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    Uma coletânea das notícias da corrupção, desvios, anomalias, eleições e meio ambiente que aparecem na mídia todos os dias a partir de agosto de 2008.
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Confecom e sua mais importante proposta

Posted by Pax em 17/12/2009

A Conferência Nacional de Comunicação, boicotada pelas grandes empresas de comunicação, aprovou proposta que proíbe políticos e parentes de possuir emissoras de rádio e televisão.

Como sugestão para o tema sugiro primeiro o vídeo de Pedro Ekman – Levante sua voz que fala do tema da propriedade das grandes empresas de comunicação no Brasil. (cheguei ao vídeo através do blog de Eduardo Guimarães).

Aqui a notícia da proposta da Confecom que, infelizmente, só tem poder de propor mudanças. Como disse ACM Neto, cuja família é proprietária de 6 emissoras de TV, a medida “é inócua”. Pois é…

Confecom quer vetar emissora para políticos

Fonte: FOLHA DE S. PAULO via Clipping da ANPR

Proposta é aprovada por consenso em conferência, que, no entanto, não tem poder de impor mudanças, só de recomendá-las

Medida é “inócua”, diz ACM Junior, cuja família tem seis emissoras de TV; também foi aprovada a criação de um conselho de jornalistas

ELVIRA LOBATO
ENVIADA ESPECIAL A BRASÍLIA

A primeira Conferência Nacional de Comunicação aprovou ontem, por consenso, proposta que proíbe políticos (governadores, senadores e deputados) e seus familiares em até segundo grau de possuir emissoras de rádio e de televisão.

Para entrarem no ar, rádio e TV precisam de concessão pública, ao contrário de jornais e revistas, por exemplo.

Calcula-se que haja no Brasil pelo menos 271 políticos na condição de sócios ou diretores de 348 emissoras de rádio e de TV. Segundo dados do Instituto de Estudos e Pesquisas em Comunicação, são 147 prefeitos, 48 deputados federais, 20 senadores, 55 deputados estaduais. Há ao menos um governador: Roseana Sarney (PMDB-MA), acionista do grupo Mirante.

O número tende a estar subestimado -é conhecida a ação de laranjas para esconder a atuação de políticos no setor.

A Confecom não tem poder de impor mudanças, apenas de recomendá-las. A legislação atual não proíbe políticos de terem concessões, mas eles não podem ter cargos diretivos nas emissoras enquanto estiverem em exercício de mandato.

Continua …

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82 Respostas to “Confecom e sua mais importante proposta”

  1. vilarnovo said

    Infelizmente?? Não, amigo Pax, felizmente mais essa tentativa de grupelhos autoritários de controlar a mídia não vai dar certo.

    Santa ingenuidade… políticos e parentes não podem ter tv e rádio. Existe o laranja para isso…

    Quer ver esses grupelhos de ONGs e “Movimentos Sociais” que ninguém sabe quem são, financiados com dinheiro do nosso impostos, sem LEGITIMIDADE ALGUMA para representar o povo de qualquer maneira, propor o fim de concessões de rádio e TV por políticos e que jornalistas sejam submetidos apenas pelas leis já vigentes.

    O que querem é criar um órgão federal de censura. Para que algum “deles” comande e censura a imprensa.

    Muito me admiro você estar de acordo com essa gentalha…

    Francamente…

  2. Pax said

    Caro Vilarnovo,

    Quando você discorda de um post e reage com essa fúria típica de blogs de direita, tendo a crer que o post realmente é bom.

  3. Chesterton said

    Quer dizer que donos de meios de comunicação, ou talvez acionistas, seriam inelegíveis? É isso constitucional?
    Pablo, você é de direita, logo é mau “que nem” o pica-pau.

  4. vilarnovo said

    Caro Pax, se discorda de algo coloque. Não fuja do debate com retórica.

  5. Pax said

    Não é que seja mau, é que tem uma posição oposta a minha. Eu defendo o Estado forte e a direita o Estado mínimo, o liberalismo ou neoliberalismo (apesar que hoje, como foram pegos de calças curtas com a crise do ano passado, não gostam de ser rotulados como neoliberais).

    Não disse que defender a social democracia seja bom e defender o liberalismo ou neoliberalismo seja o lado mau.

    Cada um defende o que entende ser melhor. E viva a tal da Democracia e liberdade de opinião.

    A questão da Confecom, a desacreditada Confecom, é um pouco além do que vocês estão falando.

    Há nitidamente uma concentração de poder nos grandes meios de comunicação. Não só no Brasil. Mas há países que inibem essas oligarquias da comunicação. E países bem avançadinhos, como EUA, Inglaterra, Canadá etc.

    E vamos provocar o assunto… quantos no nosso magnífico Senado possuem emissoras de rádio e tv? E na Câmara? Um pouco além, esses que possuem, são lá grandes parlamentares? O que defendem em suas linhas editoriais?

    Mais um pouco num outro tópico da questão: e as verbas publicitárias dos governos? Para bater em Chico e em Francisco ao mesmo tempo e pegando um assunto que já discutimos aqui – a Petrobras precisa mesmo fazer tanta propaganda? E a Sabesp?

    Ou seja, de um lado temos as grandes famílias que mandam e desmandam nos meios de comunicação pelo Brasil, uma concentração em 11 famílias ou número parecido (incluindo aqui a família Sarney, por exemplo, a família ACM etc etc) e de outro o governo podendo exercer uma enorme influência por ser tão grande anunciante de, digamos, “abobrinhas”.

    O assunto é para lá de sério e polêmico. Vale a discussão, no meu entender.

    Por fim: vocês assistiram o vídeo que indiquei acima. Vale como começo de conversa, o que foi sugerido no post.

  6. Pax said

    “grupelhos autoritários”, “gentalha…”

    Pois é, nobre Pablo, realmente retórica dessa natureza é difícil de discutir.

  7. Se comunicação é um negócio, precisa ser tratada como um negócio:

    * estímulo à livre iniciativa
    * impedimentos à cartelização (elevada neste segmento, especialmente em TVs)
    * valorização de ativos (no caso de caomunicação, o principal ativo é a credibilidade, oriunda da independência)

    Querer regular essas coisas significa restringir a liberdade de imprensa?

  8. vilarnovo said

    NIVALDO CORDEIRO: um espectador engajado

    CONFECOM, EXERCÍCIO DE SEGUNDA REALIDADE
    17 de dezembro de 2009

    Ter presenciado os trabalhos da Confecom, tirante o lado absolutamente enfadonho e repetitivo, foi rico para observar um acabado exercício de mergulho na Segunda Realidade, sem qualquer âncora com a realidade factual. A Segunda Realidade foi descoberta por Cervantes e o personagem Dom Quixote narra com requintes literários essa alucinação típica dos tempos modernos. O reino da Segunda Realidade é o reino dos revolucionários, dos jacobinos empenhados em moldar a realidade a seus preconceitos.

    O primeiro sintoma dessa loucura é o formato da Conferência. Os coordenadores e os delegados se comportam como se estivessem em regime de uma assembléia constituinte. Os delegados se revezam ao microfone como se estivessem em uma câmara de deputados, elaborando textos com força de lei. Daí porque são tão ciosos da representatividade dos delegados, a ponto de segregarem os observadores fora do recinto de votação. Ontem uma pessoa tentou entrar no recinto exclusivo dos delegados e, descoberta, foi expulsa com grande escândalo, escoltada por seguranças.

