver, sic”. Eu além de tirar a vírgula entre o sujeito e predicado diria que salvo o advogado do juiz nunca vi nenhum defensor dele e penso que nem o advogado acredita que a corrupção seja coisa boa, nem que ela instiga a sociedade a crescer. A economia cresce com o trabalho. Se os corruptos trabalharem mais dos que os que os que não são corruptos é claro que muito do crescimento de um país se deve ao trabalho dos corruptos, mas não se está dizendo com isso que o país cresce por causa da corrupção. O que se ouve um tanto sem refutação consistente é que o país cresce apesar da corrupção.
    Não sei onde a corrupção mora, mas espero que os que saibam pelo menos não a deixem sair de casa.
    Não acredito na ética heterônoma. A ética externa que se quer impor a mim é a ética da soberbia que é para mim uma contradição nos seus próprios termos. Isso se a filósofa Mara Sylvia de Carvalho Franco (Ver o artigo dela “A montagem de uma falácia” que saiu no jornal O Estado de São Paulo no suplemento Aliás, de domingo, 20/09/2009) não considerar equivocado o uso do termo contradição. Se esse for o caso, eu mudo o termo contradição por “em oposição”. A ética válida para mim é a ética autônoma: eu imponho a mim uma conduta que eu considero ética”. É um argumento um pouco esnobe e assim talvez seja melhor chutar o balde como fez Doolittle respondendo a pergunta de Pickering: “Have you no morals, man?”, em Pygmalion de George Bernard Shaw, “Can’t afford them, Governor. Neither could you if you was as poor as me”.
    Clever Mendes de Oliveira
    BH, 10/12/2009

  17. Nhé! said

    FK, muito obrigada por fazer o desenho! Eu não faria melhor, porque continuo rindo muito aqui… hahahahaha!
    ;-)

  18. fk said

    Clever – Por que é preciso instalar a tirania para combater a corrupção? Isso não faz sentido. A corrupção é, por si só, uma espécie de tirania, pois é a tirania dos que podem corromper, é a tirania dos acordos de gaveta, das conversas escondidas.
    A corrupção é simplesmente contrária ao republicanismo, pois implica a privatização do público.
    Dizer que a corrupção faz parte da natureza humana e por isso deve ser deixada em paz é uma besteira sem tamanho, pois racionalmente criamos uma série de estruturas políticas para refrear certos impulsos de nossa natureza, ao mesmo tempo em que maximizam o aproveitamento de outras porções dessa. A corrupção só existe dentro da estrutura racional do Estado, da prática política.

  19. Clever Mendes de Oliveira said

    Nhé! (11) (10/12/2009 às 15:06)
    Eu esqueci de dizer que o seu comentário também me fez rir bastante.
    Clever Mendes de Oliveira
    BH, 11/12/2009

  20. Clever Mendes de Oliveira said

    FK (18) (11/12/2009 às 11:50),
    Reconheço que sou prolixo e profuso e que sou muito impreciso nas minhas elucubrações, assim cada vez que você diz que eu fiz determinada afirmação eu corro para conferir se eu realmente teria dito tanto despautério.
    Não é preciso instalar a tirania para combater a corrupção. Agora, se você pretender acabar com a corrupção você vai precisar de um modelo de regime bem distinto da democracia. E me parece que o modelo mais de acordo com um figurino próprio para acabar com a corrupção é a tirania, embora eu não acredite que na tirania se alcançará esse êxito.
    Depois de fazer afirmações de sua lavra e sobre as quais eu não vou entrar no mérito, você diz que eu disse que como “a corrupção faz parte da natureza humana” ela “deve ser deixada em paz”. Não disse isso, não digo isso e nem direi isso e nem sei de onde você leu que eu disse isso. O que eu disse, digo e direi é que eu acredito nas instituições que a sociedade criou para combater a corrupção: as auditorias internas dos órgãos estatais, as auditorias externas dos tribunais de contas, a polícia e o ministério público. E isso no setor público, pois no setor privado as auditorias independentes têm obrigação de constatada qualquer irregularidade repassar a informação para o órgão encarregado de aplicar ou encaminhar a punição adequada. Acho-as probas e em número suficiente dado o atual estágio de riqueza do país. A medida que o país fica mais rico talvez o país tenha condições de disponibilizar mais recursos para esses órgão se constatado que eles carecem de recursos. E espero que toda essa análise (Se há ou não mais necessidade de recursos) seja feita por pessoas mais competentes nessa área do que eu e do que me parece também ser o seu caso.
    Clever Mendes de Oliveira
    BH, 11/12/2009

  21. fk said

    “A corrupção para mim faz parte da natureza humana. Para acabar com ela é preciso que se instale a tirania. Eu prefiro a democracia.” – Olha, quando vc fala que a corrupção faz parte da natureza humana, indiretamente está dizendo “bom, ela faz parte da nossa natureza, portanto, deixa estar”.

