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Notícias da Corrupção, Desvios, Anomalias, Eleições e Meio Ambiente

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    Uma coletânea das notícias da corrupção, desvios, anomalias, eleições e meio ambiente que aparecem na mídia todos os dias a partir de agosto de 2008.
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Lavagem pouca é bobagem

Posted by Pax em 09/06/2010

A corrupção é tão institucionalizada que está presente em todos os poderes brasileiros e em todos os âmbitos, seja Federal, como Estaduais e Municipais. A lavagem que o povo inicia com o Ficha Limpa e outras reações de indignação é só um começo do necessário para nos colocar em alguma situação minimamente confortável com relação à questão.

Onde há governo há corrupção, onde há obra pública há corrupção, seja aqui ou alhures, seja com um estado forte ou um estado fraco. Mas o ponto em que chegamos é à além da conta do admissível.

Acompanhar esta questão nos faz saber diuturnamente de casos e mais casos. Enfim, aqui vai mais um, o da Operação Boa Viagem, envolvendo policiais rodoviários federais. Se você um dia der qualquer trocado para não ser multado nas estradas, não tenha dúvidas, você é parte integrante da maior catástrofe brasileira deste momento: A ditadura da corrupção.

Policiais rodoviários federais são presos a pedido do MPF

Site da Procuradoria da República em Pernambuco

A partir de investigação realizada pela Polícia Federal, sob a supervisão do Ministério Público Federal (MPF) em Pernambuco, a Justiça Federal decretou a prisão preventiva de cinco policiais rodoviários federais, além de 25 conduções coercitivas, 30 afastamentos cautelares da função de fiscalização e patrulhamento das rodovias, e 62 mandados de busca e apreensão, sendo 10 em repartições públicas, sete em empresas e 45 nas residências dos envolvidos. Os mandados judiciais estão sendo cumpridos nesta quarta-feira (9/6).

Essas medidas, no entender do Ministério Público Federal, são necessárias e suficientes para acautelar a ordem pública e restabelecer a tranquilidade social durante a tramitação do processo penal. O caso – denominado Operação Boa Viagem – está sob a responsabilidade do procurador da República Luciano Rolim.

Os investigados estão envolvidos em práticas criminosas que podem ser divididas em duas categorias. A primeira diz respeito ao recebimento periódico de propinas pagas por empresas de maior porte, a fim de que os caminhões dessas trafeguem livremente pelas rodovias, sem qualquer fiscalização do policial rodoviário federal envolvido no esquema. A segunda categoria refere-se à cobrança permanente e sistemática de pequenos valores e de gêneros alimentícios – como queijo, cachaça, dentre outros – de proprietários ou motoristas de caminhões, caçambas e lotações, sob o pretexto de desconsiderar a violação de alguma regra de trânsito.

De acordo com as investigações, o montante em dinheiro e produtos arrecadados com essa última modalidade de conduta alcançam, no final do expediente, somas consideráveis, como ficou demonstrado em flagrantes efetuados recentemente pela Polícia Federal.

Continua no site da Procuradoria da República

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20 Respostas to “Lavagem pouca é bobagem”

  1. Olá!

    “Onde há governo há corrupção, onde há obra pública há corrupção, seja aqui ou alhures, seja com um estado forte ou um estado fraco. Mas o ponto em que chegamos é à além da conta do admissível.”

    Esse trecho não poderia ser mais ilustrativo e didático do que sempre foi o governo brasileiro, independente de época, partido, e etc.

    A melhor solução para isso seria retirar o elevado poder econômico que o governo concentra em suas mãos — melhor dizendo, nas mãos dos políticos — e tomar medidas para que a iniciativa privada possa atuar, até mesmo pelo fato de que, historicamente, aqui e alhures, a iniciativa privada é menos corrupta do que o setor público. Afinal de contas, seria complicado encontrar um empresário capaz de roubar o próprio dinheiro.

    Até!

    Marcelo

  2. Pax said

    Caro Marcelo Augusto,

    Aqui temos um ponto pouco pacífico. Vamos lá. Primeiro peço que você abra este mapa da Transparência Internacional:

    Índice de percepção de corrupção

    Abriu? Ok, então dê uma olhada no mapa e acompanhe comigo os países que têm esta percepção melhor, ou seja, que são menos corruptos. Viu? Em verde e verde escuro? Então vamos lá, chegamos no Canadá, na Austrália, na Alemanha e nos nórdicos, certo? Em posição mais ou menos temos os EUA e boa parte da Europa. Ok até aqui?

    Agora, com esta informação que parece boa, ao menos é a usada internacionalmente, como você consegue justificar que os países mais liberais são os menos corruptos? Com esse mapa esse ponto não se sustenta. Seja no Canadá, na Alemanha e nos nórdicos, há bastante estado, meu caro.

