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    Uma coletânea das notícias da corrupção, desvios, anomalias, eleições e meio ambiente que aparecem na mídia todos os dias a partir de agosto de 2008.
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Ibope confirma erros da campanha tucana

Posted by Pax em 17/08/2010

Pesquisa Ibope divulgada ontem confirma o descolamento de Dilma Rousseff na liderança da disputa presidencial e a tese que a campanha tucana se perdeu ao assumir a agenda negativa como principal estratégia.

Os números do Ibope: Dilma 43%, Serra 32% e Marina 8%. Veja notícia no site do Estadão, abaixo.

Ibope: Dilma abre vantagem de 11 pontos sobre Serra

GUSTAVO URIBE – Agência Estado
A candidata do PT à sucessão presidencial, Dilma Rousseff, aumentou para 11 pontos a vantagem sobre seu principal adversário na corrida eleitoral, o tucano José Serra.

Divulgada hoje, a pesquisa realizada pelo Ibope e encomendada pela TV Globo e pelo jornal O Estado de S. Paulo mostra a petista com 43% das intenções de voto, enquanto o presidenciável do PSDB tem 32%.

Na mostra anterior, veiculada no dia 6 de agosto, a diferença entre os dois candidatos era de cinco pontos. Dilma tinha 39% e Serra aparecia com 34%. Na pesquisa de hoje, a candidata do PV, Marina Silva, ficou com 8% e os demais candidatos não chegaram a 1% das intenções de voto.

Continua no Estadão…

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53 Respostas to “Ibope confirma erros da campanha tucana”

  1. Zbigniew said

    Mas, quem diabos é esta Dilma?
    (trecho do artigo do Celso Bastos – * Celso Barros, Rio de Janeiro-RJ, é mestre em Sociologia pela Unicamp e doutor em Sociologia por Oxford. Blog: napraticaateoriaeoutra.org)

    (…)
    Dilma tem uma trajetória política muito singular, como, aliás, tinham FHC e Lula. Quem tiver lido seu perfil recente na revista Piauí pode notar que há tantos fatos interessantes na sua vida que o jornalista mal teve espaço para falar dela, como pessoa. Dilma foi guerrilheira, foi torturada, e, durante a democratização, entrou para o PDT. Quando visitou, recentemente, o túmulo de Tancredo, a turma de sempre reclamou que o PT não o havia apoiado no Colégio Eleitoral. Bem, Dilma, como o PDT, apoiou Tancredo. Eventualmente, foi parar no PT, onde cresceu fulminantemente, e foi beneficiada pela decisão da oposição de queimar um por um dos quadros petistas mais famosos, algo pelo que, suspeito, já começam agora a se arrepender. Estariam pior agora se o candidato do Lula fosse, digamos, o Dirceu?

    Tem gente que, com temor ou esperança, acha que Dilma mudará o rumo da economia. Eu posso estar errado, mas, baseado no que vi até agora, acho o seguinte: Dilma está singularmente posicionada para fazer com que, sob essa mesma política econômica, e com o mesmo compromisso com a justiça social, o país comece a crescer bem mais rápido do que cresceu nos últimos dezesseis anos.

    Eu gosto de dizer o seguinte sobre política econômica: é verdade, o Banco Central desacelera o crescimento quando mantém os juros altos (e segura a inflação). Mas, a essa altura, o crescimento econômico já levou uma surra; antes de chegar no Banco Central, o carro do crescimento já tomou batidas da nossa falta de política de inovação, da baixíssima capacidade de investimento do Estado, da pobreza (que diminuiu, mas, para nossa vergonha, ainda está aí), do nosso abissal nível de qualificação educacional, dos entraves inacreditáveis para se abrir ou fechar um negócio, dos problemas gravíssimos da nossa urbanização. Essa desacelerada que o Banco Central dá é porque, depois de tomar tanta batida, ou nosso carro desacelera ou ele desmonta na pista.

    Nossa visão deve ser a seguinte: queremos ter produção tecnológica como a Índia, mas com muito mais preocupação com a justiça social, e queremos ter o crescimento da China, mas com a mais absoluta democracia e com as garantias ambientais necessárias. Se esses limites nos atrasarem um pouco, paciência, somos, em nossos melhores momentos, um país que leva essas coisas a sério. O que não é admissível é que qualquer coisa que não nossos princípios atrase nosso progresso.

    Muita gente diz que Lula entregou a candidatura à Dilma de mão-beijada, mas, aproveito para advertir, muita calma nessa hora, meu povo. Lula também lhe entregou uma roubada incrível, que foi também um teste. Quando Dilma foi colocada na direção do PAC, experimentou em primeira mão o quão ineficiente é nosso Estado como indutor do investimento: uma legião de entraves burocráticos, pressões políticas e uma história de más prioridades tornaram nosso Estado incapaz de investir e de oferecer infra-estrutura (tanto física quanto legal quanto humana) para o investimento privado.

    A beleza da coisa é que Dilma é uma c.d.f. obcecada por políticas públicas. Quem leu sua entrevista no livro organizado pelo Marco Aurélio Garcia e pelo Emir Sader não pode ter deixado de se divertir com a diferença entre as coisas que os entrevistadores querem perguntar e as coisas que ela quer responder: os caras lá falando do liberalismo, de não sei o que mais, e ela animadona com um jeito de furar poço de petróleo, com um jeito qualquer de administrar hospital. Respeito muito o Marco Aurélio, que foi meu professor, mas a Dilma sai da entrevista muito melhor que ele e o Sader.

    Me anima especialmente que, em vários momentos, tenha visto Dilma puxando o assunto das políticas de inovação. O Brasil não vai dar um salto qualitativo em termos de desenvolvimento enquanto não produzir tecnologia. Tecnologia é o tipo de coisa que depende de bons arranjos entre governo e setor privado, e, a crer nos relatos até agora a respeito de sua passagem pelo ministério de Minas e Energia, Dilma tem uma postura pragmática saudável nessas questões.

    Lula deu ao capitalismo brasileiro milhões de novos consumidores, e essa descendência política exigirá de Dilma compromisso forte com a inclusão social. Mas agora é hora de dar ao capitalismo brasileiro a competitividade necessária para que ele gere os empregos de que precisam os novos ex-miseráveis, os formandos do ProUni, ou das novas Universidades Federais, inclusive; é hora de montar um Estado que entregue aos cidadãos as cidades necessárias à boa fruição da vida moderna, e montar um sistema de inovação tecnológica que tire da direita o monopólio do discurso moderno.

    Por conhecer melhor do que ninguém o tamanho desse déficit, e pelo que se depreende de sua postura até agora diante desses problemas, Dilma Rousseff é a melhor opção para a presidência do Brasil nos próximos oito anos.

    Até porque, contará com um recurso que só o PT tem: uma imprensa tão hostil que o sujeito realmente, realmente tem que prestar atenção para não fazer besteira. Superego é uma coisa útil, senão você trava.
    (…)

    http://muitopelocontrario.wordpress.com/2010/08/16/npto-putamente-fodastico/#more-5323

  2. Patriarca da Paciência said

    Considerando apenas os votos válidos:

    Dilma 51%

    Serra 38%

    Ou seja, é Dilma ainda no primeiro turno!

  3. Pax said

    Apesar de entender que a campanha do Serra cometeu o tal erro de adotar a agenda negativa, eu teria um pouco de calma e não assumiria o discurso do Já Ganhou, caro Patriarca.

    Vamos lá:

    1 – acho que o erro foi cometido e agora é mais complicado voltar atrás. Serra acabou por se transformar no tal cara “ah, é ele que é do contra?”. Uma sinuca de bico. Mas vamos aguardar o início, hoje, do horário eleitoral gratuito e esperar um pouco mais.

    2 – vale acompanhar o que teremos pela frente. Agora entrarão as competências dos marketeiros políticos, as mensagens que entrarão em milhões de domicílios.

    Se vai alterar o rumo, alterar as tendências das curvas não sei, só afirmo que nada é impossível.

    O jogo para Dilma é não errar daqui para frente na medida que a estratégia se mostrou até agora acertada, que é colar a imagem de Lula em sua campanha. O jogo para o Serra é reverter o rumo que tomou. Se vai tomar esta decisão e sua equipe será capaz disso eu não sei.

    Mas aguardaria um pouco para ver.

    Sapato alto dá tombo grande, diria o filósofo do botequim. Ontem vi uma notícia que Serra afirmou que não mudará em nada o rumo de sua companha. Aí sim, se ele realmente fizer o que disse, acho que pode “correr para a galera”.

  4. Patriarca da Paciência said

    Eu também acho, caro Pax,

    seria muito nocivo para a campanha da Dilma assumir o discurso do “já ganhou”.

    O que tento “mostrar” é apenas aquilo que os institutos de pesquisam “dizem” e alguns fazem questão de não entender, ou seja, os números da Dilma estão crescendo e os números do Serra diminuindo… e o Serra vai continuar no mesmo rumo, porque essa é a sua “natureza”, isto porque o Serra não tem a menor vocasção para estadista, embora possa ser um tecnocrata razoável.

