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Notícias da Corrupção, Desvios, Anomalias, Eleições e Meio Ambiente

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    Uma coletânea das notícias da corrupção, desvios, anomalias, eleições e meio ambiente que aparecem na mídia todos os dias a partir de agosto de 2008.
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Vaccarezza, não suje mais o PT

Posted by Pax em 07/04/2010

Segundo notícias veiculadas pelo Correio Braziliense e pelo Estadão, o deputado Cândido Vaccareza, lider do PT na Câmara, estaria montando uma estratégia com a base aliada (PMDB e PR) e para derrubar ou desconfigurar o Projeto de Lei Ficha Limpa.

É inacreditável. O PT se arrisca a perder muitos votos com esta atitude. Este líder? Bem, este já perdeu, assim como outros nomes do partido que tempos atrás se dizia a solução para os problemas de corrupção no Brasil.

Os petistas que ainda prezam pelos seus nomes deveriam salvar o partido deste líder e de quem mais está por trás dessa atitude inaceitável do PT.

Cândido Vaccarezza, líder do PT na Câmara - foto do seu site

Leia as notícias veiculadas e a justificativa do juiz eleitoral Marlon Reis, coordenador do Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE), para aprovação do projeto.

Estadão:
Câmara resiste a ”ficha limpa” e deve devolver projeto à Comissão de Justiça
Correio Braziliense:
A vitória dos fichas sujas
Estadão:
”O Congresso não pode perder a chance de limpar sua imagem”

O juiz eleitoral Marlon Reis, coordenador do Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE), entidade que angariou as assinaturas para o projeto ficha limpa, está confiante na aprovação da Câmara.

Hoje, ele deve embarcar com uma comitiva de colaboradores para Brasília a fim de acompanhar a votação e, especialmente, orientar os deputados e tirar dúvidas sobre a aplicação da nova lei. Para o juiz, não é justo que a sociedade tenha candidatos ficha-suja. “É preciso acender a luz amarela da legislação eleitoral”, disse.

Por que aprovar o ficha limpa?

Passou da hora de a legislação eleitoral brasileira ser profundamente modificada. Já que o próprio parlamento não tomou iniciativa, a sociedade não pode mais esperar. Por isso esse projeto precisa ser aprovado pelo bem do próprio parlamento e das instituições políticas.

Qual o impacto nas eleições?

O principal impacto é pedagógico, no sentido de afirmar que a política que pauta nossa vida seja correta, preocupada com a resposta da comunidade. Esse projeto, para ter consequências reais, faz com que essas condenações, representações eleitorais e demais ações não sejam banalizadas e passem a ser efetivamente relevantes. Agora, também há outro mérito. O tempo favorece ilícitos eleitorais. As pessoas usam recursos protelatórios, uma imensidão de recursos. O projeto transforma o tempo em adversário de quem tem pendências na Justiça. Quem vai ter pressa é aquele que é acusado. Vai ter de buscar a decisão inverter o ônus do tempo.

O princípio da presunção de inocência se aplica ao direito eleitoral?

O princípio só se aplica ao direito penal e a nenhum outro campo do direito. No direito do trabalho não se aplica. No direito ambiental, a inocência tem de ser provada pelo acusado. Se formos aplicar a presunção da inocência no direito ambiental, só 20 anos depois poderia haver repressão a quem provocou um crime. Por que se aplicaria ao eleitoral? São interesses de poderosos. E o princípio aqui é um artigo da Constituição que não está sendo inventado. É o texto frio da Constituição que autorizou o Congresso a legislar sobre isso. Não é justo que a sociedade pague o preço de ter essa pessoa como candidato, é preciso acender a luz amarela da legislação eleitoral.

O Congresso vai aprovar?

Acho que o Congresso não pode perder essa chance de limpar sua imagem, tão abalada.

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36 Respostas to “Vaccarezza, não suje mais o PT”

  1. Zatonio Lahud said

    Pax,

    esperar o que dessa gente? Canalhice…eles legislam em causa própria, sempre.

  2. Pax said

    Zatonio,

    Todos merecem o mesmo fim, o ostracismo eleitoral.

  3. Cleuson said

    Sério que você ainda se surpreende com o PT? Sério mesmo? Imagino que acredite em papai noel também.

  4. Mona said

    Vaccari, Vaccarezza…
    Será a vaca indo para o brejo?

  5. Pax said

    Cleuson,

    Eu faço um acordo com você. Me conta em quem você acredita que eu conto se acredito em Papai Noel.

    Mona, se a vaca está indo para o brejo não sei. Sei que a jurupoca vai piar se o PT realmente barrar o Ficha Limpa. Ao menos pra mim.

    Esse Vaccarezza já afirmo que virou vaca no meu conceito. E sei também da onde veio a ordem, ao que tudo indica, um grandão que já escreveu sobre isso em seu blog. Tudo indica que sim, é quem costura e tricota. E este, ao que tudo indica, virou “operador” da máquina, mesmo não estado dentro dela.

    E… lá se vai um PT água abaixo.

    Mas vocês não fiquem entusiasmados não, porque o outro lado não pode cantar de galo. Que o diga uma lista enorme de nomes e alianças que enojam tanto quanto.

    O que está se configurando é que se os menores souberem aproveitar a situação, dá pra tirar um monte de votos desses dois partidos que pelo poder se emburacaram nas tocas dos ratos com quem passaram a andar.

  6. Chesterton said

    Pax, sua ingenuidade dá até dó.

  7. Jorge said

    é preciso que a justiça expurgue do congresso os políticos corruptos. Ele pode fazer isso se tiver iniciativa. a justiça brasileira não atua como deveria, a desculpa, sempre, é a lesgislação, mas o principal, ao meu ver, é a interpretação que os juízes fazem. ao não promover essa medida sanitária, a justiça contribue fundamentalmente para criar um ambiente político degradado aonde vicejam os tipos mais deprimentes e nocivos. os beneficiádos com essa degradação jamais irão promover qualquer reforma. o foco da pressão popular, hoje, deve ser o judiciário, Pax, ele deve ser o alvo.

    Situação pior do que a do Congresso Nacional ocorre na Assembléia Legislativa de São Paulo, aonde, além do quadro acima, não há tampouco qualquer vigilância da imprensa e os parlamentares trabalham praticamente como despachantes de luxo do governador e em interesse próprio, arquivando cpis, se omitindo diante da greve dos professores, etc.

  8. Elias said

    Não creio que o Pax esteja sendo ingênuo. Ele está sendo conseqüente.

    Igual a muita gente no Brasil, Pax considera que a corrupção é um dos principais problemas do país, e entende que o projeto “ficha limpa” é um mecanismo eficaz para enfrentar esse problema.

    A partir daí, Pax traça uma linha divisória. Quem estiver a favor do “ficha limpa” estará contra a corrupção. Pelo inverso, quem estiver contra o projeto estará a favor da corrupção.

    Com base nesse enquadramento, Pax não livra a cara de ninguém, pessoa ou partido político.

    Respeito quem procede assim. É assim que tem de ser: o pau que bate em Chico, bate em Francisco.

    Nojento é o carinha que critica a corrupção dos adversários, mas tolera — e, com a tolerância, incentiva — a ladroagem de seus afins políticos ou ideológicos.

    Desse tipo de prostituta eu já estou de saco cheio.

  9. Elias said

    Em tempo:
    Peço desculpas às prostitutas pela referência que fiz há pouco.

    A crítica não deveria ser a elas, e sim aos filhos delas.

  10. Chesterton is back said

    Elias, a ingenuidade do Pax consiste em acreditar que dentro do PT existem “puros” que estariam sendo maculados pelos vacarezzas da vida. É a mesma ingenuidade que o fazia acreditar que “Lula não sabia de nada”.

  11. Pax said

    Não acredito que o Projeto Ficha Limpa seja a solução de todos os males, não mesmo, mas é um sinal, um caminho, dentre vários que deveríamos tomar.