    Vc falou em combate da corrupção pela tirania. Ou, agora, qualquer outro regime que não a democracia. Errado. O combate à corrupção se faz pelo império do estado democrático de direito, o único que pode fazê-lo com eficiência, pois todos os outros tem a corrupção implicita em si mesmos.
    Sugiro que vc leia Thomas Paine e seu “Senso comum”. Foi escrito há mais de 200 anos, mas ali há muito que se aproveitar sobre democracia, tirania e corrupção.

  22. Clever Mendes de Oliveira said

    FK (21) (11/12/2009 às 14:25),
    Você continua fazendo-me dizer disparates, mas como lá em “Dado: 83 de aprovação” você responde para mim muitos questionamentos que o Elias me faz ou deixa implícito eu vou deixando passar algumas das suas diatribes em que você consegue transmudar qualquer coisa que eu digo.
    Você me faz lembrar um professor, vangloriando da soberba escrita que ele desejaria possuir, enquanto rabiscava qualquer enunciado no quadro negro. Dizia ele que quando ele pensava em escrever algo Deus e ele sabiam o que ele pretendia escrever. Depois que ele escrevia nem Deus sabia o que ele havia escrito.
    Você certamente não sabe nem o que você leu dos outros e eu começo a questionar se você sabe o que você mesmo escreveu. Explicando para você. Acabar é diferente de combater. Acabar com a corrupção é tarefa vã embora haja os que a isso se encarregam mal rompe a manhã. Essa não é de Queiroz, mas de Drummond. Acabar com a corrupção significa exterminar com ela, não permitir que ela deixe sequer um rastro sobre a Terra. Não acredito que a tirania tenha êxito se transformar esse extermínio no grande fito do regime. Mas deixar todas as bocas, todos os ouvidos e todos os olhos tentando encontrar um jeito de acabar com a corrupção cria um figurino que parece mais próprio de um regime tirânico.
    A civilização é a história do nosso autocontrole. Evoluímos a medida que nos dominamos e que nos impomos limites. Até a perfeição, esse processo de aprimoramento deverá durar uma eternidade. Considerar a corrupção como inerente a natureza humana apenas significa que se quisermos evoluir criando um mundo com menos corrupção temos que aprender a dominar a nós mesmos, a nos controlar e evidentemente criar mecanismos para penalizar aquele que não quer se controlar, que não tem intenção de evoluir, mas a menos que exterminemos o próprio ser humano haverá sempre um resquício de tendência a corrupção no homem individualmente e na forma como ele se relaciona na comunidade.
    E tendo em vista a sua recomendação de leitura transcrevo a seguir parte de um comentário que enviei em 24/09/2009 às 13:02 para o post no blog do Luis Nassif intitulado “O gerador de lero-lero” de autoria de Jorge Furtado em que eu faço menção a um livro e dois artigos de leitura também recomendável. O trecho de interesse é o seguinte:
    “Aproveito para mencionar o livro “The Process of Government: A Study of Social Pressures”; Arthur Fisher Bentley, que é muito útil no entendimento dos argumentos nas discussões sobre a mídia, pois Arthur Fischer Bentley foi um jornalista, e sobre a atuação política dos representantes. Na verdade o livro trata mesmo e mais é sobre a atuação política dos representantes. No ano passado em 14/09/2009, Plínio Fraga, em artigo para a Folha de S. Paulo de 14/09/2008, intitulado “A quem interessar possa” comentou sobre este livro fazendo referência a artigo de Nicholas Lemann que saiu no The New Yorker. O artigo de Nicholas Lemann chama-se “A Critic at Large – Conflict of Intereset”. O artigo de Plínio Fraga foi motivo de comentário de um comentarista, chamado João Vergílio, no antigo blog do Luis Nassif (Projetobr) e o comentário foi transformado em um bom post intitulado “As elipses por trás dos fatos” de 14/09/08 às 11:48. Vale também se fazer lá algumas consultas.”
    Clever Mendes de Oliveira
    BH, 11/12/2009

  23. fk said

    Clever, essas são suas palavras: “Eu sou de certo modo condescendente com a corrupção por vários motivos.”

    Por outro lado, vc também diz: “Considerar a corrupção como inerente a natureza humana apenas significa que se quisermos evoluir criando um mundo com menos corrupção temos que aprender a dominar a nós mesmos, a nos controlar e evidentemente criar mecanismos para penalizar aquele que não quer se controlar, que não tem intenção de evoluir, mas a menos que exterminemos o próprio ser humano haverá sempre um resquício de tendência a corrupção no homem individualmente e na forma como ele se relaciona na comunidade.” – O homem já criou esse mecanismo. Ele se chama Estado Democrático de Direito, e só o seu correto funcionamento é capaz de combater a corrupção. Sempre vai haver corrupção? Sim. Mas é por isso que existem as penas que deveriam ser imputadas aos corruptos.