    O exercício da Confecom é um simulacro de sovietização, como se esse formato pudesse sobrepor e substituir o Poder Legislativo. Uma perfeita alucinação, como se vê. O eixo é sempre modificar o marco legal e se apropriar, de alguma forma, de uma fração dos impostos. E também usar o poder de polícia estatal contra o empresariado, tido e havido como inimigo da chamada “sociedade civil organizada”, ou seja, eles mesmos, os militantes esquerdistas. Não escondem sua fé na estatização e no uso do poder de Estado contra os empresários. Não escondem que, se puderem, elevam a carga tributária até o limite do sufoco econômico da iniciativa privada.

    O democratismo é outra dimensão do conclave sovietizado. A exaltação da diferenciação por sexos (gêneros), por raças e por região não esconde a deliberada vontade de dividir a sociedade em segmentos antagonizados artificialmente. Uma loucura perigosa.

    Nas manifestações em que os delegados da Febratel e da Abra tomaram posição pró-mercado ficou claro que estes são peixes fora d’água, estreantes em assembléias leninistas. Mal sabem que esse tipo de assembléia historicamente tem sido chamado para o exercício de campeonato de radicalismos contra a economia de mercado e contra a sociedade aberta. Para os que estão existencialmente mergulhados na Segunda Realidade o socialismo é a meta a ser alcançada e a economia de mercado uma estrutura a ser destruída.

    A Confecom é uma assembléia de homens-massa. Uma perfeita alucinação coletiva, uma coleção de ações estúpidas. Ela só não mergulha em entropia inconclusiva porque, por detrás da aparente autonomia dos delegados, operam os agentes do partido. Estes impõem suas decisões e sua disciplina, sendo um exemplo cabal a decisão de manter a proporcionalidade das propostas, como queria o segmento empresarial. Portanto, na loucura da Segunda Realidade percebe-se método, a racionalidade do mal operando. A máscara democrática cai à simples observação. Na verdade, todo o circo não passa de uma dinâmica de grupo controlada pela qual o partido exerce seu poder despótico.

    O segmento empresarial está aqui simplesmente porque o partido entendeu ser tático dividir os empresários, aproveitando-se do ódio que todos comungam para com a Rede Globo. Eu me pergunto se os supostos ganhos que possam advir da reconstrução do marco legal compensa, para os empresários, a destruição das defesas do livre mercado e da sociedade aberta. Essa gente dos movimentos sociais não tem nenhuma contemplação para com seus inimigos de classe. Tático ou não, o que querem afinal é radicalmente contrário aos interesses mais estratégicos da Febratel e da Abra. No recinto percebe-se a tensão permanente existente entre os militantes esquerdistas e os delegados das empresas privadas. Os delegados do segmento empresarial ficaram apropriadamente confinados à ala direita de quem entra no auditório.

    Nada de bom pode emergir da Segunda Realidade que não o delírio deletério da loucura. Pactuar com loucos é suicídio. (Enquanto escrevo este artigo a platéia entoa, a plenos pulmões; “Não não não à privatização”. Será talvez o grande recado dos agentes sovietes aos novos sócios da Telebrasil e da Abra).

  9. vilarnovo said

    Pax – Acho que você nunca foi a uma assembléia, congresso, ou qualquer evento que junte meia dúzia de ONGs e “movimentos sociais”.

    Chamar essas pessoa de gentalha e grupos autoritários é pouco.

    Paulo Roberto Silva – É por aí mesmo, mas isso essas pessoas nunca irão entender, na verdade veem a mídia e os meios de comunicação apenas como uma ferramenta de ideologiação. Uma forma de lavagem cerebral.
    Não propõem a democratização real que só virá quando não houver controle centralizado da mídia (apenas as leis que já existem em nosso códigos penais e civis). Querem censurar tudo que não lhes agradem.

  10. iconoclasta said

    tá animado isso aqui hj…o Pax expóe oq significa isso, por favor: “Eu defendo o Estado forte…”

    assim, exatamente, o forte é um estado:

    a) seguro (fisica e juridicamente para o cidadão)
    b) paternalista
    c) empreendedor
    d) perdulário
    e) todas
    f) nenhuma
    g) algumas

    serio, pq o q se entende por forte p/ um pode ter outro significado para outro…

    ;^/

  11. Clever Mendes de Oliveira said

    Iconoclasta (10) (17/12/2009 às 12:32),
    Boa sua demanda mais diretamente vinculada ao comentário (5) de Pax em (17/12/2009 às 10:45), mas que eu aproveito para me fazer entender em outras oportunidades em que eu também venha a defender o Estado forte e não o Estado fraco ou mínimo. Até mesmo porque como bem você salientou o meu Estado forte pode ser diferente do Estado forte de Pax. O meu Estado forte eu o meço pela carga tributária. Defendo um Estado em que a carga tributária seja constantemente elevada, para que assim o Estado possa ser cada vez mais capaz de alimentar o sistema que sem o Estado acaba desaparecendo.
    Clever Mendes de Oliveira
    BH, 17/12/2009

  12. Elias said

    A comunicação deve ser tratada como negócio, que é.

    O Estado deve usar o rádio e a tevê como instrumentos de educação e difusão cultural, independentemente das pressões mercadológicas (dificilmente uma estação de tevê comercial colocaria, em horário nobre, a apresentação de uma orquestra sinfônica, p.ex.). Para isto, deve o Estado implantar e manter emissoras com essa finalidade.

    O resto — ou seja, a esmagadora maioria — é negócio.

    Pra início de conversa, não tem por que esse negócio ser subsidiado com imunidade tributária, mesmo quando é altamente lucrativo.

    Além disso, Suas Execelências, as senhoras e os senhores vereadores, deputados e senadores, mulheres e homens ilustres, como parte interessada, não podem — ou, pelo menos, não deveriam — ter poder de decisão, direta ou indireta, na partilha do bolo. Até porque quem parte e reparte sempre fica com a melhor parte.

    O negócio é que esse negócio é muito bom para Suas Execelências, as senhoras e os senhores vereadores, deputados e senadores, mulheres e homens ilustres, porque:

    a – não paga imposto, independentemente de quanto fature ou lucre;

    b – dá uma mãozona maneira na popularidade de Suas Execelências, as senhoras e os senhores vereadores, deputados e senadores, mulheres e homens ilustres, facilitando sua perpetuação no pudê.

    Tem coisa melhor?

    Tem. Um mês inteiro com a Srta. Zeta Jones num 5 estrelas das ilhas gregas, p.ex., com as despesas pagas por ela.

    Mas, aí, o papo já é outro, né?

  13. José Antonio Lahud Neto said

    Pax,
    não existe livre mercado(capitalismo) sem Estado forte,ou o Estado Americano é fraco?; o Inglês?
    É bom não esquecer que todos os grandes grupos da mídia brasileira se fortaleceram na ditadura militar; agora democratizar estatizando só na cabeça de certa esquerda que não pensa, rumina.

    Ah, gostaria de saber(sou burro!) o por quê de, em épocas de crise do sistema capitalista, correm todos-banqueiros, empresários- a pedir intervenção(grana!) do Estado para salvar seus negócios?
    Onde estão os Chicagos-Boys, profetas do neo-liberalismo.

