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Notícias da Corrupção, Desvios, Anomalias, Eleições e Meio Ambiente

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    Uma coletânea das notícias da corrupção, desvios, anomalias, eleições e meio ambiente que aparecem na mídia todos os dias a partir de agosto de 2008.
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A última chance de José Serra

Posted by Pax em 04/08/2010

Entraremos numa nova fase da campanha, os debates se iniciarão amanhã assim como o horário eleitoral gratuito no próximo dia 17. Será a última chance de Serra.

Atualmente temos um quadro que aponta uma pequena vantagem de Dilma Rousseff – muito perto de um empate técnico – e uma estagnação da campanha de Marina Silva. Mas o problema maior se encontra na campanha do PSDB. As perdas foram consideráveis e seu índice de rejeição é o maior dos três candidatos.

E este índice de rejeição tende a se aprofundar se Serra insistir em cometer erros conhecidos de outras campanhas, como a de 2002, onde o candidato insistiu em colocar em sua pauta assuntos distantes do cotidiano brasileiro, que estimulam somente o eleitorado já decidido pelo PSDB, que alimenta um transe belicista que não estimula o resto do eleitorado. Os exemplos atuais são os discursos sobre as Farcs, o Irã, Bolívia etc.

Os atuais eleitores do PSDB, assim como alguns jornalistas, insistem em querer convencer a sociedade que estes assuntos definem um governo perigoso que levará o Brasil ao caos e a ditadura socialista do proletariado, tentando pelo medo, pela agenda negativa, estabelecer o caminho para a eleição de José Serra. Exatamente no momento em que a economia está bem para a maioria da sociedade, o nível de desemprego é baixíssimo, o consumo em alta e a aceitação do governo Lula está na casa dos 80%. Um erro crasso (*).

O marqueteiro de José Serra, Luiz Gonzales, sempre afirmou que a eleição será decidida no segundo turno. E esta afirmação está correta. Só não contava que a vantagem neste momento, mesmo que pequena, fosse da candidata do governo e que os tais assuntos em pauta não tivessem o resultado esperado. Ao contrário, ao perder o rumo e expor as fragilidades internas do PSDB e a questão litigiosa da escolha do vice com o maior partido aliado, o DEM, a campanha perdeu fôlego e as tendências das curvas de intenção de votos e índices de rejeição são negativos ao candidato José Serra. Em síntese: Dilma sobe e o candidato desce.

Amanhã teremos o primeiro debate, a partir das 22h na Tv Bandeirantes. Dia 17 iniciará o horário eleitoral gratuito. O quadro pode mudar. Se houver erros consideráveis nas campanhas ou deslizes dos candidatos, mudanças dramáticas poderão ocorrer.

Porém parece correto afirmar que se José Serra e seu marqueteiro insistirem e permitirem que os principais porta-vozes alimentem sua campanha na agenda negativa que não estimula o grande eleitorado, a tendência é que Dilma Rousseff descole do candidato da oposição. Até mesmo o segundo turno pode se tornar impossível se os erros não forem sanados.

Do outro lado o PT e suas alianças devem segurar seus militantes mais explosivos, os chamados aloprados, que podem comprometer o caminho definido de colar a imagem de Lula em Dilma. Uma economia positiva e um presidente com alta aceitação são vantagens consideráveis, mas não garantias absolutas que assegurem a vitória desde já. Grandes erros podem ser cometidos, provavelmente por gente de fora do núcleo de comando da campanha.

Para Marina Silva o caminho se divide em mirar na eficiência do pouquíssimo tempo que terá no horário gratuito eleitoral e aguardar que algum dos dois candidatos tombe por eventuais erros nas campanhas ou péssimas participações nos debates.

Sim, estamos à porta da nova fase das eleições 2010. E será a última chance de José Serra, caso resolva consertar os erros em andamento.

(*) Independente de qualquer análise correta que temos problemas estruturais não resolvidos, como as reformas política, tributária e fiscal, alta taxas de juros etc etc.

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48 Respostas to “A última chance de José Serra”

  1. Patriarca da Paciência said

    Para mim, José Serra teria que mudar sua própria “natureza de escorpião” e também de marqueteiro, que apostou na “burrice do eleitorado brasileiro”, para que tenha alguma chance.

    Há tempo para isso?

    Afirmo que não. Para mim, Dilma será eleita em primeiro turno.

  2. Elias said

    O fato é que, desde o lançamento de sua candidatura, Dilma estabeleceu uma tendência ao crescimento que jamais foi revertida. Começou no traço, foi chegando e acabaou passando por cima do Serra.

    A meu pensar — e para meu espanto, tendo em conta as cobras criadas que existem no PSDB –, o comando tucano fez as apostas erradas, a exemplo do ocorrido em 2006.

    1 – Apostou que Lula não seria capaz de transferir votos para Dilma, desprezando os conselhos de FHC (este, depois de perder o debate interno no partido, foi para as páginas dos jornais e revistas defender sua tese que, afinal, se mostrou correta).

    2 – Apostou que a candidatura de Marina roeria votos de Dilma à esquerda, desprezando a evidência de que, para conseguir isso, o PV seria o pior instrumento.

    3 – Apostou que, uma vez fora do governo, Dilma perderia o pique, por não ter o carisma do Lula.

    4 – Apostou que a escolha do vice teria grande influência na definição dos votos, contrariando a tradição brasileira, a senso contrário.

    5 – Apostou na estratégia de “agenda negativa”, o que é uma temeridade, ao se considerar a aprovação ao governo Lula, sempre acima de 70%.

    Acho que, se formos catar com mais rigor, encontraremos outras apostas furadas. Mas fico com essas 5. Na minha ignorância, entendo que elas são suficientes pra causar danos irreversíveis à campanha do Serra.

    A estratégia de “agenda positiva” seria, numa abordagem mais simplista, a opção mais vantajosa para o PSDB.

    Para isto, entretanto, ele teria que dispor dessa agenda positiva. Ao que parece, não dispõe.

    E não se pense que é fácil fazer isso!

    Tome-se como exemplo a área empresarial. Ela só topa mudanças quando a coisa está indo muito mal. Caso contrário, ela teme que, mudando algo, o que já não vai bem piore e o que vai bem passe a ir mal. Sendo assim, ela prefere manter o time que está jogando.

