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    Uma coletânea das notícias da corrupção, desvios, anomalias, eleições e meio ambiente que aparecem na mídia todos os dias a partir de agosto de 2008.
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Datafolha: Serra 39, Dilma 38, Marina 10

Posted by Pax em 02/07/2010

Nova pesquisa Datafolha aponta Serra e Dilma empatados, diferente da última pesquisa Ibope desta semana.

Folha de São Paulo: Empate entre Serra e Dilma permanece, aponta Datafolha

A tendência agora é a situação acusar o instituto e a oposição comemorar. Não é anormal o resultado. De todos os analistas que o blog acompanhou, duas leituras para boa discussão:

Fernando Rodrigues – Uol: Serra mantém apoio de 1/3 de quem aprova Lula

Um trecho:

Serra terá de mirar em a) manter esses eleitores na sua seara e b) tentar conquistar 100% dos 20% dos brasileiros que não gostam do governo Lula. Não é fácil, mas esse é o desafio do tucano daqui até o dia da eleição, em 3 de outubro.

Para a petista Dilma Rousseff, o obstáculo a ser transposto é convencer a maioria desses 78% que hoje apóiam Lula a também votarem nela no dia da eleição. Ela tem ido bem até agora. Em dezembro passado, 32% dos que aprovam Lula votavam em Dilma. Hoje, são 46%.

Ricardo Leopoldo -Agência Estado: Analistas preveem 2º turno em pleito entre Serra e Dilma

Um trecho:

Para o professor do Insper, a candidata do PT deve atingir no dia 3 de outubro cerca de 40% dos votos, enquanto Serra deve chegar ao redor de 35%. Na avaliação do diretor do Eurasia Group, o candidato tucano deve chegar aos 35%, enquanto Dilma deve alcançar uma marca ao redor de 45%.

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19 Respostas to “Datafolha: Serra 39, Dilma 38, Marina 10”

  1. Eurasia Group? Existe eleição na Eurásia?

  2. Patriarca da Paciência said

    Caro Pax,

    Vamos esperar o resultado da Sensus. Este Instituto apresentou um resultado que todos os outros chiaram, mas que terminaram reconhecendo, quase um mes depois.

    Agora é esperar para ver. Conforme o método que se usa, como diziam os antigos gregos, contemporâneos de Platão, prova-se até que um cachorro seja o pai do seu dono.

    Não acredito que um terço do eleitorado de Lula seja a favor do Serra. E se assim o for, não será muito difícil para o Lula reverter isso.

    Acho que o problema mesmo são os métodos usados pela folha.

  3. Jorge said

    o datafolha é um instituto que perdeu completamente a credibilidade. assim como a veja. é perda de tempo discutir o que eles indicam. sinceramente, melhor discutir as propostas dos candidatos.

  4. Pax said

    Caro Patriarca,

    O que acho é que o páreo está no ‘starting gate’. O que vimos até agora foram os treinos e a bolsa de apostas, numa metáfora que parece boa para o caso. Seguindo nela…

    1 – ano passado Dilma aparecia como um pangaré sem chances, nem mesmo a base aliada sabia o que ia dar. Parece que Lula e, talvez, algum time que ele seja próximo, apostaram, sabiam o que estavam fazendo, ou, em outras palavras, conhecedores das corridas, sabiam que poderiam aprontar a candidata para o páreo, um ano depois. Acho que que foi algo parecido. E, vale ressaltar, olharam seu plantel e viram que vários apresentavam contusões que, na reta final, mancariam. Escolheram a promessa e apostaram tudo.

    2 – os treinos começaram, havia mais na pista treinando, mas alguns foram tirados por conveniência (ex do Ciro).

    3 – Serra entrou na pista para os exercícios como franco favorito. Seus técnicos nem apostaram muito em pensar estratégias, em alinhar e ajustar cavalo/cavaleiro/sela etc, achando que o páreo seria mais fácil, ou então, e aí acho o palpite mais forte, os donos do cavalo ficaram brigando, sem se entender …

    4 – agora é a hora do páreo, os cavalos entrando naquele portão de largada… e, como disse no post, não acho anormal o resultado da Datafolha… entram os candidatos principais sem que tenhamos absoluta certeza do resultado. A real me parece esta.

