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Notícias da Corrupção, Desvios, Anomalias, Eleições e Meio Ambiente

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    Uma coletânea das notícias da corrupção, desvios, anomalias, eleições e meio ambiente que aparecem na mídia todos os dias a partir de agosto de 2008.
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Mensalões Republicanos

Posted by Pax em 26/02/2010

O do DEM é o da moda. O governador preso, o vice renunciou, o Legislativo local contaminado e uma eventual intervenção que pode e deve levar ao questionamento da necessidade deste governo absolutamente apodrecido no DF.

O do PT empacado no STF. Vários de seus indiciados voltando às atividades como se nada tivesse acontecido e querendo que o passado seja esquecido. Mas sem vontade de esquecer os mensalões dos outros.

O do PSDB andou. O processo contra o senador Eduardo Azeredo está no STF por sua prerrogativa parlamentar, mas dos outros 14 indiciados, 11 serão julgados pela justiça comum em Minas Gerais, incluindo o Marcos Valério, elo que lembra o mensalão do PT.

De mensalão em mensalão, a gente vai para as eleições em outubro.

O único no xilindrõ dessa turma toda, José Roberto Arruda, pode renunciar e o STJ o solta, pois não representaria mais ameaça de obstrução do seu processo. Roubar pode, mas obstruir a Justiça não. É uma forma de leitura. Mesmo aplaudindo o STJ pela prisão do governador do panetonegate e ex-senador que abriu o sigilo das votações do Senado junto com o velho coronel ACM que não deixou saudades. Leia aqui no Estadão: Se Arruda renunciar ao cargo, STJ aceita soltar governador.

E na notícia abaixo a novidade do mensalão do PSDB.

Justiça de MG aceita denúncia contra acusados no chamado mensalão mineiro
Carolina Pimentel – Repórter da Agência Brasil

Brasília – A juíza da 9ª Vara Criminal de Belo Horizonte, em Minas Gerais, Neide da Silva Martins, aceitou hoje (25) denúncia contra 11 dos 14 acusados de envolvimento no chamado “mensalão mineiro” – esquema de desvio de recursos públicos para a campanha à reeleição de Eduardo Azeredo (PSDB) ao governo do estado, em 1998. Eles vão responder na Justiça Estadual pelos crimes de peculato e lavagem de dinheiro.

O senador Eduardo Azeredo vai responder ao processo no Supremo Tribunal Federal (STF) por ter prerrogativa de foro. Em maio do ano passado, o relator do caso na Corte, ministro Joaquim Barbosa, determinou que parlamentar respondesse aos crimes no Supremo.

Entre os citados estão o empresário Marcos Valério – apontado como articulador do esquema – e o ex-ministro de Relações Institucionais da Presidência da República Walfrido Mares Guia. A juíza rejeitou denúncia contra três acusados, alegando falta de elementos

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4 Respostas to “Mensalões Republicanos”

  1. A ética dos outros
    (de um remoto número da Caros Amigos)

    O falso moralismo é a seita pequeno-burguesa por excelência. Valores maleáveis, o pendor à autocomiseração e o caráter permeável a tentações mundanas proporcionam campo fértil para a proliferação dessa patologia comportamental baseada em hipocrisia, rancor e oportunismo.
    O moralista peçonhento ignora a legislação cotidianamente: sonega impostos, financia o contrabando e a pirataria, comete pequenos furtos e infrações de trânsito, lesa funcionários e clientes, corrobora o trabalho infantil e a pedofilia, suborna autoridades, deleita-se com a prostituição e o jogo ilegal. Enquanto isso, redimido pela escolaridade e pelo status profissional, brada horrores contra os governantes corruptos que o espelham. E impunes permanecem todos.
    O jornalismo oposicionista abraçou uma esquizofrenia de pregação religiosa adequada ao seu público-alvo. Os escândalos são obras do coisa-ruim barbudo, que a sociedade letrada purga com sacolejos e esgares, exorcizada pelo denuncismo histérico. Engasgado em bravatas, o fanatismo de conveniência fornece suporte emocional a veleidades autoritárias. A corrupção justificou todos os golpes da história republicana, mas sobreviveu a eles porque não passou de pretexto para derrubar adversários. Agradável no discurso, a moralidade é pimenta restrita aos olhos dos desafetos. Sempre que algum lunático ameaça tomar a plataforma legalista ao pé da letra, os espertos puxam-lhe o tapete, em nome das liberdades democráticas.
    A febre ética é pura demagogia, uma fachada para a agenda obstrucionista de políticos e jornalistas que até 2002 tratavam a safadeza como acidente do poder. A burguesia atuante, majoritariamente contraventora, fisgada pela consciência dolorida e embriagada de “irritado elitismo antiplebeu” (Eric Hobsbawn), aproveita para vingar-se do populacho impertinente que lhe escapou ao controle.