    Na verdade, não consigo entender sua visão,d evo confessar, pois, se por um lado vc mesmo se diz condescendente com a corrupção, vc exatalta, em outro momento, os mecanismos de combate a esta. Vc se diz condescendete, mas afirma que quem conhece algum caso de corrupção deve fazer algo, se eu bem entendi o que vc disse.

    Lá em cima vc fez um trade-off falso. “Deixar de empregar professores, contratar médicos, aparelhar os nossos hospitais, implementar políticas de saneamento básico, melhorar a infraestrutura rodo-ferroviária, dos aeroportos e portos para colocar fiscais combatendo a corrupção nunca me pareceu um bom programa de governo.” Na verdade, são as torneiras abertas do dinheiro público, torneiras essas que pingam por causa de corrupção, que podem de alguma maneira impedir de contratar médicos, comprar equipamentos hospitalares, melhorar infraestrutura.

    Vc diz que não votaria em um político que colocasse a luta contra a corrupção como principal bandeira. De certa forma, esse político já existiu: chamava-se Collor. Concordo que não é possível um projeto de governo que seja apenas isso, mas não pelos motivos que vc coloca, mas sim pq isso simplesmente não é um plano de governo, uma visão de país.

    Eu, por minha vez, jamais votaria em um político que não colocasse em seu programa de governo o combate à corrupção. Ou que se dissesse condescendente com ela.

  24. Clever Mendes de Oliveira said

    FK (23) (11/12/2009 às 17:59),
    Condescendente no sentido que eu não tenho essa fúria persecutória em relação a corrupção e ao corrupto que me parece possuída a nossa juventude.
    Tenho 55 anos e acho que a maioria da avaliação sobre os efeitos nocivos provocados pela corrupção são frutos da pressa, da ansiedade e inexperiência da juventude.
    Não defendo que não se combata a corrupção só avalio que se administra melhor um país se se elegem outros temas como prioritários.
    Como eu disse aqui e alhures, as opções gerenciais de um governante são fruto da ideologia do governante. A capacidade administrativa em si é pouco importante, pois o governante gerencia um mastodonte que anda a passos de cágado e tem muita dificuldade de sair do caminho. Assim o que avaliamos é só as prioridades que um governante adotou. E a avaliamos segundo a nossa ideologia. Pela minha ideologia não colocaria a corrupção como prioridade absoluta de um governo. Ele deve ter uma estratégia para a combater, mas não deslocar para esse combate a maioria das forças que ele tem para administrar o país.
    Clever Mendes de Oliveira
    BH, 11/12/2009

  25. Clever Mendes de Oliveira said

    FK (23) (11/12/2009 às 17:59),
    Aparentemente você está certo quando diz:
    “Na verdade, são as torneiras abertas do dinheiro público, torneiras essas que pingam por causa de corrupção, que podem de alguma maneira impedir de contratar médicos, comprar equipamentos hospitalares, melhorar infraestrutura.”
    O que eu digo é que essa corrupção que pode “de alguma maneira impedir de contratar médicos, comprar equipamentos hospitalares, melhorar infra-estrutura” já está produzindo esse efeito e devemos combatê-la dentro das nossas possibilidades. Agora, já com esses recursos de menos ainda retirarmos mais recursos para os alocar no combate a corrupção não me parece uma boa medida gerencial.
    Clever Mendes de Oliveira
    BH, 11/12/2009

  26. fk said

    Ao que me parece, os principais passos para aprimorar o combate à corrupção, no momento, são reformas no judiciário e no Código de Processo tanto penal quanto civil, a fim de tornar mais célere os processos.
    Estamos no bom caminho de revelar cada vez mais as entranhas da corrupção. O problema é quando a notícia some do noticiário e vai se perder nas entranhas da burocracia judiciária e processual.
    Para essa mudança, qu eu considero a mais importante, não é preciso mobilizar nenhum grande contingente humano.

  27. Clever Mendes de Oliveira said

    FK (26) (11/12/2009 às 18:59),
    Tornar mais célere o processo muitas vezes afeta o devido processo legal e o princípio de ampla defesa e ai você vê diminuído o Estado Democrático de Direito que você diz tanto prezar.
    Clever Mendes de Oliveira
    BH, 11/12/2009

  28. fk said

    Pois é, esse é o dilema…como trazer a celeridade processual, que significa, em última instancia, restringir os recursos, sem afetar o devido processo legal? A reforma no recurso dos agravos me parece uma saida interessante, mas aqui entramos em tecnicalidades que nao cabe expor.
    Ja no processo penal, é aqui que todas as garantias deveriam ser prezadas. Entao a celeridade talvez pudesse vir com a criaçao de varas especiais.

  29. vilarnovo said

    Lula não foi aquele cara que foi no Fantástico dizer que o ele e o partido dele roubavam porque todo mundo rouba??

    Ah, tá…

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