    Só que:

    1 – Este projeto é de iniciativa popular. Isto não é pouca coisa, tem um significado muito maior que se possa imaginar, ainda mais considerando que a própria sociedade é quem coloca os fichas sujas no Congresso, nos legislativos e executivos estaduais e municipais. A sociedade que não participa, que não lê, que não se informa, que não se entusiasma com política. Além, claro, dos velhos currais eleitorais, uma turma pra lá de indefesa que é tangida como gado pelos velhos coronéis, esses mesmos que estão aí mandando e desmandando em gregos e troinanos e mamando como bezerros gordos, como porcos insaciáveis. E, que pelo visto, convenceram muita gente que o caminho é este mesmo.

    2 – Mas esta sociedade é metralhada diuturnamente pelo noticiário da corrupção brasileira, esta que desvia o dinheiro das escolas, dos hospitais, que paga mal os policiais, que tira o dinheiro das estradas, das ferrovias, das hidrelétricas, dos portos, dos aeroportos e que paga uma carga tributária acima do necessário para receber em troca muito pouco do estado.

    3 – E esta sociedade está incomodada sim, com esta porcaria toda. Tanto que este projeto colheu mais de 1,6 milhão de assinaturas para o Projeto Ficha Limpa. Quem desconsidera um movimento popular dessa natureza, tecendo lógicas contrárias, desviando o foco e tenta tapar o Sol com a peneira, faz o jogo contrário da maré. No meu entender é como apontar o revólver para o pé de disparar. Uma hora a coisa cresce, ou pode crescer, e aí? Quem segura? Quem segurou os caras pintadas quando resolveram tirar o Collor da presidência? A mesma massa que aguenta um tanto, uma hora vira o jogo.

    4 – O montante da corrupção anual no Brasil é enorme. Existe corrupção em todo canto do mundo, mas o nível a que chegamos está insuportável. Vejo como uma enxurrada a coisa. Você até consegue fazer uma contenção aqui, outra acolá, mas quando chega determinado volume, não há quem segure. É o velho ditado, água morro abaixo, fogo morro acima e quando a vizinha quer dar, ninguém segura. E quando o povo pega o embalo, ninguém segura mesmo.

    5 – Achar que a oposição é melhor que a situação, essa oposição formada pelo DEM e boa parte do PSDB, é uma furada. Não são santos não. Só que estes, agora, tem uma nova munição para atirar. E é munição boa, pólvora seca e chumbo grosso. Do meu lado quero mais é que atirem mesmo. Quero que se danem o PT, o PMDB, o PR, o PP e quem quer que seja. Mas achar que o DEM é santinho? Este mesmo que mamou na ditadura e hoje quer pousar de santo? Alto lá.

    6 – Quem mais vai ganhar com essa história, me parece, é o PSOL e o PV, pois a aliança do PSDB com DEM e outros partidecos, tem telhado de vidro fino. Como um FHC vai falar alguma coisa tendo acabado de fazer reunião de apoio político com Joaquim Roriz? Como Sérgio Guerra vai subir nas tamancas se fez e desfez para salvar o couro apodrecido da Yeda Crusius? Etc etc etc…Ou seja, eles tem munição boa para atirar, mas o outro lado tem também grosso calibre. Quero mais é que se explodam de acusações para depurar tudo de podre que há dos dois lados representados, em última instância e síntese, pelo PMDB e DEM.

    7 – Dilma pagará uma parte desta conta. Com certeza pagará. Já falamos aqui dos indecisos. E há um bocado de votos aí. Estou faz um bom tempo aguardando as propostas de governo, tentando depurar nos discursos os principais compromissos, as bandeiras que Dilma, Serra, Ciro, Marina, e os pequenos vão querer tomar a si. Mas até agora não há nada de muito concreto. Quando acontece um lance como esse de ontem, e você pegando o discurso de Estado Forte da Dilma, que tem um monte de interpretações distorcidas da oposição, fica fácil montar uma campanha contrária, algo como “Estado Forte aparelhado com Fichas Sujas é o projeto de Dilma”. Qualquer marketeito bom monta uma estratégia para colar essa imagem. E, com a atitude do PT de ontem, vou me posicionar na poltrona para ver o impacto.

    Tem mais um monte para falar, mas como tô com a bílis comandando o teclado, vou ver se me acalmo um pouco para fazer um post novo sobre o assunto todo.

  12. Chesterton is back said

    Hoje na Band FM ouvi o Boechat e o seu reporter narrando uma entrevista comk o prefeito de Niteroi:
    -prefeito, o senhor é prefeito de Niteroi há 20 anos, quando o senhor vai dormir, sua consciência está tranquila
    – Sim, fiz tanto por Niterói que o povo acaba de me eleger prefeito mais uma vez.

    São 2 demagogos, cada um à sua maneira. O jornalista querendo responsabilizar o prefeito pela tragédia que tem 50% de culpa na chuva e 50% de culpa na vontade imensa do carioca de viver em áreas de risco. O prefeito se isentando da responsabilidade que tem em, MESMO CONTRA A VONTADE DO ELEITOR, de derrubar, destruir, acabar fisicamente com a favela (não com o favelado pessoa física, é óbvio).
    Esse é o dilema brasileiro, o estado tem que dar casa para o povo ou tem que cobrar mens impostos para que o povo possa ter um dinheirinho no bolsa e cuidar melhor da própria vida?
    Em Botafogo, em cima do cemitério SJB, tem uma favela se formando na pirambeira, na primeira oportunidade vão derrapar em direção às covas. E aí, cadê um partido honesto para apoiar o prefeito na demolição das casas? Tem que chamar a Sandra Cavalcanti?

  13. Mona said

    Taí que eu concordo com o Jorge: o grande nó está no judiciário que, confortavelmente deitado sobre o princípio da presunção da inocência, não faz o devido contraponto com o princípio do interesse público. Nossos juízes (lógico que estou falando de maneira geral) simplesmente são acríticos (será um defeito da civil law?); agem no automático, vendo apenas o direito do indivíduo, esquecendo que em se tratando da coisa pública o coletivo é que tem que se preservado.

  14. Pax said

    Esperar que o Judiciário resolva a questão não me parece uma boa atitude.

    Estas coisas só acontecem quando viram pauta da sociedade. Virou pauta da sociedade, comove político que tem medo de perder voto em eleição.

    O projeto Ficha Limpa, de ontem para hoje, ganhou mais 200 mil adesões. Eu vejo toda hora no site.

    Aqui: http://www.avaaz.org/po/brasil_ficha_limpa/

    O Ficha Limpa de hoje está com ares de se tornar o Cara Pintada de ontem.

  15. Pax said

    Não que o Judiciário não deva ser foco de pressão, como diz o Jorge com propriedade. Claro que deve ser cobrado. O caso do Arruda é um bom exemplo. Além dele ter cometido a tremenda besteirada de tentar impedir o processo, houve uma pressão popular enorme, entrou na pauta da sociedade, todo mundo distribuiu os Youtubes da canalhice do DEM em Brasília a torto e a direito. Coisa, por exemplo, que não aconteceu com o Daniel Dantas, que fez a mesmícima coisa ao que me parece, ao tentar subornar o delegado federal naquele restaurante através de seus prepostos e ganhou dois habeas corpus em menos de 24 horas. O povo estava bem mais quieto e deixou em branco. Dessa feita, entre outras coisas, o Ministro Marco Aurélio Mello deve ter percebido que não daria para ter outra atitude. Se desse o habeas corpus se queimava. Queimava não, torrava mesmo.

    Mas devemos nos lembrar que a casa do povo, onde podemos atuar com mais propriedade, é no Legislativo. O ponto é que não elegemos os juízes, mas sim os legisladores. Nossa cobrança mais direta, naturalmente, é no legislativo. Seja no Federal como nos estados e municípios. É lá no tete a tete com o seu vereador que você deve fazer política, para começar.

