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Efeito Aécio

Posted by Pax em 21/12/2009

O caldeirão ficou mais apimentado com a saída do leite mineiro. Mas se Aécio não aceitar a posição de vice de Serra, pode azedar o café paulista.

Como sugestão de leitura complementar à notícia da Agência Brasil abaixo, a análise de Fernando Rodrigues, da Folha, sobre a última pesquisa Datafolha: Cai diferença entre Serra e Dilma

Partidos reagem à decisão de Aécio de se afastar de pré-candidatura

Marcos Chagas – Repórter da Agência Brasil

Brasília – A decisão do governador de Minas Gerais, Aécio Neves, de se afastar da disputa à pré-candidatura pelo PSDB à Presidência da República mexeu com o tabuleiro da sucessão nos partidos envolvidos diretamente na campanha presidencial. O PSB, que tem o deputado Ciro Gomes (CE) como pré-candidato, já prepara uma ofensiva no segundo maior colégio eleitoral do país com o objetivo de melhorar a situação do parlamentar nas pesquisas.

“Estamos convictos de que haverá uma reação de parte da população que apostava na candidatura de Aécio Neves e, agora, se sente novamente afastada das decisões da política nacional desde 1955”, disse à Agência Brasil o vice-presidente nacional do PSB, Roberto Amaral. Ele acrescentou que o partido já vem fazendo “intervenções políticas e táticas” para ocupar ao máximo o espaço deixado por Aécio Neves em Minas Gerais.

No PSB, a avaliação é de que dificilmente o governador aceite ser candidato a vice-presidente numa eventual dobradinha com José Serra, governador de São Paulo. Roberto Amaral acrescentou que, com a decisão anunciada na semana passada, mesmo que Aécio Neves se integre à campanha de Serra, “não conseguirá desfazer a convicção de parte da população que se sente desassistida e desamparada por ele”.

Já no PT, a palavra de ordem é prudência e o partido continuará a trabalhar com dois cenários nas pesquisas de opinião até junho, quando serão realizadas as convenções nacionais: uma com a candidatura tucana de Aécio Neves e outra com a de José Serra. “Caso o Serra comece a ficar preocupado com o seu desempenho nas pesquisas e decida ser candidato à reeleição por São Paulo, o PSDB, se conversar bem com o Aécio, acredito que ele reveja sua posição e saia candidato”, disse o presidente do PT, Ricardo Berzoini (SP).

Outra estratégia para alavancar a candidatura de Dilma Rousseff em Minas Gerais é trabalhar ao máximo a formalização da coligação PT-PMDB no estado. Nesse sentido, Berzoini afirmou que no início de março os dois partidos se reunirão para analisar qual dos pré-candidatos ao governo mineiro tem melhor condição de se eleger. O sonho do PT é trabalhar uma aliança que possa unir os petistas Patrus Ananias e Fernando Pimentel e os peemedebistas Hélio Costa e José Alencar, que deixaria a Vice-Presidência para candidatar-se a uma vaga ao Senado.

Amigo pessoal do governador de Minas, o ministro do Trabalho e representante do PDT no governo, Carlos Lupi, avalia que só em março será possível ter um cenário claro sobre como caminhará o PSDB na sucessão presidencial. “Não está nada definitivo. O Aécio deu um xeque-mate e não vejo, pelo que tenho conversado com ele, a disposição de ser vice do governador Serra. Ele vai esperar e, até março, se dedicar à campanha do Anastásia [Antonio Augusto Anastásia, vice-governador] ao governo de Minas”.

No PSDB, o movimento é para, a partir de janeiro, tentar ao máximo um processo de aproximação entre José Serra e Aécio Neves para tentar o que o partido chama de chapa “puro-sangue”. A vice-presidente do partido, Marisa Serrano (MS), ressaltou que caberá ao presidente tucano, Sérgio Guerra (PE), conduzir pessoalmente esse processo, já que tem bom trânsito com os dois e, por isso, “será a válvula mestra nessa costura”.

O DEM, aliado tradicional, apenas acompanha o desenrolar da costura interna entre os tucanos. “Trabalhamos com uma perspectiva de vitória. Não há, no partido, a ambição de indicar o vice-presidente, mas de colaborar com a possibilidade real de elegermos o presidente”, afirmou o líder do partido no Senado, José Agripino Maia (RN).

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13 Respostas to “Efeito Aécio”

  1. Anrafel said

    Tocante a preocupação de Berzoini com a chapa tucana.

  2. Pax said

    Berzoini e nada são quase a mesma coisa.

