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Marina Silva em xeque no próprio PV

Posted by Pax em 23/05/2010

Dissidentes mineiros do PV abandonaram o partido e tentam criar um novo, o Partido Livre. Na Bahia o presidente do Grupo Gay local sai do PV.

Estes contrários colocam em xeque o partido e a posição da candidata à presidência em questões como a descriminalização da maconha, a legalização do aborto e a união civil entre pessoas do mesmo sexo.

No Rio de Janeiro Gabeira lança sua candidatura ao governo do estado sem a presença de Marina, Sirkis e outros elementos chave do PV, mas com participação de representantes dos partidos que compõe a oposição: PSDB, DEM e PPS.

Em três estados, três situações pouco confortáveis para a terceira colocada nas pesquisas eleitorais. E, talvez, um sinal do porquê esta candidatura patina nas pesquisas.

Marina Silva saiu do PT com a promessa de reformular o PV e dar um significado a legenda que pudesse ser entendido, além de afirmar que o Brasil deve pensar o século XXI, na economia sustentável do futuro.

Até o momento as mensagens não estão claras e nem foram assimiladas pelo eleitorado, ao que parece.

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9 Respostas to “Marina Silva em xeque no próprio PV”

  1. Jorge said

    é uma pena pela Marina. Quem sabe ela não acaba retornando ao PT.

  2. Pax said

    Jorge,

    Esta discussão tivemos no post “Marina será decisiva no segundo turno” que tento reascender aqui. Só para lembrar:

    https://politicaetica.com/2010/05/17/marina-sera-decisiva-no-segundo-turno/

    E não tenho pena da Marina, nem do PV, do PT, do PSDB, nem de ninguém na verdade, estão todos no jogo e sabem que podem ganhar, perder, ou, dependendo da forma que você vê, “empatar”.

    Fiz este post agora porque me pareceram 3 sinais super importantes do que discutimos neste post anterior. Vamos lá, me permitindo um livre discurso:

    1 – há uma questão de posicionamento que precisa ser esclarecida. É a favor ou contra o aborto? É a favor ou contra o casamento gay? É a favor ou contra a discriminalização das drogas? Idem para todos os candidatos. Diria que até para os partidos. Se você for para uma democracia mais consolidada verá que os partidos têm posição sobre estes assuntos, acima mesmo dos nomes dos partidos. Aqui vivemos essa situação que os partidos se descaracterizam, perdem suas personalidades e não denotam posicionamentos com as pautas da sociedade. Aí as pessoas procuram as opiniões dos elementos dos partidos. Enfim, esta me parece uma boa discussão.

    2 – A questão do Gabeira e do PV no Rio. Desde que a candidatura Marina surgiu, sua principal acusação é de ser “linha auxiliar do PSDB”. É? Boa pergunta. Ao que me parece a posição é diferente e não tão simples assim. Segundo parece (ao menos para mim) a candidatura aposta em 2 situações (de novo, é o que eu acho, um achismo completamente amador):

    — a) Aposta numa virada de última hora. Num movimento de manada, algo que aconteça que mova o eleitorado comum, de última hora, para sua proposta.

    — b) Aposta que terá volume suficiente para ser o fiel da balança no segundo turno e, caso isto aconteça, ter um espaço importante no futuro governo.

    O que me parece é que a situação no Rio mais atrapalha que ajuda. Se o noticiário estiver correto, até Gabeira e Sirkis passaram a se desentender. Dois ícones do PV. (aqui uma opinião pessoal: sou mais o Sirkis)

    3 – Deixando um pouco os achismos, os fatos são que em MG e na Bahia houve perdas na base do partido. E no Rio, segundo o noticiário, há um desconforto com a aliança montada.

    4 – Há algumas bandeiras que Marina ainda não conseguiu emplacar. Segundo o que depreendi de tudo que já li, as apostas de Marina são basicamente:

    — a) apostar num cenário de desenvolvimento sustentável (aqui tem pano que sobra para muitas mangas, mas um discurso difícil para o eleitor mais comum, menos engajado na política e na economia)

    — b) educação como pilar desta visão (aqui outro imbroglio, seja pela experiência que Cristóvam Buarque já teve, seja porque Educação está na 6a prioridade da sociedade, inacreditavelmente – veja notícia do Estadão de hoje – http://blogs.estadao.com.br/sonia-racy/%E2%80%9Ca-educacao-vem-em-sexto-lugar%E2%80%9D/ ). Aqui vale ressaltar que o Guilherme Leal é um que aposta nesta visão, já montou institutos de formação com investimentos próprios etc, confirmando este ponto como prioritário.

