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Reforma Política no embalo do Ficha Limpa

Posted by Pax em 21/05/2010

Todos festejamos o Ficha Limpa. Um desejo da sociedade brasileira que embute neste movimento a real necessidade: A Reforma Política.

Que vai viabilizar a Reforma Tributária, entre outras.

E a pergunta: quem dos três candidatos à presidência têm mais vocação para promovê-la?

Jungmann entrega assinaturas para que plebiscito sobre reforma política ocorra junto com eleições

Priscilla Mazenotti -0 Repórter da Agência Brasil

Brasília – O deputado Raul Jungmann (PPS-PE) entregou à Secretaria-Geral da Mesa Diretora o requerimento de urgência, com 280 assinaturas, para o plebiscito sobre a reforma política. Com a urgência constitucional, o deputado espera aprovar rapidamente o projeto que prevê que o plebiscito ocorra junto com as eleições de outubro. “É um número absolutamente expressivo. Todos os partidos estão aqui representados”

Ontem, ele protocolou projeto de decreto legislativo com o pedido. “Foi aprovado o Ficha Limpa. Agora, vamos aprovar o plebiscito e a reforma política”, disse.

Segundo Jungmann, até o início do recesso no Congresso – em 17 de julho – há tempo suficiente para a provação do projeto de decreto legislativo. Com isso, poderia se aproveitar a estrutura montada para as eleições e incluir nas urnas eletrônicas a pergunta sobre a reforma política.

A pergunta será: “Você quer que o novo Congresso Nacional faça a reforma política?”. Jungmann disse que a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) apoiam a proposta. “As tentativas de reforma política no Congresso não deram certo. O parlamentar se elege pelas atuais regras. E não quer mudar com medo de se não reeleger. Se o povo não entrar em campo, não teremos reforma”, disse.

Entretanto, Jungmann admitiu que não se pode perguntar ao eleitor no plebiscito que tipo de reforma política ele deseja. “Esse tipo de pergunta não dá para colocar no plebiscito. Mas queremos uma que proíba o caixa dois e a corrupção, que garanta mais transparência e permita que o eleitor controle seu representante”, disse.

O assunto será discutido em reunião de líderes na semana que vem.

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9 Respostas to “Reforma Política no embalo do Ficha Limpa”

  1. Jorge said

    Não gostei dessa proposta de plebiscito. Achei pura demagogia. Não há nada, substantivo, para decidir. Vago por vago, façamos uma pesquisa de opinião. Estamos carecas de saber que todos querem reforma política. Qual, esse sim é o ponto. Acho que tinha quer ser perguntado algo para valer. Voce é favorável à extinção do Senado? Voce é a favor o fim da reeleição? Voce é favorável que o político que largar o mandato no meio para disputar outra eleiçao fique ineligível?

  2. Jorge said

    E o Dornelles, que papelão. Espero que o serra o defenestre da vaga de vice.

  3. Luiz said

    O Congresso fazendo a “reforma política”?

    De jeito nenhum !!!

    Esses caras (não interessa de qual legislatura) não tem um pingo de credibilidade para a tarefa.

    Volto a falar: só um corpo à parte (Constituinte Exclusiva) teria como fazer as reais mudanças na nossa organização política. Claro, com seus membros sendo obrigados a cumprir uma quarentena (talvez 5 anos) antes de assumir cargos públicos.

    Essa proposta de plebiscito é uma das duas coisas que me fariam sair de casa e participar da campanha deste ano. Ambas para ajudar a derrotar.

    A outra seria a Senadora Kátia Abreu como candidata a vice-presidente…

  4. Pax said

    Francisco Dornelles é uma raposa política. Como diz o Merval Pereira, seria muita ingenuidade achar que a alteração que ele fez no projeto de lei seja por preocupação de “estilo legislativo do projeto”.

    Como disse no post, vale ressaltar que é do PP, mesmo partido do Maluf.

    E, por enorme coincidência, mesmo partido do José Riva, que a mulher foi presa ontem na operação da polícia federal no Mato Grosso.

    José Riva, este, que temos algumas notícias aqui de um ano atrás, que são, digamos, assustadoras. Segundo o Jornal do Brasil, um cara que mal teve dinheiro para comprar um Fiat 147 após ser prefeito da cidade de Juara e hoje dizem que é o “novo Maluf” com um império econômico e um feudo político, envolvendo todos os poderes da região, incluindo aqui parte do Judiciário.

    Com o preço da floresta derrubada. Segundo o noticiário o esquema da quadrilha fraudava planos de manejo e licensas ambientais de forma que mascaravam de legaligade extrações de madeira em terras de União e de reservas indígenas.

    Um esquema que não é de agora, um esquema canalha de todo que, ainda segundo o noticiário, só troca de “donos”.

    E lá se vão nossos biomas abaixo, sem um mínimo de benefício para a sociedade, pelo contrário. O benefício é para meia dúzia de criminosos pra lá de canalhas.

  5. Pax said

    Cada vez mais comungo da idéia que ouvi do Luiz – De Olho no Fato – que o Elias compartilha. A Reforma Política não sairá deste Congresso, o pior de todos os tempos.

    Ou seja, teria que ser uma formada de notáveis, fora do Congresso, com a tal quarentena que ambos comentaristas apregoam.

    Sim, este é um motivo que também me levaria às ruas.

  6. Jorge said

    acho que a reforma política devia sair em conta-gotas, gotas pingadas pelo povo. Ou seja, a sociedade se reune, discute e, se chegar ao consenso, promove campanha como o ficha limpa. Mais quais reformas queremos, afinal, quando se fala de reforma política? Creio que há pouco entendimento sobre isso. Por isso é preciso ir para o conteúdo. Não conhecia o Jose Riva, vou me informar.

  7. Pax said

    Jorge,

    Acabo de fazer um post para você se informar sobre José Riva e o problemão no MT. É assustador.

    Acho que uma reforma política assim, a conta-gotas, tenderia a sair uma colcha de retalhos pior que o que já temos, opinião minha.

  8. Elias said

    Dificilmente um senador votaria favoravelmente à extinção do Senado, mesmo que um Brasil e meio clamasse por isso.

    Dificilmente um deputado federal votaria pela redução do número de deputados federais (e de deputados estaduais, e de veradores…).

    Dificilmente um senador e um deputado federal votariam a favor das barreiras necessárias à limitação das respectivas remunerações, com destaque para a famigerada e corrompida até à medula remuneração “in natura”.

    E nem tô entrando no papo da reeleição, das cláusulas de barreira, do voto distrital misto e tudo o mais.

    Se é pra esses caras fazerem a reforma política, prefiro ficar sem ela. Não vejo por quê dar carta branca pra essa curriola piorar o que já não presta…

  9. Pax said

    A análise de hoje do Villas-Bôas sobre o debate dos três presidenciáveis promovida pela CNI está imperdível.

    E o resumo não é nada alentador para quem torce por uma reforma política: nenhum dos três candidatos tem coragem para propor e defender a reforma que moralize o Congresso.

    Triste.

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