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    Uma coletânea das notícias da corrupção, desvios, anomalias, eleições e meio ambiente que aparecem na mídia todos os dias a partir de agosto de 2008.
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Fórum Social Mundial – 10 anos

Posted by Pax em 25/01/2010

Oded Grajew idealizou o FSM como um contraponto ao avanço do neoliberalismo representado pelo Fórum Econômico de Davos.

Oded é, também, um dos fundadores e atual presidente do Conselho Deliberativo do Instituto Ethos cuja missão é “mobilizar, sensibilizar e ajudar empresas a gerir seus negócios de forma socialmente responsável tornando-as parceiras na construção de uma sociedade sustentável e justa”.

O FSM tem como alguns de seus méritos antever a grave crise financeira mundial do ano passado e emplacar ideias que se transformaram em políticas públicas como o controle dos sistemas financeiros e o fortalecimento dos mercados internos. Salvou muita gente. Incluindo, aqui, o Brasil de FHC e Lula.

Tanto o FSM quanto o Instituto Ethos, hoje, são percebidos, respeitados e dão o norte para uma grande parcela do empresariado menos imediatista. Alguns deles são donos das maiores empresas do Brasil, de maior sucesso e maiores perspectivas de perpetuidade.

Faz pensar.

Brasília - O presidente Lula conversa com o diretor-presidente do Instituto Ethos e presidente do conselho de administração da Fundação Abrinq, Oded Grajew, no lançamento do Relatório Nacional de Acompanhamento dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM) e da segunda edição do Prêmio ODM Brasil 2007. O prêmio foi criado pelo governo federal para incentivar ações que contribuam para que o país atinja até 2015 as oito Metas do Milênio estabelecidas por 191 nações em 2000 Foto: Roosewelt Pinheiro/Abr Brasília – O presidente Lula conversa com o diretor-presidente do Instituto Ethos e presidente do conselho de administração da Fundação Abrinq, Oded Grajew. Foto: Roosewelt Pinheiro/Abr

Dez anos depois, “outro mundo ainda é possível”, diz criador do Fórum Social Mundial

Luana Lourenço – Repórter da Agência Brasil

Brasília – Dez anos depois da primeira edição do Fórum Social Mundial, em 2001, a proposta de “um outro mundo possível”, criada em contraposição ao avanço do neoliberalismo representado pelo Fórum Econômico de Davos ainda é atual. A análise é do empresário Oded Grajew, considerado “pai” do FSM.

“Mais do que nunca um outro mundo é possível. Há dez anos o modelo neoliberal estava no auge, o Meném [Carlos Menén, ex-presidente da Argentina] era recebido como modelo a ser seguido. Hoje o quadro político mudou, principalmente na América Latina. Vários frequentadores do fórum estão hoje nos governos”, disse em entrevista à Agência Brasil.

Em dez anos, na avaliação de Grajew, o fórum conseguiu emplacar ideias que se transformaram em políticas públicas e chegou a apresentar as fórmulas para que países saíssem da crise financeira internacional. “Vários países que se salvaram da crise seguiram propostas e recomendações do fórum, como o controle do sistemas financeiro e o fortalecimento da economia no mercado interno”, citou.

O legado do maior encontro de movimentos sociais do planeta também inclui a criação de “uma sociedade civil global”, que fez o FSM “se espalhar pelo mundo”, segundo Grajew, e garante a atuação da sociedade civil em espaços de decisão como as reuniões do G-8 e a Conferência da Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas.

Uma década depois da primeira edição, Grajew reconhece que o fórum é visto com menos preconceito pela sociedade, que considerava o encontro esvaziado de propostas concretas. “Quando começou não era levado a sério, era visto com um lugar de gente que só sabe protestar. Hoje é muito mais levado a sério. Não significa que ficou menos revolucionário, as propostas são muito avançadas.”

Com o enfraquecimento das políticas neoliberais, o fórum tende a concentrar as críticas e reflexões em novos temas, principalmente a sustentabilidade.

“O outro mundo possível se torna cada vez mais urgente. A questão ambiental é uma ameaça. Temos que ter outro modelo de produção, de consumo e outra relação com a natureza”, lista.

Segundo Oded Grajew, entre os desafios do FSM para os próximos anos também está a necessidade de mudanças nos sistemas de financiamentos de governos.

O FSM 10 anos começa na próxima segunda-feira (25) e vai até o dia 29, com cerca de 500 atividades em Porto Alegre e em municípios da região metropolitana da capital gaúcha. A expectativa é que 30 mil pessoas passem pelo megaevento durante a semana.

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68 Respostas to “Fórum Social Mundial – 10 anos”

  1. Chesterton said

    esse sujeito é patético demais.

  2. Pax said

    Para um cara da direita, como você, deve ser, sim.

    Me permito não concordar com tua opinião, nem com o pensamento da direita.

    Mas acho bom você participar por aqui, nos mostra bem essa linha de pensamento:

    – acabar com o estatudo da criança e adolescente
    – pensar em si acima de tudo, desconsiderando sustentabilidade e construção de uma sociedade melhor
    – o meio ambiente pouco importa à frente do interesse privado imediato
    – carregando nas tintas, como já vi, quase convocando os militares para derrubar o governo

    Enfim, é sempre bom te dar espaço para a palavra, para ter convicção que o caminho oposto é uma certeza pétrea.

  3. Chesterton said

    Tu és um tolo, acabar com o estatuto da criança para poder protegê-la, visto que o que está aí a deixa a deus-dará nas ruas das grandes cidades, à mercê de traficantes que as usam pela imputabilidade.

    Sutentabilidade é fraude, assim como aquecimento global, etc…tudo para permitir a criação de mais um órgão de governo para fiscalizar se as empresas estão de acordo com estatutos socialistas.

    O meio ambiente só se salva com a defesa da prorpiedade privada, vide as depredações do MST e seus congêneres. Meio ambiente? Só se salva em países capitalistas.

    eu convocando militares? Ora, agora só pode ser falta de tarja-preta no teu sítio. Vai a cidade comprar. Te mando a receita por fax.

    Oded Grajew ´e nosso Chico Buarque da indústria de brinquedos. Ficou rico no sistema capitalista e em agradecimento quer acabar com ele. Sei, assim só ele fica rico, ninguem mais enriquece.

  4. vilarnovo said

    “O FSM tem como alguns de seus méritos antever a grave crise financeira mundial do ano passado e emplacar ideias que se transformaram em políticas públicas como o controle dos sistemas financeiros e o fortalecimento dos mercados internos.”

    Essa foi triste… quer dizer que foram os comunas do FSM os responsáveis por terem salvado o Brasil da crise???

    Putz…

    Parei… depois dessa não brinco mais.

  5. Pax said

    Você pode até espernear de raiva, mas a regulamentação dos bancos com o PROER (primeiro ano do governo FHC) e o fortalecimento do mercado interno (desde o fim da inflação desvairada – FHC até o foco na base da pirâmide social, iniciado em FHC e fortemente estimulado com o aumento real do salário mínimo além de outras coisas em Lula), foram, sim, os principais responsáveis para o Brasil não afundar na crise do ano retrasado/passado.

    Claro, além disso houve outra série de medidas, como incentivos fiscais etc que também contribuiram.

    Mas…

    É duro para você aceitar que o neoliberalismo fracassou, não?