    — c) uma política mais clara, menos “patrimonialista” para sermos delicados com a questão. E aqui é o tal ponto de discussão que Elias e eu tivemos no post passado. Ou seja, como o PV pode querer esta bandeira se não limpar seu próprio quintal?

    Para finalizar, trouxe estas três notícias acima para acalorar mesmo esta discussão porque:

    I – Segundo as últimas pesquisas, não existe mais diferença entre Dilma e Serra, estão tecnicamente empatados. Dilma com viés de alta e Serra com viés de baixa, mas atualmente bastante equilibrados.

    II – O noticiário de hoje diz que o PSDB quer convencer Aécio de aderir mais a campanha do Serra, e até a velha discussão que ele venha a ser vice. E também um engajamento do Alckmin, coisa, digamos, não muito natural, pois Serra e Alckmin não são lá o que podemos chamar de fraternos de todo.

    III – o noticiário que o PV está perdendo base sem promover as mudanças que prometeu.

    IV – o noticiário que caciques do PV estão se desentendendo

    Soma isso tudo e veja porque insisto no ponto que discuti com o Elias, que é: não seria melhor o PV chutar o pau da barraca e promover suas mudanças, ou pelo menos algumas, que indicassem positivamente o prometido, de resgate da essência do partido, antes que o partido se partisse ainda mais?

    E ainda algumas bandeiras não abraçadas, que qualquer dos três podem pegar, como os problemas das grandes cidades, de transporte urbano, da favelização sem planejamento e apoio somado com ocupação de áreas de risco, segurança pública, o flagelo do crack que ameaça toda a sociedade, etc etc.

    Enfim, uma discussão para mais de metro, mas que me parece saudável na medida que prefiro um pluripartidarismo realmente representativo que uma situação plebiscitária sem maiores sentidos programáticos.

  3. Elias said

    Pax,
    Venho dizendo, há um bom tempo, que o PV entraria rachado nesta eleição.

    Talvez isso seja só o começo. Marina vai ser roída à esquerda e à direita.

    Marina jamais apoiará a legalização do aborto, porque isto conflita com suas convicções religiosas, que são muito sólidas. Algo parecido ocorrerá em relação à legalização do casamento entre pessoas do mesmo sexo. Poderia, talvez, flexibilizar quanto à descriminalização da maconha (mas tenho cá minhas dúvidas…).

    O PV pode aprovar isso numa boa, mas será com voto contrário de Marina. Não consigo vê-la, num debate na tevê, apoiando a legalização do aborto. Se esse for o preço pra mantê-la na política, aposto como ela preferirá chutar tudo pro alto.

    Essas posições a deixam bem com o eleitorado católico militante, mas descontentam uma faixa de eleitores do PV e de pessoas que simpatizam com a própria Marina, a comunidade gay, etc.

    Já no RJ, o Gabeira não pode abrir mão do PSDB e este faz gosto em ter Gabeira no palanque tucano do 2º turno.

    Só que Marina jamais poderá subir nesse palanque, por motivos óbvios. Ou subirá… e dará adeus a um monte de coisas sobre as quais sua trajetória política se sustenta.

    Nem falo mais na tal depuração do PV, porque isto é história da carochinha.

  4. Jorge said

    Pax é muito difícil criar um partido ou renová-lo – não falo de siglas de aluguel. Então, o projeto da Marina para o PV deve ser de longo prazo ou não faz sentido. A idéia de que ela seria uma terceira via, creio, era mais ilusória, pois as máquinas políticas do PT e do PSDB são muito fortes – somente uma Marina apoiada pelo PMDB teria máquina equivalente. Lembre como foi longo o caminho do PT para chegar ao governo. Mas refundar o PV exige que o partido assuma claramente uma identidade, e, assim, haverá necessariamente rachas.

