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Notícias da Corrupção, Desvios, Anomalias, Eleições e Meio Ambiente

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    Uma coletânea das notícias da corrupção, desvios, anomalias, eleições e meio ambiente que aparecem na mídia todos os dias a partir de agosto de 2008.
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Guilherme Leal, o IBAMA e os jornalistas

Posted by Pax em 17/07/2010

Esta é uma história que merece ser contada aos poucos e sugere um jogo político canalha envolvendo o governo, alguns jornalistas e uma atuação do Ibama para lá de suspeita.

Foto - Site da Marina Silva

Vamos às notícias, tentando uma cronologia através do que há disponível na Web e que foram pescadas na rede sobre este escândalo inventado que acaba voltando para o próprio governo, em especial o tal sr Abelardo Bayma, novo presidente do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente (IBAMA):

Dia 07/07/2010: A Agência Brasil destaca notícia em que o novo presidente do Ibama, Abelardo Bayma, informa que o Instituto notificou o candidado à vice-presidência na chapa de Marina Silva, do PV, sobre “a existência de edificações e outras instalações que alteraram a paisagem natural em área de Mata Atlântica” . No link abaixo a íntegra da notícia onde se percebe a expressa diligência de Bayma em informar os jornais, incluindo aqui a agência oficial do governo.

—> Ibama confirma notificação a candidato a vice de Marina após vistoriar propriedade no sul da Bahia

Dia 08/07/2010: A Folha de São Paulo dá a notícia sem fazer, ao que parece, o dever de casa, de ir até o local, enviar jornalistas e fotógrafos e constatar a denúncia. Ressalta-se que é o jornal de maior circulação do país. Leia matéria completa no link abaixo:

—> Ibama investiga fazenda do vice de Marina na Bahia

Dia 08/07/2010: No próprio dia Alfredo Sirkis (PV-RJ) coloca em seu blog uma contestação para lá de interessante, afirmando que não só a propriedade de Guilherme está legal como insinua que há uma atuação no mínimo esquisita do Ibama no caso. Destaco o cabeçaho de seu post:

—> A inversão de Itacaré II
Como a campanha suja tenta inverter a situação de Itacaré manipulando eleitoralmente o IBAMA. Para esconder megaprojeto siderúrgica de devastação implicam com uma canaleta de rede elétrica.

Alfredo Sirkis

Dia 08/07/2010: Ainda no dia 08, conhecido jornalista blogueiro Reinaldo Azevedo, que se diz democrata mas não aceita qualquer comentário que não seja de aplausos para si ou apoio à candidatura de José Serra ou aos ruralistas de plantão na CNA, coloca em seu blog, aos berros (caixa alta), a notícia da Folha e insinua que Marina Silva acusa os outros mas protege seu vice de supostos crimes. Leiam abaixo, no blog da VEJA:

—> MARINA DEFENDE VICE, INVESTIGADO PELO IBAMA POR SUPOSTO CRIME AMBIENTAL

Dia 08/07/2010: Mais tarde, ainda no dia 08, Josias de Souza, também da Folha, já alertava que a atitude do presidente do Ibama era suspeita. Destaco um trecho e seu post —> Marina defende vice: ação do Ibama é um ‘vale-tudo’:

Lula deveria chamar para uma conversa o senhor Abelardo Bayma. Renderia homenagens ao bom senso se pedisse pressa ao mandachuva do Ibama.

Se o Ibama investiga a fazenda do vice de Marina, não deveria ter permitido que, em fase embrionária, as suspeitas ganhassem o noticiário.

Se permitiu que a coisa virasse manchete, deveria demonstrar cabalmente que sua inspeção tem começo, meio e perspectiva de fim.

Se não acomodar a coisa em pratos asseados, levará a platéia a prestar mais atenção em Marina Silva. A acusação de “vale-tudo” começará a fazer nexo.

Em meio à mais disputada eleição presidenial da história, o desempenho de Marina vai determinar se haverá ou não segundo turno. Para alguns, o ideal seria que a candidatura verde definhasse.

