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    Uma coletânea das notícias da corrupção, desvios, anomalias, eleições e meio ambiente que aparecem na mídia todos os dias a partir de agosto de 2008.
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Novo e perigoso Código Florestal

Posted by Pax em 08/07/2010

O que move o deputado Aldo Rebelo (PCdoB de SP) a alterar o Código Florestal é uma enorme incógnita. Precisamos alterá-lo, sim, mas a nova proposta aprovada na Comissão Especial da Câmara dos Deputados só recebe aplausos dos ruralistas e claramente indica que aumentaremos o número de catástrofes acontecendo país afora.

As críticas de todos os envolvidos com Meio Ambiente são muito claras: a aprovação destas alterações são venais demais para o futuro do Brasil. Depois reclamamos das tragédias em Santa Catarina do ano passado, do reveillon em Angra e agora na Zona da Mata no nordeste.

Aldo Rebelo - foto da AgBrasil

Algumas notícias coletadas:

Agência Brasil: Marina critica novo Código Florestal aprovado pela Câmara

“Na Câmara, são 513 deputados e no Senado, 81 senadores. Espero que a sociedade brasileira possa dialogar com cada um como fez com o [projeto] Ficha Limpa para que a gente não continue sujando as fichas das nossas florestas com esse tipo de retrocesso”, disse a candidata do PV. A entrevista foi concedida pela manhã ao visitar a 42ª Feira Internacional da Moda em Calçados e Acessórios (Francal), em São Paulo.

Site O Eco: Nossos comunistas são menos inteligentes que os dos outros

No fim da década de 1990 uma série de enchentes e deslizamentos de terra catastróficos na China matou milhares de pessoas e levou o Partido Comunista a encampar propostas que datavam de milhares de anos (estão, p. ex., no Livro do Tao). Sem ter que se preocupar com detalhes como debates democráticos e consultas públicas, os comunistas chineses proibiram a extração madeireira no país e deram gás ao maior projeto de plantio de árvores do planeta.

Essa decisão foi tomada apesar das centenas de milhares de empregos perdidos e foi certamente facilitada pelo fato de haver outras fontes de madeira. Sempre há países dispostos a vender seu patrimônio natural a preço de banana para que poucos privilegiados embolsem a verba e vão morar em algum lugar fashion enquanto deixam um leste do Pará para trás.

Aqui no Brasil, depois de ver os desastres em Santa Catarina, onde encostas cobertas por bananais vieram abaixo, em Minas Gerais, onde encostas peladas porquê florestas viraram carvão para alimentar siderúrgicas, e São Paulo, onde várzeas ocupadas para saldar dívidas sociais acabaram afogando a pobres e remediados, nosso maior expoente comunista, o alagoano Aldo Rebelo, propõe modificar o Código Florestal para permitir a ocupação de áreas ecologicamente frágeis e, na prática, facilitar o desmatamento.

Enfim… de novo: o que move Aldo Rebelo a fazer estas propostas? É uma boa pergunta.

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3 Respostas to “Novo e perigoso Código Florestal”

  1. Olá!

    Vamos esperar para ver quais serão os resultados disso, Pax.

    Minha idéia para a Amazônia e para reduzir o desmatamento seria um investimento pesado em educação e no setor de biotecnologia para utilizar o patrimônio genético da Amazônia em produtos biotecnológicos. Bem melhor do que derrubar a floresta.

    Até!

    Marcelo

  2. Jorge said

    lamentável, todos devemos nos mobilizar contra essa crime!

  3. Anrafel said

    Nossos comunistas não são mais ou menos inteligentes que os outros.

    Nossos comunistas viraram “socialistas” de direita (PPS), se tranformaram nessa coisa estranha, esquisita que é o PCdoB, apóiam o governo de Hugo Chavez (PSOL), que chamam de socialista, e pregam o ambientalismo como tentativa de ocupar o espaço que não acham nos sindicatos, na academia e nas entidades civis.

    Depois dos oito anos do governo Lula/PT (nesta ordem), um debate nacional sobre o pensamento de esquerda no Brasil emergente, globalizado e no século XXI impõe-se como necessidade independente de quem venha a ganhar essas eleições. E sem descartar toda a carga ideológica e política que um dia marcou as esquerdas.

    Agora essa frase da Marina (“Se fosse presidente, vetaria o projeto de lei como está porque é um desserviço ao setor agrícola que não pode em hipótese alguma lutar para ampliar a expansão de fronteiras agrícolas. Tem que lutar para aumentar a produção usando novas tecnologias.)” é meio equilibrista, né não?

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