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Notícias da Corrupção, Desvios, Anomalias, Eleições e Meio Ambiente

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    Uma coletânea das notícias da corrupção, desvios, anomalias, eleições e meio ambiente que aparecem na mídia todos os dias a partir de agosto de 2008.
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2010: vices e os problemas

Posted by Pax em 14/12/2009

Serra chegou a cogitar José Roberto Arruda. Dilma tem problemas com Temer. Em 2010 os candidatos à vice-presidência serão analisados não somente por suas carreiras políticas e suas capacidades de sustentar alianças.

Leia notícia no link abaixo, do Uol Notícias

Operações da Polícia Federal acirram disputa por candidaturas a vice-presidente

Maurício Savarese – Do UOL Notícias – Em São Paulo

A chapa governista à Presidência da República já parecia definida com a petista ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, e o peemedebista presidente da Câmara dos Deputados, Michel Temer. Oposicionista líder nas pesquisas de intenção de voto, o governador de São Paulo, José Serra (PSDB), chegou a dizer que em 2010 o eleitor poderia “votar em um careca e ganhar dois” ao lado do colega do Distrito Federal, José Roberto Arruda. Foi então que a Polícia Federal colocou a primeira fórmula em dúvida e inviabilizou a segunda.

Continua no Uol…

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33 Respostas to “2010: vices e os problemas”

  1. Essa história, plantada pela turma do Franklin na Lula Press, não se sustenta. Serra nunca sequer cogitou Arruda para a chapa, até porque ele tinha uma reeleição garantida como governador do DF antes do Panetonegate, mas é claro que uma mentira repetida mil vezes vira verdade, especialmente aqui em Banânia.
    Essa campanha vai ser suja, muito suja. Que a oposição se prepare, a Lula Press não está pra brincadeira.

  2. fk said

    Lulapress…pffffff

  3. Pax said

    Lula Borges,

    Você acha que a Folha/Uol é Lula Press?

  4. Anrafel said

    É no que dá procurar o vice no DEM ou no PMDB. Fernando Henrique cogitou Luis Eduardo, Guilherme Palmeira, José Jorge e acabou se contentando com Marco Maciel, criatura de Ernesto Geisel.

    Serra resolveu melhorar a fotogenia da chapa e escolheu Rita Camata. Os cartazes ficaram mais bonitos, mas a mulherada não foi na onda. Acho que ele vai botar uma mulher novamente para tentar desfalcar a votação de Dilma e Marina.

    Difícil mesmo é encontrar alguém do valor de José de Alencar.

  5. Pax, você tem essa mania de pegar o que escreve um colunista (neste caso, o Janio de Freitas) e tratar isso como se fosse “a Folha”. Não foi “a Folha”, foi o Janio de Freitas que deu publicidade a essa cascata.
    A Folha, em seus editoriais, costuma acertar muito mais que errar. Seu erro é o espaço excessivo, hipertrofiado, que é dado aos jornalulistas camaradas.

  6. fk said

    Jornalulistas?? Hahahahahaha
    Olha, palavra de um sujeito que já trabalhou na Folha: aquilo ali é mais serrista que o próprio Serra!!
    Lulapressa, jornalulistas…hahahaha!! Só rindo mesmo!!

  7. Pax said

    Lula Borges,

    A notícia não é assinada pelo Janio de Freitas.

    Anrafel,

    Pois é, difícil achar nomes no DEM e no PMDB. Aliás, hoje em dia está difícil achar nomes na maioria dos partidos.

    Mas, mesmo considerando que há que ser DEM para o PSDB e PMDB para o PT, há nomes que me parecem bem melhores que Arruda e Temer. Ou “menos piores”.

  8. Quem começou com essa cascata foi o Janio de Freitas, o jornal foi na onda.
    Veja por exemplo a Eliane Cantanhede, que disse que o jogo do Itamaraty com o Irã era combinado com os EUA. Agora a Hillary acabou com a conversa fiada e deixou claro que os EUA não acham a menor graça nas nossas piscadelas para o regime dos aiatolás. E eu lá vou culpar a Folha por isso? Claro que não! A culpa da Folha, no máximo, é dar emprego para ela, mas não é responsável por cada opinião que ela emite.
    Tenho amigos que trabalharam na Folha (que o Pax conhece, inclusive) e que achariam a maior graça nessa tese de que a redação da Folha é serrista, aliás que qualquer redação brasileira seja serrista. Acho que nem a redação da revista do PSDB é serrista. Eu mesmo, que devo votar nele, não sou.

