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Notícias da Corrupção, Desvios, Anomalias, Eleições e Meio Ambiente

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    Uma coletânea das notícias da corrupção, desvios, anomalias, eleições e meio ambiente que aparecem na mídia todos os dias a partir de agosto de 2008.
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Mais 500 mil famílias no assistencialismo

Posted by Pax em 29/12/2009

O programa Bolsa Família passará a atender 12,9 milhões de famílias brasileiras em 2010, 500 mil a mais que em 2009. Várias conclusões podem ser tiradas desta informação. Quais as suas?

BOLSA_FAMILIA_vert.jpg

Bolsa Família atenderá cerca de 13 milhões de domicílios em 2010

Gilberto Costa – Repórter da Agência Brasil

Brasília – O programa Bolsa Família alcançou este ano 12,4 milhões de domicílios. Um milhão e trezentas mil famílias foram incluídas ao longo de 2009. O governo federal promete que em 2010 o número de lares beneficiados será de 12,9 milhões.

Além da inclusão de mais famílias, o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) informa que entre janeiro e dezembro R$ 12,4 bilhões foram pagos em benefícios, que variam de R$ 22 a R$ 200. O valor recorde é atribuído à ampliação do número de beneficiários e ao reajuste de 10% nos valores do benefício, ocorrido em setembro.

De acordo com Camile Mesquita, secretária substituta do Bolsa Família, a expansão do programa teve o propósito de cumprir o objetivo de atender a todas as famílias com renda familiar per capita de R$ 140.

Segundo ela, a meta inicial de 11,1 milhões de domicílios beneficiários (estabelecida em 2006) “não considerava a volatilidade da renda” e teve de ser superada para incluir famílias com renda variável. A secretária substituta informa que além das pessoas de renda não constante, a expansão do programa também visa ao atendimento de quilombolas, indígenas e moradores de rua.

Para o deputado federal João Almeida (PSDB-BA), líder eleito do partido na Câmara para o próximo ano, “há um certo desvio do interesse eleitoreiro” na a ampliação de gastos e número de beneficiários do Bolsa Família.

Almeida garante que a oposição tem “estima” pelo programa, mas a expansão não deve ser festejada. “Nós não devemos estar felizes pelo fato de o orçamento admitir mais gente no programa. Devemos ficar satisfeitos se a cada ano aumentar a capacidade de as pessoas saírem do programa porque encontraram alternativa melhor de emprego e renda para sua sustentação”.

Para o parlamentar da oposição, a porta de saída do Bolsa Família deve ser o crescimento econômico, a melhoria da qualidade do ensino e a qualificação da mão de obra para o trabalho.

Conforme nota do MDS, o governo federal já iniciou a capacitação de 40 mil beneficiários do programa Bolsa Família em cursos de turismo e construção civil, e meio milhão de jovens e adultos inscritos no programa foram alfabetizados em 2006 e 2007.

Além de treinamento e alfabetização, o governo anuncia que mais de 287 mil pessoas beneficiárias do programa receberam empréstimos entre janeiro e outubro deste ano para desenvolver atividades produtivas. Segundo o MDS, mais de R$ 526 milhões foram repassados pelo Banco do Nordeste.

O número de beneficiários do Bolsa Família, no entanto, pode diminuir. Termina no próximo dia 31 o prazo para cerca de 975 mil famílias que tiveram o benefício bloqueado fazer o recadastramento. Para isso deverão procurar os locais indicados pela prefeitura de seu município.

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18 Respostas to “Mais 500 mil famílias no assistencialismo”

  1. José Antonio Lahud Neto said

    Pax,
    vejo cinco maneiras de resolver o problema da midéria no Brasil:

    1- Educação

    2- Educação

    3- Educação

    4- Educação

    5- Mais educação

    E isto só vai ocorrer quando o povo sair às ruas exigindo seus direitos e não migalhas dadas pelos novos coronéis de um sistema secular de preservação das injustiças. A esquerda, que tanto criticou o populismo, se vale dele para se manter no poder. Triste!

    Doze bilhões não são nada no orçamento do governo. Só para manter a Câmara e o Senado, gasta-se mais ou menos este valor.

