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Notícias da Corrupção, Desvios, Anomalias, Eleições e Meio Ambiente

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    Uma coletânea das notícias da corrupção, desvios, anomalias, eleições e meio ambiente que aparecem na mídia todos os dias a partir de agosto de 2008.
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Congresso em Foco

Posted by Pax em 12/05/2010

O site Congresso em Foco merece elogios. Desde sua fundação que o acompanho e é uma das melhores fontes de informação sobre política brasileira.

Ano passado este site pautou toda a imprensa nacional com os escândalos das passagens aéreas que aqui foi catalogado como ParlamenTurismo, bem como os escândalos das Verbas Indenizatórias.

Sua equipe, que desconheço, faz um excelente trabalho. As análises de Rudolfo Lago, o editor-chefe do site, são excelentes.

Melhor que isso, como diz nosso comentarista Elias, bate com o mesmo pau em Chico e em Francisco. Temos um bom exemplo disto em duas de suas notícias que valem destaque e sugiro a leitura para eventual discussão:

Rudolfo Lago: A chave do discurso de Dilma

“O debate a ser posto na mesa pela petista trata de estabelecer o seguinte: em qual momento o Brasil tomou seu atual rumo de desenvolvimento econômico com estabilidade, crescimento da classe média e do consumo interno, com um papel de maior inserção no cenário internacional? (continua…)”

Edson Sardinha: Jader “troca” Ana Júlia por Dilma

Considerado por aliados e adversários como “fiel da balança” nas eleições de outubro no Pará, o deputado Jader Barbalho (PMDB-PA) está entre tapas e beijos com o PT. O clima é de fim de casamento com a governadora petista Ana Júlia, que ele ajudou a eleger no segundo turno em 2006 e com quem vive às turras atualmente. Mas de prolongada lua-de-mel com o presidente Lula e sua candidata à Presidência, Dilma Rousseff. Interlocutores de Jader têm apenas uma certeza sobre seu futuro político: candidate-se a que cargo for, apóie quem apoiar, o presidente regional do PMDB estará mesmo com Dilma em outubro. (continua…)

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22 Respostas to “Congresso em Foco”

  1. Elias said

    “O debate a ser posto na mesa pela petista trata de estabelecer o seguinte: em qual momento o Brasil tomou seu atual rumo de desenvolvimento econômico com estabilidade, crescimento da classe média e do consumo interno, com um papel de maior inserção no cenário internacional?”

    Pois é…

    Parece que será por aí, mesmo.

    Acontece que essa história deveria ser secundária, complementar, na campanha. É coisa pra jornalista, historiador, pesquisador, ou coisa do gênero.

    Dilma não deveria colocar isso em debate. Ela deveria, simplesmente, afirmar o que tem que ser afirmado (os tucanos que se virem pra contraditar…), e partir pro que realmente interessa: os próximos passos.

    Afinal, o emprego que ela quer ganhar não existe pra discutir o que foi feito no passado, mas, principalmente, pra conduzir os passos futuros.

  2. Elias said

    Jader está montando o jogo pro seu filho, Helder, que está sendo preparado pra disputar o governo em 2014.

    Acontece que se Jader se candidatar a governador, e for eleito, Helder terá que ficar fora do jogo. Se não for eleito, os 2 dançam.

    Candidatando-se a deputado federal ou senador, as chances de Jader se eleger são bem maiores, mas, neste caso, terá que tomar uma decisão sobre quem vai apoiar pro governo.

    Se apoiar Jatene, do PSDB, perderá o controle da coisa. Caso eleito, Jatene vai pra reeleição em 2014, adiando o sonho de Helder para 2018. E, aí, Jader estará velho demais.

    Perigo igual ou maior Jader terá pela frente se lançar candidato próprio, do PMDB, pra governador. Uma vez no poder, dificilmente o carinha vai abrir mão da chance de se reeleger. Em 2006, o então governador Jatene abriu mão em favor de Almir Gabriel, mas fez corpo mole na campanha e Almir perdeu feio. Hoje, Almir e Jatene são inimigos de pai e mãe…

    Na verdade, Jader tem poucas alternativas. A melhor delas é Ana Júlia. Ele sabe disso, e procurar valorizar ao máximo suas fichas…

  3. Elias said

    Pax,

    Por favor delete a repetição.