    5 – Agora acho que o jogo realmente vai começar e mais que acertar o que interessa é quem vai errar menos.

    (domingo tem uma entrevista do Ze Dirceu com Marilia Gabriela… pode ser um erro… pra que mesmo o cara tem que aparecer?)
    (Serra errou um bocado nessa questão do vice, mas sapato alto é sempre perigoso. Como diz o Elias, tem muita gente competenten, também, no PSDB. É fato. Não desprezar parece de bom tom. Idem para o vice-versa da questão).

    6 – Marina patina e patina… o que vai dar? Não sabemos também.

    Enfim, tudo que sei é que não sei. Há fortes indícios que a candidatura da Dilma esteja melhor no momento, como analisam os caras que o Estadão entrevistou. Achei a melhor análise, sem torcidas etc. Você leu?)

    Caro Paulo,

    Não entendi sua piada ou ironia, se é que foi uma … desconheço os entrevistados e institutos também. Confio que o Estadão/Agencia Estado não colocariam uma matéria de tamanha importância sem verificar as fontes etc.

  5. Pax said

    Caro Jorge,

    Não tinha lido o seu comentário. Mas me permito discordar. Entendo que as pesquisas fazem parte do processo. É bom acompanhar tudo, ter sempre um pé atrás, claro, mas “ler” as pesquisas me parece super importante. Uso aquela coleção do Fernando Rodrigues direto e reto, aquela que mostra todas as pesquisas por todos os institutos.

    O que concordo com você completamente é que agora a gente tem que olhar as ‘mensagens’ dos candidatos. Que bandeiras eles vão pegar para si, quais vão comover o eleitorado etc etc. Esse jogo é realmente super importante daqui pra frente, dentro do meu achismo.

  6. Jorge said

    Pax, desculpe, mas a pesquisa datafolha, tempos atrás, foi a única a colocar serra disparado na frente, acusando o sensus e vox populi de fraude. depois o datafolha foi mudando, mudando, até chegar a mesma tendência das concorrentes. foi vergonhoso. pesquisa é do jogo, o datafolha não tem credibilidade, é marmelada. agora aparecem com essa pesquisa toda esquisita e nós ficamos discutindo? francamente, eu não gosto de ser manipulado. e é isso que o datafolha faz.

  7. Pax said

    Caro Jorge,

    Se você olhar meus comentários acima, com calma, vai perceber que:

    1 – afirmo que Dilma e Serra hoje, entram no portão do páreo mais ou menos com as mesmas chances.

    2 – digo que até agora foi ensaio, a corrida começa agora.

    3 – nesta fase de ensaio, que perdeu foi Serra

    4 – afirmo pra você que olho todos os institutos… uns confirmam os outros. Ou não. Sacou?

  8. Zbigniew said

    Com todo o respeito aos que pensam o contrário, acredito que a Data-Folha e o IBOPE fazem o jogo da candidatura do Serra. Senão vejamos: com toda a trapalhada da escolha do vice, a celeuma criada com o DEM, a criação de um palanque dilmista no Paraná, muitos prefeitos do PSDB e DEM aderindo à candidatura da Dilma, qual seria o motivo para, em uma semana, o Serra tirar 5% de vantagem? A exposição na TV?

    Se com toda a exposição uma semana antes não tinha acontecido – pelo contrário, a Dilma havia crescido -, como que agora cresceu? Não conheço de estatística, mas há um grupo na internet que tenta desvendar os meandro da sabujice que os institutos ligados à Folha de São Paulo e à Globo se afiam para demonstrar seus “confiáveis números”.

    O Gunter Zibell, lá do Nassif, trouxe alguns dados interessantes sobre o tema, comprovando que pode haver um viés metodológico que superestima a candidatura Serra. Para o bom debate seria interessante que se trouxessem argumentos contrários e não afirmações que visam apenas desqualificar aqueles que se propõem a debater em alto nível na blogosfera.
    Destacarei apenas algumas partes do post (o post completo aqui: http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/como-o-datafolha-superestima-voto-de-serra#more):

    “O fenômeno das pesquisas Datafolha parecerem favorecer Serra já foi percebido e exemplos não faltam. Especialmente este ano em que as candidaturas se encontraram. Em 2009 ninguém ligava muito: ora Serra estava 20% na frente, ora Serra estava 25% na frente. Havia diferenças muito maiores de um mês para outro e entre institutos do que agora, até porque a população não estava tão atenta a eleições, mas o fenômeno não parecia tão comentado.

