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    Uma coletânea das notícias da corrupção, desvios, anomalias, eleições e meio ambiente que aparecem na mídia todos os dias a partir de agosto de 2008.
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Serrano (PSDB) versus Berzoini (PT)

Posted by Pax em 20/01/2010

Duas notas publicadas pelos adversários do PSDB e PT não estimulam o bom debate político das principais forças para as eleições de 2010.

A continuar esta toada, teremos uma campanha de baixo nível.

Leia ambas abaixo:

Lula, Dilma e a retórica petista da mentira

– Senadora Marisa Serrano

“Diante de sua reconhecida falta de experiência política, a Ministra Dilma Rousseff adota as conhecidas artimanhas do PT que, historicamente, aprimorou de maneira nunca vista a retórica do medo e da mentira. Foi assim em 2006, quando criou a fantasia sobre o fim dos programas sociais e da privatização de empresas estatais. Felizmente, não se consegue enganar o povo o tempo todo.

O PSDB, na verdade, tem demonstrado que deseja o aperfeiçoamento das estatais e a continuidade do Bolsa Família, assim como de todos os programas sociais criados quando estava na Presidência da República. Hoje os governadores e os prefeitos do PSDB são garantidores dos benefícios sociais que atendem as camadas mais pobres da população. Mais do que isso, eles têm ampliado e melhorado essas atividades, com amplo apoio da população.

Os brasileiros sabem que o PAC não é um programa de obras e sim um slogan publicitário. Em verdade, o PAC não passa de um amontoado de obras sem foco nem objetivo. As raras inaugurações têm servido, apenas, para o treinamento intensivo do uso de palanques eleitorais para a Ministra. Não convence nem pode ser levado a sério.

Está claro que o PAC é apenas uma peça de ficção. E isso ficará cada vez mais demonstrado este ano, à medida que a propaganda e o discurso eleitoral não corresponderão aos fatos concretos. O PSDB quer verdade, transparência, coerência e honestidade. Sem isso, a democracia e o povo brasileiro serão os verdadeiros derrotados”.

Brasília, 19 de janeiro de 2010

SENADORA MARISA SERRANO
Vice-presidente Nacional do PSDB
Fonte: Assessoria de Imprensa do PSDB Nacional

PSDB perde a oportunidade de ficar calado

– Ricardo Berzoini

O PSDB demonstra que está descontrolado para a legítima disputa de projetos que ocorrerá neste ano de 2010. O presidente Sergio Guerra, em entrevista à revista Veja, declarou que o PAC não se realizou. Açodado, deu a senha para que, a cada inauguração, possamos desmentir o discurso derrotista da oposição. Disse ainda que vai mudar a política econômica de Lula, que derrotou a herança tucana de descontrole fiscal e cambial que quebrou o Brasil no governo FHC. Guerra não soube dizer o que vai mudar na economia, talvez por reconhecer que o governo Lula traçou um novo caminho para a economia brasileira, aprovado no enfrentamento à crise mundial, na geração de milhões de empregos e na solução dos impasses das dívidas interna e externa no país.

A companheira Dilma registrou hoje a declaração de Guerra sobre o PAC, lembrando que a oposição sempre desdenhou o PAC que apresenta neste ano a maior maturidade em seu desempenho depois de enfrentar os obstáculos de um estado viciado na paralisia dos anos
tucanos.

A nota assinada pela Senadora Serrano, no dia de hoje, apenas reflete esse dilema tucano. Quer se opor às legítimas manifestações de nossa pré-candidata, mas escorrega na aprovação do governo que Lula lidera e Dilma coordena, e o povo brasileiro aprova.

Torcemos para que o PSDB se encontre e produza um programa de governo, para que possamos ter um debate de alto nível neste ano eleitoral. O PT e seus aliados temos o que mostrar e propor aos brasileiros. Esperamos que a oposição não se esconda, nem se acovarde de defender a herança de FHC, da privatização, desemprego e paralisia nacional.

Ricardo Berzoini – Presidente Nacional do PT

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60 Respostas to “Serrano (PSDB) versus Berzoini (PT)”

  1. Elias said

    “…Foi assim em 2006, quando criou a fantasia sobre o fim dos programas sociais…”

    Foi assim, também, em 2002, quando colocaram uma atriz na tevê, dizendo: “Eu tenho medo!” E daí descrevia um autêntico filme de terror, onde o PT era o monstro que iria assassinar a democracia brasileira.

    Lembra?

    Foi também assim em 1989, com aquela história collorida de mudar a cor da bandeira do Brasil, o confisco de aparelhos de tevê de quem tivesse mais de um…

    Lembra?

    Ora, dona Marisa, essa tática é mais velha que a posição de soltar um barro. Se isso vencesse eleição…

  2. Chesterton said

    Serrano deu nota de baixo-nível? Onde?

  3. Pax said

    E eu pensando que haveria uma mínima possibilidade deles partirem para uma boa discussão sobre planos para o Brasil que tocassem no problema da Educação, da Saúde, da Segurança Pública que está na pauta da sociedade de norte a sul, da reforma política, da reforma tributária, da questão do inchaço e ineficiência do estado etc.

    Pois é, como disse no post, a continuar a toada, teremos uma campanha muito ruim.

    Tomara que eles se toquem.

  4. fk said

    Moral da história: o PSDB continua se fiando em críticas ao governo, mas sem capacidade de apresentar uma alternativa, e o PT cotinua se fiando no PAC, uma falácia que até agora realizou algo em torno de 30% do prometido para o período…

  5. Chesterton said

    mas em ano de eleição vocês querem ecumenismo?

  6. Carlão said

    Pax

    Leia a nota oficial do PSDB e veja se há alguma mentira no que foi dito:
    http://oglobo.globo.com/pais/noblat/posts/2010/01/20/presidente-do-psdb-chama-dilma-de-mentirosa-259288.asp

    Dilma foi chamada de incompetente e mentirosa contumaz e não fará nada…sabe por que?
    Porque o Serra está pautando a eleição.Entendeu?

  7. Pax said

    Carlão,

    Como não sou nem de um lado nem de outro, acho triste essa nota do Sérgio Guerra.

    Dilma não fará nada? Duvido, haverá troco e bem dado, aposto um chope.

    E é o que a turma que não quer discutir projetos de governo mais quer. E é exatamente o que eu acho ruim. Se a campanha for para este lado e tom, e acho que vai mesmo, tanto a oficial como a independente, teremos um péssimo ano eleitoral que colocará uma pauta nada construtiva para o país.

    Se, ao contrário, tando o PSDB como o PT, as principais forças, começassem a discutir os seus planos para Educação, Saúde, Segurança etc, o povo tenderia a entrar nestas discussões e escolher as melhores propostas.

    Infelizmente a nota do Sergio Guerra, a nota do Berzoini, a nota da Serrano etc vão no oposto dessa direção.

  8. Elias said

    Pax,
    Pra ser justo, creio que a nota do Berzoini é mais um chamado ao debate.

