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    Uma coletânea das notícias da corrupção, desvios, anomalias, eleições e meio ambiente que aparecem na mídia todos os dias a partir de agosto de 2008.
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PT: ganhos sociais e perdas morais

Posted by Pax em 10/02/2010

O chefe do gabinete da Presidência da República, Gilberto de Carvalho, afirma que o PT colocou agricultores e operários como atores na política nacional e esta nova cultura trouxe distribuição de renda e o resgate da dignidade de milhares de brasileiros, mas adquiriu o vício da corrupção e se igualou aos outros partidos nesta questão, sua maior perda nestes 30 anos.

Uma declaração para lá de corajosa.

Afirma que petismo e lulismo não são distindos e que a eleição de Dilma será a realização final do presidente.

Leia a entrevista que concedeu ao o Globo no clipping do Ministério do Planejamento. Clique aqui.

Obs.: tirei a foto por uma instabilidade do site da Agência Brasil, fonte da mesma.
Foto: Wilson Dias – ABr

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32 Respostas to “PT: ganhos sociais e perdas morais”

  1. Chesterton said

    STF barrou “Estado policial”, diz Gilmar Mendes
    quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010 | 5:27

    Por João Domingos, no Estadão:
    A sociedade brasileira, o Judiciário e o Ministério Público viveram “um quadro de terror” durante o predomínio do “Estado policial”. Essa situação só começou a ser mudada em 2007, com a reação iniciada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou ontem o presidente da corte, ministro Gilmar Mendes.

    “Todos estávamos amedrontados. A polícia dizia o que o juiz e o promotor deviam fazer”, disse ele, no lançamento do Observatório das Inseguranças Jurídicas no Campo, iniciativa da Confederação Nacional da Agricultura (CNA) para tentar reduzir as invasões de terras.

    “Era um quadro de terror. Quando o magistrado resistia a esse tipo de ameaça, era atacado. Às vezes, a Polícia Federal prendia até 100 pessoas numa dessas operações espetaculares e muitas nem sequer responderiam a um processo à frente.”

    “Tenho muito orgulho de ter iniciado a reação a isso, durante a Operação Navalha”, declarou. A ação da PF foi deflagrada em maio de 2007, para apurar irregularidades que teriam sido encabeçadas pela Construtora Gautama, em contratos com a União e governos estaduais.

    O discurso foi uma resposta às queixas da CNA, de que há insegurança jurídica no País, principalmente em relação aos conflitos agrários. Mendes fez um discurso de mais de uma hora para mostrar o que o STF tem feito justamente para reduzir a insegurança jurídica.

    O ponto mais exaltado foi o que acabou com as operações “espetaculosas” da PF. “Foi no auge daquele processo que o Supremo editou a Súmula Vinculante 11 e acabou com o uso das algemas, com a exposição excessiva das pessoas.”

    Segundo ele, havia até uma mídia a serviço dos excessos da PF. “Quando o Estado é policial, não há democracia, há totalitarismo.”

    Mendes afirmou que a criação do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) ajuda o Judiciário a se tornar mais ágil e a combater desmandos e irregularidades no Poder. Ele citou a proibição do nepotismo nos tribunais como um exemplo do combate ao tráfico de influência e à corrupção.

    chest- do reinaldão

  2. José Antonio Lahud neto said

    Pax,
    a melhor maneira de mudar é reconhecer o erro.Quem sabe essa pequena entrevista mude alguns rumos no PT. Acho difícil,mas…

  3. Pax said

    José Antonio,

    Eu já acho que aqui há um ponto que pode passar em branco, mas não para mim. O Gilberto de Carvalho é o cara que está do lado do Lula já faz um enorme tempo. Todo santo dia. Esta afirmação, além de corajosa, tomara que seja sincera. E que seja ouvida e discutida internamente.

    Tenho enormes questionamentos ao PT depois que enfiaram o pé na lama, assim como tenho com o PSDB, e os questionamentos não são muito distintos. E são as duas maiores forças políticas efetivas.

    Prefiro pensar que o PT e o PSDB possam melhorar nesse quesito que achar que o PMDB ou o DEM representem alguma coisa que eu deposite confiança. Idem para o PV que é uma promessa da Marina que até agora não vi, de fato, acontecer algum movimento de limpeza da casa.

    Prefiro pensar em partidos como PT, PSDB, PV, PSOL mais brando, que partidos como PMDB, DEM etc que, para mim, ou não representam nada, ou representam tudo que não gostaria que estivesse no poder.

    Tão simples quanto isso.

  4. Pax said

    Ou seja, José Antonio, concordo com você.

  5. Elias said

    As declarações do Gilberto não me surpreendem.

    Foi bem. Mais uma vez.

  6. Pax said

    Concordo, Elias.

    Foi muitíssimo bem, diria, para reforçar. Tomara que este assunto tome vulto no PT.

    Ano passado, se não me engano em junho ou julho, houve um movimento de reedição do código de ética do PT. Me lembro que fiz um post sobre isso aqui. Mas não achei agora. À época, se não me engano, falei que o assunto deveria virar pauta dentro do partido, mas que não tinha muito esta esperança. E foi dito e feito, ao menos que eu saiba não tomou vulto. Confesso que, como não sou filiado a partido algum, não acompanho amiúde, então posso estar errado. Acho que não.

    Uma declaração dessas do Gilberto, que não aparece muito mas é o cara que está ao lado do Lula, direto e reto, é íntimo, mais que uma grande galera que quer ser e não é, pode ser alguma coisa muito importante.

