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Notícias da Corrupção, Desvios, Anomalias, Eleições e Meio Ambiente

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    Uma coletânea das notícias da corrupção, desvios, anomalias, eleições e meio ambiente que aparecem na mídia todos os dias a partir de agosto de 2008.
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Zé Dirceu acusa jornal Estadão

Posted by Pax em 16/01/2010

Zé Dirceu voltou de férias com a língua ferina. Acusa o Estadão de estar sob edição do candidato José Serra, do PSDB.

Veja em seu blog o post Serra, o editor do Estadão

“E o Estadão parte escancaradamente para fazer a campanha do governador paulista. Dá as suas declarações como manchete principal, no alto da 1ª página. Tem-se a impressão de que é uma entrevista de pergunta e resposta, mas ao ler a matéria dentro do jornal, vê-se que são umas poucas declarações do Serra, visivelmente ditadas por ele, para passar os recados que queria, evidentemente, sem admitir ser questionado. Bem ao seu estilo.

Aliás, no Estadão hoje só dá Serra. Parece coisa paga.”

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46 Respostas to “Zé Dirceu acusa jornal Estadão”

  1. Tudo fruto da politica do Cafe com Leite, disputa historica entre SP e MG. Seremos sempre adversarios do Brasil, quando teremos maturidade pra nos unirmos em prol de eliminar o sofrimento daqueles que apenas sobrevivem? Heim Ze Dirceu, quando vc crescer, ajudara os brasileiros? E vc Jose Serra, sua falacia sobre politicas sociais, ja foram desmascaradas, falta vc admitir que sua economia, tem perpetuado a subserviencia do povo…

  2. […] This post was mentioned on Twitter by Pax, Cristiane Larsen . Cristiane Larsen said: #politica ou #politicagem? RT @politicAetica Zé Dirceu acusa jornal Estadão http://bit.ly/5Q460A […]

  3. Pax said

    Cris,

    Se você continuar dando uma no cravo e outra na ferradura, acabo te convidando a dividir a editoria deste blog!

    Abraços

  4. Chesterton said

    É, só tem lugar para um pax aqui.

  5. Chesterton said

    Zé Dirceu deveria estar em cana.

  6. Chesterton said

    Gastos secretos
    da Presidência
    crescem 39%

    As despesas com cartões corporativos da Presidência da República, protegidas por sigilo a pretexto de garantir “a segurança da sociedade e do Estado” cresceram quase R$ 2 milhões em 2009, um aumento de 39,1% em relação a 2008. O total dos gastos sigilosos foi de R$ 6,79 milhões. Os gastos secretos da Vice-Presidência aumentaram 174%, pulando de R$ 182 mil em 2008 para quase R$ 500 mil em 2009.

  7. Carlão said

    Não entendi o post. Cadê a notícia?
    Se fosse “Dirceu inocenta o jornal Estadão” seria manchete.
    Por enquanto é mais do mesmo. Perda e tempo com esta figura nefasta do ciclo atual.

  8. Pax said

    Concorde-se ou não com a pessoa, Zé Dirceu é quem comanda as articulações do PT nos palanques regionais e a estratégia nacional. É o homem do partido que mais entende do atual modelo político, quem dá as cartas e comanda a campanha de Dilma em 2010. Tudo indica que sim.

    Mais que isso, quer aumentar a presença do PT no Senado, passando dos atuais 11 senadores para 16 e na Câmara, passando dos atuais 77 deputados para mais de 100, números que definiu como meta.

    Ter somente juízos sobre a figura política do Zé Dirceu não significa nada. Sua presença na política brasileira é bem maior do “gosto” ou “não gosto” da sua presença. Ela é real e muito forte.

    Não vejo ninguém no PT com mais conhecimento e domínio das necessárias articulações.

  9. Chesterton said

    Pax, a malignidade do Zé Dirceu não é uma questão de gosto.

    como esse é um blog sobre corrupção, aqui a noticia do CH

    Gastos secretos
    da Presidência
    crescem 39%

    As despesas com cartões corporativos da Presidência da República, protegidas por sigilo a pretexto de garantir “a segurança da sociedade e do Estado” cresceram quase R$ 2 milhões em 2009, um aumento de 39,1% em relação a 2008. O total dos gastos sigilosos foi de R$ 6,79 milhões. Os gastos secretos da Vice-Presidência aumentaram 174%, pulando de R$ 182 mil em 2008 para quase R$ 500 mil em 2009.