    O PSDB diz que vai mudar a política econômica. Berzoini desafia a que o PSDB diga o quê vai mudar.

    Taí um excelente tema pra deebate, principalmente pra quem acha que Lula somente manteve uma linha deixada por FHC (fingindo não perceber que vários aspectos cruciais dessa linha — política cambial, para citar só um exemplo — durante o governo Lula foram operados na função inversa, em relação à era FHC).

    O PSDB diz que o PAC é uma ficção. Certo. Então, vamos debater o PAC. Que o PSDB mostre os elementos de convicção que fundamentam essa afirmação.

    Duvido que o PSDB faça isso. Ele sabe no que vai dar.

    A falada popularidade do Lula, de mais de 80%, não surge do nada. Observe que, ao contrário do FHC, Lula está longe de ter o apoio da chamada “grande” imprensa. Esta sempre foi crítica em relação ao atual presidente. Os jornais mais lidos, as revistas de maior circulação, sempre foram críticos em relação a Lula.

    Ou seja, nos meios de comunicação, sempre houve forças nada desprezíveis, funcionando como contramola para a popularidade do cara. Mesmo assim, essa popularidade se estabeleceu.

    Deve haver uma razão para isso, e o PSDB — cheio de cobras criadas como ele é — sabe disso.

    Os tais 23 milhões que saíram da linha de miséria, p.ex., não existiriam sem o PAC.

    No Norte e no Nordeste, p.ex., são dezenas de milhares de casas construídas; um imenso programa de regularização fundiária; outro de eletrificação; outro de abastecimento de água e um monte de outras coisas mais, que estão estancando o deslocamento de centenas de milhares de pessoas para a periferia das grandes cidades.

    Se algo assim houvesse sido tentado há uns 20 anos, e mantido desde então, as condições de vida nas grandes cidades brasileiras, hoje, seria bem outra.

    O problema é que o PSDB continuará se contentando em ser um espalhafezes de parca eficácia. E continuará mobilizando a turminha de sempre, que reage por motivação ideológica, de modo simplório e maniqueísta, porque acha que assim conquista a simpatia de quem tem preguiça de pensar (o que não deixa de ser verdade, desde que se abstraia o importantíssimo de talhe de que o outro lado também está jogando).

    E aí está outra razão para os mais de 80% de popularidade do Lula. Se as cobras criadas do PSDB se convencessem de que sua caduca tática de espalhafezes não está dando certo, talvez essa taxa fosse menor.

    De minha parte, eu acho é pouco… Desejo que eles continuem assim, sempre e cada vez mais, e que o papa defunto deles sempre tenha um caixão ou mais, pra carregar.

  9. fk said

    Elias – Não adianta inflar o PAC. Ele não realizou nem metade do que prometeu – http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20090531/not_imp379701,0.php

    Quanto à política econômica, ela é sim uma continuidade do período FHC, apenas com as mudanças que o contexto permitiu, como a questão cambial e a das reservas.

    O mundaréu de gente que saiu da linha de pobreza não foi por causa do PAC, ams sim do Bolsa Família. Ponto pro Lula, mas não pelo PAC.

    De resto, concordo que o PSDB está mais perdido do que cego em tiroteio. Se o PT for esperto, vai tentar chamar o Serra pro debate, ao invés de ficar debatendo com caciques tucanos inespressivos.

  10. Elias said

    FK,

    Conheço o PAC bem mais do que você imagina.

    E mais: notadamente no Norte e Nordeste, o Bolsa Família e o PAC andam juntos.

    Concordamos: o PSDB — e a oposição em geral — estão mais perdidos que filho de puta em festa do Dia dos Pais.

  11. fk said

    Vc contesta os números?

  12. Chesterton said

    o que são numeros para o PT?

  13. vilarnovo said

    Fk – Sempre quando a Dilma apresenta os números do PAC eles são desmascarados não por um, mas por vários veículos de comunição e ONGs como o “Contas Abertas”.

    O PAC, que nada mais é do que o Orçamento da União junto com dezenas de outras coisas que nem pertecem ao governo federal não é algo ruim, mas não é essa panaceia toda.

    E a Casa Civil é um lugar perfeito para esconder alguém com competência duvidosa como a Dilma. Lembro que a Casa Civil sempre foi um Ministério POLITICO e não gerencial. Mas é fácil culpar o TCU, o Ministério do Meio Ambiente por algo que simplesmente poderia ser chamado de falta de planejamento.

    Ou seja, pautar uma eleição por algo que sempre existiu é ridículo.

    Mas concordo com o PAX, o debate será dificílimo pois os programas são idênticos.

    O PT de hoje usa o programa do PSDB de ontem e que hoje não consegue criar algo de novo.

    A sorte deles é que não existe uma direita estilo chilena no Brasil.

    O resultado das eleições em Massachusetts e no Chile são uma mostra disso.

  14. Elias said

    FK

    Parcela majoritária do PAC não é aplicada pelo Governo Federal, e sim pelos Estados e Municípios.

    O PAC funciona mais como um programa de repasses voluntários e de concessão de empréstimos (operações de crédito internas).

    No 1º caso (repasse voluntário), os recursos são repassados a Estados e Municípios a partir da celebração de convênios com o poder (órgão ou ente) concedente. No 2º caso (empréstimos) é celebrado um contrato, desde que o ente mutuário (Estado ou Município) tenha obtido autorização legislativa pra contrair o empréstimo e disponha de capacidade de endividamento suficiente.

    Nos dois casos, o ente convenente ou mutuário necessita: estar em dia com suas obrigações junto ao TCE ou TCM; estar operando em consonância com a LRF; não estar em situação de inadimplemento junto ao Governo Federal (não pode estar, p.ex., cadastrado no CAUC), etc.

    E foi aí que o PAC encontrou suas maiores dificuldades. Os recursos existem, estão disponíveis, mas não podem ser repassados até que o ente interessado (Estado ou Município) resolva suas pendências.

    Em vários Estados, os governos estaduais tiveram que assumir a execução de um monte de projetos, face à situação dos municípios interessados, cheios de pendências junto aos tribunais de contas, com dezenas de registros no CAUC, etc.

    É por isto que a maioria dos críticos do PAC não quer ir fundo na discussão sobre o programa. Se você mergulhar 10 centímetros PAC a dentro, vai esbarrar em prefeitos ou governadores do PSDB, do DEM, etc, cheios de problemas com o CAUC e com os tribunais de contas, tornando respectivos municípios ou estados inadimplentes, o que os impede de receber repasses voluntários ou de realizar operações de crédito.

    É a essas e outras que Berzoini se referiu, ao falar no “Estado viciado na paralisia dos anos tucanos”.

    Se o PSDB ou qualquer partido de oposição se aprofundar no debate sobre o PAC, vai acabar atirando na própria cabeça.

    É muito mais simples jogar com a ignorância das pessoas e dizer: “o PAC é um programa do Governo Federal; o PAC não desembolsou o que estava previsto; logo, o Governo Federal é culpado.”