    Estamos nesta lemniscata com esta discussão e não consigo te dar razão, por mais que tente entender tuas colocações.

    Se o Brasil não está lá muito bem na foto, e aí sim concordo com você, não necessariamente a redução do Estado é que vai resolver a questão da corrupção.

    Empresário que não paga imposto, que sonega e molha a mão do fiscal, que compra vitória em concorrência é corrupto também.

    Nesta conta que falo que o Brasil perde R$ 200 bilhões por ano, boa parte deste montante vem de corrupção que, no mínimo, envolve empresários ou profissionais liberais.

  3. Olá!

    Muito bom o questionamento, Pax. Vamos por partes.

    “Agora, com esta informação que parece boa, ao menos é a usada internacionalmente, como você consegue justificar que os países mais liberais são os menos corruptos? Com esse mapa esse ponto não se sustenta. Seja no Canadá, na Alemanha e nos nórdicos, há bastante estado, meu caro.”

    Pax, você tem uma concepção muito limitada sobre o liberalismo. Apenas nos diga uma coisa, Pax: Esses países que você citou não viveram e absorveram os valores liberais ao longo dos seus respectivos desenvolvimentos históricos?

    Esse é um dado da realidade, Pax: Os países menos corruptos do mundo são exatamente aqueles que, em diferentes escalas e momentos, puderam viver e absorver os valores do liberalismo.

    Olhe o antigo mundo socialista no mapa, Pax. Nesses países, o Estado era “único” e dominante. Por que será que esses países estão entre os mais corruptos? A informação é do mapa que você mesmo, Pax, forneceu.

    Olhe o mapa novamente, Pax. Veja o caso da América do Sul e observe que, entre os menos corruptos, está o Chile, um país que, bem ou mal, pôde implantar, ainda que limitadamente e dentro de um regime autoritário, medidas liberais em termos econômicos. O posterior desenvolvimento dessas medidas proporcionaram à população chilena a chance de viver e absorver, ainda que parcialmente, alguns dos valores do liberalismo. Não é à toa que o Chile é o país mais desenvolvido da América Latina.

    Segundo a Heritage Foundation, o Chile está entre os países com maior grau de liberdade econômica no mundo. Ele ocupa a décima posição. Compare isso com a centésima décima terceira posição do Brasil.

    Você citou o caso do Canadá, da Alemanha e dos países nórdicos, e afirmou que não se sustenta o argumento de que onde há mais liberalismo também há menos corrupção, dados os exemplo desses países, onde há bastante Estado.

    Sugiro que você dê uma olhada neste outro mapa. É um mapa com o índice de liberdade econômica dos países. Abra-o.

    Abriu? OK, então dê uma olhada no mapa e acompanhe comigo os países que têm esta percepção melhor, ou seja, que têm maior liberdade econômica. Viu? Em verde e azul? Então vamos lá, chegamos no Canadá, na Austrália, na Alemanha e nos nórdicos, certo? Em posição mais ou menos temos os EUA e boa parte da Europa. Ok até aqui?

    Agora, com esta informação que parece boa, ao menos é a usada internacionalmente, como não justificar que os países mais liberais também são os menos corruptos? Com esse mapa esse ponto se sustenta. Seja no Canadá, na Alemanha e nos nórdicos, há bastante liberdade econômica, meu caro.

    Estamos nesta lemniscata com esta discussão e não consigo te dar razão, por mais que tente entender tuas colocações.

    Compare os dois mapas, Pax. Mapa da corrupção e mapa da liberdade econômica. Veja que há uma relação inversamente proporcional entre liberdade econômica e percepção da corrupção. Isto é, quanto maior a liberdade econômica, menor é a percepção da corrupção. São dados reais.

    Veja também que, os países mais economicamente livres e menos corruptos, são exatamente aqueles que puderam viver e absorver os valores liberais, possuindo uma ligação histórica com o desenvolvimento dessas idéias desde os primórdios do iluminismo.

    Até!

    Marcelo

  4. Pax said

    Mas, Marcelo Augusto, meu caro,

    1 – quantas vezes já disse e repeti que meu foco, meus modelos, são países como a Alemanha e os nórdicos? De novo, estamos na lemniscata.

    2 – tenho um amigo de infância que mora no Chile, e lá a vida é realmente bem mais fácil que aqui, muito menos burocracia. Só para reforçar teu ponto.

  5. Olá!

    “1 – quantas vezes já disse e repeti que meu foco, meus modelos, são países como a Alemanha e os nórdicos? De novo, estamos na lemniscata.”

    Então, Pax, você é liberal em termos econômicos.

    Você poderia ter respondido aos questionamentos que fiz.

    Até!

