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Notícias da Corrupção, Desvios, Anomalias, Eleições e Meio Ambiente

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    Uma coletânea das notícias da corrupção, desvios, anomalias, eleições e meio ambiente que aparecem na mídia todos os dias a partir de agosto de 2008.
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Marina não será vice de Serra

Posted by Pax em 09/01/2010

Segundo Alfredo Sirkis em seu site o boato plantado no final de dezembro que Marina Silva poderia se candidatar como vice de José Serra é isso mesmo: “plantação de repórteres políticos excitados”.

Esse grupo de jornalistas exacerbados merece descarte. De um lado se dizem democratas e insinuam a convocação de comandantes militares contra a terceira edição do Plano Nacional de Direitos Humanos, que merece revisão sem tropas nas ruas, e de outro lado, os que também se dizem democratas, mas que demonizam qualquer opinião contrária ao endeusamento do atual governo.

O melhor para Marina (e para o PV) é não se comprometer nem com o PT, de onde saiu sem atirar pedras, nem com o PSDB, para onde também não atira pedras. É a posição mais inteligente para o partido mas, principalmente, para a candidata que quer suas ideias fortalecidas, acima de um projeto de poder, segundo o que tenta transparecer e merece crédito inicial.

O recente programa do PSOL veiculado esta semana traz um discurso de Heloísa Helena muito aproximado do discurso de Marina Silva, apesar de bater no PT e no PSDB afirmando que ambos são semelhantes em suas essências.

Já houve negociações públicas de uma aliança entre o PSOL e o PV. Uma parte do PSOL reagiu, a turma mais à esquerda que prefere aliança com o PSTU e PCB apesar de afirmar que Marina Silva é um “fator imprevisto e que precisa ser debatido amplamente pelo partido assim como a opção de candidatura própria”.

As recentes pesquisas não indicam que a composição do PV com o PSOL tenha chances reais de conquistar a presidência, mas teria força para negociar suas plataformas em alguma composição, caso um segundo turno se torne realidade. O quadro hoje é esse. Mudará? Não é impossível, mas é bastante difícil.

Vale ressaltar a adesão do cineasta Fernando Meirelles à candidatura de Marina Silva e a afirmação que o programa da candidata terá como foco a Educação. Uma aposta que contém alguma coragem por dois pontos principais, o primeiro é que já foi tentada anteriormente pelo PDT com Cristovam Buarque e não passou de um traço nas urnas e o segundo que, infelizmente, projetos baseados em Educação parecem estimular mais o eleitorado das camadas superiores da pirâmide social que os que efetivamente seriam beneficiados por esta direção. Uma miopia cultivada pelos que sobrevivem de currais eleitorais.

Também há necessidade de Marina e as principais lideranças do PV promoverem uma reforma do quadro do partido que acabou incluindo em seu grupo políticos sem qualquer compromisso histórico com o Meio Ambiente. Sem essa atitude o PV perde a força que poderá ter em seu projeto.

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17 Respostas to “Marina não será vice de Serra”

  1. Chesterton said

    recebi pelo email

    COMO O BLOG FOI AMORDAÇADO JUDICIALMENTE PELO GOVERNO, VAMOS DIVULGÁ-LO!

    O BLOG DE ADRIANA VANDONI ESTÁ CENSURADO POR ORDEM JUDICIAL!

    Mulher de coragem que fala o que deve está sendo punida pelo governo Lula!

    Veja abaixo o texto que foi censurado pelo governo Lula.

    Publicado por Adriana Vandoni em 10 novembro, 2009, às 13h31

    Já tivemos presidentes para todos os gostos, ditatorial, democrático, neo-liberal e até presidente bossa nova.
    Mas nunca tivemos um vendedor de ilusão como o atual.
    Também nunca tivemos uma propaganda à moda de Goebbels no Brasil como agora.
    O lema de Goebbels era uma mentira repetida várias vezes, se tornará uma verdade.
    O povo, no sentido coletivo, vive em um jardim de infância permanente.