  9. Pax said

    Aquele nosso amigo trabalhou na Folha é? Nem sabia.

  10. fk said

    Eu trabalhei na Folha. É serrista.

  11. Fk, respeito seu ponto, mas democraticamente discordo ok?
    Outro dia, por exemplo, tive um jantar com um casal de jornalistas, o marido está na Abril e a esposa, que era da Abril até bem pouco tempo, agora está no O Globo. Quero que caia um raio na minha cabeça se o que eu estiver falando foi mentira: era o casal mais radical de esquerda do mundo, de fazer Prestes e Olga Benário parecerem o casal Bush. E estão em altos cargos e são extremamente influentes nestes veículos, sei disso até como leitor, lendo as matérias deles. São daqueles que votam em PSOL e PSTU porque o PT é direita demais, sabe? Aliás, você deve imaginar que o jantar não terminou muito bem né? ;-)
    Desculpe recorrer à lógica mais simples, já que tenho essa mania de me atear aos fatos. Quando Lula quis montar seu ministério da verdade, quem foi o escolhido? O jornalista político mais importante do Brasil, o editor de política da TV Globo! E com ele foi a principal colunista de política do O Globo! O que mais seria necessário dizer sobre as redações do Brasil?

  12. Desculpe os erros, “ater” saiu “atear”, por exemplo, coisa de quem escreve rápido, saindo para o trabalho. Mas você entendeu o ponto.

  13. Pax said

    Lula Borges,

    A Folha, bem como o Globo ou o Estadão, os três maiores, podem ter em seus quadros gente de toda opção política.

    Daí a dizer que esses veículos formam o que você chama de Lula Press é um salto impossível de ser feito.

    De outro lado as verbas publicitárias dos governos são um absurdo que a gente acaba não focando como um dos temas mais venais do tema da corrupção.

  14. Lula Press é um apelido carinhoso para o corpo de jornalistas que defendem sistematicamente o governo ou que despejam sua baba hidrófoba a qualquer um que critique o governo, como se fosse um privilégio ou uma prerrogativa exclusiva deles, como se só um esquerdista tivesse direito de criticar a esquerda. Quando um “de fora” d panela critica o governo é porque é um monstro insensível sem “consciência social”. Tenha dó! Nenhum dos grandes jornais faz isso de forma sistemática, apesar de serem extremamente condescendentes com o governo. O único grande jornal que, diariamente, defende em matérias, colunas e editoriais, o governo, é o Valor Econômico, por incrível que pareça. Todo dia tenho vontade de cancelar minha assinatura por conta disso. Outro dia, fizeram uma matéria pseudo-intelectual para “provar” que Adam Smith, na verdade, era comunista. Vou te contar, se não fossem as matérias sobre as empresas, o Valor não serviria nem para embrulhar peixe.
    Nunca você vai me ver dizendo que os donos dos grandes jornais são comunistas ou lulistas, mas são cúmplices, negligentes e coniventes ao dar tanto espaço a eles na redação, um espaço desproporcional à representatividade da esquerda na sociedade brasileira. Eles acham que quando tivermos um governo realmente jacobino eles serão poupados. Rá! Serão os primeiros a perder a cabeça ;-)
    Abs

  15. Pax said

    Lula Borges,

    Dê nomes aos teus bois para que essa conversa não fique coisa de botequim da Vila Madalena às 04h:30.

    Quem são esses jornalistas que você acusa de fazerem parte do Lula Press?

  16. Pax, você está me interrogando? Tenho direito a um advogado, pelo menos? ;-)

  17. Pax said

    Estou perguntanto tua opinião, não fazendo um interrogatório.

  18. fk said

    Por outro lado, eu vi demosntrações explícitas de serrismo dentro da Folha, com direito a comemorações de lançamento de campanha e tudo.

    De qualquer forma, hoje sou um leitor sistemático do Estadão, e posso afirmar, sem medo de errar, que é um jornal francamente contra o Lula, tanto em suas matérias quanto em seus editoriais.

    E achar que um veículo como a Veja pode ser minimamente lulista é muito wishful thinking. É mau jornalismo, mas daí a ser lulista vai um trem.

    Lulista na imprensa mesmo tem a Carta Capital e a Caros Amigos -essa conta?-, quanto ao Valor, não posso dizer pq não li.

