políticAética

Notícias da Corrupção, Desvios, Anomalias, Eleições e Meio Ambiente

  • Sobre o blog

    Uma coletânea das notícias da corrupção, desvios, anomalias, eleições e meio ambiente que aparecem na mídia todos os dias a partir de agosto de 2008.
  • Categorias

  • Arquivos

  • Páginas

  • Meta

Lula: meu governo é a essência da democracia

Posted by Pax em 19/02/2010

O Estadão fez uma longa entrevista com o presidente Lula. O diretor de conteúdo do Grupo Estado, Ricardo Gandour estava presente, claro.

Os principais pontos da entrevista, que você pode ouvir aqui, estão na notícia já disponível no site do jornal.

O meu governo é a essência da democracia.

O presidente Lula negou que tenha escolhido Dilma Rousseff como candidata presidencial com o objetivo de tentar voltar ao poder em 2014. “Ninguém aceita ser vaca de presépio e muito menos eu iria escolher uma pessoa para ser vaca de presépio”, afirmou Lula em entrevista exclusiva ao Estado.

Leia a notícia completa, clique aqui.

p.s.: à guisa de informação, Ricardo Gandour é o chefe do Pedro Doria, a quem este blog deve sua inspiração.

Anúncios

9 Respostas to “Lula: meu governo é a essência da democracia”

  1. Zéantonio Lahud said

    Pax,
    “”Vaca de presépio”,hummm…isso vai dar charge, piada, chacota. Você vai ver…

  2. Cleuson said

    “Essência da democracia”. Acho que o Lula não reconheceria democracia nem se ela batesse na cara dele. Aliás, ele diz que não quer voltar em 2014 pq aposta na eleição da Dilmovski. Se ela perder, ele volta em 2014.

  3. Zéantonio Lahud said

    Cleuson,
    mas quem fez a lei não foi o Lula, foi o FHC, portanto, se a lei permite que se candidate, não há nada de anti-democrático nisso. Se tivesse aceitado à proposta do terceiro mandato consecutivo, aí sim, a história seria diferente.
    Lula foi derrotado em três eleições e não o vi contestar o resultado das mesmas.

  4. Chesterton said

    Sabem quais são os países que lideram o ranking da corrupção? Justamente aqueles em que é mais forte a presença do estado na economia — vale para a Ásia, a África, a Europa, as Américas… A razão é escandalosamente óbvia: o agente público se torna fonte de criação de dificuldades e facilidades. Uma simples política tributária muito dura, amenizada por desonerações pontuais, torna-se fonte de corrupção quando menos moral: uma campanha publicitária para vender motocicletas, calculem, canta as glórias de Guido Mantega por causa da desoneração do IPI. Se a caraga tributária como um todo fosse mais baixa, não assitiríamos a tal absurdo.

    Volto ao estatismo. O sistema brasileiro de regulação é tecnicamente impecável. Sua execução política é que é vagabunda. Se as empresas concessionárias de telefonia, por exemplo, não estão cumprindo contratos e metas, que sejam punidas. Existem instrumentos para isso, não? Por essa razão, as agências reguladoras foram criadas para funcionar com independência. Quem as transformou num braço partidário e governamental foi o PT, foi Lula.

    Este senhor que fala de boca cheia sobre a necessidade da Telebras foi um verdadeiro pai para ao menos um pedaço da telefonia. Ou não foi Lula quem mudou uma lei só para adequar a legislação aos negócios, só para legalizar a compra da Brasil Telecom pela Oi? Atenção: a compra, então ilegal, se deu com apoio do BNDES!!!

    O “estado forte” à moda petista se traduz, como o demonstrado, na criação de dificuldades para oferecer facilidades. E sempre servirá de abrigo ao apparatchik petista. Quanto à nova “Telebras” propriamente, insisto que sinto de longe o cheiro de algo podre. Cedo ou tarde, saberemos o que é. E, mais uma vez, ficará demonstrado o jeito petista de governar.

    chest- Reinaldão, impecável para variar

  5. Zbigniew said

    Como diria o Giberto Marota lá no Nassif:

    Eu destacaria esses dois grandes momentos de real politik:
    “O exercício da democracia exige que você faça política em função da realidade que vive. O Collor foi eleito senador pelo voto livre e direto do povo de Alagoas, tanto quanto foi eleito qualquer outro parlamentar. Ele está exercendo uma função institucional e merece da minha parte o mesmo respeito que eu dou ao Pedro Simon, que de vez em quando faz oposição, ao Jarbas Vasconcelos, que faz oposição. Se o Lula for convidado para determinadas coisas, não irá. Mas o presidente tem função institucional. Portanto, cumpre essa função para o bem do País e, até agora, tem dado certo. Fui em uma reunião com a bancada do PT em que eles queriam cassar o Sarney. Eu disse: muito bem, vocês cassam o Sarney e quem vem para o lugar?”
    “Hipoteticamente, vocês acham que o PSTU ganhará eleição com o discurso dele? Vamos supor que ganhe, acham que governa? Não governa.” (vale tb para PSOL, PV, da mesma forma que para o PT em 89, nas palavras do próprio Lula…)

    E, de quebra, essas duas lambadas na oposição:
    “Vou dar um número, pode anotar aí: cargos comissionados no governo federal, para uma população de 191 milhões de habitantes. Por cada 100 mil habitantes, o governo tem 11 cargos comissionados. O governo de São Paulo tem 31 e a Prefeitura de São Paulo tem 45.”
    “O que eu acho é o seguinte: o DEM governou aquela Casa durante 14 anos e a maioria dos atos secretos era deles. E eles esconderam isso para pedir investigação do outro lado. É uma coisa inusitada na política.”

    E aí arrematamos com o JPM:

    Simples, jocoso, conhece tudo de Brasil.

    ” A iniciativa privada faz…???… que faça!!!!

    Se não fizer, faço!”

    Algo assim, mas muito melhor.

    Gosta dele, do Brasil.

    Uma pequena e enorme diferença.

  6. Zbigniew said

    Acredito no Lula estadista. Essas palavras, ditas com simplicidade, sabedoria política e grandeza, confirmam cada vez mais esta crença:

    O sr. não vai defender a mudança dessa regra, de fim da reeleição com mandato de cinco anos?

    Não vou porque quando quis defender ninguém quis. Eu fui defensor da ideia de cinco anos sem reeleição. Hoje, com a minha experiência de presidente, eu queria dizer uma coisa para vocês: ninguém, nenhum presidente da República, num mandato de quatro anos, concluirá uma única obra estruturante no País.

    Então o sr. mudou de ideia…

    Mudei de ideia. Veja quanto tempo os tucanos estão governando SãoPaulo e o Rio Tietê continua do mesmo jeito. É draga dali, tira terra, põe terra.Eu lembro do entusiasmo do Jornal da Tarde quando, em 1982, o banco japonês ofereceu US$ 500 milhões para resolver aquilo. A verdade é que, para desgraça do povo de São Paulo, as enchentes continuam. Eu não culpo o Serra, não culpo o Kassab e nenhum governante. Eu acho que a chuva é demais. No meu apartamento, em São Bernardo, está caindo mais água dentro do que fora. Choveu tanto que vazou. Há dias o meu filho me ligou, às duas horas da manhã, e disse: “Pai, estou com dois baldes de água cheios.” Eu fui a São Paulo no dia do aniversário da cidade e disse que o governo federal está disposto a sentar com o governo do Estado, com o prefeito, e discutir uma saída para ver se consegue resolver o problema, que é gravíssimo. Não queremos ficar dizendo: “Ah, é meu adversário, deu enchente, que ótimo”. Quem está falando isso para vocês viveu muitas enchentes dentro de casa.

  7. Jorge said

    Não é a toa que o “cara” vai chegar aos 90% de aprovação. Nunca antes na história recente desse país um presidente foi tão claro em explicar, realmente, sua visão de país, partido e governo. E os reporteres ficaram quietinhos, quietinhos, quando ele revelou que, proporcionalmente, a prefeitura e o governo de São Paulo tem mais cargos de confiança que o governo federal. Alias, foi um silêncio total.

  8. Chesterton said

    o que é uma mentira.

  9. Zbigniew said

    Não necessariamente. A verdade é que apenas sob este aspecto, o de número de comissionados, quando se quer referir ao tamanho da máquina pública, fica superficial a discussão. Tem-se a questão dos terceirizados (principalmente!!!!), das transferências para as ONGs, fundações, etc. É bom lembrarmos também que, segundo estudo do IPEA (publicado no O Globo em 30/03/2009), “(…) o Brasil tem menos servidores como proporção do total de trabalhadores ocupados que todos os parceiros do Mercosul (Argentina, Uruguai e Paraguai), Estados Unidos, França, Espanha, Alemanha, Austrália, Dinamarca, Finlândia e Suécia. Além do que, na esfera federal, a maioria dos cargos comissionados são ocupados por servidores de carreira e não por indicação política.

Faça seu comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

 
%d blogueiros gostam disto: