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    Uma coletânea das notícias da corrupção, desvios, anomalias, eleições e meio ambiente que aparecem na mídia todos os dias a partir de agosto de 2008.
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Segurobras

Posted by Pax em 13/07/2010

Mantega reafirma a necessidade de se criar estatal de seguros para infraestrutura e exportações

Lourenço Canuto
Repórter da Agência Brasil

Brasília – O ministro da Fazenda, Guido Mantega, confirmou nesta terça-feira (13) a intenção do governo de criar a Empresa Brasileira de Seguros (EBS), com o objetivo de apoiar projetos de investimento em infraestrutura e exportações. Ele disse que o governo “não quer, com isso, criar um monopólio na área, mas suprir uma deficiência que existe. Se o setor privado estivesse dando conta, não precisaríamos criar a empresa”. Mantega informou que vai chamar os executivos das grandes empresas de seguros para um encontro no Ministério da Fazenda, na próxima semana, para discutir o assunto.

“É uma bobagem dizer que se trata de estatização do setor”, rebateu Mantega ao se referir a críticas que estão sendo feitas sobre a criação da estatal. Segundo ele, este é um processo que deverá levar muitos meses, tendo em vista a complexidade de se montar uma empresa.

O ministro lembrou que o Instituto de Resseguros do Brasil (IRB) “perdeu o monopólio, por isso está sendo privatizado. As negociações estão sendo feitas com o Banco do Brasil, Bradesco e Itaú, que já são sócios do instituto”. Mantega informou, porém, que o governo vai aperfeiçoar texto de medida provisória que cria a EBS, que ainda está na Casa Civil da Presidência da República.

O ministro da Fazenda disse ainda esperar que o setor “cresça o bastante para suprir a necessidade de seguro no Brasil” e que já existe seguro para a exportação, “mas não na necessidade esperada”. Uma das propostas é permitir que o governo e as seguradoras possam formar consórcios para operar de maneira conjunta em grandes projetos.

Comentário: sem entrar na essência da discussão sobre a necessidade ou não do governo entrar em mais esta área, o que gera um alerta é uma empresa nova que vai administrar bilhões e bilhões e que pode cair nas mãos do aliado PMDB, conhecido glutão de áreas públicas de orçamentos fartos.

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28 Respostas to “Segurobras”

  1. Pax said

    A priori entendo que o governo tem prioridades maiores que esta. Educação, Saúde e Segurança Pública, por exemplo, estão longe do ideal. Agências reguladoras idem.

    Abrir mais uma frente de guloseima para o PMDB?

  2. Jorge said

    Pax, acredite a guloseima já existe e tem alguém comendo… e alguém pagando a conta. Corrupção não é privilegio das estatais, como a crise financeira mundial e inúmeras falências fraudulentas de empresas privadas indicam.

  3. Mona said

    Opa!
    Mais uma boquinha para a companheirada…

  4. Olá!

    Mais uma ineficiente e corrupta empresa estatal. . . Hehehehehehe. . . E, assim, o Brasil caminha para se tornar uma Escandinávia dos trópicos. Afinal de contas, como disse o Pax em um post anterior (minha reposta aqui), há bastante Estado/governo na Escandinávia.

    Não ficarei surpreso se tal empresa for criada e, em uma próxima crise, aparecer algum maluco dizendo que, graças à essa empresa, o Brasil pôde enfrentar a crise com mais vigor, melhor performance e etc., etc., etc.

    Uma empresa desse porte representará ainda mais poder econômico nas mãos do Estado/governo e isso, inexoravelmente, levará a níveis ainda maiores de corrupção.

    Enquanto isso, a liberdade econômica no governo Lula vai para o brejo e os níveis de corrupção apenas aumentam. Não é à toa que há uma forte relação inversamente proporcional entre a liberdade econômica e a corrupção. Isto é: Quanto mais liberdade econômica existe, menor é a corrupção em um país. Os fatos e os dados estão aí para comprovar isso — vide o atual governo.

    Vejam este gráfico comparando a liberdade econômica nos países escandinavos e no Brasil, bem como os níveis de corrupção entre eles (nota: quanto maior o índice, melhor). A mensagem dos dados é cristalina: Liberdade econômica resulta em menos corrupção.

    Neste outro gráfico, como a liberdade econômica e a ausência de corrupção se correlacionam (série histórica do período 1995-2010). Novamente, o fenômeno se repete: Mais liberdade econômica resulta em menos corrupção (ou mais ausência de corrupção).

    O governo Lula se mostrou incapaz de aumentar a liberdade econômica do cidadão e de reduzir os níveis de corrupção. O que aconteceu de fato foi o contrário: O atual governo diminuiu a liberdade econômica da livre iniciativa e aumentou os patamares da corrupção no setor público. Defender Estado forte dá nisso e a tal da empresa estatal de seguros apenas vêm para corroborar o que os dados atuais já mostram.

    Até!

    Marcelo

  5. Elias said

    Pax,

    Problemas:

    1 – É necessário que o Brasil disponha de seguro para exportações e para investimentos em infraestrutura (sem este último, bobagem pretender investimentos do capital privado em infraestrutura, né não?).

    2 – O setor privado não dá conta desse recado (pelo que sei, o embananamento já se fez presente no caso do trem bala Rio/SP).

    Alternativas de soluções:

    1 – A União entrar no jogo, já que a dinâmica e empreendora iniciativa privada brasileira corajosamente meteu o rabo entre as perninhas e trancou fortemente as ditas cujas.

    2 – Abrir o setor para empresas estrangeiras.

    Pessoalmente sou mais pela alternativa “2”. Só que, nesse caso, haveria choro e ranger de dentes, sabe de quem? Da dinâmica e empreendedora iniciativa privada brasileira e de seus bate-paus de plantão que, hoje, feito tontos, criticam a criação da estatal (embora, neste último caso, ninguém mais dê bola: esse pessoal já não vem dizendo coisa com coisa há muito tempo).

  6. Olá!

    Se o setor privado fosse arcar com os custos e riscos dos empreendimentos, dentro de um cenário econômico que não lhe é favorável, seria dar um tiro no próprio pé. Se o governo e os amantes de estatais querem que a livre iniciativa aja de tal maneira, que tal, primeiro, retirar os entraves que tanto dificultam a geração e o fluxo das riquezas?

    Se o setor privado não investe em infra-estrutura, deve haver uma razão para isso e que passa bem longe de bobagens e simplismos ideológicos. A carga tributária astronômica deve ser um dos fatores que se combinam para que não haja a atuação desse setor nessa esfera dos investimentos.

    O caso do trem bala é interessante: Foi feito um estudo intelectualmente honesto sobre a capacidade do setor privado de arcar com um empreendimento tão grande? Serão utilizados, mais ou menos, 35 bilhões de reais nesse projeto. O setor privado, levando em consideração a espoliação tributária que sofre e demais encargos que tem de arcar, poderia arcar, mesmo assim, com um empreendimento de tal magnitude?

    Outro ponto interessante sobre o trem bala é que ele traz à tona um problema que sempre assolou o país: O Brasil é um país ineficiente na geração de riquezas e o governo faz pouco (ou, simplesmente, nada) para mudar esse cenário (não fosse isso verdade, haveria recursos no setor privado para arcar com os custos e riscos desse projeto). Ao contrário: Nos últimos anos a liberdade que o setor privado dispõe para gerar mais recursos/riquezas tem apenas diminuído não é de se estranhar que tal setor não esteja muito disposto a arcar com os custos e riscos de projetos faraônicos, pois já bastam os tradicionais encargos.

    Além do mais, é fácil dizer que o Estado/governo pode arcar com os custos de um projeto como o trem bala, afinal de contas o Estado/governo não precisou se mexer muito para gerar os recursos que irão bancar tal projeto, já que, até onde se sabe, a esmagadora maioria desses recursos disponíveis nas mãos do Estado/governo tiveram origem no setor privado. Sem dizer que não é função do Estado/governo entrar no setor de seguros. A sua função deveria se limitar às suas atividades clássicas: Educação, saúde, segurança pública, estabilidade monetária, garantia de um ambiente privado competitivo e etc.

    Um ponto final: Qualquer pessoa sensata não faz defesa desta ou daquela empresa. Há uma parcela considerável de empresários, por incrível que pareça, que estão entre aqueles que não gostariam de viver em um ambiente privado competitivo e dinâmico (aliás, duas coisas que o setor privado brasileiro não é e graças, em grande parte, aos entraves do governo). Ao contrário, esses empresários gostariam de monopólio e de benesses estatais bancadas com o dinheiro público — sem contar que pode haver a possibilidade de uma Síndrome de Estocolmo no meio disso tudo e um financiamentozinho camarada do BNDES. A defesa principal deve prezar sempre pela liberdade e, não, deste ou daquele setor, seja ele privado ou estatal.

    No mais. . . Que venha a Segurobras!! Não se espantem se vocês virem doidos varridos fazendo a campanha “O Seguro É Nosso! Afinal de contas, os seguros são um setor estratégico para o pais e de suma importância para a segurança nacional e os interesses da nação. Haveria coisa mais importante para os interesses de um país do que os seguros que vai proteger a propriedade do cidadão? É possível construir um país forte e desenvolvido tendo que dispor de uma população sem seguros? Como um país poderia se defender se seus cidadãos não têm seguros? Então, deixar o setor de seguros sob a tutela da iniciativa privada e do capital estrangeiro é algo que põe em risco a segurança nacional e o desenvolvimento do país. Assim posto, seria interessante que fosse criada uma empresa estatal de seguros que tivesse o monopólio do setor ou atuasse onde o setor privado não vai por pura covardia.

    Até!

    Marcelo

  7. Olá!

    Esqueci um palavra em um parágrafo acima:

    Se o setor privado não investe em infra-estrutura, deve haver uma razão para isso e que passa bem longe de bobagens e simplismos ideológicos. A carga tributária astronômica deve ser um dos fatores que se combinam para que não haja maior atuação desse setor nessa esfera dos investimentos.

    Até!

    Marcelo

  8. Olá!

    Esqueci um palavra em um parágrafo acima:

    Se o setor privado não investe tanto em infra-estrutura, deve haver uma razão para isso e que passa bem longe de bobagens e simplismos ideológicos. A carga tributária astronômica deve ser um dos fatores que se combinam para que não haja maior atuação desse setor nessa esfera dos investimentos.

    Sorry! O outro comentário foi enviado sem querer.

    Até!

    Marcelo

  9. Olá!

    —–

    Reformatei o comentário #6, pois faltaram algumas palavras e separação de parágrafo. Sorry!

    —–

    Se o setor privado fosse arcar com os custos e riscos de empreendimentos como o trem bala, dentro de um cenário econômico que não lhe é favorável, seria dar um tiro no próprio pé. Se o governo e os amantes de estatais querem que a livre iniciativa aja de tal maneira, que tal, primeiro, retirar os entraves que tanto dificultam a geração e o fluxo das riquezas?

    Se o setor privado não investe tanto em infra-estrutura, deve haver uma razão para isso e que passa bem longe de bobagens e simplismos ideológicos. A carga tributária astronômica deve ser um dos fatores que se combinam para que não haja maior atuação desse setor nessa esfera dos investimentos.

    O caso do trem bala é interessante: Foi feito um estudo intelectualmente honesto sobre a capacidade do setor privado de arcar com um empreendimento tão grande? Serão utilizados, mais ou menos, 35 bilhões de reais nesse projeto. O setor privado, levando em consideração a espoliação tributária que sofre e demais encargos que tem de arcar, poderia arcar, mesmo assim, com um empreendimento de tal magnitude?

    Outro ponto interessante sobre o trem bala é que ele traz à tona um problema que sempre assolou o país: O Brasil é um país ineficiente na geração de riquezas e o governo faz pouco (ou, simplesmente, nada) para mudar esse cenário (não fosse isso verdade, haveria recursos no setor privado para arcar com os custos e riscos desse projeto). Ao contrário: Nos últimos anos, a liberdade que o setor privado dispõe para gerar mais recursos/riquezas tem apenas diminuído não é de se estranhar que tal setor não esteja muito disposto a arcar com os custos e riscos de projetos faraônicos, pois já bastam os tradicionais encargos.

    Além do mais, é fácil dizer que o Estado/governo pode arcar com os custos de um projeto como o trem bala, afinal de contas o Estado/governo não precisou se mexer muito para gerar os recursos que irão bancar tal projeto, já que, até onde se sabe, a esmagadora maioria desses recursos disponíveis nas mãos do Estado/governo tiveram origem no setor privado.

    Sem dizer que não é função do Estado/governo entrar no setor de seguros. A sua função deveria se limitar às suas atividades clássicas: Educação, saúde, segurança pública, estabilidade monetária, garantia de um ambiente privado competitivo e etc.

    Um ponto final: Qualquer pessoa sensata não faz defesa desta ou daquela empresa. Há uma parcela considerável de empresários, por incrível que pareça, que estão entre aqueles que não gostariam de viver em um ambiente privado competitivo e dinâmico (aliás, duas coisas que o setor privado brasileiro não é e graças, em grande parte, aos entraves do governo). Ao contrário, esses empresários gostariam de monopólio e de benesses estatais bancadas com o dinheiro público — sem contar que pode haver a possibilidade de uma Síndrome de Estocolmo no meio disso tudo e um financiamentozinho camarada do BNDES. A defesa principal deve prezar sempre pela liberdade e, não, deste ou daquele setor, seja ele privado ou estatal.

    No mais. . . Que venha a Segurobras!! Não se espantem se vocês virem doidos varridos fazendo a campanha “O Seguro É Nosso! Afinal de contas, os seguros são um setor estratégico para o pais e de suma importância para a segurança nacional e os interesses da nação. Haveria coisa mais importante para os interesses de um país do que os seguros que vai proteger a propriedade do cidadão? É possível construir um país forte e desenvolvido tendo que dispor de uma população sem seguros? Como um país poderia se defender se seus cidadãos não têm seguros? Então, deixar o setor de seguros sob a tutela da iniciativa privada e do capital estrangeiro é algo que põe em risco a segurança nacional e o desenvolvimento do país. Assim posto, seria interessante que fosse criada uma empresa estatal de seguros que tivesse o monopólio do setor ou atuasse onde o setor privado não vai por pura covardia.

    Até!

    Marcelo

  10. Olá!

    Uma análise interessante sobre a criação da Segurobras: Por que o governo Lula quer uma nova estatal?

    Texto (os itálicos e negritos são meus):

    —————————–

    Será permitida à EBS [Segurobras] realizar “operações de seguros em quaisquer modalidades, sobretudo comércio exterior (operações com prazo superior a dois anos), projetos de infraestrutura e de grande vulto, que terão fundos garantidores específicos, também criados pela MP”.

    A justificativa do governo para a criação da estatal é a incapacidade do setor privado de seguros de garantir as grandes obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), alegação desmentida por Jorge Hilário Gouvêa Vieira, presidente da Confederação Nacional das Empresas de Seguros Gerais, Previdência Privada e Vida, Saúde Suplementar e Capitalização (CNSeg).

    Suponhamos que o governo esteja certo e o setor privado realmente não consiga atender as necessidades do governo federal. Devemos, então, saber o motivo da alegada incapacidade. São restrições impostas pelo próprio Estado? Ou falta mesmo dinheiro para suportar operações de grande porte? O presidente da CNSeg diz que não: o segmento tem dinheiro e no Brasil estão instaladas as 10 maiores resseguradoras do mundo (empresas que dão garantia às seguradoras).

    Suponhamos, por outro lado, que o governo esteja, digamos, faltando com a verdade e o que se quer é ter o controle não só das obras do PAC, mas da garantia financeira mediante o controle das seguradoras. Por qual razão quer um governo ter o controle de partes importantes do processo? Dinheiro e poder político. E por que a medida provisória que cria a nova estatal permite que a EBS vire uma empresa de economia mista? Para agregar nessa mistura empresas “amigas”, que obtém privilégios em detrimento de todo um segmento que opera sob o risco e sem garantias. Só concede privilégios e distribui o dinheiro quem tem poder e recursos para tal.

    —————————–

    Assim, fica fácil sacanear o setor privado nacional.

    Até!

    Marcelo

  11. Elias said

    Mas, então, a coisa está resolvida.

    Aliás, o problema nem existe.

    As empresas privadas interessadas em realizar investimentos em infraestrutura dispõem de alternativas de seguro no setor privado, né mesmo?

    Bom, como o uso da estatal não é nem pode ser obrigatório, certamente que essas investidoras vão preferir contratar suas apólices nas tais seguradoras privadas. A estatal do Mantega vai derreter feito manteiga ao sol. Não chegará nem à primeira infância.

    A turma daqui bem poderia dar o serviço completo. Poderia, p.ex., fornecer o nome das seguradoras privadas que estão aptas e dispostas a aceitar seguro de exportações e, principalmente, de investimentos em infraestrutura de grande porte.

    Melhor: poderia dar o nome das seguradoras que estão dispostas a encarar a barra do trem bala.

    Simples, né?

    Essas multinacionais e mega-consórcios que estão se habilitando para a licitação são mesmo uns grandes babacas…

    Pois não é que esse bando de idiotas está se queixando da ausência de seguradoras brasileiras com disposição pra encarar a encrenca, quando uma simples leitura nos comentários do modesto PolíticAética a todos mostraria a luz, o caminho, a verdade e a vida?

    E tudo isso de grátis!