    A classe média — excluindo aquele pedaço que já fez sua opção política — vai pelo mesmo entendimento.

    Lembram do “Eu tenho medo!”? Foi nisso que o PSDB apostou em 2002. Só que, pra ele, o prato era indigesto. A aprovação do governo FHC tinha despencado. O discurso anti-mudança não poderia funcionar, porque mudança era, exatamente, o que o eleitor queria.

    Agora, a mesma equação tá na mesa, só que na função inversa.

    Por isso, a “agenda positiva” do PSDB teria que ser muitíssimo bem estruturada e lapidada com cuidados de diamante raro.

    O PSDB teve tempo de sobra pra fazer isso. Não fez. Duvido que consiga fazê-lo, no tempo que resta.

    Perdeu.

  3. Jorge said

    o novo presidente da TV Cultura de São Paulo irá demitir 1.400 funcionários e vender o patrimônio que a emissora possui. O Psdb é assim, liquida tudo o que administra. Ainda bem que não colocará as mãos no patrimônio público federal mais uma vez, nunca mais, possivelmente.

    A grande questão é: Serra irá levar Alckmim para baixo também? Dilma irá impulsionar Mercadante? A eleição em São Paulo será emocionante.

  4. Chesterton said

    Dilma no traço? Só parqa qwuem não sabia que ele era candidata do PT. Todo candidato petista a presidencia começa com 33%.

  5. Pax said

    Caro Elias,

    No fundo acho que o Serra de tanto querer centralizar acabou perdendo as rédeas. O caso Aécio, o caso Indio, a baixaria implantada… e aí, no desespero – na minha opinião – resolveu peder a cabeça e partir para a agenda negativa.

    Caro Jorge,

    Acho que vai dar Alckimin no primeiro turno. São Paulo é um estado complicado para o PT.

  6. Carlão said

    Pax disse
    02/08/2010 às 8:39
    Aliás, passei o findes um pouco off line, e tem esta questão do dossiê PT vs PT – Mantega vc Berzoini.
    Não vou fazer um post na correria, mas acho que merece, sim.

    CADÊ O POST PAX?

  7. Chesterton said

    tem que fazer o post para provar que não é petista (rsrsrs)

  8. Elias said

    Pax,

    Pelo que li das entrevistas que concedeu, creio que o Serra concordou com a direção que a campanha seguiu.

    Aliás, além dos 5 pontos que citei, há um outro, nada desprezível:

    “6 – Apostou no potencial eleitoral do Plano Real (potencial que, por sinal, já havia batido fôfo em 2002).”

    Chesterton,

    Aí é que está.

    Nas mais recentes eleições presidenciais, 70% ou mais dos eleitores definiram seus votos muito antes do primeiro comício.

    Desses 70%, quase sempre 30% ou mais vão para o PT. Outro tanto, vão para qualquer candidato, de qualquer partido, desde que seja contra o PT. A briga final tem se dado pela conquista dos restantes 25% a 30% do eleitorado: os famosos indecisos.

    Acontece que esses restantes 25% a 30% não se concentram em uma determinada faixa econômica, social, cultural, etc. Estão pulverizados em todas as classes de renda, de nível educacional e por aí afora.

    Quer dizer: não há uma linha de discurso capaz de sensibilizar por igual esses indecisos. Complica pra quem está por baixo e não tem proposta.

    Quanto à Dilma, é bom lembrar o que diziam as primeiras pesquisas eleitorais: uma apreciável parcela do eleitorado se dispunha a votar em quem fosse indicado pelo Lula, porém somente uma pequena parte desse pessoal identificava a Dilma como sendo essa indicação.

    Daí porque ela começou no traço. Pelo menos as pesquisas disseram que ela era um traço.

    Ao que as evidências indicam, o PSDB supunha que a vinculação Lula-Dilma não seria estabelecida, ou, estabelecendo-se a vinculação, o PSDB acreditava que a Dilma bateria com a cabeça no teto quando atingisse 33% das intenções de voto (vale dizer: a faixa mais ou menos — mais pra menos — cativa do PT).

    A partir daí o jogo passaria a favorecer o Serra, que já dera partida com um percentual de intenções de voto bem mais alto.

    Quando o FHC foi para os jornais e revistas criticar a tese de que o Lula não transfere voto, a Dilma estava em 17%. O Serra, 20 pontos percentuais acima.

    A trajetória do Serra deu soberbas demonstrações de estagnação (faz uma eternidade que ele oscila entre 34% e 38%, sem saber se fede ou se cheira), enquanto Dilma manteve uma sólida tendência ascendente.

    Não faltou analista pró-tucano pra teorizar sobre “tendência” em série estatística. Algumas dessas análises foram resumidas em comentários aqui no PolíticaÉtica. Ao fim e ao cabo, as análises concluíram que a tendência ascendente de Dilma não se sustentaria.

    Pura flatulência…

    Acho que as apostas do PSDB podem ser resumidas num único ponto: em vez de centrar sua estratégia em suas próprias virtudes, preferiu focar no que imaginou ser os defeitos do adversário.

    Muita gente já ganhou eleição fazendo isso. Desta vez, parece que não está dando muito certo pros tucanos.

    Quanto mais não seja, pelo fato mesmo de que os defeitos que ele atribui ao adversário refletem mais um desejo que uma constatação (estou me referindo à inteligência política, não a valores morais, éticos & adjacências)…

    Não tem jeito, Chesterton: o PSDB perdeu. Só ganha se o PT cometer erros monumentais (o que já é esperar demais…).

    O que me espantou (agora não me espanta mais), nessa história toda, foi a lentidão com que os estrategistas tucanos reconheceram erros e tentaram consertá-los, nesta campanha. Estão sempre correndo atrás. Muito atrás…

    Péssimo pra quem começou na frente, com dezenas de pontos percentuais de vantagem sobre o adversário mais próximo.

    Denota baixo grau de competência. Caducidade. Fadiga de material. É como se o PSDB só tivesse o passado pela frente.

    Pode ser que o partido se recupere, mas terá que se renovar. Recrutar e formar novos quadros. Enfim, terá que se reconstruir. Todo.

