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    Uma coletânea das notícias da corrupção, desvios, anomalias, eleições e meio ambiente que aparecem na mídia todos os dias a partir de agosto de 2008.
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Mario Oliveira, opção liberal

Posted by Pax em 07/06/2010

O blog conseguiu atrair um debate plural e educado. Alguns comentaristas têm os valores liberais como sua bandeira de preferência e alegam inexistir uma opção nestas eleições que os represente.

O post anterior alertou sobre a baixaria que estes escândalos fabricados exercem sobre a boa discussão política. E como forma de protesto estimula o olhar para opções alternativas, tanto à esquerda com o PSol e o PSTU quanto à direita com o PTdoB e a candidatura do Mario Oliveira, que já nos deu o privilégio de vir aqui e participar dos bons debates.

O Estadão abre espaço para as candidaturas dos chamados nanicos, numa atitude elogiável.

Pego carona e divulgo a entrevista do Mario Oliveira, que tem a proposta interessante de colocar todas as fichas no desenvolvimento do capital humano brasileiro como forma de preparação do país para o futuro.

A opção liberal não é a minha, mas a proposta de focarmos em Educação, como fizeram países como a Coréia do Sul e os escandinavos, me parece um caminho mais que acertado.

Pretendo levantar as propostas do Zé Maria e do Plínio de Arruda Sampaio como forma de equilibrar as candidaturas com menores índices nas pesquisas de intenção de votos até então divulgadas.

Aqui a entrevista da TV Estadão

A TV Estadão abre espaço para Mario Oliveira, do PT do B

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9 Respostas to “Mario Oliveira, opção liberal”

  1. Jorge said

    seria interessante um debate entre os “nanicos”. Em certo sentido, sem chances reais de vitória, eles podem explorar temas importantes de forma mais conclusiva pois não precisam ficar preocupados em perder votos decisivos de parcelas dos eleitorados. Teriam, assim, função pedagógica. É claro, no caso dos nanicos sérios.

  2. Pax, foi um prazer danado te conhecer

  3. Jorge said

    Tiago, não entendi? O Mário Oliveira te incomodou tanto assim? Por que?

  4. Pax said

    Não, caro Jorge, o comentário do caro Tiago ficou ambiguo mesmo, mas é que ontem tive o enorme prazer de almoçar com ele e outro grande amigo, ambos antes conhecidos virtuais e agora mais reais que antes. Como diz Luiz Tatit em uma de suas maravilhosas músicas “você real é ainda mais tocante”.

    Tiago,

    Idem, ibidem, meu caro.

    Peço mesmo é desculpas a todos por conta de um monte de atrasos em outras coisas aqui e a incapacidade de atualizar o blog com o que está acontecendo de importante por aí, ao menos no meu entender e capacidade de captar.

  5. Jorge said

    ah… então ótimo.

  6. Olá!

    Muito bom isso aqui:

    “‘O conceito é simples: a iniciativa privada tem um potencial maior de tornar os recursos mais produtivos e multiplicadores de riquezas do que o setor público.'”

    Tentem imaginar algum político petista, preso a um maço de alfafa e fazendo a mesma declaração sobre o setor privado — e que, no fundo, também é uma crítica à já conhecida ineficiência do setor público. Impossível.

    São declarações como essa que ajudam a elevar o nível do debate político no Brasil, trazendo uma lufada de civilização para um ambiente em que dossiês, falcatruas, trapaças e pilantragens das mais variadas sempre foram as palavras de ordem no ambiente político brasileiro — sobretudo no atual momento.

    Vejam o exemplo do presidente Lula e o seu modo de fazer política. Alguns comentaristas político, à esquerda e à direita, falam sobre uma suposta inteligência política que o atual presidente tem e que seria toda peculiar a ele. Ao meu ver, o modo do presidente Lula fazer política é bastante primitivo. Invariavelmente, em incontáveis discursos públicos, é comum o presidente jogar os pobres contra a classe média e os ricos. Se ele percebe que a atual oposição tem chances de ganhar a eleição presidencial, logo declara que, uma vez no poder, a oposição vai privatizar a Petrobras e acabar com o Bolsa Família.

    É extremamente interessante o grau de primitivismo político a que chegou as esquerdas no Brasil e o presidente Lula contribuiu de maneira significativa para isso. Aqueles sonhos esquerdistas de construir uma sociedade em que todos sejam iguais, em que o Estado tenha um papel econômico de primeiro plano, a iniciativa privada seja subordinada às vontades populares, a implantação de uma rede de proteção aos trabalhadores, a busca pela justiça social, a coletivização corporativista dos meios de produção e do capital, e etc., hoje, esses sonhos se limitam ao Bolsa Família e à hostilidade perante a simples idéia de privatizar uma empresa que é semi-estatal (Petrobras). É um fim triste e, ao mesmo tempo, cômico para um estrato político que sempre foi acostumado a pregar grandiosidades em seus discursos.

    Muito boa a entrevista com o Mário Oliveira.

    Até!

    Marcelo

  7. Pax said

    Marcelo Augusto,

    Caro, a réplica ao teu comentário vai em duas partes, em dois tons.