  2. Pax said

    Este artigo, caro Guilherme, me parece que poderia ter um outro título:

    Apologia ao relativismo

    Não admitir que há problemas é de uma “avestruzice” sem tamanho e uma vontade de não mudar nada nesse sentido. Ideia com a qual não compartilho um átomo sequer.

    A febre ética é pura demagogia, uma fachada para a agenda obstrucionista de políticos e jornalistas que até 2002 tratavam a safadeza como acidente do poder.

    O que esta frase quer dizer? Que a situação pode abandonar qualquer discussão sobre ética e moral porque os oposicionistas se fartaram da mesma forma? Se sim, então sugiro rasgar o Código de Ética do PT. Ou então colocar na bandeira do partido “O meu corrupto é melhor que o teu!

    Desculpe-me, mas não consigo concordar com uma vírgula do teu texto.

  3. Pax said

    Só para lembrar que existe, sim, o tal Código de Ética do PT e que ele foi revisado em Julho de 2009. Ao que me consta é a última revisão.

    Abaixo alguns de seus parágrafos do seu Artigo 3:

    IV – o respeito à moralidade administrativa, à coisa pública e à transparência na gestão de recursos públicos de qualquer natureza, e por conseqüência, o combate a práticas patrimonialistas e clientelistas nas relações com aqueles que exercem função pública;

    VI- o dever de denunciar, junto aos órgãos públicos competentes, ilícitos que impliquem em lesão à probidade administrativa, à igualdade de todos os cidadãos perante a lei, ao meio ambiente, ao
    patrimônio histórico, artístico e cultural do país, bem como aos interesses da coletividade em geral;

    X – a não utilização dos órgãos, da estrutura, e dos recursos partidários, para favorecimento de determinadas posições, correntes, tendências, candidaturas, ou grupos partidários;

    XII- zelar para que a captação e a destinação de todos e quaisquer recursos, inclusive os obtidos para o custeio de campanhas eleitorais ou para a disputa de cargos de direção partidária, a gestão financeira e a prestação de contas, sejam feitas de modo legal, adequado e transparente;

    XIII – o incentivo à filiação criteriosa de interessados, a partir de efetiva avaliação política, ética e ideológica da pessoa a ser filiada, e do seu real comprometimento com os princípios, regras e fins do Partido dos Trabalhadores, observadas as normas partidárias em vigor;

    XIV – a defesa e o respeito à imagem pública do Partido, de todos os seus os seus filiados, dirigentes e portadores de mandato, ressalvado o direito de divergência de idéias e a liberdade de
    expressão de posições políticas;

    XV – a apuração ou punição de infração ética de qualquer filiado, sem qualquer favorecimento em decorrência da sua condição partidária, de exercício de mandato, de função pública, ou de condição política ou pessoal de qualquer natureza;

    Brasília, 20 de julho de 2009.

    RICARDO BERZOINI – Presidente
    JOSÉ EDUARDO CARDOZO – Secretário Geral

  4. Zéantonio Lahud said

    Pax,
    Nós, brasileiros, temos uma imensa dificuldade em ver a coisa pública como pública, ou seja, nossa; estou careca de ouvir que o que é do governo não tem dono, ou mudamos esta visão ou ficaremos dando varada n’água. Não vejo uma revolta sincera e justa na maioria de nossa população, quanto à corrupção e o loteamento do Estado pelos governantes de plantão.

    Collor foi defenestrado e nada mudou, Arruda está preso e vemos uma tentativa de acordo do STF: se renunciar fica livre…veja onde chegamos. O PT, apesar de alguns inegáveis avanços, repete velhas práticas patrimonialistas que combatia duramente quando oposição. Lula nunca foi claro, na presidência, em suas declarações sobre o assunto, quando não, omisso.

    Deixei um recado pra vc lá no blog.

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