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Apoiar Cesar Maia? “Nem que a vaca tussa”

Posted by Pax em 14/01/2010

A candidatura de Fernando Gabeira ao governo do Rio, numa aliança do PV com o PSDB, PPS e DEM, provocou reações de todas torcidas eleitorais. Marina precisa se posicionar ou permitirá que a ambiguidade arruíne sua campanha.

No Acre apóia o PT para governador, no Rio se alia com o DEM? Onde está a personalidade personalidade prometida para o “novo PV”.

Alfredo Sirkis é quem tem se pronunciado. Segundo ele, apoiar Cesar Maia para o Senado, “em bom carioquês: nem que a vaca tussa”.

Vale a pena visitar seu site onde explica a composição do PV no Rio de Janeiro em um post de hoje:

O novo formato da “nuvem” no Rio.

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5 Respostas to “Apoiar Cesar Maia? “Nem que a vaca tussa””

  1. Elias said

    Gosto pra caramba do Sirkis, mas… esse negócio de negar a existência da “linha auxiliar” só piora as coisas.

    É negar o que tá na cara há muito tempo. Rabo escondido com o gato de fora… Só vai irritar uma parcela do eleitorado, que vai acabar achando que estão tentando fazê-la de bôba.

    Marina vai apoiar o PT no Acre porque sua base não admitiria nada diferente, a menos que o PV lançasse um candidato digno desse nome. O quê, em bom português, significaria a própria Marina. Se ela tomasse qualquer outra direção, sua base — ou, pelo menos, uma parcela significativa dessa base — a abandonaria.

    No Rio, o papo é outro. Gabeira é um candidato forte, mas ele próprio e os verdes jamais se dedicaram a organizar o partido no estado. Gabeira se conduziu considerando mais suas chances eleitorais do que a necessidade de consolidar uma proposta político-partidária.

    Daí porque Gabeira acabou se elegendo deputado federal abrigado no PT, do qual saiu, alegadamente, em protesto por um “chá de cadeira” que recebeu do então ministro Zé Dirceu (quer dizer, então, que, se não tivesse havido o “chá de cadeira”, ele teria continuado no PT? Ou teria saído usando qualquer outra razão mas, no fundo, muito mais por acreditar — como muitos — que Lula e o PT iriam sangrar e mirrar, podendo ser facilmente derrotados em 2006?).

    De qualquer modo, Gabeira cuidou de si mesmo, cresceu e se fortaleceu. Já o PV ficou em segundo plano. Agora, os verdes têm uma legenda e um candidato, mas não têm partido.

    Vai daí…

    Tudo bem. São coisas da vida e da política brasileira.

    Agora, sem essa de negar a condição de “linha auxiliar” e a ambigüidade do PV. Em 2010, o PV não terá nem mesmo um discurso. Terá vários, ao sabor de cada circunstância local, flutuando feito aquilo n´água…

  2. Pax said

    Pois é, Elias, as notícias não param. Acabei de fazer outro post baseado num do Fernando Rodrigues da Folha/Uol que mostra uma carta aberta de dirigentes do PSOL saindo fora da campanha da Marina.

    Acho que o tiro no Rio vai ser no pé do PV.

  3. Elias, não coneço a atuação do Sirkis, mas o Gabeira perde o meu respeito a cada ação que ele toma. Acho-o muito personalista e oportunista. Até agora, não vi o que ele quer com o oRio de Janeiro.

  4. Elias said

    Tiago,
    Nunca soube de nada que desabonasse o conceito do Sirkis. Até onde consigo perceber, é um cara correto.

    Quando secundarista (era aluno do CAp), Sirkis foi militante da VPR, juntamente com Lamarca, Betinho, Yara Iavelberg e outros.

    Participou do seqüestro dos embaixadores alemão e suíço.

    Quando o regime militar endureceu na negociação para libertar o suíço (que não era, propriamente, simpático ao pessoal do regime), a VPR decidiu assassiná-lo. Sirkis se opôs frontalmente, a princípio sozinho; mais tarde, com apoio do Lamarca. Acabou ganhando a parada. Quando da libertação do seqüestrado, ele deu de presente ao embaixador um disco da Joan Baez. Já na Suíça, o embaixador se referiu de maneira simpática aos seus seqüestradores (era — ou é, se ainda vivo — o típico boa praça). Não sei se, a essa altura, ele já sabia que, durante o seqüestro, sua vida esteve por menos que um fio…

    Sirkis nunca foi preso. Acho que nem chegou a ser indiciado em nenhum processo. É que ele procurava se conduzir dentro das normas de segurança da clandestinidade. O pessoal com quem ele convivia não sabia seu nome nem onde morava (à mais leve suspeita de que algo ia mal, ele mudava de endereço).

    Saiu do Brasil pelo Galeão, com visto no passaporte e tudo o mais. Voltou com a anistia, mais arejado e distanciado das porralouquices de extrema-extrema do B. Desde então tem se dedicado às lutas ambientalistas.

    Já no Brasil, Sirkis escreveu “Os Carbonários”, seu livro de memórias da luta armada. Livro muito bom, ganhou o Prêmio Jaboti.

    Pelo que me dizem amigos residentes no RJ (que não são eleitores do Sirkis), a conduta política dele tem sido irretocável.

  5. Pax said

    Pois é, como disse no post acima, a composição carioca que o Gabeira está promovendo repercute…

    Leia notícia no Correio Braziliense abaixo:

    Aproximação do PV com o DEM e o PSDB no Rio pode sepultar apoio do PSol à candidatura de Marina

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