    Marcelo

  6. teste

  7. Olá!

    Pax, aqui vai um gráfico interessante que compara o crescimento do produto interno bruto de dois países com filosofias bem diferentes: A social democrata Suécia e a liberal Hong Kong.

    Esse gráfico nos mostra uma correlação bem simples de se perceber à primeira vista: Uma elevada carga tributária implica em um crescimento do produto interno bruto menor do que o crescimento que ocorreria dentro de um cenário mais livre de impostos e com menos presença do Estado/governo em atividades que são tarefas do setor privado.

    Veja lá durante esta última década. Compilei os dados:

    ………….Hong Kong……….Suécia……….

    ANO
    2000……7.950%………….4.400%……….
    2001……0.497%………….1.060%……….
    2002……1.840%………….2.410%……….
    2003……3.010%………….1.910%……….
    2004……8.470%………….4.130%……….
    2005……7.080%………….3.300%……….
    2006……7.020%………….4.250%……….
    2007……6.380%………….2.560%……….
    2008……2.370%…………-0.155%……….
    2009………——…………….——……….

    MÉDIA…..4.957%………….2.651%……….

    O crescimento do produto interno bruto de Hong Kong foi quase o dobro do crescimento sueco: 4.957%/2.651% = 1.869.

    Os dados da realidade são esses: Quanto maior a liberdade econômica, maior é o nível com que as forças produtivas são capazes de gerar riquezas.

    Vamos trazer isso para a realidade brasileira: Será que uma taxa média de crescimento de 2.651% ao ano será capaz de gerar os recursos necessários para sustentar um Welfare State ao estilo escandinavo no Brasil, que tem uma população que é quase 20 vezes maior do que a da Suécia e uma economia estrangulada?

    A saída é o liberalismo, não adianta.

    Até!

    Marcelo

    P.S: Pax, apague, por favor, o comentário anterior. As tags saíram erradas. Sorry!

  8. Pax said

    Marcelo Augusto,

    Excelente este link que você trouxe, o GDP growth rate.

    Só de curiosidade coloquei na mesma comparação mais dois países, o Chile que comentamos e nosso querido Brasil.

    Faça, por favor, o mesmo exercício. E perceba que a partir de 2003 em diante a curva brasileira toma um gradiente positivo, melhor que dos outros todos. Inacreditável. Obrigado pelo link. Mesmo. Em 2008 é mais incrível ainda, o Brasil passa todos esses “concorrentes”, Suécia, Hong Kong e Chile.

    Aí a gente chega numa, talvez, nova proposta: uma visão comercial liberal (que estimula a livre iniciativa geradora de riquezas) e uma visão politica mais social.

    Você conseguiria admitir uma possibilidade dessas? Riquezas sendo geradas, o empresariado criando empregos, investindo, sendo libertado de amarras burocráticas e um modelo tributário kafkiano etc etc, mas o governo com suas obrigações sendo devidamente cumpridas, atendendo o real patrono, a sociedade, com Educação, Saúde, Segurança públicas de excelente nível.

    Se você admitir esta possibilidade acima, estamos chegando num modelo, ao menos para mim, muito interessante.

  9. Olá!

    “Só de curiosidade coloquei na mesma comparação mais dois países, o Chile que comentamos e nosso querido Brasil.”

    Se montarmos uma tabela semelhante à anterior, encontramos este resultado:

    PAÍSES. . . . Brasil. . . . . Chile

    ANO
    2000. . . . . 4.310%. . . . . 4.490%
    2001. . . . . 1.310%. . . . . 3.380%
    2002. . . . . 2.660%. . . . . 2.180%
    2003. . . . . 1.150%. . . . . 3.920%
    2004. . . . . 5.720%. . . . . 6.040%
    2005. . . . . 3.160%. . . . . 5.560%
    2006. . . . . 3.970%. . . . . 4.590%
    2007. . . . . 5.670%. . . . . 4.680%
    2008. . . . . 5.080%. . . . . 3.160%
    2009. . . . . – – – – . . . . . – – – –

    MÉDIA. . . . 3.303%. . . . . . 4.222%

    Se fizéssemos um ranking da média com os quatro países citados, teríamos o seguinte resultado:

    01. Hong Kong. . . . . . .4.957%
    02. Chile. . . . . . . . .4.222%
    03. Brasil. . . . . . . . 3.303%
    04. Suécia. . . . . . . . 2.651%

    Há uma clara relação diretamente proporcional entre liberdade econômica e crescimento do produto interno bruto. Prova disso é que Hong Kong e Chile, países que estão no Top 10 do índice de liberdade econômica da Heritage Foundation, tiveram, entre os quatro países citados, o melhor desempenho no quesito discutido.

    A Suécia, apesar da elevada liberdade econômica que há nesse país, ficou em último lugar justamente pelo fato de que o seu gigantesco Welfare State necessita de recursos para se manter, o que inviabiliza um maior crescimento.