    Já a Dilma é uma ótima tecnocrata e uma pessoa de boas qualidades políticas, como pode ser compreendido pelo link que o Zbigniew postou.

  5. Patriarca da Paciência said

    Essa vocasção parece mesmo que de esnobe, embora não tenha sido intencional.

    correção – vocação.

    Serra não tem a menor vocação para estadista.

  6. Luiz said

    Pax e Patriarca,

    Sou mais um no discurso “salto alto é um perigo”. A campanha da Dilma tem que afastar o “Já ganhou…” de qualquer maneira, senão…

    Mas, só para nós três e as torcidas do Flamengo e do Corinthians: Acabou. Dona Dilma levou essa…

    ***

    Zbigniew,

    O Celso Bastos (popularmente conhecido como NPTO) matou à pau.
    O melhor trecho é um que você não transcreveu:

    A pobreza caiu algo como 43%. Vou dizer com palavras, para não dizerem que sou cabeça-de-planilha: a pobreza no Brasil caiu quase pela metade. Rodrigo Maia, escreva essa frase no quadro cem vezes. Mais de 30 milhões de pessoas (meia França, não muito menos que uma Argentina inteira) subiram às classes ABC. Cortamos a pobreza extrema pela metade (mas ainda é, claro, vergonhoso que tenhamos pobreza extrema). A desigualdade de renda caiu consideravelmente: a renda dos 10% mais ricos cresceu à taxa de 3 e poucos % na Era Lula, enquanto a renda dos mais pobres cresceu mais ou menos 10% ao ano, as famosas taxas chinesas. E tem uns manés que acham que os pobres votam no Lula porque são ignorantes ou mais tolerantes com a corrupção. Dê essas taxas à nossa elite e o Leblon inteiro tatua a cara do Zé Dirceu.

  7. Luiz said

    E olha que eu nem tenho certeza se voto na Dilma…

  8. Patriarca da Paciência said

    Caro Luiz, eu também achei esse o melhor trecho. Principalmente:

    “E tem uns manés que acham que os pobres votam no Lula porque são ignorantes ou mais tolerantes com a corrupção. Dê essas taxas à nossa elite e o Leblon inteiro tatua a cara do Zé Dirceu.“

  9. Elias said

    Ainda não acredito que Dilma vencerá no 1º turno.

    Tá muito cedo pra dizer isso e, em tese, o PSDB tem tempo e espaço para mudar seu jogo e subir nas intenções de voto.

    Se a atual tendência se mantiver até à 1ª semana de setembro, aí sim, será lápide pro Serra. Até lá, os dados estarão rolando…

    Já o 2º turno, se não zera tudo, muda muita coisa. Então, ainda não dá pra soltar rojão.

    A meu pensar, o maior problema do PSDB é interno. A candidatura do Serra não unificou o partido (não “galvanizou” como se diz no jargão).

    O PSDB saiu dividido para a presidencial de 2010. Há, aí, todo um conjunto de razões, que vão desde interesses político-pessoais futuros (que é o caso do Aécio), a interesses político-pessoais contrariados no passado que se projetam para o futuro (caso do Alckmim & outros). Entre um e outro extremo há um porrilhão de outras coisas que nem vale a pena listar.

    Vai daí que, em boa parte do Brasil, o PSDB tá fazendo corpo mole e adotando descaradamente o voto camarão.

    Agrava o fato de que, também em boa parte do Brasil, o desempenho dos candidatos do PSDB não vai melhor que o do Serra.

    Isto reforça a tendência desses candidatos em priorizar a própria sobrevivência política. Por causa disso, Serra, que já deu partida em 2º plano, passa pra 3º ou 4º. É “farinha pouca, meu pirão primeiro…”

    A opção pela agenda negativa e a aposta na sobrevivência do potencial eleitoral do Plano Real (que já havia batido fôfo em 2002), pioraram o que já não prestava pro PSDB.

    Agora, mesmo que o PSDB mude a estratégia, ainda assim ele terá dificuldade pra operar nos Estados. Faltarão braços.

    Eis porque, segundo entendo, não vai ser fácil pro PSDB mudar o jogo. Não é coisa que se decida no alto e desça por gravidade pros escalões mais baixos executarem. Tem que convencer um monte de gente e tem que fazer isso a tempo de produzir resultados imediatos.