    Caramba! Nunca pensei que os dirigentes dessas empresas fossem tão burros, desinformados e despreparados…

    Quando se trata da travação da disposição pra pensar, o que o lixo ideológico consegue fazer não é pouco!

    Haja raciocínio binário!

  12. Elias said

    Ah, sim: o trem bala.

    O que o governo está licitando não é a realização do investimento, mas a concessão para a realização desse investimento.

    Ou seja: o investimento será, necessariamente, do setor privado. Superada a fase da habilitação preliminar e aceita a proposta técnica, vencerá o licitante que oferecer a tarifa mais baixa, tendo-se como tetos para cada categoria de passagens as tarifas aprovadas pelo TCU.

    Exatamente pelo fato de ser um investimento privado, de alto porte e longa maturação, a existência de um seguro idôneo passa a ser tão importante.

    Alguém perguntou se existe capacidade na iniciativa privada pra encarar esse investimento.

    Bem, na Holanda, na Alemanha, no Japão e em vários outros países, existem trens bala cujos investimentos foram realizados pela iniciativa privada, que os opera. Pelo que sei, ninguém se queixa… Algumas dessas empresas, aliás, estão se habilitando para concorrer ao trem bala brasileiro.

    A pergunta poderia ser formulada noutro sentido. Tipo: o trem bala brasileiro, no trecho projetado (Rio/SP/Campinas) é economicamente viável? O que fará com que essas empresas se decidam por um negócio desses não é a capacidade de investimento, porque isso elas têm de sobra. O que determinará a decisão final é a viabilidade econômica do projeto.

    Para isso, um dos aspectos a considerar, evidentemente, é a demanda potencial a esse tipo de serviço e a capacidade de pagamento da clientela. O mercado, na acepção mais simples e direta.

    Parece que essa questão não preocupa tanto as empresas potencialmente capazes de operar o projeto. Do contrário, a iniciativa não despertaria tanto interesse.

    Já outro aspecto, dos mais complicados, é a segurança institucional. Precisa explicar?

    É aí que entra o seguro. É aí que mora o problema. E é aí que as seguradoras privadas brasileiras sujam os respectivos fundilhos… não sem alguma razão, mas, que se borram, se borram mesmo…

  13. Pax said

    Elias, (comunicado aprioristico: não entendo bulufas do assunto, por favor não peguem meus textos para colocar em seus blogs e dizer que falo com competência, para, depois, cair de pau, como uma escada como falam em teatro, viu, caro Marcelo, este aqui é um blog amador, de um profundo amador, mas um brasileiro que gosta de discutir e aprender debatendo com amigos…, aliás, acreditando que de forma democrática)

    A priori entendo que se a iniciativa privada não tem capacidade no Brasil para segurar as exportações ou as tais grandes obras, que o Brasil procure soluções externas. Por princípio mesmo. E que tenhamos uma legislação e fiscalização honesta dessa atividade (aqui mora um enorme outro perigo, vou abaixo comentar).

    Quanto menos o estado atuar na economia, no meu entender melhor. Senão daqui a pouco teremos indústria de fabricação de mandiopã estatal. E na mão de quem? Bem, se tiver orçamento gordo, provavelmente vai para o PMDB, para alguma famosa família de coronéis de um famoso estado nordestino ou algo que o valha. Se tiver um orçamento mais ou menos quem sabe vai para o PP que acaba de se aliar à campanha da Dilma depois do Francisco Dornelles – aquele do tempo verbal do Ficha Limpa – lembra? – quase sair de vice do Serra… cada coisa que vejo.

    Onde quero chegar? Que o país pode, sim, ter alguma atuação, em áreas absolutamente estratégicas. Seguro é uma? Acho que não. Exportações e grandes obras de infra são preocupações estratégicas? Entendo que sim, claro que sim. Precisam de seguros? Sim, também. Mas colocar mais uma estatal no ar a priori me parece uma roubada. Que arrumem seguro no mercado. Do que me tange, ou seja, 1/200 milhões de brasileiros, sou contra. Que venham as estrangeiras, que apertem as nacionais, que a legislação seja aprimorada para que estes da iniciativa privada não abusem do poder econômico e tal, mas por favor, indústria de mandiopã e fabricação de guardanapos de papel públicas não.

    Aqui seria até mais cruel e pragmático (opinião minha irritada): Seguinte, peguemos o caso da Petrobras. É uma área estratégica: Sim, claro que sim, estamos falando de Energia. Assim como Transportes e Comunicações, são áreas estratégicas em qualquer lugar do mundo. Voltando para a Petrobras… colocaria uma cenoura para ela, mas não à frente, e sim uma enorme atrás: ou a empresa prova que trabalha nos mesmos níveis de competência das privadas, com EBITDA igual ou maior, ou prova que está fazendo algo realmente vital ao país que no momento não pode ter resultado financeiro compatível (e vai suar pra provar), ou vai para o pregão, vira privado mesmo.

    Então diria que para aceitarmos uma estatal, teríamos que colocar sempre a ideia básica que (minha opinião, irritado, lembra?): 1 – se não tiver o país afunda. Então, se sim, talvez… 2 – se não funcionar igual ou melhor a iniciativa privada entra em discussão sua privatização. Tão simples quanto isso. E colocaria limites gerais, impedindo os anseios estatizantes de forma geral. Vou lembrar que a atuação do Zé Dirceu no caso da “Comunicobrás” é um bom indício do perigo que vivemos. Sim, até agora essa história com fortes indícios do Zé operando a estatal está muito mal explicada, desculpem-me meus amigos petistas, mas vale lembrar… nem preciso tocar no assunto das minas e energia na mão do Lobão e seu coronel mor, preciso?