    A tendência de crescimento do Brasil vem desde os começo dos anos de 1981. Fiz os cálculos através de regressão linear para construir um modelo linear para a série temporal de 1981-2008. O modelo obtido foi este aqui:

    Y = -220.9366921 + 0.1120383963*X

    Y. . . . . Anos [1981, 2008]
    X. . . . . Crescimento do PIB em porcentagem

    Pelo fato de o coeficiente angular ser maior que zero, neste caso 0.1120383963, a tendência é de crescimento.

    Há uma notável tendência de queda mais ou menos no período de 1968 até 1980. Usando regressão linear para a série temporal de 1968-1980, o modelo obtido foi este aqui:

    Y = 922.4230769 – 0.4628021978*X

    O simples fato de haver um coeficiente angular menor que zero (neste caso -0.4628021978) já é suficiente para dizer que a tendência é de queda.

    Fazendo o mesmo para a série de 1968 até 2008, o modelo dado é este aqui:

    Y = 361.7 – 0.179646*X

    Tendência de queda!

    Finalmente, fazendo o mesmo cálculo para toda a série de 1961 até 2008, o modelo linear dado é este:

    Y = 231.4417497 – 0.1143388352*X

    Tendência de queda ao longo de 48 anos!

    “Aí a gente chega numa, talvez, nova proposta: uma visão comercial liberal (que estimula a livre iniciativa geradora de riquezas) e uma visão politica mais social.”

    Você quis dizer social democracia?

    “Você conseguiria admitir uma possibilidade dessas? Riquezas sendo geradas, o empresariado criando empregos, investindo, sendo libertado de amarras burocráticas e um modelo tributário kafkiano etc etc, mas o governo com suas obrigações sendo devidamente cumpridas, atendendo o real patrono, a sociedade, com Educação, Saúde, Segurança públicas de excelente nível.”

    Eu gostaria de viver em um mundo assim. O lance é que tal mundo seria complicado de ser alcançado em um país com as dimensões territorial e populacional gigantescas como é o Brasil. Sabe-se lá se existe algum modelo econômico capaz de gerar recursos suficientes para sustentar uma sociedade nesses moldes em um país como o Brasil.

    “Se você admitir esta possibilidade acima, estamos chegando num modelo, ao menos para mim, muito interessante.”

    Vejo isso com um certo ar de ceticismo.

    Até!

    Marcelo

  10. Olá!

    Aqui estão os dados (retirados daqui) que foram utilizados:

    1961 10.3
    1962 5.22
    1963 0.875
    1964 3.49
    1965 3.05
    1966 4.15
    1967 4.92
    1968 11.4
    1969 9.74
    1970 8.77
    1971 11.3
    1972 12.1
    1973 14
    1974 9.04
    1975 5.21
    1976 9.79
    1977 4.61
    1978 3.23
    1979 6.77
    1980 9.11
    1981 -4.49
    1982 0.58
    1983 -3.41
    1984 5.27
    1985 7.95
    1986 7.99
    1987 3.6
    1988 -0.103
    1989 3.28
    1990 -4.3
    1991 1.51
    1992 -0.467
    1993 4.67
    1994 5.33
    1995 4.42
    1996 2.15
    1997 3.37
    1998 0.0379
    1999 0.251
    2000 4.31
    2001 1.31
    2002 2.66
    2003 1.15
    2004 5.72
    2005 3.16
    2006 3.97
    2007 5.67
    2008 5.08

    Qualquer erro, basta avisar.

    Até!

    Marcelo

  11. Olá!

    Aqui estão os dados (retirados daqui) que foram utilizados:

    1961 10.3
    1962 5.22
    1963 0.875
    1964 3.49
    1965 3.05
    1966 4.15
    1967 4.92
    1968 11.4
    1969 9.74
    1970 8.77
    1971 11.3
    1972 12.1
    1973 14
    1974 9.04
    1975 5.21
    1976 9.79
    1977 4.61
    1978 3.23
    1979 6.77
    1980 9.11
    1981 -4.49
    1982 0.58
    1983 -3.41
    1984 5.27
    1985 7.95
    1986 7.99
    1987 3.6
    1988 -0.103
    1989 3.28
    1990 -4.3
    1991 1.51
    1992 -0.467
    1993 4.67
    1994 5.33
    1995 4.42
    1996 2.15
    1997 3.37
    1998 0.0379
    1999 0.251
    2000 4.31
    2001 1.31
    2002 2.66
    2003 1.15
    2004 5.72
    2005 3.16
    2006 3.97
    2007 5.67
    2008 5.08

    Qualquer erro, basta avisar.

    Até!