  6. Pax said

    Ou seja, a matéria da Agência Brasil está correta, sim.

  7. Chesterton said

    Neoliberalismo fracassou? Como pode alguem fracassar sem nem mesmo ser implementado? Ora, foi abatido no nascedouro.
    E não venha chamar FHC de neo-liberal, pois então Lula tambem é neo-liberal , uma vez que Lula “roubou” toda equipe econômica do PSDB. O programa de LULA e PT nunca foi implementado, pois usurparam do PSDB.

  8. vilarnovo said

    PAX – Posso até concordar que essas medidas ajudaram na crise, como também ajudaram o país a ter o crescimento mais pífio da América Latina antes da crise (sei que essas coisas costumam se perder da memória). Até aí podemos discutir a validade das medidas, em um, agora sim, embate entre esquerda e direta. Agora:

    a) o liberalismo não morreu, pelo contrário, posso te enviar dezenas de textos que dizem o inverso. E para provar a primeira reuinão das maiores economias após a crise tratou do assunto de liberdade de comércio e um repúdio ao protecionismo econômico. E muito do que falam sobre o liberalismo é ou erro por desconhecimento ou por falta de caráter.

    Vou fazer melhor. Vou te dar um link do perfil político de um senador liberal americano chamado Ron Paul e gostaria que me respondesse honestamente se esse é o perfil de um liberal que a esquerda costuma ventilar.

    http://en.wikipedia.org/wiki/Political_positions_of_Ron_Paul

    b) Agora o ponto principal em minha crítica: onde o FMS sugeriu isso? Pelo que eu saiba o pessoa do FSM bateu doido no FHC por conta do PROER, por exemplo.

  9. Elias said

    “Fim do protecionismo econômico”?

    Vamos ver o que significa isso.

    Zonas de Processamento de Exportação – ZPEs, são distritos industriais alfandegados, onde se instalam empresas direcionadas à exportação de bens.

    As empresas instaladas em ZPEs gozam de: isenção de tributos diretos e indiretos, liberdade cambial (não precisam internalizar no país a receita obtida com a exportação), processos aduaneiros simplificados, e um monte de etcs.

    No momento, 104 países dispõem de ZPEs. Nos EUA são 150; no México e na China, 140; e por aí afora, na Europa Continental, na Inglaterra, etc, etc, etc. Até a Bolívia, parece que já tem 15 ou 20. (Ah, sim: o Brasil tem 17 ZPEs autorizadas, das quais 4 estão com infraestrutura instalada).

    Então, esses 104 países vão acabar com suas ZPEs? Os EUA vão fechar as cento e cinquentinha de lá?

    Boa piada! Vamos para a seguinte…

  10. Elias said

    O PROER foi uma medida humanitária do FHC.

    Graças ao PROER, pessoas como Ângelo Calmon de Sá conseguiram manter suas mansões, seus iates, suas viagens de recreio ao exterior e outras condições de que um modesto banqueiro necessita dispor, para viver com um mínimo de dignidade.

    Afinal, banqueiro é humano…

    Como a cadela do Magri, por exemplo…

  11. Mona said

    Elias,
    só para um exercício de “e se”: e se não tivesse havido um PROER, como você acha que estaria o famigerado SFN atualmente?

  12. Pax said

    Boa questão, Mona.

  13. Chesterton said

    Mona, parecido com a Argentina, porem, pior.

  14. Chesterton said

    Fora do tema… cortado

  15. Mona said

    Pois é, Elias
    Quando a companheirada chegou a poder, parece que começou a entender o básico do funcionamento de um sistema financeiro: as instituições financeira intermedeiam recursos, pondo em contato aqueles que têm em “excesso” – os aplicadores (depositantes de uma maneira geral), com os demandantes por crédito (aqueles que tomam os empréstimos, descontam títulos, procuram financiamento…), tudo isso tendo como fundamento a credibilidade com relação a quem está com a custódia das economias da população. Se esse fundamento – a credibilidade -é perturbado, principalmente em um SFN concentrado como é o nosso (poucos grandes bancos, os quais possuem grande capilaridade), a quebra de um desses grandes (Nacional, Econômico, Bamerindus, lembra do porte deles? Da quantidade de depositantes que eles tinham?)provoca uma efeito dominó, que contamina todo o sistema, levando à quebradeira generalizada… é o risco sistêmico. Nenhum governo do mundo, nem o mais liberal existente, paga pra ver um quadro de horror desses (os que deixaram quebrar, em algum momento de sua história não mais repetirão a experiência), pois se a crise começa em um banco, rapidamente se espalha por todo a economia real, pois quase a totalidade das empresas e das pessoas físicas, atualmente, toca a sua vida por meio de operações que passam por uma instituição financeira ou por empresas que compõem um conglomerado financeiro.
    Assim, quando você pensar no PROER, não pense no Ângelo Calmon,mas na D. Maria das Mercês que não teve o salário bloqueado indefinidamente ou no Seu João da Silva, que teve sua poupança devolvida.
    Outros efeitos colaterais do PROER: além do crédito que foi fornecido aos bancos quebrados e de sua reestruturação (que possibilitou que o trauma que a D. Maria das Mercês e o do Seu João da Silva não fosse tão profundo), também teve a criação do Fundo Garantidor de Crédito, que atualmente garante contas com saldo de até R% 50.000,00 (se não me engano), e a adoção mais rápida das regras de basiléia I, que introduziu normas de exigilidade de capital mais severas. Com o PROER e sua implementação (não basta implantar um programa; difícil é a administração dele ao longo do tempo), o SF brasileiro é um dos mais sólidos do mundo, tendo sido capaz de passar pela grande crise de 2008/2009 com um mínimo de turbulência. Lógico que houve uma retração de crédito (porque banqueiro é bicho desconfiado…), mas acertadamente os bancos oficiais funcionaram como contraponto a essa postura, numa ação anti-cíclica. Mas, mesmo essa ação só foi possível, porque todos os bancos oficiais (BB, Caixa, BNB, BASA) passaram por uma limpeza de esqueletos no final da década de 90, dando uma enxugada no balanço. Não foi uma ação direta do PROER, mas foi uma consequencia da reestruturação do SFN ocorrida no bojo da implementação do Real.
    A companheirada é esperta. Tanto, que quase mais ninguém joga pedra no Proer, a Geni do FHC.

  16. Chesterton said

    Que que o Proer te a ver com o Forum Social Mundial? (Caprichem).

  17. Pax said

    Boa, Mona. Não saberia dar explicação melhor.

    Chesterton, volte ao comentário #5 e vá entendendo o desenrolar da conversa.

  18. Chesterton said

    ..não que discorde da Mona. Até o Proer Lula vai um dia clamar a paternidade…

  19. iconoclasta said

    ““Vários países que se salvaram da crise seguiram propostas e recomendações do fórum , como o controle do sistemas financeiro e o fortalecimento da economia no mercado interno”, citou.”

    alguem pode citar um unico pais como exemplo?

    melhor refletir bem…

    boa #15, pois é, teve o PROES tb q nos livrou de banespas, banerjs e pares…

    http://www.econ.puc-rio.br/gfranco/a55.htm

    o q esse camarada carrega de inimigo por causa desse negocio…mas ele tb soube fazer amigos…

    ;^/

    ps – quem levanta as maos p/ sao molusco é a turma do votora, aquilo foi um escarnio…

  20. Elias said

    Mona,
    1 – No governo, as concepções ortodoxas tendem a se diluir. No caso do PT, é bom lembrar que a “área econômica” do partido sempre foi marcadamente keynesiana ou kaleckista (por influência da Maria da Conceição Tavares, antes mesmo desta entrar para o PT).