    Desculpe.

  4. Pax said

    Done…

    Elias,

    Mas Jader não é um “Sarney de Lula” para a Ana Júlia?

  5. vilarnovo said

    A resposta à pergunta da Dilma é fácil fácil: após o Plano Real.

  6. Pax said

    Hum… Vilarnovo…

    Acho que é desmerecer demais os acertos do governo Lula. E este é um erro infantil da oposição, que nem Serra comete.

  7. Elias said

    Pax,

    Uma coisa é a percepção de Jader em âmbito nacional.

    Ao contrário de alguns outros políticos, Jader é o “anti-teflon” por excelência. Tudo que jogam nele, cola.

    Em âmbito nacional, ele acabou se tornando uma espécie de símbolo da corrupção (o que é uma pena, pra quem havia forjado uma sólida reputação como membro da ala “autêntica” do MDB, no enfrentamento à ditadura militar).

    No Pará, o papo é outro. Jader é um dos políticos com maior patrimônio eleitoral da história. Sem muito esforço, ele se elege deputado federal com votação maior que qualquer outro concorrente. Com algum esforço, se elege senador.

    Acrescente-se a isso a extrema sagacidade política do cara. Aqui no Pará, muita gente costuma chamá-lo de “Anhanga”. Ele é tinhoso, mesmo! Lembre que ele foi um dos poucos políticos que teve peito de bater de frente com o ACM (e foi aí que ele começou a se ferrar, embora tenha ferrado com o Malvadeza, também).

    Em 2006, ele foi um aliado de peso.

    Hoje, setores do PMDB se queixam de que, uma vez no poder, o PT não cedeu o espaço político que seus aliados mereceriam. Jader diz que existem pessoas do PMDB no governo, mas isso não significa que o PMDB está no governo (ele diz que o PMDB não influi nas decisões importantes do governo, nem delas participa).

    Questão de ponto de vista. No PT, não poucos acham que o partido cedeu até mais do que deveria…

    É a partir de posições assim que se estabelece uma negociação, né?

    No entorno de Jader, não falta quem faça o possível pra ele romper do PT.

    Pode ser que Jader faça isso. Se fizer, não terá meio termo: ou ele vai pro algodão ou se ferra de vez.

  8. Pax said

    Elias,

    Pena que só volto amanhã à tarde à essa discussão. Confio nas tuas opiniões a priori e deixo dois pontos para alongarmos:

    1 – o de positivo que posso falar é a lembrança de Jader em oposição ao coronel ACM.

    2 – o de negativo é a cena dele sendo preso no escândalo da Sudam,

    Amanhã à tarde estou de volta.

  9. vilarnovo said

    Pax – Eu não fiz ilação nenhuma sobre o governo Lula. A pergunta foi bastante clara: “EM QUAL MOMENTO o Brasil tomou seu atual rumo de desenvolvimento econômico com estabilidade, crescimento da classe média e do consumo interno, com um papel de maior inserção no cenário internacional?”

    Fica difícil discordar que esse MOMENTO foi a adoção do Plano Real. Tudo o que veio depois foi consequência disso. Ou não? Para mim isso é um fato.

    Se procurar aqui mesmo verá que várias vezes afirmei que um dos grandes méritos do Lula foi ter dado suporte ao Plano Real (mesmo depois de ter sido contra) a despeito de muitas vozes dentro do próprio PT. Mas a base de tudo foi o Plano Real. Sinceramente para mim não há a menor hipótese de discutir isso. Podemos debater que FHC errou em muitas coisas e eu concordo, mas sobre o início de tudo não há a menor dúvida.

  10. Olá!

    Pergunta:

    “[E]m qual momento o Brasil tomou seu atual rumo de desenvolvimento econômico com estabilidade, crescimento da classe média e do consumo interno, com um papel de maior inserção no cenário internacional?

    Resposta: Plano Real.

    Aliás, o Plano Real foi posto, pelo Pax, no mesmo patamar de outros importantes fatos da história do Brasil, como o Fim da Escravidão e a Proclamação da República. Foi o Pax que disse. Estou apenas me atendo ao que ele falou.

    Até!