    Marcelo

    P.S: Pax, apague, por favor, o comentário anterior. A tag HTML saiu errada. Sorry!

  12. Olá!

    Por curiosidade, construí o modelo linear para o período da ditadura militar no Brasil (1964-1985). Eis o resultado:

    Y = 451.8141446 – 0.2256804065*X

    Tendência de queda! Também, com aquela mentalidade econômica tacanha, centralizada, “desenvolvimentista”, fechada e hostil à livre iniciativa, não poderia ter dado outra coisa!

    Até!

    Marcelo

  13. Pax said

    Marcelo Augusto,

    Não entendi seu modelo. Não entendi Y.

    Mas, veja, tentei me ater somente nas comparações de 2003 para cá, quando o governo Lula assumiu.

    O que estou dizendo é:

    Por uma série de motivos, a coisa melhorou, o que a oposição nega e, no meu entender, fica sem discurso.

    Se você não se incomodar:

    1 – me explique seus cálculos, como se fosse para um absoluto leigo.

    2 – foque nestes últimos anos.

    Não sou matemático nem economista, estou somente tentando trazer a seguinte discussão:

    a – sim, concordamos que o modelo brasileiro precisa se melhorado no sentido de incentivar a livre iniciativa mais e mais, deixar o empresariado brasileiro à vontade, tirando suas dificuldades. Aqui é o apriorismo básico. Em outro momento podemos discutir se este incentivo deveria ou não ter a participação do estado com financiamento (BNDES) ou crédito (CEF, BB).

    b – se a questão de tirarmos dezenas de milhões de pessoas que estavam abaixo da linha da miséria para uma situação mais confortável, se o aumento real dos salários base etc criaram uma nova classe consumidora (não gosto dessa classificação da ABCDE), ou seja, se essa nova massa que entrou no consumo, teve ou não reflexo positivo na economia, olhando pragmaticamente os números. Visão absolutamente cabal da coisa.

    Aí poderíamos entrar numa outra discussão, que me parece boa também que seria a discussão que a gente tem constantemente aqui, que poderia ser resumida assim (acho eu, corrija se achar necessário):

    No estado atual do Brasil (2010), qual das duas visões teria mais chande de sucesso neste momento:

    I – mudarmos o rumo para um liberalismo onde tiraríamos do Estado muito do poder e orçamento

    II – continuarmos com a visão, ou desejo, ou mira, num estado social democrata.

    Em I a opção seria procurar uma candidatura liberal (de todas que vimos aqui, só a do Mario, as outras não me aprofundei). Dilma e Serra, e mesmo Marina, estão, me parece, com a visão II. A discussão das eleições na questão da economia é quem acha que faz ou fez melhor quando teve chance.

    (ps.: se vc não se incomodar, deixa os comentários mal formatados. Explico: dá um trabalho danado, tenho que entrar em modo gerenciamento do WordPress, minha internet é lenta pra caramba e tento usar o tempo disponível para fazer os posts e responder os comentários, ou, em outras palavras, para aprender mesmo… hoje, por exemplo, tá um dia corrido).

  14. Pax said

    Um “disclaimer” para os colegas.

    Não tenho conseguido capturar as notícias sobre a corrupção direito. Não tem dado tempo. Tem passado “camelo com asa” e eu nem vejo, ou nem coleciono aqui. Sobre isto peço mil desculpas. Já era uma tarefa grande e agora me meti a discutir eleição e a coisa piorou.

    Agora mesmo fico com a terrível sensação de falhas. Algumas delas:

    – o novo Código Florestal (e a posição do Aldo Rebelo)
    – Hoje o Ficha Limpa vai ter decisão no TSE se vale para 2010 ou não
    – o novo Código do Processo Civil – qual seu impacto na questão da corrupção
    – e mais 379 etc …

    Desculpem-me.

  15. Olá!

    O cálculo de regressão linear é bastante simples: Você tem um conjunto de dados com uma ou mais variáveis e quer buscar uma relação linear entre elas.

    O quê significa “relação linear”? Simples: É uma relação que estabelece qual a reta do tipo “y = ax + b” que mais se aproxima dos dados em questão, isto é, é uma reta que melhor representa os dados, apesar de não representá-los com grande exatidão, já que não passa de uma aproximação.

    Ah, sim: Cometi um erro nos outros comentários acima: O Y é a porcentagem do crescimento do PIB, enquanto que o X é que são os anos.

    Vamos exemplificar utilizando o exemplo do governo Lula. Adicionei o decrescimento do ano passado que foi de –0.2% ao conjunto dos dados originais. Eis os dados:

    2003 1.15
    2004 5.72
    2005 3.16
    2006 3.97
    2007 5.67
    2008 5.08
    2009 –0.2

    Eis o modelo linear de tal governo:

    Y = 205.54 — 0.1007142857*X

    Como o coeficiente angular é menor que zero (–0.1007142857), a tendência é de queda.