  2. Vejo este programa como válido, no atual estágio de desenvolvimento em que o País se encontra. Não o vejo como uma esmola.

    Necessário é que se encontre meios, através do crescimento econômico, de fazer com que os beneficiados, ao atingirem uma determinada condição, dele sejam retirados.

    É utópico acreditar que elas venham a admitir que já não precisam da tal ajuda.

    Por isso, há que se criar mecanismos capazes de fazer esta seleção.

  3. Chesterton said

    quase 13 milhões de cachaceiros nos bares das esquinas do Rio surrupiando o dinheiro do leitinho das crianças.

  4. Chesterton said

    do Rio, não do Brasiu, siu, siu.

  5. Chesterton said

    Corrupção na Voz do Brasil, era o que faltava:

    Quer ‘voz’ na Voz do Brasil? Fale com o locutor

    É do inevitável programa oficial “A Voz do Brasil” o radialista pego com a mão na botija cobrando “assessoria de imprensa” de deputados interessados em se promover. Paulo César Viana Otaran teria cobrado de pelo menos dez parlamentares pela inserção na “Voz”, através de uma empresa de fachada. Os deputados usavam a verba indenizatória, carimbando a propina como “divulgação em rádios”.

  6. Pax said

    José Antonio,

    O difícil é entender como não há coragem política para encarar essa clara verdade. De outro lado, pelo que li das pesquisas, defender a educação não é o que dá mais voto. Aliás, sinal que o problema é mais sério que a gente pensa.

    Severino José,

    Concordo com você. Neste estágio de desenvolvimento não dá para abandonar quem passa fome. Mas complemento tua saída, não é só com crescimento econômico e geração de empregos, pois sem a tal da Educação que o José Antonio cita, não se chega a lugar nenhum. A não ser num eterno país de desigualdades que vão dar em mais assistencialismo.

    Chesterton,

    Você realmente acha que as 13 milhões de famílias usam esse dinheiro para pinga? Ou mesmo que a maioria? Ou mesmo que uma fração realmente significativa?

    Mesmo assim, supondo que tua fértil imaginação estivesse correta e somente uma pequena parcela realmente usasse para comprar comida. O que você faria por estes? Melhor deixar morrer de fome que o problema acaba?

  7. Pax said

    Chesterton,

    Qual a fonte da sua informação no comentário #5?

  8. Chesterton said

    O romantismo idiota de “Avatar”
    Luiz Felipe Pondé

    O FILME “Avatar”, de James Cameron, é melhor do que “2012”. “Avatar” também tem um ar apocalíptico, mas reúne elementos estéticos e de conteúdo mais elaborados do que “2012” e seu besteirol maia.

    Mesmo assim, “Avatar” acaba sufocado por outro tipo de besteirol que é seu romantismo para idiotas: a fé no povo da floresta que vive em harmonia com a natureza. Nenhum povo vive em harmonia com a natureza. A diferença na relação com a natureza sempre se definiu pela maior ou menor capacidade técnica de cada cultura em controlá-la.

    Os índios brasileiros que cá estavam quando chegaram os portugueses (“nossos libertadores”) só viviam “em harmonia com a natureza” porque eram tão atrasados que nem conheciam a roda. Preste atenção: a relação com a natureza é de vida ou morte, ou ela ou nós. A expressão “lei da selva” não foi inventada pela avenida Paulista e seus bancos, mas sim como descrição da natureza e seu horror.

    Isso não significa que não existam limites para a exploração da natureza, mas isso tampouco significa que exista uma coisa que seja “a doce Natureza”. Serpentes e barbeiros (os besouros da doença de Chagas, não seu cabeleireiro unissex) e câncer são tão naturais quanto os passarinhos.

    O romantismo é uma escola literária de peso. Último grande grito contra a vida brutalizada pela fúria mercantil, ele reúne uma crítica contundente ao capitalismo tecnicista e sua crença brega na ciência – “a ciência é o grande fetiche da burguesia”, dizia o filósofo Adorno. Em “Avatar”, o romantismo degenera em conversa de retardado.