  7. fk said

    Uma provocação: será que essa declaração dele não acentua o afastamento do Lula em relação ao PT. Os ganhos sociais são muito mais associados ao Lula, enquanto a corrupção ficou definitivamente na conta do PT…

  8. Pax said

    Elias,

    Pegando o gancho da prosa, te devo uma explicação, ou uma retificação que aconteceu esses dias quando estava na estrada ouvindo a rádio CBN. Havia um bate bola que o Heródoto sempre faz no fim do seu horário, lá pelas 9h:20 mais ou menos, e era entre um debate que tinha o Ricardo Berzoini de um lado e o Luiz Carlos Vellozo Lucas de outro, deputado do PSDB e presidente do Instituto Teotônio Vilela. Falavam do Brasil, dos anos de FHC e de Lula, dentro dessa discussão que hoje rola, de comparações.

    O Berzoini deu um show de bola no Luiz Carlos que deu até pena.

    A turma aqui vai cair de pau, me acusando, como sempre, de petismo ou lulismo. Enfim, faz parte do jogo, mas quem quiser pode procurar na CBN que eles disponibilizam as entrevistas passadas. Algumas eu tenho certeza, não todas.

    Mas, de outro lado, acompanho o twitter do Berzoini. E aí meu caro, não consigo entender. No twitter ele chega a ser infantil, várias vezes. Se eu fosse do PT diria para ele parar de tuitar.

    Enfim, retificação feita. Passei a respeitar mais o Berzoini depois dessa entrevista / entrevero na CBN.

  9. vilarnovo said

    Pax – Fiz um post a pouco sobre essa história de comparações.

    http://vilarnovo.wordpress.com/2010/02/10/dilma-fhc-lula-e-as-comparacoes/

  10. Pax said

    Vilarnovo,

    Um dia você vai aprender a não culpar o PT até da espinhela caída da tia do irmão do cunhado do dono da padaria.

    Acho que sim.

    Eu não culpo o PSDB disso, por exemplo. E sou bem mais feliz.

    O PSDB foi um grande partido, fez um grande projeto, errou pacas, como o PT idem, mas merece respeito. Só que na oposição não se encontrou, perdeu o rumo. O que é bem ruim. Melhor ter situação e oposição fortes, independente até das ideologias. Um cuida do outro, cobra. Se essas cobranças forem boas, quem está na situação precisa rebolar para mostrar a que veio.

  11. fk said

    O engraçado é que o governo Lula vai acabando com a mesma oposição que começou: FHC mandando bala.

    Para quem não lembra, FHC foi a primeira voz da oposição -e olha que sem cargo nenhum- a quebrar o consenso -e havia um consenso, seja aberto, seja calado- em torno do Lula, em um artigo que, se não me falha a memória, ele falava que o rei estava nu. Não teve nenhuma repercussão na época.

    O PSDB, por outro lado, foi uma tristeza de oposição mesmo. Passou 8 anos sem fazer absolutamente nada, sem oferecer nenhum tipo de opção que não a governista.

    O PT era muitas vezes doidivanas na oposição, mas não dá pra negar: oferecia uma outra opção até para a compra de papel de ministério do governo FHC.

  12. Olá!

    O problema maior desse discurso petista, de que eles são/eram mais éticos do que os demais, consiste exatamente no fato de que o PT, até então, não tinha sido situação em um cargo que reúne tantas contradições e complexidade como é a presidência do país.

    Eu não nego que houve ganhos sociais no governo Lula, mas considero que esses ganhos só foram possíveis a partir do momento em que os petistas largaram aquele discurso bravateiro (acabar com o Plano Real, declarar moratória da dívida, reestatizar empresas privatizadas, não fazer um governo assistencialista e etc.) e deram uma guinada em direção ao programa de governo dos tucanos. Isso é inegável.

    O PT que assumiu a presidência da república em 2003 é um PT mais civilizado — apenas em parte, pois ainda abriga forças das mais retrógradas em seu íntimo (vide as últimas declarações do Marco Aurélio Garcia e o PNDH3) — do que aquele de oposição dos anos FHC.

    Essa melhora não ocorreu por livre e espontânea escolha dos petistas, mas, sim, pelo fato de que, se continuassem a ser o PT de sempre (aquele PT que oferecia alternativas até mesmo para a compra de papel dos ministérios de FHC, ainda que nada dissesse sobre algo plausível em termos de programa de governo), dificilmente chegariam à presidência. Não há documento melhor que comprove esse meu argumento do que a famosa “Carta Ao Povo Brasileiro”. Carta essa que me pareceu mais um mea culpa tardio, algo no estilo “a gente esbravejou, escorraçou, bateu, mentiu, denegriu, sacaneou, enlameou e etc., mas quando a gente for governo, a gente promete fazer tudo igual a isso tudo que tá aí!”.

    Essa foi mais uma façanha do Plano Real: Conseguiu colocar um pouco de civilidade até mesmo em um partido como o PT, que dá refúgio às forças mais politicamente atrasadas neste país. Não são todos os dias que uma decisão de cunho econômico consegue trazer mais civilidade para gente desse naipe.

    Isso aqui vale um comentário:

    “O PT era muitas vezes doidivanas na oposição, mas não dá pra negar: oferecia uma outra opção até para a compra de papel de ministério do governo FHC.”