    Agora, para você entender como isso funciona, colocar no lugar do X um dos anos utilizados para se ter uma aproximação linear para o crescimento do PIB nesse ano em questão. Vamos utilizar 2005:

    X = 2005

    Y = 205.54 – 0.1007142857*X
    Y = 205.54 – 0.1007142857*(2005)
    Y = 3.60785717%

    Vamos comparar o valor dado pela aproximação linear, Y = 3.60785717%, com o valor verdadeiro para o crescimento do PIB em 2005:

    Valor Verdadeiro:. . . . . .3.16%
    Valor da Aproximação:. . . .3.60785717%

    É uma aproximação razoável.

    Para você visualizar melhor isso, eis aqui um gráfico que mostra os dados reais e a aproximação linear desses dados.

    Pela análise via regressão linear, fica claro que de 2003 em diante a tendência tem sido de decrescimento.

    Até!

    Marcelo

  16. Olá!

    Vamos à segunda parte da argumentação.

    “[…] Em outro momento podemos discutir se este incentivo deveria ou não ter a participação do estado com financiamento (BNDES) ou crédito (CEF, BB).”

    O grande problema, no Brasil, de deixar o financiamento e o crédito nas mãos do governo é que pode haver o uso político desse poder para manipular o setor privado e deixar este sem muita autonomia. Em suma: O setor privado tende a perder sua liberdade ao se subordinar ao crédito e financiamento do Estado/governo.

    Outro problema, uma vez que o governo/Estado estará atuando nos setores de financiamento e de crédito, um enorme poder econômico (e político) estará sob suas mãos e isso é uma excelente chance para as alas corruptas da política atuarem — sobretudo com a cultura política brasileira.

    Além do que, não é função do Estado estar atuando em algo que deveria ser do setor privado.

    “b – se a questão de tirarmos dezenas de milhões de pessoas que estavam abaixo da linha da miséria para uma situação mais confortável, se o aumento real dos salários base etc criaram uma nova classe consumidora (não gosto dessa classificação da ABCDE), ou seja, se essa nova massa que entrou no consumo, teve ou não reflexo positivo na economia, olhando pragmaticamente os números. Visão absolutamente cabal da coisa.”

    Se você quiser argumentar sobre os efeitos do Plano Real, tudo bem.

    “I – mudarmos o rumo para um liberalismo onde tiraríamos do Estado muito do poder e orçamento

    II – continuarmos com a visão, ou desejo, ou mira, num estado social democrata.”

    Diga-me, Pax: Quanto há de social-democracia no Brasil?

    O quê você parece não entender é que todos os países que adotaram o modelo social-democrata — sobretudo os escandinavos — viveram e absorveram os valores do liberalismo, Pax. Tanto isso é verdade que, em termos econômicos, esses países estão entre os mais liberalizados do mundo.

    Dos partidos que estão aí, qual você considera o mais receptivo a implantar medidas econômicas liberalizantes parecidas com as medidas adotadas nas sociais-democracias escandinavas?

    Outra coisa que parece fugir ao seu entendimento é que o modelo social-democrata necessita que uma enorme carga de poder econômico e político fique nas mãos do Estado/governo e adotar isso no Brasil iria desacelerar a redução da corrupção a patamares humanamente aceitáveis.

    Eu discordo da sua idéia de que o PT busca social-democracia, pois o PT não implantaria medidas econômicas liberalizantes como aquelas adotadas nas demais sociais-democracias que há pelo mundo — principalmente as escandinavas –, até mesmo pelo fato de que, tais medidas econômicas, são coisas de “neoliberais” na visão petista. Basta ver o histórico do PT diante de medidas que procuraram modernizar o capitalismo e a máquina pública do Brasil.

    Quanto ao seu questionamento entre um modelo liberal e outro social-democrata, sem dúvida que a social-democracia é bem mais atraente a um eleitorado que ainda guarda no seu imaginário idéias paternalistas, sem contar o baixíssimo nível de instrução educacional do grosso dos eleitores — ainda que a social-democracia resulte em crescimento econômico pífio. Afinal de contas, é mais interessante ter “tudo” de “graça” do que assumir responsabilidades individuais.

    Até!

    Marcelo

  17. Pax said

    Marcelo Augusto,

    – obrigado pela aula de regressão linear

    – no seu gráfico http://img139.imageshack.us/img139/3874/governolulacrescimentop.jpg

    você faz questão de colocar 2009, o ano da crise. Bem, você poderia produzir o mesmo sem este ano, se não der muito trabalho?

    Tentando responder tuas questões do comentário acima:

    “Diga-me, Pax: Quanto há de social-democracia no Brasil?”

