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Notícias da Corrupção, Desvios, Anomalias, Eleições e Meio Ambiente

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    Uma coletânea das notícias da corrupção, desvios, anomalias, eleições e meio ambiente que aparecem na mídia todos os dias a partir de agosto de 2008.
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A vez e a voz das mulheres

Posted by Pax em 02/01/2010

As eleições de 2010 colocam mulheres na disputa pelo poder. Além da candidata da situação, Dilma Rousseff, temos Heloisa Helena no PSOL e Marina Silva no PV.

Sobre Dilma o noticiário está repleto. Lula decidiu e lançou antecipadamente sua pré-candidatura e todo o trabalho junto com o partido é fazer sua imagem ser mais conhecida pela sociedade. Os números das últimas pesquisas afirmam que a estratégia está funcionando. Saiu de um traço para 23% das intenções de voto.

Marina se desligou do PT com a promessa de reformular o PV e apresentar ao país projeto de ruptura baseando o futuro no caminho do desenvolvimento sustentável, uma proposta que tem força por estar na pauta planetária e pela adesão de parte do empresariado, mas fraqueza na história do partido que se perdeu em conceitos e princípios e hoje tem pouca credibilidade.

Heloisa Helena está numa sinuca. Abriu negociações com Marina para uma eventual composição do PSOL com o PV sem que o partido estivesse convencido e ao seu lado. Tudo indica que tentará concorrer ao Senado por Alagoas. Mas o PSOL é um partido de esquerda, uma dissidência do PT. As negociações mais prováveis de alianças são com o PSTU, partido ainda mais à esquerda que tenta montar uma frente socialista e classista com o PCB e o PSOL. No fundo poderíamos dizer que Heloísa está num cabo de guerra entre as forças da velha guerra fria requentada se quisermos carregar nas tintas e admitir que o DEM faz parte de uma eventual aliança do PV com o PSDB.

Independente do quadro eleitoral e da análise acima, são três mulheres disputando os maiores cargos de poder no Brasil, uma novidade que merece ser destacada. Nunca antes na história do Brasil tivemos esta situação política eleitoral.

É a vez das mulheres soltarem suas vozes.

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99 Respostas to “A vez e a voz das mulheres”

  1. Eu já acho que é a hora e a vez dos carecas. Não que eu esteja fazendo campanha não, imagina, sou um blogueiro isento! ;-)

  2. Se tiver que ser… paciência.
    Mas, por maior boa vontade que eu possa ter, não me sentiria a vontade com nenhuma das tres opções.
    Nada a ver com machismo.
    Espero que surjam outros nomes.

  3. iconoclasta said

    “Não foi o PT nem o PSDB, foram os dois
    O PROFESSOR Claudio Salm investigou os números da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios de 1996 e 2002 (anos tucanos) e daí a de 2008 (anos petistas). Ele verificou que a ideia segundo a qual Nosso Guia mudou radicalmente a vida do andar de baixo nacional é propaganda desonesta. Estimando-se que no andar de baixo estejam cerca de 50 milhões de pessoas (25% da população), o que se vê nas três Pnads estudadas por Salm é uma linha de progresso contínuo, sem inflexão petista.
    Em 1996, quando Fernando Henrique Cardoso tinha um ano de governo, 48,5% dos domicílios pobres tinham água encanada. Em 2002, ao fim do mandato tucano, a percentagem subiu para 59,6%. Uma diferença de 11,1 pontos percentuais. Em 2008, no mandato petista, chegou-se a 68,3% dos domicílios, com uma alta de 8,7 pontos.
    Coisa parecida sucedeu com o avanço no saneamento. Durante o tucanato, os domicílios pobres com acesso à rede de esgoto chegaram a 41,4%, com uma expansão de 9,1 pontos percentuais. Nosso Guia melhorou a marca, levando-a para 52,4%, avançando 11,3 pontos.
    O acesso à luz elétrica passou de 79,9% em 1996 para 90,8% em 2002. Em 2008, havia luz em 96,2% dos domicílios pobres.
    Esses três indicadores refletem políticas públicas. Indo-se para itens que resultam do aumento da renda e do acesso ao crédito, o resultado é o mesmo.
    Durante o tucanato, os telefones em domicílios do andar de baixo pularam de 5,1% para 28,6%. Na gestão petista, chegaram a 64,8% das casas. Geladeira? 46,9% em 1996, 66,1% em 2002 e 80,1% em 2008.”

    ELIO GASPARI

    Pax, ve se se ajeita nesse ano q entra e esquece esse papo de “BASE”, vc ja ta crescidinho demais para continuar a repetir essas bobagens…

    aquele,

    ;^/

  4. Pax said

    iconoclasta,

    O artigo que você traz troca “base” por “andar de baixo”.

    É este teu grande incômodo? O Brasil não tem problema algum de desigualdade social? Supondo que você admita que sim, então como você sugere que eu chame o topo e aquela parte de baixo, andar de baixo, ou base da pirâmide?

    xeque!

  5. iconoclasta said

    ai,ai…

    “Mas a base da pirâmide, uma miopia que o governo anterior deu pouca importância , melhorou.”

    perdeu a rainha…

    ;^/

  6. iconoclasta said

    ou seja, até o gaspari admite q a propaganda é desonesta, já vc, isento e leal aos fatos, prefere difundi-la…

  7. Pax said

    Gambito da rainha…

    A oposição insiste neste ponto. Quer como argumeto que a situação melhor do Brasil se deve aos governos passados e que a principal questão resolvida foi o fim da inflação absurda etc etc. Que tem razões lógicas na argumentação, mas…

    A História é cruel mesmo, nem sempre o eleitor vincula questões objetivas de causa/efeito.

    As pesquisas dizem que uma enorme massa de brasileiros não votaria em quem fosse indicado por FHC.

    O discurso da oposição é fraco, na verdade inexistente. Ou, pelo menos ainda não apareceu claramente. O que interessa para a grande maioria? Qual é o discurso que vai tocar o eleitorado?

    Esse aí não cola.

    Veja, não estou fazendo torcida, estou discutindo a situação eleitoral, tentando antever os discursos que irão para os programas eleitorais.

    As últimas pesquisas indicam, se não me engano, Saúde, Segurança Pública e Corrupção em terceiro lugar.

  8. Pax said

    Iconoclasta,

    Veja um contraponto ao artigo do Elio Gaspari. De uma revista considerável.

    The Economist – Situação do Brasil antes e depois.
    Itens

    Nos tempos de FHC
    Nos tempos de LULA

    Risco Brasil
    2.700 pontos
    200 pontos

    Salário Mínimo
    78 dólares
    210 dólares

    Dólar
    Rs$ 3,00
    Rs$ 1,78

    Dívida FMI
    Não mexeu
    Pagou

    Indústria naval
    Não mexeu
    Reconstruiu

    Universidades Federais Novas
    Nenhuma
    10

    Extensões Universitárias
    Nenhuma
    45

    Escolas Técnicas
    Nenhuma
    214

    Valores e Reservas do Tesouro Nacional
    185 Bilhões de Dólares Negativos
    160 Bilhões de Dólares Positivos

    Créditos para o povo/PIB
    14%
    34%

    Estradas de Ferro
    Nenhuma
    3 em andamento

    Estradas Rodoviárias
    90% danificadas
    70% recuperadas

    Industria Automobilística
    Em baixa, 20%
    Em alta, 30%

    Crises internacionais
    4, arrasando o país
    Nenhuma, pelas reservas acumuladas

    Cambio
    Fixo, estourando o Tesouro Nacional
    Flutuante: com ligeiras intervenções do Banco Central

    Taxas de Juros SELIC
    27%
    11%

    Mobilidade Social
    2 milhões de pessoas saíram da linha de pobreza
    23 milhões de pessoas saíram da linha de pobreza

    Empregos
    780 mil
    11 milhões

    Investimentos em infraestrutura
    Nenhum
    504 Bilhões de reais previstos até 2010

    Mercado internacional
    Brasil sem crédito
    Brasil reconhecido como investment grade

  9. Só faltou reconhecer que isso é fruto de um processo!
    Quando escuto que Lula quer comparar seu governo com o de FHC, sempre respondo: então FHC deveria comparar seu governo com o de Sarney e Collor/Itamar!
    Mas se é para comparar, vale também comparar ano a ano o crescimento da economia mundial com a brasileira nos dois governos. Crescer 5% quando o mundo todo cresce mais é um resultado medíocre e pronto.