Dia 11/07/2010: O jornalista e analista político Paulo Moreira Leite da revista Época vai mais à além, afirmando que as suspeitas são fatos, em seu post —> É difícil achar um culpado único pela casa pouco ecológica do vice de Marina

Dia 14/07/2010: Até o deputado Aldo Rebelo que produziu o recente relatório de alteração do Código Florestal, absolutamente contestato por quem quer que tenha qualquer preocupação ambiental, aproveitou a carona, como se quisesse justificar suas ações com os “erros” dos outros, numa vergonhosa declaração que o portal R7 noticiou –> Relator do novo Código Florestal alfineta vice de Marina em evento sindical

Nesse negócio de desmatamento ilegal, parece que na República não escapa ninguém, nem os que têm compromissos com a sustentabilidade. (Aldo Rebelo)

Dia 17/07/2010: O Estadão publica o desmentido geral: —> Agora, Ibama inocenta vice na chapa de Marina

Destaco o início da notícia

AE – Agência Estado
As obras que o empresário Guilherme Leal, candidato a vice na chapa da Marina Silva (PV), vem realizando em sua propriedade no litoral da Bahia estão de acordo com a legislação ambiental do País. Foi o que anunciou ontem o presidente do Ibama, Abelardo Bayma, em comunicado à imprensa.

O comunicado está ligado às especulações, surgidas no início do mês de que o empreendimento, localizado dentro da Área de Proteção Ambiental Itacaré-Serra Grande, no sul da Bahia, estaria violando leis ambientais.

Após receber uma denúncia formal sobre o caso, o Ibama enviou fiscais ao local. Eles fizeram duas vistorias e notificaram o empresário para que apresentasse a documentação do imóvel.

De acordo com Bayma, o Ibama, após analisar os documentos concluiu que “o empreendimento está em conformidade com as autorizações concedidas pelas esferas estaduais e municipais”.

Some os fatos acima com a seguinte notícia do site O Eco, respeitado veículo vinculado ao Meio Ambiente:—> Ibama proíbe próprios fiscais de embargarem obras

O trecho inicial da notícia:

Em plena corrida eleitoral, foi publicada na edição de ontem do Diário Oficial da União a Portaria No17 do IBAMA, regulando os procedimentos de embargo de obras e atividades de interesse público. A partir de agora, ao menos que fique comprovado um dano ambiental relevante ou risco à saúde pública, nenhum fiscal do Ibama poderá interromper o funcionamento de instalações que tenham cometido infrações administrativas. Ou seja, a não ser que tenha cometido crime ambiental, uma estrada, porto, hidrelétrica sem licenciamento poderá continuar funcionando. Mais do que isso, mesmo que se decida pelo embargo após comprovado dano ambiental ou risco à saúde, o embargo só pode ocorrer se aprovado pelo presidente do órgão.

Conclusão: nota-se que o IBAMA carece não só de um presidente que mereça respeito como de uma revisão geral de sua estrutura, procedimentos e posicionamento visando independência e isenção política. O Meio Ambiente brasileiro agradeceria de antemão.

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16 Respostas to “Guilherme Leal, o IBAMA e os jornalistas”

  1. […] This post was mentioned on Twitter by Pax, Oliveira. Oliveira said: @BlogdoNoblat https://politicaetica.com/2010/07/17/guilherme-leal-o-ibama-e-os-jornalistas/ […]

  2. Patriarca da Paciência said

    Acho que uma coisa é certa, Lula é suficientemente esperto para não transformar o vice da Marina numa vítima, perseguida pelo “rolo compressor” do governo. O “Governo Lula”, ou seja, todos que determinam os parâmetros governamentais, não meteriam a mão em tal cumbuca.

    Então as hipóteses são inúmeras e variadas, de parte a parte. Esperemos o desenrolar dos acontecimentos. Mas que isso parece com os “dossiês” denunciados pela campanha Serra, parece”.

  3. Jorge said

    sinceramente eu não tenho uma boa imagem da Natura, embora goste dos seus produtos, eu uso o desodorante e os cremes hidratantes. O problema é que ela distribui os produtos com base em vendedoras informais, que geralmente trabalham em outra atividade e vendem os produtos da empresa como complemento. Não temos aí uma perigosa informalidade? Não seria melhor que a empresa mantivesse pequenas lojas, como faz o Boticário, gerando empregos formais? A Avon também age assim, eu creio. Também escuto muitas histórias sobre a relação entre a Natura e a população da Amazônia, antes do dono da empresa ser vice de Marina, mas nunca soube se eram verdadeiras ou não. Haveria, também, na outra ponta, informalidade no trabalho. Posso estar enganado por conta de má informações. Em todo caso, como gostaria de ler uma reportagem ampla e honesta sobre a Natura. Mas aqui no Brasil, é impossível. Então, ainda bem que temos os blogueiros investigativos com o Pax, que pelo menos nos ajudam a organizar as informações da web. Há uma reportagem do Jornal do Brasil sobre o assunto.