    Vejamos alguns dados vendidos pelo ilusionista.
    O governo atual diz que pagou a divida externa, mas hoje, ela está em 230 bilhões de dólares.
    Você sabia ou não quer saber?
    A pergunta é: pagou?
    Quitou?
    Saldou?
    Não.
    Mas uma mentira repetida várias vezes torna-se verdade.
    Pagamos sim, ao FMI, 5 bilhões de dólares, o que portanto mostra apenas quão distante estamos do que é pregado para o povo.
    Nossa dívida interna saltou de 650 bilhões de reais em 2003, para 1 trilhão e 600 bilhões de reais hoje, e a nossa arrecadação em 2003 ano da posse do ilusionista que foi de 340 bilhões, em 2008 foi de 1 trilhão e 24 bilhões de reais.
    Este ano a arrecadação caiu 1% e, olhem bem, as despesas aumentaram 16, 5%.
    Mas esses dados são empurrados para debaixo do tapete.

    Enquanto isso os petralhas estão todos de bem com a vida, pois somente com nomeação já foram 108 mil, isso sem contar as 60 mil nomeações para cargos de comissão.
    É o aparelhamento do Estado.

    Enquanto isso os gastos com infra-esturutra só subiram apenas 1%, já as despesas com os companheiros subiram para mais de 70%.
    Como um país pode crescer sem em infra-estrutura, sendo essa inclusive a parte que caberia ao governo?

    O PT vai muito bem, os companheiros estão todos muito bem situados, todos, portanto, estão fora da marolinha, mas nós outros estamos sentindo o peso do Estado petista ineficiente, predador e autoritário.

    Nas áreas cruciais em que se esperaria a mão forte e intervencionista do governo, ou seja, na saúde, educação e segurança o que temos são desastres e mais desastres, mortandades.

    O governo Lula, que fala tanto em cotas raciais para a educação, basta dizer que entre as 100 melhores universidades do mundo, o Brasil passa longe.
    Já os Estados Unidos (eta capitalismo) possuem 20 universidades que estão entre as 100 melhores.
    O Brasil não aparece com nenhuma.
    São números.

    O governo Lula também desfralda a bandeira da reforma agrária.
    O governo anterior fez mais pela reforma agrária que o PT, mas claro, esses números não interessam.
    Na verdade não deveriam interessar mesmo.
    Basta dizer que reforma agrária é mais falácia do que coisa concreta em beneficio da sociedade.
    Se querem saber, em todos os países onde houve reforma agrária, logo em seguida se tornaram países importadores de alimento.
    A ex-URSS, Cuba e China são exemplos claros do que estou afirmando.
    Mas continuamos com o discurso de reforma agrária.
    A URSS quando Stalin coletivizou a terra, passou a ser importadora de alimento e consequentemente a ser um dos responsáveis pelo aumento do preço do alimento no mundo.
    Entendam.
    Cuba antes da comunização com Fidel, produzia 12 milhões de toneladas de açúcar do mundo, hoje não produz nem 2 milhões.
    A Venezuela tão admirada por Lula produzia 4 mil quilos de feijão por hectares, depois da reforma agrária praticada pelo coronel Hugo Chaves só produz 500 kg por hectares.
    Mas os socialistas não sabem nem querem saber dessas questões, o trabalho que dá para produzir, para gerar alimentos, isso porque eles tem a sociedade para lhes pagar o salário, as contas e as mordomias, além de dinheiro do contribuinte para colocar comida na sua mesa.
    Mas eles não sabem nem querem saber sobre o que é produzir, cultivar, plantar alimentos.
    Pois bem, os companheiros acreditam nos milagres da reforma agrária.

    Dizem que estão mudando o país.
    É para gargalhar.
    Agora incrível, e hoje está mais do que comprovado, que com a diminuição dos impostos nos setores de eletrodoméstico fez o comércio e indústria neste setor produzir e vender mais.
    O aquecimento na venda de carros também surtiu efeito com a redução de impostos.
    O que fica definitivamente comprovado que imposto nesse país é um empecilho ao progresso e ao desenvolvimento.
    Mas o discurso dos petistas é outro.
    Ou seja, uma mentira repetida várias vezes torna-se verdade.
    É o ilusionismo de Lula

  2. José Antonio Lahud Neto said

    Chesterton,
    se o blog foi censurado, lamento e deixo aqui meu mais veemente protesto. Vamos então ao conteúdo da matéria:

    1- Acho que governo deveria ser proibido de fazer propaganda. Que o presidente, governador, prefeito, tenha um tempo no mês para passar suas realizações à população. E, obrigatoriamente, após sua fala, seja questionado pelo que falou.
    2- O Brasil têm reservas de 200 bilhões de dólares. Você há de convir que Henrique Meireles não é exatamente um petista. Ou petralha…

    3- É urgente, urgentíssimo, que se acabe de vez com esses malditos cargos de confiança. Funcionário público tem de ser concursado, e ter a confiança da nação, não de quem nomeia a
    seu bel-prazer um monte de vagabundos pagos com nosso dinheiro.