    E, também, que hoje a legislação é permissiva para as candidaturas. É aí o foco do Projeto Ficha Limpa.

    De novo vale lembrar que é um projeto de iniciativa popular e que isto tem uma significância enorme, no meu entender.

    E o assunto é uma nova lei, uma que não permitirá que criminosos se candidatem. Se há pontos que precisem ser discutidos na lei, que sejam discutidos à exaustão. Não com desculpas esfarrapadas como as do Genoíno ontem. Aliás, êta discursinho mais imbecil que ele fez no plenário, dizendo que é um projeto para regime de exceção etc.

    Regime de exceção é a ditadura da corrupção a que estamos submetidos.

  16. Cleuson said

    Sabe qual o melhor projeto de ficha limpa? NÃO VOTAR NELES! Não preciso de nenhuma lei me impedindo de votar em pilantras.

    O meu projeto Ficha Limpa foi aprovado e será executado esse ano.

    Em tempo: não sei em que acredito, mas no PT, nunca mais acreditarei. Isso é fato! Só alguém muito ingênuo (ou petista) pra não ver o que estão fazendo com nossas instituições.

  17. Clever Mendes de Oliveira said

    Pax,
    Os seus valores não são os meus e assim fica difícil para eu rebater uma opinião sua. Você acredita na atividade política como sendo uma atividade ética. Se vivéssemos em uma democracia direta talvez você pudesse idealizar que na hora de votar cada um seguisse valores éticos e desse o voto pensando no interesse dos outros, por exemplo, renunciando assim ao próprio interesse. Isso se ética para o eleitor fosse pensar no interesse do outro.
    O que é ética? Por que é a sua ética que deve imperar? Dizer que a ética pode imperar, ou dizer o império da ética é uma contradição nos termos. Que ética que deve imperar e por que considerar que a minha ética é superior a sua. Minha ética superior a sua é a ética da soberbia. Soberba e ética lado a lado. Ética e império lado a lado. É um mundo de contradição.
    Mesmo em uma democracia direta se alguém recebesse uma recompensa financeira para votar contra a própria vontade a que se apelaria? À ética ou a lei? Se a lei permitisse, a eleição seria anulada?
    O que impera é a lei. Por isso que você quer que a legislação ficha limpa seja aprovada. Se a maioria for a favor é de se ver se essa legislação seria constitucional. Não creio que seja, mas essa é uma discussão jurídica que não é minha intenção trazer para esse comentário.
    O que eu questiono é a adequação da lei para a realidade brasileira. Basta uma decisão de um órgão colegiado para que o candidato esteja impossibilitado de se candidatar. Você confia no TJ do Rio Grande do Sul? E no de São Paulo? E no da Bahia? E no do Maranhão? e no do Amapá? E no do Distrito Federal. Por que não esperar a decisão definitiva e deixar por conta do povo a decisão provisória?
    Não é com base na ética, entretanto, que o mundo democrático funciona. A democracia representativa é um processo, ao contrário da democracia direta que é pontual. Assim, a democracia representativa permite que os grupos minoritários não sejam esmagados pela vontade da maioria. A democracia representativa é um avanço em relação à democracia direta. Esse avanço decorre do modo como se protege os interesse dos grupos minoritários. Essa proteção é feita mediante conchavos, barganhas. É o fisiologismo em todo o seu esplendor. Na democracia o representante tem que lutar pelo direito do representado com todas as forças. Ele não pode renunciar. O representante não pode agir fora da lei, mas se a renúncia é o termo mais próximo que se tem da ética, o representante não pode agir com ética.
    As leis devem ser sábias. E uma sabedoria da lei é reconhecer a realidade onde ela vai ser aplicada. Muitas vezes a lei é feita para mudar a realidade. O legislador deve estar ciente se a lei vai ter essa capacidade. Se a mudança é desejável e se ao implementá-la não se trará problemas muitos maiores do que aqueles para cuja resolução a lei foi feita.
    Clever Mendes de Oliveira
    BH, 11/04/2010

  18. Pax said

    Clever,

    Esse palavrório todo para justificar tráfico de drogas, assassinatos, e desvio de verbas públicas?

    Não, caro, tua ética não admite isso. Você quer se apegar às questões dos que temem o projeto por estarem com fichas sujas.

    Dinheiro público, caro Clever, é isso mesmo, público, do povo. Ele deve ser aplicado em escolas, hospitais, polícias, políticas de desenvolvimento etc etc. E não para andarem em cuecas, meias e quaisquer destes outros meios de transporte do erário que andaram inventando.

    Essa justificativa que é tudo em nome da “governabilidade” e uma tremenda desculpa esfarrapada.

    Se você não confia nos Tribunais de Justiça, ou em qualquer instância da mesma, ok, vamos discutir isso. Mas discutir que ladrão, traficante e assassino pode se candidatar, aí caro, desculpe-me, que ética é essa? De onde saiu essa tua definição da tal tua ética diferente da minha?

    Insisto: este projeto é de inciativa popular, com quase 2 milhões de votos, está na pauta da sociedade, é a vontade do povo que não aguenta mais tanta corrupção de todos os lados, com o maior sentido do mundo haja vista a chaga que tomou conta da política nacional. E “todo poder emana do povo e em seu nome será exercido, direta ou indiretamente”.

    Ser contra o projeto ficha limpa para mim significa ser contra a vontade do povo.

    Se quisermos discutir os mecanismos de julgamento de quem pode ou não se candidatar, se quisermos discutir os problemas da Justiça, vamos lá, a qualquer hora, em qualquer lugar. Se quisermos discutir a própria Constituição idem, é um direito nosso.

    Assim como querer reduzir a praga da corrupção que rouba do Brasil não só o erário, mas a esperança e o futuro.

  19. Clever Mendes de Oliveira said

    Pax,
    Agradecido pela gentileza da resposta.
    Como é possível inferir são dois mundos diferentes. Você acredita na ética na atividade política. Você parece valorizar mais a democracia direta do que a democracia representativa. E provavelmente você pertence àquelas pessoas da esquerda (A grande maioria está no PT) suficientemente ingênuas para acreditar no slogan, lema, ou sei lá o quê, da campanha do PSDB pelo parlamentarismo que depois virou slogan de campanha pela emenda de reeleição e depois virou slogan de campanha de FHC pela reeleição: “Governo bom o povo põe, governo ruim o povo tira”. Ou dita pelos religiosos: “a voz do povo é a voz de Deus”.
    Ao contrário dos teóricos do PSDB que não são democratas (Os que dizem essa frase “Governo bom o povo põe, governo ruim o povo tira” só dizem essa frase quando são ingênuos (O que os teóricos do PSDB não são) ou quando não acreditam na democracia, mas sabem que há ingênuos demais para acreditar nessa frase e não têm ética nenhuma para os impedir de enganar o povo. Veja a esse respeito artigo do Pedro Malan no sábado no Estadão) eu sou democrata, mas não a avalio para fazer minha escolha pelo resultado, tomando o resultado pela própria escolha do povo, mas tomando o resultado pelo processo em si em que todos têm o mesmo valor.
    Clever Mendes de Oliveira
    BH, 12/04/2010

  20. Pax said

    Clever,

    Valorizo a democracia, representativa e direta também. Não consigo entender como alguém discorda que quase 2 milhões de assinaturas num projeto de iniciativa popular, num país onde são cada vez mais raras tais iniciativas dado a venal desmobilização e despolitização, não sejam a vontade de um povo, um grito de basta no status quo da corrupção.

    Não, caro Clever, você pode dar voltas mas não conseguirá me provar que o projeto não seja uma das amostras da essência da Democracia. O povo encheu o saco de tanta roubalheira de seu dinheiro.

    No que depender de mim esta revolta só aumentará, o tanto que for necessário, isto é extremamente saudável para o Brasil, o povo reclamar. É um direito inalienável.

