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    Uma coletânea das notícias da corrupção, desvios, anomalias, eleições e meio ambiente que aparecem na mídia todos os dias a partir de agosto de 2008.
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Miscelânea eleitoral da semana

Posted by Pax em 07/05/2010

Num ensaio dos debates à campanha presidencial Marina é mais aplaudida que Dilma e Serra. Todos falaram em reforma tributária e fortalecimento do orçamento dos municípios. Ouça trechos do debate no site da Folha.

Dilma afirma que se preocupa com uma reforma administrativa do Estado visando “cuidar do empreendedorismo”.

PSB ratifica apoio à campanha de Dilma mas quer espaço e se preocupa com o tamanho da gula do PMDB na aliança.

A derrota do governo na votação do reajuste dos aposentados complica as alianças do PT nos Estados. Em ano eleitoral toda irresponsabilidade vale e o governo não foi capaz de manobrar corretamente a base aliada na Câmara e o Senado tende a não interferir obrigando Lula, provavelmente, vetar o reajuste e ficar com a conta salgada da reação da massa de aposentados.

Marcelo Branco, o coordenador da campanha pela Internet de Dilma pode ser a primeira baixa em sua equipe. Ao que tudo indica o amadorismo e a vontade de aparecer mais que a candidata foram seus maiores pecados. O programa Fala Dilma do site já está suspenso.

Segundo o noticiário Serra poderá ter como vice Francisco Dornelles do PP, partido que se divide em apoiar a situação ou a oposição. Após o tsunami que derrubou o DEM com o mensalão em Brasília e a negativa de Aécio para concorrer como vice, o PSDB luta para achar uma aliança que ajude mais que atrapalhe.

E o PMDB, de alto custo para o PT, deve fechar com Serra no RS.

Atualização às 12h48: Serra diz que chamaria PV e PT para o governo caso venha a ser eleito. Dilma diz achar estranha esta posição de Serra quando o PSDB foi ferrenho adversário de Lula que agora tem aceitação popular altíssima.

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5 Respostas to “Miscelânea eleitoral da semana”

  1. Jorge said

    Acho que aos poucos as propostas aparecem e as diferenças também A Reuters noticiou as medidas econômicas do Serra: a primeira, ajuste fiscal, menos protagonismo dos bancos públicos, etc. Também houve a indicação do esvaziamento do Mercosul. Dilma Roussef irá desenvolver amplamente o aproveitamento hidrelétrico da Amazônia, Marina Silva não concorda. Não soube o que Marina pensa do Mercosul, mas ficou contra o Brasil se aproximar do Irã É claro que há um consenso sobre alguns pontos, como democracia e direitos humanos etc. Nenhum deles nada declarou ainda sobre o SUS. Segurança discutimos aqui. Acho que a campanha começou melhor do que o esperado, apesar das equipes contratadas para difamar adversários na internet.

  2. Pax said

    Jorge,

    Também fiquei satisfeito com o nível desse primeiro debate, mesmo que tenha sido somente um ensaio. Essas turmas da internet que (a) ambos os lados contrataram e (b) são levados pelo vai-da-valsa de torcidas não só são chatas pacas como não ajudam em nada, no meu entender.

    As propostas aparecem muito sutilmente, sim. As diferenças também, mas entre Serra e Dilma não apareceu ainda uma grande diferenciação, no meu entender. Marina afirma que pensa estruturalmente o futuro mas também ainda não convenceu, tanto que sua campanha não disparou nem onde entendo que o PV e alguns achariam que dispararia, na classe média, média/alta, mais antenada, mais preocupada com o meio ambiente etc.

    Vale ressaltar que nossos amigos aqui, os liberais, que têm todo direito de existir e defender suas posições, realmente estão órfãos. Nem Serra, nem Dilma, nem Marina pregam qualquer movimento liberalizante da economia, abandonando os movimentos sociais iniciados por FHC e potencializados por Lula, principalmente no que se refere ao aumento real do salário mínimo e a disponibilização de crédito através dos bancos estatais que estimulou os bancos privados a seguir o mesmo caminho. (vejam, aqui falo do pouco que sei, portanto acredito ser uma boa discussão, essa do crédito, ao menos para meu aprendizado com os bons debatedores do blog).

    Um ponto interessante foi o colocado pelo Alon hoje, que traz a questão do PT estar no subjugo do PMDB e base aliada à além do que o Alon entende ser saudável. Acaba sendo o mesmo discurso que o Ciro e Marina fazem ao criticar o governo. E, cá para nós, acho que eles têm alguma razão. O custo do apoio, da base, principalmente o custo do PMDB, parece ter passado do limite. E este mesmo PMDB agora ajuda a colocar o Lula numa sinuca de bico com a questão do aumento dos aposentados. Afora Sarney e família que dia sim e outro também nos brindam com noticiário indigesto.