    4- Autarquia Federal criada pelo decreto número 1110 de 9 de julho de 1970. É o decreto que criou o Incra- Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária. Interessante, não, a própra ditadura-militar reconhecia a necessidade da reforma agrária. E pelo General mais à direita dentre
    os que comandaram o país: Médici.

    5- Regime comunista não faz reforma agrária. Coletiviza, ou seja, passa tudo para o controle do Estado. Lenin, inclusive, percebendo o desastre que foi a coletivização criou em 1922 a NEP- Nova Política Economica- permitindo aos camponeses a posse da terra e a venda dos excedentes produzidos.

    6- Milhões de hectares de terra nesse país são griladas e não vejo ninguém propor uma CPI para investigar o roubo das terras públicas. Em Brasília ia ser uma festa. Pergunta ao Joaquim Roriz.

    7- Pequena e média propriedade não inviabiliza o agro-negócio, antes são conplementares. Só na cabeça dos radicais de direita e de esquerda são excludentes.

    8- Qual foi o governo que fez a reduçao dos impostos na venda de eletrodomésticos e carros?

  3. Elias said

    Chesterton,

    Seguinte:

    1 – Durante o governo Lula, o Brasil deixou de ser “devedor externo” e se tornou “credor externo”.

    2 – Não significa dizer que o país não tem dívida externa, até porque isso não existe. Quem negocia com o exterior sempre tem dívida com o exterior.

    3 – Significa, apenas, que a soma das reservas internacionais do Brasil com os ativos externos do país, produz um valor MAIOR que a dívida externa. Isso coloca o país na condição de CREDOR e não DEVEDOR externo.

    4 – Não é que não existam débitos. Estes continuam existindo. Apenas, os créditos são maiores que os débitos.

    5 – Indo para uma analogia com empresa privada, que você diz conhecer: é como uma empresa, em que o Ativo Circulante e o Realizável a Longo Prazo são MAIORES que o Passivo Circulante e o Exigível a Longo Prazo. Não é que a empresa não tenha dívidas. Ela as tem. Só que seus haveres são maiores que seus débitos.

    6 – No caso brasileiro, a partir do 1º trimestre de 2008, o saldo líquido passou a ser US$ 6 bilhões. Lá pelo fim do 1º semestre, já estava em mais de US$ 9 bilhões.

    7 – Isso representa uma diferença substancial em relação ao final de 2002, quando o Brasil pedia empréstimos externos para repor o nível de reservas internacionais, sempre em risco de se esvair.

    8 – Há quem questione a manutenção dessa condição. Para essa linha de raciocínio, o Brasil está entesourando recursos que poderiam ser mobilizados para turbinar o crescimento econômico. A política econômica brasileira estaria, assim, pecando por falta de ousadia (daí a piada, repetida por aquele Nobel de Economia, de que “o Brasil é o país do futuro… e sempre será!”)

    9 – Tudo bem. Isso aí é um bom tema pra discussão.

    10 – Agora, daí a pensar — ou tentar fazer crer — que o país ainda permanece na condição de devedor externo, é ingenuidade. É uma afirmação que pode ser facilmente desmontada, em nada ajuda a oposição (porque faz com que ela pareça burra), e, pior, não avança um milímetro no debate sobre a condução da política econômica, porque parte de uma premissa que nada tem a ver com a realidade.

    11 – Sei que há uma turma aí doida pra ajudar a oposição. Só que essa trilha, dá numa desajudação altamente atrapalhante. Dúvido que alguém como o Serra embarque numa roubada desse tipo.

