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Notícias da Corrupção, Desvios, Anomalias, Eleições e Meio Ambiente

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    Uma coletânea das notícias da corrupção, desvios, anomalias, eleições e meio ambiente que aparecem na mídia todos os dias a partir de agosto de 2008.
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Linha aberta para a discussão do Irã

Posted by Pax em 18/05/2010

Este blog não tem foco na área internacional. Na verdade este blog nasceu estimulado pelo adormecido Weblog do jornalista Pedro Doria, que se tornou um amigo pessoal e um ex-sócio do projeto Pandorama. Atualmente Pedro toca as mudanças estruturais do jornal Estadão digital como editor-chefe deste grande projeto. Que a cada dia apresenta uma novidade. Hoje lançou uma nova área sobre Política que tende a ser um sucesso, ou mais um.

Mas a questão do Irã e da participação brasileira no acordo que reabre a mesa de negociações está acalorada dentro do escopo do blog, com comentaristas discutindo e trazendo informações e opiniões relevantes.

Então inauguramos aqui a discussão internacional que será pautada pelos comentaristas, não pelo blog, por absoluta falta de competência desde segundo.

Alea jacta est.

p.s.: o projeto Pandorama deverá, dentro em breve, abrir espaço para dois blogs que falarão sobre Internacional. Questões técnicas atrasaram o lançamento deste projeto até agora.

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24 Respostas to “Linha aberta para a discussão do Irã”

  1. Pax said

    Inauguro a discussão propondo a leitura do Blog do Alon, excelente blog:

    Sem trouxas nem “enrolation” (18/05)
    http://www.blogdoalon.com.br/2010/05/sem-trouxas-nem-enrolation-1805.html

  2. Zbigniew said

    Muito bom o artigo do Alon, Pax. É um jogo muito intrincado, que requer paciência e diálogo. Com espíritos desarmados tudo é possível, mas a cobrança tem que ser dura, e isto deve incluir Israel, principalmente no que se refere à questão palestina. Os anseios do Irã, sua política externa, não podem incluir armas nucleares, principalmente com Israel alí perto. E Israel, com seu arsenal, o que dará em troca? Com um chanceler como o Avigdor Lieberman, e o Knesset com sua atual formação, a paz teria espaço em futuros atos do país?

  3. Pax said

    Zbigniew,

    Não gosto muito de discutir um assunto que tenho pouquíssimo preparo. Talvez por isto era fã do Weblog, pois era um blog de um jornalista ponderado, com acertos e erros, mas acima de tudo, no meu entender, ponderado. E que ouvia e aceitava seus erros quando apontados.

    Mas nesta questão do Oriente Médio, principalmente quando envolve Israel e os Palestinos, o escritor que melhor diz o que penso talvez seja o Amós Oz.

    Há um livro seu que gostoo, que se chama “Contra o Fanatismo”.

    Aqui você encontra duas resenhas sobre este livro:

    http://www.pazagora.org/detailartigo.cfm?IdArtigo=264

    E aqui uma entrevista com o autor:

    http://www1.folha.uol.com.br/folha/ilustrada/ult90u44448.shtml

    E, sim, claro, já discuti um pouco com gente que torce para os dois lados e ambos criticam o Amós. Que me parece um bom sinal.

  4. Luiz said

    Eu não concordo com o viés da coluna do Alon. Parece ter sido redigida pelo setor de comunicação do governo americano (ia dizer israelense, mas, sabe como é…).
    Aliás, todas as colunas do Alon sobre Oriente Médio sofrem essa deformação. Duvidam? Basta rever as da época da crise de Gaza…
    (Engraçado: o lema do blog do Alon é “Uma visão democrática,
    nacional e de esquerda”. Ou seja, tudo que esse post dele não é…)

    Exemplo no texto atual: “O Irã não tem uma terceira opção, é a capitulação ou a guerra.”
    Ou seja, os iranianos estão ferrados, qualquer que seja o desfecho.