  10. iconoclasta said

    “Quer como argumeto que a situação melhor do Brasil se deve aos governos passados e que a principal questão resolvida foi o fim da inflação absurda etc etc.”

    nanan…

    se alguem quer algo é vc q sabe. eu digo o q é fato.

    FATO 1: vc escreveu q o governo anterior deu pouca importancia.
    FATO 2: os números dizem q a evolução é similar em ambos os governos.
    CONCLUSÃO: se um deu pouca importância o outro foi tão negligente quanto (tudo o mais constante, pelo jeito tem q explicitar isso tb…)

    teu rei já caiu…

    ;^))

    ps- isso não é contraponto, e ai a gente entra naquela questão: se é preciso explicar o óbvio entao se tem um problema. vc quer mudar o foco da discussão e discutir item a item, conjuntura a conjuntura a evolução dos números? eu ponho dinheiro na mesa.

  11. Chesterton said

    Olha a única vantagem inegável do Lula é que o PT parou de encher o saco com sua oposição estapafúrdia. Claro que o custo em reais é enorme.

  12. iconoclasta said

    “Risco Brasil
    2.700 pontos – Risco LULA
    200 pontos

    Salário Mínimo
    78 dólares – Dólar LULA
    210 dólares

    Dólar
    Rs$ 3,00 – Dólar LULA
    Rs$ 1,78

    Dívida FMI
    Não mexeu – falso, voltou a ter crédito.
    Pagou

    Indústria naval
    Não mexeu – ótimo.
    Reconstruiu

    Universidades Federais Novas
    Nenhuma – ótimo.
    10

    Extensões Universitárias
    Nenhuma – ótimo.
    45

    Escolas Técnicas
    Nenhuma
    214

    Valores e Reservas do Tesouro Nacional
    185 Bilhões de Dólares Negativos – HEM?!
    160 Bilhões de Dólares Positivos

    Créditos para o povo/PIB
    14%
    34%

    Estradas de Ferro
    Nenhuma
    3 em andamento – hahhaha…

    Estradas Rodoviárias
    90% danificadas – falso. as concessões rolaram no período e é desnecessário falar o quanto melhorou.
    70% recuperadas – simplesmente falso.

    Industria Automobilística
    Em baixa, 20%
    Em alta, 30% – uau, um carro, já posso namorar…

    Crises internacionais
    4, arrasando o país – pois é, se são internacionais…
    Nenhuma, pelas reservas acumuladas – hummm, qt o pais cresceu em 2009?

    Cambio
    Fixo, estourando o Tesouro Nacional – 1/2 verdadeiro…
    Flutuante: com ligeiras intervenções do Banco Central – …e quem foi q o deixou flutuar?

    Taxas de Juros SELIC
    27% – além do risco LULA, vinham de qt?
    11%

    Mobilidade Social
    2 milhões de pessoas saíram da linha de pobreza – falso
    23 milhões de pessoas saíram da linha de pobreza

    Empregos
    780 mil – falso.
    11 milhões

    Investimentos em infraestrutura
    Nenhum – tá de sacanagem. comunicação é infraestrutura? telefonia, essas coisas? sobre sanemanento os números estão acima. estradas, hummm…
    504 Bilhões de reais previstos até 2010

    Mercado internacional
    Brasil sem crédito – simplesmente falso, o crédito foi recuperado então…
    Brasil reconhecido como investment grade”

    melhor escolher outro jogo, não q eu seja um bob fisher, mas…

    ;^))

  13. Chesterton said

    Lula é um eterno mal agradecido ao FHC que deixou tudo prontinho, inclusive o plano econômico. Sem falar que na primeira eleição dele FHC praticamente foi seu cabo eleitoral.

  14. Pax said

    Vocês ainda não definiram um discurso-plataforma para a oposição.

    Assim será um massacre.

    Vão defender o quê? Basear sua proposta/projeto em que pontos?

  15. Pax said

    E vocês teimam em esquecer que minha proposta seria uma aliança que envolvesse o PSDB e o PT…

    Com uma bela limpa.

    Não só tirando o PMDB e o DEM da frente, mas uma limpa dentro destes dois partidos.

    Com um projeto para o país envolvendo, acima de tudo, uma solução de longo prazo para o capital humano, com Educação em primeiro lugar nas prioridades gerais.

    Mas este sonho é impossível. E aí cada lado faz suas alianças que não agradam nem seus próprios eleitorados.

    Acho, cá entre nós, que se dependesse somente do Lula e do FHC eles fariam. Dizem por aí que além de amigos um nutre uma boa dose de admiração um pelo outro.

    ……….

    Iconoclasta: você se apega numa frase que esvrevi. Pode ser que você tenha razão, que uma frase tenha sido mal colocada. Quer mudá-la? Diria então que os dois foram governos que, consecutivos melhoraram o todo, claro que sim, nenhum foi uma catástrofe e nenhum foi o melhor do mundo.

    Mas negar que Lula fala com o povo, com a base, ou como você queira chamar, muito melhor que Fernando Henrique é não aceitar uma realidade incontestável.

  16. Chesterton said

    “Diria então que os dois foram governos que, consecutivos melhoraram o todo, claro que sim, nenhum foi uma catástrofe e nenhum foi o melhor do mundo.”
    chest- Pax, você acaba de mudar completamente o sentido de seu post.

    “Mas negar que Lula fala com o povo, com a base, ou como você queira chamar, muito melhor que Fernando Henrique é não aceitar uma realidade incontestável.”
    chest- ninguem nega isso. Outro argumento falacioso (espantalho).

    Assim, não dá. Pax, tem que prestar mais atenção na qualidade de seus argumentos.

  17. iconoclasta said

    “chest- ninguem nega isso. Outro argumento falacioso (espantalho).”

    é mais um fato, obrigado Chesterton.

    Pax, não adianta empilhar o peões, eles não vão virar damas…

    ;^))

  18. Chesterton said

    Por Jorge Serrão

    “O Poder Judiciário tem uma parcela grande de responsabilidade pelo aumento das práticas de corrupção em nosso país. A generalizada sensação de impunidade verificada hoje no Brasil decorre em grande parte de fatores estruturais, mas é também reforçada pela atuação do Poder Judiciário, das suas práticas arcaicas, das suas interpretações lenientes e muitas vezes cúmplices para com os atos de corrupção e, sobretudo, com a sua falta de transparência no processo de tomada de decisões. Para ser minimamente eficaz, o Poder Judiciário brasileiro precisaria ser reinventado”.

    Talvez nem um crítico tão feroz do Judiciário brasileiro conseguisse ser tão contundente quanto foi o autor dessas palavras entre aspas, em entrevista à repórter Carolina Brígido, publicada na edição de domingo de O Globo. O interessante seria analisar: por que o ministro do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Benedito Barbosa Gomes, de 55 anos, que tem mestrado em Direito do Estado, foi tão crítico com o Judiciário ao qual serve? Por que Joaquim foi tão enfático em afirmar que o “Judiciário tem parcela grande de responsabilidade pelo aumento da corrupção em nosso País”?

    Joaquim Barbosa reclamou que a impunidade é hoje problema crucial do País. “A impunidade no Brasil é planejada, é deliberada. As instituições concebidas para combatê-la são organizadas de forma que elas sejam impotentes, incapazes na prática de ter uma ação eficaz”. O próprio O Globo recorda que, há dois anos, Joaquim Barbosa ganhou notoriedade por relatar o processo do mensalão do PT e do governo Lula. Em 2009, convenceu os colegas a abrir processo contra o senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG) para apurar se ele teve participação no mensalão do PSDB mineiro.

    Será que Joaquim soltou o verbo porque anda sofrendo pressões em função dos “mensalões” – que são casos politicamente programados para dar em nada para a maioria dos envolvidos? Fica difícil acreditar que o ministro do STF tenha feito uma crítica tão contundente apenas para fazer média com a mídia. Por isso, vale perguntar: Para quem foi o recado de Barbosa?

  19. Chesterton said

    49 Years Of Leftist Policies: Detroit In Ruins

    Detroit used to be a productive, vibrant city. It used to have the highest median household income in the country. Then, along came the government. Starting in 1961 with the Model Cities Program, and proceeding through several decades of Democrat governance, Detroit is now the perfect example of the destructive and devastating consequences of federal interference in state policy.

    Detroit is a prime example of what happens when a state succumbs to the allure of federal dollars. What appears to be a free lunch rapidly turns into a state totally dependent on the federal government, forced to enact ruinous social policies that benefit only select groups of politically connected charlatans.

    Largely as a result of federal regulations and union policies, Detroit now has the lowest graduation rates in the country and the highest unemployment and crime rates in the nation. In essence, Detroit is a microcosm of what happens to the golden goose when the federal government takes over.