    Ainda mais reclamar que estão roubando seu dinheiro ou permitindo que canalhas, assassinos, traficantes de drogas, senhores de escravos, pedófilos e o diabo a quatro se candidatem a cargos públicos e vivam com o privilégio de foro.

    O privilégio que estes caras merecem é a cadeia superlotada que ajudam a manter por aí. Seja de que lado for, PT, PSDB, DEM, PMDB, tô pouco me lixando.

    Combater a corrupção é uma prioridade para o Brasil. É só olhar o montante e perceber quanto poderíamos fazer com este dinheiro desviado. Pior que isso, além do montante, elege-se gente de quinta categoria.

    O povo mobilizado, o povo politizado, tende a não permitir que esses caras assumam, e, se assumirem, as chances de viverem as vidas moles que hoje vemos são muito reduzidas.

    E, por favor, não queira me rotular que penso como o PSDB ou que penso como o PT ou que penso como um parlamentarista ou um presidencialista. Não é esse meu papo.

    Meu papo é colocar corrupto longe de cargo público.

  21. Clever Mendes de Oliveira said

    Pax (20) (12/04/2010 às 14:51).
    Considero a democracia representativa como uma evolução da democracia direta. O problema da democracia direta é que ela é pontual e não um processo. Sendo pontual ela não precisa de acordos, de conchavos, de barganhas ou mais precisamente do fisiologismo que é da essência da democracia representativa. A democracia representativa é superior à democracia direta por que mediante acordos, barganhas, conchavos, isto é, mediante o que se convencionou chamar de fisiologismo, os interesses minoritários têm oportunidade de se recompor na arena política. Com a democracia direta há a imposição da maioria, com exclusão das minorias.
    Não sou contra a democracia direta por que penso que ela é a base da democracia participativa que é necessária para que a democracia representativa não se esterilize. Há, entretanto, essa superioridade da democracia representativa. É ela, com seus políticos profissionais, em muito superiores aos políticos aventureiros (como bem lembrou Bruno Pinheiro Wanderley Reis, filho de Fábio Wanderley Reis, em artigo no sábado, 10/04/2010, para o suplemento Pensar do Estado de Minas, com o título “O calcanhar de Aquiles”), é então essa democracia com políticos profissionais que deve dar as diretrizes mais importantes para a nação.
    Incentivar o cidadão a participar da democracia endossando propostas de alteração legislativa é importante para a democracia representativa, não se a pode, entretanto, substituir, pois ai voltaremos para a democracia direta.
    Não coloquei você em nenhum partido. O que é relevante para mim não é o partido, mas a idéias. Na cúpula o PSDB é de esquerda. Na base é um partido de direita. O PT ainda possui um alto grau de ingenuidade.
    Assim no meu comentário eu apenas queria indicar que na origem você poderia encontrar na própria cúpula do PT pessoas com essa visão ingênua da atividade política, como se ela fosse uma atividade religiosa e que eu acho que você esposa. Na origem essas pessoas eram pouco comuns no PSDB. Queria também mostrar que PT e PSDB apesar de se aproximarem ao se caminharem cada vez mais para uma social democracia são bem distintos, não só hoje em que contam com apoiadores distintos, mas até mesmo na origem, por essa diferenciação: havia muitos petistas que acreditavam na ideologia da ética na política. Acreditavam por ingenuidade. O PSDB não acreditava, apenas dizia que acreditava. À medida que a geração mais antiga é substituída no PSDB cresce também no PSDB um contingente muito grande de pessoas que divide a política em política com “p” maiúsculo e política com “p” minúsculo, em políticos honestos e políticos profissionais (Eu penso que são mais honestos os políticos que se dizem profissionais do que os que se dizem honestos, embora haja honestos entre os que se dizem como tal, mas eu os tomo mais como ingênuos). São critérios que a cúpula antiga do PSDB pela formação que tivera jamais os levou a sério, mas deles fazia uso porque sabia que encontraria boa receptividade, afinal todos dizem isso que você diz, todos defendem levar para cadeia o político corrupto. O problema é como fazer isso.
    Agora, a questão da corrupção e do projeto de Lei Ficha Limpa tem mais relação não com a questão da ética, mas sim com a questão do Estado Democrático do Direito e a base dele no que diz respeito ao direito e que é o devido processo legal.
    Clever Mendes de Oliveira
    BH, 12/04/2010

  22. Pax said

    Clever,

    Você pode definir o que entende por fisiologismo? Acho que estamos com uma questão etmológica ou semântica aqui.

    Para mim vale o Houaiss:

    Fisiologismo:conduta ou prática de certos representantes e servidores públicos que visa à satisfaçãode interesses ou vantagens pessoais ou partidárias, em detrimento do bem comum

    Como você pode defender que a base da Democracia é “em detrimento do bem comum”?

    Se você quiser dizer que a base da democracia representativa balanceada (*)é que decisões são tomadas em acordos, em que ambas as partes cedem um pouco e chega-se à um denominador comum ou algo parecido, podemos até conversar sobre isso porque é um fato, agora que estes acordos sejam em detrimento do bem comum? Lembre-se dos conceitos, vá em sua essência: Democracia é o governo do povo, pelo povo, e todo poder emana dele mesmo, do povo, ou através de representantes ou diretamente. E, em essência, os teus representantes têm que lutar pelos teus interesses, desde o asfaltamento de uma rua da tua cidade até uma lei que proíbe a roubalheira dos cofres públicos que tiram o dinheiro da construção da escola, ou dos livros necessários, ou da merenda, ou do hospital e seus remédios, ou dos professores, médicos e enfermeiras, ou dos policiais que devem te proteger para você ter liberdade de andar sem medo por aí.

    Achar que o tal fisiologismo canalha que vivemos é a “essência da democracia representativa” ou é de uma cegueira sem tamanho, ou você precisa comprar um bom dicionário.

    Visão ingênua da atividadde política? Caro, olha a coleção de notícias deste blog. Você acha que devo ficar calado e achar: “não, o Clever me fez ver que isso tudo que rola diuturnamente no Brasil, essa roubalheira desmetida, é a essência da democracia representativa e eu devo aceitar que o modelo é assim”.

    Isso me parece discurso de gente que quer defender os meios hoje empregados achando que os fins alcançados justificam toda essa porcalhada que vemos por aí.

    Ingenuidade me parece acreditar no discurso de cardeais dos partidos, sejam eles quais forem, que convencem seu rebanho que esta é a forma de fazer política.

    Para mim a forma de fazer política é participar, fiscalizar, gritar, escolher bem, cobrar dos representantes, denunciar à exaustão, discutir prioridades, enfim, política que presta, segundo minha convicção, é com a participação da sociedade civil.

    O afastamento da sociedade da atividade política dá no que dá, o boi fica sem dono e os ratos se apropriam. Ingenuidade é achar que isso é normal e faz parte da democracia.

    Por fim, eu esposo sim uma atividade religosa. Sou ateu de pedra. Não existe qualque deus que vai proteger o dinheiro dos meus impostos de canalhas que enfiam em cuecas o erário que deveria voltar para o povo.

    (*) balanceada: significa dizer que existe situação, existe oposição, existe alternância, existe negociação limpa de interesses, existe representatividade, existe pluralidade etc etc. Veja o post acima, leia a entrevista do Valor On Line que indiquei no post “Política Br – uma excelente análise”.