  4. Clever Mendes de Oliveira said

    Pax,
    Para quem acompanha a atividade política este seu post “Marina não será vice de Serra” de 09/01/2010 deveria ter vindo até antes do boato tão malandramente colocado na mídia brasileira. Você poderia ter saído com um post que começasse com algo assim:
    “Como todos sabem, o PSDB vai colocar na mídia um boato de que a Marina Silva será a vice de José Serra . . . .”
    E se fosse de interesse você poderia até dar as explicações para o boato: trazer votos do grupo de Marina Silva para o José Serra, seja antes no primeiro turno ou depois no segundo turno.
    Clever Mendes de Oliveira
    BH, 11/01/2010

  5. Elias said

    Acredito mais que o boato tenha sido plantado por grupos que gostariam de ver a Marina como vice do Serra.

    O que faz sentido.

    As evidências parecem indicar que, até o começo da campanha, Dilma e Serra estarão dividindo as preferências de 75% a 80% do eleitorado. Os demais candidatos vão fazer figuração e caitituar popularidade para as eleições municipais de 2012.

    A briga vai se dar, portanto, pelos 20% a 25% restantes do eleitorado. Pelo que sei, nesse bolo aí dá de tudo: pequenas parcelas de todos os níveis educacionais, econômicos, etc, de todas as regiões do país.

    Uma preferência de voto nanica, porém firme, como a da Marina, em tese ajudaria a desequilibrar o jogo.

    Em tese…

    O problema, aparentemente, é que Marina terá dificuldade em carregar seu eleitorado, em bloco, para a chapa do PSDB.

    É que esse eleitorado vive às turras com a tucanagem há quase 18 anos. Ele vota em Marina candidata a presidência, mas dificilmente acompanhará a candidata numa chama tucana. Se Marina fizer isso, seu eleitorado vai se dividir.

    E, se não fosse o risco dessa fragmentação, gente como o Gabeira faria mais força, ainda, pra colocar Marina no colo do Serra.

  6. Chesterton said

    Então, Elias, o MST invade a propriedade, desmata a área de reserva ambiental e o proprietário leva a multa?

  7. Pax said

    Elias,

    Na verdade fiz o post pensando numa discussão que já tivemos por aqui no passado.

    Concordo com tua análise, ou seja, o melhor para Marina, como dito no post, é não se bandear para o PSDB.

  8. Elias said

    Chester # 6,

    Nesta lista, comentei sobre dívida externa e candidatura da Marina.

    Que papo é esse de MST e multa?

    Sei lá do que tu estás falando!

    Pax,

    É isso aí. Pra Marina, no quadro atual, melhor será manter a candidatura.

    Como ela não decolou, o jogo borrou um pouco.

    Digamos que Marina consiga uns 5% a 8%. Disso aí, pelo menos 4% será voto à esquerda, que, por isso mesmo, dificilmente migrará pro PSDB num 2º turno. Esse pessoal vai anular ou, conforme o caso, vai partir pro voto útil no PT.

    Pro PSDB, bom seria que Marina cumprisse 2 papéis: desbastar votos do PT à esquerda e agregar votos ao centro, com a bandeira do meio ambiente. Isso tornaria altamente atraente um acordo pro 2º turno.

    O namoro — mesmo que não consumado — com o PSOL, indica uma tendência à esquerda. Do centro, até agora, não veio nada, apesar do apoio de gente de peso, como o pessoal da Natura (que, pelo andar da carruagem, ainda não dispõe de densidade política).

    Marina deve fugir do PSOL, porque, associada a este, seriam menores as chances de crescer pelo centro. Tem mais uns 2 meses pra conseguir isso. Se não colar… dançou!

    Aí ela terá 2 caminhos óbvios:

    a – manter sua candidatura e capitalizar politicamente para embates futuros;

    b – se juntar abertamente ao PSDB e virar suco.

    Uma alternativa menos óbvia seria retornar ao PT. Como ela não fechou portas, provavelmente seria recebida de braços abertos. Mas sua base, possivelmente, não aprovaria essa movimentação “couro de joelho”. Alguma coisa ela perderia.

    De qualquer forma, ela terá que se mover com absoluta consonância em relação ao “tempo político”, que não é, exatamente, o mesmo tempo do relógio e do calendário.