    Por outro lado, lembro que em 1996, Lula e a cúpula petista quiseram fazer de Mercadante o candidato a prefeito de SP. Luisa Erundina, brigada com a cúpula, entrou na disputa. Como o PT é o partido mais democrático do Brasil, ele tinha direito de exigir prévias. Isso ocorreu, e ela ganhou a indicação contra toda direção petista – por poucos votos, em cerca de 12 mil votantes. Eu tinha comigo que a Marina faria o mesmo, disputaria as prévias com a Dilma. Teria meu apoio. Bem votada, estaria fortalecida para o próximo governo ou, pelo menos, teria conquistado grande parte do PT e dos simpatizantes para suas idéias. O que seria ótimo considerando que o PT tem grande influência na sociedade.

  5. Elias said

    Pra fazer a depuração do PV, Marina teria que dispor de maioria nas instâncias de deliberação do partido (diretórios municipais, estaduais e nacional).

    Isso ela só teria se já houvesse uma predisposição dos verdes, pra fazer essa depuração (o que absolutamente não é verdade), ou se Marina chegasse no partido com tanta gente que se tornasse maioria ao entrar (o que também absolutamente não é verdade).

    Talvez a melhor saída pra ela ainda seja trabalhar na transformação do PV num partido de verdade, sólido, bem organizado e bem implantado.

    Foi o que fez o Lula, no passado, abrindo mão de uma reeleição certa para deputado federal. Cinco anos depois, o PT estava implantado em todo o Brasil, pronto pra entrar no páreo das disputas eleitorais.

    Foi o que Gabeira jamais quis fazer pelo PV. Ele preferiu sair do PV e se candidatar pelo PT, só porque o PV não garantiria coeficiente para diplomá-lo. Entre a organização do partido e suas pretensões pessoais, ele optou por si mesmo.

  6. Pax said

    Acho que chegamos num bom ponto, com o Jorge apontando a dificuldade e o Elias apontando um rumo.

    Agora só falta combinar com os russos…

    (ps.: interessante acompanhar as eleições na Colômbia que ocorrerão em breve. Um verde está ameaçando o candidato do Uribe, que é uma espécie de Lula por lá, com aprovação altíssima.

    Vale uma análise. Aqui duas notícias de lá:

    Mockus ocupa “vazio político” após governo de Uribe, diz PV brasileiro

    Candidato verde é ameaça à reeleição de Uribe na Colômbia

  7. Jorge said

    a vitória dos verdes na Colômbia será extraordinário. O país não quer ficar aprisionado entre as Farc e a ultra direita. Aliás, Colômbia é o segundo país mais populoso da América do Sul. Em bloco com Equador e Venezuela, são um mercado gigantesco ao norte do Brasil. Quanto ao PT do Maranhão, o problema é que a veja não tem credibilidade alguma atualmente. Fica difícil tê-la como fonte para algo sério. De todo modo, se ocorreu suborno devem ser expulsos e presos. Por outro lado, não seria difícil para alguém filmar o ocorrido se ele de fato ocorreu, já que os sarneys são bem vigiados e tem inúmeros inimigos – tudo isso, com razão, é claro.

  8. Pax said

    Independente da credibilidade da Veja, quem está falando é um deputado federal do PT de lá, Jorge.

    Fiz questão de pegar a notícia de outro veículo.

    Mas é assunto do post acima.

    O fenômeno do Mockus na Colômbia é provocativo mesmo, faz pensar no tal dito que de eleição, cabeça de juiz, pata de cavalo e bunda de neném a gente nunca tem certeza do que vai sair.

    Collor que o diga, não é Rede Globo?

  9. Elias said

    A questão ambiental ainda não está na agenda do brasileiro médio. Como na Colômbia, acho. Infelizmente.

    Daí que, para um partido, qualquer que seja, disputar a presidência com alguma chance, ele tem que ter bandeiras mais amplas, direcionadas a problemas que falam mais de perto e mais alto à população.

    Ao que consta, foi o que fez o “verde” colombiano. Isso feito, aliado à fadiga de material da situação, parece que está produzindo bons frutos.

    No Brasil, a fadiga de material afeta mais fortemente a oposição, que, ao falar do futuro, só consegue evocar lembranças de um passado já distante.

    A oposição brasileira se revela cada dia mais senil.

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