    2 – O papo “marxista” ou “marxista-leninista”, quando aplicado ao PT, sempre foi conversa fiada de setores anti-petistas, que usavam isso como tática de criar um bicho-papão eleitoral. Na prática, esse rótulo sempre foi aplicável a apenas uma pequena parcela do partido, que nunca influenciou as decisões majoritárias.

    3 – As doutrinas liberais sempre funcionaram mais como um discurso. Na prática, todos os governos intervêm no domínio econômico, variando a intensidade da intervenção ao sabor das circunstâncias. Nos EUA, p.ex., pátria do liberalismo, o discurso do “livre comércio” convive, placidamente, com 150 ZPEs e a crise imobiliária deu no que deu.

    4 – O PROER foi usado por FHC muito mais pra proteger banqueiros. Só os muito ingênuos acreditam nessa história de proteção ao pequeno e médio investidor. Isso seria verdade se, uma vez garantida a substância do patrimônio destes e a liquidez do sistema, o governo fosse atrás dos fraudadores para puni-los na forma da lei.

    5 – Isso aconteceu? Não! Então, a proteção aos pequenos e médios investidores está sendo usada como biombo, para tentar (sem conseguir) esconder o verdadeiro caráter da intervenção. É como aquele empresário que, vendo sua empresa escoar pelo ralo, começa a lamentar os postos de trabalho que serão fechados, quando o que ele realmente lamenta é a perda dos lucros.

    6 – Tempos antes do Econômico quebrar, eu estava participando de um encontro nacional de contadores da instituição onde eu trabalhava. Lá pelas tantas, apareceu um colega com uma comparação entre os balanços dos principais bancos brasileiros. A discrepância na evolução da carteira de empréstimo era gritante. O Econômico havia expandido suas operações muito mais que bancos muito maiores, como o Bradesco, o Itaú, etc.

    7 – A pergunta: pra quem o Econômico está emprestando, com os juros nos píncaros?

    8 – A coisa virou piada. Acabei escrevendo um artigo, “O balanço baiano”, estabelecendo um paralelo bem humorado entre o balanço da “axé music” e o balanço do econômico. Haja malemolência!

    9 – Depois, o Brasil ficou sabendo que os principais bancos privados brasileiros tinham orientado seus gerentes para, discretamente, entrar em contato com seus principais clientes, pra saber se algum deles estava operando com o Econômico. A maioria disse que não.

    10 – Quer dizer: da direção dos principais bancos privados brasileiros a um grupo de contadores bandalhos, não faltou quem desconfiasse da malícia, do charme e do veneno — principalmente do veneno! — do balanço do banco baiano. Todos desconfiaram.

    11 – Todos? Todos não. O Banco Central, exatamente existe, dentre outras coisas, pra fiscalizar bancos, esse de nada desconfiou. Passou batido, imerso em seu sono infantil, como inocente criança do nosso Brasil, a pátria que me pariu.

    12 – Quando despertou de sua letargia, o BC alegou que havia sido logrado. Foi aquele papo de: “É… futebol é assim mesmo… uma caixinha de surpresa… Mas a gente estamos aí, e eu vou dar tudo de si pra levar de vencida mais este deafio”.

    13 – E, aí sim, tome PROER.

    14 – Agora, vejo, não sem surpresa, que você & outros está repetindo as desculpas do BC, à época. A pergunta “Como estaria o SFN?” é impertinente.

    15 – É como se os acontecimentos que determinaram a quebra do Econômico e de outros bancos fosse inevitável. E o PROER estaria aí, exatamente, pra fazer frente a essa inevitabilidade.

    16 – Isso seria verdade se a crise houvesse sido provocada por fatores estranhos ao banco e fora do seu controle.

    17 – Mas não foi o que aconteceu, Mona. O Econômico quebrou porque fraudou. Seus dirigentes criaram falsas operações de empréstimos e financiamentos, para mascarar as retiradas que fizeram em benefício de si mesmos ou de pessoas ligadas a eles. Esses dirigentes se converteram em criminosos, e como tais deveriam ter sido tratados.

    18 – Aí, se você me perguntar, como teria ficado o SFN se esses dirigentes houvessem sido tratados como os criminosos que são, eu responderei: certamente que mais moralizado.

    19 – Por favor, Mona: não misture a salvaguarda do patrimônio do investidor com a proteção a banqueiros desonestos. Não misture, porque uma coisa nada tem a ver com outra.

    20 – A menos que a gente comece a achar que o banqueiro ladrão de muitos bilhões é menos ladrão que o deputado ladrão de muitos milhões. Tese discutível, até mesmo do ponto de vista quantitativo.

  21. Mona said

    Elias,
    nós estávamos falando de PROER – o remédio usado – não das causas que levaram os diversos bancos à quebradeira -a doença que provocou o uso do remédio. Assim, não vejo como a pergunta acerca de como estaria o SFN sem ele ser impertinente.
    Mas, tudo bem: há eleições se aproximando. Que tal propor aos candidatos a inclusão desse item no programa de governo deles? “Havendo risco de crise sistêmica no SFN, o governo se absterá de qualquer ação curativa. Não deverá ser usado quaisquer fundos garantidores de crédito por ventura existentes, os quais deverão ser extintos de pronto, com os recursos até agora reunidos devendo ser direcionados ao Tesouro Nacional.”

    Agora, essa sua afirmação:
    ” 4 – O PROER foi usado por FHC muito mais pra proteger banqueiros. Só os muito ingênuos acreditam nessa história de proteção ao pequeno e médio investidor. Isso seria verdade se, uma vez garantida a substância do patrimônio destes e a liquidez do sistema, o governo fosse atrás dos fraudadores para puni-los na forma da lei.
    5 – Isso aconteceu? Não! Então, a proteção aos pequenos e médios investidores está sendo usada como biombo, para tentar (sem conseguir) esconder o verdadeiro caráter da intervenção. É como aquele empresário que, vendo sua empresa escoar pelo ralo, começa a lamentar os postos de trabalho que serão fechados, quando o que ele realmente lamenta é a perda dos lucros.”

    Como você sabe que não aconteceu?
    Você pode dizer que não houve abertura de processos administrativos, no âmbito do BC, e de comunicação ao MPF dos ilícitos penais apurados?
    Você pode dizer que os bens dos administradores das IF envolvidos não ficaram bloqueados, quando as respectivas IF foram liquidadas extrajudicialmente?

    Bem, existem diversas fontes que podem lhe dar as devidas respostas. O congresso, por exemplo, está abarrotado de informações sobre as ações envolvendo o PROER, o destino dos administradores, os processos que foram abertos para cada instituição que foi beneficiada com programa, as causas da liquidação de cada banco… Tudo foi exaustivamente investigado à época – havendo até uma CPI a respeito. Abaixo, segue o link para o relatório produzido, caso haja interesse em se aprofundar acerca do tema.

    http://www2.camara.gov.br/comissoes/encerradas/cpi/legislatura-51/cpiproer/relatoriofinal.html

  22. Elias said

    Mona,

    Como eu sei que aconteceu nenhuma punição?