  23. Clever Mendes de Oliveira said

    Pax,
    Você tem razão. Fui pego pela palavra. Nunca fui bom nisso. A palavra nos prende pelo ouvido. E eu não sou bom de ouvido. Para quem tem essa deficiência, a questão não é nem de “comprar um bom dicionário”, mas de os consultar.
    Na verdade há mais de 20 anos uso esse termo na concepção americana (Americana no sentido de que é lá que esse modelo está mais solidificado) de defesa pelo representante do interesse da pessoa representada sem atentar pelo bem comum. É assim que funcionam as democracias representativas no mundo todo. Nas democracias representativas, salvo os limites da lei, o representante não tem como saber qual é o interesse geral da nação, ele sabe apenas qual é o interesse do representado e é a esse interesse que ele se atém.
    Surpreendeu-me muito saber que a definição que você apresentou era a definição dos dicionários. Tenho um Aurélio de 1986 que não traz a palavra. O Aurélio no meu local de trabalho já traz o termo com o mesmo sentido do Houaiss. O interessante é que traz como citação uma frase da Veja. No dicionário de Política de Norberto Bobbio et alii, edição de 2000, não há a palavra. Fui no Dicionário Parlamentar e Político de Saïd Farhat, edição de 1996 e lá encontrei o seguinte:
    “A palavra fisiologismo – bem assim seus derivados, como fisiologista – é empregada, em política, em sentido sempre depreciativo. Indica a ação dos políticos, em geral, e dos parlamentares, em particular, condicionada e determinada, principal ou exclusivamente, pelos seus interesses pessoais ou pelos de sua clientela. Não é preciso dizer que, nem sempre ou quase nunca, tais interesses estão amparados pela ética, a lei, a moral ou os costumes. Se fosse possível fazer uma comparação, poderia concluir-se que a palavra “fisiologismo” tem sentido ainda mais pejorativo que “clientelismo”, dado o componente de interesses pessoais mais presente no primeiro que no segundo.”
    Há ai um pouco da minha definição. Fisiologismo pela definição de Saïd Farhat pode ser entendido como:
    “ação dos políticos, em geral, e dos parlamentares, em particular, condicionada e determinada, principal ou exclusivamente, pelos interesses pessoais da clientela deles (Os políticos e os parlamentares).
    E é esse o sentido que deveria ter o termo fisiologismo.
    No Código Penal, a prevaricação (Crime cometido por funcionário público aqui entendido quem, embora transitoriamente ou sem remuneração, exerce cargo, emprego ou função pública) é assim tipificada:
    “Art. 319. . . . .praticá-lo (ato de ofício) contra disposição expressa de lei, para satisfazer interesse ou sentimento pessoal”.
    E o mesmo Código Penal tipifica assim o crime de calúnia:
    “Art. 138. Caluniar alguém, imputando-lhe falsamente fato definido como crime.
    Ora entendido o fisiologismo como os nossos dicionários hoje trazem o significado do termo acusar alguém de fisiologista é sujeitar-se ao crime de calúnia, se não existe uma sentença transitada em julgado condenando-o pelo crime de prevaricação.
    De agora em diante terei mais cuidado e sempre que usar o termo fisiologismo, limitarei o significado do termo ao exercício da atividade do representante que põe o interesse do representado (E não o do representante) acima do interesse geral da nação, ou como querem outros acima do bem comum, com apenas os ditames da lei restringindo a ação do representante.
    Nesse sentido que eu emprego, o fisiologismo é a única forma de funcionamento das democracias representativas, salvo quando se dá oportunidade para a manifestação direta dos indivíduos na democracia direta. Ocorre, como eu tenho repetido, que a democracia direta, pela natureza pontual que ela encerra, é excludente. Ela exclui da arena política as minorias. Como incentiva uma maior participação popular na democracia representativa, a democracia direta deve ter seu espaço no processo democrático moderno, mas não ao ponto de o inviabilizar ou de o suplantar.
    Não se pode esquecer que a decisão dada em uma manifestação da democracia direta não configura o bem comum. Esse permanece oculto em todas as situações possíveis, salvo nas normas já estatuídas que tanto na democracia representativa como na democracia direta devem-se respeitar.
    Clever Mendes de Oliveira
    BH, 14/04/2010

  24. Pax said

    Caro Clever,

    Se toda a discussão serviu para evoluir teu pensamento, ou corrigir teu vocabulário, então já valeu a pena.

    E, sim, substituiria o “fisiologismo” que você usa com conceitos antigos, por outra expressão melhor. Foi este verbete que gerou toda a ambiguidade.

    Ainda bem que somos educados o suficiente para buscarmos o ponto de discordância sem precisarmos nos ofender mutuamente.

    Abraço

  25. Clever Mendes de Oliveira said

    Pax (24) (15/04/2010 às 09:09),
    Não creio que seja necessário trocar a palavra. A palavra está sendo usada incorretamente e os dicionários se deixaram pautar pela imprensa, por isso que eu fiz menção à referência no Aurélio à revista Veja.
    Incorretamente pois não se faz uma distinção entre o interesse do representante e do representado e se coloca a questão do bem comum como critério de decisão.
    Ora, o único bem comum conhecido é o definido na lei e se for contra a lei o representante comete uma irregularidade. Essa irregularidade não tem o nome de fisiologismo.
    Assim o termo foi incorporado pelo dicionário como ele é usado vulgarmente. No uso vulgar, o termo não faz sentido, pois não se especifíca que interesses pessoais se referem, se os interesses dos representados ou se os interesses do representante nem se considera que o interesse público, o bem comum são expressões que a doutrina começa a entender como conceitos jurídicos indeterminados.
    Assim o certo é quando eu falar de fisiologismo como inerente ao processo democrático representativo moderno eu especificar que fisiologismo no meu uso deve ser entendido como a conduta, prática ou ato de todos os representantes políticos que visem à satisfação dos interesses ou ao alcance de vantagens para os representados, no limite da lei, sem avaliação dos efeitos junto ao bem comum, salvo quando o bem comum ou interesse público ou interesse maior da nação esteja objetivamente definido em lei. Pode esticar um pouco a conversa, mas delimita claramente como um grupo entende que a democracia representativa funciona. Se o outro grupo entende que a única representação correta é aquela em que os representantes põem acima do interesse do representado o bem comum ele é contra a democracia representativa fisiológica.
    Não há nada de errado as pessoas pensarem assim. Não creio que seja assim que se dá, mas essa é uma questão de opinião que é exatamente quando se inicia o debate.
    Há assim dois grupos: Um que acredita que a única democracia representativa que existe é a fisiológica e outro grupo que combate a democracia representativa fisiológica. E falando francamente, quem combate a democracia representativa fisiológica não é democrático, salvo aqueles que consideram a democracia direta superior à democracia representativa. Esses são democráticos, mas democráticos vestidos do autoritarismo da vontade majoritária, que é assim como a democracia direta se manifesta. Para quem tem entendimento semelhante ao meu, a democracia direta ainda que com os avanços da internet jamais deverá suplantar a democracia representativa. Mas com moderação, ela deve ser usada para que, havendo maior participação popular, evite-se que a democracia representativa se esterilize, como vem ocorrendo na Europa. Já na Suíça, onde a democracia direta se destaca há muitas decisões pouco democráticas como a recente proibição de se construir minaretes (Casa de prece muçulmana) na Suíça.
    Clever Mendes de Oliveira
    BH, 16/04/2010

  26. Katia said

    O Líder Vaccarezza não é contra o projeto como foi citado com fervor pelos comentários e no post acima.
    Ele sim acredita que o Conteúdo é o Conteúdo do Projeto precisa ser aperfeiçoado.Segundo p próprio Vaccarezza , a proposta é constitucional e o País precisa mesmo definir o perfil adequado dos seus parlamentares. Por exemplo, traficante de droga não pode ser candidato.
    Vocês querem distorcer as falas para quebrarem a candidatura do PT, mas sinto, que as mentiras serão sempre desmascaradas.
    Como Líder do Governo ele tem por obrigação aprovar projetos corretos e não que deixe dúvidas pra má interpretações e aí depois ficará dificil definir quem é ficha limpa de fato.