    17/01/2010 | 00:00
    O campeão

    O campeão de gastos secretos no governo é o Ministério da Justiça, que omite do contribuinte o destino de R$ 13,56 milhões em 2009.

  10. Chesterton said

    Não vejo ninguém no PT com mais conhecimento e domínio das necessárias articulações.

    chst- e conhecimento sobre a grana da corrupa.

  11. Pax said

    Chesterton,

    Se o tal CH é quem estou pensando, sugiro que você procure outras fontes.

  12. Chesterton said

    e os fatos?

  13. Chesterton said

    Fora do tema…

  14. Chesterton said

    Fora do tema…

  15. Chesterton said

    Fora do tema…

  16. Chesterton said

    Fora do tema…

  17. Chesterton said

    Fora do tema…

  18. Chesterton said

    Fora do tema…

  19. Elias said

    E o Estadão, evidentemente, está fazendo campanha pro Serra sem ganhar nada.

    Trata-se de uma conduta patriótica, ditada exclusivamente pela convicção serena, desinteressada, republicana, enfim, de que Serra é o melhor pro Brasil.

    Dinheiro na jogada? Nem pensar! Não com o Estadão!

    O referido é verdade e dou fé.

    Ontem mesmo, obtive a confirmação disso tudo, com o Papai Noel, o Saci Pererê, o Curupira e o Boitatá. Todos atestaram a absoluta lisura do venerável Estadão.

  20. fk said

    Elias – O Estadão é um ente privado e faz campanha pra quem quiser. Só não pode noticiar mentira.
    Melhor o Estadão expor honestamente sua filiação partidária, assim, qualquer pessoa com senso crítico será capaz de discernir as posições do jornal.
    Ainda que apoiando Serra -um avanço em relação ao apoio dado ao alckmin em 2006, o Estadão ainda é, na minha opinião, o melhor jornal do país.
    De resto, concordo com o Pax: não dá pra lidar com o Dirceu no “gosto, não gosto”. O cara dá as cartas nos bastidores políticos, gostemos ou não. O melhor é ficar bem de olho, ao invés de adotar a histeria da desqualificação.

  21. Chesterton said

    Pax perdeu finalmente a paciência (rs)

  22. Chesterton said

    Contrariando limites impostos pela legislação eleitoral, o governo Lula prevê o aumento de 20% dos gastos de publicidade no ano da eleição do seu sucessor. Os números estão na lei orçamentária, que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionará nesta semana, com autorizações de gastos para 2010.A Lei Eleitoral determina que, em ano de pleito, as despesas com publicidade dos órgãos públicos não podem ultrapassar a média dos três anos anteriores ou o valor gasto no ano imediatamente anterior. O limite do governo federal leva em conta ainda os gastos das empresas estatais, cujos números ainda não estão disponíveis.A Secretaria de Comunicação da Presidência informou que o governo não usará integralmente as autorizações de gastos para 2010, de forma a respeitar os limites impostos pela legislação eleitoral.No caso dos números de gastos com publicidade institucional e de utilidade pública na administração direta, a lei orçamentária aprovada pelo Congresso reitera a proposta original do governo. Estão autorizados gastos de R$ 699,1 milhões, 20% a mais do que o valor desembolsado no ano passado, de acordo com dados da Secom. Em discurso há pouco mais de um mês, Lula disse que o ano eleitoral não o levaria a gastar mais. “Não é porque tem eleição que vamos gastar mais no ano que vem”, afirmou, diante do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social.

  23. Chesterton said

    Vannuchi infla números sobre Araguaia

    Pasta cita identificação de restos mortais de pessoas que não estiveram ali

    De Leonencio Nossa:

    Em meio a críticas pela demora na identificação de nove conjuntos ósseos de guerrilheiros do Araguaia sob a guarda do governo, como divulgou ontem o Estado, a Secretaria de Direitos Humanos inflou o número de corpos já identificados de militantes do movimento armado ocorrido no Sul do Pará nos anos 1970.