    Só que agora se está mais perto da data fatídica…

    SE não houver fato novo, e SE as tendências gerais (transferência, regionalização, maior conhecimento dos nomes, etc) continuarem, apenas passaremos para um cenário em que ora Dilma estará 5% na frente, ora estará 10%… Talvez as pessoas fiquem confusas neste que é o momento em que as curvas estão cruzando. Mas isso já era previsível há meses.
    (…)
    Candidaturas talvez possam ser vistas como transatlânticos, ou nuvens. Se não houver um rebocador forte (fato novo) ou mudança súbita de ventos, não mudam de curso nem de velocidade facilmente. Sabemos que ainda vão ocorrer campanhas e debates, mas isso vai ser mais impactante do que tudo que a sociedade viveu nos últimos meses e anos?

    Resumão : penso que quando as candidaturas não são similares em grau de conhecimento e estão em movimento e evolução, a metodologia de amostragem ou pesquisa do Vox Populi talvez antecipe tendências e a do Datafolha talvez capte defasadamente. A divulgação de resultados diferentes interessa a campos diferentes, mas conhecer todos os dados interessa a todos.”

    De fato, não havendo fato novo, não há como aceitar um crescimento neste nível. Observem que em momentos considerados importantes da candidatura Serra, ele sempre tem uma reação “adequada”. Foi assim com o lançamento oficial da sua candidatura, e agora com a crise do vice. O movito plausível? A necessidade de manter a aliança e evitar o aumento da crise na candidatura.

    É um esforço desesperado para evitar a perda de aliados e do tempo na TV.

  9. Marcelo said

    Olá!

    É lamentável o posicionamento de algumas pessoas perante os fatos.

    Pax, seguindo uma vontade que já tinha há algum tempo, iniciei um blog onde posto algumas considerações minhas. Todos aqui estão convidados a irem lá.

    Irei postando na medida do possível.

    Até!

    Marcelo

  10. Olá!

    Pax, assim que eu aprender a fazer lista de links, eu linko aqui para o seu blog.

    Até!

    Marcelo

  11. Pax said

    Prezados,

    Me recuso a entrar na histeria de blogs (profissionais e não profissionais) que torcem para um lado e para outro. Acredito – e me permito acreditar – que coloca limites nas análises. Essa é minha… de mais ninguém. Que gosto muito de dividir aqui, ouvir contradições e, muitas vezes, até alterar a minha. Claro que leio tudo que posso, claro que vivo neste mundo de blogs também, de profissionais e amadores como este aqui.

    Há histéricos de um lado e de outro. Todos que torcem acabam por distorcer, seja pela paixão, seja por qualquer outra intenção.

    Insisto no meu ponto: não há nada de muito anormal neste empate nesta altura do campeonato. As tendências mostraram um crescimento de Dilma (de mais de 20 pontos) e queda do Serra (menos acentuada, de uns 3 pontos) no período de um ano. A minha análise simplória é que temos um governo com alto índice de satisfação, o povo vive melhor e a campanha da oposição não é nada fácil neste cenário. Além disso acho que a estratégia de colar a imagem de Lula na de Dilma é um acerto da situação (Dilma sou eu) e a estratégia de Serra bater em Dilma e Lula é errada, a priori, melhor voltar ao Paz e Amor e descobrir um caminho convincente que a opção por ele traz mais vantagens. Basicamente acho isso.

    Voltando, só pra concluir melhor o parágrafo acima: olhem as curvas, uma sobe forte, outra desce bem mais devagar, uma hora elas se encontram. Ou as campanhas mudam, ou as tendências continuam. Simples pra caramba. Ou, em outras palavras, vejo dessa forma simplista. Estamos no ponto de encontro.

    Como disse, o páreo vai começar com os dois no mano-a-mano.

    Normal de todo.

  12. Zbigniew said

    Pax, todos temos o direito de acreditar no que quisermos.
    Entretanto, discordo do ponto de vista que diz que não há anormalidade aparente. Depende de como se faz a análise.