    Revolucionários românticos sonhavam com uma vida que recuperasse “valores pré-modernos” identificados com uma vida em comunidade onde as pessoas não seriam monstros interesseiros. O problema desses revolucionários é que “comunidade pré-moderna” não é uma comunidade de hippies legais, mas um tipo de sociabilidade onde o padeiro da esquina sabe que sua mãe é amante do padre, que seu pai é brocha, e que nem você nem ninguém têm pra onde ir. A idealização do que seria uma comunidade é uma das marcas dos idiotas utópicos.

    Ninguém está disposto a abrir mão da liberdade individual moderna em nome de qualquer comunidade, por isso toda tentativa de “re-fundar” comunidades fracassa, apesar da admiração de muito pós-moderno bobo por culturas que não conheciam a roda. Não basta ter um filtro de barro em sua casa na Vila Madalena pra você conseguir viver em paz na comunidade da deusa natureza.

    O filme se passa num planeta (Pandora) tipo Amazônia, onde existe uma enorme riqueza mineral escondida sob o solo coberto por uma floresta tropical cheia de “monstrinhos e plantas que ascendem ao toque das mãos”, habitada por uma população linda de seres que muito se parecem com índios americanos. Pandora já remete à narrativa da “caixa de Pandora” e suas maldições.

    O nome da raça que habita Pandora, os Na’vi, soa muito próximo da palavra hebraica para “profeta”, “navi” ou “nabi”. Os humanos gananciosos não são capazes de perceber como os Na’vi são seres em contato com a deusa cósmica. Os índios de Pandora são profetas da deusa.

    O personagem humano principal é paraplégico, mas ao se tornar um Na’vi recupera as pernas: eis a metáfora da condição humana vista pelas lentes do romantismo degenerado.

    Somos uns aleijados em comparação aos belos índios místicos donos da verdade cósmica. E qual é essa verdade? Que a natureza é um grande cérebro pensante e que devemos nos dobrar a ela porque assim a vida será bela.

    Meu Deus, como ter paciência com esses aleijados mentais? Ninguém leu Darwin? Ninguém nunca observou a natureza de perto? Nunca sentiu o odor de sua violência? Numa cena, nosso herói escapa de uma fera. Esta mesma fera se oferecerá em seguida como montaria dócil para a heroína Na’vi a fim de combater os humanos gananciosos. Hipótese do filme: se um leão come a cabeça de uma mulher, isso é “bem cósmico”, mas diante da ganância humana, ele se oferecerá como montaria dócil e fará discernimento entre sua crueldade “do bem” e a “maldade humana”.

    Noutra cena, na qual a heroína Na’vi salva o mocinho, ela dirá: “Eu tive que matar essas belas criaturas porque você fez barulho”.
    Moral da história: se você não respirar e não andar, a natureza o amará pra sempre. Caso apareça um porco capitalista, os leões virarão gatinhos. Só um idiota pensaria isso.

  9. Pax said

    Tô tentando entender o que tem Avatar com o Bolsa Família…

  10. Chesterton said

    tudo!

  11. Chesterton said

    welfare desintegra familias, com gravidez precoce principalmente

  12. Me agrada o seu entendimento à minha opinião.
    Não questiono, de forma alguma, a necessidade de educação.
    Ela é imprescindível. Tanto, que deve anteceder ao crescimento econômico.
    Acho que estamos indo pelo caminho certo.
    Lá chegaremos…

  13. Pax said

    Acho que sim, Severino Coutinho, porém…

    O blog coleciona, como dito, notícias da corrupção. Aí todo esse caminho vai por água abaixo.

    No blog há comentaristas que respeito que são absolutamente contrários às minhas opiniões, que entendem que o liberalismo é o melhor modelo.

    O argumento mais forte que usam é que no Brasil o estado forte só tem gerado corrupção mais forte.

    Aqui chegamos em dois caminhos:

    a) aceitar essa posição dos meus contrários e enfraquecer o estado, entre outras coisas como meio de combater a corrupção. E acreditar que o modelo liberal estimula gente capaz de gerar riquezas e empregos suficientes para promover o bem estar geral.

    b) combater diretamente a corrupção para que o Estado canalize o dinheiro dos tributos de forma mais eficiente, reduzindo ao máximo os desvios.