    Só que até essa porta começou a se estreitar a partir de 2009. Uma quantidade enorme de projetos deslanchou no ano passado e, pra azar de quem acha isso um azar, está sendo ou será inaugurada agora, em 2010.

    Até nisso essa turma está se dando mal…

  15. iconoclasta said

    malandro, qd vc acha q nego foi até o limite da sem-vergonhice, logo aparece um caboclo para extende-lo.

    desse programa q NÃO é do governo federal o site oficial diz, entre outra coisas, o seguinte:

    “Gestão do PAC

    O PAC é coordenado pelo Comitê Gestor do PAC (CGPAC), composto pelos ministros da Casa Civil, da Fazenda e do Planejamento. Há também o Grupo Executivo do PAC (GEPAC), integrado pela Subchefia de Articulação e Monitoramento (Casa Civil), Secretaria de Orçamento Federal e Secretaria de Planejamento e Investimentos Estratégicos (Planejamento), além da Secretaria Nacional do Tesouro (Fazenda). O GEPAC busca estabelecer metas e acompanhar a implementação do PAC.”

    quer dizer, ” o governo federal criou o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC),…” mas não é de sua reponsabilidade.

    mas olha só, que a execução é pífia só nega quem não gosta de números, mas td bem, afinal discutir gosto é perda de tempo. agora, se o PAC não é com eles, pq essa palavrinha tá sempre nos palanques?

    http://www.brasil.gov.br/pac/

    ;^)))))))))))))))))))

  16. iconoclasta said

    agora eu vou fazer um elogio a incompetencia desse pessoal:

    ainda bem que eles são ruins até para gastar, pq se fossem ligeiros a naba fiscal iria ser muito maior.

    ;^/

  17. Elias said

    FK,

    Viu só como o que eu disse é verdade?

    Ninguém aprofunda 10 cm.

    Eu disse que o PAC é, fundamentalmente, um programa de repasses voluntários e de concessão de empréstimo por meio de operações de crédito internas a Estados e Municípios.

    Vai aparecer alguém pra contestar isso? Claro que não. Porque é impossível contestar.

    A Secretaria do Tesouro Nacional (STN), não executa projetos de habitação, de saneamento, de eletrificação, etc. Ela estabelece normas para repasse e aplicação de recursos, por meio de instrumentos como a IN 01, avalia a capacidade de endividamento de Estados e Municípios, para viabilizar a celebração de operações de crédito, etc. Mas não executa projetos de obras.

    O GEPAC, fixa metas e monitora a implementação do PAC. Isso não significa “executar”, ao menos para as pessoas que sabem ler.

    Qual o mérito do PAC, então?

    É destinar recursos para os fins a que ele destina. Algo que não havia antes.

    Mas o ente beneficiário — Estado ou Município — tem que se credenciar, nos termos da lei, para ter acesso a esses recursos, na condição de convenente ou mutuário. Não pode estar, por exemplo, com pendências junto ao TCU, aos TCEs, aos TCMs; não pode estar pendurado no CAUC, etc.

    Um outro benefício secundário que o PAC está proporcionando, são os programas de Desenvolvimento Institucional para os municípios.

    Antes, o município era cadastrado no CAUC e por isso ficava. O município se resignava em viver de FPM e dos FDs estaduais. Alguns prefeitos nem sabiam o que é o CAUC.

    Hoje, pra ter acesso aos recursos do PAC, os municípios estão aprendendo a sair da condição de má conduta. Estão regularizando sua situação, estruturando suas plantas de valores, cobrando seus IPTUs, procedendo ao lançamento e cobrança das respectivas dívidas ativas, enfim, começando a gerenciar recursos públicos com mais responsabilidade. Daí a proliferação dos programas de DIs.

    Nada parecido com os “anos tucanos”.

    Por essas e por outras, é que a tucanada jamais vai encarar uma análise do PAC em profundidade.

    E, se meter a cara, vai se ferrar.

  18. iconoclasta said

    opa, entao quer dizer q nego anuncia q vai investir X de grana em tanto tempo, cria um slogan “fabuloso”, depois continua a propagandear q td os problemas, com 500 anos de atraso, estao sendo resolvidos por painho, mesmo depois de supostamente descobrirem inviabilidade de cumprir o projeto da maneira acordada por causa da inepcia alheia (acredite se quiser…), mas nao tem nda de errado. a nao ser com os outros, claro…

    hohohohohohooh….

  19. Elias said

    FK

    Veja só os termos em que meus argumentos estão sendo rebatidos.

    Claro que isso não chega a ser representativo do PSDB, que dispõe de gente inteligente, capaz de argumentar melhor.

    Mas é indicativo. Não tem como aprofundar nada, porque, se tentar, leva pau.

    Fica-se, então nisso aí que se vê acima.

    Acontece que, enquanto isso, há um porrilhão de projetos sendo tocados e inaugurados.

    Advinha só em quem o pessoal beneficiado por eles vai votar…

    Dia desses eu conto um lance que vi no Nordeste.

  20. fk said

    Mas, no final das contas, o PAC funcionando do jeito que funciona, os números são ou não verdadeiros?

  21. iconoclasta said

    “Acontece que, enquanto isso, há um porrilhão de projetos sendo tocados e inaugurados.

    Advinha só em quem o pessoal beneficiado por eles vai votar…”

    hummmm…nos prefeitos e governadores “responsaveis”?

    nego empola, dá a volta ao mundo e, não bastasse o constrangimento da rejeiçao aos fatos, se entrega dessa maneira…

    vcs se lembram do Ricupero?

    ;^/

  22. Elias said

    Iconoclasta,

    No momento em que o cara tá com a popularidade em mais de 80%, e mais de 37% dos eleitores se dispõem em votar em quem ele indicar, tuas considerações irônicas soam quase amalucadas.

    É o seguinte, bobinho:

    a – o governo federal criou uma marca forte — PAC;
    b – a oposição dá sua ajuda, vinculando essa marca cada vez mais fortemente ao governo Lula;
    c – cada placa de obra é obrigada a conter a marca do programa, e o pessoal sabe que PAC é Lula;
    d – quanto mais a oposição ataca a marca, mais ela se desgasta e perde apoio.

    Entendeu? Não?

    É por isso que vocês estão perdendo, sacou? Não?

    Vou explicar de novo: quando a oposição ataca o governo a partir de uma marca, ela tem de estar absolutamente certa de que a marca vai dar errado. Do contrário, todos os disparos que fizer se voltarão contra ela própria, oposição.

    Entendeu? Não?

    Vou repetir: como regra geral, só se ataca o governo a partir de uma marca, quando essa marca já deu errado. E o “dar errado” tem que ser uma constatação, não um desejo. Até lá, melhor manter as barbas de molho.

    Entendeu agora? Também não?

    Desisto, então. Quem sabe daqui a uns 20 anos…

    Enquanto isto, melhor não te meter em conversa de adulto.