  14. Pax said

    Estado forte para mim (já que perguntaram) deve prover para a sociedade, indiscriminadamente:

    1 – Educação básica: considero aqui até o vestibular. De excelente qualidade, a melhor. Até aceito escolas privadas, mas se a pública for pior, que o diretor da pública seja pendurado pelo saco. Com tudo, além das cadeiras tradicionais, esportes, cultura, internet, cursos profissionalizantes etc. Tudo por conta do Estado. E também universidades públicas. Não necessariamente todas as universidades, mas uma parte pública sim, e com o mesmo rigos para a qualidade.

    2 – Saúde pública: desde a básica até a geriátrica, de excelente qualidade. Aqui já entrei em diversas discussões e não tenho mais dúvida. Só excluiria a medicina desnecessária, cirurgia plástica para tirar pneu ou reduzir nariz de vaidoso e coisas dessa natureza ou comparáveis. O resto? Na mão do Estado.

    3 – Segurança Pública. De forma ampla, geral e irrestrita. Todo cidadão tem direito de não ter medo de viver e andar nas ruas de seu país. Tão simples quanto isso. Nada de milícias por aí nem segurança privada. Dá no que estamos vivenciando.

    4 – Forças Armadas – em tese para preservação da soberania e território nacional. Já acho que Forças Armadas para “respeitar a Constituição” dá muita besteirada por aí. 1964 que o diga.

    Se quisermos discutir um ou outro detalha, de incentivos governamentais, a discussão se alonga e perde foco. Fico com esses 4 pontos básicos.

    E acho, sinceramente, que com uma carga tributária de uns 30% do PIB dá e sobra pra fazer tudo isso com folga.

  15. fk said

    Bom, a discussão aqui é dupla: meios de comunicação e tamanho de estado.
    Vou começar pelo estado.

    Concordo com os pontos do Pax. Só acrescento que o Estadod eve ter o tamanho ideal para ser provedor de serviços públicos, mas não grande o suficiente para matar a iniciativa privada. O Estado brasileiro, infelizmente, pela sua ferocidade tributária, acaba sufocando a iniciativa privada, o pequeno negócio. E é esse pequeno negócio a chave para o tão alardeado e nunca atingido espetáculo do crescimento. Não sei dizer qual seria o patamar ideal de tributação.

    Quanto aos meios de comunicação.

    Qualquer pessoa com mais de dois neurônios percebe que há algo muito errado quando um país é servido por meia dúzia de redes de TV, 3 grandes jornais e algumas poucas grandes revistas, concentradas todas nas mãos de 6 dúzia de famílias. A propriedade cruzada de meios de comunicação é um tabu no Brasil, assim como a propriedade de meios de comunicação nas mãos de oligarquias políticas.
    Acho até que a posse de meios de comunicação por oligarquias políticas é mais prejudicial do que a propriedade cruzada, pelo menos em nosso país.
    Por outro lado, acho sim que devem haver meios de comunicação públicos, que ofereçam programação que saia da mera linha comercial. O Canal Brasil NÃO é um exemplo desse tipo de rede, enquanto a TV Cultura é um exemplo não muito melhor. O paradigma, claro, é a BBC.

    Por fim, quem primeiro contou essa mentira de que rede de TV não paga imposto? Isso é mentira, não há nenhuma lei falando isso, mas essa besteira é repetida a torto e a direito. As imunidades tributárias constitucionais não incluem TVs.

  16. Anrafel said

    Apesar das desvairadas (e freqüentes) acusações de sovietização, assembléias leninistas, o que foi aprovado pela Confecom visa apenas a desconcentração da propriedade dos meios de comunicação, o fim (ou redução) da promiscuidade poder político formal/poder da mídia e a expansão do exercício do direito de informar e ser informado.

    Isso permitiria a consolidação das regras capitalistas aplicadas ao negócio da imprensa, e só quem está contra isso aqui são os amigos que se dizem de direita (principalmente aqueles com delírios persecutórios). Portanto, choque de capitalismo nessa turma.

    Essa imoral oligarquização dos meios de comunicação permite, por exemplo, que o Correio da Bahia, jornal da família ACM, com pelo menos uma tiragem 7 vezes menor que a da A Tarde, tivesse mais anúncios do governo estadual (na época do velho crápula) do que este último. Fazia parte de uma tentativa de estrangulamento. A família ACM, que transmite também a Rede Globo na Bahia, desejava forçar a venda do velho jornal. Não conseguiu. Mudou o governo do estado e as coisas voltaram mais ou menos ao normal.

    A posse de meios de comunicação caminhava junto com a pressão sobre o Judiciário no sentido de manter e ampliar a presença no Executivo e no Legislativo. Deu certo durante muito tempo. Veio o voto eletrônico e começou a mudar as coisas. A internet, Deus queira, reforçará essa tendência de mudança.

  17. Pax said

    Boa, Anrafel!

  18. Clever Mendes de Oliveira said

    FK (15) (17/12/2009 às 16:41),
    Em relação às comunicações não tenho dúvida que a saída mais democrática é a pulverização das comunicações. Agora, pulverizada, não existia a rede Globo, não existindo a rede Globo não existiriam as novelas da Globo e não existindo as novelas da Globo se destruiria parte da cultura brasileira. E é claro que além das novelas da Globo há também outras produções de outros meios de comunicação que só puderam ser efetivados em virtude do grande tamanho de outras empresas da mídia. (Um exemplo foi um especial da Folha de S. Paulo que saiu no suplemento Mais de 02/10 de 1994 com o título de “Eu perdi! – A comemoração da derrota um dia antes da eleição de quatro candidatos à presidência da República – por Da Redação, FHC por Mauro Rasi, Brizola por Gianfrancesco Guarnieri, Lula por Marcos Caruso e Jandira Martini, Enéas por Plínio Marcos”. A cultura brasileira cresceu aquele dia)
    Clever Mendes de Oliveira
    BH, 17/12/2009

  19. Clever Mendes de Oliveira said

    FK (15) (17/12/2009 às 16:41),
    Quanto ao tamanho do Estado eu procuro ver as evidências. No início do Séc. XX a carga tributária dos países desenvolvidos era menor do que 10% (Era tão pequena que os países nem se chamavam desenvolvidos). No início do Séc. XXI a carga tributária nos países desenvolvidos já alcança mais de 35% do PIB. E lembrar que na URSS não havia carga tributária e a URSS de tão fraca acabou.
    Pax quer diminuir essa carga. Talvez ele se deixou convencer pela frase de Paul Valéry:
    “Si l’Etat est fort, il nous écrase, s’il est faible nous perissons”
    E talvez ele tenha razão em temer o crescimento da força do Estado e assim prefira que a carga tributária pare de crescer.
    Contra a vontade de Pax ficarão os capitalistas que sabem o quanto é importante um estado forte representado por uma alta carga tributária é necessário para dar mais solidez a atividade que eles, os capitalistas, desenvolvem.
    E talvez se for inexorável o crescimento da força do Estado via aumento da carga tributária, o melhor seja torcer para que existam grandes redes de comunicação constituindo um poder à parte que possa se opor ao poder cada vez maior do Estado.
    Clever Mendes de Oliveira
    BH, 17/12/2009