    É um argumento que, acima de tudo, nos dá um panorama do baixíssimo nível que era (é?) o PT na oposição. O PSDB não tem a seu serviço os “movimentos” “sociais” (MST, EducAfro, “universitários”, UNE, sindicatos, esquerda radical e etc.) que o PT possui à sua disposição. Movimentos esses que são, na realidade, um exército de idiotas úteis a serviço do proselitismo esquerdo-petista e que o PT vendia (e ainda vende) como representantes da sociedade civil. Aliás, foram esses “movimentos” “sociais” que representaram a sociedade civil na elaboração do PNDH3. A verdade é que o PNDH3 é o “Arbeit Macht Frei” do PT: Um exemplo do mais puro cinismo esquerdo-socialo-comunista sob o disfarce de defender os direitos humanos.

    Nos anos FHC, havendo sido feita a coligação entre PSDB, PFL/DEM e PMDB, suspeito que os petistas se viram como minoria da minoria no congresso, uma minoria mais insignificante do que representa hoje o PSBD-DEM-PPS. Daí que só restasse uma alternativa ao PT: Espernear! Gritar! Esbravejar! Sujar!

    Não é a toa que era frequente o PT colocar nas ruas os “movimentos” “sociais”, batedores de latas e demais paneleiros sempre que perdia no congresso alguma decisão que os petistas consideravam importante. O PSDB-DEM-PPS não dispõe dessa “militância”, já que quase todos receberam algum afago bancado com o dinheiro público e/ou tiveram alguns pontos da sua agenda utópica posta em prática, mesmo que em parte. Ainda que eses “movimentos” “sociais” não tivessem sido arrebanhados pelo governo Lula, seria praticamente impossível vê-los unidos ao PSDB-DEM-PPS para fazer
    oposição, até mesmo pela natureza retrógrada que muitos desses “movimentos” possuem.

    Quanto ao PT e seus 30 anos de existência… É um partido que chega aos 30 anos mais enfraquecido. Teve que expurgar antigos companheiros quando estes não mais eram necessários enquanto idiotas úteis do petismo e acabaram politicamente aniquilados pelo próprio PT pelo simples fato de terem discordado e mostrado sinais de que poderiam causar ao PT os mesmíssimos “sofrimentos” que o PT tanto causou aos seus adversários (o PSDB que o diga!). Vai para as próximas eleições representado por uma candidata sem nenhuma história no partido e que fez alguns dos membros históricos engolir brasa e/ou irem para o exílio.

    Talvez, essa falta de alguém historicamente ligado ao PT para representá-lo nas próximas eleições tenha alguma relação com o que o Gilberto de Carvalho disse sobre o vício da corrupção que o partido adquiriu: Tendo as principais figuras do alto escalão do partido sido consumidas pela corrupção, não restou outra saída para o Lula e chegados a não ser inventar um sucessor e disso saiu Dilma Roussef. Triste.

    Até!

    Marcelo

  13. fk said

    Ufa, quanta coisa! Vamos lá:

    Sim, o PT surfou a onda econômica da era FHC, mas o bolsa-família, ainda que tenha sua gênese em projetos sociais do FHC, tem algumas mudanças substanciais que não podem ser tiradas da seara petista -eu prefiro lulista-, como por exemplo a abrangência e a maneira localizada que o serviço funciona, com parâmetros muito bem definidos.

    O PT é um partido que, inegavelmente, sempre teve um movimento de base muito forte. Por isso, abarcava amplo espectro da esquerda, desde aquela mais retrógada até aquela mais antenada, digamos, com o mundo pós-muro. Nesse sentido, era uma experiência muito saudável. Não sei bem quando o PT começou a alijar sua base, fingindo que a ouvia, mas, na verdade, sendo dirigido por uma cúpula. Chuto que foi com a chegada do chamado “Campo Majoritário” ao poder do partido -leia-se José Dirceu. Aí ele calou os radicais e adotou um pragmatismo meio suicida -não pela Carta, mas pelas escolhas posteriores.

    Eu discordo com vc sobre o PT ser uma opsição gritalhona porque estava isolada. O PT sempre teve o tamanho exato do PSDB, basta ver os números das votações petistas. Tinham legitimidade para fazer a tal oposição. Falaram muita porcaria, mas falaram muita coisa interessante, principalmente sobre reeleição e privatização -sobre o processo, é claro.

    A questão dos movimentos vem daquilo que eu falei sobre as bases. Hoje, vejo que há muitos movimentos sociais que se desvencilham do PT, mas não dá pra dizer que aquele que vão ou foram pra rua sejam paus mandados. Alguns são, outros não.

    Seu diagnóstico sobre o PT atualmente é perfeito.

    Agora, esquerdo-socialo-comunista??? Aí não dá! Isso não quer dizer nada! É frase de efeito vazia. Conceitos, meu caro, vamos nos ater aos conceitos!

  14. fk said

    Ah, e essa do PNDH-3 ser o “arbeit macht frei”…menos, menos…

  15. Olá!

    Alguns esclarecimentos ao colega Fk.

    “Agora, esquerdo-socialo-comunista??? Aí não dá! Isso não quer dizer nada! É frase de efeito vazia. Conceitos, meu caro, vamos nos ater aos conceitos!”

    Eu gosto de fazer esses “neologismos” para me referir às esquerdas. Como não existe uma palavra capaz de se referir a todas elas ao mesmo tempo, eu criei esse termo que utilizo por aqui.

