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    Uma coletânea das notícias da corrupção, desvios, anomalias, eleições e meio ambiente que aparecem na mídia todos os dias a partir de agosto de 2008.
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Dilma +5, Serra -5

Posted by Pax em 27/02/2010

Pesquisa Datafolha divulgada aponta que Dilma e Serra estão em empate técnico: Serra com 32% e Dilma com 28% das intenções de voto.

A margem de erro de 2% indica empate técnico, apesar da notícia no site da Folha dizer que não.

A diferença em dezembro de 2009 era de 14 pontos, agora é de 4.

Dilma cresce em intenção de voto e já encosta em Serra, diz Datafolha

Atualização: mais informações sobre a pesquisa no site Globo.com. E fica a observação que o Jornal Nacional não falou nada sobre o assunto. Impressionante.

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21 Respostas to “Dilma +5, Serra -5”

  1. Carlão said

    Pax

    O jogo mudou como era de se esperar. Dilma cresceu e encostou em Serra sem dúvida. Mas quanto ao alegado empate técnico Pax, o Datafolha tem razão. Não há empate técnico quando existem 4 hipóteses equiprováveis…sendo uma delas Dilma -2 e Serra +2. Nesse caso Serra estaria 8 pontos percentuais acima. O que também seria impreciso. Por isso a ressalva da FSP. Entendeu?
    Mas o que continua a surpreender é a rejeição das mulheres em relação à Dilma…por que será? Por que as mulheres rejeitam Dilma? Eu não sei. Eu apenas acho ela uma pessoa inexperiente e com baixa credibilidade.
    Abs.

  2. Carlão said

    Pax

    Mais uma informação sobre o alegado empate técnico:
    http://blogs.estadao.com.br/vox-publica/2010/02/27/empate-pode-ser-politico-mas-nao-e-tecnico/
    Para enriquecer o debate.

  3. Carlão said

    Pax
    Novamente o Alon comprovando que ainda existe vida inteligente no país.
    Seria o PT contra o PT? Sei lá.

  4. Carlão said

    Sorry o link é http://www.blogdoalon.com.br/2010/02/um-poco-de-bom-senso-2802.html

  5. Olá!

    Considerando os quatro cenários possíveis:

    C1 = (S+2 = 34) E (D+2 = 30)
    C2 = (S+2 = 34) E (D-2 = 26)
    C3 = (S-2 = 30) E (D+2 = 30)
    C4 = (S-2 = 30) E (D-2 = 26)

    S = Serra = 32%
    D = Dilma = 28%

    Admitindo que cada cenário é equiprovável a situação de Dilma melhora significativamente apenas em um dos quatro cenários (o C3) que tem uma probabilidade P(C3) = 1/4 = 25%.

    Em todos os outros, ela está em desvantagem e as probabilidades dos demais são nada agradáveis para Dilma: P(C1) + P(C2) + P(C4) = 3/4 = 75%. Ou seja: Dos cenários possíveis com a margem de erro, 3 em 4 estão a favor de Serra.

    Natural que Dilma cresça. Mas, vale lembrar, esses números poderão oscilar ao longo de todo o ano.

    Vamos esperar para saber o que o Ciro Gomes irá fazer com a sua candidatura. Ele estando fora da disputa, os números privilegiam Serra.

    Até!

    Marcelo

  6. Luiz said

    Até agora eu achava loucura os que levantavam a hipótese de Serra desistir da candidatura presidencial e ficar só na reeleição para o governo paulista.

    Já não acho mais. Se na metade para o fim de abril aparecerem pesquisas com a Dilma na frente é bem capaz dele repensar tudo.

    E aí, como eu ouvi em uma entrevista radiofônica do Ciro Gomes na sexta-feira passada, “as baratas voam”. Zera tudo.

    E aí periga acontecer o insólito: o PT querendo que o Ciro mantenha a candidatura para tirar votos do Aécio e forçar o 2º turno.

  7. Jorge said

    o que voces precisam considerar é: eleitores que dizem querer votar no candidato de Lula que não sabem que Dilma é esse candidato. O percentual é alto. Com a campanha, Dilma vai conquistá-los facilmente. Para mim Serra desiste e o Psdb vai com outro. Aécio ou FHC. Se Dilma disparar, Aécio passa a vez.

  8. Pax said

    Creio que a melhor análise feita, das que eu li, é esta aqui do Fernando Rodrigues:

    http://uolpolitica.blog.uol.com.br/arch2010-02-28_2010-03-06.html#2010_02-28_10_44_09-9961110-0

  9. Elias said

    Creio que uma questão a ser notada é a chamada tendência.