    After decades of unchecked feel-good policies that focus on social justice while penalizing merit, Detroit is dead. The leftist policies of redistributive income, crony capitalism and pro-union regulations have resulted in a third-world city smack dab in America’s heartland.

    Considering that these failed policies are the exact same policies Obama and friends are now foisting on America at large, one has to wonder if the leftists Democrats in charge today are merely stupid or are actively seeking to bring America down to the level of a third world country.

    More HERE

  20. Chesterton said

    http://newsrealblog.com/2010/01/03/49-years-of-leftist-policies-detroit-in-ruins/

  21. Pax said

    Vocês são mesmo uma turma reunida da oposição braba? Tem organização e tudo?

    Não adianta ser honesto, tem que parecer honesto. Não adianta gostar de agradar a base da pirâmide, tem que falar com ela diretamente…

    Vendo o último Painel com o William Waak e seus convidados, o programa mais de oposição que conheço na tv de hoje, todos comentando sobre as eleições, sobre a dificuldade da oposição definir um discurso que chegue no povo, na massa, questionando até quanto haverá transferência de votos do Lula para Dilma etc e afirmando, pasmem, que a base da pirâmide melhorou mais neste governo que no passado.

    Empilhar peões, iconoclasta? Que nada, mas eles já estão na 7a casa e você está lá preocupado com rainhas e torres. Peões unidos jamais serão vencidos.

    (Deep Blue versus Kasparov, maio de 1997)

  22. Pax said

    Vocês não terão saco para ler o texto todo, então destaco uma pequena parte que diz uma enormidade.

    Texto do André Singer, que foi porta-voz do Lula e saiu fora.

    “O popular que havia ficado fora de moda, seja pela retórica da modernização,ao centro, seja pelo discurso de classe, à esquerda, está de volta. Diferentemente da experiência peessedebista, o “Real de Lula” veio acompanhado de uma mensagem que faz sentido para os de menor renda: pela primeira vez o Estado brasileiro olha para os mais frágeis e, portanto, se popularizou. Essa é a razão pela qual o presidente insiste que “nunca na história deste país… etc. etc.”.

    Irritados, os supostos “formadores de opinião” não percebem que Lula não está se dirigindo a eles e insistem na tecla de que a história não começou com Lula, o que é verdade, mas ouvido vários degraus abaixo, o bordão adquire outro sentido.”

    Aqui. http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/files/2010/01/20091215_06_singer_p82a103.pdf

  23. iconoclasta said

    “Vendo o último Painel com o William Waak e seus convidados, “Vendo o último Painel com o William Waak e seus convidados, o programa mais de oposição que conheço na tv de hoje,…”

    Pax, vc é diversao garantida:

    o programa mais de oposição ” traz o belluzo na edição citada…outro dia era o delfim

    “os supostos “formadores de opinião” não percebem que Lula não está se dirigindo a eles e insistem na tecla de que a história não começou com Lula, o que é verdade, mas ouvido vários degraus abaixo, o bordão adquire outro sentido.”

    ah, agora eu saquei, vc se poe varios degraus abaixo, ai a verdade já não importa…

    ;^)))

  24. Pax said

    Iconoclasta,

    Você jura que acha o William Waak defensor da situação?

    Lembre, o programa é dele, não dos convidados. Se ele coloca o outro lado para discutir é um mérito, mas daí a dizer que é um programa defensor da situação não seria um passo largo demais das tuas pernas?

  25. iconoclasta said

    “Você jura que acha o William Waak defensor da situação?

    Lembre, o programa é dele, não dos convidados. Se ele coloca o outro lado para discutir é um mérito, mas daí a dizer que é um programa defensor da situação não seria um passo largo demais das tuas pernas?”

    eu juro?!?!? q papo de doido, credo!

    ;^)))))))))

    Chesterton, faz esse favor…

  26. iconoclasta said

    o programa mais oposicionista na tv de hj…hummm, acho q é a HEBE, ou das moças no GNT.

    ;^?

  27. Pax said

    Como você não vai ler o texto do Andre Singer, coloco a parte final para você entender as coisas sem precisar do Chesterton:

    “O relativo desinteresse de Lula pelos “formadores de opinião”
    significa que o realinhamento tirou centralidade dos estratos médios, que eram mais importantes no alinhamento anterior. Nele, a
    esquerda organizava segmentos baixos e médios da “classe média”,
    notadamente operários industriais e servidores públicos, em torno
    de uma ideologia de esquerda, isto é, do discurso de classe. O centro agregava as classes médias ao redor da modernização do capitalismo e mobilizava o subproletariado contra a esquerda nos momentos cruciais. Assim, o conflito político geral era filtrado pelo debate entre os setores médios.

    À medida que passou a ser sustentado pela base subproletária,
    Lula obteve uma autonomia bonapartista (sem qualquer conotação
    militar). Com ela, criou um ponto de fuga para a luta de classes, que começou a ser arbitrada desde cima ao sabor da correlação de forças.

    Se a reforma da previdência, que tirava benefícios do servidor público, passou, a reforma trabalhista, que visava tirar direitos dos assalariados, foi adiada sine die, e assim por diante.
    Árbitro acima das classes, o lulismo não precisa afirmar que o
    povo alcançou o poder ou que “os dominados comandam a política”,
    como na formulação que Oliveira foi buscar na África do Sul
    pós‑apartheid66. Ao incorporar tanto pontos de vista conservadores, principalmente o de que a conquista da igualdade não requer um movimento de classe auto‑organizado que rompa a ordem capitalista, como progressistas, a saber, o de que um Estado fortalecido tem o dever de proteger os mais pobres, independentemente do desejo do capital, ele achou em símbolos dos anos de 1950 a gramática necessária.

    A noção antiga de que o conflito entre um Estado popular
    e elites antipovo se sobrepunha a todos os outros poderá cair como
    uma luva para o próximo período. Agora enunciada por um nordestino
    saído das entranhas do subproletariado, ganha uma legitimidade
    que talvez não tenha tido na boca de estancieiros gaúchos. Por
    isso, se a hipótese do realinhamento se confirmar, o debate sobre o populismo ressurgirá das camadas pré‑sal anteriores a 1964, em que parecia destinado a dormir para todo o sempre.

    André Singer é professor do Departamento de Ciência Política da Universidade de São Paulo.

    ————–

    Quer revanche ou vai fazer como Kasparov e dizer que está com passando mal?

  28. Chesterton said

    eu não entendi onde o Pax quer chegar….

  29. iconoclasta said

    haha, Pax, vc tá numa trip lisérgica, mas é uma onda ruim…

    só uma coisinha: teu rei já caiu há muito, e vc tá que nem aquela personagem do Nabokov…

    alias, é uma boa troca. se é para ficar na ficção, é melhor pegar algo de qualidade. essas porcarias q vc cata ai pela net nao tao te fazendo bem. ou será q sou eu que não estou captando a tua zoação?

    ;^))))))))

  30. Pax said

    Leiam o texto, oras.

  31. Chesterton said

    “O popular que havia ficado fora de moda, seja pela retórica da modernização,ao centro, seja pelo discurso de classe, à esquerda, está de volta. Diferentemente da experiência peessedebista, o “Real de Lula” veio acompanhado de uma mensagem que faz sentido para os de menor renda: pela primeira vez o Estado brasileiro olha para os mais frágeis e, portanto, se popularizou. Essa é a razão pela qual o presidente insiste que “nunca na história deste país… etc. etc.”.

    chest- mas e o Getulio?

    http://www.blogdoalon.com.br/2010/01/getulio-vive-0401.html

  32. iconoclasta said

    “Uma coisa são os números, outra é a leitura política. Cada um faz a sua.”

    perfeito, isso é honestidade intelectual.

    eu tb faço a minha:

    tratam-se basicamente de 2 partidos criados por coletivistas. o real, as privatizações e a LRF foram de fato as principais medidas para o avanço economico que na esteira de um cenário global benéfico proporcionou ao mitomano q ocupa a chefia do executivo a propalada polpularidade em um ambiente de total degradação moral, cuja a dita figura é o expoente máximo.

    ;^/

  33. Pax said

    Vocês acham que Lula é mitomano e um degradado moral. Na verdade repetem ad nauseam o que o Reinaldo Azevedo fala. Até o vocabulário não tem qualquer criatividade.