    “Ah, e essa do PNDH-3 ser o ‘arbeit macht frei’… menos, menos…”

    “Arbeit Macht Frei” era a frase que havia sido escrita na parte superior do portão de entrada do campo de concentração de Auschwitz (e de outros campos desse tipo também). Uma tradução livre dessa frase poderia ser “O Trabalho Liberta”. Considerando o que occoria dentro desses campos e as atrocidades generalizadas a que eram submetidos os seus internos, ter uma frase dessas sobre o portão de entrada não passa do mais puro cinismo.
    É um exemplo arquetípico de cinismo.

    Eu vejo o PNDH3 como um exemplo de cinismo ao estilo “Arbeit Mach Frei”: Disfarça, sob o pretexto de defender e garantir os direitos humanos, uma vontade há muito “latente” dentro da esquerda por revanche em relação aos militares restantes da época da ditadura, além de ser um manual de como implodir a democracia que temos.

    O objetivo principal do PNDH3 não são os direitos humanos. É apenas um instrumento através do qual uma agenda recheada de velhacarias esquerdo-comuno-socialo-petistas
    pretende ser posta em prática.

    Vale lembrar que esse PNDH3 estabelece uma tosca “Comissão da Verdade”. Logicamente que essa verdade nada tem a ver com buscas isentas pelos fatos, mas, sim, de colocar contra a parede os antigos rivais que ousaram desafiar as esquerdas de então.

    O que os ideólogos da “Comissão da Verdade”, convenientemente, se esquecem é que a guerrilha esquerdista daquele período também torturou, prendeu e matou.

    Portanto, me digam: Qual moral terroristas têm para julgar torturadores? Qual moral terroristas têm para escrever sobre direitos humanos? Gente que participou de assalto a bancos, sequestros e que colocou bombas em banca de jornal e em aeroportos quer escrever sobre direitos humanos como, por exemplo, o direito à vida? Sem dizer que esse mesmo PNDH3 versa sobre a legalização/descriminalização do aborto. Bah!

    Cinismo ao melhor estilo “Arbeit Mach Frei”: Por fora finge defender os direitos humanos, mas, por dentro, mostra abertamente a que veio: “Punir” apenas os torturadores de um dos lados, protegendo, convenientemente, os torturadores e terroristas com afinidades ideológicas e/ou de ligações históricas com os idealizadores desse troço. O que essa gente se esquece, é que a esquerda também desrespeitou os direitos humanos nessa época, daí que não teriam moral nenhuma para escrever sobre esse assunto.

    Até!

    Marcelo

    P.S: Pax, apague, por gentileza, o meu comentário #15. Saiu com a formatação errada.

  16. Chesterton said

    Alguem lembra da oposição desenfreada do PT ao plano real? É ético se apropriar da autoria de um plano que combateu ferozmente antes?
    Tudo que é bom no governo Lula não é novo, tudo que é novo, não é bom. O PNDH é uma tentativa de implementar algumas das ideias pré Carta ao Povo Brasileiro no atual governo.
    Como se alguem lá dentro dissesse: ” Já que não fizemos M na entrada, faremos na saída”.

  17. Pax said

    Esclarecendo: apaguei a pedido do autor o comentário número #15. Agora o atual #15 era o antigo 16.

  18. Olá!

    Encontrei aqui um vídeo contendo excertos de reportagens da época de implantação do Plano Real (1993-1994). Vejam neste link.

    URL direta:

    Hehehehehehehehe!!!!! Nos trecho que vai de 4:00 a 4:20 aparece o Lula falando algo assim:

    “O PT tem umaa avaliação de que esse plano econômico é um estelionato eleitoral […].”

    Quem diria que esse “estelionato eleitoral” seria o principal fator para que o governo Lula pudesse colher os frutos que hoje colhe.

    No trecho que vai de 4:30 a 5:00 há um breve “debate” entre o bravateiro Lula e FHC, que aproveita para dizer umas boas verdades na lata do petista, um prelúdio dos altos custos que o PT e suas bravatas trariam ao Brasil. Lula queria saber se a economia resistiria no longo prazo. Hehehehe!!

    Outros episódios memoráveis:

    A infame “entrevista” de Rubens Ricupero e sua tosca frase: “Eu não tenho escrúpulos: o que é bom a gente fatura, o que é ruim a gente esconde”. Tudo transmitido pela Rede Globo, principal elo do tal “Partido da Imprensa Golpista”, segundo os esquerdo-petistas. Resta saber se ela foi golpista por ter feito isso.

    Ciro Gomes assume o cargo de ministro da fazendo e que, finalmente, lhe daria projeção nacional. Com o passar do tempo, ele soube retribuir essa oportunidade aos seus antigos colegas de partido. Serra que o diga.

    Até!

    Marcelo

  19. Chesterton said

    “Sem sombras de dúvidas, a casa é o lugar mais sagrado onde a gente tem condição de construir uma coisa que protege cada um de nós e que faz com que cada um de nós não esteja sozinho no mundo, é a primeira coisa que é a família”.

    chest- alguem aí me conta como é que uma pessoa que se expressa dessa maneira pode pretender ser presidente de um país como o nosso?