    Simples! Vendo o Ângelo Calmon continuar a viver na mesma mansão de sempre, passeando no mesmo iate de sempre, e lendo notícias de suas viagens de recreio ao exterior.

    Livre como um banqueiro desonesto impune!

    Quando ao programa, prefiro assim:

    “Havendo risco de insolvência de instituição bancária, decorrente de procedimentos fraudulentos por parte de seus dirigentes, ou contatado os procedimentos fraudulentos, independentemente do risco de insolvência, o governo imediatamente procederá às ações corretivas pertinentes, mobilizando, se necessário, os fundos garantidores de crédito existentes, sem prejuízo das ações administrativas e judiciais que cada caso requerer, tendo em vista a punição dos responsáveis, na forma da lei.”

  23. Elias said

    contatados = constatados

  24. Iconoclasta said

    hahahahhahahha…hhehehhehehehe…

    o executivo tem q retomar seu poder monarquico absolutista e tem q julgar e condenar…

    …hihihihihiih……hohhohohhho…

  25. Mona said

    E “executar” também… de preferência cobrando a bala da família, que é para não onerar o erário (cacildis, quase que saiu um cacófono aqui…).

  26. fk said

    Sejamos menos ingênuos: há grandes possibilidades de os termos do PROER não terem sido os mais benéficos para o interesse público, haja visto que parte dos “beneficiários” estão ai vivendo a boa vida. Não falo aqui de condenação, pois esta cabe ao poder judiciário, mas sim do fato de que pessoas responsáveis por rombos bilionários não estão exatamente vendendo as calças para ressarcir o erário. Ou seja, salvou-se o sistema financeiro nacional, mas sem penalizar os que cometeram as barbáries.

    Por outro lado, não se pode negar que o aperto das regras bancárias e o fortalecimento de instituições provavelmente contribuiu decisivamente para que o sistema financeiro nacional tenha passado com segurança pela crise. Aqui, no entanto, gostaria de fazer uma ressalva, que li em algum lugar, mas não me lembro onde.

    Certo, o sistema financeiro nacional é bem regrado, mas também não foi tão afetado porque historicamente há uma escassez do pequeno credito ao consumidor, que deveria ser prestado por essas instituições finnaceiras. A escassez do crédito é um problema crônico brasileiro, que tem recuado um pouco, mas continua bem presente. Portanto, parte da incolumidade à crise deve-se também a certo atraso desse sistema.

  27. fk said

    “parte está”…

  28. Pax said

    Sugiro a todos lerem o que o próprio Banco Central fala sobre o PROER.

    Vale, ao menos, ser lido já que a discussão cresce por aqui neste sentido.

    Aqui vai o link

    http://www.bcb.gov.br/?PROER

  29. Pax said

    Combina um tanto com a colocação da Mona no seu comentário #15.

  30. Chesterton said

    A Mona tem pelo menos um bilhão de neurônios a mais que o Elias.

  31. Iconoclasta said

    “Portanto, parte da incolumidade à crise deve-se também a certo atraso desse sistema.”

    agora sim, nao sei aonde vc leu, mas pode ter sido por aqui mesmo…;^)

  32. Pax said

    Comentário mais desnecessário, não, Chesterton? Grande argumento, incrível. Aprendeu com o Reinaldo Azevedo?

  33. vilarnovo said

    Ao que me parece o Elias está fazendo uma confusão entre poderes. Cabia ao Ministério Público ir atrás do Ângelo Calmon de Sá e denuncia-lo conforme as leis do país e não o executivo…

  34. Elias said

    Vilarnovo,

    Você está COMPLETAMENTE equivocado.

    O Banco Central tem, entre suas atribuições, a de fiscalizar o funcionamento do Sistema Financeiro Nacional.

    Ele pode, inclusive, determinar a INTERVENÇÃO em qualquer instituição bancária. Como qualquer ente público, ele pode — e, mais que isto, deve! — executar providências no âmbito administrativo e iniciar providências no âmbito judicial.

    Trata-se de imposição constitucional, que obriga órgãos, entes e agentes do Poder Público, em qualquer nível.

    Nada obsta a que o MPF tome as providências que achar necessárias, na forma da lei.

    Mas isso, DE MODO ALGUM exonera o Banco Central do dever de cumprir suas atribuições.

    Espantoso que isto tenha que ser dito aqui, onde tanta gente dá palpite acerca de como as instituições brasileiras devem funcionar.

    Quanto à Mona, ela — deliberadamente ou não — está somando banana com abacaxi.

    Ela está colocando um sinal de igualdade entre o uso do PROER para enfrentar crises no sistema financeiro e o favorecimento à impunidade de banqueiros desonestos.

    Isso é, no mínimo, contraditório, num blog como o políticAética.

    Se alguém aqui defende a impunidade do banqueiro, por que não defender, também, a impunidade do pessoal com dinheiro nas meias, na cueca e sei lá onde mais?

    Só por que é banqueiro pode roubar à vontade?

    Claro que o PROER deve existir e, em nenhum momento, contestei essa existência.

    Mas, reafirmo, o FHC usou o PROER pra favorecer a impunidade de pessoas como Ângelo Calmon de Sá, que aqui está sendo citado apenas como um exemplo, dentre outros. Não foi o primeiro nem foi o único.

  35. Elias said

    O comentário do Chesterton dá, mais ou menos, a medida de quantos neurônios ele tem.

    Nem precisava, minha santa…

    Pela qualidade dos teus comentários, todo mundo já sacou!

  36. Pax said

    Elias,

    Veja, caro, a questão do surgimento do PROER, à época, com certeza favoreceu impunidade de gente muito canalha. Foi intempestiva (fora de tempo).

    O que defendo é o sistema financeiro, que precisa ser confiável. Nada além disso.

    Banqueiro corrupto é como qualquer corrupto, que para mim é ladrão. E como tal deve ser tratado. Sem nenhuma diferenciação.

    No Brasil, no Código de Hamurabi que vivenciamos, ou parecemos vivenciar, a coisa é diferente. Bandido rico tem tratamento diferente. Político bandido, então, nada sofre.

    Mas, voltando ao PROER, insisto que meu ponto é, desde o início: segurou o sistema financeiro (de novo, estou esquecendo os “favores”) e acabou por induzir a criação das nossas regras que, em última instância, seguraram o Brasil de não ter caído na ciranda da crise em 2008/2009. Nosso sistema estava bem mais controlado e sólido, sem a jogatina com as carteiras de crédito podre que afundou um bocado de gente.

    Estou errado?

  37. Pax said

    Intempestiva porque deveria ter sido implementada não quando os bancos dos canalhas estavam afundando. Mas, como estavam, veio a salvar uma crise que seria barra pesada. Para os banqueiros? Bem, estou pouco me ligando para eles. Para o povão, o tal João e Maria que a Mona colocou acima (acho que usou outros nomes).

  38. Elias said

    Pax,

    Nós estamos falando de coisas diferentes.

    Ninguém, aqui, que eu lembre, criticou o PROER, do ponto de vista das finalidades para as quais ele foi CRIADO.

    Eu me referi, Pax, às finalidades para as quais ele foi USADO pelo FHC.