    Agora, o vice de Marina não seria o único figurão a ter infrigido a lei ambiental segundo o PML. Assim, haveria ainda mais gente se contrapondo ao Ibama. Precisamos saber a verdade para formar opinião sobre o assunto.

  4. Pax said

    Caro Patriarca da Paciência,

    Também duvido muito que Lula esteja minimamente envolvido nesta trapalhada (assim me parece). Acontece que mexe, segundo o Josias e o Sirkis, com gente do PT da BA e, principalmente, do IBAMA que é do governo. É a tal questão, o PT é enorme, e há de tudo dentro do partido, como de todos. Mas se alguns que não são tão bons fazem besteiras, que é o que me parece, se as insinuações do Sirkis e do Josias estão com fundamento, acaba respingando errado no PT e no governo. Por isso que sugeri que o IBAMA merece uma olhada e, se necessário, uma troca de comando. Ao que tudo indica a atuação do novo presidente do Instituto foi uma trapalhada (digamos assim) inaceitável.

    De outro lado, Patriarca, realmente nesta cumbuca errada meteram a mão não só gente do governo como da oposição, bem colocada sua análise, no meu entender.

    Caro Jorge,

    Até onde tenho informação, e tenho alguma, a atividade de venda direta (é assim que é chamada, essa de porta em porta) é absolutamente legal, com todos os impostos pagos na fonte (revendedor faz o pedido, a empresa envia, mas todos os impostos já saem pagos na nota que o revendedor recebe, federais e estaduais). Várias empresas atuam assim, como a Avon que vc citou, a Amway, a TupperWare, a Yakult etc. Tudo legal, até onde sei. Eles têm uma associação ABEVD – Assoc. Brasileira de Empresas de Venda Direta, onde você pode ver seus associados aqui – http://www.abevd.org.br/htdocs/index.php?secao=associados

    Não sei que histórias você ouviu sobre a Natura e a polulação amazônica. Conte aí, por favor.

  5. Francisco Wilson said

    E não é que Marina está sentindo o gostinho da máquina de calúnias e desinformação do PT?

  6. Jorge said

    Pax, mas as vendedoras dessas empresas não são registradas. Fazem uma espécie de bico. É valido? Tenho dúvidas. Admiro mais o Boticário que fomenta o trabalho com carteira assinada.

    Como voce pediu, envio uma das histórias sobre a Natura.

    http://blogdaamazonia.blog.terra.com.br/2009/02/17/acusada-de-biopirataria-pelo-mpf-natura-enfrenta-indios-na-justica-federal/

    terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

    Acusada de biopirataria pelo MPF, Natura enfrenta índios na Justiça Federal

    Altino Machado às 3:50 am

    Acusada de cometer biopirataria ao usar o ativo de murmuru (Astrocaryum ulei Burret), a indústria de cosméticos Natura enfrenta hoje uma audiência de conciliação na Justiça Federal, em Rio Branco (AC), decorrente de ação civil pública movida pelo Ministério Público Federal (MPF) em defesa dos índios ashaninka da aldeia Apiwtxa do Rio Amônea, na fronteira Brasil-Peru.

    A ação do MPF, contra a exploração indevida de conhecimento tradicional ashaninka, começou em agosto de 2007. Ela também envolve o Instituto Nacional da Propriedade Industrial (Inpi), a Chemyunion Química LTDA, e o empresário Fábio Dias Fernandes, proprietário da empresa Tawaya, de Cruzeiro do Sul (AC), fabricante de sabonete de murmuru.

    O MPF no Acre chegou a recomendar ao Inpi a suspensão do pedido de patente relativo à formulação do sabonete de murmuru, obtido a partir do conhecimento tradicional dos ashaninka. A patente de nº PI0301420-7 foi homologada pelo proprietário da empresa Tawaya.

    De acordo com o MPF, a elaboração da manteiga de murmuru se deu mediante o acesso a conhecimentos tradicionais da comunidade, quando o empresário realizava projeto de pesquisa e levantamento de produtos florestais em parceria com a organização não-governamental Núcleo Cultura Indígena, sediada em São Paulo.