    – Minha opinião é que há um rumo traçado, seja pelo PSDB como pelo PT. Andamos um pouco dentro desse rumo, atropelados por um país corrupto, com um modelo político que enoja um bocado, onde as antigas oligarquias ainda detém um enorme poder, fatias do Brasil ainda nas mãos do coronelato em vários estados, e nem PSDB nem PT tiveram competência de quebrar as pernas desse modelo pra lá de canalha. Mesmo assim acredito que andou um pouco. O país, desde o fim da ditadura, evolui. A velocidade desta evolução é que me incomoda um bocado. E esta velocidade é reduzida, no meu entender, exatamente por conta da corrupção. Tanto que este é o foco do blog. E ainda mais, fechando, esta corrupção que é a grande trava do país, vem do poder das oligarquias, que é um poder estabelecido antes mesmo da ditadura.

    Veja se esta explicação do verbete, tirada da Wikipédia, não lhe comove, ou, em outras palavras, não reflete a realidade:

    Oligarquia (do grego ολιγαρχία, de oligoi, poucos, e arche, governo) significa, literalmente, governo de poucos. No entanto, como aristocracia significa, também, governo de poucos – porém, os melhores -, tem-se, por oligarquia, o governo de poucos em benefício próprio, com amparo na riqueza pecuniária.

    As oligarquias são grupos sociais formados por aqueles que detêm o domínio da cultura, da política e da economia de um país, e que exercem esse domínio no atendimento de seus próprios interesses e em detrimento das necessidades das massas populares; num país pós-colonial, como o Brasil, os interesses oligárquicos estão diretamente relacionados aos interesses do imperialismo (o domínio de um país para o atendimento das necessidades – também oligárquicas – de um outro país, este dominante); o imperialismo, por sua vez, participa diretamente da sustentação daqueles grupos sociais oligárquicos no domínio do ‘seu’ país: os oligarcas de um país dominado são, portanto, ‘subdominantes’.

    Oligarquias são grupos fechados e pequenos que detêm o controle do poder, geralmente formadas por familiares de grandes proprietários.

    Dos partidos que estão aí, qual você considera o mais receptivo a implantar medidas econômicas liberalizantes parecidas com as medidas adotadas nas sociais-democracias escandinavas?

    Bem, pra ser muito sincero, acho que nenhum dos dois principais (PSDB e PT) conseguiu grandes progressos em liberar a economia privada. Ambos foram fracos em promover a reforma politica que faria a reforma tributária e fiscal minimamente necessárias para uma liberalização que também considero fundamental. A diferença entre você e mim é que você quer menos estado, e eu quero um estado melhor.

    E acho que tanto o PSDB se enfraqueceu ao se aliar ao DEM e quanto o PT se enfraqueceu quando se aliou ao PMDB, em síntese um mesmo roteiro básico de lotear o país para oligarquias.

    Mas, insisto, olhe o Google que você mesmo trouxe, o Public Data de GDP growth rate, e coloque lá os liberais que você cita versus o Brasil no meio.

    agora mesmo coloquei Australia, Hong Kong, Suécia e Brasil. Veja o que dá…

    Se for fazer a regrassão linear, faça também incluindo esses com os dados de 2009, e não só do Brasil, para a análise ficar mais coerente, por favor.

  18. Olá!

    “[…] [V]ocê faz questão de colocar 2009, o ano da crise.”

    Bom, Pax, eu não incluí o ano de 2009 por maldade, mas, sim, pelo simples fato de ser um dado real. Em 2009, houve decrescimento. Isso é um fato, Pax.

    “Bem, você poderia produzir o mesmo sem este ano, se não der muito trabalho?”

    Aqui está o modelo linear contando apenas o período de 2003 até 2008:

    Y = -1159.638 + 0.5802857143*X

    Y. . . . .Crescimento do PIB em porcentagem.
    X. . . . .Anos de 2003-2008.

    O gráfico está aqui.

    Com os dados incompletos, há um generoso coeficiente angular crescente (maior que zero) igual a 0.5802857143. Porém, vale lembrar que o coeficiente linear, -1159.638, é muito baixo. Isso significa que os benefícios de se ter um generoso coeficiente angular de quase 0.6, são contrabalanceados pelo valor “muito negativo” do coeficiente linear, pois mesmo um coeficiente angular de 0.6 é incapaz de dar uma taxa de crescimento rápida o suficiente.

    Para você ter uma idéia de como esse coeficiente angular dá um crescimento lento para a aproximação linear, somente quando X = 1998.39143 é que o Y se torna maior do que zero — claro que o ano de 1998 (pois X = 1998.39143) não está na série histórica utilizada para o cálculo da aproximação linear para o período de 2003-2008. Mas, como afirmei antes, é apenas uma aproximação para dar uma idéia de crescimento ou decrescimento de uma série temporal/histórica através de uma relação linear (uma linha reta).