    E Lula tem a maior aprovação popular além da mundial. E o Brasil, por vários motivos, está melhor. Andou para frente. Imagino o quanto seja duro para alguém da direita liberal (ou neoliberal – só que agora não gostam mais que chamem assim, sentem-se ofendidos), ver que uma visão mais social democrata é melhor que uma visão onde a tal da base é menos atendida e um dia receberá uma migalha de um bolo que vai crescer. E esse dia nunca chega. Com FHC, sim, admito, e mais ainda com Lula, a migalha virou realidade, quase ninguém mais passa fome. E esse pouco faz a roda girar. Impressionante não?

    O FHC se juntar com o ACM é a coisa mais normal do mundo, nessa visão. Mas jamais o Lula se juntar com o Sarney. Qual a enorme diferença entre ACM e Sarney?

    E falam de honestidade intelectual. Pois é. Eu já acho que as duas alianças foram e são – porque continuam – o maior problema brasileiro.

    A direita é honesta intelecutal? Mais que a esquerda? Igual? Parecido?

    Sei lá. O blog tem uma enorme coleção de ambos os lados. Para mim todos se perderam nessa. O Brasil se perdeu nessa.

    Mas a direita só vê um lado, dentro de sua imensa “honestidade intelectual”.

    Sei.

  34. fk said

    Pax – Já foi dito aqui, e devo concordar, que o PT empunhava a bandeira da ética a qualquer custo. Não que eu ache que ética tem que ser banderia, já que, para mim, é um pressuposto, mas enfim, esse era nosso país.

    Quando chegou ao governo, jogou fora essa sua bandeira em troca de alianças para lá de questionáveis, tão questionáveis quanto aquelas feitas por FHC, ams a cobrança sobre o PT, pelo menos para mim, é maior, pois essa opção minou o seu grande diferencial.

    Isso para não falar, como cansei de repetir aqui, que Lula tinha sim cacife para fazer opções políticas diferentes das que fez.

  35. Chesterton said

    Pax, dá para ver as lágrimas que saem de seus olhos quando você fala no Lulla. Padre Cícero sentiria uma ponta de ciúmes.

  36. iconoclasta said

    Pax, vc não sabe o qt vc tá animando esse meu dia de lento e tedioso retorno as atividades que me remuneram…

    agora, antes de eu ir embora, ve se consegue me responder uma coisinha: o Alon é de direita?

    ( ) Sim
    ( ) Não

    ;^/

  37. Chesterton said

    Lula está agora gastando uma grana com Assessoria de Imprensa em nivel global para se candidatar a Nobel da Paz. Olha a grana que deveria ir para as vítimas das enchentes para onde vai:

    Domingo, Janeiro 03, 2010
    Uma super estrutura para vender Lula.
    O resultado está aí. Em julho de 2008, a SECOM de Franklin Martins contratou por R$ 15 milhões anuais o Grupo CDN, uma das maiores empresas de comunicação do país, para cuidar da imagem do Brasil no exterior. No lugar de “Brasil”, leia-se “Lula”. Associada à Fleishman-Hillard, outra gigante das relações públicas internacionais, com mais de 80 escritórios no mundo, a empresa contratou sete jornalistas sênior, com salários mensais na casa dos R$ 20 mil,fluentes em inglês, espanhol e francês, com um único objetivo: colocar a marca “Lula” na mídia global. Nenhum outro líder mundial possui tamanha estrutura de imprensa trabalhando full time para polir a sua imagem e plantar boas notícias no mundo inteiro, com outra diferença. Quer vir ao Brasil fazer uma reportagem? Lula convida, Lula paga a viagem, Lula abre as portas do Brasil para o fascinado jornalista, inclusive, muitas vezes, com direito a uma “exclusivazinha” para elevar o prestígio. Este ano, o que prova que grande parte dos R$ 15 milhões está sendo paga lá fora, a CDN cobrou apenas R$ 6,4 milhões do Governo Federal, até novembro. Mas os resultados foram simplesmente espetaculares. Em 2009, Lula concedeu 114 entrevistas, das quais 43 exclusivas para as maiores redes de comunicação internacionais e para os maiores jornais e revistas, oferecidas tanto no Brasil quanto no exterior. Frente a tudo isso, fica fácil entender a razão pela qual o premiadíssimo Lula, no ano da grande crise, saiu maior do que o Brasil, em termos de imagem internacional. A pauta era essa mesmo.

    co Coronel Coturno

  38. Chesterton said

    ah, Pax, mas isso não é corrupção, némeis? Quando é para o beneficio do Lula, pode.

  39. Pax said

    Fk,

    Nunca disse que o PT não tinha se perdido com relação às questões éticas e morais.

    Foi uma enorme decepção.

    A partir daí uma parte foi convencida de uma tal de necessidade de governabilidade, que virou sinônimo de um liberou geral.

    Nunca caí nessa.

  40. Dei uma olhada rápida nos comentários, mas vocês viram como o William Waack foi tratado, logo ele, o único jornalista da grande imprensa com cultura, estofo e moral para discutir assuntos internacionais com equilíbrio hoje? Ele ou é “de oposição” ou “sustenta a situação”! Fla x Flu! Não há possibilidade dele apenas estar fazendo seu trabalho, ele necessariamente ou toma partido do governo ou é contra ele.
    Isso é o que é o tal relativismo, ou seja, não há verdade, não há “imperativos categóricos”, tudo é relativo, tudo depende “de que lado você está”. A gente pode não saber como essas idéias começam, mas sabemos muito bem onde terminam: no paredão.
    Assim a gente vai entendendo a cabeça da esquerda, como eles pensam. Ou você está comigo, ou contra mim.
    Se você não vende a alma ao lulismo, você é um contra-revolucionário e, um dia, deverá prestar contas da sua insolência, da sua insubordinação, você é um elitista sem “consciência social”.
    Lênin, o criador de conceitos como o patrulhamento ideológico, aquele que carimbava tudo e todos como “direta” ou “esquerda”, fez realmente um trabalho tão eficiente que há 100 anos parte do debate ainda está pautado pelas suas regras.
    William Waack é um patrimônio da imprensa brasileira, mas é intelectualmente honesto, cosmopolita, culto, elegante, plural, o que hoje, no Brasil, é um crime. Waack, fica esperto, um dia o pessoal da Confecom te pega!

  41. Chesterton said

    O lulismo não admite o contraditório. Aí uma demonstração de fragilidade. Se qualquer crítica já deixa a tchurma eletrizada, é sinal que se sustenta em falsidades.

  42. Chesterton said

    Por Antônio Ribas Paiva

    A demissão ou a permanência de Jobin ou de Viegas ou de Élcio Álvares no Ministério da Defesa em nada altera a segurança nacional, porque o “gabinete” é só “papelada”, “conversa fiada” e “política”, o que dá no mesmo.

    O dever constitucional de defender a Nação e o Brasil contra seus inimigos internos, externos ou de si mesma é dos comandantes militares. Por isso mesmo, eles não podem envolver-se no “jogo de cena” da política, porque sua missão é irrenunciável.

    Vanuchi e Jobin são políticos do governo Lula, que devem colaborar entre si, sob pena de demissão “ad nutum”. Foi o que ocorreu! Vanuchi, em clara manobra diversionista, exerceu falsa pressão contra a lei de anistia. Tudo para “valorizar o papel” de Jobin diante das Forças Armadas, fazendo o “jogo de cena” do pedido de demissão, adredemente combinado.

    O governo do PT não quer alterar a lei de anistia, por três motivos: impossibilidade jurídica, impossibilidade política e necessidade de proteção dos seus membros e correligionários.

    De fato, a legislação brasileira não prevê a “reformatio in pejus”. A Classe Política não vê como prioritário o assunto, e o governo não quer revogar a lei de anistia, porque Dilma, José Dirceu e companhia iriam para a cadeia.

    Senhores Comandantes, a Nação Brasileira não quer a politização de suas Forças Armadas, que institucional e constitucionalmente devem pairar acima de futricas de gabinetes, de qualquer governo.

    Os governos são passageiros, mas a Missão dos Exércitos é permanente.

  43. Elias said

    A missão das Forças Armadas é tão permanente quanto a do Congresso Nacional, do Judiciário, do Tribunal de Contas da União, etc, etc.

    As Forças Armadas são repartições do Poder Executivo. São, portanto, parcelas do poder político.

    A missão das Forças Armadas é tão política quanto a de qualquer outro ministério ou repartição do Poder Público.

    As Forças Armadas não “pairam sobre” a política nem sobre coisa nenhuma. Elas estão dentro da política e se subordinam ao poder político, que é civil.