    A turma liberal, da qual não pertenço, sempre coloca o exemplo da Reserva de Informática. É um bom exemplo. À época, lembro bem, o Brasil teve a COBRA – Computadores Brasileiros. Era reserva de mercado para minicomputadores. O que aconteceu? Na boa? Ficamos e estamos atrasados nesta indústria e acho que não sairemos desta situação nem no século XXI. É um bom exemplo de onde as estatizações erradas podem dar. Me lembro bem, também, da enorme incompetência da diretoria da COBRA, um bando de bananas e outro de canalhas corruptos de marca ainda maior.

    Do outro lado não vejo a mesma situação com a Petrobras. Não mesmo. Apesar de vários escândalos, alguns com fortíssimos indícios brabos de corrupcão em algumas de suas áreas, me parece que a empresa conseguiu produzir um autosuficiência brasileira de petróleo e ainda achar e desenvolver tecnologia de prospecção em águas profundas etc etc. O que vemos lá fora? Vários exemplos, desde exemplos de sucesso até exemplos como esse da BP que detona todo o Golfo do México porque não queria parar de produzir apesar de todos os alertas que o troço ia arrebentar (a tal válvula lá do fundo).

    Pegando o mesmo exemplo da Petrobras, chegamos na ANP, e nas famosas ANAS – Agências Reguladoras.. ai ai ai… outro perigo que não consigo deixar barato… vamos lá…

    Não é de hoje que sabemos que politizaram as Agências Reguladoras. Elas até tem algum sentido político, mas jamais podemos admitir que os sentidos econômicos (livre concorrência e proteção dos consumidores) e técnicos (segurança na exploração, por exemplo) sejam massacrados e inferiorizados. O sentido político me parece que deve ser o mais fraco, senão até completamente excluído. É o que vemos? Não, um SONORO NÃO. Infelizmente as ANAs estão completamente tomadas por indicações políticas de gente de quinta categoria. E aqui, meus caros, cobro do governo Lula, do governo FHC etc etc. Foram absolutamente incompetentes – pra dizer o mínimo – e deixaram a coisa rolar… hoje temos as Agências Reguladoras como enormes cabides de emprego e fortíssimos indícios de corrupção generalizada.

    Enfim, chega que tô na correria do lado de cá….

  14. Elias said

    O presidente da CNSeg diz que o segmento tem dinheiro.

    Como presidente de entidade representativa de seguradoras ele não pode dizer nada diferente disso aí.

    Um presidente de banco jamais viria a público dizer que sua instituição está no olho do furacão de uma baita crise de liquidez e que precisa do apoio e da confiança da população pra continuar operando com tranquilidade. O presidente de uma montadora de veículos jamais diria não ter certeza se sua empresa continuará ou não funcionando no ano que vem. E assim por diante.

    De qualquer modo, vamos supor que o segmento realmente tem dinheiro a dar com os pés no Brasil. Na verdade, não há razão pra se pensar que isso não é verdade.

    Mas não é disso que se está falando. A questão é que há alguns produtos de que o mercado necessita — seguro para exportações e para investimentos em infraestrutura de grande porte — e que as seguradoras brasileiras, tendo ou não muito dinheiro, não ofertam.

    Se elas têm condições de ofertar, por que não ofertam? Afinal, a demanda taí, né?

  15. Jorge said

    Mona, a companheirada de partidos de direita tem boquinha garantida nos bancos e empresas privadas que eles defendem e promovem quando estão no governo. e tem boquinha garantida nas boquinhas do governo, pois eles estão em conselhos de estatais, secretarias etc. então, é muito mais vantajoso ser direita seguindo o teu raciocínio.

  16. Elias said

    Pax,

    I

    Também concordo com você quanto a que, no caso de seguros, talvez o melhor fosse partir pra alternativa externa. Disse isso lá acima.

    Só que, se o governo partisse pra isso, insisto, haveria choro e ranger de dentes. Ou não?

    II
    A questão da reserva de mercado da informática não é um bom exemplo.

    Em primeiro lugar, porque não se está fazendo nenhuma reserva de mercado de seguros. Aliás, pergunte às seguradoras brasileiras como elas encaram a entrada de empresas estrangeiras no segmento… você vai constatar o quanto o pensamento delas está distante do pensamento liberal de almanaque que a gente vê por aí (e por aqui).

    Em segundo, porque, assim como a reserva de mercado não contribuiu para o desenvolvimento da informática no Brasil, a abertura do mercado igualmente nada fez por isso.

    O que garante o desenvolvimento em ciência e tecnologia são investimentos em ciência e tecnologia. O resto é lorota.

    A abertura de mercado significou, apenas, que o Brasil passou a participar do mercado como comprador de caixa preta. Em termos de conhecimento, de desenvolvimento científico e tecnológico próprio, continuou tão bronco quanto antes.

    Menos mal. Com o vertiginoso desenvolvimento da microinformática que houve logo em seguida, se o Brasil não houvesse aberto as portas, imagina a zorra em que estaríamos…

  17. Pax said

    Choro de seguradoras? Bem, digamos que estou pouco me importando…

    Sim, caro Elias, você já havia dito que prefere a opção de abrir para os grandes grupos externos.

    o exemplo que dei da COBRA é o mesmo que posso dar para outras estatais que foram um fracasso.

    Mas o que mais me incomoda no caso é que o modelão brasileiro, adotado sim, pelo PT, foi o de “dar” estatais para conhecidos gulosos, em troca de apoio. Repare que coloco ‘adotato’ e não criado. O que não justifica muito…

    Segurobras, para não fugir do ponto, a mim tende a ir por este caminho, o que seria pior emenda que soneto.

  18. Mona said

    “Mona, a companheirada de partidos de direita tem boquinha garantida nos bancos e empresas privadas que eles defendem e promovem quando estão no governo. e tem boquinha garantida nas boquinhas do governo, pois eles estão em conselhos de estatais, secretarias etc. então, é muito mais vantajoso ser direita seguindo o teu raciocínio.”

    Concordo, Jorge. Aliás, a “parte pragmática” do PT que o diga, além da “irrevogavel-mercadantemente ideológica”, também.