    Marcelo

  11. Olá!

    “Hum… Vilarnovo…

    Acho que é desmerecer demais os acertos do governo Lula. […]”

    Mas o governo Lula tem méritos, Pax. O maior mérito foi, justamente, ter dado continuidade ao que o FHC fez. O presidente Lula manteve o cenário reformado que lhe foi entregue pelo seu antecessor, aprofundando os principais programas sociais também lançados no governo anterior.

    O atual governo chegou ao ponto de ceifar antigos companheiros de luta em prol dessa herança que recebeu. Hehehehehehehe… Deve ser difícil ser expulso do partido em prol da manutenção de uma agenda de governo que, alguns meses antes, todo o PT estava unido para combater e sabotar. Um dia, os historiadores ainda irão explicar esse fato. Se bem que, às vezes, penso que isso é assunto para a psicologia e a psiquiatria.

    “[…] E este é um erro infantil da oposição, que nem Serra comete.”

    O detalhe é que, suponho, nenhum de nós, aqui, é político e precisa angariar votos para se eleger. O José Serra é político e ele sabe que se contrapor ao presidente Lula seria uma péssima estratégia de campanha.

    Um outro fato é que o atual governo não fez nenhuma reforma estrutural importante. Podem avacalhar o quanto quiserem com o governo FHC e com o próprio FHC, mas ele, pelo menos, legou à posteridade uma reforma estrutural que muito contribuiu e contribui para o progresso econômico do país.

    Refaço o convite aos colegas daqui do site para comentarem o seguinte questionamento: Por quais motivos o atual governo não conseguiu fazer reformas estruturais importantes, com a mesma envergadura histórica de um Plano Real?

    Estou curioso para ler os comentários dos demais colegas.

    Até!

    Marcelo

    P.S: PaX, apague, por gentileza, o comentário anterior. A formatação saiu incorreta. Obrigado!

  12. Pax said

    Da mesma forma que disse, Marcelo Augusto, que o fato de colocar dezenas de milhões de brasileiros na classe C, com aumento real do salário mínimo, disponibilização de crédito através dos bancos estatais seguidos pelos privados etc é um marco tão importante como a abolição da escravatura.

    Mas isto que disse você não se lembrará, claro. É que qualquer atitude de um estado mais voltado para o social com resultados fantásticos para o país, jamais pode ser aceito por um liberal que “vai dividir o bolo” um dia, não é?

    Vilarnovo,

    Diria que no momento que a ditadura acabou, e no processo todo, daria realmente um destaque enorme para o plano Real e, depois, pela visão social do governo Lula. Apesar de todas minhas críticas a ambos, não esqueço, também, dos merecidos elogios. E também não esqueço do governo Itamar, nem mesmo até do Collor com o fim das reservas de mercado.

    Seja, ao menos, justo ao usar o que coloquei.

  13. Elias said

    Claro que o Plano Real foi importantíssimo.

    Mas o fato dos tucanos continuarem pendurados nele dá a medida do desnorteio em que se encontram.

    O Plano Real foi deflagrado no governo Itamar, ainda na primeira metade dos anos 1990. Lá se vão 17 primaveras…

    O eleitor que tem, hoje, de 18 a 30 anos, tinha, àquela época, de 1 a 13 anos.

    Esse pessoal não tem a menor idéia de como era viver num país com inflação galopante, de mais de 20% ao mês.

    Não tem condições, portanto, de avaliar a importância do Plano Real para o país e pra vida de cada um.

    Falar do Brasil da inflação galopante pra esse pessoal é quase que falar de um outro planeta, um outro mundo. É quase que uma abstração.

    Agora, soma a quantidade de eleitores com idade entre 18 e 30 anos e vê o que isso representa para o conjunto do eleitorado.

    Pra maioria desse pessoal, escutar a tucanagem falando do Plano Real, é como escutar um velhinho contando as proezas de sua juventude, quando ele era forte e bonito e fazia o maior sucesso com as gatinhas do entorno.

    O PSDB envelheceu. Só consegue ver o passado pela frente…

    Fadiga de material. Deu o que tinha pra dar.

    Ou se renova, ou vai pro limbo!

  14. vilarnovo said

    Elias – Concordo em gênero, número e grau. Aliás, diria que esse é o mote para todos os partidos do Brasil.