    Oficialmente, a secretaria inclui os restos mortais de outras três pessoas que nunca estiveram no Araguaia na lista de identificados. Até hoje, no entanto, apenas dois corpos retirados da região foram entregues às famílias.

    Procurada para esclarecer a situação do processo de identificação de fragmentos ósseos retirados do Araguaia que estão nos armários de Brasília, a secretaria comandada pelo ministro Paulo Vannuchi informou, por e-mail, que foram identificados “positivamente” os fragmentos de militantes da esquerda mortos em São Paulo – Flávio Molina, executado em 1971, antes da Guerrilha do Araguaia começar, e Luiz José da Cunha e Miguel Sabat Nuet, assassinados em 1973.

    Integrantes da guerrilha do Araguaia, Maria Lúcia Petit foi identificada em 1996 e Bérgson Gurjão Farias teve o corpo reconhecido no ano passado, em um processo de pressão de pesquisadores que contestavam laudos negativos apresentados por Vannuchi. Por fim, o ministro apresentou um laudo positivo e entregou os restos mortais do guerrilheiro para a família.

    noblat (o anterior é anônimo)

  24. Elias said

    FK
    Aí é que está.

    O Estadão, como a maioria dos jornais brasileiros, não está expondo honestamente suas preferências partidárias.

    Nos EUA, p.ex., é hábito dos grandes jornais revelar, em editorial, que, em uma determinada campanha eleitoral, apoiarão o candidato Fulano. E dão lá suas razões. Do mesmo modo, costumam anunciar quando não estão apoiando nenhum candidato.

    Nas páginas reservadas ao noticiário, vale o que é notícia, sem privilegiar tal ou qual candidato.

    Isso sim, é se portar honestamente.

    Aqui no Brasil nada parecido acontece. Estou me referindo ao Estadão, mas não apenas a ele. É o padrão de nossa imprensa “sub”.

    Aqui, a propaganda política é empurrada goela abaixo das pessoas como se fosse matéria jornalística.

    Isso não é jornalismo. É vigarice!

    Não estou questionando o direito do Estadão fazer isso porque, desde que não descumpra a lei, qualquer canalha tem o direito de ser canalha o quanto quiser.

    E, tanto quanto respeito o direito do canalha de ser canalha, me reservo o direito de chamar o canalha pelo que ele é: canalha.

  25. Pax said

    Elias,

    Em duas partes:

    A primeira – subscrevo tuas palavras se você assim permitir. E aí a gente pode começar a definir o que a turma define como PIG.

    A segunda – nem toda redação dos jornais é o que você define bem, e repito aqui em maiúscula: CANALHA. Há uma certa independência para os quadros que a compõem.

    Isto posto, a gente deveria tentar entender qual é a real separação dos efetivamente CANALHAS daqueles que não são. Acreditanto (como eu) que há uma massa de jornalistas que não fazem parte desse tal ´status quo´.

    Porquê disto que afirmo: porque, se não, a gente fica sem pai e mãe sobre as informações que a democracia exige. Ou então, o que é bem provável, a gente precise redefinir jornalismo como Guttenberg redefiniu a escrita impressa.

    Continuo acreditando que uma parte da imprensa ainda se presta à informação. E outra é exatamente como você define: CANALHA. Seja para lá ou para cá.

    Bom ponto.

  26. Elias said

    Pax,
    Eu me referi a jornais, não a jornalistas.

    Claro que, em muitas redações — e aí incluo o Estadão — há muita gente decente. E há muito pilantra, também, doido pra fazer o jogo sujo de quem manda na gameleira.

    E é daí que exala o odor fétido que espalha por todo o país.

    Claro que o dono do chiqueiro se serve da marginália subserviente, pra espalhar a porcaria de sempre.

    Mas eu me referi mesmo aos donos da pocilga, não à porcada.

    Não é por outra que a imprensa brasileira mergulhou nessa tremenda crise de credibilidade em que se encontra.