  19. Olá!

    É complicado de debater argumentos embasados em doutrina e dogmatismos ideológicos, vamos aos fatos e aos dados.

    Considero que o texto do meu último comentário ilustra bem o que poderá acontecer caso essa estrovenga estatal de seguros, a Segurobras, venha a ser criada. Se for uma empresa de capital misto, mas majoritariamente estatal — pois, em um esquema desses, o poder de decisão, em grande parte, acaba sendo concentrado nas mãos de agentes estatais — , aqueles que à ela se aliarem poderão contar com benesses que o setor privado nesse segmento não conta. Assim, fica fácil de tapear as leis do livre mercado e depois posar de árduo crítico do setor privado, chamando-o de covarde e coisas tais.

    Esquemas desse gênero tendem a enfraquecer as empresas privadas que já se encontram nessa atividade, já que estas não podem contar com as benesses e “vantagens” que uma associação ao capital estatal proporciona. No Brasil é assim.

    Além do mais, não é função do Estado/governo vender coisas como gasolina, plano de Internet banda larga, adubo e, agora, seguros. Seguros é uma atividade que deve ficar na iniciativa privada.

    Citaram que em países como a Holanda, a Alemanha, e o Japão existe uma iniciativa privada capaz de arcar com os custos e riscos de projetos de grande porte, a exemplo do trem bala brasileiro. Isso não soa nada estranho, pois tais países estão entre os mais economicamente liberalizados do mundo, o que significa que a iniciativa privada nesses lugares é bem desenvolvida e não há intervenção estatal tão grande ao ponto de espoliar os recursos gerados nesse setor. Quem gera as riquezas, no geral, é o setor privado. Portanto, não é de se estranhar que esses países possuam um setor privado capaz de arcar com projetos grandes.

    Vamos aos dados e aos fatos. Aqui vai um gráfico mostrando a relação entre o índice de liberdade econômica e o índice de liberdade para fazer negócios. Os países comparados são os três que foram citados(Alemanha, Holanda e Japão) mais outros três que operam trens de alta velocidade (China, EUA e Taiwan). O Brasil também foi incluso. Os dados são da Heritage Foundation.

    Um outro gráfico mostrando a relação entre o índice de liberdade econômica e o índice de liberdade de investimentos.

    E, finalmente, mais um gráfico mostrando a relação entre o índice de liberdade para fazer negócios e o índice de liberdade de investimentos. Neste último fica claro que quanto maior a liberdade para fazer negócios, maior será a liberdade de investimentos.

    A informação dos gráficos é cristalina e não é de se estranhar que o setor privado brasileiro não tenha, digamos, o mesmo ímpeto que há desse mesmo setor em países como Alemanha, Holanda, Japão, EUA e Taiwan. Detalhe: Não foram utilizados ideologias e coisas desse gênero para embasar meus argumentos, mas apenas dados fornecidos por fonte internacionalmente reconhecida.

    Os esquerdistas brasileiros apresentam um problema estranho e paradoxal: Eles querem que a iniciativa privada brasileira seja como a iniciativa privada dos países desenvolvidos, se esquecendo (propositalmente?) que em tais países, para que o setor privado chegasse nesse patamar de desenvolvimento, foi necessária a implementação de medidas economicamente liberalizantes. Medidas essas que, invariavelmente, esses mesmos esquerdistas mostram extrema hostilidade para que sejam implementadas no Brasil e, ainda por cima, saem defendendo a criação de mais empresas estatais, seja no setor de adubo seja no setor de planos de Internet banda larga e de seguros. Sem contar aqueles esquerdistas que se vangloriam dos obstáculos estatais criados que acabam por prejudicar o setor privado e depois vêm posar de grandes críticos desse setor.

    E, depois, esses mesmos esquerdistas reclamam da pobreza e corrupção que eles próprios ajudaram a criar. Vai entender essa gente. . .

    Até!

    Marcelo

  20. Olá!

    “[C]omunicado aprioristico: não entendo bulufas do assunto, por favor não peguem meus textos para colocar em seus blogs e dizer que falo com competência, para, depois, cair de pau, como uma escada como falam em teatro, viu, caro Marcelo, este aqui é um blog amador, de um profundo amador, mas um brasileiro que gosta de discutir e aprender debatendo com amigos. . ., aliás, acreditando que de forma democrática.”

    Pax, não imaginava que você fosse ficar magoado por causa de um excerto de um texto seu que peguei e pus no meu mui humilde blog (Mare Solitude) para fazer um crítica sobre como as pessoas comuns entendem o liberalismo. Não sou nenhum especialista no assunto, mas sei, ainda que parcamente, identificar algumas das concepções equivocadas sobre tal assunto.

    De qualquer forma, sorry se o magoei.

    Até!

    Marcelo

  21. Olá!

    Ainda sobre o comentário irritado do Pax.

    Muito bom o comentário. A Petrobras deveria ser avaliada periodicamente para verificar se seu desempenho está acima ou abaixo daquilo que uma empresa privada faria no mesmo setor e/ou setor de grande porte (vide a Vale). Se mostrasse muitas oscilações negativas, então, que fosse privatizada, pois o Estado tem prioridades muito mais importante do que vender combustível e atuar em um setor que nada tem a ver com as suas funções mais urgentes — educação, por exemplo.

    “A turma liberal, da qual não pertenço, sempre coloca o exemplo da Reserva de Informática. É um bom exemplo. À época, lembro bem, o Brasil teve a COBRA – Computadores Brasileiros. Era reserva de mercado para minicomputadores. O que aconteceu? Na boa? Ficamos e estamos atrasados nesta indústria e acho que não sairemos desta situação nem no século XXI. É um bom exemplo de onde as estatizações erradas podem dar. Me lembro bem, também, da enorme incompetência da diretoria da COBRA, um bando de bananas e outro de canalhas corruptos de marca ainda maior.”