  20. Mona said

    Gente,
    já li muita coisa acerca da história do PT, tendo como marco os seus 30 anos. Se vocês me permitem, vou postar o que o Reinaldo Azevedo escreveu a respeito. Eu sabia de seu histórico trotskista, mas não sabia que ele já havia sido filiado ao partido em seus primórdios. Como tal, ele nos dá uma boa visão acerca das forças que confuíram para formar o partido e o que o embalou em seus primeiros anos. Lógico, que seria ótimo que aqueles que adoram criticá-lo pudessem aqui apontar as possíveis falhas fáticas e/ou interpretativas, num estilo hermenáutico (alô, Hermê, apareça!!!). Naquilo que eu sei acerca do PT e dos petismo (bons tempos, aqueles da faculdade…), a narração tem toda a coerência. Lembro que eu e TODOS os meus amigos éramos de esquerda, mas que a gente não se sentia à vontade no meio da turma do PC do B ou do PCB, porque o pessoal era meio pesadão, com um discurso fechado, militar. Já a turma do PT era alegre, libertária, jovem, com jeito de algo novo e ainda não-definido, não-acabado. Bem parecido com o que todos nós éramos aos 18, 20 anos.
    Lá vai o palavreado do ômi:

    MENINOS, EU VI! TRINTA ANOS: O PT DESDE O FIM
    quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010 | 7:31

    É longo, com um pouco de história pessoal. Vamos lá?

    O PT completou 30 anos ontem. Fiz parte da leva inicial de filiados, então com 18 anos. Pertencia a uma agremiação trotskista desde os 14 que costumava se reunir numa casa ao lado de uma igreja, dentro de uma favela, lá em Santo André. Esses padres… Já contei parte dessa história aqui. Achávamos, os do meu grupo (que se integrou ao PT, mas mantendo sua identidade), que Lula não passava de um pelego oportunista. Foram muitas as reuniões a partir de 1978 para decidir se o “camarada” era revolucionário ou não. Na parte da frente da casa, churrasco para o caso de ter de enganar a polícia; nos fundos, muita “discussão política”… Eu, com essa propensão ao radicalismo, vocês sabem, não tinha dúvida: “É pelego!” Quando me filiei, no fim de 1980 ou começo de 1981, entre os 18 e os 19 anos, comecei a militância legal numa coisa chamada “Núcleo do Centro” — referência ao “Centro de Santo André”.

    O PT tinha uma conformação, vamos dizer, leninista, de “células”: nas empresas, nas escolas, nos bairros… Para ter voz e voto no partido, forçoso era participar de um “núcleo”. Hoje, acho que basta pagar mensalidade, não sei. Celso Daniel, do MEP (Movimento de Emancipação do Proletariado), criou o tal “Núcleo do Centro” em companhia de sua então namorada, Mirian Belchior, hoje gerentona do PAC. A esquerda sindical e a Igreja tinham um grande peso no PT. Celso era uma alternativa um tanto mais, como chamarei?, urbana e intelectualizada para a “meninada” que vinha da militância estudantil.

    Éramos hostilizados — muito por causa do nosso sectarismo — como o pessoal “da barba e bolsa”. Isto mesmo: barba comprida e bolsa de couro cru. Vocês sabem que sindicalistas não gostam muito desse negócio de “meninos do MEP”, né? Não para fazer política… Então a gente dava cotoveladas e chutes lá no Núcleo do Centro. Celso se candidatou à Prefeitura em 1982 e perdeu. Elegeu-se em 1986. Eu já estava fora do partido desde a eleição anterior. Elegeu-se de novo em 1994, foi reeleito em 1998 e assassinado em janeiro de 2002, no último ano de mandato, quando já era considerado o principal coordenador da campanha de Lula à Presidência. Antonio Palocci tomou o seu lugar.

    Viram? O Núcleo do Centro foi mesmo um sucesso. Deu à luz a super-secretária Mirian Belchior, depois gerentona do PAC; o três vezes prefeito, coordenador da campanha de Lula e cadáver mais insepulto da República, Celso Daniel… E eu!, um dos “bobos” da turma: estava fora do poder em 1981 e, felizmente, estou fora até hoje. Quem continuou na esquerda se deu bem — isso exclui, é claro, o próprio Celso, que, à época, liderava todos nós, mas acabou se dando mal por razões até hoje insondáveis. Ou sondáveis, mas silenciadas sob outros sete cadáveres.

    Personagens e um tantinho de sociologia
    Ao fazer uma narrativa com memória pessoal, listei as três correntes que se juntaram para criar o PT: a esquerda católica das então poderosas Comunidades Eclesiais de Base, os sindicalistas do ABC Paulista e os trotskistas e leninistas, muitos deles vindos do exílio, que não aceitavam, no processo de redemocratização, a liderança do Partido Comunista Brasileiro, pró-Moscou, ou dos “populistas” pré-1964, como Leonel Brizola e Miguel Arraes. Sim, meus jovens, os petistas de 1980 hostilizavam abertamente essas duas figuras. Stalinistas como Dilma Rousseff, por exemplo, foram descobrir o PT bem mais tarde. Ela, por razões familiares, preferiu se aninhar no brizolismo.

    Só para dar mais um temperinho: havia as organizações clandestinas stalinistas também, como o MR-8, no qual militava Franklin Martins, e o PC do B. Essas correntes, especialmente no movimento universitário, consideravam o PT “reacionário”, dotado de um grave “desvio pequeno-burguês” e cria do general Golbery do Couto e Silva. As greves dos metalúrgicos do ABC forjaram a liderança de Lula, que foi feito líder máximo do novo partido. As esquerdas marxistas da legenda lastimavam um tanto a sua repulsa à teoria política, mas consideravam que ele era importante para “fragilizar a ditadura”, ampliar as “conquistas democráticas”, até que se pudesse chegar ao “socialismo”… O primeiro lema do PT foi “Terra, Trabalho e Liberdade”.