    Aí veio a Mona, dizendo que, sem o PROER, o sistema financeiro nacional poderia ter se esfrangalhado, etc e tal.

    Certo. Só que não era disso que eu estava falando.

    Ao contrário, em minha primeira resposta à Mona, eu lembrei que, no governo, as ortodoxias tendem a se diluir.

    Ou seja: nem mesmo critiquei o fato de que, a rigor, um programa como o PROER se choca com a ortodoxia liberal. Disse, ao contrário, que a ortodoxia liberal existe apenas como discurso. Que nenhum governo a pratica.

    Enfim, não vou repetir ainda mais o que escrevi, até porque tá registrado aí acima.

    Apenas, Pax, há uma enorme diferença entre usar os recursos de um programa pra garantir o equilíbrio do sistema financeiro e usar esses mesmos recursos pra aliviar a barra de banqueiro desonesto.

    FHC aliviou a barra de banqueiro desonesto, e só os muito ingênuos ou os moralmente comprometidos dizem que não.

    Existem, Pax, pronunciamentos de outros banqueiros, inclusive gente da Febraban, se referindo a isso.

    Não vou detalhar ainda mais, porque resumos desses pronunciamentos foram amplamente divulgados na imprensa, à época em que esses fatos aconteceram.

    Se você fizer um mínimo de esforço, certamente vai lembrar.

    Só mais esta vez:

    socorrer o sistema é uma coisa;
    proteger banqueiro desonesto é outra, completamente diferente.

    Um abraço.

  39. vilarnovo said

    Na verdade ambos estamos errados.

    MPF-SP pede aumento de pena de Calmon e ex-diretores do Econômico
    15/10/2007

    Para procurador, pena do banqueiro, que recorre em liberdade, deve ser a máxima para o crime de gestão fraudulenta: 20 anos de reclusão

    O Ministério Público Federal em São Paulo apresentou hoje razões de apelação (recurso), em relação à dosimetria da pena dada pelo juiz federal Toru Yamamoto, da 3ª Vara Federal Criminal de São Paulo, ao ex-banqueiro Ângelo Calmon de Sá e três ex-diretores do banco Econômico, condenados no final do mês passado por crime de gestão fraudulenta de instituição financeira, a penas que variaram de 4 a 13 anos de prisão.

    Calmon de Sá foi condenado a 13 anos de prisão em regime fechado, mas teve concedido o direito de recorrer da pena em liberdade, uma vez que colaborou com a Justiça, possui residência fixa e é idoso. No recurso, enviado ao Tribunal Regional Federal da 3ª Região, o procurador da República Paulo Taubemblatt pede a aplicação da “pena máxima” ao ex-banqueiro e que o aumento aplicado à pena dele seja aplicado proporcionalmente aos demais réus.

    A pena máxima do crime de gestão fraudulenta é de 12 anos, mas além disso, o MPF pediu a aplicação do artigo 71 do Código Penal, uma vez que o crime foi continuado, o que aumentaria a pena em 2/3, elevando-a para 20 anos de reclusão. “O resultado lesivo causado pelos apelados (réus) foi demasiadamente vultoso, justificando o aumento da pena base”, afirma Taubemblatt na apelação.

    Para Taubemblatt, a pena do ex-banqueiro deve ser elevada ao máximo, pois “a boa fé de banqueiros estrangeiros, a má-fé manifesta dos apelados (réus), e o prejuízo suportado diretamente pelo Banco Central do Brasil e indiretamente por todo o povo brasileiro deve ser punido exemplarmente”.

    Além de Calmon de Sá, a Justiça Federal condenou o vice-presidente do Econômico, José Roberto David de Azevedo, a seis anos, em regime fechado de reclusão. Também foram condenados a pena de reclusão, mas em regime semi-aberto, o diretor da Área Internacional, Ildebrando Crisóstomo da Silva Filho (quatro anos e oito meses) e o gerente geral assistente do Departamento de Estrangeiros e superintendente de Recursos Externos (Surex), Fernando Antônio Azevedo Marques Prestes (quatro anos e quatro meses).

    ENTENDA O CASO – O Banco Econômico foi uma das instituições financeiras que quebrou após a implantação do Plano Real em 1994. O banco, apesar de ter recebido ajuda do governo federal por meio do PROER – Programa de Estímulo à Reestruturação e ao Fortalecimento do Sistema Financeiro Nacional, sofreu intervenção do Banco Central em 1995 e entrou em liquidação judicial em 1996.

    Segundo a denúncia oferecida pelo MPF, em 1999, baseada em dados da interveção do BC, os administradores do Econômico captavam linhas de crédito junto às instituições financeiras estrangeiras, com a finalidade expressa de pré-financiar exportações brasileiras, oferecendo como garantia contratos de câmbio de exportação. No entanto, além de usar o mesmo contrato para fundear duas ou mais operações, os recursos obtidos eram aplicados em proveito do próprio banco, servindo de liquidez para aliviar a situação caótica em que se encontravam as empresas do grupo.

    Outras vezes, o Econômico usava um contrato de câmbio de exportação no valor de US$ 14 milhões, por exemplo, para lastrear obtenção de linha pré-export no valor de US$ 24 milhões, portanto quase o dobro do efetivo lastro. A má gestão desse tipo de contrato perdurou de janeiro a agosto de 1995, data da intervenção, mesma época em que os banqueiros estrangeiros começaram a desconfiar das operações internacionais brasileiras de captação de recursos.

    “É como se um particular fosse vender um carro para três pessoas. Recebesse o dinheiro das três e, evidentemente, só quem chegasse primeiro ficaria com o veículo. Comparado ao crime comum, não passa de um estelionato”, esclarece Taubemblatt, autor da denúncia e da apelação.

  40. vilarnovo said

    O problema é que a lei é assim: os bens de Calom de Sá estão bloqueados, porém até que seu caso seja transitado em julgado sem possibilidade de recursos ele pode utilizar os rendimentos de seus bens e empresas.

    A lei é essa. E concordo que é uma bosta. Mas voltando ao assunto: que culpa tem o FHC disso?

  41. Elias said

    Vilarnovo,

    Já me referi à “culpa” do FHC, Vilarnovo.

    Os balanços trimestrais do Econômico davam mais que na vista. Eles mostravam uma evolução da carteira de empréstimos muito superior à de qualquer outro banco privado brasileiro.

    Eram empréstimos fictícios, usados pra lastrear as operações de captação que o Econômico fazia (e, de quebra, “justificar” o desembolso financeiro).

    Dava na vista. Os bancos privados desconfiaram (tanto que orientaram seus gerentes a buscar informações junto aos principais clientes). Até uns contadores galhofeiros, reunidos em Salvador, desconfiaram.

    Só quem nada desconfiou foi o Banco Central (então, tá!). O BC só se mexeu quando a coisa já ia longe demais. E, quando se mexeu, primeiramente, não foi pra sanear o banco, e sim pra ajudar (leia-se: empurrando muita grana do PROER lá dentro) a sair da fria.

    Isto em 1995.

    Mesmo assim, não deu jeito. Aí, no ano seguinte (1996), finalmente o BC interviu.

    Vou pegar a analogia do artigo que você transcreveu.

    Digamos que uma empresa venha procedendo desse modo citado pelo artigo: vendendo 3 carros pra cada um em estoque.

