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Malha ferroviária brasileira

Posted by Pax em 18/12/2009

Temos 29 mil km de ferrovias, boa parte sucateada. Seriam necessários 52 mil km para atender a demanda brasileira. O custo? R$ 54 bilhões, incluindo aqui os, no mínimo, 20% “por fora” para alimentar nossos corruptos de plantão.

A malha existente tem velocidade média de 25km/h. Em grandes centros não passa de 5km/h por causa das ocupações irregulares ao longo das vias. Inacreditavelmente reclamam da população carente que ocupa essas áreas esquecendo que são os governos que têm obrigação de zelar pelas ocupações de suas cidades e, em essência, são uns fracassos na condução dessa obrigação.

Atualmente o Ministério dos Transportes é moeda de apoio ao governo e está nas mãos do PR com o Ministro Alfredo Nascimento, um zero à esquerda.

Não vamos esquecer o DNIT – Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes – faz parte deste ministério, assim como uma bela coleção de escândalos de corrupção e desvios, além de uma inacreditável ineficiência.

Atualização, dica do leitor Anrafel:

Leia notícia da Agência Brasil, abaixo:

Solução de problemas emergenciais de ferrovias consumiria R$ 25 bilhões, diz CNT

Mariana Jungmann – Repórter da Agência Brasil

Brasília – Favelas que invadem o espaço de segurança dos trilhos de trem, cruzamentos rodoferroviários mal ou nada sinalizados, gargalos logísticos e operacionais. Estes são alguns dos entraves para que a malha ferroviária brasileira tenha um rendimento maior, segundo levantamento apresentado hoje (17) pela Confederação Nacional do Transporte (CNT).

De acordo com a CNT, apenas os reparos mais emergenciais no sistema de transporte ferroviário consumiriam algo em torno de R$ 25 bilhões. Já a solução ampla dos problemas e a ampliação da malha dos atuais 29 mil quilômetros para os 52 mil quilômetros necessários à demanda brasileira consumiriam cerca de R$ 54 bilhões, até 2025.

“Essas invasões e essas passagens de nível causam um descompasso na área de movimentação das ferrovias. É um sistema inadequado que precisa ser resolvido para que nós tenhamos um aumento da velocidade dos trens”, explicou o presidente da Sessão de Ferroviários da CNT, Rodrigo Vilaça.

A baixa velocidade é um dos principais fatores que provocam a perda de participação das ferrovias no transporte de carga no Brasil. Atualmente, os trens andam com velocidade média de 25 quilômetros horários (km/h), mas, nas regiões metropolitanas, a velocidade chega a cair para 5 km/h.

Segundo Vilaça, depois da concessão para o setor privado, malhas mais modernas foram implementadas, tomando o cuidado de manter afastados os carros e as residências. “Em malhas novas de alta velocidade, o desempenho chega a 80 km/h”, disse.

Com a concessão, em 1997, a movimentação de contêineres aumentou 75 vezes e o transporte por trens subiu a participação de 17% para 25% no transporte de cargas total. A quantidade de cargas também aumentou, 95%. O principal produto levado nos corredores ferroviários é minério de ferro, mas produtores de milho, soja e combustíveis também se utilizam desse meio para fazer os produtos chegarem aos principais portos.

Os usuários, segundo a CNT, reclamam do custo do frete, da confiabilidade dos prazos e da falta de disponibilidade de vagões especializados. Entre as soluções sugeridas pela confederação, está a alienação de imóveis não operacionais da extinta Rede Ferroviária Federal para programas de regularização fundiária e reassentamento da população que se encontra na faixa de domínio das ferrovias.

Perguntado se não estaria havendo uma inversão de valores com os investimentos de R$ 87 bilhões que o governo pretende fazer para implementar o Trem de Alta Velocidade para transportar passageiros entre o Rio de Janeiro (RJ), São Paulo (SP) e Campinas (SP), Vilaça lembrou que os objetivos são diferentes. “Não podemos comparar projetos de governo para carga e passageiros. Os dois são importantes.” Segundo ele, o transporte de carga traz retornos financeiros mais rapidamente, mas o Brasil terá que investir no transporte de passageiros por trens em algum momento também.

O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) está fazendo um levantamento sobre a segurança nas ferrovias. “Esperamos que até o primeiro trimestre de 2010 o governo apresente um plano com investimentos, que devem ser da ordem de R$ 230 milhões”, completou Vilaça. Sob o sistema de concessão, estão previstos projetos de expansão das linhas em Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, na Bahia, no Espírito Santo, em Santa Catarina e no Tocantins.

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29 Respostas to “Malha ferroviária brasileira”

  1. José Antonio Lahud Neto said

    Pax,
    quando Juscelino assumiu a presidência, o Brasil tinha por volta de 48.000KM de ferrovias funcionando; foram abondonadas em prol da indústria automobilística. O abandono continuou na ditadura militar. Dentre tantos, esse foi um dos maiores crimes já perpretados contra o Brasil.

    Juscelino, hoje tão endeusado, ainda nos deixou, como herança, Brasília. Talvez o maior covil de ladrões, per capita, do mundo.

  2. Pax said

    Concordo com a) o abandono em face ao cartel da industria automobilística e b) o grande covil, a ilha do paraíso canalha.

    Enfim, a vida é dura.

    O que estimula? A sociedade se apercebe a cada dia que a e b são venais e custam mais que o necessário.