  9. Chesterton said

    O governo brasileiro quer mudar a maneira como as Nações Unidas tratam as violações de direitos humanos no mundo. Em uma carta enviada a todos os Estados-membros da ONU, o Itamaraty propôs que a organização evite censurar publicamente regimes autoritários. A denúncia pública é considerada a principal forma de pressiona um país acusado de atentar contra os direitos humanos a mudar sua conduta.

    O Brasil defenderá o diálogo com regimes violadores na revisão do funcionamento do Conselho de Direitos Humanos, que começa no fim do mês e termina em 2011. O argumento é que as reuniões de emergência da ONU detonariam crises internas.

    As mudanças sugeridas na carta brasileira, datada de 19 de julho, à qual o Estado teve acesso com exclusividade, deve provocar controvérsia. Nos últimos anos, o Itamaraty evitou condenar países violadores nos órgãos da ONU. A estratégia é abster-se em votações sobre alguns casos e manter o diálogo, mesmo com governos que reconhecidamente cometeram atrocidades.

    Em diversas ocasiões, o Brasil manteve-se distante dos países que criticaram abertamente Coreia do Norte, Irã, Sri Lanka, Sudão, entre outros governos, por desrespeitar direitos fundamentais. Para o Itamaraty, durante anos, a ONU virou palco de condenações e ataques que nunca resolveram as violações de direitos humanos. Nessas ocasiões, entidades como Anistia Internacional e Human Rights Watch criticaram a opção brasileira pelo silêncio. Brasília rejeita a avaliação e insiste que o atual sistema também não funciona.

  10. Chesterton said

    eu não sei como se ganha uma eleição, mas sei como se perde uma. o “já ganhou”.

    “Não tem jeito, Chesterton: o PSDB perdeu. Só ganha se o PT cometer erros monumentais (o que já é esperar demais…).”

  11. Pax said

    Prezados Carlão e Chesterton,

    Se vocês soubessem como o tempo anda curto do lado de cá poderiam, por favor, me fornecer bons links que faço o post sobre os dossiês.

    (aliás, ao reler agora este post percebi que: a – como eu escrevo mal e b – como realmente você escrever mal e correndo o texto sai abaixo da crítica, peço perdão pela forma, sim, mas não pelo conteúdo, pois acredito nele).

  12. Elias said

    “eu não sei como se ganha uma eleição, mas sei como se perde uma. o ´já ganhou´.”

    Certamente que o cidadão que escreveu isso aí não está preocupado com o fato de que o PT venha a perder a eleição por achar que já ganhou.

    Esse mesmo cidadão também certamente não ignora que ninguém faz campanha eleitoral vitoriosa sem transmitir aos eleitores e correligionários a firme crença na vitória. E a certeza na derrota dos adversários.

    Ora Chesterton: vai logo te preparando pra mais 4 anos de lamentações…

    Ao final dos próximos 4 anos, pra teu desgosto, o Brasil estará entre as 5 maiores economias do mundo.

    E com bem menos miséria do que tem hoje, quando já tem muito menos miséria do que tinha há 8 anos.

    Sei o quanto isso desagrada a muita gente, mas… o que se há de fazer?

  13. Olá!

    Lendo alguns comentários deste post e relacionando-os aos comentários em posts anteriores, parece que o Brasil se tornou uma espécie de Escandinávia tropical.

    Economicamente, o Brasil vai razoavelmente bem, resultado das reformas e marcos estabelecidos lá atrás. Porém, nenhuma reforma estrutural foi feita nesses últimos oito anos. Isso é um fato. Podem utilizar ideologia para contestar isso. No entanto, ideologia não muda a realidade nua e crua.

    Como andam, por exemplo, a educação e a saúde públicas? A segurança pública vai bem?

    Em educação, o Brasil tem ficado entre as piores colocações na totalidade dos países avaliados e a política educacional atual tem se revelado incapaz de reverter esse quadro. Pelas informações dos dados — vide a queda no ranking –, tal política tem apenas aprofundado a baixa qualidade da educação pública.

    A proporção de analfabetos funcionais é assustadora: Segundo dados de 2005, nada menos do que 75% da população é afetada por algum tipo de analfabetismo.

    Alguma coisa está errada nessa política educacional e precisa ser mudada. É impossível construir uma grande economia tendo que dispor de uma população de analfabetos, sejam estes funcionais ou não. São índices educacionais desastrosos. Na Escandinávia não é assim.

    Não são dados inventados ou coisa do gênero. É a simples informação por eles passada.

    Saúde pública. . . como está esse setor? Já se tornou algo semelhante à Petrobras? É fato que, se pudessem, os pobres gostariam de ter um plano de saúde particular. Pelo menos funciona bem melhor do que o sistema público.

    Nesse setor ocorre um paradoxo interessante: Os esquerdistas locais adoram ter como referência os países mais avançados do mundo em termos de saúde e demais serviços públicos — os países escandinavos são um fetiche dessa gente — , porém, uma vez no poder, esses mesmos esquerdistas não implementam nada de significativo nessa área. Basta ver que a saúde pública atual é ruim e os investimentos estão aquém do patamar necessário para dar uma qualidade mínima a tal serviço.

    A razão disso é simples: Ao contrário do que acontece na Escandinávia, apesar de possuir uma elevada carga tributária, o Brasil não possui os mecanismos econômicos necessários para gerar recursos suficientes para que, uma vez recolhidos sob a forma de impostos, sejam revertidos em serviços públicos de qualidade para a população.

    Perguntem aos esquerdistas se eles estariam dispostos a implementar mecanismos econômicos quem nem aqueles dos países escandinavos e que visam melhorar a geração de recursos.

    Segurança pública. Tentem subir o Morro do Vidigal durante as altas horas da noite ou mesmo durante o dia para ver o que acontece por lá. Não é incomum encontrar drogas e armamentos nesse lugar — até mesmo armamento pesado, em alguns casos.

    Um estudo recente mostra que, no Brasil, no período de 1997 até 2007, foram mortas aproximadamente 512.200 pessoas — mais de meio milhão. No interior, houve um aumento consideravelmente grande: 37%.