  20. fk said

    A URSS não tinha carga tributária porque não havia campo privado para ser tributado. Tudo era Estado, e o Estado era tudo. Era, portanto, o mais rico de todos os Estados mundiais.
    Afundou porqeu essa estatização geral matou um dos principais fatores de avanço de uma nação: o poder de inovação da iniciativa privada.
    Vamos pegar o exemplo das empresas de fundo de garagem que movimentam os avanços no campo da computação, notadamente nos EUA.
    Tal processo é quase impossível no Brasil, pois além da enxurrada de impostos que o pequeno proprietário tem que pagar, há entraves burocráticos. Para tirar um CNPJ, pode ficar na fila uns 9 meses. Aqui o estado claramente sufoca a iniciativa privada.
    Quanto à carga tributária, vale aquela análise de um teórico americano, cujo nome não me lembro agora e não estou com saco pra procurar, segundo a qual a carga, em certo ponto, atinge tal tamanho que começa a sufocar a iniciativa privada, levando a uma queda da arrecadação, pois haverá cada vez menos entes privados pagando impostos. Se não me falha a memória, é a curva de Philipps…

  21. Pax said

    Clever,

    Uma coisa é discutir, outra é você desvirtuar o que eu digo.

    Alto lá.

  22. Fk, esta teoria sobre a Carga tributária chama-se Curva de Laffer.

    Fk e Anrafel, por isso que digo que a mídia precisa ser tratada como um negócio. No mundo dos negócios, existe o Cade, que interfere no direito de propriedade privada para proteger o livre mercado. Por que não o Cade avaliar a concentração da receita publicitária na mão de um único grupo de TV? É assim que funciona no chamado “Mundo Livre”.

  23. Clever Mendes de Oliveira said

    Pax (21) (17/12/2009 às 18:25),
    Em (14) (17/12/2009 às 14:42) você disse:
    “E acho, sinceramente, que com uma carga tributária de uns 30% do PIB dá e sobra pra fazer tudo isso com folga.”
    A carga tributária brasileira está em torno de 36% do PIB, portanto, 20% acima da carga tributária que você acha suficiente. E assim eu digo em (19) (17/12/2009 às 18:11):
    “Pax quer diminuir essa carga”
    E você diz em (21) (17/12/2009 às 18:25):
    “Uma coisa é discutir, outra é você desvirtuar o que eu digo”
    Só me resta perguntar, onde foi que eu desvirtuei o que você disse?
    Clever Mendes de Oliveira
    BH, 17/12/2009

  24. Para quem acha que a Confecom é um aparato anti iniciativa privada, segue o que o Pedro Dória acabou de tuitar: “A #Confecom acaba de aprovar moção de repúdio ao Sarney por censura imposta a jornalistas e blogueiros amapaenses e ao Estadão”

  25. Clever Mendes de Oliveira said

    FK (20) (17/12/2009 às 18:23)
    No artigo clássico “Tax Policy – a Survey” do economista John Kay e saído no Economic Journal, vol. 100 (Março de 1990) o economista lembra que a “Curva de Laffer” é tão verossímil que teria sido desenvolvida em um guardanapo de restaurante.
    A idéia de que a carga tributária atingindo determinado ponto se volta contra os capitalistas que são os mais interessados para que ela seja alta pois assim se pode criar um estado forte que é necessário para a sobrevivência do sistema não surge só agora quando a carga atinge patamar superior a 36% chegando em alguns países mais desenvolvidos a mais de 45%. Veja por exemplo essa passagem que Vito Tanzi expõe no artigo dele “Impostos Menores no Futuro – A Função Econômica do Estado no Século XXI”, pág. 5 (O texto pode ser encontrado no site da Esaf). Diz lá Vito Tanzi:
    “Em 1888, ao discutir o nível ótimo da tributação, o economista francês Paul Leroy-Beaulieu concluiu que uma receita tributária equivalente a 5% a 6% do PIB poderia ser considerada “razoável”; 8% a 10% do PIB seria “normal”, mas uma cifra acima de 12% do PIB seria “exorbitante” e prejudicaria as perspectivas de crescimento dos países”.
    Clever Mendes de Oliveira
    BH, 17/12/2009

  26. Chesterton said

    Não é que seja mau, é que tem uma posição oposta a minha. Eu defendo o Estado forte e a direita o Estado mínimo, o liberalismo ou neoliberalismo (apesar que hoje, como foram pegos de calças curtas com a crise do ano passado, não gostam de ser rotulados como neoliberais).

    chest- estatolatria

    Não disse que defender a social democracia seja bom e defender o liberalismo ou neoliberalismo seja o lado mau.

    chest- estatolatria é o mal.

    Cada um defende o que entende ser melhor. E viva a tal da Democracia e liberdade de opinião.

    A questão da Confecom, a desacreditada Confecom, é um pouco além do que vocês estão falando.

    Há nitidamente uma concentração de poder nos grandes meios de comunicação. Não só no Brasil. Mas há países que inibem essas oligarquias da comunicação. E países bem avançadinhos, como EUA, Inglaterra, Canadá etc.

    chest- isso existe em Cuba, véio Pax. No Iran.

    E vamos provocar o assunto… quantos no nosso magnífico Senado possuem emissoras de rádio e tv? E na Câmara? Um pouco além, esses que possuem, são lá grandes parlamentares? O que defendem em suas linhas editoriais?

    chest- como se a esquerda não dominasse as redações…..

    Mais um pouco num outro tópico da questão: e as verbas publicitárias dos governos? Para bater em Chico e em Francisco ao mesmo tempo e pegando um assunto que já discutimos aqui – a Petrobras precisa mesmo fazer tanta propaganda? E a Sabesp?

    chest- isso realmente é roubo, mas faz parte da estatolatria. Porque o estado precisa de propaganda?

    Ou seja, de um lado temos as grandes famílias que mandam e desmandam nos meios de comunicação pelo Brasil, uma concentração em 11 famílias ou número parecido (incluindo aqui a família Sarney, por exemplo, a família ACM etc etc) e de outro o governo podendo exercer uma enorme influência por ser tão grande anunciante de, digamos, “abobrinhas”.

    chest- pretende desapropriar as familias?

    O assunto é para lá de sério e polêmico. Vale a discussão, no meu entender.

  27. Anrafel said

    Paulo Roberto Silva,

    Um Cade com essas atribuições (e apenas esaas atribuições) seria alvo de editoriais, entrevistas e artigos chamando-o de stalinista, defensor do aparelhamento, manipulador, essas coisas. Já antevejo o sarcasmo clean de Jabor no Jornal da Globo.

  28. Chesterton said

    Pra início de conversa, não tem por que esse negócio ser subsidiado com imunidade tributária, mesmo quando é altamente lucrativo.

    chest- epa, subsidio é uma coisa, imunidade tributárisa é outra. Subsídio é grana que entra, imunidade tributária é grana que não sai.