    Certamente que na questão estatística tudo é muito complexo, e, cá para nós, em assuntos complexos as manipulações são bem mais ousadas e imperceptíveis para os menos atentos. Mas, como disse o Patriarca lá em cima, é possível provar até que um cachorro seja o pai do seu dono.

    Por isso que é mais fácil ficar na nebulosa seara dos subjetivismos, embora haja subsídios para identificar possibilidades de manobras em favor ou contra uma determinada candidatura. Toda crítica é torcida e pronto!

    Entretanto, subjetivismos apenas por torcida seria algo destituído de fatos que corroborassem ou pelo menos colocassem em xeque a idoneidade de um determinado órgão.

    A pergunta a se fazer é se o Data-Folha, o IBOPE, o Sensus ou o Vox-Populi são totalmente isentos.

    Alguns argumentam que o Vox é um instituto sob suspeita porque o Coimbra seria adepto da candidatura Dilma, por já ter se manifestado sobre a vitória da candidata. Não acho prudente que o presidente de um instituto de pesquisa saia por aí dando pitacos sobre sucessão, ainda que na condição de articulista de um jornal. Mas pior fez o Montenegro, do IBOPE, em decretar nas páginas amarelas da Veja, desde o ano passado, a vitória de Serra, ainda que estivéssemos muito distante do pleito (naquela altura quase um ano). Isto sim era torcida.

    Com relação ao Data-Folha, sabemos que é ligado ao grupo Folha, que entre outros aspectos se esmerou em, no seu jornal principal:

    – publicar uma ficha falsa da Dilma em manchete de primeira página de um domingo, que depois se mostrou uma montagem grosseira, sem que houvesse qualquer correção ou reconhecimento da manipulação;

    – declarar, através de uma executiva do jornal que, dada a fraqueza dos partidos da oposição, a imprensa assume o papel de partido da oposição;

    – levantar suspeitas sobre a participação da candidatura Dilma na elaboração de um Dossiê contra o candidato tucano, bem como de utilizar-se da Receita Federal para quebrar o sigilo fiscal de políticos tucanos. Tudo isto sem provas!!!!

    Aí, no pior momento da candidatura Serra, o pesquisa vem e mostra, convenientemente, um empate técnico. Não seria temerário afirmar que, enquanto o IBOPE estiver ao lado do Data, eles só venham dar o braço a torcer (talvez) nas vésperas da eleição, quando já não tiver mais jeito. E olhe lá.

    Com todo respeito, nesta questão de torcer ou distorcer há uma zona cinzenta para aqueles que ainda acreditam na inocência ou pureza de tais órgãos. Simplesmente não existe isto!

    Olhe para o que está em jogo e veja como tudo isto é caro a estes órgãos de mídia que sempre estiveram ao lado do poder, dele se servindo e por ele sendo servidos. Jamais aceitaram o PT e o Lula no poder, e não aceitarão tão facilmente mais quatro anos deste grupo no poder. E sabe por que? Porquê só agora ouvimos falar em controle social da mídia e em democratização dos meios de comunicação. Sabe a questão dos monopólios? Vai contando porque passa tudo por aí.

  13. Elias said

    Não vale a pena brigar com os números de pesquisa.

    Todos os partidos fazem pesquisas paralelas às que são publicadas. Se houver uma vacilada de vulto, bota-se a boca no trombone e o instituto vacilão acaba se ferrando, porque o grande patrimônio do instituto de pesquisa é a credibilidade. Quem perde credibilidade perde cliente e dinheiro.

    Agora, bobagem pensar que a pesquisa Data Folha melhora as coisas no arraial tucano. Pelo contrário: mostra Serra estagnado, mesmo depois dele ter obtido uma exposição na mídia muito maior que a da Dilma (por causa do programa de tevê do PSDB).

    Era a chance dele deslanchar, e não deslanchou. Daqui pra frente, as exposições na mídia tendem a se equilibrar e tudo vai ficar mais difícil pra quem está há meses estagnado e enfrenta uma adversária com tendência ao crescimento. Que veio lá de baixo, subiu, encostou e, agora, se mostra capaz de ultrapassá-lo.

    Boa parte dos que mais sabem já começam a alinhavar as razões do fracasso do Serra. Até agora, a bola da vez é… o vice, claro!

    Os tais analistas especializados dizem que a campanha do Serra criou uma espécie de anticlímax com Aécio, que foi apresentado como o salvador do time. Como ele refugou, o eleitorado potencialmente tucano teria se sentido frustrado.