    Há países em guerra onde a taxa de mortalidade é bem menor do que os números apresentados no relatório.

    E o atual governo se gaba da Petrobras, da valorização de 35000% da falida Telebras, da criação de estatais para vender seguros, adubo e planos de Internet banda larga — e a militância vai atrás. Mas, quando o assunto são as verdadeiras funções do Estado/governo, a saída é pela tangente, ora.

    Apenas os mais desinformados ou a militância agarrada a um maço de alfafa ideológica é que prega essa tolice de que o Brasil é essa potência grandiosamente global no horizonte e etc. . .

    Há ainda as outras reformas estruturais que não foram feitas, como a fiscal, a tributária, a trabalhista, a administrativa, a previdenciária e etc.

    Podem xingar e espernear o quanto quiserem, os argumentos apresentados se baseiam em fatos e dados concretos. Não é produto ideológico dos gases lombo-retais que os estudantes da Escola Nacional Para Formação de Militantes liberam a cada vez que tentam colocar o neurônio solitário para funcionar.

    Sem reformas estruturais, país nenhum se desenvolve.

    Até!

    Marcelo

  14. Chesterton said

    Ora Chesterton: vai logo te preparando pra mais 4 anos de lamentações…

    chest- sem dúvidas, o Serra não é menos esquerdista que a Dilma. Agora inventou um ministério dos inválidos, desvalidos, e que tais. Mais imposto. Então, Serra , Dilma, Marina, tudo farinha do mesmo saco. Mas o FHC (que iniciou o aumento da carga tributária) disse uma coisa certa: ” Não sei qual a opinião da Dilma, pois ela não fala…” Hilário.

  15. Chesterton said

    Ao final dos próximos 4 anos, pra teu desgosto, o Brasil estará entre as 5 maiores economias do mundo.

    chest- do jeito que as coisas vão, as industrias brasileiras definharão e os bancos enrricarão.
    Mas se a um desses esquerdóides fizer bom governo, serei o primeiro a elogiar. Como só fazem merda, estou sempre a chorar (de tanto rir…).
    Elias, o Pax é petista ou não?

  16. Chesterton said

    Elias, o melhor diagnóstico sobre Lula:

    O MAIOR PERSONAGEM da eleição não é candidato: Luiz Inácio Lula da Silva. Hoje é o grande cabo eleitoral não só da sua candidata mas de toda base governamental. Chegou a esta condição contando com o auxílio inestimável da oposição.

    No primeiro mandato teve sérios problemas, como na crise do mensalão. A oposição avaliou -erroneamente- que seria menos traumático e mais fácil deixá-lo nas cordas, para nocauteá-lo em 2006.

    As saídas de José Dirceu, Antonio Palocci e Luiz Gushiken deram a Lula o protagonismo exclusivo. Só então teve condições de governar como sempre desejou.

    A troika limitava sua ação e dividia as atenções políticas. Dava a impressão de que o chefe de Estado não era o chefe do governo.

    A crise foi providencial para Lula: libertou-se do aparelho partidário, estabeleceu alianças como desejava e passou a ser a âncora exclusiva de sustentação do governo.

    O segundo mandato, na prática, começou no início de 2006. A oposição mais uma vez evitou o confronto direto. Avaliou -erroneamente, novamente- que seria melhor manter os governos estaduais de São Paulo e Minas, transferindo o enfrentamento direto com Lula para 2010.

    Em um terreno livre, Lula teve condições únicas para um presidente nos últimos 40 anos: estabilidade política, crescimento econômico e controle do Congresso.

    As CPIs, que criaram problemas no primeiro mandato, perderam importância. Os frutos da estabilidade e uma conjuntura internacional favorável possibilitaram um rápido crescimento da economia e a expansão do consumo.

    Paulatinamente, Lula foi afrouxando a política fiscal, abandonou as rígidas metas do primeiro mandato, manteve um câmbio artificial, incentivou o capital especulativo e foi empurrando para o próximo presidente uma bomba de efeito retardado.

    Abrindo um imenso saco de bondades, ampliou o crédito para as classes C e D, favoreceu as viagens internacionais para a classe média e criou uma nova burguesia -a burguesia lulista- que ampliou o seu poder graças às benesses dos bancos oficiais. Expandiu numa escala nunca vista os programas assistenciais, como o Bolsa Família, e manietou os velhos movimentos sociais comprando suas lideranças.

    Tal qual Luís Bonaparte, Lula “gostaria de aparecer como o benfeitor patriarcal de todas as classes”. Foi ajudado pela oposição, sempre temerosa de enfrentar o governo. Usando uma imagem euclidiana, Lula “subiu, sem se elevar -porque se lhe operara em torno uma depressão profunda”. Ele almeja transformar o 3 de outubro no seu 18 Brumário.
    blog do Vila

  17. Carlão said

    O que eu acho muito estranho neste ambiente de partilha de opiniões sinceras é
    a total ausência de comentários positivos quanto à capacidade da candidata NULA para assumir o cargo mais importante do país.
    Os petistas de plantão se limitam a tentar avacalhar o PSDB e o candidato Serra,
    mas não trazem nada positivo sobre méritos e realizações da “dita-cuja”.
    Por que? Porque lula mandou votar em Dilma.
    Lula manda pular e os petistas perguntam “qual a altura,sinhôsinho?
    É isso?

    Pax, eu sei que vc não tem tempo para postar sobre assuntos cabulosos para o PT, hehe …então que tal escrever um post sobre os méritos da candidata DILMA.
    (Aliás,percebo que nem existe um categoria de tag “Dilma Roussef” na tabela ao lado. Por que,Pax?).
    Imagino que você Pax por enquanto anda muito preocupado em chutar que Serra vai perder baseado na sua própria opinião.
    Ou contando os “eu” no que RA escreve…hehe. Freud explica, meu garoto…

    Então lanço aqui solenemente um desafio de 3 perguntas ao Jorge, ao Elias, ao Zieb, ao Guilherme,ao Emerson57 e ao Patriarca, entre outros “pró-situação”:
    1.Vocês sabem de algo positivo a respeito de Dilma?
    2.Por que ela seria a candidata ideal para o Brasil, neste momento?
    3.Se é pra melhorar, por que Dilma seria melhor presidente do que que Serra?

