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O xadrez de Ciro, Skaf, Dilma e SP

Posted by Pax em 28/01/2010

O novo esquerdista Paulo Skaf, presidente da FIESP, negociou com Eduardo Campos, governador de PE e presidente do PSB, sua candidatura para o governo de SP. Mas e o Ciro? Segundo o noticiário, na reunião de ontem entre Lula, Dilma e integrantes do PSB, a conversa sobre a candidatura de Ciro à presidência, ou a desistência e apoio à Dilma no primeiro turno, fica adiada para março.

E aí há um complicador para Paulo Skaf. Se Ciro abandona a disputa nacional, uma das possibilidades é vir a disputar o governo de São Paulo.

Este é um xadrez com jogadas demoradas.

Para Dilma, conversa com PSB sobre candidatura só deverá avançar em março

Luciana Lima – Repórter da Agência Brasil

Brasília – Uma definição sobre os rumos do PT e do PSB nas eleições presidenciais deverá ocorrer somente em março, na avaliação da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, possível candidata do PT à Presidência da República.

Ontem (27), em Pernambuco, Dilma e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tiveram um jantar com o governador Eduardo Campos, prefeitos e secretários do governo do PSB, mas, de acordo com Dilma, não houve condições de aprofundar um diálogo sobre a intenção do PT de ter uma única candidatura da base para sucessão de Lula.

“O que ficou acertado é que voltaremos a conversar em março. Até lá, dará tempo para os partidos conversarem internamente. Era um jantar com muitas pessoas, com prefeitos, com secretários de governo, por isso não foi possível entrarmos em detalhes sobre isso”, disse a ministra Dilma, em sua casa, antes de almoçar com o ministro Trabalho, Carlos Lupi, e outros integrantes do PDT que foram formalizar apoio à possível candidatura de Dilma à Presidência da República.

O PSB, histórico aliado do PT, terá que conversar internamente para decidir entre o apoio à candidatura petista ou se carregará a candidatura já anunciada de Ciro Gomes, deputado federal e ex-ministro de Lula, ao Planalto.

Leia também:

No Correio Braziliense
PSB afirma que, por ora, candidatura de Ciro Gomes está mantida, apesar da pressão do PT

E no Diário do Grande ABC
Paulo Skaf diz que está ‘de braços abertos’ para o PT

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17 Respostas to “O xadrez de Ciro, Skaf, Dilma e SP”

  1. O Paulo Skaf seria uma saída para acabar com o continuismo tucano em SP. Assim como foi o Covas com o PMDB em 1994.

  2. Pax said

    E se o Ciro desistir da candidatura? Vai para Sâo Paulo? Aí o Skaf perde a vez, creio.

  3. Sim, acho que neste caso o Skaf tem grandes chances de perder a vez. O Ciro teria o apoio do PT, inclusive.

    Uma saída para o Skaf, aproveitando a onda de empresários verdes, seria aproximar à sua candidatura ao PV e à Marina Silva. No PV de SP tem bastante gente descontente com a condução do governo Serra, que toparia uma terceira via ao PSDB e ao PT. E alguns quadros do PV, como Fábio Feldman, tem bom trânsito na avenida Paulista 1313.

  4. Pax said

    Se o Paulo Skaf for para o PV, aí sim que o partido e o projeto da Marina darão sinais que estão no rumo errado, na minha opinião.

  5. Elias said

    Em SP, a chave é o Serra.

    Se ele se candidatar à presidência, a arquitetura será uma. Se ele preferir tentar a reeleição, será outra.

  6. Pax said

    Bom ponto. Dentro em breve Serra terá que decidir, definitivamente. E essa decisão depende das próximas pesquisas. Se ele sentir que Dilma vem num galope forte demais, a tendência é não entrar para perder, segundo os analistas dizem. Neste caso saíria pela tangente e concorreria à reeleição ao governo paulista.

    Aí quem perde é o Alckmin, que quer o espaço. E, neste caso, teremos, de novo, a luta fatricida dentro do PSDB.

    E, pegando uma coisa com a outra, a FIESP sempre foi tucana em SP. Será que o Skaf seria o mais novo esquerdista que desistiu antes de entrar? Algo do tipo, fez que foi, mas, no fundo, não foi.

  7. Pax said

    Aproveitando… e se o Serra desiste, vem o Aécio.

  8. vilarnovo said

    Não sei com quem eu estava falando sobre os supostos liberais no empresariado brasileiro, que adoravam uma boquinha do estado e eram mais ligados ao PSDB.