    Ela faz isso durante um tempão. Aí a coisa começa a vazar. Vem o governo e, em vez de dar um basta na maracutaia, ele empurra dinheiro na empresa, para que esta tente solver seus compromissos. Só um ano depois, quando, apesar da ajuda, a situação piorou, é que o governo resolve agir, aplicando a lei.

    Você acha isso justo? Acha isso honesto?

    O que o governo FHC tem com isso? Tem que foi o responsável pela ação de empurrar milhões do PROER no Econômico, em 1995, em vez de tomar as medidas corretivas cabíveis, e que são competência da diretoria colegiada do BC (art. 11, inciso VI, alínea “a” do regimento da autarquia), e de seu presidente (art. 12, inciso XVI ou XVII, salvo engano, do mesmo regimento).

    Se ele tomasse as tais medidas corretivas em 1995, o sistema financeiro nacional se desestruturaria? Claro que não! Não era um problema do SFN, e sim do Banco Econômico.

    Tanto que, em 1996, sob pressão do exterior, as medidas corretivas foram implementadas sem traumas para o SFN.

    Ora, Vilarnovo, defender o FHC nesse episódio é dose…

  42. Pax said

    Bem, levantei essa bola do PROER no comentário #5 e veja no que deu.

    Acho que a gente gosta mesmo é de discutir.

    Elias, desde lá acho que falamos quase a mesma coisa, a Mona que interviu (bem, por sinal) colocando o lado correto do PROER e aí a coisa andou.

    Tá na hora de arrumarmos outra discussão.

    (eu mesmo tô me moendo aqui para falar da Venezuela, da debandada que houve da cúpula do governo, do fechamento das TV a cabo… pena que não tem foco no Internacional. Já pedi ao Luiz do De Olho no Fato para ver se rola algo por lá).

  43. Anrafel said

    O caso do Econômico foi um absurdo típico da Bahia de Otávio Mangabeira (autor da frase: “Conte-me um absurdo e eu lhe mostrarei um precedente na Bahia”).

    A oposição á diretoria do Conselho Regional de Contabilidade tinha esse caso como prioridade.

    Acontece que o respaldo político de Ângelo Calmon de Sá era muito grande. O Econômico fazia parte da Santíssima Trindade da cesta básica de financiamento do carlismo, junto com a Odebrecht e a OAS.

    Estão lembrados da pasta rosa? Pois é, ela tem ligações estreitas com aquelas operações, digamos, esquisitas citadas por Elias.

    Só que Calmon de Sá foi longe demais ou resolveu chutar o pau da barraca, confiado na impunidade ou na lentidão do Judiciário (às vezes, dá no mesmo). Dizem que um dia antes de determinada a intervenção foi uma festa de saques, sacolas, cuecas e meias.

  44. iconoclasta said

    só para galera nao se perder nos mitos q sao trazidos a cada rodada:

    o Banco Econômico, assim como o Nacional, sofreu intervenção em 1995. eu sei q nao adianta muito, q daqui a pouco aparece outro absurdo qq, mas é só para q nao se enganem, pelo menos, com os fatos. qt a conceitos nao há mesmo o q fazer…

    ;^/

  45. iconoclasta said

    mas eu vou aproveitar e falar dos conceitos tb.

    os problemas em vários desses bancos q foram para o saco existiam há mais de década, ou seja, atravessaram não apenas governos, mas regimes deles. as cacas acabaram vindo a tona com o fim da superinlação, e com o reordenamento das instituições. desnecessário qualificar a simplória defesa de uma intervenção preventiva pelo simples motivo do que pode gerar isso não apenas políticamente, mas judicialmente. simplesmente impraticável. apenas a ilusão do estatismo eficiente pode alimentar tal fantasia.

    ;^/

  46. vilarnovo said

    Estou terminando um texto sobre a Venezuela hoje…

  47. Elias said

    Pax,

    Insisto 1: desde o início, falei do USO do PROER, como mecanismo para ajudar não o sistema em dificuldade, mas o banqueiro desonesto. Daí o termo “humanitário”, empregado com ironia.

    Insisto 2: quem estava com problemas não era o sistema financeiro, e sim o Banco Econômico. Entrar no papo com abordagens conceituais é desviar do assunto. Ninguém questioonou o conceito. De minha parte, questionei a medida PRÁTICA que, a bem da verdade, constitui o abastardamento do conceito.

    Insisto 3: a intervenção e, no desdobramento, a liquidação daquele banco em nada afetaria o sistema, como de fato não afetou. Não tem propósito, portanto, nas circunstâncias, perguntar “como ficaria o sistema”, nos estritos limites em que o assunto estava sendo comentado. Ora, o sistema ficaria como ficou, depois que o Econômico sumiu do mapa. Ficou pior? Nem pensar! (embora também em nada melhorou).

    Insisto 4: ao contrário do que o Vilarnovo pensa e diz, Ângelo Calmon não foi punido. Ele foi CONDENADO, o que é algo completamente diferente. Ele terá sido punido se quando a penalidade for aplicada, o que, até hoje, não aconteceu. É banqueiro desonesto e impune, portanto.

    Ora, foram 18 aninhos, né? Quantos já se passaram, desde a condenação? Não sei. Sei que, daqui a mais algum tempo, a pena prescreverá. Daí que Calmon só precisa perseverar um pouco mais em sua tática procrastinatória.

    Claro que isso não é novidade no Brasil. Novidade — e contraditório — são pessoas que comentam num blog anti-corrupção, supostamente para ajudar a combater a corrupção, saírem em defesa do ladrão e de quem ajudou o ladrão a roubar, só porque o ladrão é banqueiro. Em especial se essas mesmas pessoas vivem caindo de pau num corrupto pé-de-chinelo, que meteu uns maços de dólares em sua cueca.

    Comigo, Pax, repito: o mesmo pau que bate em Chico bate em Francisco.

    Há algum tempo, soube que os advogados de Calmon estão argüindo em favor dele até mesmo com o papo de “idade avançada”. O artigo transcrito pelo Vilarnovo confirma.

    Ora, caramba! A maracutaia dele foi desmascarada há aproximadamente 15 anos. Hoje, ele está 15 anos mais velho. Daqui a 2 anos, estará 17 anos mais velho. Daqui a 20 anos, estará 20 anos mais velho… E continuará a ficar mais velho, como todo mundo, a menos que morra. Como acontece com todos nós, mais cedo ou mais tarde, de um modo ou de outro.

    E daí, caceta? Querem que a idade dele fique congelada, juntamente com a penalidade jamais aplicada?

  48. vilarnovo said

    Pax – Acabei de publicar um texto sobre a Venezuela.

    http://www.vilarnovo.wordpress.com

  49. Elias said

    Pra concluir:

    “Simplório” é quem acha que uma intervenção do BC num banco é uma medida simplória.

    O sistema financeiro é uma das atividades econômicas mais regulamentadas do planeta. E, mesmo nos EUA, estão pedindo mais regulamentação, depois do que houve com o crédito imobiliário de lá.

    Pra lá de simplório é quem acha que, no caso em exame, a medida seria “preventiva”. Era CORRETIVA, caramba! Trata-se de uma bandalheira que vinha sendo praticada há anos, e que foi seguidamente denunciada por credores externos. Que, em última análise, foram os responsáveis pelas medidas, corretivas e tardias.