  3. Anrafel said

    Este deveria ser um dos grandes ítens do debate sobre a infra-estrutura brasileira. Lamentável um país do tamanho do Brasil deixar que o transporte de carga e de passageiros seja feito quase que exclusivamente por rodovias.

  4. Pax said

    Concordo, Anrafel.

    E, segundo me parece, há mais debaixo do tapete que supõe nossa vã filosofia.

  5. José Antonio Lahud Neto said

    Anfarel,
    concordo plenamente com você. Esta é uma das questões fundamentais do país, hoje. Muito mais importante que gastar toneladas de papel para discutir se peido de vaca destrói a camada de Ozônio.
    Deixem as vacas peidarem em paz!

  6. Anrafel said

    A desativação de inumeros ramais ferroviários pelo Brasil afora interrompeu projetos, desgraçou vidas. E engendrou o extraordinário canto de dor de Milton Nascimento e Fernando Brandt, “Ponta de Areia”:

    “…
    Maria fumaça não canta mais
    Para moças, flores, janelas e quintais
    Na praça vazia, um grito, um ai
    Casas esquecidas, viúvas nos portais.”

    Aí Nivaldo Ornellas emenda aquele solo de sax-soprano.

  7. Pax said

  8. Anrafel said

    Valeu, Pax,

    Naquele momento, eu estava a ouvir a canção.

  9. Chesterton said

    Tem uma Maria Fumaça entre Tiradentes e SJ del Rey que funciona, muito legal ouvir o apito todo dia.

  10. Chesterton said

  11. Pax said

    Eu que agradeço, Anrafel.

    Chesterton, vou para essa região em breve. Faz muito tempo que não vou lá. Um tropel de 3 em 2 rodas.

  12. Chesterton said

    O problema é o custo, o trem bala, Rio-SP-Campinas teve um custo estimado inicial tão alto que A passagem custaria 3 vezes mais que a Ponte Aérea.

  13. Chesterton said

    11, vale a pena, trabalho lá em SJdel Rey uma vez por mês, qualquer problema é só avisar.

  14. Pax said

    Andei de Maria Fumaça na região de Uruguaiana quando era bem pequeno. Mal me lembro. Algumas coisas, as curvas, a fumaça e um café com leite com gosto estranho…

    bons tempos.

  15. Pax said

    Ontem encontrei com um cara que trabalha com transportes. Não vou entrar em detalhe. Deu graças a tudo que ele acredita que a área de portos não está mais nas mãos do Ministério dos Transportes.

    Mais não digo.

  16. Chesterton said

    A única ferrovia que não é deficitária no Brasil segundo alguns experts. Tb comandada por um sãojoanense.

  17. Pax said

    Bom ponto, nos EUA a AmTrak e aquela outra (qual o nome mesmo) estão complicadas já faz um tempo.

    Motivos? Alguém sabe mais do assunto?

  18. Pax said

    E na Europa? Como estão as companhias ferroviárias de lá?

  19. Chesterton said

    Deu graças a tudo que ele acredita que a área de portos não está mais nas mãos do Ministério dos Transportes.

    chest- hein?

  20. Pax said

    Os portos brasileiros não são mais controlados pelo Ministério dos Transportes, mas sim por uma secretaria com status de ministério.

    Quer que desenhe?

  21. Chesterton said

    desenha isso:

    – deu graças a Deus a tudo que ele acredita.

  22. Pax said

    Caramba…

    Quando estava com o Ministério dos Transportes a coisa era complicada pacas… agora que está na secretaria, disse ele que melhorou um bocado.

    Falei: “Deu graças a tudo que ele acredita…” Sei lá se o cara é ateu ou não.

  23. Chesterton said

    olha aqui, Pax, a solução ecológica ideal pós copenhaga

  24. Pax said

    prefiro este caminho aqui:

    http://g1.globo.com/Noticias/Economia_Negocios/0,,MUL1420289-9356,00-PROPRIETARIOS+DE+TERRAS+RECEBEM+ATE+R+MIL+POR+MES+PARA+EVITAR+DESMATAMENTO.html

  25. Chesterton said

    Meu dinheiro? De meus impostos? É roubo.

  26. Chesterton said

    Caraca, climategate

  27. Pax said

    25 – você não leu… para variar.

    Não é dinheiro de governo algum.

    “O projeto “Desmatamento Evitado”, da Sociedade de Pesquisa em Vida Selvagem (SPVS), tem parceiros como HSBC Seguros, O Boticário, Grupo Positivo e Rigesa Indústria de Papel. Essas empresas adotam propriedades que recebem, em média, R$ 2,4 mil por mês para garantir a preservação da biodiversidade na Mata Atlântica com presença de araucárias. A maior das áreas incluídas no projeto, porém, recebe R$ 7,1 mil mensais.”

  28. Chesterton said

    vou dar uma de Elias. Essas empresas usam essas contribuições para pagar menos impostos. Logo……

    Árvore grande é ótimo, mas não fixa carbono. Dá sombra, ameniza o clima localmente, protege as nascentes. Mas carbono? Só fixa quando cresce. As adultas empatam. O que fixam de carbono libertam através de folhas e galhos mortos que caem no chão.

  29. Anrafel said

    Esse passeio entre Tiradentes e SJDel Rey deve ser uma maravilha e está agendado.

    Agora, diacho, o que tem a ver esse bucólico e aprazível bordejo com o visionarismo esotérico e ferroviário de Raul Seixas?

    (Hein, seu Zé Ramalho, Raul não deve ter gostado nada da sua releitura).

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