  27. Pax said

    Chegamos ao ponto do post: Zé Dirceu acusa o Estadão.

    Então, ele acusa a editoria do Estadão ou os jornalistas do Estadão?

    E qual a independência entre os donos do jornal e os focas ou formadores de opinião do mesmo?

    O Zé acusa. Cadê a defesa do acusado?

    Fico, do lado de cá, curioso.

    O Zé não é Mané.

  28. Elias said

    Pax,
    Pelo que sei, você atuou profissionalmente em um nível de organizações empresariais brasileiras suficientemente alto, para ter uma visão bem nítida sobre o modo como o poder é exercido na maioria dessas organizações, com suas nuances, suas contradições, etc.

    Em um jornalão como o Estadão “Foca” só influi por acidente. No mais, ele é o último que fala e o primeiro que apanha.

    Editorias e jornalistas têm liberdade até o ponto em que ela conflitar com a “liberdade do dono”. Se o conflito se estabelece, você sabe muito bem quem endurece e quem amacia; quem fica e quem sai…

    Defesa do acusado? Nem pensar!

    Em primeiro lugar, o jornalismo tradicional é via de mão única, e o jornalismo tradicional brasileiro exacerba isso. Parte do princípio de que o jornal despeja no leitor, a quem compete receber passivamente aquilo que o jornal lhe enfia goela abaixo.

    O jornalismo tradicional brasileiro — e a imprensa impressa mais que todos — detesta o debate. Detesta mais, ainda, se o debate for sobre seus próprios critérios, métodos e processos de trabalho. Ele se acha acima disso.

    Em segundo, jornais como o Estadão julgam que responder a um blog seria se rebaixar. Seria dar ao blog uma importância que o Estadão acha que o blog não tem, e que está muito aquém da importância que o Estadão acha que tem.

    Não haverá resposta. O Estadão acha que aquilo sobre o qual ele silencia simplesmente não existe.

    É a obtusidade arrogante típica do conservadorismo latinoamericano. Por essas e outras é que essa turma está, toda, indo pro brejo.

    Já vai tarde…

  29. fk said

    Elias – Concordo em partes com suas críticas. Acho sim que o Estadão, e todo e qualquer meio de comunicação, deveria expressar claramente suas preferências, até porque, qualquer aluno de primeiro ano de jornalismo sabe que não existe tal coisa chamada de imparcialidade.

    Por outro lado, o Estadão nunca fez campanha usando o mote da imparcialidade, e qualquer pessoa com o mínimo de senso crítico e conhecimento histórico sabe muito bem qual e a filiação política do jornal. É mais ou menos como a The Economist, cuja linha política ela não precisa alardear aos quatro ventos, ainda que as vezes o faça, pois é muito conhecida.

    Falei sobre propagandear a imparcialidade porque esse sempre foi um dos motes, por exemplo, da Folha, um jornal que, ao menos em 2006, era francamente serrista -o Estadão era alckmista.

    Agora, vir com essa história de PIG, isso é tão conversa pra boi dormir quanto ouvir o que escreveo Reinaldo Azevedo.

    Primeiro que a imprensa escrita está longe de exercer a influencia que um dia exerceu. Segundo que ela, hoje em dia, está francamente debilitada em sua capacidade investigativa, e grande parte do jornalismo atual é feito pelo telefone, de dentro das redações, terceiro que ela não veicula mentiras, ainda que, sim, dê mais destaque a notícias desfavoráveis ao governo federal do que a outros governos -mas isso, como vcs dever ter percebido, é, na minha opinião, uma prerrogativa legítima dos meios de comunicação, desde que transparentes e com espaço para ouvir o outro lado.

  30. Elias said

    FK
    1 – Não faço a menor idéia do que seja “PIG”.

    2 – Raramente leio Reinaldo Azevedo (na maioria das vezes, leio — quando leio! — o que o Chesterton transcreve aqui).

    3 – Insisto: empurrar propaganda política goela abaixo do leitor, como se fosse matéria jornalística, não é jornalismo. É vigarice.