  50. Chesterton said

    Pois é, a Venezuela está representada por quem no FSM?

  51. Pax said

    Prezados,

    Digito de uma Lan House. Estou “cyberdesabrigado”. As chuvaradas pegaram minha região desde segunda feira e a coisa está feia. Postes e estradas ferradas. Vai demorar um pouco para voltar ao normal.

    Peço desculpas pela desatualização do blog e a não participação nos comentários.

  52. iconoclasta said

    era corretiva…hummmm…

    era não… FOI corretiva.

    ;^/

  53. Chesterton said

    Cortado… fora do tema.

  54. Que triste intermediação para uma discussão até então, interessante.

  55. Elias said

    “desnecessário qualificar a simplória defesa de uma intervenção preventiva pelo simples motivo do que pode gerar isso não apenas políticamente, mas judicialmente. simplesmente impraticável.”

    A medida necessária não ERA preventiva. ERA corretiva. Tanto ERA corretiva, que FOI.

    A medida corretiva não ERA impraticável. Tanto não ERA impraticável, que FOI praticada, ainda que tardiamente, e apenas quando os credores externos começaram a chiar.

    Bobagem pensar que a intervenção em um banco, porque seus dirigentes adotaram práticas fraudulentas, afeta negativamente o sistema.

    Quem pensa assim, jamais chegou perto da administração de uma carteira de investimentos. Nem sabe o que é isso.

    O certo é o inverso. Quanto mais vigilante é o Estado; quanto mais ágil ele se revela em cumprir e fazer cumprir a lei e a regulamentação vigente, mais confiável fica o sistema. Melhor pro mercado. Num sistema confiável, a captação passa a ser feita muito mais confortavelmente.

    Mesmo do ponto de vista dos demais bancos, a retirada de um concorrente fraudulento é uma boa. O concorrente fraudulento — este sim! — fragiliza o mercado. E, a liquidação do dito cujo sempre significa um concorrente a menos, né não?

    Pensar, pessoal… pensar… não é tão difícil assim.

  56. vilarnovo said

    Elias, você está colocando o carro na frente dos bois.

    Só após a intervenção você pode afirmar que houve gestão fraudulenta. Na época vários bancos quebraram, não foi apenas o Econômico. E muitos deles quebraram por falhas operacionais que eram mascarados pelos ganhos fáceis da inflação. A maioria desses bancos foram absorvidos por bancos maiores.

    Só após ter ido ao Redesconto e mesmo assim não ter conseguido sair foi que houve a intervenção. Com a análise dos empréstimos devido a investigação é que se soube das armações.

    O Banco Santos foi a mesmíssima coisa. Aconteceu algo bem parecido. Será que foi culpa do Lula? Claro que não. E olha que o rombo do Santos já está na casa do 2 bilhões.

    O que você está fazendo é analisando algo que aconteceu no passado com informações de agora.

  57. Iconoclasta said

    “Só após ter ido ao Redesconto e mesmo assim não ter conseguido sair foi que houve a intervenção.”

    impecável…

    deixa o caboclo estrebuchar…

    ;^/

  58. Iconoclasta said

    agora, rapidinho, o BMG, por exemplo, criou uns “empréstimos” lá, e continua por ai, faceiro e contente, alé de muito ativo nos contratos com adm. estaduais…

    outra alternativa é dar uma forcinha para os controladores no estilo BB – Votora…

  59. Elias said

    Caramba, Vilarnovo!

    Não vou entrar em detalhes, mas… dá uma olhada no regimento interno do BC e nas leis que regulamentam o sistema financeiro.

    Não é nada disso que você está pensando.

    Em primeiro lugar, “redesconto” é um tipo de operação que está no dia-a-dia de qualquer banco.

    É o seguinte:

    1 – Digamos que você faça uma compra e, por ela, assine uma duplicata vencível em 60 dias.

    2 – A empresa que lhe vendeu, pode antecipar o recebimento do valor dessa duplicata, junto ao banco com o qual ela opera, mediante um deságio. Isto é o “desconto”.

    3 – O banco onde a duplicata foi descontada, pode, querendo, igualmente antecipar seu recebimento, junto à Autoridade Monetária (Banco Central), também mediante deságio. Isto é o “redesconto”. Essa expressão significa, portanto, que o mesmo título foi descontado 2 vezes: foi descontado e, posteriormente, redescontado.

    Se o devedor não resgatar a duplicata, o banco que concedeu o desconto e obteve o redesconto paga ao Banco Central e cobra do cedente.

    Todos os bancos fazem isso, todos os dias, com milhares de títulos.

    As operações concessivas do Econômico não poderiam ir a redesconto, porque eram fictícias. Não poderiam ser comprovadas. O que, contabilmente, aparecia como operação concessiva era, de fato, retiradas irregulares feitas pelos próprios controladores do banco. Desvio.

    Em segundo lugar, insisto, dê uma olhada na regulamentação do sistema, pra ver como ele funciona.

    “Intervenção” é uma medida extrema, imediatamente abaixo da “liquidação”.

    A ação corretiva do BC é realizada em vários estágios. Quando se chega à “intervenção”, é porque os danos aos investidores e demais credores já foram constatados e comprovados e, além disso, já se chegou à conclusão de que os administradores do banco não são capazes ou não mais dispõem de confiança para tocar o negócio.

    Daí porque esses dirigentes são afastados, e o BC assume a gestão da instituição.

    O que isto significa? Que a apuração dos delitos PRECEDE a intervenção. Esta, Vilarnovo, já tem caráter punitivo.

  60. Elias said

    E, Vilarnovo,

    Eu nunca disse que o FHC é culpado da gestão fraudulenta do Econômico.

    Eu disse que ele é culpado — porque ele é culpado — de ter empurrado dinheiro no PROER pra ajudar a mascarar a gestão fraudulenta do Econômico, só fazendo a intervenção tardiamente, e, mesmo assim, depois de ser pressionado pelos credores externos.

    Vá lá, se quiser, no meu primeiro comentário a respeito, e você verá que eu me referi à “ajuda humanitária” do FHC ao pobrezinho do Calmon de Sá.

  61. Iconoclasta said

    Pax, qd vc deixa a mitomania tentar tomar conta do teu espaço, este passa a desinformar.

    a gente, por outro lado, vai esclarecendo, mas nem sempre estaremos disponiveis, entao fica esperto.

    “Quarta ferramenta componente da rede de proteção bancária, a “janela de redesconto” funciona tanto como mecanismo de auxílio financeiro aos bancos, em momentos de pouca liquidez, como, ainda, instrumento auxiliar da fiscalização de sua saúde financeira. O apelo reiterado a esse remédio por determinado banco é visto como reflexo de problemas que a instituição venha enfrentando, merecendo, a partir de então, maior atenção da supervisão do Banco Central.

    ;^/

  62. Elias said

    Ai, caceta!

