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Notícias da Corrupção, Desvios, Anomalias, Eleições e Meio Ambiente

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    Uma coletânea das notícias da corrupção, desvios, anomalias, eleições e meio ambiente que aparecem na mídia todos os dias a partir de agosto de 2008.
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O bom momento da situação

Posted by Pax em 18/05/2010

Contra números a briga é difícil. E os números indicam que a campanha do PT está mais acertada que a campanha do PSDB. Inúmeras análises podem ser feitas, mas os fatos são os fatos.

Entre eles estão:

Fatos e números são difíceis de serem combatidos. E eles estão aí para quem quiser analisar sem os antolhos naturais das torcidas organizadas.

De outro lado a mensagem de continuidade do sucesso do governo Lula tende a se esgotar no desenrolar da campanha. Há que se obter bandeiras que a massa do eleitorado se apaixone, que desenvolva esperança de uma vida melhor, à além do movimento positivo existente que a vida agora é melhor que antes.

Se esta hipótese estiver correta, algumas mensagens que a candidata do PV passou, mesmo que não muito bem pontuadas e noticiadas na imprensa, podem ser bandeiras excepcionais para os candidados. As principais são:

  • Prioridade em Educação
  • Intolerância com a Corrupção
  • Foco na Segurança Pública
  • Saneamento Básico que significa saúde preventiva e faz link com o ponto abaixo
  • Melhoria de Vida nas Grandes Cidades – que apareceu como “Sustentabilidade Urbana”

Mesmo que se questione a capacidade do Partido Verde de conseguir estas bandeiras para si, os discursos apresentados por Dilma e Serra, até o momento, não têm estes pontos claramente definidos como prioritários. Aparecem aqui e ali dentro de um mar de promessas. Mas gotas tendem a sumir em oceanos.

Nem mesmo Marina e o PV conseguem marcar a campanha e o foco nestas bandeiras de forma que se possa associar a candidata com estas necessárias mudanças na vida dos cidadãos.

Somente uma análise um pouco menos acalorada permite identificar os pontos que Marina quer passar. Rudolfo Lago, editor-chefe do site Congresso em Foco, foi o único analista que soube pontuar melhor a proposta do PV em seu artigo “Marina tenta preencher as lacunas“. Villas-Bôas Corrêa foi outro que apontou a coerência da Marina dentro do bom momento de Dilma em seu post “Dilma dispara e Marina marca ponto“.

Dilma e Serra, dentro desta hipótese, deveriam namorar com mais intensidade a possibilidade de aliança com Marina, preparando agora a solução que será necessária na eventualidade do segundo turno, como dito no post anterior Marina será decisiva no segundo turno
.

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3 Respostas to “O bom momento da situação”

  1. Jorge said

    Realmente, é um bom momento para o Brasil depois dos fracassos sucessivos dos governos anteriores. O momento é tão bom que mesmo com a campanha sistemática da mídia contra o governo, a popularidade não diminui. Eu estou morrendo de rir com a tentativa patética de desqualificar o acordo no Irã. Esse pessoal caiu no mais profundo ridículo. Mas que é engraçado, é. Nem a imprensa dos EUA chegou a tal extremo. Faz-me rir, é o nome dessa turma.

  2. Dilma e as Polianas
    (publicado no especial “Eleições 2010” do Amálgama)

    Uma polêmica recente dividiu os apoiadores de Dilma Rousseff. De um lado estavam aqueles que não viam problemas na condução da sua pré-campanha; de outro, seus críticos, acusados de reciclar o conteúdo da mídia corporativa e de fornecer argumentos para os adversários.
    A confusão é típica do momento. O ambiente indefinido em que está mergulhada a sucessão ajuda a alimentar certa angústia na militância. As quatro principais pesquisas de intenção de voto apresentam resultados diferentes, mas igualmente aceitáveis, a depender da preferência metodológica do observador. Não há movimentos estratégicos de grande visibilidade a empreender até que a campanha seja inflamada pelos horários gratuitos, no período que coincide com o final da Copa do Mundo de futebol.
    E os dois lados têm suas razões.
    Ninguém seria ingênuo a ponto de negar que a grande imprensa posiciona-se abertamente a favor de José Serra. Como ela é a principal origem das informações sobre a suposta crise na campanha de Dilma, há motivos para suspeitas. De fato, numa fase em que os partidos disputam alianças, a divulgação de que a petista enfrenta problemas vem a calhar para Serra. A expectativa de vitória atrai ou afugenta não apenas legendas menores e sem definições ideológicas, mas também boa parte do eleitorado indeciso. Por isso o PSDB investiu tanto em propaganda nos meses anteriores à desincompatibilização do ex-governador.
    Não surpreende constatar, portanto, que muitas dificuldades atribuídas à candidata governista foram inventadas, distorcidas ou descontextualizadas. Na mesma medida, os equívocos de Serra desapareceram das coberturas. Parece que ele passeia, desenvolto, rumo à vitória inevitável. E, claro, a ilusória tranqüilidade contribui para sua nova imagem conciliadora.
    Mas os defensores radicais da campanha dilmista cometem três equívocos de avaliação. Primeiro, assimilam a ilusão de que são indestrutíveis e, pior, inatacáveis: quem lhes faz o favor de apontar seus defeitos é tratado como inimigo figadal. Em seguida, jogam os problemas para colos alheios. Ou seja, as Polianas não admitem que a campanha de Dilma esteja em crise, mas se revoltam contra a inatividade do partido, quando, por exemplo, ele deixa de recorrer aos tribunais eleitorais. E, finalmente, se fecham nessa redoma de auto-suficiência e otimismo inabaláveis, rechaçando não apenas críticas, mas principalmente as contribuições externas.
    Apenas essa postura infantil já demonstra que algo não vai bem na campanha de Dilma Rousseff. Sua vitimização passiva e ingênua leva à armadilha da auto-indulgência. De repente acreditamos que todas as pesquisas desagradáveis são mentirosas, que a pré-candidata não tem dificuldades de empatia e oratória, que os coordenadores políticos e de comunicação trabalham em plena sintonia, que ela está cercada de profissionais competentes e que os seus eventuais deslizes são invenções de malvados comentaristas tucanos.
    A história mundial do sufrágio está repleta de eleições perdidas que um dia pareceram muito mais fáceis do que a imprevisível batalha de Dilma contra os poderes financeiros e midiáticos.

  3. Chesterton said

    http://www1.folha.uol.com.br/folha/pensata/joaopereiracoutinho/ult2707u735598.shtml

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