    Uma dos méritos das Forças Armadas brasileiras é ter incutido em seus quadros um fortíssimo sentimento antimilitarista, mesmo quando o poder político passou a ser exercido por militares.

    O Brasil teve uma ditadura militar, mas não se militarizou. Os quadros de nossas FAs saíram da ditadura ainda mais antimilitaristas do que eram antes, o que faz deles muito mais politizados do que muita gente imagina…

    Há uma enorme diferença entre ser “politizado” e “partidarizado”.

    Prefiro continuar a ver os quadros militares brasileiros como eles realmente são: cada vez mais politizados e profissionais e, ao mesmo tempo, cada vez menos partidarizados.

  44. iconoclasta said

    Pax, vc não acha que deve esclarecimentos aos seus leitores? não se preocupe comigo que, ainda a ignorar a autoria dos números que vc colou, afirmei prontamente sua falsidade.

    http://oglobo.globo.com/pais/noblat/posts/2010/01/06/propaganda-enganosa-255033.asp

    ter um dia ruim, confundir A com B, misturar o que é dito e tal, pode acontecer com qq um. atribuir a uma publicação reputada informações falsas provenientes de fontes mais do que questionáveis já é coisa de quem tá sem rumo.

    feio, muito feio…

    ;^{

  45. Chesterton said

    Pax, quando é pego na pegadinha, some. Abre um post sobre “assunto mais importante” e desaparece.

  46. Chesterton said

    Os quadros de nossas FAs saíram da ditadura ainda mais antimilitaristas do que eram antes..

    chest- tem que provar isso com caminhões de provas

  47. Pax said

    Iconoclasta,

    Não me lembro de dívida alguma. Coloquei o que saiu na Economist.

    E você acha que o comentário de uma leitora chamada Ana Maria é tua fonte mais confiável.

  48. iconoclasta said

    pai do céu!

    http://www.paulohenriqueamorim.com.br/index.php?s=fernando+morais

    aproveita e dá o link do artigo da The Economist, ou será que você tem a revista impressa e copiu dela?

    q vergonha…

    ;^o

  49. iconoclasta said

    e aí, a moça é ou não confiável?

    cadê a revista, Pax?

    BU!!!

  50. iconoclasta said

    Pax, tua infeliz fonte saiu na frente:

    “Marcos Verlaine, jornalista e analista político do DIAP, autor do artigo “Lula x FHC: por que os tucanos evitam as comparações”, comentou:

    “Recebi os dados por e-mail e davam conta que eram da Economist. Realmente não me dei ao trabalho de ir na Economist e checar tudo. Mas, por outro lado, chequei os dados , fui em sites de pesquisa, blogs, no blog da Dilma , e vi que os dados eram verossímeis.

    Por isso resolvi publicar o texto, pelo qual assumo toda a responsabilidade. O DIAP não tem nada com o artigo assinado por mim. Sou editor da Agência DIAP, institucionalmente, mas no caso do artigo a opinião é minha, não do DIAP.

    Vou esclarecer o assunto, talvez num outro artigo. Vou falar que o mais importante para mim são os dados, que não são questionados. Todos estão questionando só a fonte, que para mim não é o mais importante.

    Vou esperar um pouco para isso para não entrar no calor do debate. Vou esperar esfriar. Agora é hora de quem quiser dar sua opinião, concordando ou divergindo.””

    “O jornalista Marcos Verlaine removeu há pouco o parágrafo do seu artigo onde dizia: ” Estes dados não foram inventados por mim, muito menos por algum petista (!?!?!) ou pelo governo. São da conceituada revista britânica The Economist”.”

    Noblat.

    q pesadelo, malandro!!! viu Pax, como eu não sou covarde, a mais correto foi mesmo encerrar o match após aquela molezinha q foi a primeira partida.

    ;^)

    ve se aparece, mas com um mínimo de dignidade…

  51. Chesterton said

    Quando Pax está acuado no “corner” do “ring” ele fica quitin, quitin….

  52. Pax said

    Recebi a comparação por e-mail também. Dizia que os dados eram da Economist. E ainda trazia o link da notícia que todos viram, essa aqui http://www.economist.com/opinion/displaystory.cfm?story_id=14845197

    Acuado? Malandro? Covarde? Indigno?

    Acho que vocês estão se perdendo em reinaldices.

  53. Chesterton said

    Reinaldices? Um blogueiro criticando genericamente o Reinaldão, o melhor jornalista em atividade no Brasil? Essa é “ótema”.

  54. Pax said

    Você está me censurando? No meu próprio blog?

    O teu rei é incapaz de generalizações?

    Um paragrafo do teu tio:

    “Quanto à petralhada, que imagina que tudo tem um preço, dizer o quê? Se eu estivesse à venda, não custa lembrar que há um lado que pagaria bem mais… Essa gente se acostumou com o ódio gratuito — e o amor muito bem remunerado — de seus subjornalistas de serviços.”

    Nenhuma generalização, não?

  55. Pax said

    O Reinaldo, infelizmente, presta um serviço à situação. Como a oposição é fraquíssima e este time de jornalistas e pensadores da oposição (Olavo, Reinaldo, Diogo) é, digamos, histérico, a situação nada de braçadas.

    É a tal da questão: “É o lobo, é o lobo….”

    Ninguém mais ouve. Pelo menos os mais equilibrados.

    Vou um pouco à além. Isso é ruim. Algumas análises críticas que poderiam ser bons alertas acabam se perdendo no meio da gritaria.

  56. Chesterton said

    Meu Deus, Pax, o que leio é inacreditável. Como parece que voc~e acompanha a coluna dele, deve ter ideia da quantidade de mensagens de ódio que ele recebe. E é desses que ele está falando.
    1. quer dizer que só desequilibrados leem o Reinaldão? Hilário! O cara é um dos principais colunistas da quinta maior revista semanal do mundo! (não, não é ad hoc, é apenas registro de um fato)E você diz que ninguem “equilibrado” o leva a sério!

    2. Seu petismo levou a perda da razão. Sabe, eu tinha um amigo que jurava que não torcia pelo Flamengo. Quando o Flamengo perdia, ele chegava no trabalho com olhos injetados, mal-humorado, mas não, ele era Olaria até debaixo dágua. Ta bom.
    Vá lá no Blog dele que o post de hoje está ótimo.

  57. Chesterton said

    É PRECISO QUE SE DIGA COM CLAREZA: O DECRETO 7.037 É UM CONVITE À INSTITUCIONALIZAÇÃO DE UMA ESPÉCIE DE “ESTADO NOVO LULISTA” – OU DE DITADURA DOS COMPANHEIROS. E NÃO É ASSIM PORQUE EU QUERO. É ASSIM PORQUE ASSIM ESTÁ NO TEXTO.

    R.A.

  58. Chesterton said

    Como se nota, na prática, foram tornados sem efeito tanto o caput como o inciso XXII do Artigo 5º da Constituição, que asseguram o direito de propriedade. Os lulo-petralhas vão argumentar que o inciso seguinte, o XXIII, trata da “função social da propriedade. É verdade. Mas, em nenhum momento, isso implica que os “movimentos sociais” definam o que é e o que não é legal, o que é e o que não é aceitável. O modelo exposto acima, se querem saber, é o que vige hoje no Pará, com seu ciclo interminável de violência. O que o texto faz é criar uma instância que tira das mãos do Judiciário a prerrogativa de restaurar um direito que foi agravado. A rigor, o “manto” dos “direitos humanos” extingue a propriedade. Um juiz não poderia mais determinar que a propriedade invadida fosse devolvida ao dono. A SIMPLES INVASÃO JÁ MUDARIA O STATUS JURÍDICO DA ÁREA.

  59. Chesterton said

    – Estabelecer critérios e indicadores de avaliação de publicações na temática de Direitos Humanos para o monitoramento da escolha de livros didáticos no sistema de ensino.

    chest- motivo de rusgas entre a escola de meu filho e eu próprio.

  60. Pax said

    Quando você fica nervosinho é ótimo.

    Quando você me acusa de petismo melhor ainda.

    Não leio o Reinaldo regularmente. Leio “As Últimas”. De vez em quando leio alguns de seus posts. Via de regra me arrependo.