  27. Clever Mendes de Oliveira said

    Pax (24) (15/04/2010 às 09:09),
    A primeira vez que li o seu comentário (22) de 13/04/2010 às 8:52, eu consultei os dicionários na uol, o Houaiss e o Michaelis, e surpreendeu-me aparecer no Houaiss somente um significado e com sentido pejorativo. O significado que eu vira no Michaelis me pareceu correto, mas a surpresa de no Houaiss existir apenas o sentido pejorativo do termo deixou-me perplexo e desatencioso com o significado dado no Michaelis. À noite em casa no meu computador pessoal que está com internet discada eu não consegui acessar o uol. No dia seguinte ao acessar o uol por alguma razão não me apareceu no Uol o significado do termo fisiologismo no Michaelis. Nos outros dicionários os significados foram os que eu já comentei. Todos davam suporte ao termo fisiologismo com o sentido pejorativo, ainda que a definição do dicionário do SaÏd Fahrat, conforme se vê em meu comentário (23) de 14/04/2010 às 23:55 parecesse mais com o que eu considerava que deveria ser o sentido do termo fisiologismo. Em Saïd Fahrat fisiologismo pode ser entendido como:
    “ação dos políticos, em geral, e dos parlamentares, em particular, condicionada e determinada, principal ou exclusivamente, pelos interesses pessoais da clientela deles (Os políticos e os parlamentares)”.
    Voltei a acessar o Uol e verifico que o termo fisiologismo apareceu novamente com a definição do Michaelis. Segundo o Michaelis o termo fisiologismo significa:
    “Preocupação exclusivamente com as normas e regras de funcionamento de uma organização, instituição etc., sem juízos de valor ou julgamentos morais”.
    É quase nesse sentido que eu emprego o termo fisiologismo. Aqui na definição do Michaelis ficou faltando explicitar que o apego às normas e regras de funcionamento se dá com o intuito de se alcançar um objetivo específico que é o atendimento dos interesses do representado. E é claro que há juízo de valor, pois se trata de ação humana e nenhum homem é uma pedra. Assim o representante se for votar favoravelmente ao casamento de gays para em troca ter uma rua na cidade em que a maioria dos representantes dele mora vai valorar a decisão que ele vai tomar levando em conta o que para ele é a preferência do eleitor dele permitir o casamento gay e obter a ponte ou não votar favoravelmnete ao casamento gay e perder a ponte. Ele seria mau representante se por exemplo os eleitores fossem favoráveis a votar em favor do casamento gay e ele deixar de consegui o asfalto porque imaginasse que os eleitores fossem contrários.
    Clever Mendes de Oliveira
    BH, 21/04/2010

  28. Clever Mendes de Oliveira said

    Pax,
    Aproveito para fazer duas referências aqui neste post “Vaccarezza, não suje mais o PT” de 07/04/2010. A primeira referência é a um seu post mais recente intitulado “Quando a pauta da sociedade vira a pauta do Congresso” de 02/05/2010 e o outro é o post no blog do Luis Nassif intitulado “Os problemas da ficha limpa” de 04/05/2010 às 16:47.
    Nesse sentido vou transcrever parte do comentário que acabei de enviar (Enviei hoje, 04/05/2010 às 19:55) para seu post “Quando a pauta da sociedade vira a pauta do Congresso”. Disse lá eu o seguinte:
    “Pax,
    Já disse o que tinha a dizer sobre essa questão do “Ficha Suja” junto ao seu post “Vaccarezza, não suje mais o PT” de 07/04/2010.
    Hoje cedo, entretanto, veio outra idéia quando eu escutei o Heródoto Barbeiro falando sobre o “Ficha Suja”. Não tenho muita alternativa para saber das últimas notícias, mas não me agradam esses jornalistas globais da CBN sempre defendendo as idéias mais vetustas.
    E ai me ocorreu uma comparação entre a atividade política da representação e a atividade do jornalismo. Políticos e jornalistas têm atividades semelhantes. Os dois fazem uma espécie de intermediação entre pontos distantes da sociedade aproximando-os. Os jornalistas estão nessa campanha maluca pelo “Ficha Suja”. Que tal, então, antes de atirar a primeira pedra, eles retirarem o telhado de vidro e estabelecerem que nenhum jornalista com sentença condenatória de tribunal em segundo grau de jurisdição possa desempenhar a atividade.
    Sobre esta questão do “Ficha Suja”, com uma abordagem mais próxima da minha, há um bom post no blog do Luis Nassif intitulado “Os problemas da ficha limpa” de 04/05/2010 às 16:47, feito a partir de um comentário do comentarista Jorge Furtado (Parece-me que é o cineasta), inclusive sendo o comentário de Luis Nassif colocado posteriormente a montagem do post”.
    Clever Mendes de Oliveira
    BH, 04/05/2010

  29. Clever Mendes de Oliveira said

    Pax,
    Tenho reproduzido a exaustão um comentário que enviara em 22/10/2009 às 01:02 para o post no blog do Luis Nassif intitulado “A Camargo Correa e o jogo do indexador” de 21/10/2009 às 09:29. Aqui no seu blog já o reproduzi junto ao post “Texto base do Ficha Limpa aprovado na Câmara” de 05/05/2010 em comentário (3) enviado em
    05/05/2010 às 22:03 e junto ao post “Quando a pauta da sociedade vira a pauta do Congresso” de 02/05/2010 em comentário (7) enviado em 05/05/2010 às 21:45. A cada reprodução eu o adorno de penduricalhos. Para simplificar reproduzo o comentário original (que lá também é uma reprodução) enviado em 22/10/2009 às 1:02 junto ao post “A Camargo Correa e o jogo do indexador” de 21/10/2009 às 09:29 no blog do Luis Nassif. O comentário é o seguinte:

    – – – – – – – – – – – –
    “Luis Nassif,
    Há tempos venho buscando um comentário mais antigo que eu escrevi no seu post e não lembrava. Hoje, 21/10/2010 ao ler a coluna de Fernando Rodrigues na Folha de S. Paulo, ocorreu-me de fazer a pesquisa novamente. Encontrei o meu comentário aqui no seu blog no post “Os bilhetes aéreos de Ciro” de 19/05/2009 às 08:09 que trazia uma reportagem da Sucursal de Brasília da Folha de S. Paulo com o título “TAM admite erro na emissão de passagens para mãe de Ciro”. Enviei o email em 19/05/2009 às 14:20 para Sérgio Resende e dizia o seguinte:
    – – – – – – – – – – – – – – – – –
    Sérgio Resende,
    De minha parte não faria comentários a favor de Ciro, nem contra ele. Penso que na questão de passagens há várias falhas, mas não merecia ter a repercussão que se deu. Dei uma olhada na matéria, por que, embora não seja eleitor do Ciro Gomes (considero-o muito PSDBista para o meu gosto) torcia para ele. Não faço, entretanto, distinção à crítica que lanço a todos que de uma maneira ou de outra participaram do Plano Real. O prejuízo que o Plano Real causou ao Brasil (Balanço de Pagamento deficitário, aumento da dívida, venda da Vale a preço de banana – tinha que vender a Vale para poder receber recursos e não ter que desvalorizar o real) é muito maior do que essas questões de passagem.
    O que você falou tem razão: as pessoas se acham o supra sumo da ética e acusam (a acusação mesmo quando correta já é ou falta de ética de quem acusa ou excesso de ética da soberbia que para mim é falta de ética) porque é de praxe acusar políticos no Brasil como se eles fossem um ET e não gente como a gente.
    Só um exemplo que eu gosto de mencionar quando questiono a respeito da corrupção na política. Sejam dois deputados. Um com um bom advogado (Não necessariamente ele seria o Ciro Gomes, ou o Aécio Neves, ou o José Serra ou o grande economista como o Kandir e outro sem nem mesmo uma assessoria jurídica (Um Severino qualquer dessa vida e morte severina)). Pois bem, um dia o assessor de cada um deles diz o seguinte: olha, há uma grande empresa de mineração que diz que se você votar a favor da desoneração de produtos primários do projeto de Lei Complementar que será a futura LC 87/96 ou Lei Kandir ela lhe dará um milhão de dólares. O deputado então pergunta: isso é legal? Quem tem um assessor jurídico vai receber como resposta que não, mas se a empresa ao invés de pagar diretamente ao deputado, pedir uma fornecedora (ela tem que passar o dinheiro via uma fornecedora porque ela é concessionária de exploração de mina) para financiar nas próximas eleições a campanha do deputado, não haverá nada de errado. E o assessor vai ainda acrescentar: mas sua excelência tem de constar as doações de campanha na suas prestações de conta eleitoral.
    Agora imagine o deputado só com uma assessoria matuta e ela dizendo: sei não deputado, não vi nenhum impedimento e ainda mais que sua excelência ia votar a favor mesmo.
    – – – – – – – – – – – – – – – – –
    No meu exemplo eu falo de uma grande empresa de mineração e de uma fornecedora da empresa que iria financiar a campanha de um deputado. No artigo na Folha de S. Paulo – A Vale e a política – Fernando Rodrigues diz que a Vale contratou o publicitário Nizan Guanaes (A empresa dele é fornecedora da Vale de serviços de marketing). O processo é mais direto. Nizan Guanaes vai fazer a propaganda de quem no próximo ano?
    – – – – – – – – – –
    É isso. Se se quiser ver os penduricalhos há que se ir aos dois outros posts aqui no seu blog.
    Clever Mendes de Oliveira
    BH, 05/05/2010