  23. vilarnovo said

    “No momento em que o cara tá com a popularidade em mais de 80%, e mais de 37% dos eleitores se dispõem em votar em quem ele indicar, tuas considerações irônicas soam quase amalucadas.”

    Mas porque então depois de dois anos em campanha a Dilma ainda não atingiu 37%?

  24. Chesterton said

    Pax disse
    21/01/2010 às 7:07

    Carlão,

    Como não sou nem de um lado nem de outro, acho triste essa nota do Sérgio Guerra.

    chest- isso já é comédia.

  25. vilarnovo said

    Elias:

    “a – o governo federal criou uma MARCA forte — PAC;”

    Digníssimo excelentíssimo juiz, honoráveis membros do juri:

    A promotoria encerra o caso.

  26. Elias said

    Vilarnovo,

    Sua pergunta: “Mas porque então depois de dois anos em campanha a Dilma ainda não atingiu 37%?” já foi respondida pelo Diretor Geral do Data Folha, Marcos Paulino (que não é, propriamente, um simpatizante do Lula ou do PT, certo?).

    Ele alinha os dois dados: a) 37% do eleitorado se dispõem a votar em quem Lula indicar; e b) Dilma tem 24% das intenções de voto.

    Explicação do Data Folha, checada em pesquisa: uma parcela imensa do eleitorado ainda não sabe que Dilma é candidata do Lula. Aliás, uma parcela nada expressiva nem sabe que Dilma é candidata.

    Daí a estratégia do PT.

    Daí, também, a quase impossibilidade de se estabelecer, no Brasil, um debate aprofundado sobre programa de governo. Não preciso entrar em detalhes, certo? (De qualquer modo, o ensaio do diretor do Data Folha pode ser obtido em algum lugar na web, acho).

    A projeção mais razoável é de que Dilma continuará subindo, e, ao início do período eleitoral, deverá estar com 35% a 40% das preferências de voto, praticamente empatada com Serra (se a tendência atual se mantiver, ela pode até ultrapassar o Serra, por uma estreita margem).

    A disputa eleitoral se dará pelos 20% a 25% restantes. Na prática, será um plebiscito, o que é bom pro PT (pro PSDB, melhor seria ter uma terceira candidatura razoavelmente forte, o que explica a esperança que, inicialmente, foi depositada em Marina).

    Isso, de quebra, lança uma luz forte sobre o real significado das demais candidaturas.

    Ah, sim: a analogia que você estabeleceu com o Obama não se sustenta no Brasil, porque:

    a – nos EUA as eleições parlamentares acontecem durante o mandato do presidente, enquanto que, no Brasil, é tudo junto (o que muda tudo);
    b – nos EUA, o Partido Democrata não fecha em bloco com a política do Obama.

  27. Elias said

    E, Vilarnovo, mais um toque: quanto mais a oposição atacar Dilma, como candidata do Lula, melhor pra Dilma.

    No caso, a oposição estará fazendo exatamente aquilo que mais beneficia a cadidata: associá-la ao Lula, sempre e cada vez mais.

    Essa uma das razões pelas quais o PSDB está encontrando tanta dificuldade em encontrar aquilo que, pra ele, seja a melhor abordagem. Não lhe está sendo fácil…

    Se fosse fácil, acredite, com as cobras criadas que o PSDB tem, ele já estaria na estrada com um eixo bem definido.

  28. Pax said

    Chesterton,

    Para teu desespero, não alinho com as ideias mais à esquerda, mas, muito menos, com as mais à direita, as neoliberais. Entendo que ambas fracassaram e que há um ponto melhor que olha o social e estimula a iniciativa privada ao mesmo tempo. Aadoraria pagar os tais menos 8% de impostos e ter serviços sociais à altura do que for arrecadado, sem um estado inchado e ineficiente.

    Se fosse alinhado à esquerda, simpatizaria com o PSOL ou, se ainda mais “a gauche”, com o PSTU, por exemplo. São formados de gente cheia de ideais e com pouca história de corrupção nas costas. Mas infelizmente acho que eles pararam no tempo. Há um certo anacronismo romântico em suas posições, em minha opinião.

    Se fosse alinhado à direita estaria, como muitos com essa simpatia, absolutamente perdido, sem pai nem mãe.

    Mais para o centro estão as opções: PT, PSDB e agora com a proposta do PV que acompanho de perto. Estou fazendo um post na sequência sobre isto. Há o PSB, mas este me parece mais um jogo de cartas marcadas que desgosto “a priori”. Para mim quem se presta a joguetes não presta para governo.

    Gosto da ideia de alternância, gosto de ver as democracias mais consolidadas exercendo esta prática. Mas alternância por alternância não. É preciso que a outra opção seja concreta, traga propostas, tenha uma personalidade e que suas bandeiras sejam aceitáveis, o que hoje está difícil nas duas principais forças políticas, principalmente indicadas pelas suas alianças que os obrigam a se rebaixar à esses aliados com o custo elevado de suas essências, de como vieram ao mundo e se propuseram a existir.

    Hoje, caro, não há personalidade nesses partidos/alianças. É uma confusão danada. E, pior, uma baixaria muito ruim.

    Porque acompanho de perto a proposta do PV? Porque eles estão prometendo ter essa tal personalidade. Mas, até agora, confesso que não vi e começo a desconfiar que sejam capazes de recriar o partido, como Fênix, e montar uma proposta que não seja utópica e monotemática.

    Se você me perguntar hoje em quem vou votar, fica aí com a dúvida.

    Ela é real.

    E o dia que eu decidir, tenha uma enorme certeza. Você não vai saber.

  29. vilarnovo said

    Vejamos:

    “Explicação do Data Folha, checada em pesquisa: uma parcela imensa do eleitorado ainda não sabe que Dilma é candidata do Lula. Aliás, uma parcela nada expressiva nem sabe que Dilma é candidata.”

    Se depois de dois anos em campanha, aparecendo dia sim, dia também, na tv, fugindo de tudo quanto é assunto ruim, uma “grande parcela do eleitorado” ainda não sabe quem é Dilma a coisa realmente não está boa…

    Só espero que o PT não gaste muito do dinheiro do Tesouro Nacional para que ela fique mais conhecida…

    De resto, PSDB é igual ao PT…

  30. fk said

    Elias – E quanto aos números do PAC? Eles são ou não mentirosos?

  31. fk said

    Ó que eu vejo não é Lula/Dilma andando por ai inaugurando obras feitas, ams sim colocando pedras fundamentais, ou seja, não estão intregando, mas apenas prometendo integrar, e os números divulgados pela imprensa mostram que essa entrega tem sido bem aquem do prometido.

    Claro que não dá pra ignorar a genialidade do Lula que criar um marca desse tamanho, ainda que, ao que parece, seja um tanto quanto destituida de conteudo.