    Ao final da pesquisa, Dias decidiu implantar a empresa de beneficiamento para produzir a manteiga de murmuru em escala industrial. Os índios forneceriam as sementes e teriam direito a 25% dos rendimentos obtidos pela empresa. Com isso, os ashaninka preocuparam-se em formar e capacitar a comunidade para exploração da semente de murmuru de forma sustentável, sem que o conhecimento da fabricação do produto fosse externalizado.

    Sabonete líquido

    Murmuru: antepassado transformado em árvore

    Inicialmente, a empresa Tawaya funcionava no Vale do Juruá, mas logo foi transferida para Cruzeiro do Sul, distante da área indígena, impedindo a comunidade de participar da fabricação. Tawaya é o nome que os ashaninka atribuem para o Rio Amôena, que foi percorrido durante as pesquisas feitas por Fábio Dias.

    Uma vez iniciados os preparativos para a produção, o empresário passou a tratar os ashaninka como meros fornecedores de matéria-prima, deixando de cumprir com tudo que prometera durante os anos de convívio e de utilização do conhecimento tradicional da comunidade indígena.

    O MPF sustenta que o empresário não tinha a necessária autorização para patentear o produto. A Medida Provisória nº 2.186/2001, que diz respeito à proteção ao conhecimento tradicional das comunidades indígenas e locais, associado ao patrimônio genético, anota o reconhecimento pelo estado do direito dessas comunidades para decidir sobre o uso de seus conhecimentos tradicionais, reconhecidos como patrimônio cultural brasileiro.

    Na ação civil pública, o procurador da República Lucas Perroni Kalil assinala que o conhecimento tradicional refere-se a todo conhecimento, inovações e prática das comunidades indígenas e locais, concebidas a partir da experiência empírica adquirida através dos séculos, e adaptado à cultura e aos entornos locais.

    – O conhecimento tradicional se transmite por via oral, de geração em geração e tende a ser de propriedade coletiva. Adquire a forma de histórias, canções, folclore, refrões, valores culturais, rituais, leis comunitárias, idioma local e práticas agrícolas, inclusive de espécies vegetais e raças animais. O murmuru tem origem lendária para os ashaninka. Não se trata de uma simples árvore, mas sim de um antepassado que foi transformado em árvore – acrescenta Kalil.

    Cacho de murmuru (Astrocaryum ulei Burret) separado entre frutos e raque (A); semente ou “caroço”(B); endosperma inteiro (C); endodosperma cortado, mostrando a parte interna (D) e endocarpo quebrado para se retirar o endosperma (E) – imagem cedida pelo botânico Evandro Ferreira, especialista em palmeiras, do blog Ambiente Acreano

    Ligações perigosas

    Os ashaninka fazem diversos usos da palmeira de murmuru. O caule da palmeira serve para a construção de casas. A árvore produz palmito usado como alimento. Dos lugares em que são extraídos os palmitos, surge uma seiva, que é usada como alimento e também, misturada com urucum, como pintura facial. As folhas e as cascas da palmeira são utilizadas no artesanato. O óleo da castanha, extraído por meio do uso de um pilão, misturado com água, serve de medicamento para feridas e coceiras.

    O empresário é acusado de ter realizado bioprospecção utilizando o conhecimento tradicional como guia, valendo-se de séculos de experiências com o murmuru para obter um produto com finalidade comercial. De 120 componentes à base de plantas usados na produção farmacêutica mundial, 75%, em média, têm o seu derivado ou associado a plantas medicinais que sempre foram utilizadas por comunidades.

    – Na pior das hipóteses, ainda que se admita, a título de argumentação, que os ashaninka nada sabiam sobre o uso emoliente do murmuru, ainda assim foi usado conhecimento tradicional sobre o manejo sustentável do murmuru, fato que Fábio Dias tanto se gaba na publicidade de seu sabonete – argumentar o procurador da República.

    Embora negue, o MPF sustenta que a empresa Chemyunion passou também a explorar produtos fabricados a partir do murmuru, após tomar conhecimento das atividades de Fábio Dias, que confirmou em laboratório as características emolientes do murmuru em meados de 1996.