    Há um post sobre isso no meu blog: A Triste História da Lei de Informática dos Anos de 1980. Um excerto:

    “[…] Tal lei é o resumo de uma mentalidade que, infelizmente, ainda predomina no Brasil, sobretudo na esquerda brasileira, e pode ser definida assim: As pessoas que defenderam essa Lei de Informática acreditavam ser possível ao Estado/governo criar/fomentar/incentivar uma indústria nacional de computadores, mesmo que o exemplo norte-americano mostrasse exatamente o contrário: O governo pode muito pouco dentro de um ambiente extremamente competitivo e de rápido avanço nas mudanças e adaptações, sendo a iniciativa privada a mais apta a se organizar melhor nesse setor, até mesmo pelo fato de que, se o setor privado fracassar, o seu inexorável destino será a falência […].”

    Não ficaria surpreso de constatar que os esquerdistas que hoje criticam o setor privado, chamando-lhe de covarde e coisas tais, eram os mesmos esquerdistas que deram apoio à tosca lei de informática da década de 1980. Hehehehehe. . . Depois, esses mesmos esquerdistas, reclamam do atraso que isso gerou, sendo que eles próprios contribuíram para que tal cenário fosse montado (vai entender essa gente!). E, ainda por cima, querem posar de grandes sábios sobre como fomentar o avanço científico e tecnológico, se “esquecendo” que o grosso desse avanço no setor de computadores foi bancado pela iniciativa privada — vide o Vale do Silício.

    Não foi o Estado, o governo ou coisas como o BNDES que levaram esses avanços no setor de computadores adiante. Foi uma combinação de fatores dos quais o investimento em ciência e tecnologia é uma parte apenas. A liberdade econômica, um ambiente com forte ausência de corrupção, agentes políticos receptivos ao capital e à livre iniciativa, um sistema educacional de qualidade, carga tributária não-confiscatória e ausência de grandes obstáculos estatais representam uma outra parte dos fatores que tornaram possível a estruturação e o desenvolvimento de uma sólida indústria de computadores nos Estados Unidos. A Lei de Informática dos anos de 1980 não contemplava quase nenhum desses quesitos.

    E outra: Perguntem aos esquerdistas se eles estariam dispostos a apoiar medidas para implementar esses quesitos citados.

    Até!

    Marcelo

  22. Jorge said

    Mona, ainda bem que concordamos.
    Um bom exercício é acompanhar a carreira de ministros e secretários da educação.
    E também da turma que trabalhou no banco central e cia.
    A internete facilita tudo.

  23. Elias said

    Bem, agora fiquei sabendo que a lei de reserva de mercado da informática foi obra de esquerdistas.

    Vivendo e (des)aprendendo…

    Até aqui, eu seria capaz de jurar que a lei de reserva de mercado da informática havia sido obra da ditadura militar, período em que os tais esquerdistas eram tratados à porrada.

    Vai ver que o cara lá num dos porões da dita, levando choque elétrico e porrada de tudo que é lado, aproveitava os períodos de descanso — torturador também é ser humano, e precisa disso… — pra berrar, a plenos pulmões, seu incondicional apoio à lei da informática.

    E… claro! Como é que eu ainda esqueço isso?

    Liberdade total para empresas é o que existe no Japão. É bem verdade que a margem líquida japonesa raramente chega a 3%, mas isso é só um detalhe, né?

    Nos EUA também. Liberdade total. É bem verdade que se o carinha brincar de colocar despesas pessoais na contabilidade da empresa ele periga puxar cana dura, mas isso também é só outro detalhe, né?

    Onde não existe liberdade de empreender? No Brasil, claro!

    Quem não sabe disso?

    É bem verdade que, aqui, a turminha já regrediu ao uso do trabalho escravo e, até agora, ninguém foi preso por isso, mas… detalhes, sacumé? Detalhes… só detalhes.

    Se der mais liberdade a esse pessoal, vocês vão ver só o sucesso e o progresso que vai ser.

    Já disse e repito: o Brasil precisa criar postos de trabalho, e não se pode criticar um sujeito que faz isso, só porque o posto de trabalho que ele cria é trabalho escravo…

    Além do mais, o moderno escravo brasileiro não é destituído de direitos. Isso não!

    Depois de 40 anos de trabalho como escravo, os sobreviventes são promovidos a cachorro. Daí por diante, não têm outra ocupação, senão ficar nos terreiros das fazendas, catando pulgas e roendo osso. No máximo, têm de ladrar furiosamente diante de alguma tentativa de invasão do MST. Pra quê melhor?

    Aprovo. Tanto que vou recomendar para esse emprego as mães de uns e outros que conheço…

  24. Zbigniew said

    Ao que parece a estatal não atuará em todos os segmentos de seguros. Segundo o clipping do Planejamento a atuação se dará em parceria com a iniciativa privada.

    O fato de procurar uma parceria, uma associação com tais empresas não seria uma tentativa de estimular a participação de empresas privadas nacionais? Isto não é digno de nota e elogio?

  25. Elias said

    Zbigniew,

    Acima de tudo, se as seguradoras brasileiras estivessem oferecendo o produto que o mercado necessita — seguro para exportações e para obras de infraestrutura de grande porte — essa discussão toda nem estaria acontecendo.

  26. Gabínio said

    O principal motivo para Brasil não ter o investimento necessário em infraestrutura, se realmente for verdade, é porque os politicos representantes estão(e faz muito tempo) desviando os recursos que por ele é captado. Como é possivel ter taxas e impostos tão absurdos, tanto para empresas privadas como para os contribuintes, e ainda assim não ter dinheiro suficiente para custear a infraestrutura da nação? Sinceramente, a um furo enorme no copo dágua do governo e somos nos que continuamos a enche-lo.

  27. Olá!

    Sempre é interessante que se trabalhe com fatos e dados.

    Não há muitas diferenças entre a mentalidade que originou a tosca Lei de Informática dos anos de 1980 e o que os esquerdistas geralmente pregam: Nacionalismo, estatizações, intervenção estatal, anti-mercado, anti-capitalismo e etc.