    A primeira parte e o primeiro tom é de concordância. Também achei muito boa a entrevista do Mario Oliveira e desde que ele apareceu que acompanho esta novidade política nacional. De outro lado, como você e outros colegas comentaristas se dizem carentes de uma opção liberal, vejo no Mario uma opção que parece melhor que as outras disponíveis por aí. Sangue novo e a informação que tenho é que é sério pacas.

    A segunda parte e o segundo tom é pedindo, mais uma vez, que você reconsidere a forma de tratamento. Veja a forma da tua colocação:

    Tentem imaginar algum político petista, preso a um maço de alfafa e fazendo a mesma declaração sobre o setor privado — e que, no fundo, também é uma crítica à já conhecida ineficiência do setor público. Impossível.

    Caro, temos aqui gente que gosta do PT, gente que gosta do DEM, gente que gosta do PSDB etc.

    E você não parece entender que nos outros partidos, além do PT, há gente também bastante criticável, segundo um farto noticiário disponível.

    Qual é mesmo a diferença que você vê em um petista que você acusa e um democrata corrupto, ou um peessedebista corrupto ou um verde corrupto etc? Não estariam todos, então, presos a maços de alfafa como você tem repetido por aqui?

    E agora veja por outro lado, se você entender que sim, no ponto acima, você colocaria, por exemplo, um Gustavo Fruet do PSDB do PR no mesmo balaio? Eu não faço isso, é um representante do PSDB que respeito. Idem ibidem para o Dr Rosinha do mesmo PR, mas do PT, outro que respeito. Tenho citado estes dois porque parecem-me políticos de envergadura, um de um lado, outro de outro. Há mais exemplos, caro. Pego estes dois porque são bons exemplos, pelo que entendo.

    Onde quero chegar, Marcelo? De que adianta a gente acusar um lado e esquecer o outro? Nem todos estão no mesmo balaio não. Acusar quem não está do nosso lado e ser complacente com quem está com nossos posicionamentos políticos é pouco produtivo, ou sinal de infantilidade, ou, em última instância, uma enorme apologia ao relativismo moral. Não?

    De outro lado, vamos aos fatos, acabamos de saber do tal PIBão que, segundo o noticiário, advém do consumo interno fortalecido e dos investimentos da indústria nacional. E isto ocorreu no tal governo do PT que foi inteligente o suficiente em não desmontar o que de bom o governo do PSDB fez anteriormente, principalmente com o Plano Real, como já falamos e fez movimentos sociais que, segundo os dados, estão dando resultados. É mais que o Bolsa Família caro, este discurso é fraco, o montante deste projeto não chega a R$ 13 bilhoes anuais, um risco na economia. Muito mais que isso, me parece, foi o fortalecimento dos salários e o crédito mais acessível.

    Teimar que este olhar para o social fez um enorme movimento positivo no país não me parece o ponto mais inteligente da oposição.

    Todo apoio à livre iniciativa, TODO. Precisamos sim, como diz o Mario Oliveira, liberar o caminho da iniciativa privada, tão atrapalhada pelo kafkianismo nacional com este modelo tributário e burocrático inadmissível. Aqui estamos de acordo de novo, mas não com relação ao tamanho do Estado. Aliás, nem PT nem PSDB diferem muito aqui. Ande pelas estradas de São Paulo e verás que são ótimas, mas que sangram o bolso da economia e dos usuários de forma absurda, em prol de quem? De meia dúzia de enormes acionistas, nacionais e estrangeiros, que querem mais é continuar com o modelão de seus fartíssimos lucros, acima do que entendo ser aceitável. Isso é menos governo? Não me parece… o governo de São Paulo tem é uma relação, digamos, simbiótica com este modelo que não me parece o melhor. Longe disso.

    Então, caro Marcelo, peço mais uma vez, não só a você como a todos, a boa discussão dispensa essas agressões genéricas.

    Ao menos deste intelocutor você pode até encontrar uma ou outra escorregada, mas confesso que não é minha vontade. Educação, tanto a formal da escola quanto a do respeito que a gente aprende em casa, é um tanto mais agradável e producente, acredito eu.

    Posso contar com tua ajuda neste sentido? (e vale para todos, gregos, troianos, filisteus e fariseus…)

  8. Prezado PAX,

    É sempre uma satisfação ler o seu site, pelo conteúdo maduro, variado, aberto a todas as tendências políticas sérias. Sempre saio dele maior do que entrei.

    Agradeço especialmente as menções que meu nome e minhas idéias aqui tiveram. Com os comentários de seus leitores aprendi bastante.

    Nesta última matéria uma observação: por alguma razão que desconheço, o link para a entrevista não está funcionado. Sugiro então mudar para http://www.mariooliveira.com.br (onde está a entrevista) ou diretamente no site do Estadao.

    Um abraço e boa semana.

    Mario Oliveira

  9. Pax said

    Prezado Mario,

    Obrigado pelo privilégio da tua visita e parabéns pela entrevista concedida ao Estadão, pois a considerei muito boa.

    Acertei o link, obrigado pelo alerta.

    Abraço

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