    Ontem foi a notícia que Fernando Sarney foi indiciado pela PF por operações ilegais de remessas ao exterior ou coisa parecida, hoje a história de José Sarney contratar a mulher do ministro do TCU que ele mesmo colocou lá para fiscalizar as contas do Senado, ou seja, a raposa para tomar conta do galinheiro.

    O discurso do Serra neste aspecto é mais forte. Apesar do DEM ter histórias tão ou mais escambrosas (existe esta expressão?) que o PMDB, como Efraim, Arruda etc, o PSDB colocou o DEM de lado para morrer sua morte política, apesar de seus cardeais (Caiado, Rodrigo, Bornhausen etc) ainda estrebucharem por uma sobrevida. No RS Serra falou grosso e grosseiramente com 2 jornalistas que o pressionaram sobre os escândalos de Eduardo Azeredo e Arruda. Tem um vídeo com o Painel RBS sobre isso que você pode ver aqui: http://www.youtube.com/watch?v=kpiEkygmlMI

    Dilma, bem, gostei do que ela disse, que vai aprender com o povo, com seus erros de campanha. É a primeira vez que ela sai pra rua pra pedir voto e tá aprendendo com algumas porradas na cabeça. Mas, cá entre nós, sem comprar a histeria de tios por aí, sinceramente trocaria a estratégia da Internet onde o coordenador quer aparecer mais que a candidata. Até parece que o nome do fulano estará em alguma cédula eleitoral. Ao que me consta não. E isso significa, no meu entender, que colocaram um cara que entende de internet – sim, ele é da área e parece entender – mas que é um absoluto amador em marketing e, segundo minha opinião, tem um umbigo maior que sua competência.

  3. Elias said

    Pax,

    A onda da direita, agora, é dizer que não é nem nunca foi liberal. A direita agora se diz “conservadora”.

    Lembra daquela história de que o mercado tem reposta pra tudo? Pois esqueça! Não era bem aquilo, não… entende? Na verdade, ela nunca levou aquilo muito a sério… entende?

    Cá pra nós, é melhor assim. Ficava meio estranho a gente chamar de “liberal” prum cara que, a bem da verdade, não era nada liberalizante.

    O problema dessa turma, agora, é conseguir recheio intelectual pro discurso de sempre. Os ícones desse pessoal eram todos liberais, cujas idéias estão meio que despencadas depois do mais recente bundalelê econômico global.

    Então, no plano das idéias, os agora-conservadores estão restritos ao gueto da indústria do medo de que está em curso um complô comunista pra dominar o planeta. E tome de Foro São Paulo & quejandos!

    Como se sabe, essa indústria, muito popular no século passado, entrou em declínio depois que o comunismo despencou de podre.

    Em termos ideais, pra direita, deveria ter alguma coisa à esquerda, que pudesse ser usada como bicho papão pela indústria do medo.

    Acontece que a esquerda não assusta mais (no Brasil, pra ser exato, ela nem mesmo existe, né…).

    Aí está o problema da direita: como fazer funcionar a indústria do medo sem nada à mão que provoque medo?

    Não admira a situação de orfandade em que esse pessoal se encontra.

    No fundo, a merdolência da direita é um reflexo da merdolência da esquerda, né?

    Quanto à proposta de Serra, de governar com o PV e o PT, é só o começo…

    O cara vai acabar prometendo lipoaspiração gratuita…

  4. Na verdade a direita brasileira vive um vacuo ideológico difícil de ajustar. Começa a renascer um discurso na linha de austeridade fiscal, mas na Europa combalida pela crise grega. No mundo emergente, até as agências financeiras internacionais – FMI, Banco Mundial – defendem um papel mais ativista do estado, com reformas microeconômicas – crédito, estímulo à inovação, política industrial – assumindo a prioridade em relação às macroeconômicas – câmbio, estabilização monetária – e o foco maior na ampliação da capacidade administrativa do estado ao invés do estado mínimo. Tarun Khanna, professor da Harvard Business School, chegou a defender que os Estados Unidos adotassem o modelo chinês ou indiano para recuperar a economia (?).

    Por isso Serra acaba sendo a melhor opção à direita. Por que ele nunca acreditou sinceramente nessa baboseira do Consenso da Washington. Haja vista a atuação dele na quebra das patentes dos genéricos.

  5. Pax said

    O Serra realmente saiu com uma “prometelança” danada. No RS prometeu curar até espinhela caída, ainda mais com sua declaração de hoje de um estado “musculoso”.

    O melhor de tudo é a foto da semana passada que o fotógrafo do Estadão, Emmanuel Pinheiro, teve a felicidade de fazer:

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