    Skaf é o melhor exemplo disso.

  9. iconoclasta said

    #8

    pablo, dos grandes empresarios deste paíz, uns 80%, por baixo, sao capitalistas dos quais o capitalismo precisa ser salvo (usando zingales e rajan)…

    nao sao liberais nem p/ as negas deles.

    ;^/

  10. O Skaf não iria para o PV (não dá tempo), mas PV e PSB poderiam fazer aliança na eleição estadual.

    A trajetória política do Skaf é no mínimo curiosa. Tornou-se presidente da Abit (Associação Brasileira da Indústria Têxtil) graças ao apoio de José Alencar, dono da Coteminas. Por conta de Alencar, estreitou laços com o PT, apoiou Lula em 2002 e conseguiu apoio de José Dirceu para se eleger presidente da Fiesp em 2004.

    Uma vez na Fiesp, foi se aproximando de Geraldo Alckmin, o que lhe abriu várias portas no PSDB. Articulou inclusive apoios à candidatura de Alckmin em 2006.

    Agora Skaf atua em função de suas próprias ambições políticas. Até porque, ele é um industrial sem indústria. A indústria associada à Fiesp da qual ele faz parte estaria, ao que parece, em estado falimentar.

    Conta a favor dele: é um incrível articulador político e tem boas idéias.

  11. Jorge said

    O candidato da frente democrática para derrotar a oligarquia tucana é Ciro Gomes. Somente o PT, lhe dará cerca de 25% do eleitorado. Caso ele consiga outros apoios contra o continuismo que vem desde 1982, tem chances de vencer. Ainda mais depois que as responsabilidades do governo tucano nas enchentes forem de conhecimento do grande público. Mas a resistência será forte, são décadas no poder, sem vigilância da mídia, com tucanos ocupando todos os cargos da máquina pública, Assembléia, universidades, editoras, conselhos, tudo que esteja sob influência do governador. Era assim com ACM na Bahia, somente que em São Paulo é um partido que se apossou de todo o poder. São Paulo reduzido a quintal de um partido. Que triste.

  12. Pax said

    Aqui tem algumas questões, Jorge:

    1 – Ciro já disse e repetiu que não quer disputar São Paulo. Disse, mas transferiu seu título para cá (acho que sim). E o PSB ainda afirma que ele é candidato à presidência.

    2 – neste caso o Paulo Skaf perde o que acaba de negociar com o presidente do PSB, a possibilidade de disputar o governo de SP pelo partido. Para onde iria? Sairia do PSB que acabou de entrar?

    3 – na desistência de Ciro à presidência, quanto do seu eleitorado no âmbito nacional vai para Dilma e quanto vai para Serra? Alguma coisa para Marina?

    Enfim, não estou torcendo, nem destorcendo, estou pensando no caso do Ciro, do Skaf e do PSB

  13. Não se pode esquecer o fator Suplicy, que já manifestou o desejo de ser candidato a governador em 2010.

  14. Pax said

    Paulo Roberto,

    Acho, não tenho certeza, que se o Lula/PT quiserem que o Ciro saia da campanha presidencial e ele aceite disputar o estadual em São Paulo, o Suplicy dança neste desejo.

  15. Eu tb acho. Em outros tempos até haveria um clamor popular pela candidatura Suplicy, mas até pessoalmente o senador está dando sinais de esgotamento e de que precisa se aposentar. O que é uma pena.

  16. Jorge said

    Pax, o skaf imaginou Ciro decolando como candidato de Lula e ele pegando carona na dupla aqui em SP. Somente que a Dilma acabou com o sonho dele. E o Psb não irá trocar o Lula pelo skaf. O Ciro ao transferir o título para São Paulo evidentemente está cogitando em ser candidato, senão, ficava no Ceará.
    Meu candidato é Eduardo Suplicy, derrotado nas urnas por Maluf em 1992 – espantosa a inteligência eleitoral de grande parte dos eleitores paulistas.

  17. Pax said

    Se quisermos entender um pouco mais sobre uma eventual candidatura do PT para o governo de São Paulo, sugiro a leitura do blog do Zé Dirceu sobre o assunto.

    Segundo o post no link abaixo, o PT deve lançar um candidato em fevereiro e não ficar esperando o PSB. E este candidato, segundo o Dirceu, deve ser o Mercadante.

    Aqui: http://www.zedirceu.com.br/index.php?option=com_content&task=view&id=8291&Itemid=2

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