    Desde há algum tempo, a tendência de Dilma tem sido o crescimento e a de Serra o declínio.

    Geralmente, a tendência sinaliza a conveniência de se manter ou não a estratégia eleitoral. Se a tendência é de declínio, a conclusão mais óbvia é de que algo vai mal na estratégia em uso. Talvez seja melhor mudá-la.

    Estou impressionado com a passividade de Serra! Ele cai e cai… e não tenta nada! Mantém a mesma estratégia que, aparentemente, o está levando ao porão do fundo do poço.

    Ter até 35% das preferências de voto pro Serra é nada. Não são votos que ele conquistou. Qualquer pessoa que concorra com o PT terá, de cara, mais ou menos isso. Com campanha ou sem campanha.

    Esses 35% são aquelas pessoas que votam em qualquer um só pra não votar no candidato do PT.

    Ou o Serra tem um jogão que ele ainda não mostrou porque espera o melhor momento pra fazê-lo, ou não estou entendendo nada. O PSDB tem verdadeiras feras em estratégia eleitoral. O que será que aconteceu com esse pessoal?

    Os votos da Marina — 8% — aparentemente são votos à esquerda. Não vão pro PSDB de jeito nenhum. No segundo turno, uma parte desse pessoal vai anular; outra parte vai pro voto útil no PT. Pra Marina mostrar serviço pro PSDB ela teria que emplacar pelo menos 15%. Parece que não vai dar…

    Resta, jogando, o Ciro. São 10% que, se fossem inteiramente transferidos pro PSDB facilitariam muita coisa. Acontece que, possivelmente, essa transferência está fora do alcance do próprio Ciro.

    Numa simulação de 2º turno que vi, os votos de Ciro se fragmentariam em 3 blocos com mais ou menos o mesmo tamanho, indo um deles pra Serra, outro pra Dilma e um terceiro pra branco ou nulo. Não tenho a menor idéia sobre se essa simulação está correta ou não, mas não deixa de ser uma possibilidade (o que em parte explicaria o fato de Ciro ainda não ter tomado uma decisão definitiva sobre o que pretende em 2010).

    Acho que, para o PSDB, a melhor opção de aliança política seria com o Ciro, se a transferência de seus votos fosse possível. Neste caso, Ciro desistitiria da candidatura à presidência, declararia seu apoio à Serra e este o apoiaria na disputa pelo governo de SP. Seriam 2 coelhos…

    A 2ª opção seria o Ciro e o Serra desistindo da disputa pela presidência. Serra tentaria a reeleição e Ciro de encaixaria como vice de Aécio.

    Pro PSDB, a primeira opção seria a melhor porque teria Ciro batalhando como interessado direto no maior colégio eleitoral do país. A 2ª opção tem o inconveniente de ter que levantar o Aécio, cujo nome, até aqui, tem flutuado nas pesquisas com a leveza de um zepelin de mármore…

  10. Pax said

    Boa, Elias.

    Sugiro, também, a leitura do post do Villas que acaba de sair do forno.

    Os números não mentem jamais…

    Aqui: http://www.pandorama.com.br (sim, é uma propaganda do site)

    Ou, direto na fonte http://www.vbcorrea.com.br/?p=1677

  11. Jorge said

    Elias, somente que Ciro e Serra se odeiam mortalmente. A melhor opção tucana seria Aécio-Ciro ou então, apoiarem Marina Silva, que teria muitas chances de vencer com os votos anti-PT, mais votos tucanos, mais votos dela mesmo. Mas não há coragem no PSDB para tamanha ousadia. Vão caminhar sem alternativa para a derrota como Lula fez em 1994 e 1998, à espera de um milagre.
    Contudo, embora goste mais de Marina Silva, acho que Dilma é mais preparada e adequada para ocupar a presidência.

  12. Luiz said

    Elias,

    É mais fácil o Ciro fazer um harakiri (com tudo que o ritual inclui) em plena Praça dos Três Poderes, do que se aliar ao Serra. Esqueça.

    Ele ser vice do Aécio não dá para descartar (o próprio Ciro deixou aberta a possibilidade em entrevista radiofônica na sexta-feira passada).

    E cada vez tem mais gente falando que, em caso extremo, o FHC vai para o sacrifício. Será? Duvido.

  13. Elias said

    Jorge,
    Fiz minha avaliação do que seria preferível para o PSDB, e não necessariamente o que seria — ou será — preferido pela tucanolândia.