    Além do mais, tal lei recebeu o apoio das esquerdas de então:

    “A Lei de Informática, aprovada em 1984, é fruto da união improvável de dois inimigos políticos. O empresariado brasileiro, que via o negócio de computadores como uma fonte de lucros futuros, pressionou o governo militar, de origem nacionalista para proteger a indústria nascente. Os generais foram encontrar apoio justamente nos políticos de esquerda. É esta parceira pouco usual que cria as condições para a aprovação da legislação […].”

    Aí está! Tem gente que precisa retornar para os bancos escolares.

    É de deixar perplexo como os esquerdistas brasileiros gostam de citar como exemplos a serem seguidos países que puderam, em menor ou maior escala, viver e absorver valores liberais. No entanto, esses mesmos esquerdistas, mostram uma enorme hostilidade no sentido de implementar medidas semelhantes àquelas implementadas nesses países para que o Brasil atingisse um patamar de desenvolvimento semelhante ao deles.

    É um paradoxo complicado de entender.

    Citaram o Japão e os Estados Unidos, bem como alguns dos costumes econômicos de tais países que diferem bastante do típico patrimonialismo brasileiro. Que tal ver um gráfico mostrando o índice de liberdade econômica do Japão, dos Estados Unidos e do Brasil?

    Que tal ver um outro gráfico que mostra a relação entre o índice de liberdade econômica e o índice de ausência de corrupção? Não é de se espantar que um empresário americano não ouse colocar dívidas pessoais na contabilidade da empresa.

    Os dados dos gráficos foram fornecidos pela The Heritage Foundation.

    Quanta besteira disseram sobre liberdade econômica. É isso o que dá ler a cartilha que distribuem na Escola Nacional Para Formação de Militantes. A começar que o conceito de liberdade está intimamente relacionado ao que é e não é permitido pela lei. A pessoa é livre dentro dos limites da lei.

    Vejam só: Citaram os casos de trabalho escravo no Brasil. Não é de se estranhar que um país economicamente atrasado como o Brasil ainda possua trabalhadores em condições tão indignas para uma pessoa, pois é exatamente isso o que ocorre em um país que é patrimonialista, detentor de um capitalismo tosco e que não pôde viver nem absorver valores liberais.

    Aqueles países que puderam viver e absorver tais valores estão em um estágio de civilização muito mais avançado do que a atual situação do Brasil. E qual é a atitude dos esquerdistas brasileiros diante de medidas que poderiam permitir ao país viver e absorver tais valores? Hostilidade. E, depois, esses mesmos esquerdistas reclamam de uma situação (exemplo: trabalho escravo) que, direta ou indiretamente, eles próprios ajudaram a criar.

    É um paradoxo complicado de entender. Maluquice total mesmo.

    Até!

    Marcelo

  28. Olá!

    Sempre é interessante que se trabalhe com fatos e dados.

    Não há muitas diferenças entre a mentalidade que originou a tosca Lei de Informática dos anos de 1980 e o que os esquerdistas geralmente pregam: Nacionalismo, estatizações, intervenção estatal, anti-mercado, anti-capitalismo e etc.

    Além do mais, tal lei recebeu o apoio das esquerdas de então:

    “A Lei de Informática, aprovada em 1984, é fruto da união improvável de dois inimigos políticos. O empresariado brasileiro, que via o negócio de computadores como uma fonte de lucros futuros, pressionou o governo militar, de origem nacionalista para proteger a indústria nascente. Os generais foram encontrar apoio justamente nos políticos de esquerda. É esta parceira pouco usual que cria as condições para a aprovação da legislação […].”

    Aí está! Tem gente que precisa retornar para os bancos escolares.

    É de deixar perplexo como os esquerdistas brasileiros gostam de citar como exemplos a serem seguidos países que puderam, em menor ou maior escala, viver e absorver valores liberais. No entanto, esses mesmos esquerdistas, mostram uma enorme hostilidade no sentido de implementar medidas semelhantes àquelas implementadas nesses países para que o Brasil atingisse um patamar de desenvolvimento semelhante ao deles.

    É um paradoxo complicado de entender.

    Citaram o Japão e os Estados Unidos, bem como alguns dos costumes econômicos de tais países que diferem bastante do típico patrimonialismo brasileiro. Que tal ver um gráfico mostrando o índice de liberdade econômica do Japão, dos Estados Unidos e do Brasil?

    Que tal ver um outro gráfico que mostra a relação entre o índice de liberdade econômica e o índice de ausência de corrupção? Não é de se espantar que um empresário americano não ouse colocar dívidas pessoais na contabilidade da empresa.

    Os dados dos gráficos foram fornecidos pela The Heritage Foundation.

    Quanta besteira disseram sobre liberdade econômica. É isso o que dá ler a cartilha que distribuem na Escola Nacional Para Formação de Militantes. A começar que o conceito de liberdade está intimamente relacionado ao que é e não é permitido pela lei. A pessoa é livre dentro dos limites da lei.

    Vejam só: Citaram os casos de trabalho escravo no Brasil. Não é de se estranhar que um país economicamente atrasado como o Brasil ainda possua trabalhadores em condições tão indignas para uma pessoa, pois é exatamente isso o que ocorre em um país que é patrimonialista, detentor de um capitalismo tosco e que não pôde viver nem absorver valores liberais.

    Aqueles países que puderam viver e absorver tais valores estão em um estágio de civilização muito mais avançado do que a atual situação do Brasil. E qual é a atitude dos esquerdistas brasileiros diante de medidas que poderiam permitir ao país viver e absorver tais valores? Hostilidade. E, depois, esses mesmos esquerdistas reclamam de uma situação (exemplo: trabalho escravo) que, direta ou indiretamente, eles próprios ajudaram a criar.

    É um paradoxo complicado de entender. Maluquice total mesmo.

    Até!

    Marcelo

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