    Alguma novidade
    O PT representou alguma novidade na luta política? Ele, na verdade, nascia de uma novidade, que era a modernização do país efetivada pelo regime militar, que havia criado no ABC um proletariado “enriquecido”, que almoçava aos domingos nos restaurantes da chamada “rota do frango com polenta”, podia comprar um carrinho, televisão, eletrodomésticos etc e começava a sofrer com o descontrole inflacionário — lutávamos contra a “carestia”. Mas sabíamos que era um “pretexto”. A nossa luta imediata era contra a “ditadura militar”. Delfim Netto, hoje conselheiro de Lula, era o nosso grande Satã.

    A novidade do PT era a mobilização daquela categoria que não costumava participar do processo político. Lula entendia a sua linguagem e era francamente hostil à presença de não-trabalhadores nas lutas sindicais. Em 1979, tinha dado uma entrevista à Playboy quase repetindo o que diziam os militares: lugar de estudante é na universidade… Mas sigamos. Os intelectuais do partido já haviam abraçado a tese de que a democracia não era só um valor tático para o PT: ela deveria ser mesmo um valor universal — há um texto a respeito, do gramsciano Carlos Nelson Coutinho. O petismo pretendia juntar, como se fosse possível, “socialismo com democracia”, “socialismo com liberdade”. Com essa, vamos dizer, “provocação”, cutucávamos os stalinistas, os comunistas pró-Moscou e até os cubanófilos.

    Amálgama curioso
    O PT nasceu desse amálgama curioso. De um lado, havia uma manifestação escancaradamente antiintelectualista, que vinha do movimento sindical e muito especialmente de Lula, que tinha horror à teoria política. Ilustro: em 1982, ele disputou o governo de São Paulo. O então candidato do PDT, Rogê Ferreira, uma boa alma, perguntou-lhe num debate o que, afinal, era ele: socialista, comunista, corporativista… Lula, com ar enfezado, cenho fechado, disparou: “Sou torneiro-mecânico”. Eu já estava com um pé e meio fora do partido. Pensei: “Que boçalidade!” No estúdio, a gargalhada — CONTRA ROGÊ, um socialista de Brizola — foi geral, com aplausos. EIS O NOSSO BRUTO AMOROSO E SINCERO!!!

    Ao antiintelectualismo dos sindicatos, que mandavam e mandam no partido, juntava-se outra vertente, justamente a dos intelectuais, que passaram a produzir “teoria para o partido”, em associação com parte da esquerda que voltara do exílio. Nomes como Marilena Chaui, por exemplo, eram saudados como representantes de um pensamento não-dogmático — socialista, mas libertário, anti-soviético —, que ousava pensar e politizar questões que estavam fora do eixo de preocupações das esquerdas ditas ortodoxas: o feminismo, o homossexualismo, as drogas, o aborto etc. Os stalinistas chamavam Marilena por nomes impublicáveis; nós a defendíamos… Os stalinistas nos acusavam de gostar de maconha e suruba. Nós dizíamos que eles faziam sexo sem tirar as meias… Sobrava tempo até para ler um pouquinho. Considerando que ainda havia uma ditadura no país, até que o ambiente era bem descontraído.

    Foram os leninistas que voltaram do exílio e os intelectuais uspianos que conferiram aos sindicalistas o verniz moral socialista-libertário. Não que, àquela altura, alguém no partido — exceção feita a nós, os representantes dos grupelhos — falasse em luta armada ou imaginasse tal circunstância. Numa entrevista, indagado a respeito, Lula afirmou que, sim, o partido até poderia recorrer às armas se ganhasse eleições e fosse impedido de tomar posse. Huuummm… Bem, era um partido da ordem, né?

    A luta sindical se confunde com batalha corporativa; o “socialismo com liberdade” dos intelectuais era uma abstração; alguém precisava fornecer um motivo para a GESTA, PARA A LUTA. E isso era dado pela esquerda católica, que emprestava, sem nenhuma vergonha teológica, a idéia da justiça divina à luta política. Isto: os trabalhadores deveriam aderir àquela causa por uma questão de justiça de Deus e de justiça dos homens.

    E todos concordavam que se chamava “Partido dos Trabalhadores” porque deveria ser um partido só DE trabalhadores, que disputaria eleições, sim, mas sem “burgueses” e sem fazer aliança com os “partidos da ordem”. Parte do que certa extrema esquerda diz hoje era o ideário petista de 30 anos atrás. Ao menos era esse o discurso de mobilização.

    Acelerando o tempo
    Há dois dias, Marco Aurélio Garcia, o Rei do Tártaro, pôs as três cabeças de Cérbero para pensar e concluiu que as TVs a cabo são tão devastadoras para a nossa independência moral e espiritual quanto a Quarta Frota Americana que vigia o Atlântico. Pedindo aos presentes que não menosprezassem a “estupidez humana” (ora, MAG, que é isso? A gente não menospreza!), falou sobre a suposta prevalência dos valores da “direita” e do “discurso capitalista” e defendeu uma espécie, segundo entendi, de revolução cultural de esquerda, que possa recuperar os valores do socialismo.

    Como sabem, há tempos os petistas não se ocupavam dessa palavrinha mágica. Entre uma costura e um tricô com José Sarney, Renan Calheiros e outros patriotas do PMDB, o socialismo foi ficando para as calendas. Os sindicatos, tão práticos desde aquelas priscas eras — como Lula, que socialista nunca foi — nada hoje no patrimônio fabuloso dos fundos de pensão. Os capas-pretas do petismo se tornaram interlocutores e facilitadores de negócios dos grande capital, nacional e multinacional, e se oferecem como garantia de estabilidade das regras.