  61. Pax, sua “análise” é muito particular e pessoal, para dizer o mínimo, apesar de você tentar dar a ela ares de consenso ou de “verdade”, uma técnica da esquerda pra lá de conhecida.
    Reinaldo Azevedo é o melhor, mais culto, atuante e preciso jornalista do país? Muitos acham que sim, como eu, outros não. Mas ele tem um dos blogs políticos mais lidos, senão o mais lido do país (o que é comprovável em números de page views e unique visitors), um dos mais influentes (está em todas as listas sérias), suas palestras enchem auditórios (eu mesmo já comprovei isso), seus livros são best-sellers (entretando, quem você conhece que já leu “Os cabeças-de-planilha” do Nassif ou “Plim-Plim” de PHA?) e escreve regularmente na quarta maior revista do mundo. Não é pra qualquer um.
    Diogo Mainardi é colunista regular da mesma revista há 10 anos e comentarista fixo do Manhattan Connection, o programa político mais visto e importante da TV brasileira (não estou considerando os telejornais).
    Olavo de Carvalho é um livre pensador que tem o podcast mais baixado do True Outspeak, tem uma legião de seguidores (as duas maiores comunidades a favor dele no Orkut somam mais de 10.000 fãs) e, sinceramente, quantas pessoas no Brasil tem estofo intelectual para sequer engraxar seus sapatos?
    Eles são importantíssimos para o debate e muito influentes, além de exibirem uma coragem ímpar ao ser, como Davi contra Golias, não lulistas e não esquerdistas numa imprensa totalmente dominada e domesticada pelos adversários, que os perseguem impiedosamente. Se fossem irrelevantes, o tratamento seria outro.
    Chamar os inimigos destes citados como “equilibrados” é uma piada ou então uma ironia: eles se equilibram entre os cadáveres do comunismo e as verbas e empregos públicos daqui, com o nosso dinheiro. Realmente é preciso muito “equilíbrio” para se manter de pé em cima de tanta lama e sangue.
    Enquanto houver um democrata gritando “é o lobo” ou “é o lobão”, o Brasil ainda terá salvação.

  62. Pax said

    A diferença entre Reinaldo, Mainardi e Olavo e PHA e Azenha é o lado em que decidiram estar.

    São parciais, maniqueístas.

    Por conseguinte, na minha opinião, usam antolhos.

  63. Chesterton said

    Se arrepende porque?

  64. iconoclasta said

    #52

    e vc tb não se deu o trabalho de checar o link e ainda se faz de ofendido?

    bicho, vou te contar, o DONO DO BLOG posta uma farsa, qd chamada sua atenção vem com outra, continua a negar e tenta dar sentidos diferentes aquilo que é dito por quem comenta, qd não tem mais jeito, põe a bola de baixo do braço.

    então por enquanto é isso…uma pena.

    ;^/

  65. iconoclasta said

    os “equilibrados” preferem propagar fraudes…

  66. Pax, existem PHAs, Nassifs e Azenhas no campo oposicionista? Claro que sim, são raros (ainda bem) mas existem, mas os três citados não podem ser colocados no mesmo patamar intelectual ou moral, estão em outro nível completamente diferente.
    Eu concordo com você que a gritaria pura e simples não leva a nada, mas também há assuntos tão ultrajantes que é até complicado dar ares de debate a eles, é quase uma maneira de legitimá-los. Há espaço para debate e há espaço para a “ira santa” quanto o assunto não é assunto, é acinte.

  67. Pax said

    Além dos três citados, há vários outros, Lula Borges.

    Iconoclasta,

    Você está tão incomodado assim? Porque usei dados de um e-mail num comentário? Porque passei praticamente um dia de cama sem vir aqui responder as ofensas que você faz diuturnamente?

  68. Meus queridos, estou de malas prontas para o Rio de Janeiro, desejem-me muito sol e mar por lá! Abraços democráticos a todos.

  69. Chesterton said

    Mas isso dem nome bonitinho: “denial”.

  70. Chesterton said

    Hoje e amanhã. instável, sábado e domingo, tempo bom.

  71. Chesterton said

    66. agora se faz de coitadinho.

  72. Obrigado, Chest! Abraços cariocas.

  73. Pax said

    Nada de coitadismo, Chesterton.

    Quem entra na chuva é para se queimar, como dizia Vicente Matheus.

    Mas confesso que tem horas que enche o saco. Não acrescenta em nada.

    Nesse fla x flu, prefiro o Botafogo.

  74. Elias said

    Pax,
    Voltando às mulheres, que é o tema de seu post. Indo, aliás, a uma delas: a Dilma.

    Marcos Paulino, do Data Folha, diz que 37% dos eleitores brasileiros se dispõem a votar para presidente em quem for indicado(a) pelo Lula.

    Mas Dilma tem somente 24% das intenções de voto, de acordo com o próprio Data Folha.

    É que, ainda segundo Paulino, boa parte do eleitorado brasileiro não sabe que Dilma é a candidata do Lula. Aliás, e novamente segundo o Data Folha, uma parcela expressiva nem sabe que Dilma é candidata. O grau de desinformação e alienação política é, simplesmente, paquidérmico.

    Isso com toda a carga que Lula tem feito pra colar a imagem de Dilma à sua própria.

    Conclusões:

    1 – Dilma deverá continuar crescendo nas pesquisas de intenção de voto. Provavelmente, iniciará a campanha propriamente dita com alguma coisa em torno de 35% a 40% das preferências eleitorais.

    2 – Não sobra nada para uma terceira (ou quarta, ou quinta) candidatura, exceto coadjuvar uma das 2 principais e/ou caitituar o próprio nome para as eleições municipais de 2012.

    3 – É praticamente impossível esperar por uma campanha eleitoral para presidente baseada em propostas políticas e programas de trabalho. Com tão alto grau de alienação política, a única estratégia capaz de produzir bons resultados eleitorais consiste em usar a desinformação em favor das candidaturas.

  75. Pax said

    Acho que há mais conclusões que estas 3, Elias.

    4 – Quem é a real oposição no Brasil? PSDB com DEM. Se há alguma coisa boa no PSDB, e há, como há no PT, se perde na aliança com o DEM, o mesmo que acontece com a aliança do PT com o PMDB. Os dois lados, situação e oposição, acabam se equiparando por baixo com suas alianças. Aqui mora o grande problema, o da alienação política que você bem coloca. Que nos leva a…

    5 – As campanhas serão pautadas mais em acusações que em propostas. Já disse e repito que a campanha, por baixo dos panos, será “o meu corrupto é melhor que o teu”, “o meu mensalão é menor que o teu” etc.

    6 – Nos programas se discutirão algumas das maiores preocupações da população. Se não me engano a última da Data Folha indicou as três maiores com Saúde, Segurança Pública e Corrupção.

    7 – O Meio Ambiente ficou, por enquanto, uma plataforma cheia de pais e mães. Até os ruralistas hoje pousam de ecologistas. E tem gente que acredita.

    etc

    Educação, Reforma Política, Reforma Tributária e vários outros pontos que me parecem extremamente importantes acabam nem entrando no debate.

  76. Elias said

    Pax,
    Tenho minhas dúvidas sobre a inclusão da corrupção na pauta.

    Se ela for pautada, vai ser bala pra lá/bala pra cá, como você disse.

    Mas acho que, pelo menos inicialmente, o assunto será evitado, exceto como tema pra profissões de fé. Como todos os partidos tem lá seus problemas, partir de cara pra acusações seria falar de corda em casa de enforcado. Só serviria pra atrair chumbo grosso, no revide.

    Mais à frente, principalmente no 2º turno, o lado que estiver perdendo, já no desespero, vai apelar pro tudo ou nada. Aí, sim, o bicho vai pegar, porque os dossiês certamente que existem e são cabeludos pra caramba!

    Quanto aos demais temas, sem dúvida. Mas será “desinformação sobre saúde”, “desinformação sobre segurança”, “desinformação sobre educação”…

    Reforma Tributária e, a principal, Reforma Política? Nem pensar!

    Vai ser difícil tocar essa música no Brasil.

    A reforma política, p.ex., não está na agenda do cidadão. Mesmo as pessoas com maior grau de instrução — e de informação — quase nada sabem sobre o assunto, desconhecem as alternativas possíveis e, por isto mesmo, não têm opinião formada. Pior: nem acreditam que, sem reforma política, dificilmente virão reformas tributária, ou educacional ou do que quer que seja, que prestem.

    Como você falou, os políticos têm a cara do povo. Se o assunto está na agenda do povo… está na pauta política. Se não está… chapéu!

    Minha curiosidade é sobre meio-ambiente.

    Nos países desenvolvidos, o meio-ambiente já está cravado na agenda das grandes empresas. O respeito ao meio-ambiente está se tornando fator de impulsionamento das vendas. Tenho visto entrevistas com mega-empresários e dirigentes de grandes empresas norte-americanas e européias, e, quase sem exceção, eles defendem uma mudança de atitude em relação ao tema.