    No mais, concordo com você. A imprensa tradicional brasileira está debilitada, e isso se deve, em grande medida, à credibilidade que se esvai pelo ralo, exatamente por causa de seus critérios, métodos e processos de trabalho, cá pra nós, nada louváveis.

    Não questiono o direito que os donos de jornal têm, de borrar papel com o que eles prefiram ter em mãos pra borrar. É problema deles.

    Apenas me reservo o direito de ter opinião a respeito.

    Jornal é produto, e, quando a opção é apenas escolher o produto que é um pouco menos ruim que os demais, melhor não comprar nenhum. Principalmente quando a decisão de não comprar não lhe traz prejuízo — e, eventualmente, se mostra até mais vantajosa — como parece ser o caso.

    E é o que parecem pensar, em quantidade cada vez maior, aqueles que poderiam ser os leitores potenciais de jornais. Um monte de gente hoje em dia compra jornais apenas por causa dos classificados. O resto, deita fora.

    Vai daí que boa parte do que produz o jornalismo impresso no Brasil acaba se tornando lixo, e não apenas metaforicamente.

  31. Chesterton said

    O Estadão fez mais um editorial exemplar, agora sobre as propostas para a Conferência Nacional de Cultura — aquelas de que tratei aqui naquele texto sobre besouros que gostam de rolaR aquelas bolinhas… Leiam. Faço um pequeno comentário depois.

    Nova investida contra a democracia

    Vem aí mais um ataque à liberdade de informação e de opinião, preparado não por skinheads ou outros grupos de arruaceiros, mas por bandos igualmente antidemocráticos, patrocinados e coordenados pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A 2ª Conferência Nacional de Cultura, programada para março, foi concebida como parte de um amplo esforço de liquidação do Estado de Direito e de instalação, no Brasil, de um regime autoritário. O controle dos meios de comunicação, da produção artística e da investigação científica e tecnológica é parte essencial desse projeto e também consta do Programa Nacional de Direitos Humanos, outra desastrosa proposta do governo petista. O texto-base da conferência poderia figurar num museu de teratologia política, como exemplo do alcance da estupidez humana. Antes de enviá-lo para lá, no entanto, será preciso evitar a sua conversão em roteiro oficial de uma política de comunicação, ciência e cultura.

    A palavra cultura, naquele texto, é usada com tanta propriedade quanto o verbo “libertar” na frase famosa “o trabalho liberta”, instalada sobre o portão de Auschwitz. “O monopólio dos meios de comunicação”, segundo o documento, “representa uma ameaça à democracia e aos direitos humanos.” É verdade, mas não existe esse monopólio no Brasil nem nas verdadeiras democracias. Um regime desse tipo existe em Cuba, como existiu noutras sociedades submetidas a regimes totalitários, sem espaço para a informação, a opinião e o confronto livre de ideias. Muitos dos companheiros do presidente Lula, entre eles alguns de seus ministros, nunca desistiram da implantação de algo semelhante no País. Segundo Lula, sua carreira política teria sido impossível sem a liberdade de imprensa, mas hoje essa liberdade é um empecilho a seus projetos de poder.

    O documento defende “maior controle social” sobre a gestão de rádios e TVs públicas. Mas “controle social”, em regimes sem liberdade de informação e de opinião, significa na prática o controle total exercido pelo pequeno grupo instalado no poder. Nenhum regime autoritário funcionou de outra forma. Também a palavra “social”, nesse caso, tem um significado muito diferente de seu valor de face.

    É preciso igualmente controlar a tecnologia: este princípio foi adotado desde o começo do governo Lula. Sua aplicação só não liquidou a Embrapa, um centro de tecnologia respeitado em todo o mundo, porque a maioria da comunidade científica reagiu. A imprensa teve papel essencial nessa defesa da melhor tradição de pesquisa. Isso a companheirada não perdoa. No caso do presidente Lula, o desagrado em relação à imprensa é reforçado por uma espécie de alergia: ele tem azia quando lê jornais.

    Mas o objetivo não é apenas controlar a pesquisa. É também submetê-la a certos “modelos”. “No Brasil, aprendemos pouco com as culturas indígenas; ao contrário, o País ainda está preso ao modelo colonial, extrativista, perdulário e sem compromisso com a preservação dos recursos naturais”, segundo o documento.