    Regra Única do desafio:
    Tentar avacalhar o PSDB, o FHC ou o Serra para tentar provar a competência da Dilma é demonstrar total capacidade de argumentação e admitir que Dilma é NULA
    .
    Em caso de dúvida votem na Marina ou no Plínio…por que não?
    Alguém tem coragem de topar o desafio?
    Contem pra gente.Não se acanhem…

    Obs. Pax você está expressamente incluído, no desafio.
    E sem desculpas dessa vez…hein! menino atarefado e travesso.
    A ausência de respostas apenas confirmará o que todos sabem:
    Dilma é NULA.
    Não percam suas chance, senhores!
    Apresentem suas teses e vamos debater.
    O Brasil merece mais. Merece escolher o melhor.
    Dilma é o melhor?
    Por que?

  18. Pax said

    Caro Carlão,

    Não tenho nenhuma obrigação com este teu desafio. Como disse, não declaro meu voto e nem exerço torcida neste blog.

    Se a análise não lhe agradou, quem sabe você aponte onde o raciocínio está falho?

    E, cá entre nós, há um ponto em que, ao ultrapassá-lo, perde-se um tanto a graça e cai-se na perigosa região da falta de respeito que não imagino ser minha posição aqui, muito menos meu desejo.

  19. Zbigniew said

    E porque Serra é o melhor? Além da blindagem e alienação que os meios de comunciação em São Paulo praticam em torno de seu nome, o que o Serra fez no Estado mais rico do país que possa ser digno de nota? Além é claro de declarar paternidade sobre filhos alheios.

  20. Patriarca da Paciência said

    Caro Marcelo,

    as reformas estruturais, reclamadas por você, foram apresentadas em 2003 e estão sendo devidamente aplicadas.
    Veja você mesmo.

    http://www.fazenda.gov.br/portugues/releases/2003/Politica%20Economica.pdf

  21. Patriarca da Paciência said

    Caro Carlão,

    mais de 80% dos brasileiros apoiam o governo Lula,

    logo,

    mais de 80% dos brasileiros estão na escola de Escola Nacional Para Formação de Militantes.

    A coisa é muito simples, caro Carlão,

    Dilma trabalhará tendo em vista o bem estar dos brasileiros, Serra é uma personalidade doentiamente egocêntrica que trabalhará para o seu próprio espelho.

    Serra é aquele escorpião da fábula, o qual pediu para que o sapo o levasse ao outro lado do lago. No meio do lago, o escorpião feriu de morte o pobre sapo. Este pergunta.

    Mas por quê? Agora morreremos os dois.

    Ao que o escorpião responde.

    Não pude resistir! É a minha natureza.

  22. Jorge said

    o vice do serra sumiu!
    o indio Quem? está homiziado em algum lugar, e a imprensa não move uma palha para localizá-lo!
    indio, apareça!
    indio, fale!
    indio, mostre seu valor e suas idéias!
    serra não esconda seu vice !

  23. Elias said

    “…uma conjuntura internacional favorável…”.

    Claro, Chesterton.

    Mais uma vez você e os analistas cujos textos você reproduz têm toda razão.

    Lula não teve que enfrentar nenhuma crise econômica mundial. Essa crise só existiu pra América do Norte, a Europa, a Ásia, a África…

    Pro Brasil, não! Claro que não!

    E, se a crise econômica não afetou o Brasil tão duramente quanto afetou outros países em desenvolvimento, isso não se deve a nenhum mérito na condução da política econômica brasileira. Deve-se ao fato de que, pro Brasil, a crise não existiu, porque… porque… porque sim, ora!

    Viu só como vocês analisam bem a realidade? Se não fosse por vocês, ninguém perceberia isso.

    Daí porque a direita brasileira só tem se fortalecido nos últimos anos. Com lideranças tão inteligentes e capazes assim, os resultados não poderiam ser outros.

    Com tanta e tamanha competência disponível, não tenho a menor dúvida: logo-logo, os empresários, os estudantes, os intelectuais, a donas de casa, os trabalhadores e o povo brasileiro em geral se unirão, numa só voz, para implorar em altos brados que vocês, por caridade, aceitem governar este país.

    Entregando seu destino a essa transbordante inteligência e competência política, finalmente o Brasil começará a trilhar o caminho da paz, da prosperidade e da felicidade.

    Enquanto isso não acontece, sugiro que vocês continuem a treinar, administrando mercearias suburbanas, barracas de feira livre, por aí… Em seguida, passem para lojas de bijouterias e acessórios… E assim por diante.

    Em aproximadamente 15 anos, vocês estarão aptos a administrar condomínios fechados com excelentes resultados.

    Nesse meio tempo, aproveitem pra disputar eleições nos clubes de bairro, em associações de senhoras vigilantes da moral e dos bons costumes, em comitês dirigentes de quadrilhas juninas e nos condomínios dos prédios onde vocês moram.

    Depois… quem sabe? O céu é o limite!

    Vocês estão no caminho certo, Chesterton. É só uma questão de tempo. Uns 50 anos, quem sabe? Talvez um pouco menos. Ou um pouco mais… Perseverem! Um dia, vocês chegarão lá.

    E isso é isso, Chesterton. À luta! A direita brasileira tem todo um passaado pela frente!

  24. Pax said

    Como dizia o filósofo… “desprezar o inimigo é meio caminho para a derrota”.

    Serve para todos os lados.

    1 – Serra não é nenhuma catástrofe.

    2 – Dilma também não.

    3 – Marina idem.

    No fundo temos 3 bons candidatos.

    Vamos nos lembrar de Fernando Collor, José Sarney etc etc…

    Há um empate técnico, praticamente um empate, sim, neste início de “temporada”. Todos podem ganhar. Principalmente Dilma e Serra. Desses dois, acho eu, ganha quem cometer menor número de erros e “amarrar” bem seus aloprados.

    Marina tem poucas chances, que aumentarão se as besteiradas dos outros dois forem grandes. Neste momento diria: MUITO grandes.