  32. iconoclasta said

    # 22 (opa, sujestivo…),

    perdendo? vcs quem, cara pálida? vc, por um acaso, mama nessas tetas de sindicalistas, ongs, (de)servidores comissionados e afins?

    o valente, vc nao tem vergonha?

    o bobo (uau, espirituoso o rapaz…) aqui, q não tem nenhuma teta para defender, nem tampouco é postulante a tal, como disse antes, ainda se supreende com a cara de pau desse tipo gente, e sim, continua perdendo qualidade de vida enquanto assiste, como se ve aqui, o buraco moral aonde se enterra o país em que vive.

    afinal, o q o “ixperto” conclui, após dizer e se contradizer, é q o q importa é mesmo o resultado do populismo para a corrida eleitoral, o q efetivamente é produzido em bens não tem importancia, coisas q eu, como ele sugere, e reconheço como verdade, não entendo.

    agora, para q enrolar tanto se no fim vem mesmo uma patifaria desse naipe?

    ;^/

  33. Pax said

    Prezados,

    Peço, encarecidamente, que a gente não entre na seara das agressões pessoais. (aliás, me incluo no alerta).

    Vamos discutir as ideias.

  34. Elias said

    FK,

    Não contesto os números mostrados pelo PSDB, embora também não os confirme.

    Mas peço a sua reflexão para o seguinte relato:

    1 – Aqui em Belém, o principal projeto vinculado ao PAC é, sem dúvida, o “Saneamento Integrado da Bacia do Igarapé Tucunduba”.

    2 – Trata-se, como o título indica, de um projeto que envolve obras de macrodrenagem (com ETE), abastecimento de água, eletrificação, pavimentação, drenagem pluvial profunda e habitação.

    3 – Esse projeto atinge uma população de aproximadamente 140 mil pessoas em 3 bairros da capital.

    4 – As obras estão concluídas? Não! Serão concluídas em 2010? Provavelmente não! Devem, portanto, ser incluídas nos 90% de insucesso de que fala o PSDB? Nem tanto, caro…

    5 – O pessoal lá tá vendo a obra andar. Gente que não tinha a menor expectativa de um dia morar com um mínimo de dignidade, está vendo seu apartamento ser construído. Enquanto esperam os apartamentos serem entregues, as famílias estão recebendo auxílio moradia, etc, etc.

    6 – Então, chega lá, bota os 140 mil habitantes na tua frente, e diz que o PAC é uma farsa, que só inaugurou 10%, e tudo o mais.

    7 – O cara que fizer isso, FK, corre o risco de ser comido na porrada.

    8 – Aquela gente vive na bacia do Tucunduba há décadas, morando em condições pra lá de precárias. FHC passou 8 anos na presidência e não bateu um prego pra melhorar aquela situação. Almir Gabriel e Simão Jatene (também do PSDB), passaram 12 anos no governo do Estado, e não bateram um prego pra melhorar aquela situação. Nem FHC, nem Almir nem Jatene jamais puseram os pés lá. Lula foi lá várias vezes. Ana Júlia, idem. Prometeram que iam mudar aqui e estão cumprindo a promessa.

    9 – Isso conta eleitoralmente, cara! E isso não é um caso isolado.

    10 – Você acha mesmo que, chegando lá um carinha do PSDB com essa história 10% pra cá, 7 mil e não sei quantos projetos prá lá… ele vai atrair alguma simpatia?

    11 – Duvido! E tem mais: o fato do projeto não ser concluído em 2010, em vez de prejudicar o PT, pode — não necessariamente, mas pode — ajudar Dilma e o PT.

    12 – Sabe por quê? Porque o pessoal lá pode concluir que, se o PSDB ganhar, vai parar tudo, porque o PSDB é contra o PAC, etc, etc. Lembre que há um outro lado jogando…

    13 – Então, essa história de 10% pode resultar numa baita cuspida para o alto.

    14 – Observe que o Serra — vivo como ele só! — não está se comprometendo com esses ataques. Ele está mandando bate-paus. Enquanto isso, ele e o PSDB procuram um eixo…

    Pax,

    Que história é essa de “prezados”?

    Até aqui, essa lista tem somente um histérico. E sem essa de você se incluir, a menos que você esteja ofendendo, também.

    Coloque no singular, por favor.

  35. Chesterton said

    Para teu desespero, não alinho com as ideias mais à esquerda, mas, muito menos, com as mais à direita, as neoliberais. Entendo que ambas fracassaram e que há um ponto melhor que olha o social e estimula a iniciativa privada ao mesmo tempo. Aadoraria pagar os tais menos 8% de impostos e ter serviços sociais à altura do que for arrecadado, sem um estado inchado e ineficiente.

    chest- PAX, você quer os ovos E a omelete?

  36. Elias said

    Vilarnovo,

    Como uma imensa parcela do eleitorado brasileiro, de igual modo, não tem a menor idéia de quem seja José Serra, é bom ir torcendo também pra que ele não acabe de arrebentar com as finanças de São Paulo — que já não estão nada bem — pra se tornar um pouco mais conhecido.

    Mas, se puder, leia o estudo feito pelo Diretor Geral do Data Folha.

    O que mais preocupa, acho, são as implicações dos dados que ele expõe, sobre o propósito de se ter no Brasil, sabe-se lá quando, uma campanha presidencial que tome por base diferentes programas de governo.

  37. Pax said

    Não Chesterton,

    Quero uma social democracia.

  38. vilarnovo said

    Elias – Desculpe mas está errado. Serra é bem conhecido, já foi candidato a presidente e é o atual governador do estado mais importante do Brasil.

    E mesmo se fosse desconhecido, isso não seria pior? Já que um “desconhecido” está na frente de Dilma que, repito, está em campanha há mais de dois anos?

  39. Elias said

    Vilarnovo,

    Realmente, não tenho condições de discutir isso com você nem com ninguém.

    A meu pensar, Serra é conhecidíssimo. Afinal, foi candidato a presidente e, nessa condição, fez campanha em todo o país.

    Isso é o que eu acho.

    Só que o Data Folha vem e diz que Serra NÃO é conhecido. Que uma parcela enorme do eleitorado não tem a menor idéia de quem seja Serra, etc, etc.

    Deve haver uma razão pro Data Folha dizer isso, né?