  30. Clever Mendes de Oliveira said

    Pax,
    Veja um resultado do Ficha Limpa ou Ficha Suja. O Anthony Garotinho não poderá ser candidato. Parece que será o único. O Paulo Maluf que possui mais controle da seara onde ele exerce a atividade política vai passar incólume. Ele e outros tantos.
    Anthony Garotinho e Ciro Gomes formam um pequeno leque de políticos com carisma. Carisma é característica fundamental do sistema democrático. Onde não há carisma é de se desconfiar que não há democracia. O mundo soviético nunca teve um líder carismático.
    Desde a época do plano real há uma espécie de interdição da participação de líderes carismáticos nas campanhas políticas para presidente da República. Em 1994 tivemos o Orestes Quércia e o Leonel Brizola, mas ambos (principalmente o Leonel Brizola) já nos estertores e tendo o Plano Real de pano de fundo. Em 1998 tivemos Ciro Gomes, mas com o Plano Real ainda de pano de fundo e Ciro Gomes aparecendo mais para quebrar em duas partes a esquerda. Em 2002 tivemos Anthony Garotinho e o Ciro Gomes como candidatos carismáticos. A mídia, entretanto, tratou de os deixar fora do campo de batalha. Na época o Lula tinha carisma, mas era um carisma restringido pela rejeição elevada ao PT e pelo alcance somente a dois grupos particulares. O grupo das pessoas mais humildes e grupo que se vinculou ao Lula pelo aspecto histórico das várias campanhas que Lula empreendeu sendo que desde o segundo turno de 1989 ele fazia campanha como representante de toda a esquerda. Era então um carisma limitado que não atingia todas as classes sociais como evidentemente era o caso de Ciro Gomes e Anthony Garotinho. Para destruir Ciro Gomes, José Serra atacou-o de tal modo, que em conseqüência amargou aumento de rejeição à candidatura dele. Os eleitores de Ciro Gomes desgostosos com a campanha que José Serra fazia contra Ciro Gomes preferiu apoiar Lula. José Serra correu um risco calculado porque a base de apoio dele era o Estado de São Paulo que tem quase 25% do eleitorado brasileiro. E Anthony Garotinho não tinha partido para articular a campanha dele que de certo modo era até uma forma de se dividir a esquerda e só teve o apoio para poder dividir o eleitorado de Lula.
    Assim, legalmente se conseguiu afastar Anthony Garotinho da atividade política. Se se achar que só isso é razão suficiente para regozijar-se com a Lei, não há como criticá-lo pela defesa que você fez dessa legislação. Como penso que a atividade política na democracia representativa deve-se pautar pela lei e não por princípios éticos, não vejo problema nos que alegarem essa razão suficiente.
    Agora, não se pode é chamar de ética essa razão suficiente, pois é evidente o tratamento não equânime que ela proporciona.
    Clever Mendes de Oliveira
    BH, 29/06/2010

  31. Pax said

    Caro Clever,

    Você é contrário ao Ficha Limpa. Direito teu, claro que sim. Eu gosto, direito meu, também.

    Mais que torcer pela judicialização da política, torço pela mobilização da sociedade. Foi ela quem disse: “basta, estamos de saco cheio e não temos onde reclamar”.

    Mas, muito melhor que isso parece ser, achismo meu, que os brasileiros tendem a olhar as fichas dos candidatos a partir de agora. Ao menos uma parte da sociedade fará isso, creio nessa tese.

    Associado ao novo “modus” da sociedade, soube ontem por um advogado, que há um movimento de novos juízes, puristas, idealistas, aparecendo. Tomara que vingue também.

    Cá do meu amadorismo acredito que política é um jogo de interesses, sim, claro que sim, mas não pode ser um “vale tudo”.

    De novo, meu caro, aplaudo sim, o Ficha Limpa. Por mais que haja críticas que são boas para seu aprimoramento, uma necessidade que também admito.

    (ps.: este post já mofou, o assunto Garotinho está em pauta, lá em cima).

  32. Clever Mendes de Oliveira said

    Pax (31) (30/06/2010 às 07:41),
    Obrigado pela atenção ao meu comentário. E fico me atualizando em relação aos outros posts aqui no seu blog sempre que possível. E aproveito para mencionar que copiei daqui deste post “Vaccarezza não suje mais o PT” de 07/04/2010 os meus comentários (25) de 17/04/2010 às 00:03 e (30) de 29/06/2010 às 20:47 e os transcrevi junto ao post “Serra e o BNDES” de 22/06/2010 no blog de Na Prática a Teoria é Outra onde eu precisava falar um pouco mais sobre o fisiologismo.
    E aproveito também para lembrar que no post “Serra e o BNDES” como pareceu para o comentarista JCCMeirelles como aqui no post “Vaccarezza, não suje mais o PT” eu não defendo o vale tudo na política como me parece que foi o que você concluiu dos meus comentários. Defendo, ao contrário, que a atividade política não possa sair dos parâmetros legais. Só que quando a atividade política sai dos parâmetros legais o que se tem é uma ilicitude já configurada seja no Código Eleitoral, seja no Código Penal, com um nome específico que não pode ser substituído pelo termo fisiologismo. Afinal, o termo fisiologismo foi utilizado na sua origem para qualificar criticamente aqueles deputados ou representantes do povo que em vez de se voltar para o interesse maior da nação se voltavam para aspectos corriqueiros da comarca em que se assentava o eleitorado dele, como a construção de um mata-burro, de uma ponte, de uma via vicinal etc. Crítica, entretanto, infundada, pois essa é a única forma da democracia representativa funcionar. Quando se percebeu isso é que se passou a dar segundos significados ao termo fisiologismo.
    Clever Mendes de Oliveira
    BH, 30/06/2010