    Pax – Discordo. O fim da ditadura não trouxe tantos benefícios sociais ao país. Isso porque as mesmas forças políticas que haviam, os mesmos pensamentos econômicos, os mesmos planos eram constantemente reeditados. Pessoas como Delfin, Maria da Conceição Tavares, Zélia… Nunca foram capazes de pensar em algo novo e patinamos entre Planos Collor, Planos Cruzados, Planos Verão, confisco de poupanças, tabelamento de preços… todos eles falharam miseravelmente em tudo. E na verdade eram em muitos aspectos similares aos PNDs da vida na época dos militares.

    Por isso, para mim, o Plano Real foi diferenciado e marcou sim a guinada do país. Novamente, estou me referindo apenas tecnicamente e não politicamente.

    Eu entendo o que você falou, concordo que houve outros aspectos. Mas continuo afirmando que o momento zero de tudo foi o Plano Real.

  15. vilarnovo said

    Aliás Pax, só uma informação sobre o “espetáculo de crescimento” patrocinado por esse governo (e não só por esse, por vários no mundo inteiro).

    Ninguém dava muita bola para algo chamado Divida Pública Bruta, os analistas olhavam para a Divida Pública Liquida que é a DPB menos o que o governo tem a receber. Ok? Ok.

    A tática desse governo, já que não tinha dinheiro para o espetáculo do crescimento, é emitir títulos do Tesouro e emprestar esse dinheiro principalmente ao BNDES mas também aos outros bancos como a famigerada Caixa (recorde de empréstimos). Só que ao os juros pagos a esses títulos são maiores que os juros do empréstimo do BNDES (que via de regra são feitos aos grupos de interesse do governo, seus doadores de campanha, para a tchurminha de sempre). Essa diferença em 2010 deve bater em 20 bilhões. Os “magos” do Tesouro não vêem problema nenhum, na verdade acreditam no poder de rolagem eterna da dívida pública bruta. A Grécia também acreditava nisso, a Espanha também.

    Acontece que mais e mais os investidores estão olhando para a dívida pública bruta. Mais cedo o mais tarde um acerto irá ocorrer.

    Mas aí irão culpar o neoliberalismo, o mercado, os raios cósmicos, o sumisso de um anel em Jupter etc.

  16. Chesterton said

    Elias, você torce para a volta da inflação?

  17. Elias said

    Chesterton,

    Estás ficando (mais) doido?

    Eu disse que o pessoal de 18 a 30 anos (parcela substancial do eleitorado brasileiro) não tem a menor idéia da importância do Plano Real, para o país e pra vida de cada um (inclusive a desse pessoal).

    Pra essa turma, Chester, Plano Real é passado. E passado remoto!

    Essas pessoas nunca viveram — e tomara que nunca vivam! — num país com inflação de mais de 20% ao mês. Não sabem o que é isso (e tomara que nunca saibam!).

    Tentar ganhar eleição falando em Plano Real é fazer furo dentro d´água. O rendimento eleitoral do Plano Real já foi usufruído — e muito bem, por sinal! — pelo FHC. Por 2 vezes.

    Em termos eleitorais, o Plano Real já deu o que tinha de dar.

    Ficar insistindo nele é o mesmo que fazer café 3 vezes com o mesmo pó. No caso, pela terceira vez 17 anos depois de ter feito a primeira…

    Vai sair só uma água rala, de aspecto horrível e gosto ainda pior.

    A inflação era um problemão, e o Plano Real deu conta dele.

    Mas o Brasil tem muitos outros problemas, né? Já passa da hora de pensar em soluções para esses problemas.

    Tipo um “Plano Real” pra segurança pública, outro pra educação, outro pra saúde…

    Foi o que o PSDB não soube fazer. Teve 8 anos pra pensar nisso e não fez.

    Agora ta aí, mais perdido que filho de puta em festa do Dia dos Pais.

    Entendeu agora, Chesterton?

  18. Mona said

    Elias,
    e por quê o sinhô PT – já com a casa devidamente arrumada pela mucama PSDB – também com 8 anos para pensar (e executar) um plano real para a segurança pública, para a saúde e para a educação também não fez?

  19. Olá!

    Ao Pax:

    “Da mesma forma que disse, Marcelo Augusto, que o fato de colocar dezenas de milhões de brasileiros na classe C, com aumento real do salário mínimo, disponibilização de crédito através dos bancos estatais seguidos pelos privados etc é um marco tão importante como a abolição da escravatura.”