    Como se sabe, em política não existe espaço vazio…

    Ou, melhor ainda, como diz o filósofo paraense Raymundo Mário Sobral, Comendador da Ordem do Macaco Torrado: bobeatus sunt, enrabatus est…

  9. Clever Mendes de Oliveira said

    Elias (8) (11/01/2010 às 17:51),
    A candidatura da Marina Silva nunca teve nenhuma condição de arregimentar um eleitorado que chegasse a cerca de 10% dos votos. Embora a política seja a seara do imponderável nunca tive dúvida sobre as limitações competitivas da Marina Silva. Na melhor das intenções a campanha da Marina Silva serviria para impedir que o PV se tornasse um partido de aluguel. Pela forma como ela saiu do PT, ainda que aparentasse certo desgosto com a postura do governo em relação a questão ambiental, eu acredito que esse foi o interesse da Marina Silva. E o voto do PV, com Carlos Minc como ministro do Meio Ambiente, transformava Marina Silva numa aliada futura da Dilma Rousseff ainda que a Marina Silva não se dê bem com a Dilma Rousseff.
    O boato da candidatura da Marina Silva como vice do José Serra só fazia sentido como boato feito pelo PSDB. E só se mantém pelo interesse que o PSDB tem em manter esse boato. E o interesse do PSDB é claro. Primeiro é preciso não falar na chapa puro sangue José Serra e Aécio Neves por que se a chapa puro sangue for muito comentada e não vingar parecerá mais uma desfeita de São Paulo para com Minas Gerais. E segundo, é importante que o PSDB possa no primeiro ou no segundo turno trazer para José Serra os votos que a Marina Silva tiver arregimentado para o Partido Verde. Dai é preciso mostrar José Serra como unha e carne de Marina Silva.
    No artigo “Mistérios de polichenelo” de Dora Kramer que foi publicado nesse domingo, 10/01/2010, no jornal O Estado de São Paulo e eu li hoje no jornal O Tempo há o seguinte subtítulo: “Cercania” e nele a seguinte matéria:
    “A versão de qe o ex-secretário de Meio Ambiente do governo de São Paulo Eduardo Jorge, coordenador da campanha presidencial de Marina Silva, seria a “ponte” para a formação de uma possível chapa Serra-Marina, é só uma ilação.
    Fato mesmo é que, no caso da vitória do PSDB, ele seria o predileto de José Serra para o Ministério do Meio Ambiente. E uma coisa não tem necessariamente a ver com a outra”.
    Há alguma razão para sair uma matéria assim? Existe alguma coisa a ver com essa matéria? E o que existe na matéria. Primeiro que a chapa José Serra – Marina Silva não é só um boato, mas algo mais forte, pois decorre de uma “ponte” a ser feita pelo Eduardo Jorge. “Ponte” que não é um fato, mas é uma ilação. Há milhares de ilações correndo soltas e nenhuma delas tem o destaque desta que como ilação é uma das mais fracas. Como a intenção é só divulgar a possibilidade, foi isso que fez a jornalista. Se ela fosse uma lulista de carteirinha eu teria muita dificuldade para entender a intenção da notícia.
    E segundo a matéria informa que Eduardo Jorge é coordenador da campanha de Marina Silva e é o predileto de José Serra para ser Ministro do Meio Ambiente. E informa também que Eduardo Jorge foi o ex-secretário de Meio Ambiente do governo de São Paulo.
    Pensando bem essa notícia parece ser mais plantada pelo Eduardo Jorge já que é praticamente só dele que se trata, embora nenhuma informação sobre ele tenha sido relevante. E não foi dada a mais importante. Existe um xará do Eduardo Jorge no PSDB. O Eduardo Jorge de que a notícia trata não é o Eduardo Jorge do PSDB, mas o Eduardo Jorge, médico, que era do PT e que começou a sair do PT a partir do momento em que ele foi voto vencido em defesa da COMF para o Ministério da Saúde. Na época o PT agiu errado, ainda que a CPMF passa vir a ser considerada em trabalho de pesquisa um tiro no pé das finanças públicas se ficasse provado que ela tem influência na taxa selic e isso aumenta o juro da rolagem da dívida de tal modo que o que a CPMF arrecada seja inferior ao que ela cede via aumento de juros na rolagem da dívida do governo.
    Quer dizer, não é matéria plantada pelo Eduardo Jorge ex-petista hoje no PV, pois esse deve ter orgulho tanto de ter sido PT como também de ter ficado a favor da CPMF e nada disso foi dito.
    Enfim, tudo não passa de boato com intuito propagandístico para o PSDB.
    Clever Mendes de Oliveira
    BH, 11/01/2010

  10. Elias said

    Clever,

    No meu comentário # 5 eu disse: “Acredito mais que o boato tenha sido plantado por grupos que gostariam de ver a Marina como vice do Serra.”