    – Como empresas voltadas a esse ramo específico de atuação, sempre atentas a “novidades” deste naipe, as demais demandadas privadas (Chemyunion e Natura) certamente passaram a estudar o uso de murmuru em seus produtos após a confirmação do demandado Fábio – afirma Kalil.

    Reparação equânime de benefícios e de dano moral coletivo

    Segundo o MPF, embora negue, a Natura Cosméticos S.A. acessou conhecimento tradicional sobre o murmuru. Em correspondência à Procuradoria da República, a empresa disse que utilizou “como fonte de informação de aplicação do ativo murmuru” obra de Barrera-Arellano. Segundo a Natura, ele seria o químico “inventor” da utilização de óleo e gordura de murmuru em pedido de patente formulado pela Chemyunion Química.

    – Ademais, não é digno de crença que, como gigante do ramo, a Natura não tivesse obtido dados a partir dos resultados das pesquisas junto aos ashaninka – afirma o procurador da República.

    O MPF pleiteia a reparação equânime dos benefícios e reparação de dano moral coletivo, sendo que o valor de indenização que venha a ser definido pela Justiça Federal seja destinado metade ao Fundo Federal de Direitos Difusos e metade à Apiwtxa, associação que representa o povo ashaninka do Rio Amônea.

    O Inpi foi envolvido pelo MPF na ação civil pública porque não acatou recomendação para suspender o pedido de patente relativo a formulação do sabonete de murmuru. O MPF tenta convencer o Inpi a conferir patente ou registro aos seus pleiteantes daquilo que tiver sido originado a partir de acesso ao conhecimento tradicional somente após informada a origem do conhecimento tradicional e realizada a repartição equânime dos benefícios.

    Sabonete de murmuru

  7. Patriarca da Paciência said

    Caro Pax,

    Minha opinião sobre o assunto é que qualquer pessoa que se proponha a exercer cargo público terá sua vida particular levada a público.

    Como o Jorge colocou, pode ser que o empresário Guilherme Leal já vem sendo investigado faz muito tempo e agora, colocado sob os holofotes, as coisas ganham uma dimensão muito diferente.

    Mas não existe outra maneira de fazer política, nem aqui nem na China. Os brasileiros é que ainda estão aprendendo a viver num regime democrático.

  8. Anrafel said

    O ambiente moral das campanhas eleitorais não contempla o que os envolvidos devem chamar de filigranas éticas e jurídicas. Se existe uma pinimba em torno de um candidato, dá logo o cara como culpado, independente do andamento do processo e até do desfecho.

    Mas eu acho que, mesmo seguindo tal lógica, esse tipo de notícia plantada não rende tantos resultados para o ‘plantador’; eventuais incompatibilidades com teses ambientalistas não transformam necessariamente ninguém em vilão e não são poucas as pessoas que vêem no controle ambiental algum exagero e os militantes e autoridades como diletantes atravancadores.

    (O PSOL da Bahia propôs a cassação de todas as licenças de construção na Avenida Paralela, uma das reservas de Mata Atlântica de Salvador. Os trabalhadores da construção civil foram às ruas protestar temendo o desemprego. Isso sem falar que, logo após o rompimento do PT com a Prefeitura soteropolitana, os órgãos ambientais do estado fizeram o possível para azucrinar a vida do prefeito João Henrique, esse um que há 5 anos e meio vem azucrinando as nossas vidas).

  9. Chesterton said

    Esta é uma história que merece ser contada aos poucos e sugere um governo canalha envolvendo o Ibama, alguns jornalistas e uma atuação de Marina para lá de suspeita.

  10. Pax said

    Pois é, Chesterton… na torcida da oposição realmente não existe nenhum jornalista questionável. São todos uns democratas honestíssimos.

    Sim, tá, entendi.

  11. Chesterton said

    Você é o ingenuo da hsitória que acredita na santidade do PT e da Dilma e da Marina.

  12. Patriarca da Paciência said

    Os Estados Unidos deram emprego a vários cientistas que também serviram ao regime nazista, pelo jeito, os Estados Unidos tiveram sérios envolvimentos com Hitler!

    Os Estados Unidos deram emprego a vários cientistas que também serviram ao regime stalinista, pelo jeito, Os Estados Unidos também receberam o “ouro de Moscou”.

    O raciocínio de certas pessoas é mesmo brilhante!