    Cultura extrativista, ao contrário do imaginado pelo companheiro-redator desse amontoado de bobagens, era, sim, a cultura indígena. O agronegócio brasileiro, modernizado, eficiente e competitivo, não tem nada de colonial, nem na sua organização predominante nem na sua tecnologia, em grande parte fornecida pela pesquisa nacional de mais alta qualidade. Ou talvez o autor daquela catadupa de besteiras considere colonial a produção de automóveis, tratores, equipamentos industriais e aviões. Não deixa de ter razão. Os índios não fabricavam nenhum desses produtos, mas indígenas das novas gerações não parecem desprezar essas tecnologias.

    Segundo a secretária de Articulação Institucional do Ministério da Cultura, Silvana Lumachi Meireles, nenhuma proposta contida no documento pode gerar polêmica. Todos os itens, argumentou, foram referendados em conferências regionais. Mas conferências desse tipo não têm o poder de transformar tolices em ideias inteligentes nem propostas autoritárias em projetos democráticos. O governo insistirá, a imprensa continuará resistindo. A oposição poderia ajudar a conter esse projeto insano, se deixasse o comodismo e mostrasse mais disposição para defender a democracia do que mostrou diante do ameaçador decreto dos direitos humanos.

    Comento
    Nada como ler aquela parte do Estadão que continua Estadão! A gente se lembra da civilização. Rima! E seria uma solução.

    Reinaldão

  32. Chesterton said

    Fora do tema…

  33. Pax said

    Elias,

    Do que conversei com bons jornalistas, há uma certa independência da linha editorial para os caras que já cresceram na profissão.

    Mas também não sou da área, não posso dizer como funciona sem ter trabalhado em nenhum desses veículos.

  34. fk said

    Elias

    1 – PIG é um termo idiota usado ai pela internet. Vc não saber o que significa só depõe a seu favor.

    2 – Lê pouco o Reinaldo? Mais um ponto que depõe a seu favor.

    3 – Acho que a coisa é um pouco mais complicada do que simplesmente “empurrar propaganda política goela abaixo em forma de notícia”. Continuo insistindo nesse ponto: o Estadão pode adotar o viés que melhor lhe aprouver, desde que sempre ouça o outro lado. E quem lê os editoriais do Estadão, como esse postado pelo Chest, sabe bem o que pensa o jornal e percebe que existem outras coisas além do que noticia o Estadão. Se não percebe, é burro.

    Quanto à qualidade da imprensa e a queda de circulação, acho que a coisa também é um pouco mais complicada do que uma simples opção dos meios por afzer um trabalho pior do que antigamente. Há um fator econômico e de mudanças de hábitos radicais dos leitores que não pode ser desprezado, e que nos leva a uma daquelas perguntas-dilema: a baixa qualidade espanta os leitores, ou a falta de leitores leva à baixa qualidade?

    O mais engraçado é que o Estadão é um jornal obviamente conservador, mas que permite, incrivelmente, certos nichos da esquerda, como o caderni Aliás…

  35. Elias said

    FK e Pax,

    Certo como 2 mais 2 que a baixa credibilidade dos jornais brasileiros está afetando, sim, e com força, a circulação.

    Todos os jornalões sabem disso, até porque todos eles constantemente fazem pesquisas a esse respeito. Claro que eles não noticiam, mas a coisa tá braba!

    Tive acesso a uma parte de uma dessas pesquisas. Em várias áreas do país, mais de 70% das pessoas simplesmente não acreditam nos jornais e declaram que não se deixam influenciar por eles. Isso está ocorrendo no Rio, em São Paulo, em Curitiba (que é o município padrão para as pesquisas de consumo no Brasil), e de praticamente todas as capitais brasileiras.

    É um problema sério pros jornalões, porque estão perdendo credibilidade exatamente junto ao que seria seu público-alvo preferencial. Se o leitorado os abandona, os anunciantes — que é quem banca os jornais — também se mandam. Vários grandes jornais estão tendo que rever suas tabelas de preços, pra não perder ainda mais anunciantes.

