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Notícias da Corrupção, Desvios, Anomalias, Eleições e Meio Ambiente

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    Uma coletânea das notícias da corrupção, desvios, anomalias, eleições e meio ambiente que aparecem na mídia todos os dias a partir de agosto de 2008.
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2010 – Alea Jacta Est

Posted by Pax em 06/07/2010

Hoje é o primeiro dia oficial da campanha eleitoral de 2010. Algumas notícias coletadas.

Na Agência Brasil por ordem alfabética:

Dilma reafirma que questão social será ponto central de seu programa de governo
Marina diz que conta com militância para “fazer política de uma forma nova”
Serra diz que Bolsa Família não serve como indicador de redução da pobreza

Detalhe que chama atenção: somente a notícia da Dilma aparece com fotos, na Agência Brasil. Porque?

Outras notícias:

Estadão: Dilma deve priorizar TV e rádio, sinaliza Lula
G1: Marina inaugura ‘comitê domiciliar’ na periferia de São Paulo
Globo: Caminhada de Serra é marcada por desorganização e falta de material de campanha

Curiosidade: Marina foi a única a iniciar a campanha acompanhada do seu vice.

Vacilo bobo: R7
Microfone “boicota” Dilma em seu primeiro comício em Porto Alegre

Primeiros sinais: Dilma afirma que os programas sociais não serão apêndices do governo, Serra fala de programa para saúde da mulher e Marina chama a sociedade para ajudar em sua campanha e lança nova versão de seu site.

Atualização: Da Agência Estado – Dilma diz que discorda de propostas polêmicas do PT

Um trecho:

Dilma afirmou, no seu primeiro dia de campanha, em Porto Alegre, que discorda das propostas polêmicas relacionadas no documento, como controle social da mídia, brechas para a legalização do aborto e retirada à proibição de desapropriação de áreas invadidas. “Nós não concordamos com a posição expressa”.

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2 Respostas to “2010 – Alea Jacta Est”

  1. […] This post was mentioned on Twitter by Pax, Leandro V. M. Falcão. Leandro V. M. Falcão said: Ah, sim: começou, oficialmente, a baixaria… https://politicaetica.com/2010/07/06/2010-alea-jacta-est/ […]

  2. Olá!

    Não entendo por quais motivos o PT ainda abriga no seu íntimo forças retrógradas à democracia e aos valores democráticos. Aqueles pontos polêmicos sobre “controle” “social” da liberdade de imprensa, ameaças à propriedade privada com a amenização das punições aos movimentos que utilizam a invasão como método (MST e afins) e aumento do tamanho do Estado/governo continuam como diretrizes partidárias.

    A única explicação que eu tenho para isso é que o PT é um partido que possui uma natureza essencialmente autoritária, dada a sua origem e cultivo de valores ao longo dos anos.

    O partido ganharia bastante em termos de civilização se deixasse essas bandeiras para os partidos de esquerda mais radicais e desse menos voz às alas mais extremadas das suas hostes.

    Lendo o texto contendo propostas/diretrizes de governo entregue ao TSE, não há por lá muita coisa que verse sobre o fortalecimento do setor privado, do livre mercado e da liberdade econômica — para ser honesto, penso que a tendência de mais um governo do PT seria um aumento e aparelhamento estatal ainda maiores do que o atual.

    Enquanto medidas economicamente liberalizantes não forem defendidas veementemente pelos partidos, lamento dizer, mas não haverá recursos para bancar, no Brasil, o tão sonhado modelo escandinavo de sociedade. Para se ter uma idéia, os países escandinavos possuem um índice médio de liberdade econômica igual a 73.44 (Heritage Foundation) e renda per capita média de U$ 41.123,40 (Banco Mundial). Comparem isso com o índice de liberdade econômica do Brasil, que é de 55.6, e sua pífia renda per capita de U$ 10.304,00.

    Afinal de contas, para que haja educação, saúde, segurança públicas e etc. de qualidade, os recursos para pagar por isso devem ser gerados e o setor privado é muito melhor nesse quesito do que qualquer iniciativa burocrato-estatal, sobretudo no quesito corrupção — quantos empresários seriam capazes de roubar o próprio dinheiro?

    Falando ainda sobre liberdade econômica, aqui vai um gráfico mostrando o desempenho do índice de liberdade econômica brasileiro nos últimos 16 anos (1995-2010) — os dados foram cedidos pela Heritage Foundation. E aqui estão os dados:

    Ano . . .Índice de Liberdade Econômica

    2010. . . .55.6
    2009. . . .56.7
    2008. . . .56.2
    2007. . . .56.2
    2006. . . .60.9
    2005. . . .61.7
    2004. . . .62.0
    2003. . . .63.4
    2002. . . .61.5
    2001. . . .61.9
    2000. . . .61.1
    1999. . . .61.3
    1998. . . .52.3
    1997. . . .52.6
    1996. . . .48.1
    1995. . . .51.4

    Observem no gráfico que há um ponto de inflexão descendente a partir de 2003, quebrando a tendência de subida que vinha desde os idos de 1995. O gráfico nos envia uma mensagem clara: O tamanho do aparato estatal/governamental aumentou nessa última década, isto é, mais recursos foram concentrados nas mãos do Estado/governo e menos ficou sob o controle do setor privado. Não há exemplos reais de países que conseguiram prosperar sem um setor privado robusto, que é o gerador de riquezas.

    No gráfico, percebe-se que não houve, no período 2003-2010, nenhum aumento maior do que 1 no índice de liberdade econômica — o maior aumento que houve foi de 0.5 entre os anos de 2008 e 2009. Nem os países escandinavos e seu gigantesco Welfare State apresentam desempenho tão ruim nesse índice.

    Manter todo esse poderio econômico nas mãos do Estado/governo é aniquilar possibilidades maiores de desenvolvimento, pois nenhuma autoridade central é capaz de utilizar de maneira eficiente o conhecimento/informação disponível gerado pelas forças econômicas, já que tal conhecimento é extremamente disperso e flui com uma velocidade que, frequentemente, escapa do entendimento de qualquer poder centralizador. Uma vez que isso acontece, faz-se necessário diluir esse poderio econômico ao longo da sociedade para que a livre iniciativa seja o principal usuário do conhecimento/informação gerado pelas forças econômicas, pois o setor privado — as pessoas comuns — são capazes de processar uma quantidade de informações econômicas infinitamente maior do que qualquer autoridade central seria capaz de fazer.

    Enquanto isso não ocorrer, não haverá um país melhor.

    Até!

    Marcelo

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