  29. Clever Mendes de Oliveira said

    Paulo Roberto Silva (22) (17/12/2009 às 18:27),
    Também concordo que a atividade empresarial de comunicação deveria ser tratada como um negócio. Só que a situação é realmente problemática. Você pode fechar uma grande empresa em outra atividade qualquer se ela prática algum ilícito mais repulsivo pela sociedade. Se você for fazer isso com uma grande empresa de comunicação você será acusado de ir contra a liberdade de imprensa.
    O caminho é como eu mencionei há mais tempo no blog do Pedro Doria em comentário para o Rabbit é abrir mais caminho para a pulverização da empresa de comunicação, mas não pela destruição da grande, mas pelo surgimento de milhares de pequenos empreendimentos de comunicação. Na imagem que eu lembrei então no meu comentário, o bom seria o surgimento de milhares de I. F. Stone de direita e de Esquerda. I. F. Stone foi um jornalista americano que na década de 60 manteve um jornal e fazia reportagens investigativas principalmente sobre o envolvimento dos Estados Unidos na guerra do Vietnam. Aquilo que foi uma verdadeira proeza na época se torna uma realidade cada vez mais possível com a internet e os blogs.
    Clever Mendes de Oliveira
    BH, 17/12/2009

  30. Chesterton said

    não existe livre mercado(capitalismo) sem Estado forte,ou o Estado Americano é fraco?; o Inglês?

    chest- O Ingles está auemntando, ficando grande e fraco, já o americano, por enquanto é forte e moderado. É só comparar carga tributária para ver o tamanho do estado, e potencia militar para ver se é fraco ou forte.

  31. Chesterton said

    Uma coisa é discutir, outra é você desvirtuar o que eu digo.

    chest (rs) Pax, você se desdiz de um parágrafo para o outro.

  32. Clever Mendes de Oliveira said

    Paulo Roberto Silva (22) (17/12/2009 às 18:27),
    Ali no meu comentário (29) de 17/12/2009 às 19:39 onde eu disse mais repulsivo pela sociedade deve-se ler
    “mais reprovado pela sociedade”
    ou
    “mais repulsivo para a sociedade”
    A emenda pode até ser pior que o soneto, mas do jeito que ficou eu não achei bom, valendo assim a correção.
    Clever Mendes de Oliveira
    BH, 17/12/2009

  33. Chesterton said

    16, Anrafael, o problema não é em absoluto qiem é proprietário do jornal, mas quem decide o que é feito com a grana dos impostos, isso é, o governo. Basta proibir estado e estatais de fazer publicidade. Publicidade é para capitalistas, não para estados. Para a livre concorrencia, não para o estado monopolista.

    17, Pax, será que nem isso você percebe?

  34. Clever Mendes de Oliveira said

    Chesterton (30) (17/12/2009 às 19:41),
    Medido pela carga tributária absoluta, os Estados Unidos é no mínimo cinco vezes mais forte do que a Inglaterra.
    Clever Mendes de Oliveira
    BH, 17/12/2009

  35. Clever Mendes de Oliveira said

    FK (15) (17/12/2009 às 16:41),
    Consertando a frase a seguir transcrita com a alteração necessária para que ela faça sentido colocada entre colchetes:
    “Contra a vontade de Pax ficarão os capitalistas que sabem o quanto é importante um estado forte representado por uma alta carga tributária [e o quanto o estado forte] é necessário para dar mais solidez a atividade que eles, os capitalistas, desenvolvem”.
    Clever Mendes de Oliveira
    BH, 17/12/2009

  36. Chesterton said

    34, e a relativa?

  37. Chesterton said

    Consertando a frase a seguir transcrita com a alteração necessária para que ela faça sentido colocada entre colchetes:
    “Contra a vontade de Pax ficarão os capitalistas que sabem o quanto é importante um estado forte representado por uma alta carga tributária [e o quanto o estado forte] é necessário para dar mais solidez a atividade que eles, os capitalistas, desenvolvem”.
    Clever Mendes de Oliveira
    BH, 17/12/2009

    chest- bullshit

  38. Pax said

    Chesterton,

    Meus pontos estão bem definidos no comentário #14, sobre o que entendo de um estado forte.

    Quem sabe você não discute as ideias lá contidas?

  39. Chesterton said

    Estado forte para mim (já que perguntaram) deve prover para a sociedade, indiscriminadamente:

    1 – Educação básica: considero aqui até o vestibular. De excelente qualidade, a melhor. Até aceito escolas privadas, mas se a pública for pior, que o diretor da pública seja pendurado pelo saco.

    chest- stalinismo

    Com tudo, (contudo?) além das cadeiras tradicionais, esportes, cultura, internet, cursos profissionalizantes etc. Tudo por conta do Estado.

    chest- ai meus impostos, a carga tributária vai a 75% logo, logo

    E também universidades públicas. Não necessariamente todas as universidades, mas uma parte pública sim, e com o mesmo rigor para a qualidade.

    chest- com meritocracia ou cotas?

    2 – Saúde pública: desde a básica até a geriátrica, de excelente qualidade. Aqui já entrei em diversas discussões e não tenho mais dúvida. Só excluiria a medicina desnecessária,

    chest- quem julga o que é necessário ou não? Você? Um medico privado? Um medico funcionario publico? Ou o paciente?

    cirurgia plástica para tirar pneu ou reduzir nariz de vaidoso e coisas dessa natureza ou comparáveis. O resto? Na mão do Estado.

    chest- obrigatório? Opcional? Vai criminalizar z medicina particular como no Canadá?

    3 – Segurança Pública. De forma ampla, geral e irrestrita. Todo cidadão tem direito de não ter medo de viver e andar nas ruas de seu país.

    chest- esse não é um direito, mas algo desejavel. Ta na hora de você crescer e aprender a diferença. Vamos ter um guarda em cada esquina? Um guarda-costas para cada cidadão? Ai meus impsotos.

    Tão simples quanto isso. Nada de milícias por aí nem segurança privada. Dá no que estamos vivenciando.

    chest- simples, né? Facinho facinho, como dizem aí.

    4 – Forças Armadas – em tese para preservação da soberania e território nacional. Já acho que Forças Armadas para “respeitar a Constituição” dá muita besteirada por aí. 1964 que o diga.

    chest- como assim, as FA existem para defender a Constituição, ou você quer golpe militar? Não entendi. As forças armadas são até aqui a única coisa realmente estatal.

    Se quisermos discutir um ou outro detalha, de incentivos governamentais, a discussão se alonga e perde foco. Fico com esses 4 pontos básicos.

    chest- bem sensato, apesar das discrepancias.

    E acho, sinceramente, que com uma carga tributária de uns 30% do PIB dá e sobra pra fazer tudo isso com folga.

    chest- acha, mas não sabe. Não dá meeeeerrrmo.

  40. Chesterton said

    Pax, que que você acha disso aqui?

    http://www.ionline.pt/conteudo/8578-karl-popper-sociedade-aberta-e-os-seus-inimigos

  41. Anrafel said

    Chesterton,

    As absurdas verbas publicitárias dos governos fazem parte e engordam esse sistema viciado que estamos a debater (ou tentando). Experimente tentar proibir ou reduzir drasticamente por lei a propaganda do estado e veja só. Estaremos em campo minado. Os grupos de mídia (jornais e agências de publicidade), bravos defensores da iniciativa privada, apontarão todo tipo de arma para ‘mais esse cerceamento’.

    É contra esse tipo de gente que a luta deve ser empreendida e, consequentemente, a favor da democracia.

    Lembra do esperneio quando da proibição de anúncios de cigarro? Pois é, imagine o que viria.