    A pré-candidatura de Aécio não decolou. Claro que ele teria os votos do antipetismo, porém só isso não garante nada. Se garantisse, o presidente agora seria o Alckimin.

    Pouca coisa o Ciro poderia fazer como vice do Aécio. Não poderia criticar o governo petista porque fez parte dele até aos 40 minutos do 2º tempo. Mais que provavelmente se colocaria à sombra. Só iria pra debaixo do piano no 2º turno, se houvesse uma chance real de vitória. Caso contrário, nem isso.

    Com o Aécio voando mais baixo que poleiro de pato e o vice dele se escondendo, esse teco-teco não iria longe…

    Já o Ciro candidato ao governo de SP teria que buscar jogo, em causa própria. Não poderia se esconder um único minuto. Faria campanha, no duro. Como SP tem o maior colégio eleitoral do país, certamente que isso repercutiria na campanha do Serra.

    Evidentemente que não estou levando em conta os problemas sexuais mal resolvidos que existem entre Ciro e Serra.

    Eles que se virem! Ou não.

  14. Elias said

    Luiz,
    Também acho difícil que o FHC encare a parada.

    Mas, de político brasileiro, pode-se esperar qualquer coisa. Principalmente o inesperado…

    Já pensou, o carinha vislumbrar a chance de se tornar o único cidadão a ser eleito presidente do Brasil por 3 vezes?

  15. Pax said

    O PSDB agora joga todas as fichas na aceitação de Aécio como vice de Serra, que sofre críticas de dentro do próprio partido e aliança.

    Vale a leitura do Correio Braziliense que vi agora

    http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia182/2010/03/01/politica,i=176554/CRESCIMENTO+DE+DILMA+ROUSSEFF+EM+PESQUISA+POE+O+PSDB+CONTRA+A+PAREDE.shtml

  16. Carlão said

    Pax
    Outro artigo que vc ainda não tinha visto, também do Correio Brasiliense mas vale a leitura:
    A HORA DO CORREDOR POLONÊS
    http://clippingmp.planejamento.gov.br/cadastros/noticias/2010/3/1/a-hora-do-corredor-polones

    Comento:
    Como Lula afirmou hoje que o governo de Dilma será a “cara de Dilma” e como a “cara de Dilma” é relativamente desconhecida…sem currículo sólido e expressivo (e em alguns casos, vamos dizer falso), presumo que a campanha tentará fabricar uma “personalidade marcante”, um sabor peito de peru para a candidata mortadela.Uma mortadela com gosto de peito de perú.
    Continuando…
    Essa máscara FALSA enganaria os eleitores do PT? Peru ou mortadela?
    Dilma resistirá sem lula como tutor daqui a pouco quando a campanha recrudescer?
    A Mortadela vira Peito de Perú em Outubro se Lula mandar???
    Perguntei isso um parente petista roxo num almoço de domingo e ele respondeu ríspido que o voto é secreto.Calei mas fiquei em dúvida.
    Dilma é peito de peru ou mortadela? Mortadela com gosto de peito de peru?
    O que Pax e os outros comentaristas do pedaço, acham ?
    Em Outubro Dilma vai vender ou encalhar na prateleira?

    Abs.

  17. Pax said

    O artigo que você linkou tem um tom parecido com o post que fiz do “Terremoto e tsunami no PT”.

    Dilma em outubro? Não tenho ideia.

    O que temos agora é a Dilma crescendo e o Serra caindo. Acabo de fazer um post que o Aécio afirma que não vai ser vice de Serra, o que era uma das vontades e esperanças de boa parte do PSDB. Com quem Serra vai de vice? De Tasso? Há quem diga que essa possibildade existe. Mas certeza com o PSDB é sempre difícil. Depois reclamam que dizem que o tucanato gosta mesmo é de ficar em cima do muro.

    Bem, digamos que pode ser o cearense. Mas Tasso tem o problema da dinheirama que gastou pagando jatinhos, há quem o chame de Tasso a Jato depois da festança em que pegaram gente de todos os lados, de norte a sul, leste a oeste, na farra das passagens que aqui estão catalogadas notícias com a tag Parlamenturismo. Não escapou ninguém, nem os vestais do PSOL, do PT, do PV, do PSDB, e do PMDB. Apesar de que achar vestal hoje em dia é como procurar virgem em casa de tolerância de de tias.

    Não sei o que vai dar. Sei o que está dando agora.

    Ontem me reuni com amigos, também. Nenhum petista. Metade deles achando que não tinha mais jeito, que vai dar Dilma.