    Até!

    Marcelo

  19. Olá!

    “Minha opinião é que há um rumo traçado, seja pelo PSDB como pelo PT. Andamos um pouco dentro desse rumo, atropelados por um país corrupto, com um modelo político que enoja um bocado, onde as antigas oligarquias ainda detém um enorme poder, fatias do Brasil ainda nas mãos do coronelato em vários estados, e nem PSDB nem PT tiveram competência de quebrar as pernas desse modelo pra lá de canalha […].”

    Eu vejo de outra forma essa situação. Eu concordo com a sua opinião, de que o Brasil é um país corrupto e atrasado. Só que, ao meu ver, as causas disso, a raíz disso, está, justamente, no fato de o Brasil nunca ter vivido e absorvido valores liberais — seja em economia, seja em política.

    O liberalismo prega exatamente a desconcentração do poder de qualquer tipo de autoridade coercitiva e que tal poder (ou poderes) fiquem diluídos ao longo da sociedade/cidadãos. Se há oligarquias no Brasil é porque também há estruturas de poder que concentram forças que deveriam estar diluídas ao longo da cadeia social, entre as pessoas, instituições e etc. E isso é um traço típico de países que não tiveram a oportunidade de viver e absorver os valores do liberalismo.

    “[…] Mesmo assim acredito que andou um pouco. O país, desde o fim da ditadura, evolui. A velocidade desta evolução é que me incomoda um bocado. […]”

    Novamente, concordamos que isso, destacado, é um problema existente no Brasil. No entanto, discordamos quanto às causas desse problema.

    A lenta velocidade com que o país vem avançando no período pós-1985 é resultante exatamente do fato de o Brasil não ter se liberalizado economicamente como deveria para aproveitar o seu potencial. Afinal de contas, não dá para construir escolas boas e de qualidade sem recursos. É impossível construir bons hospitais sem o dinheiro necessário para tanto. E, pelo que sabemos, dinheiro não cái do céu. Tem que ser gerado. Se não há recursos para implementar essas coisas no Brasil é, justamente, pelo fato de o Brasil ser ineficiente na geração de riquezas.

    “[…] E esta velocidade é reduzida, no meu entender, exatamente por conta da corrupção. Tanto que este é o foco do blog. E ainda mais, fechando, esta corrupção que é a grande trava do país, vem do poder das oligarquias, que é um poder estabelecido antes mesmo da ditadura.”

    Pax, não sei se você ainda não entendeu, mas, se há uma corrupção galopante no Brasil, é justamente pelo fato de o governo/Estado concentrar muito poder econômico e político. Sob a desculpa esfarrapada de fazer “política social” e “justiça social”, bilhões são roubados anualmente. Uma economia mais liberalizada, com maior atuação do setor privado e reduzida participação estatal, ajudaria a combater esse triste quadro.

    Um dos maiores entraves ao país é o estrangulamento do setor privado.

    “[…] A diferença entre você e mim é que você quer menos estado, e eu quero um estado melhor.”

    Não diria isso. Minha vontade é que o Brasil seja um país onde um simples filho de uma costureira possa ganhar um Prêmio Nobel. Ou, então, que um nerd solitário esteja inserido em um cenário econômico capaz de lhe prover condições favoráveis para se tornar um empresário milionário.

    “Mas, insisto, olhe o Google que você mesmo trouxe, o Public Data de GDP growth rate, e coloque lá os liberais que você cita versus o Brasil no meio.

    agora mesmo coloquei Australia, Hong Kong, Suécia e Brasil. Veja o que dá…”

    É, Pax, eu fiz a mesma coisa. Não cantaria alegriar perante isso, pois, mesmo com um gráfico “favorável” ao Brasil nesse período de crise mundial, o país continua sendo atrasado, corrupto, economicamente estrangula o setor público, exportador de produtos agrícolas, péssima educação e etc.

    Se for o caso de usar o gráfico de crescimento do PIB, dê uma olhada neste daqui. Apenas me diga: Você gostaria de viver no país que teve o maior pico de crescimento neste década que passou?

    Até!

    Marcelo

  20. Olá!

    Uma errata de um comentário meu acima.

    “Bom, Pax, eu não incluí o ano de 2009 por maldade, mas, sim, pelo simples fato de ser um dado real. Em 2009, houve decrescimento. Isso é um fato, Pax.”

    Acho que uma maneira melhor de expressar a idéia original seria essa daqui:

    “Bom, Pax, não foi por maldade que eu incluí o ano de 2009, mas, sim, pelo simples fato de ser um dado real. Em 2009, houve decrescimento. Isso é um fato, Pax.”

    Sorry!

    Até!

    Marcelo

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