  40. Clever Mendes de Oliveira said

    Elias (39) (25/01/2010 às 9:52),
    Aqui no blog de Pax, junto ao post “Sirkis coordenará campanha” de 22/01/2010, fiz um comentário (21) em 24/01/2010 às 17:22 em que faço menção a Conspiração da Esquerda USPiana para dominar a política brasileira pelo menos durante uns 20 anos. É uma conspiração exitosa ainda mais se considerarmos os dois candidatos que disputarão a Presidência da República este ano Dilma e José Serra. Dilma Roussef parece mais com o Marechal Lott em termos de carisma e José Serra até depois do Plano Real não conseguia ir para o segundo turno nem em uma eleição para prefeito de São Paulo e contra Celso Pitta e Eduardo Suplicy.
    A força de José Serra está na base da Conspiração USPiana. Primeiro veio a eleição direta de que eu sou a favor e junto a eleição em dois turnos que eu sou contra (Ela é excludente de correntes minoritárias que não conseguem agregar mais de 50% do eleitorado e o avanço da democracia representativa proporcional é evitar a exclusão dos grupos minoritários o que ocorre com a democracia direta e na democracia representativa majoritária).
    Depois reduziram o mandato de presidente para 4 anos exatamente quando coincidia a eleição de presidente com a eleição de governador (Assim o que só deveria ocorrer de 20 em 20 anos passou a ocorrer de 4 em 4 anos). E depois fizeram o projeto da reeleição. Basta São Paulo se unir (em 89 havia Covas, Maluf, Afif, Ulysses, Lula e no último momento lançaram a candidatura de Sílvio Santos sem falar que Collor encontrou em São Paulo a grande base eleitoral dele) para que qualquer picolé de chuchu vá para o segundo turno.
    Clever Mendes de Oliveira
    BH, 25/01/2010

  41. Chesterton said

    social democracia é um oxímoro, uma democracia social, ou socialista , é impossível.

  42. Clever Mendes de Oliveira said

    Chesterton (41) (25/01/2010 às 11:04),
    A tendência do mundo é o Estado se fortalecer. O Estado só se fortalece se aumenta a carga tributária. Quando se aumenta a carga tributária se melhora a distribuição de renda.
    A tendência é, portanto, a democracia ficar cada vez mais social.
    Se você considerar que uma boa causa é aquela com possibilidade de êxito, eu o aconselho a mudar de causa. Se sua intenção é quedar-se como o último dos moicanos, é o caso de se concordar que você abraçou uma causa de futuro promissor.
    Clever Mendes de Oliveira
    BH, 25/01/2010

  43. Chesterton said

    Quando se aumenta a carga tributária se melhora a distribuição de renda.
    chest- isso daqui só da certo se você quiser dizer que melhorar a distribuição de renda é equivalente a todos ficarem igualmente pobres. A melhora da renda, com melhor distribuição, não é característica das economias socializadas. Ficam estagnadas enquanto quimam gordura (poupança) e logo depois definham.

    Mais uma vez:
    http://www.johannorberg.net/?page=articles&articleid=45

  44. Chesterton said

    onde a social-democracia desagua

    http://www1.folha.uol.com.br/folha/pensata/joaopereiracoutinho/ult2707u680641.shtml

  45. Clever Mendes de Oliveira said

    Chesterton (43) (25/01/2010 às 14:24),
    Depois eu leio o link que você indicou. Por ora repriso o que disse e dou uma explicação. Disse eu então no meu comentário (42) de 25/01/2010 às 12:54
    “A tendência do mundo é o Estado se fortalecer. O Estado só se fortalece se aumenta a carga tributária. Quando se aumenta a carga tributária se melhora a distribuição de renda.”
    Essa tendência é um fato, mas ela parece contraditória. Todos dizem que a carga tributária é injusta. Todos dizem que se aumenta os impostos se diminui o crescimento econômico. Todos dizem que para que o capitalismo sobreviva é preciso que o Estado seja mínimo. É de se concluir, portanto, que a tendência merece uma explicação. Primeiro, reconheço que dizer todos é força de expressão. Pode ser que fique correto dizer todos que não sabem bem o que estão falando. Eu decididamente não me incluo no meio desses todos. E segundo enquanto a tendência não é um dever ser mas um ser, a explicação não é uma lei matemática, mas meramente uma opinião. Ai sim poderei está errado. Bem, e então qual é a razão para que essa tendência de fortalecimento do Estado, crescimento da carga tributária e melhora da distribuição de renda esteja ocorrendo?
    Ora, não se pode esquecer que vivemos em um sistema capitalista. O sistema capitalista é um sistema contraditório. É nele que se aplica a sentença: “O germe que o alimenta é o mesmo que o devora, ou destrói”. Para sobreviver o sistema capitalista precisa crescer. Se o mundo parar de crescer o sistema capitalista esmaece. O Estado é um instrumento de manutenção do sistema capitalista. Para que o sistema capitalista sobreviva é preciso que haja um Estado cada vez maior. E a seqüência surge então.
    No final do séc. XIX Adolph Wagner já havia percebido a tendência ao crescimento das despesas públicas em proporção maior que o crescimento da renda do país. É a Lei de Wagner. Lá você vai encontrar uma explicação. Para Wagner, primeiro a renda cresce. Depois os cidadãos com mais rendas começam a exigir a prestação de mais e mais caros serviços. Para atender essa demanda o Estado aumenta os gastos públicos. E é claro que aumento dos gastos públicos só não resultem em mais inflação se se aumenta os juros (Isso, entretanto, não pode ser por longo tempo pois a elevação do juro aumenta a dívida pública e com o juro mais alto aumenta o pagamento dos rendimentos gerados pelo total da dívida pública) ou se aumenta os impostos.
    A minha explicação é um avanço em relação à explicação de Adolph Wagner. Eu digo que o capitalismo precisa de crescimento. Para gerar crescimento é preciso que aumente a presença do Estado. O aumento da presença do Estado significa aumento dos gastos públicos. E o aumento dos gastos públicos no longo prazo exige o aumento dos tributos como forma de evitar a inflação.
    Clever Mendes de Oliveira
    BH, 25/01/2010

  46. Clever Mendes de Oliveira said

    Chesterton (43) (25/01/2010 às 14:24),
    Talvez você não esteja muito disposto a ler o comentário meu (25) de 25/01/2010 às 22:49 um pouco mais extenso. Se for o caso eu lembro que eu enviei para o blog do Aon Feuerwerker o comentário a seguir para servir de contraponto a outro comentário seu de 25/01/2010 às 11h09min00s BRST junto ao post “O futuro esmurra a porta” de 24/01/2010. O meu comentário lá no blog do Alon FEuerwerker ainda aguarda moderação, mas não vejo impedimento transcrevê-lo na íntegra, salvo algumas alterações que eu julgar pertinente. Disse eu lá:
    “Chesterton (25/01/2010 às 11h09min00s BRST),
    Dê uma olhada junto ao post “Mais uma prova do valor da combinação de inflação controlada com políticas de renda” de 13/01/2010 às 17h15 no blog de José Paulo Kupfer. Lá eu procuro rebater essa crença normalmente divulgada pela direita e que a esquerda vai também na onda de que a carga tributária é mal distribuída no Brasil.
    Pode até ser mal distribuída se se considera que a economia é um sistema estático. O sistema é, entretanto, dinâmico, mesmo que se desconsidere os gastos. Assim, não é muito provável que as informações sobre a carga tributária levantadas na suposição que o sistema é estático possam ser as mesmas que se obteriam se as informações pudessem ser determinadas sabendo que na verdade o sistema é dinâmico.
    Tudo isso, entretanto, é despiciendo, mesmo considerando a injustiça do sistema tributário se observa ao analisar dos dados históricos para um determinado país que à medida que se aumenta a carga tributária há melhora na distribuição de renda.”
    Clever Mendes de oliveira
    BH, 25/01/2010