    Ensaia-se até mesmo um movimento que bem poucos considerariam possível até, sei lá, 2002: os petistas estão fazendo o discurso do medo. Paulo Bernardo, que vem do sindicalismo (bancário) afirmou que o PSDB deveria fazer uma “Carta aos Brasileiros”. Aquela escrita pelo PT em 2002 era uma jura de amor às regras do mercado e uma tentativa de tranqüilizar o setor financeiro. É isto: o PT está dizendo que um candidato tucano pode intranqüilizar os companheiros dos bancos.

    O partido que avançou
    Num artigo escrito na VEJA, que já citei aqui, Mailson da Nóbrega foi preciso: o PT não mudou o Brasil, mas o Brasil mudou o PT. Lula é, sabe-se, um homem de sorte. E teve a sorte de não ser eleito em 1989, 1994 e 1998. Na primeira disputa, o partido ainda recusava a aliança com os “burgueses”. O PT cometeu a brutalidade de recusar o apoio de Ulysses Guimarães. Em 1994, o PT queria acabar com o Real, estimulado pelo gênio de Aloizio Mercadante e pela contenção verbal de Maria da Conceição Tavares. Em 1998, o PT continuava a querer acabar com o Real, superestimando a crise cambial e tomando-a como prova dos noves de que sempre estivera certo. Em 2002, Lula deixou aquela conversa mole de lado, fez uma campanha baseado mais na simbologia da virada, de um novo tempo, e manteve o que herdou.

    A desconstrução a que submeteu o governo Fernando Henrique Cardoso fica para outro texto. O que interessa neste é demonstrar que, no que teve de pensamento econômico — muito pouco, quase nada —, não há no PT que aí está nem resquício daquele do passado. Quando MAG põe seu Cérbero a serviço do socialismo, ele está falando de outra coisa. Assim, Mailson está certo: o PT pegou um país mudado e teve de mudar. Ou daria com os burros n’água. Mudou ele próprio porque já não tinha como mudar o Brasil de acordo com seus delírios utópicos. Nesse estrito sentido, o partido avançou.

    O partido e sua natureza
    Mas o partido também regrediu —- ou, melhor, revelou a sua natureza. Aquele amálgama de correntes distintas, às vezes contraditórias, chegou a ter, acreditem, um certo charme libertário. Sim, é verdade: lutava-se contra os valores “da ditadura”, “da burguesia”, “dos reacionários”, “dos conservadores”… Os trotskistas ao menos mangávamos um tanto do primitivismo dos “sindicaleiros” e “igrejeiros”, mas acreditem: coisas como “controle dos meios de comunicação”, “censura” e afins eram absolutamente impensáveis. Ao contrário até: os países comunistas, inclusive Cuba, eram hostilizados por parcelas expressivas dos petistas. Muitos de nós andávamos com adesivos do Sindicato Solidariedade, da Polônia…

    Mas o tempo se encarregou de lembrar a matéria de que eram feitas, afinal, as esquerdas. Em 1989, o PT já havia aparelhado boa parte dos sindicatos, invertendo o fluxo. Não eram mais os sindicalistas que se reuniam para fazer um partido, mas um partido que se reunia para tomar sindicatos. Virou força hegemônica na área. A derrota para Collor excitou a imaginação dos estrategistas gramscianos. Era preciso ocupar postos-chave no Estado, e isso começou a ser feito por meio da luta sindical nas estatais e do aparelhamento puro e simples do estado: o representante da CUT no FAT no começo dos anos 90 era, ninguém menos do que o notório Delúbio Soares. E houve denúncias de uso irregular do Fundo na campanha do partido em 1994.

    Quando chegou ao poder, em janeiro de 2003, já não existia mais nada daquele partido um tanto anárquico. O que se via era uma máquina sindical gigantesca, que se alimentava do próprio estado. No governo, recorreu a todos os mecanismos de cooptação que antes combatera — o que fez a sua fama de ético, especialmente por intermédio de seus “infiltrados” na imprensa — e se organizou, e assim está organizado, para tomar o lugar do próprio estado e da sociedade.

    A luta pelo socialismo, hoje em dia, tornou-se sinônimo, acreditem, da luta pela ditadura. Seu golpismo não é do tipo escancarado, bolivariano, mas vai se dando com a tomada paulatina e contínua das instituições do estado. Assim como o socialismo real descobrira lá atrás que não se faz omelete sem quebrar os ovos (Dilma quebra, mas a omelete não sai…) — frase com que a mulher de um poeta russo definiu o método de Stalin —, o PT descobriu que não se faz petismo sem quebrar a espinha dos valores democráticos que norteiam uma sociedade de mercado — entre eles, estão a liberdade de expressão, a liberdade de imprensa e a independência entre os Três Poderes.

    A “democracia como valor universal” desapareceu de seu horizonte em favor de uma “democracia como valor aplicado”, que só se realizaria por intermédio das instâncias do partido e de suas franjas, como os chamados movimentos sociais. Estes, não raro aparelhos sustentados direta ou indiretamente pelo dinheiro público, anseiam usurpar a representação política e seu ordenamento jurídico, tomando o lugar do Legislativo e do próprio Judiciário, como está evidenciado, por exemplo, no “Programa Nacional-Socialista dos Direitos Humanos”.