    Essas coisas que você cita seriam inimagináveis sem a estabilidade monetária. E quem fez a estabilidade monetária? O Plano Real.

    A mobilidade social, com mais pessoas indo em direção à classe média, é um fenõmeno que se verifica desde a época do governo FHC. Houve um acentuado aumento dessa movimentação no atual governo pelo fato do boom econômico que o mundo viveu nos primeiros anos da década de 2000.

    Aumento real do salário mínimo e disponibilidade de crédito também ocorreram no govenro anterior, Pax.

    Nada disso que você citou pode ser classificado como reforma estrutural. E mais uma vez, não responderam o questionamento que fiz: Por quais motivos o atual governo não fez nenhuma reforma estrutural importante e com a mesma envergadura histórica de um Plano Real?

    “Mas isto que disse você não se lembrará, claro. É que qualquer atitude de um estado mais voltado para o social com resultados fantásticos para o país, jamais pode ser aceito por um liberal que ‘vai dividir o bolo’ um dia, não é?”

    É o Pax atribuindo a mim uma das piores brutalidades já feitas neste país. Já mostrei aqui que não penso dessa forma, Pax.

    Não sei se você sabe, Pax, mas essa história de “fazer o bolo crescer para dividi-lo depois”, que atribuíram ao Delfim Neto, foi criada pelos esquerdistas — provavelmente como uma maneira de avacalhar com o projeto econômico do regime militar (e que foi desastroso em muitos aspectos).

    Até!

    Marcelo

  20. Olá!

    Vale relembrar que a discussão aqui não orbita a esfera das possibilidades de ganhos eleitorais do Plano Real e coisas tais. Esses ganhos já foram feitos e utilizados pelo PSDB.

    A discussão, pelo menos ao meu ver, é outra e possui dois aspectos principais.

    O Primeiro: O Plano Real foi a principal reforma feita no período pós-redemocratização e foi responsável por gerar as condições para que o Brasil pudesse maximizar suas oportunidades de aproveitamento do bom momento econômico que o país e o mundo viveram em boa parte da década de 2000. A partir disso é que foi possível manter o aumento real do salário mínimo, disponibilizar mais crédito e aumentar o fluxo de pessoas que ascendiam à classe média e/ou melhoravam suas condições de vida, bem como aprofundar os programas sociais de complemento de renda iniciados no governo FHC.

    O Segundo: Por mais que o governo Lula e seus simpatizantes neguem, o atual governo não foi capaz de legar para a posteridade uma reforma estrutural com a mesma envergadura histórica de um Plano Real. A questão é: Por quais motivos o governo Lula não foi capaz de fazer essas reformas?

    Gostaria de ler os comentários dos colegas sobre tal questionamento.

    Até!

    Marcelo

  21. Chesterton said

    Elias 17, só estava usando o método Pax de leitura….mas porque Lula não fez esses “planos reais” que você propõe? Se Lula não conseguiu, porque você crê que Dilma (e sua notória falta de tudo) conseguirá? Lula tb teve 8 anos para pensar e não se preocupou com outra coisa que não fosse passear de avião, deixando a presidência nas mãos do Meireles….
    Bem, a crise do estado-de-bem-estar-social mundial está derrubando as bolsas, vou perder uma graninha, vou ter oportunidade de comprar ações baratinhas, mas quem vai se ferrar é o povão. E não adianta culpar os especuladores, os burgueses, o capitalismo, a crise é causada apenas por distribuição de dinheiro ‘as custas de empréstimos em moeda forte, isto é, os políticos de esquerda compraram os votos dos eleitores achando que estariam longe na hora de pagar esses empréstimos. Esta tudo aí, o espanhol-socialista baixando salário e cortando bolsas. Vou perder também, mas confesso que não tem preço ver picaretas dando com os burros nágua.
    Antigamente diziam: a longo prazo estaremos todos mortos, hoje o longo prazo é coisa de 6 anos, que maravilha.

  22. Chesterton said

    Aqui alguns juizos sobre FHC

    http://bdadolfo.blogspot.com/2010/05/fhc-tem-culpa-na-parada.html

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