    O resultado dessa última pesquisa da Datafolha sobrepujou o noticiário da corrupção.

  18. Olá!

    Algumas breves considerações sobre os comentários acima.

    “Creio que uma questão a ser notada é a chamada tendência.”

    Tendência, no sentido estatístico do termo, é uma ferramente que, geralmente, leva ao auto-engano. Parem para ver um trader explicar o que é possível fazer no mercado utilizando essa componente estatística e siga os “conselhos” dele. Prepare-se para perder. O pessoal da “análise” “técnica” gosta desse troço — é como usar astrologia para assuntos de astronomia.

    Ter até 35% das preferências de voto pro Serra é nada. Não são votos que ele conquistou. Qualquer pessoa que concorra com o PT terá, de cara, mais ou menos isso. Com campanha ou sem campanha.”

    Hum… seguindo essa lógica: Se 35% representa nada, então, quanto representa 28%? Hã?

    Afirmar que 35% dos votos que o Serra atualmente “possui” não são votos que ele conquistou, mesmo após ele ter sido eleito para diversos cargos (deputado federal, senador, prefeito e governador) e no maior eleitorado do país, é forçar demais a barra e negar/omitir um fato escancarado da realidade. Serra, diferentemente da Dilma, sabe o que é receber votos do cidadão e ser eleito para alguma coisa. Essa proposição dos 35% é pobre demais como argumento.

    Qual a experiência da Dilma com o eleitor? Ela já foi eleita para alguma coisa? Dilma é o Deus Ex Machina petista:

    “Sua origem encontra-se no teatro grego e refere-se a uma inesperada, artificial ou improvável personagem, artefato ou evento introduzido repentinamente em um trabalho de ficção ou drama para resolver uma situação ou desemaranhar uma trama. […]”

    “A expressão é usada hoje para indicar um desenvolvimento de uma história que não leva em consideração sua lógica interna e é tão inverossímil que permite ao autor terminá-la com uma situação improvável porém mais palatável. Em termos modernos, Deus ex machina também pode descrever uma pessoa ou uma coisa que de repente aparece e resolve uma dificuldade aparentemente insolúvel. […]”

    Cai como uma luva na atual situação petista para concorrer à presidência: Lula e o PT precisaram inventar uma candidata para compensar os membros históricos que eram mais viáveis eleitoralmente (Dirceu, Palocci, etc.) do a Dilma, mas que foram engolidos pela corrupção galopante dentro do PT e/ou simplesmente expurgados e/ou enviados para o exílio.

    “Esses 35% são aquelas pessoas que votam em qualquer um só pra não votar no candidato do PT.”

    Eis aí um argumento completamente (ou melhor, uma hipótese) a priori e sem nenhum teste perante a realidade, perante os fatos. É um argumento bastante parecido — em essência — com a tal da “regra do 1/3”, e que nos remete àquela tola “hipótese do 80/20” (Princípio de Pareto).

    Eleições são bem mais complexas do que simplismos ao estilo “regra do 1/3” ou “regra do 80/20”. É uma lástima enorme que, no Brasil, não haja uma inteligência do calibre de um Vladimir Keilis-Borok. Das previsões eleitorais que esse camarada fez para os EUA, a maioria foi certeira no resultado final, tanto para cargos menores, quanto para a presidência dos EUA. Mas, vai ver, inteligências como a do Keilis-Borok são apenas melhor cultivadas e aproveitadas em ambientes economicamente receptivos (não é a toa que ele saiu da URSS foi morar nos EUA). No Brasil, temos que nos contentar com as análises do Fernando Rodrigues, do Luís Nassif e do Gilberto Dilmenstein.

    Aliás, quais as considerações dos colegas de blog sobre a recusa do Aécio Neves em ser o vice de Serra? Caso ele aceitasse, seria ele o Flávio Aécio da candidatura Dilma e ela o seu Átila, o huno? Aos que pretendem votar nos candidatos da oposição e/ou contra o PT (o partido que mais abriga facções, movimentos, ONGs, e etc. anti-civilização), é melhor que não haja um Valentiano III nessa história toda.

    “Ontem me reuni com amigos, também. Nenhum petista. Metade deles achando que não tinha mais jeito, que vai dar Dilma.”

    Ainda tem muita água para rolar debaixo da ponte! :)

    Até!

    Marcelo

  19. Elias said

    Marcelo Augusto,

    I
    Não vou discutir teorias estatísticas, até porque, definitivamente, não é minha praia.