    Existem setores — como é o caso dos anúncios populares — que continuam rendendo bem. Só que isso é insuficiente pra segurar a barra das empresas.

    Desde há muito tempo, pessoas como a jornalista Lilian Wite Fibe e muitras outras vêm alertando pra isso: a redução dos jornais impressos à condição de aparelhos político-partidários é uma linha de conduta que, num certo período de tempo, dá muita grana e facilita a vida de muita gente (que paga e que recebe essa grana). A médio e longo prazo, entretanto, isso levará os jornais impressos à falência, até porque agora o leitor tem outras opções para se informar e, até mesmo, para se fazer ouvir (ou ler).

    O “médio e longo prazo” tá aí, na porta, pra um bocado de gente.

    Quanto à independência de alguns jornalistas em relação à linha editorial dos jornalões, isso é tão raro, acontece com tão pouca gente, que não pode nem deve ser considerado uma característica do jornalismo brasileiro. O traço característico é o oposto disso; é o jornal aparelhado pelo dono e a massa de jornalistas operando obedientemente o aparelho.

  36. Chesterton said

    texto de outros, sem devido crédito…

  37. Chesterton said

    fora do tema

  38. Chesterton said

    ah, ta com medo do video, hein?
    pois aqui vai de novo:

    as esquerdas deveriam lançar o PSL, Partido dos Sem Leitores

  39. Chesterton said

    Pax, que história é essa de o Jaca-Gado pensar que você é o FDA lá do blog do Fiuza? Procede/

  40. Pax said

    Sei lá do que você está falando, Chesterton. O que é FDA?

  41. Chesterton said


    não tem mais embedded?

  42. Chesterton said

    O Surf comenta lá no Fiuza e anda as turras com o FDA, dizendo que ele é você. O estilo é bem diferente, mas ainda assim ele cisma. Ou ele está redondamente enganado, ou você realmente disfarça muito bem.

  43. Pax said

    Cara, não vou no Fiuza.

  44. fk said

    Elias – Eu, que tenho um certo interesse no tema da imprensa, nunca vi uma pesquisa falando sobre a queda da credibilidade dos jornais.

    A queda, segundo outras pesquisas que eu li, deve-se em parte a certos apertos economicos. A qualquer sinal de problema economico, o jornal é um dos primeiros itens a serem cortados.

    Os jornais entraram a década de 1990 em euforia e sairam daquela década falidos. Os resultados forma redações cada vez mais jovens e inexperientes, perda da capacidade de fazer investigações de fôlego maior e a predominância do “jornalismo de redação”. Ou seja, a falta de dinheiro leva à perda da qualidade.

    Não tenho, obviamente, uma estatística, mas aposto que, se vc fizer um apanhado dos grandes escândalos noticiados pelos jornais, grande parte deles não foram frutos de investigações próprias, caso, por exemplo, do mais explosivo deles: o mensalão.

    Até gostaria que vc me fornece-se essa pesquisa que fala sobre a perda de credibilidade dos jornais e a questão da circulação.

  45. Chesterton said

    Hoje aqui no Posto 6, voltando a pé para casa eu minha mulher quase fomos assaltados por um bando de 20 pivetes de 12 a 16 anos de idade. Ontem, uma alemã repreendeu a filha, e uma brazuca indignada deu um esporro nela: Aqui nesse país não se maltrata crianças! , dizia. Que fim de mundo.

  46. Elias said

    FK,
    Não tenho a pesquisa.

    Como disse, li um pedaço dela, que estava em mãos de uma amiga minha, que é jornalista e coordenadora do curso de jornalismo de uma universidade daqui do Pará.

    Em algumas áreas do país, mais de 80% das pessoas declaram não acreditar no que dizem os jornais, especialmente quando se trata de política. Proporção quase idêntica declara que os jornais não influenciam sua opinião.

    Não memorizei as cifras exatas, mas, pelo que lembro, o descrédito é maior nas regiões Norte e Nordeste e menor na região Sul. O Sudeste estaria entre os 2 extremos.

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