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Justiça inegociável

Posted by Pax em 04/03/2010

José Roberto Arruda, governador preso do Distrito Federal (ex-DEM), quer fazer da Justiça um balcão de negócios. Mas o ministro Marco Aurélio Mello diz que a Justiça é inegociável. Ainda bem.

A proposta dos advogados de Arruda é trocar sua prisão por uma promessa de manter-se afastado do Governo do Distrito Federal. Mas não é esta a questão em jogo, e sim sua prisão por tentar impedir o bom andamento do seu processo através de suposta compra de testemunhas.

Provavelmente o STF julgará hoje o pedido de habeas corpus de Arruda. Que a Justiça seja feita sem escambos.

Não há negociação, diz ministro do STF sobre prisão de Arruda

Lísia Gusmão – Repórter da Agência Brasil

Brasília – Relator do pedido de habeas corpus em favor do governador afastado do Distrito Federal (DF), José Roberto Arruda (sem partido), no Supremo Tribunal Federal (STF), o ministro Marco Aurélio Mello criticou hoje (3) qualquer negociação que envolva a renúncia de Arruda em troca do relaxamento de sua prisão.

Segundo ele, caberá ao STJ decidir se revoga a prisão de Arruda em eventual compromisso de manter-se afastado do governo do DF. Para Marco Aurélio, não há negociação.

“A questão da volta ou da ausência do retorno à cadeira do governo se resolve no campo político. Não há negociação. O STJ deverá decidir se, com a liberdade dele, terá ou não prejuízo às instruções criminais”, disse.

O ministro sinalizou que levará ao plenário do STF, amanhã (4), para o julgamento em definitivo do pedido de habeas corpus de Arruda, o voto pela manutenção da prisão. O governador está preso na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, desde 11 de fevereiro por determinação do STJ.

Arruda é acusado de tentar subornar uma testemunha do esquema de corrupção que atinge seu governo, empresários e deputados distritais. O Supremo vai decidir se a decisão do STJ deve ser revogada. Em caráter provisório, Marco Aurélio Mello negou o pedido feito pelos advogados de Arruda.

“Não percebi desacerto a ponto de ensejar o deferimento da liminar”, disse o ministro, sem, contudo, confirmar o voto que será levado amanhã ao plenário da Corte.

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3 Respostas to “Justiça inegociável”

  1. Zéantonio Lahud said

    Pax,
    Fiquei estarrecido, até falei aqui, quando vi o tal acordo d oArruda com o STF: Sua renúncia em troca de ser libertado. É impressionante a desfaçatez dessa gente…

  2. Pax said

    Zéantonio Lahud,

    Bem, é de estarrecer mesmo, este caso. Senão vejamos:

    – “Nunca antes na história deste país” (acho que já ouvi isso antes) um escândalo foi tão televisado. Sim, já tivemos outros que pautaram o noticiário por meses seguidos, mas flagrantes televisados assim, com dinheiro vivo na mão do governador, nas cuecas, meias e bolsas dos deputados distritais e até, por incrível que parece, a afronta da “Oração da Propina” etc.

    – E… ninguém está preso pela dinheirama “supostamente” desviada dos cofres públicos, que “tudo indica” tinham origem de empresas fornecedoras do Governo do Distrito Federal que superfaturavam seus contratos. Ou seja, o Governo tirava mais do cofre do povo e este “a mais” voltava para os políticos, num modelito dos mais básicos de atuação dos governos brasileiros em todos os âmbitos, Federal, Estatuais e Municipais. É como se fosse um Prêt-à-Porter, desses que você pega na loja de magazine e já está pronto para uso.

    – Arruda andava tão bem na foto, depois que o povo esqueceu de sua renúncia ao Senado no caso de violação do painel de votação junto com o velho conhecido ACM, que nem ligava mais para certos cuidados que esse tipo de político normalmente toma, como por exemplo não pegar o dinheiro na mão, mas enviar assessores ou familiares, com grandes roupas íntimas para o transporte do erário.

    – Aí o assessor foi lá e, para benefício de delação premiada, dedurou todo mundo. O modelito que, tudo indica, vinha do passado, foi facilmente documentado, já que era prática cotidiana da estrutura geral. Algo como tomar cafezinho todos os dias, ao almoçar com os amigos. As empresa iam lá, negociavam as vitórias nas licitações ilíticas, negociavam os aditamentos e deixavam os agrados que, depois, eram distribuídos para a turma toda.

    – Arruda lá, flagrado, diz pra gente que era dinheiro para panetone. Ok, a gente acreditou, claro.

    – Mandou sua cavalaria encher de porrada os estudantes que protestaram. Foi mais longe, pagou para uma enorme turma fazer protesto contrário. Coisas normais, digamos assim.

    – Até que a sujeirada ficou malcheirosa demais, cada dia mais vídeos e vídeos e o noticiário nos telejornais mostrando para a sociedade como funciona a política nacional, em sua quase totalidade, salvando-se aqui raríssimas exceções.

    – Então o Arruda, inteligentemente resolveu agir na defesa de seu “bom nome”. E foi fundo nessa.

    – Primeiro apareceu em público e desculpou todos que os denunciaram, como um bom cristão que perdoa e dá a outra face a quem lhe agride. Foi emocionande. Até que ele riu da cara de todo mundo e ficou um pouco “chato” demais.

    – Depois resolveu agir com um pouco mais de discrição, comprando testemunhas, segundo o motivo de sua prisão.

    – Aí nossa Justiça falou grosso: “Aí já é demais!” e lá foi nosso bom governador para o xilindró.

    – Bem, depois desse pequeno relato, seus caríssimos advogados, entre um uísque importado aqui e um caviar ali, entendem que podem negociar ferro velho como carro novo, que todos entenderíamos sua nobre proposta.

    – Que é: ok, o Arruda agora vai virar bom moço, não fará mais nenhuma trapalhada. Tanto que ficará até fora do governo, de licença, até que o processo de cassação a ser julgado pelos próprios deputados envolvidos esteja resolvido e devidamente abafado.

    – E os ingleses aplaudirão todo nosso empenho em mudar tudo, para que tudo continue no mesmo lugar.

    Em “síntese” é o que vai ser julgado no STF. Se a Suprema Corte Brasileira aceita o afastamento do digníssimo Arruda desde que ele não tente comprar mais nenhuma testemunda.

    Porque, sobre seu governo, a Justiça entende que quem decide é o próprio grupo envolvido na corrupção toda, se é que os indícios se provem.

    Só para finalizar: roubar pode, impedir a Justiça não pode.

    É bom que todos aprendam logo.

    ps.: procure algum político preso por corrupção no Brasil. Se achar, me conta, tá?

  3. Jorge said

    ótimo comentário. espantoso essa gente querer negociar tudo.

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