  33. Clever Mendes de Oliveira said

    Pax,
    Vez ou outra, venho aqui neste post para pegar alguma informação sobre fisiologismo que aqui foi bem desenvolvido, ou pelo menos, foi desenvolvido ao meu gosto. Se for possível, e só fico sabendo se tentar, farei também o procedimento inverso, qual seja, indicar um ou outro post onde a questão de fisiologismo ou da ética na política tenha sido abordada.
    Há três post no blog de Na Prática a Teoria é Outra que valem ser mencionados aqui pela discussão séria sobre a questão ética na política. São eles:
    1) “Chauí e Giannotti” de 24/08/2005 (Esse post é o mais fraco, sendo mais antigo e foi redigido na memória que Na Prática a Teoria é Outra tinha a respeito de dois textos, um de Marilena Chaui intitulado “Acerca da moralidade pública” que aparecera na Folha de S. Paulo em 24/05/2001 exatamente para se opor ao segundo artigo que era de José Arthur Giannotti e apareceu na Folha de S. Paulo em 17/05/2001 e intitulado “Acusar o inimigo de imoral é arma política, instrumento para anular o ser político do adversário”);
    2) “Mais Política Pós-Ética” de 31/07/2010 (Esse post é importante não só por indicar um outro post onde há a discussão sobre ética (Trata-se do post “A política “pós-ética”” de quinta-feira, 29/07/2010 às 23:47 no blog de Raphael Neves Politika etc.) como também por indicar os dois textos sobre os quais Na Prática a Teoria é Outra havia escrito o post “Chauí e Giannotti”) e
    3) “Dossiê Cult “A Era Lula”: “Uma Política Pós-Ética”, de Cláudio Gonçalves Couto” de 29/07/2010 (Aqui valem à pena a análise de Cláudio Gonçalves Couto que saiu em número 148 especial da revista Cult (Dossiê “A Era Lula”), a análise do próprio Na Prática a Teoria é Outra e os comentários feitos junto ao post).
    Deixo indicado também dois posts no Blog do Alon Feuerwerker. O primeiro mais recente intitulado “A tentação tucana” de 11/01/2011 faz uma abordagem do fisiologismo de modo semelhante à minha. E o segundo post intitula-se “O darwinismo político e o suicídio da elite” de quarta-feira, 09/08/2006.
    Quem lê o post de Alon Feuerwerker e vendo a data, 09/08/2006, ou seja há quase 5 anos e quase há 4 anos da época em que escrevi aqui sobre fisiologismo fica com a sensação que nada nos meus comentários aqui é de minha lavra, pois Alon Feuerwerker já houvera expressado as mesmas idéias e com a propriedade especial dele há muito mais tempo.
    E recentemente houve um post no Blog do Luis Nassif em que se discutiu um texto que embora antigo pois é de 2002 analisa, a meu juízo, com muita adequação do problema da ética na política. Trata-se do post “Ética na Política? Da ingenuidade dos céticos ao realismo maquiavélico” de sexta-feira, 04/03/2011 às 00:59. O post destinava-se a discussão de artigo de Antônio Ozaí da Silva com título “Ética na Política? Da sagrada ingenuidade dos céticos ao realismo maquiavélico”. O artigo fora publicado na revista Espaço acadêmico de agosto de 2002.
    É isso. A relembrar que o post “O darwinismo político e o suicídio da elite” de quarta-feira, 09/08/2006, que saíra no blog de Alon Feuerwerker me dera o conforto de saber que não só não estava sozinho em perfilhar essas idéias sobre o fisiologismo, como estava e estou (Como se pode ver no post dele mais recente “A tentação tucana” de 11/01/2011) em muito boa companhia.
    Clever Mendes de Oliveira
    BH, 05/04/2011

  34. Pax said

    Olá, caro Clever.

    Ao menos coloque com links para facilitar a vida de quem quiser acompanhar teu raciocínio, por favor. A internet é boa, mas sem facilitômetros, se torna trabalhosa e enfadonha.

  35. Clever Mendes de Oliveira said

    Pax (31) (05/04/2011 às 22:05),
    Gentileza a sua atenção para com os meus comentários. E desculpe-me pela falta dos links. E pensar que eu não os relacionei por não lembrar qual é a política aqui no seu blog em relação aos links, principalmente porque além de serem muitos, tratava-se de um post antigo que poderia só por isso inviabilizar comentários novos.
    Deixo então a seguir os links:
    1) Para o post “Chauí e Giannotti” de 24/08/2005 no blog de Na Prática a Teoria é Outra:
    http://napraticaateoriaeoutra.org/?p=300
    1-a) Para o artigo de Marilena Chaui intitulado “Acerca da moralidade pública” que aparecera na Folha de S. Paulo em 24/05/2001:
    http://www.cefetsp.br/edu/eso/filosofia/moralidadepublicachaui.html
    1-b) Para o artigo de José Arthur Giannotti que apareceu na Folha de S. Paulo em 17/05/2001 e intitulava-se “Acusar o inimigo de imoral é arma política, instrumento para anular o ser político do adversário”
    http://www.cefetsp.br/edu/eso/filosofia/artigogiannottigerapolemica.html
    2) Para o post “Mais Política Pós-Ética” de 31/07/2010 também no blog de Na Prática a Teoria é Outra:
    http://napraticaateoriaeoutra.org/?p=6586
    3) Para o post “Dossiê Cult “A Era Lula”: “Uma Política Pós-Ética”, de Cláudio Gonçalves Couto” de 29/07/2010 também no blog de Na Prática a Teoria é Outra:
    http://napraticaateoriaeoutra.org/?p=6568
    4) Para o post no blog do Alon Feuerwerker intitulado “A tentação tucana” de 11/01/2011:
    http://j.mp/eeDrnx
    5) Para o post também no blog do Alon Feuerwerker intitulado “O darwinismo político e o suicídio da elite” de quarta-feira, 09/08/2006, o endereço é:
    http://www.blogdoalon.com.br/2006/08/o-darwinismo-poltico-e-o-suicdio-da.html
    e 6) Para o bom artigo de Antônio Ozaí da Silva com título “Ética na Política? Da sagrada ingenuidade dos céticos ao realismo maquiavélico” publicado na revista Espaço Acadêmico de agosto de 2002:
    http://www.espacoacademico.com.br/015/15pol.htm
    Menciono aqui mais três posts com os links. O primeiro está no blog de Luis Nassif e foi destinado a analisar uma passagem do artigo de Antônio Ozaí da Silva. Há junto ao post bons comentários. Com o título semelhante ao do artigo, o post intitula-se “Ética na Política? Da ingenuidade dos céticos ao realismo maquiavélico” e saiu no blog de Luis Nassif sexta-feira, 04/03/2011 às 00:59. O endereço é:
    http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/etica-na-politica-da-ingenuidade-dos-ceticos-ao-realismo-maquiavelico
    O segundo post também no blog de Luis Nassif diz respeito ao populismo, mas pelos comentários fica bastante pertinente a indicação junto a este post “Vaccarezza, não suje mais o PT” de 07/04/2010. O post no blog do Luis Nassif tratando do populismo intitula-se “Sobre popular e populista” de sábado, 12/02/2011 às 19:36 e o endereço é:
    http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/sobre-popular-e-populista
    E remeto agora para um post recente no blog do Alon Feuerwerker comentando a decisão do STF sobre um aspecto de inconstitucionalidade da Lei de Ficha Limpa. O post de Alon Feuerwerker é “A boa judicialização” de 25/03/2011 e o endereço é o que se segue:
    http://www.blogdoalon.com.br/2011/03/boa-judicializacao-2503.html
    Não é só isso não Pax, mas dado o adiantado da hora, é bom ficarmos exatamente aqui.
    PS Há ainda uma terceira razão para eu não ter colocado o endereço: eu não sei que tag colocar e não sei se sem tag ele funciona.
    Clever Mendes de Oliveira
    BH, 05/04/2011

  36. Pax said

    Caro Clever,

    O blog é uma coletânea de notícias e se obriga, pela própria declaração em “Sobre o blog”, de colocar os links. Mas a ferramenta onde o blog está escrito, o tal do WordPress, limita comentários com mais de 10 links e aí aparece nos meus e-mails um aviso que tenho que vir liberar alguma coisa, o que, confesso, me atrapalha um bocado na medida que esta atividade não é única e não tenho quem me ajude nessas tarefas administrativas.

    Mas, o blog é, acima de tudo, um espaço de discussão. Se diz e pretende ser democrático, onde todas as vozes têm direito. Há raras exceções, para os famosos trolls da Internet. Isto quer dizer que este blog é muito mais feito pelos comentaristas que pelo autor.

    Enfim, obrigado pelos links, estou lendo alguns neste momento.

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