  19. Pax said

    Fk,

    Há vários apanhados em clippings disponíveis por aí. Um que sempre coloca as matérias do Valor Econômico é o do Ministério do Planejamento.

    Aqui: http://clippingmp.planejamento.gov.br/

    Nem sempre as notícias do Valor são ruins. Pelo contrário.

  20. Eu assino o Estadão e realmente é o jornal mais independente do Apparatchik lulista dos grandes jornais, talvez o único jornal que é possível ler hoje em dia sem um daqueles sacos de avião ao lado. Mesmo assim, o que os lulistas chamam de ser “contra o Lula” é uma piada, já que os jornais pegam no pé de coisas pequenas e fogem das grandes questões, como o alinhamento criminoso da nossa política externa aos narco-estados da América do Sul. Mas o Estadão tem seus méritos, sim.
    A Veja é um caso a parte, é realmente um espanto como ela ainda está aberta, é de uma coragem admirável, a despeito dos ataques covardes que sofre e de todo bloqueio econômico do governo, das estatais e das empresas controladas por fundos de pensão ou fortemente reguladas pelo governo, que jorram verbas publicitárias em veículos adesistas e inexpressivos, fazendo uso privado e partidário de dinheiro público. A Veja está no centro do espectro político, mas a turma da direita no Brasil se contenta com ela, na falta de alternativas. Mesmo assim, ela às vezes morde, às vezes assopra. A Veja é o resumo do centrismo: é a ilusão de que é possível haver um país com economia de direita e agenda social de esquerda. Não dá. Em algum momento, o país vira pra um dos lados, não dá pra ficar eternamente em cima do muro.

  21. Sempre houve profissionais dos mais diferentes viezes políticos à frente dos grandes jornais. E isso nunca significou alinhamento da opinião do dono do jornal, ou definição editorial.

    Quando Claudio Abramo era secretário de redação do Estado, Julio de Mesquita Filho dizia para todo mundo “Olha como sou democrático, o chefe da minha redação é trotskista”. E durante a ditadura, quando Armando Falcão alertou Roberto Marinho de uma possível infiltração comunista em seus veículos de comunicação, obteve uma resposta que não poderia ser mais paradigmática: “Nos meus comunistas quem manda sou eu”.

    Acho que isso diz tudo.

  22. Paulo Roberto Silva, você está certíssimo. Tem outra frase do Roberto Marinho, menos citada, que é “mais fácil montar uma companhia de ballet sem homossexuais do que uma redação sem comunistas.” Donos de jornal, no Brasil, pensam assim. Ah, deixa pra lá, deixa esses caras, enquanto ganharmos a nossa grana, tudo certo.

  23. Clever Mendes de Oliveira said

    Paulo Roberto Silva (21) (15/12/2009 às 10:01),
    As falas de Julio de Mesquita Filho a respeito de Claudio Abramo “Olha como sou democrático, o chefe da minha redação é trotskista” e de Roberto Marinho para Armando Falcão sobre possível infiltração comunista nos veículos de comunicação do empresário: “Nos meus comunistas quem manda sou eu”. Dizem muito, mas não dizem tudo.
    Primeiro é importante entender a grande empresa de comunicação em um mundo capitalista. Ela visa o lucro. Depois é preciso entender o mundo capitalista. Para ter mais lucro é preciso crescer, para crescer é preciso investir, para investir é preciso se endividar.
    É ainda importante ver a marcha do mundo capitalista. Na época de Adam Smith a carga tributária acima de 10% seria considerada anti-capitalista. Hoje a carga tributária está na faixa de 30 a 40% no mundo civilizado. E a tendência é só aumentar. E o capitalismo só sobrevive por causa dessa carga tributária. É ela que ajuda o Estado a enfrentar a crise. É esta carga que faz o Estado cada vez mais forte.
    E o grande empresário de comunicação, precisando crescer, vai buscar empréstimo no mercado. Ele é, portanto, dependente dos banqueiros. Para o bem da liberdade da mídia é importante haver pelo menos uns quatro grande bancos para que a grande mídia não fique submetida à vontade de um só banqueiro.
    E há também os bancos estatais. Com uma carga tributária de 35% do PIB, o governo com seus bancos fica muito forte. Só assim se explica porque uma imprensa livre nem sempre nos parece ser assim tão livre. Só assim se explica porque parece existir um Lulapress, que já foi Sarneypress, depois Collorpress, depois FHCpress.
    Como você explica a Veja ter mostrado os contratos do PT com o Banco como furo de reportagem (Quem passou esses contratos para a Veja?) e depois a CPI dizer que os contratos eram uma fraude (A Veja não deveria reclamar do Relator da CPI?)?
    Como se explica em pleno ano eleitoral, após o Lula pedir cautela da mídia em fazer acusações contra figuras públicas, pois a economia brasileira ainda era frágil, a Veja desmentir o presidente e divulgar um grande panfleto de feitos da economia sob o governo do PT mostrando que a economia estava robusta?
    E a história do caseiro Francenildo que acabou defenestrando o Antônio Palocci não pareceu um tanto estranha? Afinal muito provavelmente o mote de Geraldo Alckmin para a campanha que se aproximava seria algo como “Se um médico é capaz de fazer o que Antônio Palocci fez no Ministério da Fazenda, imagine o que um médico é capaz de fazer na Presidência da República”. A destruição de Antônio Palocci que foi feita com a ajuda da imprensa via intermediários não foi a grande destruição do Geraldo Alckmin.
    É claro que há ai muita teoria conspiratória, mas há também um caixa muito forte para realizar a teoria na prática.
    Clever Mendes de Oliveira
    BH, 15/12/2009