    Ora, existem pelo menos mais duas alternativas, ambas já admitidas nos bastidores por parte dos analistas americanos.

    Primeiro, é um Irã com a bomba. Não é a melhor solução, mas todos teriam de se adaptar a essa realidade, e conviver com ela da melhor forma possível. Se dá para conviver com um Paquistão nuclear, muito mais instável politicamente, então tudo é possível.

    A segunda hipótese é uma “versão light” da primeira: um Irã com capacidade de produzir armas atômicas, mas optando por não fazê-lo. Mais ou menos como o Brasil fez. O país tem o cacife, mostra que tem, mas resolve deixar a coisa como apenas uma possibilidade para qualquer eventualidade.

  5. Gwyn said

    Fui ler a respeito do assunto e encontrei no Guardian

    Iran’s nuclear deal (Stephen Kinzer)

    Brazil and Turkey have brokered a deal with Iran over its nuclear programme that shows the two countries are a new global force

    http://www.guardian.co.uk/commentisfree/2010/may/17/iran-nuclear-brazil-turkey-deal

    e a opiniao de um blogueiro

    – Julian Borger’s global security blog

    Has Iran tried to get too much from the uranium deal?
    http://www.guardian.co.uk/world/julian-borger-global-security-blog/2010/may/17/iran-brazil-turkey-nuclear1

  6. Pax said

    O último parágrafo deste artigo do The Guardian, resume bem:

    During the cold war, the non-aligned movement tried to become a “third force” in world politics, but failed because it was too large and unwieldy. Turkey and Brazil are now emerging as the global force for compromise and dialogue that the non-aligned movement never was.

    Boa, Gwyn, bela contribuição.

  7. Carlão said

    O Alon como sempre escreve bem sobre o assunto.
    Em primeiro lugar dá o nome certo aos bois: Carta de Intenções (não houve acordo nenhum).
    e suas considerações adicionais são corretas.
    Nada mudou.E o Irã já voltou atrás antes, com a Rúsia e a França, como sabemos.
    Ficarei triste se o Brasil tiver sido enrolado pelo Ahmadinejad.
    Excelente também o comentário do Ligeirinho no blog:
    “Alon
    Ótimo post. Uma excelente questão para ser debatida a partir de agora com o presidente Lula e os diplomatas:
    “É preciso que o rascunho evolua para a permissão de inspeções abrangentes e para a completa abertura de Teerã ao monitoramento internacional. De preferência, no âmbito do protocolo adicional do Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares (TNP).
    Aliás, o Brasil poderia dar o exemplo, endossando ele próprio o protocolo, para ganhar autoridade junto aos amigos iranianos quando for convencê-los a fazer o mesmo.”
    A imprensa daqui e de fora continua chamando a declaração de acordo. É um erro grosseiro. Bastaria apenas ler com a devida atenção o documento. Como você mostra no post a declaração assinada é somente uma carta de intenções. Da agência iraniana de notícias (IRNA):
    Joint declaration by Iran, Turkey and Brazil. Tehran, May 17, IRNA – Iran, Turkey and Brazil on Monday signed a joint declaration on fuel swap for Tehran Research Reactor.
    Full text of the joint declaration is as follows:
    “Having met in Tehran, Islamic Republic of Iran, the undersigned have agreed on the following Declaration:

    A palavra “declaration” ainda aparece mais duas vezes no texto para não deixar dúvida sobre a espécie de documento.
    Para efeito de classificação arquivística, as análises diplomática (exame da estrutura formal do documento legal ou administrativo) e tipológica de documentos antigos e modernos distinguem em nível hierárquico as espécies documentais “declaração” e “acordo”:
    DECLARAÇÃO – documento diplomático ou não, segundo sua solenidade, enunciativo, descendente. Manifestação de opinião, conceito, resolução ou observação, passada por pessoa física ou por um colegiado.
    Protocolo inicial: a palavra Declaração. Nome e titulação do declarante. A corroboração ou cláusulas de vigência.
    Protocolo final: datas tópica e cronológica, assinaturas (da autoridade emitente e da precação que, no caso do decreto executivo, é dada pelo ministro ou secretário da pasta que tenha relação com o assunto do decreto).
    ACORDO – documento diplomático normativo, pactual, horizontal. Ajuste ou pacto realizados por duas ou mais pessoas, físicas ou jurídicas, em torno de um interesse comum, ou para resolver uma pendência, demanda ou conflito.
    Protocolo inicial: “Pelo presente acordo de… celebrado entre…” Segue-se o nome das pessoas pactuantes e suas qualificações.
    Texto: “fica estipulado…” Segue-se o motivo do acordo. “E como as partes estão de acordo firmam o presente acordo”.
    Protocolo final: datas tópica e cronológica, assinaturas dos pactuantes e das testemunhas (conforme o caso, não obrigatórias). (Glossário de espécies documentais elaborado por Helena L. Belloto)

    Isso não é frescura. Trata-se da estrutura formal do documento, que é escolhido em função do que e como os signatários querem enunciar. Aliás, não teria o mínimo sentido os três países assinarem um “acordo“, pois os termos somente seriam válidos (teriam caráter normativo) se o acordo estiver assinado pelo governo do Irã e pela AIEA. Então, antes de soltar rojão e bater o bumbo é melhor esperar pelo que ainda virá”.

    Por enquanto é “enrollation”, acrescento eu.

  8. Zbigniew said

    Mas soa como uma acordo, não? As partes envolvidas trabalham no campo do comprometimento com a causa.

  9. Carlão said

    Senhores
    BREAKING NEWS 10:36 AM ET Clinton Says U.S., China and Russia Have Deal on New Iran Sanctions
    Major Powers Have a Deal on Strong Sanctions for Iran, U.S. Says

    Turkey and Brazil are currently two of the ten non-permanent members of the UN Security Council and along with Lebanon would seem to be unlikely to vote for the Iran resolution. Several other Security Council non-permament members are expected to vote for the resoution, including Austria, Bosnia, Gabon, Japan, Mexico, Nigeria, and Uganda.
    A resolution needs 9 votes to pass, but three past UN Security Council resolutions on Iran have passed by overwhelming margins, with no members voting against.

    A tal “carta de intenções” assinada ontem já foi pro saco hoje?

  10. Pax said

    Se você que meu chute, Carlão, faz parte do jogo combinado anteriormente.

    Veja, aprovaram o rascunho das sanções.

  11. Carlão said

    Pax

    Qual jogo?
    Usando a análise de um blogueiro que não deve ser mencionado aqui, o grande mérito desta “carta
    de intenções” foi catalizar a “união” do Conselho de Segurança na votação de sanções contra o Irã.
    Colocou o Irã sob pressão máxima. O tiro saiu pela culatra.
    Seria este o jogo a que você se refere?

  12. Pax said

    Carlão,

    O jogo internacional é sempre diferente do que aparece no noticiário. Há muita coisa por trás das notícias que não sabemos.

    Você pode estar com a razão e eu não.

    A minha suspeita é que esse tal “união” do Conselho de Segurança já era combinada. Puro achismo.

    De outro lado sugiro uma lida no último post do Villas.

  13. Zbigniew said

    Não é tão simples assim. O protagonismo brasileiro teve o seu momento. Se a China e a Rússia atraem para si o jogo, supostamente aliando-se aos EUA, é porque cobrarão um preço. Talvez as próprias sanções não saiam do papel. Com a espada sobre a cabeça é possível que o Irã se veja compelido a levar a sério o acordo tripartite. Neste ponto a bola fica com China e a Rússia. Brasil e Turquia muito pouco poderão fazer.

  14. Chesterton said

    Mas como é que vocês caem nesse jogo de cena do Amorim? O Lula, quer aparecer, mas vocês…???