    Absolutamente à vontade no mundo do capital que antes repudiava — o fato de José Dirceu ser hoje um bem-sucedido “consultor de empresas privadas” é um emblema quase anedótico daquilo que se tornou o PT —, resta evidente que o partido desistiu do socialismo. Mas também é evidente, dado o conjunto da obra, que não desistiu da ditadura. Ditadura do proletariado? Não! É a ditadura da nova classe social, que há muitos anos chamei, ainda bem mocinho, de “burguesia do capital alheio”.

    Porque acompanhei essa história desde o início, digo, tomando-a agora desde o fim, que resistir às investidas do PT é um dever moral de quem quer que se saiba um democrata. Porque a democracia é mesmo um valor universal.

  21. Pax said

    Mona,

    Desculpe-me, mas não consegui chegar ao fim de mais um texto anacrônico do Reinaldo Azevedo. Respeito teu direito de gostar do cara, mas me permito discordar completamente que Reinaldo ou Paulo Henrique Amorim façam qualquer bem ao estégio atual da nossa democracia.

    E vou um pouco mais longe, ou o Serra agradece esse cabo eleitoral, ou o tiro sairá pela culatra. Sinceramente acho que é ruim. Sonho em ter no Brasil situação e oposição fortes, combativas. Um acaba ajudando o outro, exigindo do outro.

    E aí aparecem esses oportunistas, os sub do sub como falamos em outro post passado, gente que se acha dono de todas as verdades, de toda a situação, que precisa fazer a cabeça dos brasileiros, precisa mostrar “as verdades”. E essas verdades só olham para um lado, esquecem de ver as que estão ao seu lado e precisam ser revistas também. E aí a credibilidade vai por água abaixo. Não só pelo absoluto relativismo que negam até a morte, mas, mais que isso, por uma histeria anacrônica improdutiva de todo.

    Quantas vezes já disse que não leio esses caras no meu cotidiano exatamente para tentar alguma saúde?

  22. Mona said

    Pax,
    Desculpa. É realmente chato a gente trazer um penetra que não é do gosto do dono da casa.

  23. fk said

    Até que esse texto não é dos piores, tirando uma ou outra maluquice habitual.

    Só não trás nada de novo.

  24. Pax said

    Mona,

    Não é uma questão de gosto. É uma questão de saúde e objetividade.

    Imagina se a gente faz um blog que coloque de um lado a versão do Reinaldo e de outro a versão do Paulo Henrique Amorim.

    Onde a gente iria chegar?

  25. Pax said

    Aliás, o que realmente me interessa neste post é: O Gilberto de Carvalho toca num ponto nevrálgico do PT, independente de qualquer ideologia, na medida que acredito que todos que aqui frequentam são democráticos e entendem que qualquer ideologia tem direito de existir.

    E, então, independente de ideologias (o DEM tem seu mensalão, o PSDB tem o seu e o PT tem o seu), o braço direito do Lula afirma, com uma enorme coragem, que o pior que aconteceu com o partido foi cair no vício da corrupção.

    Não é qualquer um, é o braço direito do Lula. E a coragem, também, não é para qualquer um.

  26. Mona said

    Querido Pax,
    No que se refere ao PHA: aquilo ali é puro deboche!
    No que se refere ao Rex, concedo-me o direito de ficar caladinha, pianinho, quase que nem respirando (hehehe).
    Mas, voltando ao tema do post, a que você atribui essa “confissão” do Gilberto? À busca de um novo discurso – ou a retomada do discurso ético original do PT – visando o eleitorado que sente saudade do partido em seus primórdios (tão bem descrito pelo RA – ops! perdão…)?

  27. Pax said

    Mona, retribuo o querido com um querida, sim. É verdade.

    Mas, vamos lá.

    Você fala do tio, agora, tenta me mostrar onde, por exemplo, ele discursa tão prolixo como o exemplo acima, que o José Roberto Arruda foi considerado até pouco tempo atrás o melhor candidado à vice na chapa do Serra, caso o PSDB entendesse que deveria dividir com seu maior aliado a chapa para outubro?

    Ele já falou sobre isso, por exemplo?

    Então, como não sei e acho que não falou, entendo que é tão pândego como o PHA, ou seja, escrevem escrevem escrevem e a gente não deve dar lá muito crédito.

    Com relação ao Gilberto de Carvalho não sei quais foram suas motivações, só posso dizer que, de novo, vindo do assessor mais direto de Lula, é muito relevante.

  28. Chesterton said

    “mas me permito discordar completamente que Reinaldo ou Paulo Henrique Amorim façam qualquer bem ao estégio atual da nossa democracia.”

    chest- Pax, primeiro, nivelar os 2 é truque bobo, segundo, vamos censurá-los? Como pode você fazer valor do que é bom ou ruim para qualquer estágiod e qualquer democracia uma vez que acha o discurso de uma pessoa maléfica? Democracia é isso mesmo, talvez você não goste disso, mas então não gosta de democracia.

  29. Chesterton said

    Essa história do Arruda ser vice de Serra foi plantada. Me de seus links.

  30. Chesterton said

    Olhem com quem Arruda anda

    Lula está pesaroso com a prisão.

  31. Pax said

    Quem disse que era para censurá-los? Eu disse que não os leio, para o bem da minha saúde.

    Quem disse que o Arruda seria o vice do Serra foi a Lucia Hipólito que não é nenhuma esquerdista. Globo News. Procure.

  32. Chesterton said

    sua saude não se confunde com demcoracia, isto é, o que é bom para uma não é necessariamente bom para a outra. engula suas palavras.
    Fotos valem mais que mil Hipólitas. Procure você, oras.

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