    E o cara pensa que me contradisse…

  63. Mona said

    Elias, meu caro
    quem fornece liquidez diária às IF é o interbancário. Quando elas não conseguem mais recursos lá, é que recorrem ao BC. Aí o BC vai fornecendo os recursos, porque se a IF fica com saldo negativo na sua conta de reserva bancária, ele é forçado por lei a intervir nela. Remédio que custa muito caro e que deve ser administrado com muita sabedoria, após uma análise acurada do custo/benefício da medida, porque qualquer intervenção em uma IF significa sua morte. Daí que a tendência da autoridade reguladora é protelar a medida, a fim de que sejam encontradas soluções de mercado. Lógico que as ações da autoridade têm que reverter de um absoluto sigilo, porque qualquer vazamento é corrida bancária na certa, apressando a morte da IF e aumentando o risco de crise sistêmica. E assim, tem-se a impressão de que o BC é inoperante e que compactua com o banqueiro que foi responsável pela sacanagem toda, seja com dolo, seja por negligência/imperícia/imprudência. Nada mais distante da realidade…
    O que mais posso dizer a esse respeito? É mais fácil escrever em blogs, do que administrar situações do tipo.

  64. Chesterton said

    Mona, é melhor desenhar. Elias sempre pede que eu desenhe (rs).

  65. Mona said

    Chest,
    meus “bilhões a mais de neurônios” são totalmente ineptos para a tarefa… (O Elias vai achar que para todas as outras coisas também, hehehe…)

  66. iconoclasta said

    Mona, vc é idala!!!

    ;^)

  67. vilarnovo said

    Elias. Negativo. Delito configura crime. E os crimes do Econômico só foram apurados após a intervenção. Assim como aconteceu no banco Santos.

    Depois entra o Ministério Público para processar como está sendo processado. O PROER não salvou Calmom de Sá pois esse perdeu o seu banco que foi liquidado.

    O que está salvando ele é a lentidão da nossa justiça.

    Mas encerro por aqui minha participação nesse assunto.

  68. Elias said

    Mona,

    I
    Não fiz NENHUMA observação de ordem pessoal a seu respeito. Jamais fiz referências aos seu neurônios. Não tenho interesse nisso.

    Vamos nos ater aos argumentos, para que a discussão se mantenha em nível respeitoso. É perfeitamente possível discordar sem desrespeitar.

    II
    Você confirmou o que eu disse.

    Intervenção é medida extrema. Quando o BC intervém, é porque os administradores da instituição bancária não mais dispõem de condições para conduzir o negócio.

    O simples vazamento de que ocorrerá uma intervenção em um banco já é suficiente pra levar a instituição à falência, porque gera uma “corrida” e nenhum banco segura isso.

    Como se sabe, o banco vive de intermediação. Ele não opera à base de recursos próprios. O verdadeiro patrimônio do banco é sua credibilidade. Se ela se esvai, a instituição desaparece. Daí porque não se deve estatizar banco. É o mesmo que estatizar dívida.

    Por isto mesmo o BC deve fiscalizar e monitorar, intervindo quando não há mais dúvida quanto à inevitabilidade da intervenção.

    Falsa, entretanto, a afirmação de que a intervenção localizada em uma determinada instituição financeira significa o risco — ainda que remoto — de uma crise sistêmica.

    Isso é papo furado! Só se usa esse argumento quando se tenta defender a ajuda — por ação ou omissão — a algum delinqüente poderoso. A tática, no caso, é apresentar os intereses do delinqüente como se fossem os interesses de suas vítimas, os investidores.

    Pior, ainda, é quando se faz a figuração da vítimas — os investidores — em pessoas de baixa renda, como a dona Mariazinha, o seu José… Usa-se essa argumentação piegas e remelenta, quando, na realidade, está se fazendo exatamente a defesa do marginal que pungou as parcas economias do seu José e da dona Mariazinha…

    A intervenção em tal ou qual instituição, por estar sendo administrada fraudulentamente, em nada afeta o sistema. Tanto que as intervenções localizadas têm acontecido, no Brasil e no exterior, sem que nenhuma “crise sistêmica” tenha sido deflagrada.

    Esse tipo de intervenção não só não afeta negativamente o sistema, como, ao contrário, o afeta positivamente. Proporciona mais confiabilidade.

    Claro que a decisão de intervir deve ser tomada com cuidado, a fim de não se cometer injustiça a uma determinada instituição.

    Por outro lado, a inércia do Estado pode gerar prejuízos ainda maiores, não a uma instituição, mas a todo o sistema.

    É só analisar,a título de exemplificação, o que aconteceu aqui mesmo, no Brasil, no início dos anos 1970, com o mercado de letras de câmbio.

    Desmoralizou o papel pra nunca mais. Lógico! Quem vai aplicar num papel onde a emissão sem lastro — e a conseqüente inconversibilidade — acontece porque não há um mecanismo preventivo capaz de evitar isso?

    Tanto a intervenção quanto a ausência dela podem gerar danos irreversíveis.

    A questão é: quando a intervenção é oportuna?

    No caso do Econômico, ela só ocorreu tarde demais. E só ocorreu depois de longa pressão dos credores externos.

    Esse o ponto.

    Vilarnovo,
    Não é uma boa distorcer os argumentos contrários, pra dar mais consistência ao seu próprio.

    Eu jamais disse que FHC SALVOU o banqueiro Calmon.

    Eu disse que o governo FHC usou dinheiro do PROER pra AJUDAR Calmon e sua turma a MASCARAR as operações irregulares que esse pessoal vinha realizando.

    Não deu certo porque os credores externos pressionaram e a intervenção teve que ser feita. Mas que a ajuda aconteceu, disso não há dúvida. Não há como negar. Está documentada e passou ao conhecimento público.

    O que você pode fazer — sem negar que a ajuda aconteceu — é dar um jeito de justificá-la tecnicamente, como a Mona está tentando fazer. Ela procura apresentar a ajuda do PROER ao Calmon como uma operação ocorrida dentro da normalidade dos procedimentos do BC.

    Só que esse papo tem pé de barro. O BC não pode, simplesmente, empurrar milhões de dólares numa instituição, sem estar ciente da finalidade a que se destina essa injeção de recursos.

    O BC dispõe de mecanismos pra fiscalizar e monitorar o funcionamento das instituições financeiras.

    Dizer que o BC empurrou aquela dinheirama toda no Econômico sem saber a quantas andava aquele banco é ingenuidade ou cinismo. Ou, então, é passar um brutal atestado de incompetência ao quadro de técnicos e dirigentes do BC, o quê, absolutamente, não se aplica.

    Então você continua acreditando que a apuração do delito só é feita APÓS a intervenção?

    Ora Vilarnovo, você poderia se conter um pouco, e dizer DURANTE…

    Pois, sem você ter dito, vou considerar que você, quando disse “após”, quis dizer “durante”.

    Negatovsky, Vilarnovo!

    Se fosse assim, a decisão de intervir seria baseada no quê? Em advinhação? Em revelações de um ser sobrenatural? Em magia negra?

    Se a intervenção fosse decidida desse jeito — aí, sim — o sistema não teria estabilidade nenhuma.

    Não é nada disso, Vilarnovo!

    Reafirmo: a intervenção é uma medida extrema. Ela só é realizada aós cuidadosa apuração. Quando já não há mais dúvida de que os delitos foram cometidos e de que é necessário o afastamento dos dirigentes (porque ficou estabelecido que, se permanecerem dirigindo a instituição, continuarão a cometer os delitos ou tentarão mascará-los).

    Interessante é que há um pessoal na platéia que concorda com você e com a Mona, sem perceber que, na verdade, você e a Mona estão divergindo…

    Também encerro minha participação neste assunto.

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