  15. Carlão said

    Pax
    É bem provável que essa “união” já era coisa combinada.Foi o que eu disse. A posição de lula (e da Turquia) e de seus complicados diplomatas catalizou a reação .
    E aí fica dificílimo entender qual foi a estratégia da Itamaraty (Amorim, Samuel P. Guimarães e MAG)
    ao fazer lula “entrar de gaiato no navio”. Brilhareco e holofotes?
    Veja coluna de hoje do Alon. Os propósitos e os holofotes (20/05)
    Causa estranheza também a notícia do estadão de hoje que teríamos sido pegos de surpresa pela atitude iraniana um dia após a assinatura da declaração conjunta.
    Anúncio iraniano pegou Brasil de surpresa
    http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20100520/not_imp554179,0.php
    que porra de “diplomacia”, que é pega de surpresa, é esta?
    É “enrolation” para mascarar mais um fracasso internacional.
    Ainda aguardo uma manifestação de Chaves sobre o assunto pra complicar ainda mais a situação.
    Ele anda meio quieto no assunto, que eu saiba. Estranho.
    Isso não pode ser boa coisa.
    Aguardemos.

  16. fk said

    A vitória diplomática do Brasil foi ter mostrado capacidade de se colocar num grande diálogo global.

    Mais interessante do que saber se o Brasil errou ou acertou é preceber os interesses por trás de cada um dos países envolvidos nessa questão, de ambos os lados.

    – Para o Irã é bom o acirramento da pressão interncional. Para um país dividido, é sempre bom ter um inimigo externo para unificar uma nação, ainda mais quando- sabe-se bem, as sanções vão pegar mesmo é os civis.

    – O Brasil continua na sua velha busca por voz internacional, e um lugar de honra no combalido CS.

    – A Turquia também busca mostrar força pra Europa, seja para tentar acelerar sua entrada na UE, seja para deixar de lado essa fixação antiga e buscar uma nova posição de influência no Oriente Médio, isso sem contar os interesses econômicos, com o Irã direcionando parte de sua produção de gás para a Europa, fazendo, inclusive, concorrência com a Rússia.

    – A Rússia, portanto, ainda que faça muito comércio com o Irã, ficou com a pulga atrás da orelha com essa entrada do gás iraniano na Europa, notadamente no leste europeu. A Rússia, portanto, pode apoiar sanções, mas nada muito hardcore. Interesses econômicos também regem a posição chinesa.

    – Os EUA colocam as sanções na mesa mesmo com a sombra de um acordo também por causa de cálculo político. As eleições do mid term estão chegando, e Obama não quer deixar a oposição pintá-lo como um bundão na política externa.

    Portanto, tudo o que está acontecendo vai um pouco mais além do que uma discordância moral em relação ao Irã com a bomba. É realpolitik na veia!

  17. Pax said

    Creio que esta notícia traz alguma informação que deve se somar as outras na formação da opinião de todos.

    Se Obama falou realmente com Lula antes do acordo Irã-Turquia-Brasil, como diz a notícia do link abaixo, então Lula e Obama estavam combinados?

    Faz pensar.

    Acordo com Irã criaria confiança, disse Obama a Lula em carta
    http://noticias.terra.com.br/brasil/noticias/0,,OI4443134-EI7896,00.html

  18. Carlão said

    Pax
    Lula e Obama estavam combinados?
    Obama combinou o jogo e lula se fez de surdo. Resolveu tentar sua sorte desafiando o “combinado”.
    Vamos reler atentamente trechos a carta de Obama com calma e destacar apenas 2 trechos. Os outros são menos importantes nesta análise
    Vamos lá! Obama disse por escrito e enviou esta carta há mais de menos 15 dias atrás:
    “O Irã continua a rejeitar a proposta da AIEA e insiste em reter seu urânio de baixo enriquecimento em seu próprio território até a entrega do combustível nuclear”, afirmou Obama na carta.

    “Para iniciar um processo diplomático construtivo, o Irã precisa transmitir à AIEA um compromisso construtivo de engajamento, através dos canais oficiais, algo que não foi feito até o momento. No meio tempo, insistiremos na aprovação de sanções.”