    A cúpula do PT, em entrevista coletiva, falaram claramente que o partido estava abrindo três processos: um criminal e outro por danos morais contra o índio capenga e outro contra o PSDB, exigindo direito de resposta. Acredito que os processos já estejam protocolados.

  13. Chesterton said

    Pelo menos 2,2 mil servidores públicos federais receberam terras do governo nos últimos anos. Essas pessoas foram beneficiadas irregularmente pelo Programa Nacional de Reforma Agrária. A lei proíbe que funcionários públicos recebam terras.

  14. Pax said

    Caro Jorge,

    Desculpe-me o atraso, mas tem uma certa justificativa. Achei super interessante a notícia que você trouxe sobre a questão do sabonete de murmuru e escrevi para a diretoria corporativa da Natura pedindo explicações. Recebi agora o e-mail que reproduzo abaixo.

    Antes disso, sobre o questionamento se as revendedoras deveriam ou não ser registradas, acredito que existe um mercado para quem não quer ser registrado, como por exemplo donas de casa que só têm alguns horários livres e nestes horários exercem a atividade de revenda dessas empresas. É um dos exemplos. Outro é o de complementação de renda de quem já é empregado e estudantes, enfim, existe uma enorme parcela de gente que prefere a atividade de revenda dessa forma, de porta-em-porta e sem vínculo nem compromisso com empregador.

    Aqui o e-mail que recebi da Natura:

    O Ministério Público (MP) Federal do Estado do Acre está movendo uma ação para identificar se houve acesso irregular ao conhecimento tradicional associado ao murumuru dos índios Ashaninka, por um pesquisador que trabalhou com a comunidade indígena.
    A Natura foi incluída como parte nessa ação apenas por ter fabricado produtos com o ativo do murumuru. Estão sendo citados também no processo o Instituto Nacional da Propriedade Industrial (Inpi), a Chemyunion Química e o empresário Fábio Dias Fernandes, proprietários da empresa Tawaya, fabricante de sabonete de murumuru.

    A Natura já esclareceu em juízo que não mantém qualquer relação com os Ashaninkas. E que teve conhecimento das propriedades do murumuru por meio de estudos feitos por seus pesquisadores internos, com base em bibliografias científicas sobre as propriedades do murumuru, existentes desde 1941.

    A Natura possui protocolo de pedido de autorização de acesso a patrimônio genético do murumuru junto ao Conselho de Gestão do Patrimônio Genético (CGEN), comprovando que acessou a espécie na Reserva Extrativista do Médio Juruá, localizada no município de Carauari, Estado do Amazonas, mesma origem do fornecimento do ativo.

    A Natura reitera seu compromisso com o uso sustentável da biodiversidade brasileira e reconhece o papel relevante de comunidades indígenas e tradicionais como detentoras de conhecimentos tradicionais associados à biodiversidade.

    Antecipando-se à evolução da legislação brasileira sobre o tema da biodiversidade, a Natura foi a primeira empresa brasileira a fechar acordos de remuneração sobre o conhecimento tradicional associado, realizando, inclusive, protocolo para obtenção de autorização de acesso perante o CGEN.

    Mas não posso deixar é de te agradecer por contribuir com o blog de forma correta como você fez. Obrigado por isto.

  15. Claudete Sachi said

    Para mim não interessa se os vendedores são registrados ou não, pq existem outras industrias no mesmo ramo que fazem a mesma coisa, o que me aborrece, é colocarem como vice de um partido que protege as áreas verdes e os animais, e no entanto todo mundo sabe que eles usam animais para experiências de seus produtos.
    O PV tem ótimos políticos que protegem os animais e colocam um vice que usa esses mesmos animais protegidos por eles na indústria do Vice? Eu mesma e minha família íamos votar na Marina, mas depois de saber disso, só os deputados e o senador terão nossos votos. Ainda bem que soube à tempo para alertar todo mundo que conheço.
    Atenciosamente,
    Claudete

  16. Karin said

    Resposta a

    Claudete Sachi

    Lí seu comentario aqui e fiz uma leve pesquisa em relação a Natura….pois só uso produtos Cruelty Free tbm….

    Em novembro de 2008, a ONG PEA (Projeto Esperança Animal), uma referência neste tema, incluiu a Natura em sua lista de empresas que não testam em animais. Você pode visualizar a lista.
    aqui está o link.

    http://www.pea.org.br/crueldade/testes/naotestam.htm

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