  24. fk said

    A redação da Folha não é mais povoada de comunistas, mas sim de uma pirralhada pra lá de inexperiente, que não tem capacidade intelectual nem pra ter filiação ideológica.

  25. Clever Mendes de Oliveira said

    Paulo Roberto Silva (21) (15/12/2009 às 10:01),
    Analisando ainda a grande empresa de comunicação como uma empresa capitalista dentro de um mundo capitalista em que a força do Estado é sempre crescente, qual é o interesse do empresariado do setor: que exista o segundo turno ou que não exista?
    Salvo na crise de 1998, em que a reeleição imediata de FHC para que ele pudesse tomar rapidamente as medidas necessárias para enfrentar a crise era um desiderato do grande empresariado nacional e as empresas de comunicação não poderiam fugir muito desse figurino, não tenho dúvida que a grande empresa de comunicação sempre lutará pelo segundo turno. Assim, no primeiro turno ela pode ter o interesse de apoiar um candidato e no segundo turno apoiar outro candidato sempre no interesse de tornar a disputa a mais renhida possível. É claro que o dono da empresa de comunicação tem o candidato que melhor atende o interesse dele, mas desde que não ponha a nocaute o candidato dele ele vai procurar atuar do melhor modo que atenda os interesses empresariais que ele representa (Há casos em que ele age como um escorpião atacando o candidato dele).
    Clever Mendes de Oliveira
    BH, 15/12/2009

  26. Clever Mendes de Oliveira said

    Pax,
    Não penso que seja muito relevante a discussão sobre os vices. É claro que depois que o PT pisou na bola e retirou o vice Bisol na campanha de 1994, as pessoas ficam interessadas em levantar toda a vida pregressa dos candidatos a vice. Penso, entretanto, que isso não é importante. Aliás, a queda de intenção de votos do PT na campanha de 1994 não foi devido a Bisol.
    Depois que se alterou o mandato do presidente da República tornando permanente a coincidência da eleição de governador com a eleição de presidente (Uma coincidência malsã pelo efeito de fortalecer o poder político de São Paulo) a disputa eleitoral praticamente ficou previsível. Se São Paulo não se dividir, um candidato de São Paulo à presidente da República, se não ganhar no primeiro turno, disputará o segundo turno contra qualquer outro candidato. Se não houver um candidato a presidente da República de Minas Gerais então o vice de Minas Gerais é importante. Só nesse caso, o que só ocorrerá em 2010 se a Dilma Rousseff não for a candidata do PT.
    Enfim, candidato a vice não é importante. Aliás como mostra a direção que a discussão nesse post tomou.
    Clever Mendes de Oliveira
    BH, 15/12/2009

  27. Clever, muito boa sua colocação. Pena que não consegui ler nada. Você consegue dizer tudo isso em 140 caracteres?

  28. Anrafel said

    Pax tocou num ponto importantíssimo, que levantaria uma poeira danada, pois que é um tabu daqueles: o absurdo que são as verbas publicitárias do governo. O que é para informar o que está sendo feito e o que simplesmente é para ‘amaciar’.

    Quem são os competidores dos Correios e do BNDES? A Petrobrás precisa mesmo de fazer toda essa propaganda, há alguma coisa em risco que ela possa evitar?