    Até o momento, a foto de agora, é um segundo turno entre Dilma e Serra. E aí a questão que coloco e o caro Elias não concorda muito (e ele tem bem mais experiência nestas análises que eu) é que Marina será o fiel da balança. Segundo o que entendi do Elias, Marina não conseguiria carrear todos seus votos para um mesmo lugar. Até acho que sim, mas já ouvi de muitos eleitores dela a seguinte frase:

    – No eventual segundo turno vou para onde Marina for.

    Não ouvi isso uma vez não, ouvi várias vezes. Ok, é de um público pequeno, mas é verdade.

    Hoje o debate na TV Bandeirantes será, a meu ver, super importante. Algo como uma largada de F1. Quem larga bem e sai na frente tem a vantagem de tentar impedir a ultrapassagem dos lugares abaixo.

    Conhecemos Serra em debates, mas não conhecemos Dilma nem Marina. Nem mesmo sabemos se Serra aparecerá com outra postura.

    Vamos ver no que dá.

  25. Pax said

    O empate técnico que me refiro acima, claro, não inclui Marina.

  26. Elias said

    Pax,

    I
    Em vários estados, o PV está coligado com o PT. Em outros, está aliado ao PSDB. E por aí afora.

    São fatos. No 1º turno, o PV estará meio dividido. No 2º, estará dividido e meio.

    Pra Marina jogar um futebol mais bonito no 2º turno, terá que emplacar pelos menos uns 15% no 1º.

    II
    Os primeiros debates na tevê são os menos vistos. Mas são os mais influentes. São os debates que conseguem mexer com a opinião dos indecisos.

    O debate de maior audiência é o último do 2º turno (na Globo). Mas é o que menos influi. Quando ele acontece, a maior parte do eleitorado já definiu seu voto, e assiste o debate como assiste uma partida de futebol, torcendo pro seu candidato como torce pro seu time.

    O último debate só influirá se a diferença entre os 2 candidatos for mínima — empate técnico — ou se um deles ganhar de goleada.

    Diferença mínima já houve em 1989, entre Lula e Collor.

    Vitória de goleada nunca houve. Houve quem esperasse um banho de Serra e, anos depois, de Alckmin sobre o Lula, pois os 2 tucanos seriam muito mais “preparados” que o petista.

    Esperaram em vão. Na verdade, todos os candidatos se preparam durante meses para os debates. Não raro, são seguidamente sabatinados por equipes de perguntadores tão amigáveis quanto um pelotão de fuzilamento.

    Já vi pela tevê debates em que não se fez rigorosamente uma única pergunta que já não houvesse sido respondida por um determinado candidato pelo menos umas 10 vezes, durante a preparação. Imagino que o mesmo ocorria com os oponentes.

    Na realidade, o que mais angustia os candidatos nos debates na tevê não são as perguntas sérias. São as “pegadinhas”.

    Dá nos nervos…

    Às vezes, você mapeia umas 50 pegadinhas. Aí o adversário aparece com uma que você não anteviu. Dá vontade de arrebentar a cabeça no primeiro muro que aparecer…

    Em compensação, quando você ferra o adversário com uma pegadinha bem feita, é só festa…

  27. Elias said

    No mais, Pax, concordo.

    Uma eleição presidencial com candidatos como Dilma, Serra e Marina é um luxo.

    Todos bons candidatos (assim como Lula X Serra, FHC X Lula).

    Meu comentário # 23 não se referiu a Serra nem a Marina, até porque nenhum dos dois é de direita.

    Eu me referi à turma do Chester.

    O Chesterton provavelmente só votará no Serra por considerá-lo um mal menor (mas, ainda assim, um mal). O fato é que o Chester preferiria um político com outro perfil. Algo na linha que o falecido general Fiúza definia como “à direita de Átila, dos hunos”.

    O Chester deve imaginar que o Serra usa cueca vermelha, é ligeiramente comunista e, deixado a si mesmo, vai acabar estatizando a venda de côco gelado nas praias e comendo criança…

    É bem verdade que Serra não ajuda.

    Cada vez que alguém apresenta um problema a ele, Serra logo diz que, se eleito, vai criar um ministério só pra cuidar daquilo. Se a tucanagem não der um jeito nisso, até o final da campanha Serra terá se comprometido com a criação de uns 50 novos ministérios…

  28. Pax said

    Caro Elias,

    Meu comentário sobre menosprezar o adversário também era para a turma que menospreza Lula e Dilma, ou Marina, ou mesmo o Serra.

    Não é o teu caso.

  29. Chesterton said

    Lula não teve que enfrentar nenhuma crise econômica mundial. Essa crise só existiu pra América do Norte, a Europa, a Ásia, a África…
    chest- Elias, ao contrario do PT, que quando oposição torcia pelo “quanto pior melhor”, as pessoas normais (isto é, não peto-sindicalistas)crêem que os acertos devam ser aplaudidos. O governo Lula teve acerto. Manter Meireles no comando da economia dando continuação ao plano de estabilização de Itamar Franco-FHC.
    Agora, a crise está sendo “resolvida” hipotecando o futuro. Se o próximo governo (seja de qual socialista for, Serra, Marina ou a Dilmala) não apertar os gastos a coisa degringola rapidinho. Lembre-se que os militares erraram a mão na economia do mesmo jeito que Lula está agora (choque do petróleo e lenha na fogueira econômica).

  30. Patriarca da Paciência said

    Pax,

    empate técnico?

    Só mesmo no Datafolha.

    última da Sensus:

    Dilma 41,6%

    Serra 31,6%

  31. Pax said

    Tô dizendo que o tempo anda curto aqui… nem sabia desta última pesquisa do Sensus, caro Patriarca.

    E agora minha tese fica ainda mais forte.

  32. Chesterton said

    O Chesterton provavelmente só votará no Serra por considerá-lo um mal menor (mas, ainda assim, um mal). O fato é que o Chester preferiria um político com outro perfil. Algo na linha que o falecido general Fiúza definia como “à direita de Átila, dos hunos”.
    O Chester deve imaginar que o Serra usa cueca vermelha, é ligeiramente comunista e, deixado a si mesmo, vai acabar estatizando a venda de côco gelado nas praias e comendo criança…
    É bem verdade que Serra não ajuda.
    Cada vez que alguém apresenta um problema a ele, Serra logo diz que, se eleito, vai criar um ministério só pra cuidar daquilo. Se a tucanagem não der um jeito nisso, até o final da campanha Serra terá se comprometido com a criação de uns 50 novos ministérios…

    chest- tá vendo, no fundo você concorda comigo (hahahahaha)
    Aliás, tem que acabar com uma das instituições que perpetua a pobreza no Brasil. A bolsa familia.