    O mesmo que você. Apenas, não nomeei ninguém, porque tá na cara que, com diferentes motivações, esses grupos existem no PV e no PSDB.

    Insisto: pro PSDB, se a candidatura da Marina saísse um pouco mais do chão, melhor seria mantê-la e partir pro acordo no 2º turno (que, a essa altura da vida, já está mais do que amarrado).

    Como ela não decolou, a candidatura dela a vice de Serra passa a ser a opção preferida pelos tucanos, desde que as pesquisas não demonstrem que, nessa condição, Marina esfrangalha seu eleitorado (hipótese que eu considero mais provável).

    Pra Marina, o lado ruim disso tudo é que, cada vez menos, ela tem o poder de decisão sobre os próximos passos que vai dar. A cada dia, pedaços cada vez maiores desse poder de decisão escoam para longe dela.

  11. Pax said

    Vou colocar três pitadas de pimenta neste caldeirão.

    a) Será que Marina não saiu do PT quanto este partiu decidido para suas alianças com as alas mais “conservadoras” do Congresso olhando para o “projeto” das Eleições 2010?

    b) Marina e o PV prometeram resgatar o partido que se desestruturou completamente com a cláusula de barreira. Até agora não tenho notícias que alguma coisa neste sentido esteja sendo feita. Se está, não é público por enquanto. Caso se torne fato, ou seja, nada será feito, a candidatura tente a se enfraquecer ainda mais. Como estamos em ano de eleições e quanto mais arregimentar melhor, acho difícil que haja o tal movimento de cortes que seria completamente necessário para que o PV voltasse a ter a credibilidade que almeja. Estou errado?

    c) É público o movimento do PSOL que analisa a possibilidade de aliança com o PV apoiando a candidatura da Marina. Para fazer o post fui em seus sites (PV e PSOL) e olhei no PSOL o que fala sua Executiva Nacional. Está lá, continuam analisando a possibilidade. E aí entra a questão: Suponha que se confirme e o PSOL apóie Marina com o PV. Haveria espaço para uma aliança com o PSDB?

  12. Chesterton said

    Elias, MST da motoserra, aqui

    http://veja.abril.com.br/130110/predadores-floresta-p-065.shtml

  13. Chesterton said

    O maluco (Chaves) levará adiante o seu modelo sem saída até quando a cúpula militar continuar servil a seus desígnios. Essa fidelidade requer um relativo sucesso do governo. Ocorre que o tempo passa, a redenção dos oprimidos não vem, e a economia do país só piora. Ele tem, sem dúvida, o encontro marcado com a praça pública, que verá, então, de ponta-cabeça. Mas, infelizmente, os venezuelanos sofrerão bastante até lá.

    É o preço que os países e as populações pagam quando caem na lábia de embusteiros. E boa parte da América Latina parece ter especial predileção para se entregar a seus algozes.

    R.A.