    É… pode ser.

    Mas mim me surpreende que os cobras criadas do PSDB não tenham, até aqui, estruturado um eixo pra campanha do Serra.

    Partir pra agenda negativa contra um governo com mais de 70% de aprovação é metade de um suicídio. Repete, multiplicando por 100, o mesmo erro que o PT cometeu no passado, com o Plano Real bombando votos pro FHC.

    Insistir no Plano Real é outro indício de falta de rumo. Um porrilhão de eleitores com idade até 30 anos não tem a menor idéia do que seja ou tenha sido viver num país com inflação galopante. Não tem a menor idéia da importância do Plano Real. Pra essa faixa do eleitorado, ouvir falar do Plano Real é o mesmo que ouvir histórias de velhote faroleiro, gabando-se do tempo em que era jovem, bonito e forte, e faturava todas.

    Eleitoralmente o Plano Real já deu o que tinha de dar ao PSDB. E não foi pouco: 2 eleições presidenciais e uma batelada de eleições estaduais!

    Insisto em dizer que a campanha do PSDB denota fadiga de material. É como se o partido já houvesse dado o recado que é capaz de dar, e não tem capacidade pra se renovar.

    Os principais quadros do PSDB são os mesmos de 20 anos atrás. O partido não se renovou, seja do ponto de vista das propostas, seja quanto à formação de novas lideranças. Anda em círculos.

    Não que seja impossível endurecer o jogo. O problema tucano é que o PSDB parece não saber como fazer isso…

  14. Pax said

    Obrigado, caro Elias,

    Falou melhor que eu o que venho tentando dizer para nossos colegas acima, ou, em outras palavras, perda de tempo brigar com Datafolha, Ibope ou quem quer que seja dessa seara.

    A briga está em outro lugar.

    Em empresas, ao olhar uma, faz-se, de forma corriqueira, a tal análise SWOT (em inglês), que em português seria (Virtudes, Fraquezas, Oportunidades e Ameaças).

    E comete-se muito o seguinte erro:

    Virtudes e Fraquezas – Estão dentro da empresa. O que eu faço bem, o que eu preciso melhorar dentro de casa etc.

    Oportunidades e Ameaças – Estão fora da empresa. Onde tem dinheiro pra ganhar e o que ou quem pode me ferrar no meu negócio.

    Em política, que desconheço mas gosto um bocado, não deve ser muito diferente.

    Não vejo para Dilma, por exemplo, uma ameaça por conta das pesquisas de opinião do instituto a ou b. Não acho que é aí que as ameaças estão. Vi alguns blogs de torcedores petistas muito incomodados com este resultado, enfim, querendo levar a briga para este lado. Cá com meus botões acho uma perda de tempo.

    Do lado do Serra vejo como uma oportunidade voltar a mostrar que o Brasil está realmente melhor e que ele traz algumas propostas para ficar melhor ainda. O que acontece é que ele ainda não conseguiu achar esta linha. Um pouco sobre segurança mas não andou muito, o tal ministério novo. Um pouco sobre Saúde (lembrem do programa dele, o eleitor do Paraná abraçando, agradecendo etc). Mas também não andou muito. Poderiam, sim, ser duas boas bandeiras. E o que aconteceu? Perdeu a chance de desenvolvê-las se perdendo nas brigas internas (Virtudes, Fraquezas). E, pior, trouxe a público um problema que é interno.

    Como disse, entendo bulufas de política, mas fazendo a tal analogia, esta é minha firme opinião.

    Por isso que disse aos colegas acima que o resultado não é nada demais, que não daria muita corda nesta pipa. Não acho, humildemente falando, que seja o grande lance.

    Então, de novo, Elias, obrigado por fortalecer meu ponto.

  15. Pax said

    Acho que ficou pouco claro uma parte acima:

    O erro que se comete é tentar achar Virtudes e Fraquezaz fora de casa, ou Oportunidades e Ameaças dentro de casa. Enfim…

    Desculpem-me. Escrever e discutir contrato ao telefone ao mesmo tempo gera ambiguidades mesmo. Erro meu.

  16. Elias said

    Pax,

    É isso aí! Dizer que Serra não subiu porque se enrolou na escolha do vice é cruzar cabra com periscópio pra tirar bode expiatório.