    Acho a opção (b) mais direta a mais factível. Além de acreditar, me parece que como você, que em (b) temos muito mais chance de promover um bem estar e progresso mais eficiente através da Educação que promoverá o país para um novo estágio. Não acredito que o estado mais liberal vai colocar a maior parte de suas fichas em Educação, o ponto de mutação que todo mundo diz que sim no discurso, mas na prática não é o que temos vivido.

    Parece simples. E acho mesmo que é. Quanto mais a sociedade civil cair de pau em cima deste assunto, mais dinheiro vai aparecer. A partir daí é trabalhar pela eficiência de sua aplicação.

    Mas precisa tomar o rumo. E, reforçando, só a sociedade é quem pode tomar essas rédeas.

  14. Não creio ser necessário enfraquecer o estado para combater a corrupção.
    Acredito mais na opção b:combater, diretamente, a corrupção para que: se reduza, ao máximo, os desvios.
    As discussões que aqui tenho lido são, todas, bem fundamentadas e acaloradas.
    Pretendo continuar visitando e dando a minha opinião.
    Ah! o caminho certo de que falei é esse do qual os jornais falam e comentam não só aqui, como lá fora: de que estamos indo bem.
    É pena que muitos dos nossos não consigam aceitar, porque: ver, estão vendo.

  15. Pax said

    Severino Coutinho,

    Seja bem-vindo. Como você diz no seu blog, “da discussão nasce a luz”.

    As vezes a gente quebra o pau mesmo, mas a preferência do blog é argumentação lógica e, se todos concordassem, melhor ainda seria o método socrático da ironia e maiêutica. Acredito nele, com pequenas ressalvas.

    Se quisermos algo mais “atual”, podemos chegar em Descartes, com o modelo do Discurso sobre o Método, que também é muito bom, uma evolução da proposta de Sócrates.

    Enfim, melhor que argumentação ad hominem.

  16. Chesterton said

    Both men are lonely sons of Allah, yearning for paternal attention, even affection, in a polygamous culture in which fathers have too many children and little incentive to pay close attention to any one of them. This is devastating, especially to sons, because the culture overly values fathers and men, and grossly undervalues mothers and women. Thus, the attention a son may receive from his mother (if she is not sent away, as Bin Laden’s mother was) does not make up for the missing and longed-for father.

    chest- para você PAx, que gosta de psicanálise, uma análise dos terroristas semi-freudiana.

    http://pajamasmedia.com/phyllischesler/2009/12/29/the-lonely-sons-of-allah-a-psycho-analytic-view/

  17. Chesterton said

    And, think about it: Abdulmutallab was willing to set fire to his genitals. The explosives were not only taped to his leg; they were also contained in a condom-like pouch in his crotch inside his underwear. If anyone out there is willing to think symbolically, psycho-analytically, here goes: We are looking at a young man whose sexuality is literally “on fire,” whose ability or desire to procreate is all bound up with his desire to kill and die.

    chest- essa foi ótima.

  18. Anrafel said

    O Bolsa Família é um programa muito bom, embora, claro, tenha que haver meios para impedir a fraude e fiscalização para excluir os que não atendem os pré-requisitos (e isso tem acontecido, acreditem).

    Naturalmente, haverá sempre acusações de eleitoreirismo, não de todo infundadas, já que o fator eleitoral está presente em qualquer ação de qualquer governo.

    Quando João Almeida, um tucano serrista, alivia na acusação deixa claro que o PSDB de Serra seguirá o roteiro. Aliás, acusar o bolsa-família de esmola eleitoreira é flagrar o governo passado. A coisa já existia naquela época, sem a intensidade e o benefício atuais.

    O Bolsa é um dos responsáveis pelo fortalecimento do mercado interno. Não é esterilização de dinheiro a título de assistencialismo. Como o dinheiro é pouco, vai todo para o consumo de bens alimentícios e de limpeza, beneficiando a classe média, que comercializa esses produtos, e a classe alta, que os fabrica.

    O resultado é a dinamização da economia nas periferias das grandes cidades e o aumento da atividade comercial nas pequenas e médias cidades desse país afora.

    Diante de tão evidentes méritos sócio-econômicos, implementados e ampliados por alguém com um compromisso de classe até então inexistente, resta aos adversários pouca coisa além da denúncia do suposto financiamento da vagabundagem.

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