    Uma discussão dessas só em blogs independentes e caso acontecesse e tomasse proporções, sabe-se lá o que fariam os órgãos de imprensa e o Conar.

  29. Pax said

    Pois é, Anrafel. E aí, nessas verbas publicitárias de todos os governos, Federal, Estaduais e Municipais (esses um pouco menos), todos os veículos acabam se submetendo de forma um tanto questionável.

    Do lado de quem anuncia e do lado de quem veicula.

    Não, claro que a Petrobrás não precisava fazer essa propaganda toda. Claro que os Correios não tem concorrência, assim como o BNDES.

    Uma ou outra coisa é importante que governos façam uso de verbas, mas estamos falando de campanhas de vacinação, de campanhas de educação etc.

    Que, aliás, recebem uma verba muito menor que a devida.

  30. Clever Mendes de Oliveira said

    Anrafel (28) (15/12/2009 às 17:03),
    Bom você ter chamado a atenção para a observação do comentário (13) de Pax de 15/12/2009 às 8:25 em que ele lembra que a gente não fala do absurdo das verbas publicitárias. Penso que se deva acrescentar ao que eu comentei acima sobre a força de um governo, ancorado em uma elevada carga tributária, sobre as empresas de telecomunicações exatamente a força das verbas publicitárias do governo e das empresas do governo. Na época de Itamar houve uma revista de circulação nacional que ganhou contrato com o Banco do Brasil que eu penso que nunca foi devidamente esclarecido. É força que atua sobre tudo e sobre todos, não ficando restrita às empresas de comunicação.
    Sobre essa questão de propaganda e interesses políticos não muito bem identificados, eu recentemente falei aqui no blog do Pax sobre a propaganda da grande empresa de mineração no Brasil que fez um grande contrato com um grande marqueteiro político baiano. É de se imaginar que quem votou pela exoneração da Lei Kandir para as exportações de produtos primários lá atrás nos idos de 1996 tem carta branca junto a esse publicitário.
    Clever Mendes de Oliveira
    BH, 15/12/2009

  31. Clever Mendes de Oliveira said

    Paulo Roberto Silva (27) (15/12/2009 às 12:32),
    Sem veleidades de comparação, lembro de uma história que contam que se passou com o jornalista Carlos Lacerda. Precisando fechar uma página sem matéria, o editor pediu a Carlos Lacerda para preencher a lacuna. Carlos Lacerda fez isso em menos de uma hora. Ao levar a matéria já pronta ao editor, foi surpreendido com a informação que por ter surgido notícia interessante para ser publicada o artigo de Carlos Lacerda deveria ser reduzido à metade. Ao que o Carlos Lacerda replicou que para isso ele precisaria de um dia de trabalho.
    Não sou jornalista. Sou prolixo e difuso. Contento em saber que você sem ler tenha considerado muito boa a minha colocação. Devo ter em algum momento lhe inspirado a convicção de que tenho bons argumentos. Mesmo que conseguisse reduzir o texto não o faria, pois poderia perder a sua admiração já duramente conseguida
    Clever Mendes de Oliveira
    BH, 15/12/2009

  32. Eu sou publicitário e, num programa de TV que o Pax sabe qual é, defendi no ar que nenhum governo (ou estatal monopolista) deveria ter verba publicitária. Vocês não fazem idéia da patrulha que recebi no meu meio, mas dane-se, é o que eu penso. Publicidade é para empresas que competem.
    O maior esquema de corrupção do Brasil que se tem notícia teve como pivô uma agência de publicidade e um carequinha dublê de publicitário.
    Quanto ao “empresariado” ter um candidato único, é uma piada. Um dos bilionários do Brasil vai ser vice da Marina Silva, uma candidatura mais à esquerda do que o PT, com apoio do PSOL. Quase todas as grandes empresas do país dão dinheiro pro PT, no caixa 1, com nota, nas campanhas, e muitas financiaram até o filme do Lula. Paulo Skaf, presidente da Fiesp, pode se candidatar pelo Partido SOCIALISTA Brasileiro, da base do governo, o mesmo do Ciro Gomes. O “empresariado” brasileiro não age em bloco, isso é balela. E uma sorte.

  33. Anrafel said

    Ainda sobre publicidade, mas saindo do tema enveredado pelo post: que estupidez completa é aquela propaganda de guerreiros e brahmeiros? Alguém ainda vai continuar a tomar a dita cuja?

    Juca Kfouri postou um texto ótimo do publicitário e cineasta Ugo Giorgetti.

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