    Cultura:
    Era uma vez um lugar que era muito miserável. Nesse lugar, bem longe de tudo, tinha um sitio mais miseravel ainda, onde morava uma familia composta de uns 7 indivíduos. O padre junto com o sacristão resolveu fazer uma visita a essa pobre gente, ver se era possível dar alguma ajuda.
    Chegando lá, notou que a entrada estava em péssimas condições, a porteira caída, as cercas deitadas. O terreno parecia um vassoural , pragas e ervas daninhas por todo lado. Apesar de grande, a propriedade era lastimável.
    A casa então, nem se fale, janelas caídas, goteiras, e o pessoal na cozinha com cara de lorpa.
    – Meus amigos – disse o padre – que tristeza. Como é que você conseguem viver assim.
    – Ora – respondeu o mais velho apontando para longe- a gente tem aquela vaquinha, que dá um leitinho para as crianças, fazemos uma coalhada, e a gente se vira com o que aparece.
    O padre subitamente compreendeu a situação e despediu-se se preparando para ir embora. Meio apressado, falou ao sacristão que o acompanhasse. Na saída, finalmente encontrou a tal vaquinha, a laçou e a jogou num barranco, matando-a para sempre.
    – Mas Padre-disse o sacristão – como é que o senhor faz uma coisa dessas, acabando com o único meio de vida dessa pobre gente?
    – Cale a boca – respondeu o padre – eu sei o que estou fazendo.
    E assim foi, o sacristão continuou sua vida, não segui a carreira e foi-se embora. Mas, muitos anos mais tarde, passando pela região lembrou-se do episódio há muito tempo esquecido e resolveu fazer uma visita àquelas pessoas, temendo que não fosse encontrar mais ninguém.
    Mas que nada, a porteira estava nova, tratores, caminhões, gado suíno, bovino, equino e que tais , árvores futíferas, lavouras, intensa atividade. Pensou logo que eram outras as pessoas que lá moraravam, mas não, acabou reconhecendo os antigos moradores, apesar dos anos todos desde a última vez.
    – Que transformação! Vocês eram miseráveis, nada tinham e agora estão muito bem de vida. Como foi que isso aconteceu?
    – Bem, a gente tinha uma vaquinha, aí ela caiu no barranco e morreu. A partir daí tivemos que nos virar…..

    Moral da história: a bolsa familia é a vaquinha do brasileiro, que perpetua a pobreza.

    TEMOS QUE JOGAR A VAQUINHA NO BARRANCO!

  33. Chesterton said

    No eventual segundo turno vou para onde Marina for.

    CHEST- taí uma maneira covarde de ser petista.

  34. Pax said

    No blog do Josias de Souza, da Folha

    Onda de pessimismo varre partidos ‘aliados’ de Serra

    Para aliados, prioridade passou a ser garantir o 2º turno

    http://josiasdesouza.folha.blog.uol.com.br/arch2010-08-01_2010-08-31.html#2010_08-05_21_00_30-10045644-0


    ˜O que frustra o time de Serra é o contorno geral do jogo. Uma partida em que as arquibancadas parecem hipnotizadas por Lula. Um dos interlocutores do repórter, deputado do DEM, eleito por um Estado nordestino, desenhou a cena:

    “Entramos em campo com a bolsa de apostar integralmente a nosso favor. Serra chegou a ter algo como 30 pontos de vantagem sobre Lula. Ainda no vestiário da pré-campanha, Lula modificou o cenário…”

    “…Transgredindo todas as regras do regulamento, levou Dilma aos calcanhares do Serra. Imaginávamos que chegar ao horário eleitoral com uma dianteira, ainda que modesta. Hoje, o segundo tempo foi antecipado para o primeiro…”

    “…No melhor cenário, temos um empate. No pior, perdemos o jogo para uma adversária que não mereceria atuar nem em equipe de várzea”.

    Outro personagem ouvido pelo blog, é senador tucano. Evita-se mencionar o Estado e até região em respeito ao pedido de anonimato. O senador coloriu o quadro:

    “No meu Estado, a associação com o Serra tira votos. Falar mal do Lula virou sinônimo de suicídio eleitoral. À medida que Dilma vai sendo associada a ele, falar bem do Serra também não rende votos…”

    “…Tenho uma preocupação que se sobrepõe às apreensões nacionais. Eu preciso me reeleger”.

    Outro entrevistado, deputado nortista do DEM, emoldurou a pintura: “Ainda que quiséssemos, não temos como fazer a campanha do Serra. Não recebemos do comando nacional uma única peça de propaganda. Verbas, nem pensar…”

    “…Na verdade, não fomos contemplados nem mesmo com a cortesia de um telefonema. Do comitê do Serra, ninguém ligou. O candidato não se dignou a visitar a minha região. A essa altura, torço para que não ponha os pés lá”.

    As queixas quanto à desorganização da campanha tucana são generalizadas. A crítica ao estilo centralizador de Serra, uma unanimidade. Recordou-se que o candidato não reuniu uma mísera vez o conselho de campanha, composto pelos presidentes das legendas que o “apóiam”.

    A menos de duas semanas do início do horário eleitoral, marcado para 17 de agosto, parece improvável que Serra consiga injetar ânimo em sua tropa.

    Ao avocar para si a definição dos rumos de sua campanha, Serra converteu-se numa espécie de cavaleiro solitário. O evento êxito só depende dele. Confirmando-se o infortúnio, os “aliados” se desobrigrarão de dividir responsabilidades.”