    Obama deixou claro que os pré-requisitos teriam que ser aceitos e sem dúvidas.
    Caso contrário as sanções cintinuariam.No meio tempo, insistiremos na aprovação de sanções.
    Disse literalmente Obama. Está na carta.
    Mais ainda…
    O Irã na própria data do anuncio ou no dia seguinte quebrou o estranho compromisso …e as sanções do grupo dos 5(não apenas dos USA da Russia e da China inclusive) foram divulgadas logo em seguida, jogaram uma pá de merda no “compromisso tri-partite”: O CS não acha que os pre requisitos foram cumpridos e haverá sanções.

    Pergunto: Por que Amorim quis divulgar esta carta? Pra reforçar o fracasso, obtido após ter sido avisado várias vezes?
    Obama foi claro na carta.
    Hillary veio ao Brasil e disse pra lula a mesma coisa, lembra?
    Disse de novo na semana anterior à declaração afirmando tratar-se
    de “ingenuidade” do Brasil e da Turquia.
    Mas lula no fim de semana antes da assinatura avisado de novo pela Rússia
    que as chances de sucesso eram apenas de 30% (70% de fracasso),
    resolveu bravatear 99.9%. Lembra?
    Praspicou-se.
    Ficou tonto durante dias.Agora resolveu “sentir-se traído”.
    Agora o “carinha” quer por a culpa em Obama. Culpar o outro por seu fracasso.
    Já começou ontem falando na teoria do inimigo útil que os outros precisam, menos ele, é claro.
    Foi traído? Sim. Foi pela trinca Amorim, Samuel Guimarães e top-top MAG.
    E pela própria ambição. Caiu no conto do vigário dos muçulmanos radicais iranianos.
    Que porra de diplomacia é esta!
    A de culpar o Obama? Os USA.
    Apostou (lula) no apoio da Russia e da China, resultado nem a França o apoia
    (apesar da promessa dos Rafales).
    Aliás, Obama e Sarkozy sabem que lula e amorim deixam o governo em Dezembro,31.
    Ainda bem. Chega de fracassos.
    Lula é apenas o Cara. O popular. Campeão de audiência. Palanqueiro.
    E a partir de agora muito menos sério do que Obama já pensava,ao encher
    a bola do presidente retirante.
    Na verdade, temos problemas muito sérios a serem resolvidos aqui na AL
    e no Brasil principalmente.
    Chega de brilharecos televisivos…inconsequentes em busca de mais e mais audiência.
    Estou ansioso pra ler o AlonFe destrinchar, nos próximos dias, mais um fracasso monstruoso
    da diplomacia deste governo.
    Sei não, mas acho que a Veja virá grossa daqui a pouco.
    “Radiografia do fracasso” incluindo esta notícia da Reuters, que comprova mais ainda a cagada
    internacional.
    Abraço

  19. Pax said

    Carlão,

    Você esqueceu deste trecho, que aliás foi o que acabou de ser ressaltado no Jornal Nacional.

    “Do nosso ponto de vista, uma decisão do Irã de enviar 1.200 kg de urânio de baixo enriquecimento para fora do país geraria confiança e diminuiria as tensões regionais por meio da redução do estoque iraniano” de LEU (urânio levemente enriquecido na sigla em inglês), diz Obama, segundo trechos obtidos da carta.

  20. Pax said

    Ah, Carlão, quem divulgou a carta foi a Reuters. Só para ficarmos mais fiéis aos fatos.

  21. Carlão said

    Pax

    Foi a Reuters que publicou a carta trocada entre Obama e Lula eu já havia dito isto, acima.
    Mas quem passou o conteúdo à Reuters? A Reuters não revela a fonte.
    Acreditar que a carta tenha sido “psicografada” pela Reuters é ingenuidade.