  3. Anrafel said

    Pax,

    Nada não atrapalha.

  4. Anrafel said

    Pax,

    Nada não atrapalha (daí o ‘quase’, creio).

  5. Elias said

    Anrafel,
    A declaração de Berzoini não tem nada de preocupada. É mais uma “sugesta”, e uma indicação de que o time adversário ainda não está definido.

    Aécio não decolou, não tava dando sinal de que decolaria e, por isto, diz que abriu.

    Já o Serra, nos últimos tempos só tem caído. E ele e o PSDB não conseguiram criar um único fato político, que fosse capaz de deter essa tendência.

    Qualquer um, no lugar de Serra, estaria avaliando as chances. Em São Paulo, ele tem o controle da máquina, tem boas chances de se reeleger e não necessita se afastar do cargo pra concorrer. Só vento a favor.

    Já pra presidência…

    Não seria de causar espanto se Serra desistisse e Aécio voltasse à raia. Como já disse o Pax, Aécio é mineiro. E mineiro é mineiro (e maneiro…).

    Não creio que Aécio se sentiria confortável como vice de Serra. Se este vencer, certamente se candidatará à reeleição. Aécio precisaria esperar 8 anos, ao fim dos quais ainda enfrentaria o problema da fadiga de material. Mais que provavelmente, até lá ele preferiria navegar noutra direção.

    Berzoini pode ser quase nada, mas creio que ele apresentou um bom desenho.

  6. Pax said

    Elias,

    Creditaria o bom desempenho – para o PT – de Berzoini para José Dirceu, como sabemos.

  7. Anrafel said

    Elias,

    Serra é um obcecado – não enxerga a si próprio encerrando a sua vida sem ter sido presidente da República. Isso talvez bloqueie a sua capacidade de análise, mesmo com toda a sua bagagem de economista e do maquiavelismo que lhe é atribuído.

    Tudo bem, nada contra o cara querer ser presidente. FHC quis e conseguiu; Ulysses Guimarães e Brizola quiseram e não conseguiram. Lula passou a querer e está lá.

    Parece que Serra não contava com o sucesso econômico do governo Lula e a conseqüente popularidade nos píncaros. Não contava também que o seu principal partido aliado caminhasse resolutamente rumo à insignifância.

    E para completar, não é nada fácil labutar com um político mineiro ambicioso (e talvez querendo completar o que o avô mal iniciou).

  8. Pax said

    A questão é que nenhum candidato empolga significativamente.

    Dilma empolga parte da turma que votou, vota e votará em Lula. Parte.

    Serra empolga parte do PSDB e dos conservadores. Parte.

    Ciro empolga parte dos empolgados, os que acreditam em salvadores da pátria. Que são parte do eleitoraro.

    Heloisa Helena nem sabe se vai ou fica com Marina que empolga parte do pessoal do desenvolvimento sustentável.

  9. Chesterton said

    vai aparecer alguem novo correndo por fora….

  10. Anrafel said

    Ou uma rearrumação de alianças …

  11. Chesterton said

    não, intuo um cavalo novo.

  12. Elias said

    Anrafel,

    Boa leitura!

    Por esse viés, é possível que Serra vá até o fim.

    Mas ele é político. Já deve ter aprendido a não dar ponto sem nó…

    O “cavalo novo” de que fala o Chesterton é outra possibilidade, ainda que remota.

    Mas esse um necessitaria de um factóide, pra decolar, e isso só é possível a quem detenha pelo menos uma fatia de poder: prefeito, governador, ministro, por aí…

    Não seria, portanto, um cavalo tão novo assim.

    Pax,
    Não é nova a análise do Berzoini quanto à possibilidade de Serra fugir do pau, pra investir onde as chances seriam melhores.

    Essa tese tá na praça há um bom tempo. Como nada em política acontece por acaso, nem me espantaria se o próprio Serra a estivesse alimentando — ou evitando desencorajá-la — pra desestimular disputas internas na tucanolândia. Gato escaldado…

    Como ele evita abordar o assunto publicamente, tanto pode ser um blefe como pode ser pra valer.

    De qualquer modo, agora as cartas do PSDB ficaram mais visíveis. A análise de risco ficou mais fácil pra passarada bicuda.

  13. Pax said

    Elias,

    Se o Serra perceber que a distância para Dilma continuar a cair e cair, ele se candidata a reeleição no governo de São Paulo, para desespero do Alckmin.

    Isto é público e notório e, como você diz, nem ele nega nem desestimula a notícia.

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