  47. Clever Mendes de Oliveira said

    Chesterton (44) (25/01/2010 às 15:30),
    O João Pereira Coutinho pode até não se salvar pelas idéias, mas ele escreve muito bem.
    Clever Mendes de Oliveira
    BH, 25/01/2010

  48. Clever Mendes de Oliveira said

    Chesterton (43) (25/01/2010 às 14:24),
    Li o artigo do Johan Noberg. Bem, não dá para levar a sério quem utiliza da moeda convencionalmente denominada paridade do poder de compra. Sobre isso veja o que eu deixei no blog do José Paulo Kupfer junto ao post “Para acrescentar ao debate do déficit externo” de 21/01/2010 às 17h39. Disse eu lá para ele em comentário enviado em 23/01/2010 às 16:21:
    “José Paulo Kupfer (22/01/2010 às 00:50),
    Não concordo com você em dizer que o cálculo do PIB pela paridade do poder de compra seja mais sofisticado (levando em conta uma cesta de moedas).
    O cálculo sofisticado é o do PIB em que se adota uma metodologia única aperfeiçoada pela ONU. A paridade do poder de compra, embora esteja sendo adotada até para o cálculo do Índice de Desenvolvimento Humano, não tem nada de sofisticado. É preferível ter mais informações sobre o Balanço de Pagamentos de cada país e um histórico da situação de cada país em um prazo de 10 a vinte anos e dai a concluir se a moeda está desvalorizada ou valorizada e verificar a necessidade de se fazer um pequeno ajuste no câmbio utilizado para o cálculo do PIB em dólares. Enfim, o PIB que conta é o PIB real calculado com o câmbio que o país quer adotar.
    Eu não tenho o menor respeito pela paridade do poder de compra nem tomo como sério o cálculo de quem o utiliza. É uma forma de esconder o valor real do PIB. A CIA gosta muito dessa moeda. E faz sentido, pois o PIB é uma medida desenvolvida para avaliar a capacidade de um país entrar e manter-se em uma guerra (Li isso em um artigo do José Eli da Veiga no Valor Econômico de 02/096/2008, intitulado “De onde vem a força do PIB). Se você apresenta os dados em Paridade de Poder de Compra você não mostra para os outros a real capacidade do país, pois essa capacidade é medida com o câmbio real. E a função da CIA é justamente a de camuflar.”
    E o Johan Noberg parece que faz outros truques do mesmo nível. Ele diz que os cálculos são feito antes dos impostos. Isso significa que o PIB sueco aparece com um valor menor do que efetivamente seria se o PIB fosse calculado após as taxas, como é que se calcula em todos os países. Enfim, tendo em vista a qualidade dos serviços públicos prestados pelo Estado sueco é de se dizer que o Estado sueco vai mal, mas o povo vai bem. Nos Estados Unidos é o contrário.
    Clever Mendes de Oliveira
    BH, 25/01/2010

  49. Chesterton said

    melhor você escrever para ele. De qualquer modo, a economia socialistoide europeia está estagnada. Eles reconhecem isso e não sabem como fazer.
    ONU? Que é ONU?

    “Todos dizem que para que o capitalismo sobreviva é preciso que o Estado seja mínimo.” Neca, para que a economia sobreviva o custo do estado tem que ser minimo. Qual percentagem da arrecadação vai para custeio?

  50. Pax said

    Este, finalmente, é um bom ponto, Chesterton.

    Quanto da arrecadação vai para o custo e quanto vai para investimento.

    Mas, calma, nem tudo são flores. Você considera os investimentos em Educação custos? Aqui há um nó contábil, conceitual.

    Agora, se você reclama de uma máquina inchada e ineficiente, temos um bom ponto com alguma possibilidade de concordância. E, se sim, melhor consertar a máquina que destruí-la, acho eu.

  51. Chesterton said

    A educação caríssima e inútil fornecida pelos bancos escolares públicos brasileiros forma analfabetos funcionais. Sabem ler alguma cosia, mas não depreendem nada do texto, sabem falar alguma coisa, mas não organizam ideias de modo lógico, pois não sabem pensar. Educação seria INVESTIMENTO, mas aqui é desperdício de recursos. Olhe por exemplo uma mente confusa fruto desse tipo de problema.
    O jornalista Celso Arnaldo, implacável e incansável, trabalha até aos domingos no curso intensivo concebido para desasnar o neurônio solitário da pior aluna do Brasil. Não percam a aula de hoje:

    Da página da Casa Civil, o mais imparcial site de notícias do país:
    “A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, anunciou neste sábado (23), em Rio Claro, interior de São Paulo, que uma das prioridades do PAC 2 será o investimento em creches. “Creches para todas as crianças desse país. Porque a diferença entre as famílias com mais posse e as sem posses está justamente na creche.”

    Como Dilma, ao contrário de Lula, não sabe a diferença entre desse e deste, entre aqui e ali, não tenho certeza se ela se refere ao Brasil. Mas suponhamos que sim.

    Tenho uma filha de cinco anos, matriculada em pré-escola particular aqui em São Paulo. Ela é criança ─ logo, pelo que entendi da proposta da Dilma, a escola dela será fechada e ela terá de ir para uma creche do PAC. Todas as demais escolas infantis particulares deste país serão abolidas porque todas as crianças brasileiras, “com mais posse ou sem posses”, irão para creches do PAC.

    E ainda há quem ache que falar mal é só uma questão de estilo, não tem efeitos na vida prática…

    E por que creches para todos?

    “Nós sabemos e aprendemos que temos que olhar o indicador social. Olhar para que todos os brasileiros tenham proteção. Olhar a (sic) cada uma das famílias brasileiras. Porque todas teem (sic) direito a (sic) mesma oportunidade, e oportunidade começa aí – na creche”.

    (Só na fala da Dilma, as pessoas sabem antes de aprender. Mas isso não vem ao caso. Pelo que captei nas entrelinhas, nas creches de Dilma haverá recrutadores de RH para prospectar os melhores talentos no berço.)

    Mas o site da casa informa também que, na mesma cerimônia em Rio Claro, Dilma se mostrou veementemente contra as chuvas:

    “É inadmissível que o país continue convivendo com alagamentos, desabamentos e, com as suas consequencias (sic), que são as mortes”.

    (De fato, o Brasil não pode mais conviver com as mortes – aliás, ninguém pode, a menos que já esteja morto ou seja imortal.)

    Nessas horas de grande emoção, olho no olho com a população, assoma a poeta Dilma Vana:

    “Temos que cuidar para que a vida urbana seja humana”.

    Outra atual obsessão da musa do PAC são as UPAs – Unidades de Pronto Atendimento em Saúde:

    “A ideia é concentrar em só local (sic) todos os tratamentos que não necessitam de hospital. O presidente Lula determinou que tenham (sic) UPAs em todas as aglomerações urbanas desse (sic) país. Com isso, de fato, vamos ser a quinta economia do mundo”.