    Agora, de campanha eleitoral acho que já vi alguma coisa. Afinal, desde 1982 venho participando delas. Tem sido quase uma a cada 2 anos, o que já é alguma coisa..

    Na minha experiência — que pode não ser nada diante da sua — se um candidato a cargo majoritário cai em 3 ou 4 sondagens sucessivas, a estratégia eleitoral deve ser repensada. Alguma coisa vai mal. Em geral, nem se espera tanto pra fazer os ajustes.

    Possivelmente você pensa diferente. Deve ter lá suas experiências e razões para isso.

    Falo apenas pela minha própria experiência.

    II
    Os votos antipetistas correspondem a mais de 35% do eleitorado. Qualquer candidato de qualquer partido, disputando com o PT, terá, no mínimo, 35% das preferências de voto.

    Isso é tão conhecido que me espanta o estranhamento numa lista de comentários sobre o tema.

    Todos os partidos — incluindo o PT — têm pesquisas sobre o assunto e essas pesquisas são atualizadas periodicamente.

    Pelo menos uma vez por ano, os partidos contratam pesquisas — quantitativas e qualitativas — sobre aceitação/rejeição dos principais partidos, temas que mais preocupam o eleitor, candidatos mais ou menos viáveis para tais e quais cargos, etc. Quase nunca essas pesquisas são divulgadas. Elas são usadas somente pra checar a linha política que está sendo adotada e, evidentemente, sinalizar a necessidade de inflexões.

    Determinados candidatos petistas podem, eventualmente, reduzir essa rejeição. Mas isso é a exceção. Com Dilma, valerá a regra. A esta altura, todos os partidos já devem estar carecas de saber.

    Se um candidato do “antipetismo” estaciona nos 35%, sabe-se que isto significa uma grande possibilidade desse candidato vir a ser derrotado, porque se mostra incapaz de conquistar os indecisos.

    Numa eleição quase plebiscitária como a de 2010 (e como foi a de 2006), a briga dos candidatos é pela conquista de aproximadamente 30% do eleitorado. Aquela parcela que, potencialmente, pode votar em qualquer candidato de qualquer partido.

    A maioria dos eleitores — quase 70% — define seu voto antes mesmo de iniciada a campanha eleitoral. A campanha vai atrás da maior fatia possível do restante.

    Quem se mostra capaz de colher nesse campo, tá no páreo. Caso contrário, dança.

    Num embate contra o PT, o cara começa bem, com mais de 30% ou mais das preferências. Só que estaciona nisso, ou até cai, como tem sido o caso do Serra. Aí a coisa complica.

    É só dar uma olhada no desempenho do Alckmin em 2006. Ele teve uma votação expressiva, mas não agregou muita coisa durante a campanha, especialmente no 2º turno. Empacou.

    Não estou dizendo que Serra inevitavelmente vai perder. Digo, apenas que, pela regra geral, ele já deveria ter revisto sua estratégia.

    Mas, quem há de saber? Pode ser que ele tenha um lance guardado, que seja capaz de mudar tudo…

  20. Pax said

    Elias e demais,

    Sugiro a leitura do Elio Gaspari que vi hoje no Noblat:

    Serra joga parado, mas quer preferência
    http://oglobo.globo.com/pais/noblat/posts/2010/03/03/serra-joga-parado-mas-quer-preferencia-270912.asp

    Ok, alguém aqui falou que acha o Gaspari ruim. Tem todo direito de achar. Claro.

    Mas posso assegurar que 9 entre 10 grandes jornalistas bebem na fonte do Gaspari. Disso afirmo de cadeira porque perguntei para alguns que conheço e respeito.

    Este artigo do Gaspari é muito bom. Não reproduzo porque o site do Noblat, nem como os de O Globo não permitem.

    Aliás, muito curioso essa postura. O site manda uma mensagem que é proibido e tal. Mas o blog do Noblat reproduz notícias de blogs e jornais de todo canto. Confesso que não entendo direito essa. Mas, vá lá…

    O ponto é: leiam esta do Gaspari. Vale a pena, pelo que entendo.

    E bate um tanto com este último comentário do Elias.

  21. Elias said

    Pax,

    E que não se diga que o Gaspari alimenta a mais remota simpatia por Lula, Dilma ou PT.

    O tom dele é, muito mais, de um torcedor preocupado com a inércia de seu time, cujos jogadores não defendem nem atacam.

    Mas gostei da imagem que ele criou pro FHC & adjacências.

    Tudo a ver com os velhinhos de Paris, no final do século XIX…

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