    No Brasil, a coisa sempre anda mais devagar. Uma imensa parcela da população ainda acha que preocupação ambiental é porralouquice. Por outro lado, há um número nada desprezível de políticos que tenta colar suas carreiras a esse tema.

    Estou curioso pra ver como essas peças vão se encaixar no quadro geral da campanha de 2010.

  77. Pax said

    Elias,

    Bom ponto, ou seja, definir o que entendemos por reforma política.

    Vou elencar alguns, por favor complete e faça suas correções:

    1 – Voto em lista.

    2 – Financiamento público

    3 – Fim das coligações nas eleições proporcionais

    4 – Fidelidade partidária

    5 – Cláusula de barreira

    6 – Fim do voto secreto no Congresso

    7 – Voto facultativo

    8 – Fim dos Suplentes

    9 – Voto distrital

    10 – Ficha limpa

    11 – Foro privilegiado

    Devo ter esquecido de alguns…

  78. Elias said

    Pax,
    Acrescentaria à sua lista a revisão da estrutura do Poder Legislativo.

    Tenho minhas dúvidas sobre se o Senado é, realmente, necessário. Em princípio, creio que o Legislativo brasileiro deveria ser unicameral.

    De qualquer modo, mantendo-se ou não o Senado, creio que a proporcionalidade deveria ser revista, reduzindo-se os quantitativos (pra quê 3 senadores por Estado, p.ex.? Um não bastaria?). E acho que isso vale para Senadores, Deputados Federais e Estaduais e Vereadores.

    Também acho que deve ser imposto aos parlamentares brasileiros um limite rígido de remuneração, direta e indireta (ou “in natura”, como preferem alguns).

    Quanto ao voto em lista, tudo bem, mas lista mista. Do contrário, será o império da cacicagem.

    Pra compensar a cacicagem, que existiria mesmo com lista mista, a cláusula de barreira é indispensável. Do contrário, os tuxauas vão criar centenas de partidos, só pra ter o controle das listas. O problema é combinar isso com o direito da expressão de correntes minoritárias de pensamento, como os comunistas, por exemplo.

    O fim do Foro Privilegiado é uma faca de 2 gumes. Acho que isso dá um bom debate.

    “Ficha Limpa”, tudo bem, mas, não pra condenação em 1ª instância. A menos que o Judiciário brasileiro seja, também, moralizado (o que está longe e difícil de acontecer, como atestam vários de seus membros).

    Nada pelo menos parecido com isso vai acontecer, porque não está na agenda do cidadão brasileiro.

    Como não está na agenda do cidadão, ninguém é eleito por defender propostas como essas e com elas se comprometer.

    Um senador dificilmente votaria pelo fim do Senado ou pela redução de seus membros. Um deputado ou vereador não votaria pela redução dos membros das respectivas câmaras.

    Por isto mesmo, a reforma política só andaria bem das pernas se fossem eleita uma Assembléia de Revisão Constitucional exclusiva. Pessoas que fossem eleitas especificamente para conduzir a reforma política e a quem seria proibido, por um certo período, a se candidatar à chefia de Poder Executivo em qualquer nível e a membro do Poder Legislativo.

    Mas isso já seria uma parcela importante da própria reforma política.

    Ou seja: nada que possa ser pelo menos advinhado no horizonte político brasileiro.

  79. Pax said

    12 – Estrutura do Congresso – número de representantes

    13 – Unicameralismo

    Bons acréscimos.

    O que seria lista mista para você? Somente para vereadores e deputados?

    Veja, os pontos que coloquei foram os que me lembrei e que são discutidos. Alguns tendo a concordar, outros não e outros confesso não ter opinião formada.

    No voto em lista diria que há vantagens e desvantagens.

    Principais vantagens:

    a) Os partidos ficam mais fortes. Você votará no partido e no que ele representa. Hoje os partidos pouco significam, não têm qualquer personalidade. Salvo poucas exceções.

    b) Fiscalização dos financiamentos de campanha. Ao invés de milhares de financiamentos de indivíduos, fiscalizariam-se somente os partidos

    c) As campanhas tendem a baratear.

    Desvantagens:

    1) Como você colocou, a cacicagem pode ficar descontrolada. Pode, inclusive, fazer com que sejam “comprados” lugares nas listas.

    2) O eleitor perde o contado mais direto com seu preferido, seu candidato

  80. Elias said

    Pax,

    Na modalidade a que chamarei de “lista simples”, os partidos montam uma lista. O voto é no partido. Os parlamentares são considerados eleitos segundo a quantidade de cadeiras obtidas pelo partido, na ordem em que a lista foi elaborada.

    Na modalidade “lista mista”, os votos são consignados aos partidos ou, se o eleitor preferir, aos candidatos. Até um determinado limite, entram os candidatos mais votados. Alcançado esse limite, vale a lista, independentemente da votação.

    Na modalidade “lista simples”, os caciques partidários dão as cartas. Os caras que dominam a burocracia partidária têm o controle de tudo. Na “lista mista” esse poder é contrabalançado.

    Nos sistemas de “lista”, a cláusula de barreira é indispensável pra evitar a proliferação descontrolada de partidos políticos. O problema é que, se isso não for ponderado, nega-se o direito de expressão política a correntes minoritárias.

    Se o sistema de “lista mista” for combinado com o voto distrital, as campanhas eleitorais ficam mais baratas. Cada canditado é obrigado a fazer campanha somente no distrito em que está alistado.

    No Brasil, isto significaria redução de despesas com locomoção, etc. E, como admite-se o voto ao candidato, este não perde o contato com o eleitor.

    Nos EUA, como você sabe, há parlamentar municipal que se elege fazendo campanha quase que exclusivamente no corpo a corpo. Ele pega um panfleto e vai pras ruas do seu distrito, cabalar voto diretamente junto ao eleitor. Já vi carinha fazendo “comício” só no gogó, como fazia o Wladimir Palmeira, no Centro do Rio, ao meio dia, num calor de rachar o tampo do cocoruto fosfórico (vá gostar de fazer comício assim na baixa da égua!).

  81. Pax said

    Interessante essa proposta de lista mista.

    Gosto da ideia do político cara a cara com o eleitor que depois continua encontrando com o político e cobrando os compromissos. E com a proposta da lista mista reforça-se também a questão dos partidos terem alguma personalidade, o que me parece muito bom e diferente, como falamos, do nosso dia-a-dia atual.

    A questão maior do voto distrital é que ele acaba favorecendo o bipartidarismo e vivemos no pluripartidarismo.

  82. Pax said

    A proposta alemã do voto distrital misto parece que é diferente. E foi onde nasceu (acabei de olhar na Wikipédia). http://pt.wikipedia.org/wiki/Voto_distrital

    O eleitor tem 2 votos, um para a legenda e outro para seu candidato.

  83. fk said

    O meu problema com o voto distrital é que vc arrasa com a possibilidade de representação das minorias diluídas na sociedade. Sem falar que, no Brasil, a chance de isso se tornar simplesmente uma institucionalização do curral eleitoral é bem forte. Essa proposta alemã, se não me falha a memória, é o voto distrital misto. Pode dar certo, mas pode dar zona…

    O Senado, no mundo ideal, representa o estado, por isso mesmo um número fixo de representantes. Penso que a mudança principal tem que se dar na Câmara, onde há exemplos gritantes de sub e super-representação. É preciso encontrar um novo equilíbrio, seja aumentando o teto de representantes por estado -acho que ninguem em sã consciência quer isso- seja diminuindo o piso.