    Ainda não estou convencido de que o aumento do consumo de gaze, esparadrapo e analgésicos nas novas UPAs será suficiente para fazer do Brasil a quinta economia do mundo.

    Mas já que essa é a ideia, dou de graça uma sugestão de slogan para a ministra mostrar ao povo que um pronto-socorro básico em cada bairro do país vai fazer o Brasil continuar subindo ─ e aproveite a oferta, porque costumo cobrar:

    ─ UPA Brasil!

  52. Chesterton said

    Antes que reclame, é do site do AA. Pax, qual a percentagem do orçamento da União destinada ao custeio? Ouvi no rádio que é 95%. Está certo?

  53. Pax said

    Chesterton

    Coloque a referência correta, por favor. É matéria do Augusto Nunes. Da Veja. E, sim, é monotônico.

    Outro dia li que os investimentos estavam na ordem de 14% enquanto na China na ordem de 40%. Li numa matéria que já não sei mais onde foi.

    É uma boa questão. Procurar saber a informação correta nos levará a opiniões melhores.

    Não só os números, mas a análise e as conclusões, ou seja, quanto é, quanto era, qual a comparação com outros países referências (não focando na política, mas alguns que consideremos bons exemplos). Alguns países que gostaria de saber: EUA, Inglaterra, nórdicos, Coréia do Sul, China etc.

  54. Pax said

    Aqui tem alguns dados sobre investimentos e PIB da China, Índia e Brasil

    http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20091105/not_imp461408,0.php

  55. Pax said

    Mais aqui – site de USP, Faculdade de Engenharia e Arquitetura

    http://www.usp.br/feamais2/leitura.php?i=136

    “O grande crescimento da China, porém, nada tem a ver com um milagre. O governo chinês vem investindo em infra-estrutura e educação para que seu avanço seja sustentável. Segundo Charles Tang, presidente da Câmara de Comércio e Indústria Brasil-China (CCIBC), o que o Brasil necessita para tentar seguir o caminho chinês é de um plano de nação. Para ele, nossa taxa de juros – a mais alta do mundo –, nossa grande quantidade de impostos, além de uma legislação trabalhista retrógrada e que “só incentiva a informalidade” são entraves muito grandes para o crescimento da economia e que não existem na China.

    Mas não é só a burocracia e os entraves econômicos que prejudicam o Brasil. Enquanto na China há um incentivo a alunos que fazem sua pós-graduação no exterior para retornarem ao seu país, a fim de colocarem em prática o know-how adquirido, no Brasil e em outros países em desenvolvimento a tendência é que os formados permaneçam no exterior, onde a oferta de emprego é muito maior do que em suas pátrias.

    “Rattner acredita que não é só a lição do investimento em educação que o Brasil pode tirar do governo chinês. Há, ainda, o investimento em infra-estrutura. “A China investe internamente entre 40% e 50% do seu PIB por ano, enquanto o Brasil mal chega a 18%”, afirma o professor, que completa: “o maior investidor atualmente é o governo, através do PAC [Plano de Aceleração do Crescimento] e a iniciativa privada no Brasil sempre foi bem ausente em investimentos para capacidade produtiva interna”.

  56. Iconoclasta said

    Pax, pq vc nao vai a fonte primaria?

    Ano Taxa de Investimento(FBCF/PIB)
    1947 14,9
    1948 12,7
    1949 13,0
    1950 12,8
    1951 15,4
    1952 14,8
    1953 15,1
    1954 15,8
    1955 13,5
    1956 14,5
    1957 15,0
    1958 17,0
    1959 18,0
    1960 15,7
    1961 13,1
    1962 15,5
    1963 17,0
    1964 15,0
    1965 14,7
    1966 15,9
    1967 16,2
    1968 18,7
    1969 19,1
    1970 18,8
    1971 19,9
    1972 20,3
    1973 20,4
    1974 21,8
    1975 23,3
    1976 22,4
    1977 21,3
    1978 22,3
    1979 23,4
    1980 23,6
    1981 24,3
    1982 23,0
    1983 19,9
    1984 18,9
    1985 18,0
    1986 20,0
    1987 23,2
    1988 24,3
    1989 26,9
    1990 20,7
    1991 18,1
    1992 18,4
    1993 19,3
    1994 20,7
    1995 18,3
    1996 16,9
    1997 17,4
    1998 17,0
    1999 15,7
    2000 16,8
    2001 17,0
    2002 16,4
    2003 15,3
    2004 16,1
    2005 15,9
    2006 16,5

    IBGE.

  57. Pax said

    1 – porque não sabia, não sou da área.

    2 – porque esta aí para em 2006, agora que estou sabendo e fui lá no site também

    3 – porque mais que o dado, quero a análise, a informação;

    Nos dois artigos que copiei acima, estão mais próximos disso, da informação.

    Juntando tudo, chegamos num ponto interessante. Que pode entrar na série “Se eu fosse candidato”. O que fazer para aumentar a taxa de investimento e reduzir o custeio do governo?

    Bem, foge um pouco do sentido da série, que imagina um leitor comum, que tem pouco ou quase nenhum interesse por política, quem dirá economia.

    Mas, confesso, é um dos pontos que mais me interesso. Como ter um estado forte sem que seja inchado e ineficiente e consiga, assim, colocar o dinheiro onde deve.

    Aqui, meus caros, já conversei com gente de tudo que é lado, mais ainda com gente da área que atuei, em empresas. Todos – que merecem meu respeito, diga-se – apostam em Educação. E eu estou com eles. Então, como colocar o máximo do dinheiro público em Educação? Onde também não pode faltar? Aí temos, segundo o que entendo, uma enorme e maravilhosa discussão.

    E aqui uma sinuca: não é o que o povo quer ouvir nas eleições.

  58. Chesterton said

    O grande crescimento da China, porém, nada tem a ver com um milagre. O governo chinês vem investindo em infra-estrutura e educação para que seu avanço seja sustentável.

    chest- nós “investimos” (na verdade desinvestimos) em empregos públicos para professores que não são responsabilizado pelo resultado obtido.

    Segundo Charles Tang, presidente da Câmara de Comércio e Indústria Brasil-China (CCIBC), o que o Brasil necessita para tentar seguir o caminho chinês é de um plano de nação. Para ele, nossa taxa de juros – a mais alta do mundo –, nossa grande quantidade de impostos, além de uma legislação trabalhista retrógrada e que “só incentiva a informalidade” são entraves muito grandes para o crescimento da economia e que não existem na China.

    chest- tá vendo pAX? Tres gargalos.
    1.JUROS
    2.IMPOSTOS
    3.DIREITOS TRABALHISTAS

  59. Chesterton said

    esse é o post certo para dizer que a Dilma é uma analfabeta funcional?

  60. Iconoclasta said

    # 55, esse china nao disse nda sobre sistema de governo?

    ;^/

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