  42. Clever Mendes de Oliveira said

    Chesterton (17) (17/12/2009 às 20:03),
    Eu fiz só um conserto em uma frase. Não havia razão para você resmungar contra ela. Ou dito de outra forma, a frase abaixo é só um conserto (sendo o conserto colocado entre colchetes):
    “Contra a vontade de Pax ficarão os capitalistas que sabem o quanto é importante um estado forte representado por uma alta carga tributária [e o quanto o estado forte] é necessário para dar mais solidez a atividade que eles, os capitalistas, desenvolvem”.”
    E assim, sendo só um conserto, não há razão para você dizer:
    “bullshit”
    Clever Mendes de Oliveira
    BH, 18/12/2009

  43. Chesterton said

    então tá.

  44. iconoclasta said

    Pax, até que esse seu “estado forte” seria manor do vc deixa parecer na maioria de seus posts e comentários. tudo muito discutível, mas sempre achei vc muito mais estatista do q isso ai. agora, com 30% de carga esquece…

    só uns pontinhos para os estatistas entenderem: direito natural a algo ninguém, nem nda, tem. quem gosta de estado grande não é a iniciativa privada, são os cortesãos.

    ;^/

  45. vilarnovo said

    “Paulo Roberto Silva disse
    17/12/2009 às 19:16
    Para quem acha que a Confecom é um aparato anti iniciativa privada, segue o que o Pedro Dória acabou de tuitar: “A #Confecom acaba de aprovar moção de repúdio ao Sarney por censura imposta a jornalistas e blogueiros amapaenses e ao Estadão””

    Aos amigos tudo… aos inimigos a lei.

    Aliás essa “ato” só prova que a Confecom nada mais é que um palco político. Apenas isso.

  46. Pax said

    Pois é, iconoclasta, não é nada além de Educação, Saúde, Segurança Publica e Forças Armadas.

    Alguns poucos penduricalhos, bem poucos. Uma Petrobrás, por exemplo. Mas não muito além disso, pois não acredito no Estado como dono de meios de produção, e sim a iniciativa privada.

    Apesar do Chesterton achar que para Segurança pública precisaríamos de um policial para cada cidadão. Mas o Chesterton só estuda os assuntos que quer, é um rebelde sem muita causa.

    Ah: 30% deve dar e até sobrar um bocadinho.

  47. A Confecom é um começo

    A primeira Conferência Nacional de Comunicação venceu as limitações originais e terminou como exemplo histórico de democracia participativa. Foi um marcante revés para os setores da sociedade que se locupletam do eterno colapso de representatividade política, origem de monopólios e privilégios em qualquer área.
    As grandes empresas jornalísticas boicotaram o evento, demonstrando que seu conceito de liberdade equivale a um monólogo sem discordantes, à concessão de bens públicos isenta de contrapartidas. E se pensavam que sua ausência afetaria a legitimidade dos debates, devem estar decepcionadas.
    Mas parece prudente evitar regozijo demasiado. O documento elaborado pela Confecom servirá apenas como base hipotética e parcial para medidas legislativas. Nem todas as mais de 600 propostas resultantes são plausíveis ou positivas (por exemplo, a exigência de diploma jornalístico). É impossível que o Congresso atual aprove um emaranhado de mudanças drásticas em ano eleitoral. E é improvável que qualquer legislatura contrarie o poderosíssimo lobby da indústria midiática.
    O tempo das evoluções é longo. Se, daqui a dois ou três anos, um pequeno conjunto de idéias se transformar em modesta lei que demorará mais uma década para ser cumprida, já teremos avançado muito. Fica, no entanto, o símbolo do poder transformador da mobilização popular. Alguns o vêem como ameaça: pior para eles.

  48. Chesterton said

    PaX, a estatolatria é fascismo .

  49. Pax said

    Chesterton,

    Esses teus julgamentos sumários são à além de fascistas, se for para medirmos forças retóricas…

    Defini bem onde acho que o estado deve ser forte. Você não gosta. Paciência. Você, por tudo que diz, acha que o barato é o Estado mínimo. E me permito não gostar.

    Santo Imperador, Ave Chesterton: posso ter opinião diferente da tua, caro Duce?

  50. Pax said

    Antes que me esqueça: touché!

    Xeque, quase mate.

  51. Chesterton said

    você queria uma discussão sobre os 4 pontos que colocou, eu a iniciei, cadê sua resposta?

    39, Pax, 39

  52. Pax said

    Você faz melhor que o #39. Aquilo não merece resposta.

    Vá, se esforce. Tire os antolhos e converse como gente.

  53. Chesterton said

    fugiu!

  54. Pax said

    Eu vou lá responder a argumentos como “stalinista”?

    Vá, Chesterton, se inspire em seu muso e faça um bom texto de resposta.

  55. Chesterton said

    quem quer pendurar pessoas pelo saco é você.

  56. fk said

    Convenhamos, Chest, suas respostas aos quatro pontos foram bem mediocres, tudo na base da desqualificação com pseudo ironia, sem apresentar um argumento.

    Ou vc acha que dizer “stalinista”, como falou na questão da educação, é um argumento?

  57. Pax said

    Chesterton,

    É uma expressão. Quer que eu mude para você ficar calmo? Ok, vamos lá:

    Se um diretor de escola pública, no modelo que propus, tiver rendimento pior que das escolas privadas, analisando toda a conjuntura e concluindo que é por seu desleixo, incompetência ou coisa parecida, merece de advertência a demissão, caso não se enquadre nas exigências para a função.

    Pronto, agora faça um bom texto para debatermos…

  58. Chesterton said

    Stalinismo tb é uma expressão.
    Eu quero ver é se dentro desse auitoritarimso todo teremos alguem que queira ser direitor de escola.

    O problema aqui, e você não deixou claro, é quem vai decidir se o diritor é incompetente e responsável pelas deficiências do aluno. No Brasil temos uma grana pesada per capita na educação, com resultados muito baixos. Culpa do aluno? Do professor? Do sindicato?

    Seu argumento é circular.

  59. Chesterton said

    2FK, é mesmo? Por exemplo?

  60. Clever Mendes de Oliveira said

    Iconoclasta (44) (18/12/2009 às 9:48),
    Originalmente pensava em escrever só para você o comentário que se segue e ao qual eu acrescentaria a transcrição de um comentário meu mais antigo para o blog do Luis Nassif. Percebo, entretanto, que o acréscimo deve ser estendido ao Chesterton tanto em razão do comentário (26) de 17/12/2009 às 19:25 como do comentário (48) de 18/12/2009 às 10:37.
    No seu comentário (44) de 18/12/2009 às 9:48 você diz:
    “Só uns pontinhos para os estatistas entenderem: direito natural a algo ninguém, nem nda, tem. Quem gosta de estado grande não é a iniciativa privada, são os cortesãos.”
    Talvez eu não dissesse nestes termos, mas eu concordo com você. A iniciativa privada, os empresários, os agentes capitalistas não gostam de Estado grande. Ainda mais na forma (ou conteúdo) em que eu apresento o Estado grande, ou seja, medido pelo tamanho da carga tributária. Só que inteligentes que são já perceberam que precisam do Estado forte. Não é uma questão de gosto, mas de necessidade.
    Deixo para um próximo comentário a transcrição que eu mencionei que faria aqui.
    Clever Mendes de Oliveira
    BH, 18/12/2009