    Quanto às alianças, não acho que seja preciso acabar com elas no âmbito federal. O governo de coalizão é uma realidade do pluripartidarismo. A solução, ao meu ver, passa pela verticalização das alianças, proposta que, por sinal, vigorou por algum tempo aqui, sendo devidamente abatida por suas excrecências…

  84. Chesterton said

    Objetivo Estratégico I:
    Promover o respeito aos Direitos Humanos nos meios de comunicação e o cumprimento de seu papel na promoção da cultura em Direitos Humanos.
    Ações Programáticas:
    a)Propor a criação de marco legal regulamentando o art. 221 da Constituição, estabelecendo o respeito aos Direitos Humanos nos serviços de radiodifusão (rádio e televisão) concedidos, permitidos ou autorizados, como condição para sua outorga e renovação, prevendo penalidades administrativas como advertência, multa, suspensão da programação e cassação, de acordo com a gravidade das violações praticadas.
    Responsáveis: Ministério das Comunicações; Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República; Ministério da Justiça; Ministério da Cultura

    b)Promover diálogo com o Ministério Público para proposição de ações objetivando a suspensão de programação e publicidade atentatórias aos Direitos Humanos.
    Responsáveis: Ministério da Justiça; Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República
    c)Suspender patrocínio e publicidade oficial em meios que veiculam programações atentatórias aos Direitos Humanos.
    Responsáveis: Ministério das Comunicações; Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República; Ministério da Justiça

    d)Elaborar critérios de acompanhamento editorial a fim de criar ranking nacional de veículos de comunicação comprometidos com os princípios de Direitos Humanos, assim como os que cometem violações.
    Responsáveis: Ministério das Comunicações; Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República; Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial da Presidência da República; Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres da Presidência da República; Ministério da Cultura; Ministério da Justiça

    (…)
    f)Avançar na regularização das rádios comunitárias e promover incentivos para que se afirmem como instrumentos permanentes de diálogo com as comunidades locais.
    Responsáveis: Ministério das Comunicações; Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República; Ministério da Cultura; Ministério da Justiça

  85. Chesterton said

    Objetivo Estratégico II:
    Garantia do direito à comunicação democrática e ao acesso à informação.
    Ações Programáticas:
    a)Promover parcerias com entidades associativas de mídia, profissionais de comunicação, entidades sindicais e populares para a produção e divulgação de materiais sobre Direitos Humanos.
    Responsáveis: Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República; Ministério da Cultura; Ministério das Comunicações

    (…)
    c)Incentivar a produção de filmes, vídeos, áudios e similares, voltada para a educação em Direitos Humanos e que reconstrua a história recente do autoritarismo no Brasil, bem como as iniciativas populares de organização e de resistência.
    Responsáveis: Ministério das Comunicações; Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República; Ministério da Cultura; Ministério da Justiça

  86. Chesterton said

    Alguns bobinhos poderiam perguntar: “Mas que mal há em punir emissoras de TV, por exemplo, que não respeitem os direitos humanos”? A questão rigorosamente não é esta. O Brasil tem uma Constituição com os princípios gerais que regem o respeito ao “outro” e às diferenças. O que precisa ficar claro é que estão tentando criar uma legislação paralela, pautada pela militância partidária, para monitorar, censurar e punir aqueles atores que essa militância acusa de agredir os direitos humanos.

    RA

  87. fk said

    Chest – Não caia na do Reinaldo. Leia um livro de direito constitucional e vc vai perceber que esse bobalhão, mais uma vez, falou um monte de asneira, cheias de impropriedades jurídicas.

    Bem, talvez ele fale um monte de asneira, pois sabe que seu séquito de leitores acríticos serão incapazes de raciocinar sobre o escrito e irão reproduzí-lo internet afora…

  88. Chesterton said

    e você sabe….tá bom. Vai negar que estáo querendo “venezuelar” o Brasil há tempos?

    Mais uma operação “secreta” foi deflagrada em Foz do Iguaçu e na Tríplice Fronteira, para uma violenta, porém silenciosa, repressão ao tráfico de drogas. Nos dias de Natal e Ano Novo, foram apreendidas duas ou mais toneladas de maconha e cocaína vindas do Paraguai. A grande mídia não pode dar uma linha sequer sobre o assunto – mantido sob sigilo sabe-se lá por que motivo. Os serviços secretos dos EUA acompanham as manobras.

    Pessoas que testemunharam os movimentos de combate asseguram que a discrição é tamanha, que os turistas e os sacoleiros nem chegam a perceber. Mas os habitantes da região ficam sabendo, que a cada dia, são encontrados 10 corpos boiando ou nas margens do rio e nas matas adjacentes. As baixas são o resultado dos enfrentamentos dos bandidos paraguaios com as forças armadas e com os policiais da Divisão Ostensiva de Fronteira (DOF) especialmente treinados.

    As operações contam com a assessoria (secreta) do Cel. PM do Mato Grosso, Adib Massad, já aposentado, mas grande conhecedor da região e bem lembrado em Dourados – onde, limpou a região de bandidos. Participaram da ação secreta de fim-começo de ano policiais federais, civis e militares do Paraná, efetivos do Exército e um grupo da Força Nacional de Segurança. A importância foi tanta, que até o Governador do Paraná, Roberto Requião, esteve presente, prestigiando as operações “secretas” dos dias festivos entre 2009 e 2010.

    O Paraguai é hoje o maior produtor e exportador de maconha neste hemisfério. As plantações estão ao longo da fronteira com o Brasil, controladas pelo Exercito do Povo Paraguaio, guerrilha local treinada pelas Farc, que também andou treinando gente do MST. O grande controlador do comercio de maconha paraguaia ainda é o traficante brasileiro Luiz Fernando da Costa, de 42 anos. Mesmo estando hospedado no Regime Disciplinar Diferenciado do Presídio Federal de Segurança Máxima, em Campo Grande (MS), continua administrando os negócios.

    Em Capitão Bado, cidade na fronteira Brasil-Paraguai, os asseclas de Beira Mar imperam, depois da rumorosa ação de extermínio de todos os membros da única família concorrente no rendoso comércio de drogas. Beira Mar ganhou fama mundial porque comercializava cocaína com os guerrilheiros das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia. A parceria previa uma troca de drogas e armas das FARC por alimentos e materiais de carros roubados no Brasil.

  89. fk said

    Chest – Aula de direito constitucional, dia 1: hierarquia das leis. Vai lá. Procura que vc vai entender. Nem precisa ser em um manual bom. Pode ser em um desses resumos de cursinho mesmo.

    Enquanto isso, vc pode se deliciar com o PNHD-1, feito lá no governo FHC. Vc vai ver que o FHC, um comunista desgraçado, também colocou reforma agrária em seu PNHD. Ah, esses comunistas chavistas! Assumem as formas mais inesperadas!!

  90. Chesterton said

    você deve ir a coluna do RA original para ver quem é que propõe essas barbaridades.

  91. Chesterton said

    http://oglobo.globo.com/pais/mat/2010/01/07/decreto-do-programa-nacional-de-direitos-humanos-preve-acoes-em-diversas-outras-areas-do-governo-915488080.asp

  92. Chesterton said

    Agora, pela primeira vez em três décadas, Lula não será candidato. Na reta final do seu mandato, o presidente assinou um decreto determinando o engajamento do governo em iniciativas para dar à Presidência da República meios de exercer o poder à margem do Congresso, via “plebiscitos, referendos, leis de iniciativa popular e de veto popular”.

    chest- quer venezuelar o país.

  93. Chesterton said

    As 73 páginas do decreto, disponível na página da Presidência da República na internet, requerem de qualquer leitor um pouco mais do que o exercício da paciência: o texto árido corre entre autoelogios e construções extremamente tortuosas, como “a valorização da pessoa humana como sujeito central do processo de desenvolvimento, enfrentando o atual quadro de injustiça ambiental”. Mas sempre “orientado pela transversalidade” – escreveram os autores -, com foco na “intersetorialidade, ação comunitária, intergeracionalidade e diversidade”.

  94. Chesterton said

    A partir de hoje, trabalhadores sindicalizados pagarão meia entrada para ver o filme do Lula. Até agora, cada sala, recebeu uma média de 35 pessoas por sessão. Aposta: em fevereiro, os sindicatos estarão comprando ingressos a 10% do valor e visitando as fábricas para distribuir de graça aos companheiros. Já sobre o rombo do FAT, a CUT, Força Sindical e outras centrais menos votadas, estão em verdadeira sessão de cinema mudo.

  95. Chest, estou chocado com esse decreto. Nem nos nossos piores pesadelos.

  96. Pax said

    Elias,

    Estou pensando em abrir uma discussão sobre a Reforma Política. Pode ser aqui ou em Pandorama.

    Sem sua participação não vejo muita chance de andar.

    Fica a pergunta: se eu fizer em Pandorama, você vai lá? Caso contrário faço aqui mesmo.

  97. Elias said

    Pax,

    Aqui ou lá, participarei.

    Acho que um movimento nacional pela reforma política é tão ou ou mais urgente e necessário que um movimento nacional contra a corrupção.

    Até porque uma boa reforma política poderá estreitar significativamente o espaço para a corrupção.

  98. Pax said

    Maravilha, Elias,

    Deixa eu estruturar um pouco mais os itens que relacionamos e vejo onde abrir o forum.

    Obrigado.

  99. Pax said

    Está aberto, Elias e demais.

    Fica o convite à participação de todos nesta discussão, em Pandorama.

    Aqui o link para lá – http://pandorama.com.br/comunidade/reforma-politica-introducao

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