    Em primeiro lugar, o vice não influencia tanto, assim, numa eleição presidencial. Em segundo, o embananamento de Serra nunca foi maior que o de Dilma.

    Eu apontaria pra outras direções.

    Uma delas, a ausência de um eixo e de uma agenda positiva. Um candidato a presidente tem que ter um rumo a oferecer. E, se o candidato é de oposição, esse rumo tem que se revelar melhor do que aquele que está sendo seguido pelo presidente atual. Os tucanos não passam nem perto disso!

    Caramba! Os caras passaram anos dizendo que o Lula é burro, despreparado, apedeuta, isso e aquilo. Na hora de mostrar inteligência, preparo e criatividade, saem com esse futebolzinho xôxo e marca m… que estamos vendo!

    Outra é a incapacidade de elaborar uma avaliação política minimamente inteligente. No acender das luzes da disputa, diziam que Lula não tinha capacidade de transferir votos. FHC bem que tentou corrigir mas, quando desistiram dessa linha, o estrago já estava feito.

    Uma variante disso foi o uso e o abuso (em latim, pra ficar mais pernóstico e, por isto, mais antipático, como só o PSDB sabe ser), do mote: “Lula falou, questão encerrada”, como se houvesse um atrito interno no PT por causa da indicação de Dilma. Mais uma canoa furada…

    Outra, ainda, foi a superestimação do potencial de Marina, de roer voto do PT pela esquerda. Ora, pra ser pela esquerda não poderia ser pelo PV, que, além de não ter essa fisionomia, em vários estados ainda está coligado com o PT.

    Enfim, fiquei pasmo com a quantidade de erros táticos e estratégicos cometidos pelo PSDB em 2010.

    Pode até ser que aconteça uma cocozada muito grande no governo ou na campanha de Dilma e, por conta disso, o PSDB venha a ganhar as eleições.

    Pode ser, mas eu duvido!

    E, se isso acontecer, não terá sido graças ao PSDB, mas apesar dele.

    No que dependeu dele, até agora, só saiu melecada.

  17. Pax said

    cruzar cabra com periscópio pra tirar bode expiatório.

    Essa arquivei aqui para uso posterior, Elias. Muito boa!

    1 – realmente impressionante a questão do PSDB entrar em campo sem ter uma estratégia definida… e, pior, mudar para pior. Reparem nas pesquisas. Serra subiu logo no início do ano e caiu quando começou a bater em Lula e Dilma. Como que podem errar assim? Parece coisa de amadores e na oposição tem cobras criadas, oras.

    2 – também nunca achei (entendi assim teu ponto, Elias, me corrija se estiver errado) este discurso de Marina como linha auxiliar do PSDB uma furada. E esta furada veio do PT, como que com dor de cotovelo com sua saída. Zé Dirceu é um. Me parece um erro. Entendo assim. E concordo, se fosse tirar voto pela esquerda seria pelo PSol ou mais à esquerda ainda pelo PSTU. PSTU, como sabemos, tem um discurso tão radical que assusta. O PSol também bate no PT, direto e reto. O PV (“leio” mais a posição do PV pelo Sirkys que por outros) não bate. Aliás não bate em Serra/FHC também.

    3 – Sobre a cocozada: mais uma vez concordo com isso, hoje vejo como uma grande chance para o Serra somente se houver uma tremenda trapalhada na campanha da Dilma ou se o Lula fizer algo muito ruim. Do lado do Lula acho difícil, afinal o cara tá quase 8 anos na cadeira e parece que aprendeu… quem diz não sou eu, quem diz são as pesquisas de satisfação.

    4 – Ainda na cocozada (expressão do Elias, boa): se eu estivesse nos sapatos do Serra, colocaria lenha pro Dirceu, Genoíno e estes que estão super antipatizados para quem não é PT de carteirinha, pra eles abrirem o bico. Daí acho que pode sair caca…

  18. Pax said

    Colaborando um pouco com nossas visões que a oposição está com problemas amadores:

    No Josias de Souza (Folha)

    Partidos pró-Serra criticam desorganização do comitê
    http://josiasdesouza.folha.blog.uol.com.br/arch2010-07-01_2010-07-31.html#2010_07-06_06_46_02-10045644-0

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