    ….

    ou seja…

  35. Carlão said

    Chest

    Hoje Dilma respondeu mentindo descaradamente ao questionamento sobre a mulher do Medina…
    culpando FHC. Alto nível!
    Lula “presidencialmente” elogiando sua candidata e criticando a oposição
    O caos dos aeroportos passados 8 anos de governo petista que nada fez…culpa do FHC. Alto nível!
    Situação ruim da Saude (culpa da oposição), da Educação e da Segurança Pública(culpa do Serra governando São Paulo)…Alto nível!
    Blackout em 2009…culpa do FHC. Alto nível!
    Dossiês…culpa da oposição que quer impor a “campanha do medo”.Baixaria.
    PT+Farc …culpa do Índio. Agressivo demais.Mad Dog.Inexperiente. Baixaria.
    Mentir sobre seu próprio currículo…culpa de “alguém”. Alto nível!
    Fraquíssimo de Dilma desempenho no debate da Band. Marina venceu o debate.Baixaria

    Temos até o momento 5 “Alto nível!” contra 3 “Baixaria“.

    Conclusão:
    Dilma faz uma campanha limpa onde o “Alto nível!” supera a “Baixaria
    (continua)

  36. Patriarca da Paciência said

    O Carlão acaba de oferecer um excelente exemplo da campanha do Serra.

    Quais são os projetos do Serra?

    Nenhum.

    O que o Serra falou de importante?

    Nada.

    O que os militantes da campanha Serra devem fazer?

    Tentar desqualificar a Dilma.

  37. Patriarca da Paciência said

    Chesterton,

    coloca nessa tua cabeça dura que administrar um país é muito mais complexo que tirar leite de vaquinha.

    Também que o Meireles não comanda nada, ele apenas executa um trabalho técnico burocrático, para o qual demonstra ter boas qualificações, qual seja, cuidar do contorole da inflação.

    É algo absolutamente técnico e necessário, sem dúvida uma parte importante na administração pública e que faz parte das reformas estruturais que foram apresentadas no início do governo Lula, E QUE JÁ É TAMBÉM UMA DECISÃO DO GOVERNO LULA, se você se der ao trablaho de ler o relatório do Ministério da Fazenmda, está lá: Autonomia do Banco Central.

    Mas onde e como vão ser feitos os investimentos e incentivos, essa é que é a verdadeira política econômica e que define o perfil de um governo e que é decidida e rejustada todos os dias.

    Para adminstrar um país, são tomadas decisões que influenciam o destino de milhões de pessoas.

  38. Jorge said

    Patriarca, a grande pergunta, hoje, é saber se o serra vai levar os demotucanos para o fundo do poço nos estados ou não. é provável que sim. Quem conseguir se livrar da carga tem chances, é o que o Alckmim está fazendo aqui em São Paulo, tentando ficar o mais longe possível do serra. Não me admiro se o o Alckim aparecer elogiando o Lula, como Kassab fez em 2008.

    Dilma deve ter uma grande bancada no Congresso, o que é fundamental para fazer um bom governo.

  39. Elias said

    Chester,

    Do que eu escrevi, tu imaginaste que eu concordo contigo?

    É… o idioma português necessita mesmo do “sinal de ironia”…

    Caro, até hoje, poucas vezes concordamos.

    Que eu lembre, só mesmo em algumas coisas referentesw a Israel e em praticamente tudo relacionado à Guerra do Paraguai e ao grande Osório, o espetacular soldado-cidadão brasileiro.

  40. Patriarca da Paciência said

    Caro Jorge,

    a coisa parece estar muito feia mesmo para o lado do Serra. Pelo humor do candidato, penso até que ele pode desistir.

    Aproveitei para dar uma olhada geral pelos jornais e comentários das matérias em relação ao debate.

    Há muitos comentários debochados, mas a maioria dos que elogiam, elogiam a Dilma.

    Há alguns comentários favoráveis à Marina e vários comentários elogiando o bom humor e arrojo do Plínio.

    No geral, o debate, realmente, não parece ter sido de grande importância.

  41. Chesterton said

    “Também que o Meireles não comanda nada, ele apenas executa um trabalho técnico burocrático, para o qual demonstra ter boas qualificações, qual seja, cuidar do contorole da inflação.”

    chest- Patriarca, você é tão tapado que não se dá conta de que admitir isso é uma derrota do PT. Você não é novo, logo não poderia ignorar isso. Ver o PT administrando o capitalismo é algo realmente irônico.

  42. Chesterton said

    Elias, então sou EU que preciso entender de IRONIA? Em vez de HAHAHAHAHA, vou escrever KKKKKK çpara facilitar sua compreensão. Mas, poré, contudo, eu escrevio primeiro que o Serra quer criar ministerio disso e daquilo, logo Você concorda COMIGO nesse ponto.

  43. Patriarca da Paciência said

    Controle de inflação é capitalismo?

    Quá, quá, quá…

  44. Patriarca da Paciência said

    Chesterton,

    Controle da inflação e autonomia do Banco Central fazem parte das diretrizes do governo Lula, de 2003, é só ler o link que postei no comentário 20.

    Mas você, sob a mínimo pressão, volta à sua verdadeira natureza, a qual é xingar os outros quando fica sem argumentos.

    Bem gente, até mais.

    Por hoje não poderei mais comentar.

  45. Elias said

    Chester,

    Antes de ti, eu já vinha ironizando há um tempão as propostas ministeriais de Serra.

    Cheguei a debater um pouco com o Pax o tal Min. da Segurança e tudo o mais.

    Além do mais, essa é uma questão lateral.

    Não é isso que faz do Serra um candidato fraco. Ao contrário, quem já leu alguma qualitativa, o Min. da Segurança é uma proposta que, embora cause polêmica, sensibiliza muita gente.

  46. Chesterton said

    Controle de inflação é capitalismo?

    chest- puríssimo, marxismo é que não é.

    Controle da inflação e autonomia do Banco Central fazem parte das diretrizes do governo Lula, de 2003,

    chest- aí o exato momento da traição de Lula ao PT.

  47. Chesterton said

    problema grave no jornalismo tupi-nanquim

    http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/um-texto-na-folha-online-que-trata-a-verdade-a-mentira-como-versoes-equivalentes/?utm_source=feedburner&utm_medium=feed&utm_campaign=Feed:+ReinaldoAzevedo+(Reinaldo+Azevedo)

  48. Chesterton said

    Plinio sampaio é socialismo, Patriarca

    http://bdadolfo.blogspot.com/2010/08/parabens-plinio.html

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