  61. Clever Mendes de Oliveira said

    Iconoclasta (44) (18/12/2009 às 9:48),
    E agora transcrevo o comentário mencionado em comentário anterior e que eu enviei em 29/04/2009 às 12:28 para o post no blog do Luis Nassif intitulado “Cândido Mendes e a democracia” de 28/04/2009 às 11:54 e de autoria de Maria Isabel:
    “Luis Nassif,
    Aproveito esse email para fazer uma correção no meu último comentário. Nele eu fiz uso do termo estadolatra. A idéia que eu queria expressar era de se ter o estado como ídolo. No meu caso o meu ídolo nem é o Estado, mas a carga tributária que para mim se confunde com o Estado. E para mim carga tributária [como ídolo] é primordialmente a brasileira que eu considero decorrente de um dos sistemas tributários mais avançados do mundo.
    Como eu disse anteriormente não adoto nos meus escritos os rigores da academia e assim utilizava o termo pensando na idéia que ele me trazia imaginando que ele nem existia no dicionário. Consultando hoje os dicionários na Uol verifiquei que existe o termo estadolatra e estatolatra. Estatolatra é o termo que eu deveria usar, pois estadolatra tem uma conotação fascista que eu não sou. No dicionário, estadolatria é o culto do poder estatal absoluto, geralmente em detrimento das liberdades individuais, enquanto estatolatria é o sistema ou doutrina que atribui ao Estado o poder de solucionar toda dificuldade econômica ou social.
    Sim, sou estatolatra, mas sem o mesmo exagero dos americanos que agora, como grandes estatolatras sem iguais que são (Alias o que eu sempre afirmava ao lembrar que eles possuíam até recentemente a maior carga tributária em termos absoluto do mundo), entregaram ao Estado a resolução de todos os problemas econômicos que enfrentam.”
    Clever Mendes de Oliveira
    BH, 18/12/2009

  62. Chesterton said

    Clever, onde é que eles foram?

  63. Chesterton said

    Clever, .onde é que eles foram?

  64. Chesterton said

    Fugiram no primeiro argumento circular:

    Os alunos tiveram desempenho ruim
    A culpa é do diretor
    Porque?
    Porque o desempenho foi ruim
    Mas porque o desempenho foi ruim
    Porque a culpa é do diretor

    e assim vai.

  65. fk said

    Chest, vc pode tentar ver no que o diretor tem culpa, no que ele errou. É um começo para sair dessa sua falsa tautologia.

  66. iconoclasta said

    “Só que inteligentes que são já perceberam que precisam do Estado forte. Não é uma questão de gosto, mas de necessidade.”

    isso, aqueles que já estão estabelecidos se aproximam dos governos, fazem lobby por mais estado (ie-subsidios, obras que os beneficiem, financiamentos camaradas…) a carga tributária pode ou não ser uma preocupação, mas eles são apenas intermediários, pois afinal quem banca esse custo marginal é a molambada.

    caro, em valores absolutos os EUA tb não seriam, com grande distãncia, os maiores produtores deste sistema solar? de novo esse papo de misturar o absoluto com o relativo… (mesmo com toda essa lambança q eles estão fazendo por lá ainda pagam entregam p/ o Obama, governadores e alcaides por produto menos do que nós e meio mundo). tenta outra…

    na boa, ser estatista, estatolatra ou nome q prefira é ideologia, mas sem mistura, afinal, isso não indica sinal algum de inteligência, esquece isso.

    Pax, cite um país q tribute até 30% e que ofereça sistema social próximo ao seu ideal.

    ;^/

  67. Chesterton said

    FK, 65, porque o desempenho do aluno é responsabilidade do diretor?

  68. Clever Mendes de Oliveira said

    Iconoclasta (66) (18/12/2009 às 15:30),
    Penso que estamos cada vez mais de acordo. Sua frase concordando comigo que os empresários inteligentes defendem o Estado forte por necessidade e não porque gostam do Estado forte é quase uma repetição do que eu disse. Por falta de compreensão de quem você está denominando de “molambada” eu não posso ainda concordar com a sua frase:
    “. . . . pois afinal quem banca esse custo marginal é a molambada”.
    Se você se refere a todo o povo brasileiro, eu também concordo com você. Não vejo, entretanto, alternativa, pois todos nós somos dependentes deste Estado, seja como funcionário público, seja como empregado dos empreendedores que precisam do Estado forte, seja como empreendedor e seja como profissional liberal que recebe do funcionário público, ou de empregado dos empregadores, ou de empregadores ou ainda de outro profissional liberal.
    É claro que todos nós bancamos o custo deste Estado e não podemos especificar quem banca mais e quem banca menos, pois o sistema é muito dinâmico e o que foi medido agora pode não ser mais o medido no momento seguinte.
    Em comentário (4) que eu enviei em 16/12/2009 às 20:32 para Pax junto ao post “Venezuela no Mercosul” de 16/12/2009 aqui no blog do Pax políticAética eu transcrevi um comentário meu que enviei em 14/12/2009 14:13 para o blog de Nelson Chalfun no post “Reforma Tributária” de 01/12/2009. (É blog em um site organizado por José Carlos de Assis, um dos grandes economistas humanistas que temos). Da descrição tiro o seguinte trecho que ajuda a esclarecer porque nós não sabemos sobre quem recai a responsabilidade de sustentar o Estado:
    “Tornar o sistema tributário mais justo é uma reivindicação antiga. Todos que ganham bem falam isso. Eu desconfio dos nossos justos engravatados que ditam falação contra as injustiças do nosso sistema tributário. Ora como imaginar que um sistema que arrecada mais de 35% do PIB seja injusto se os 50% mais pobres detêm pouco mais de 10% da renda nacional? Aliás, deveria haver uma regra a afirmar que um sistema tributário é tanto mais justo quanto mais for o tamanho da carga tributária e quanto mais for injusta a distribuição de renda do pais. Essa regra só não é divulgada para que os ricos que são contra o aumento da carga tributária possam combater o aumento da carga tributária sob o argumento de que querem aumentar a justiça tributária”.
    Às vezes, conversando com amigos sobre a necessidade de um Estado forte e isso expresso no aumento da carga tributária, eu costumo dizer que no futuro haverá manifestações das pessoas mais inteligentes que percebendo a importância do tributo para o desenvolvimento do mundo capitalistas sairão às ruas reivindicando junto aos governantes: “É preciso aumentar a carga tributária”. Pelo xeque-mate que você deu no Pax com a frase:
    “Pax, cite um país que tribute até 30% e que ofereça sistema social próximo ao seu ideal?”
    Eu fico propenso a reconhecer que você será um dos primeiros a engrossar as manifestações pelo aumento da carga tributária.
    Clever Mendes de Oliveira
    BH, 18/12/2009

  69. fk said

    Chest, claro que há muitos fatores que influenciam o desempenho de alunos, mas é inegável que um bom diretor é fundamental para o bom funcionamento de uma escola, tanto assim que as melhores escolas públicas passam invariavelmente por diretores que conseguem geri-las bem. Respondido?

  70. Pax said

    Uma coisa é citar exemplos de países que tem carga tributária por volta de 30% do PiB nos seus países, outra é discutir onde achamos que o estado deve intetrvir ou não.

    Qual sua questão de fundo? Quais suas opiniões sobre os assuntos (a e b)?

    Aliás, o que acham de abrir um post específico sobre essas questões?