    Mas algo ainda não fecha nesta história…
    Na semana imediatamente anterior a Hillary comentou publicamente que o Irã estava apenas
    ganhando tempo e que acreditar em Ahmadinejad era ingenuidade. Lula em entrevistas disse que não entendia porque as pessoas diziam estas coisas e se gabou do seu poder de “olho no olho” criticando as negociações feitas por assessores de segundo escalão, numa referência direta aos USA.
    Neste momento Lula não mencionou a carta recebida de Obama como trunfo a seu favor.
    Por que? Por que Obama avisava que até aquele momento, o compromisso a ser obtido com o Irã carecia de credibilidade e fatos concretos. Volto a citar o trecho;
    “Para iniciar um processo diplomático construtivo, o Irã precisa transmitir à AIEA um compromisso construtivo de engajamento, através dos canais oficiais, algo que não foi feito até o momento. No meio tempo, insistiremos na aprovação de sanções.
    Como acabou acontecendo, até porque no mesmo dia da declaração, o Irã divulgou que iria continuar com o enriquecimento do urânio remanescente, melando a credibilidade da declaração e “unindo” todos os membros efetivos do CS /ONU.
    Quase uma semana depois aparece a carta de Obama…sendo usada contra a “posição” americana e do Conselho e a favor da posição brasileira.
    Quem passou o conteúdo à Reuters foi o Itamaraty.
    Alguém duvida?

  22. Pax said

    Mas, então, Carlão, você somente questiona a fonte que forneceu a informação para a Reuters, e não seu conteúdo?

    Se sim, o que você me diz do conteúdo? Especialmente do trecho que eu ressaltei acima.

  23. Carlão said

    Pax
    Eu nunca questionei nem a fonte…nem o seu conteúdo. Inclusive o trecho que vc ressalta acima.
    Afirmei que a fonte da Reuters é o Itamaraty. Não sei de onde vc chegou a esta conclusão estapafúrdia.
    Disse que lula foi avisado várias vezes e mesmo assim resolveu entrar de gaiato no navio.
    Afirmei desde o início em 18.05, quando usando de palavras de um comentarista do Alon (e do próprio) que aquilo não era um acordo em sim uma declaração de intenções. Uma enrolation. No qual só o Irã iria ganhar tempo posando de protagonista e com 70% de chance de insucesso, segundo Medvedev.
    A Turquia e o Brasil sem serem autorizados pelo Grupo de Viena (Estados Unidos, Rússia, França e AIEA) firmaram uma declaração conjunta (em nome do Grupo, que será responsável pelo processamento) sem estarem devidamente informados sobre “novas exigências” do Grupo desde a última tentativa de acordo em outubro de 2009 do Grupo de Viena, frustrado mais tarde pelo Irã.
    A publicação da carta de Obama pelo Itamaraty, através da Reuters é apenas a confirmação do fracasso.
    Assista a uma entrevista do Amorim na BBC onde ele diz que não foi informado da mudança nas exigências, ao menos não oficialmente, segundo suas próprias palavras.
    http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2010/05/100521_amorim_entrevista_fbdt.shtml
    A “diplomacia de resultados” de Lula expos o Brasil a mais um vexame internacional e tenta sair do imbroglio culpando os outros. Dando uma de “joão sem braço”.
    Lula tentou enrolar o G5+1 e saiu enrolado pelo próprio G5+1.
    Foi buscar lã e saiu tosquiado.
    Tomou um passa moleque de gente grande e agora tenta
    “tapar(Dilma diria tampar) o Sol com a peneira”.
    O que o Brasil ganha com isso?
    Rebolation.

  24. Pax said

    Caro Carlão,

    A cada dia há mais notícias sobre este assunto, de um lado e de outro. Aqui um link do Paulo Moreira Leite, da Época, com seu último post.

    Questiona um bocado o artigo do Friedman no NYT.

    A farsa sobre Teerã
    http://colunas.epoca.globo.com/paulomoreiraleite/2010/05/27/2339/

    Como diriam alguns conterrâneos meus: Este assunto tá dando mais volta que bolacha em boca de velho!

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