  14. Clever Mendes de Oliveira said

    Elias (10) (12/01/2010 às 9:22),
    O meu comentário em (9) de 11/01/2010 às 19:19 não foi especificamente destinado ao seu comentário em (5) de 11/01/2010 às 15:09. Preferi referir-me ao seu comentário em (8) de 11/01/2010 às 17:51. É bem verdade que o meu comentário acabou se referindo aos seus dois comentários e teria sido melhor que eu pudesse especificar as duas passagens que me pareciam não muito de acordo com o que eu dissera ou penso.
    Aproveito e faço as referências agora. Concordo com o seu comentário em (5) de 11/01/2010 às 15:09 e a minha única discordância é justamente na frase em que você disse no comentário em (10) de 12/01/2010 às 9:22 que é a mesma idéia minha. Você disse:
    “Acredito mais que o boato tenha sido plantado por grupos que gostariam de ver a Marina como vice do Serra.”
    A minha idéia é que o boato foi plantado não em quem tenha interesse em “ver a Marina como vice do Serra”, mas em quem tem interesse em ver o eleitorado de Marina ir para o José Serra. Pode até ser que o grupo que tem interesse em ver o eleitorado de Marina ir para o José Serra tivesse interesse também em “ver a Marina como vice do Serra”. Pelo que eu sei, entretanto, muito provavelmente, esse grupo não tem interesse em “ver a Marina como vice do Serra”.
    O outro foco do meu comentário foi também um único ponto em que eu tinha discordância com o seu comentário em (8) de 11/01/2010 às 17:51 em que você diz:
    “É isso aí. Pra Marina, no quadro atual, melhor será manter a candidatura.
    Como ela não decolou, o jogo borrou um pouco”.
    Nunca me pareceu que a candidatura de Marina Silva pudesse se decolar. Continuo pensando que Marina Silva percebeu quando foi Ministra do Meio Ambiente que ela pouco podia contar com o PV para defesa das teses dela. O PV se tornara um partido de aluguel. Assim ela se dispôs a ir para o PV para tornar o PV um partido defensor do interesse ambiental. Ela deve ter percebido que talvez ela pudesse ter mais espaço para engrossar a fileira dos ambientalistas no PV do que no PT. A intenção não era de ganhar a eleição, e pelo menos nesse sentido eu não via nela nenhuma possibilidade de êxito.
    Marina Silva descobriu a dura realidade da classe trabalhadora. Como já alertava Ignácio Rangel em polêmica com José Júlio Senna na década de 80, nas páginas da Folha de S. Paulo, o grande inimigo da classe trabalhadora não é a inflação, mas o desemprego. O desemprego só é combatido com crescimento econômico e o crescimento econômico é destruidor do meio. Como o PT estava dando muita ênfase ao crescimento econômico, Marina Silva imaginou que no PV ela poderia servir melhor ao que ela pensa ser o interesse do Brasil, recuperando o PV para a causa verde e dando mais ressonância para essa causa em uma disputa presidencial.
    Clever Mendes de Oliveira
    BH, 12/01/2010

  15. Clever Mendes de Oliveira said

    Pax (11) (12/01/2010 às 9:42),
    Penso que há um pouco de razão para as suas dúvidas em b) e c), mas não vejo como apresentar a possibilidade de a) se durante quase todo o mandato de Lula ele governou fazendo acordo com grupos de direita e tendo a Marina Silva servido ao governo durante cerca de 5 anos. Assim, para mim não faz sentido dizer nem mesmo interrogar se:
    “Será que Marina não saiu do PT quanto este partiu decidido para suas alianças com as alas mais “conservadoras” do Congresso olhando para o “projeto” das Eleições 2010?”
    Quanto a b), eu penso que a reestruturação do PV se dará mais durante a campanha presidencial. Os que estão no PV, mas não são do PV, ficarão mal colocados próximos de Marina Silva e deverão vagarosamente se auto-excluírem.
    E quanto a c), eu continuo afirmando que o grupo do PSDB só tem dois interesses na candidatura de Marina Silva. Que a candidatura de Marina Silva tire votos do PT e que posteriormente esses votos, se tiver segundo turno, sejam destinados a José Serra. A possibilidade de aliança com o PSOL existe, mas com o PSDB a meu ver nunca existiu nem existirá. É claro que como céptico que sou, eu externei apenas uma opinião que pode muito bem estar equivocada.
    Clever Mendes de Oliveira
    BH, 12/01/2010

  16. Clever Mendes de Oliveira said

    Pax,
    Quem observar as várias tentativas que eu fiz para retirar do ostracismo este post vai pensar que eu sou um psdbista disfarçado buscando dar divulgação à chapa José Serra – Marina Silva. Como não é o caso, deixo o post roçando nas ostras novamente.
    Clever Mendes de Oliveira
    BH, 13/01/2010

  17. Pax said

    Clever,

    Não se preocupe com o post mofar. O blog é bastante dinâmico, haja vista tanta corrupção no país e ainda mais agora que tento acompanhar as eleições amadoramente.

    E também, se você me permite, não me preocuparia no que os outros podem ou não estar pensando sobre suas preferências. A turma mais esquentadinha vai chamá-lo tanto de comunista quanto de representante das oligarquias.

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