    Desde já proponho que os comentários sejam, ao menos, afetos ao post, nessa minha modesta proposta.

    Topo fácil. E vocês?

    Resumiria essa discussão, numa proposta inicial, nos quatro pontos básicos propostos: Educação, Saúde, Segurança Pública e Forças Armadas. Além disso pediria contribuições sobre onde mais cada um acha que o estado deveria aturar, ou mesmo se esses pontos são questões ou não afetas ao estado.

    E, dentro desses pontos, quais nossas visões sobre a intervenção do estado ou da inciaitiva privada, e em que condições.

    Mais um pouco, qual a o custo/carga tributária necessária para as soluções propostas?

    Topam?

    Sobre a Confecom, sinto informar, mas como na saúde e na indústria farmacêutica americana – e vários outros exemplos – incluindo aqui as oligarquias da comunicação, acho que deixar livre e liberado com vivemos no Brasil, acaba nos fazendo eleger Collors e outros por conta do poder desse quarto poder.

    Deu no que deu, a força de uma parcela discutível da sociedade fez a totalidade da mesma sociedade achar que caçar marajás – ou caçar diretores da Escola Base – é o grande lance miraculoso que salvará o Brasil de sua situação caótica de belíndia – ou corrupção, tema principal deste blog.

    Se a Confecom trouxe propostas adequadas ou não, o assunto é pós. A base é bem outra. Se achamos que ONGs e quetais são antros de comunistas desvairados, stalinistas de plantão, ou achamos que todas as mídias são conspiradoras e formadoras de um tal de lulapress, me permito ficar fora desse tipo de discussão absolutamente infrutífero.

    Quero discutir ideias e propostas, problemas e eventuais propostas de solução.

  71. Clever Mendes de Oliveira said

    Iconoclasta (66) (18/12/2009 às 15:30),
    Também concordo com você que eu sou estatista ou estatolatra por ideologia. Assim como os capitalistas empreendedores não gostam do Estado forte, isto é, não são estatistas ou estatolatras por ideologia. Agora, é inteligência deles perceber que precisam que o Estado seja forte. E demonstram mais inteligência ainda quando põem a ideologia deles de lado e vão (ou pagam outros para irem) para manifestação de rua reivindicar mais e maior tributação.
    Quanto ao uso da medição da força do Estado pelo valor absoluto da carga, eu faço isso apenas para não cair em armadilhas que levasse a considerar, por exemplo, a Noruega mais forte do que os Estados Unidos porque a carga tributária no total do PIB da Noruega é maior do que a dos Estados Unidos. É claro que o Estado norueguês é mais presente, fornece melhores serviços, mas apenas para o nacional dentro do país. Com o poderio que a carga tributária americana oferece, os americanos estão seguros de que no exterior ninguém tem mais a proteção do Estado do que eles. E eles têm essa proteção maior do que de qualquer outro país porque a carga tributária deles em valor absoluto é maior do que a de qualquer outro país.
    Clever Mendes de Oliveira
    BH, 18/12/2009

  72. Pax said

    67, Chesterton: só para te provocar porque você é o nervosinho de plantão – então você acha que todos os problemas do Mensalão do PT nada tem com a direção do PT? E todos os problemas do Mensalão do PSDB nada tem com a direção do PSDB? E todos os problemas do Mensalão do DEM nada tem com a direção do DEM?

    Você está se saindo melhor que o STF em julgamentos políticos…

    Ora, Chesterton, você é gestor, imagino eu, de alguma coisa ou outra, e sabe muito bem que o que acontece embaixo do teu guarda-chuca, a responsabilidade é tua e de mais ninguém.

  73. iconoclasta said

    Clever, pelo menos vc tem senso de humor.

    se vc nem desconfia em quem mais pesa o exagero tributário eu te dou uma pista:

    eu tenho contador e advogado, os meus funcionários não…

    ;^/

  74. iconoclasta said

    Pax, blz, boa ideia do post especificamente sobre o assunto, mas deixa p/ segunda, ok?

    aquele,

    ;^))

  75. Chesterton said

    69, determinismo de diretor? Duvido muito. A escola fecha com um mau diretor, mas culpá-lo por desenvolvimento de alunos é ignorar centenas de variáveis.

    71, Clever, isso é você mesmo? Me perdi agora…
    “Também concordo com você que eu sou estatista ou estatolatra por ideologia. ” ISSO É FASCISMO!

    72, Pax, se assim fosse, Lula estaria impichado e na cadeia.

  76. Pax said

    Bem, não está porque a justiça neste país é abaixo de umbigo de cobra, me parece.

    Assim como seu antecessor e muita gente por aí.

    A questão é que a gente vai aceitando, aceitando, aceitando e acaba com uma dor nos cobres e na guaiaca insuportével, e, mais “engraçado” é que até não sabemos de onde vem.

    Quem muito se abaixa, mostra as partes íntimas?

  77. Clever Mendes de Oliveira said

    Chesterton (75) (18/12/2009 às 17:42),
    Eu disse em (60) (18/12/2009 às 11:44) para Iconoclasta (44) (18/12/2009 às 9:48) que faria um comentário não só para ele, mas também para você e complementei transcrevendo em (61) (18/12/2009 às 11:46) um comentário meu do blog do Luis Nassif, para dizer que no dicionário estadolatra é o termo fascista, enquanto estatolatra refere-se mais a pessoas que reconhecem que sem o Estado não há solução (São os que são a favor do Estado Democrático de Direito porque sabem que sem Estado não há direito, sem Estado não há Democracia e para que o Estado se não há Democracia nem Direito?).
    Eu sou prolixo e difuso e você ainda me força a ser repetitivo, eu acabo não angariando leitores. (E para que escrever se os leitores não aparecerem?)
    Clever Mendes de Oliveira
    BH, 18/12/2009

  78. Clever Mendes de Oliveira said

    Iconoclasta (73) (18/12/2009 às 17:26),
    Obrigado pela referência ao senso de humor.
    Agora, os empresários já possuem um valor muito grande ao fornecer emprego e não precisam se vangloriar de coisa que provavelmente não é deles. O tributo é uma espécie de mais valia. Representa o tanto do trabalho da sociedade que o Estado recolhe para engrossar as burras do governo. No sistema capitalista que é bastante dinâmico você realmente não poderá dizer se a mais valia foi recolhida do trabalhador da parte que o patrão não foi capaz de recolher ou se da parte que o patrão recolheu do trabalhador. Muitas vezes a empresa é apenas uma espécie de office-boy do governo encarregada de levar o dinheiro até o banco.
    Clever Mendes de Oliveira
    BH, 18/12/2009

  79. Chesterton said

    Prolixo, difuso, repetitivo, subjetivo e dispersivo…(rs). Não aguento mais.

  80. Chesterton said

    Apaixonei-me….

  81. Chesterton said

    78, Roberto Camopos dizia que não era preciso estatizar pois o estado já tinha 33% de todas as empresas privadas do Brasil, quem não queria uma mamata dessas?

  82. Chesterton said

    http://www.wpxi.com/news/21960029/detail.html

    Hilario, um estado norte-americano inventou um imposto sobre mensalidades universitarias para sustentar aposentados de um fundo furado (um fundo sem fundos) . Claro que enxugar custos nem passou pela cabeça do político.

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