    É uma pedreira… Não é impossível, mas que é muito difícil, lá isso é…

  10. Luiz said

    Caro Elias,

    Não sou chegado a apostar, mas se o fizesse estaria propenso a bancar a seguinte afirmação: nas próximas pesquisas IBOPE e Datafolha a Dilma abre mais 4 pontos, no mínimo.

    O que está pintando acontecer aqui no Nordeste beira à “eleição por aclamação”. Não me surpreenderia nada se em 03 de outubro Dilma conseguir de 65 a 70% dos votos válidos…

    Algo que nem uma improvável vitória de Serra nas demais regiões conseguiria superar.

  11. Elias said

    Luiz,

    Essa é a tendência. Mas, em tese, o PSDB pode reverter ou desacelerar. Não creio que ele consiga, mas, em princípio, é possível.

    Agora, se essa tendência se mantiver até a 1ª semana de setembro, o PSDB terá que torcer por um milagre ou uma burrada muito grande do PT.

    Na hipótese de um 2º turno, alguma coisa poderia mudar. Mas, para fazer a diferença, teria que ter pelo menos mais um candidato de forte oposição ao PT, com capacidade de transferir votos ao Serra, em massa. E Marina não se enquadra nesse figurino, até porque o PV está coligado com o PT em vários Estados (inclusive na própria terra de Marina).

    Vale dizer: pra reverter o quadro, o PSDB terá que contar consigo mesmo. Dividido do jeito que está e sem uma estratégia minimamente eficaz, dificilmente vai botar em campo um bom futebol, embora — insisto — isso ainda seja possível.

    Mesmo com todos os embananamentos internos que ele tem, ainda me espanta que o PSDB tenha se deixado pautar por esse pessoal que, conforme observou o Pax, tenta em vão fomentar uma histeria que o eleitor não compartilha.

    Nada contra a existência desse pessoal. É comum que tal ou qual posição político-ideológica tenha lá seus jagunços; seus bate-paus. Aquela turminha mais monarquista que o rei…

    Mas a regra é manter a cabroeira à margem, como linha auxiliar, sem muita influência na estratégia política.

    Agora, em 2010, parece que a jagunçada tomou o pulso da coordenação política do PSDB e acabou pautando a campanha presidencial.

    É como se a porcada começasse a mandar no dono da pocilga…

    Deu na agenda negativa. Que deu no que deu…

  12. Mona said

    Caramba, Elias, Pax e, indiretamente, o Celso (NPTO):

    pela defesa da Dilma, feita pelo Celso, a impressão que eu tive é que o PT não é mais PT.Transubstanciou-se em um PSDB fake, com o grande mérito de ter dado continuidade às idéias e ações econômicas do original e de ter avançado nas questões distributivas.
    (Diria também que fez um PhD nas questões retributivas…)
    Está tão tucano, mas tão tucano, que verdades ditas são chamadas de “baixarias”. Vai para o rol de neologismos do Zé Simão.

  13. Anrafel said

    A racionalidade manda acreditar que o PSDB, depois dessas últimas pesquisas, pensou bem e vai aproveitar o horário eleitoral para mandar um recado diferente e tentar desacelerar o processo – reverter é uma tarefa hercúlea.

    Mas tá muito complicado, mesmo assim. As sessões estaduais da aliança estão cada vez mais fazendo corpo mole em relação ao candidato a presidente. Não se trata de ‘cristianização’ (lançar um candidato e apoiar outro), mas de salvar o próprio interesse estadual, que não combina com fazer oposição a Lula.

    Aguardemos o pronunciamento televisivo do índio aloprado.

  14. Anrafel said

    Ah, sim, vai haver debate entre os candidatos a vice? Serra vai deixar?

  15. Luiz said

    Vox Populi: Dilma 45%, Serra 29%, Marina 8%

    Esquece…

  16. Pax said

    Obrigado, Luiz, fiz um post sobre este novo resultado.

    E o voto camarão parece ser o novo tom da campanha.

    No site Terra: PI: No rádio, candidatos ao governo evitam Serra e exaltam Lula

  17. Elias said

    Mona,

    Só mesmo quem pouco sabe a respeito da trajetória do PT e do PSDB é que se espanta em detectar pontos de identidade entre ambos.

    Pra início de conversa, PT e PSDB são partidos social-democratas.

    O PT chegou a ter correntes socialistas e até comunistas. Correntes minoritárias. Ao longo da luta interna, essas correntes foram derrotadas ou se dissolveram. A maior parte das que mantiveram sua identidade e seu perfil ideológico saíram do PT. Estão, hoje, no PSOL, no PSTU e no PV.

    Desde a sua fundação, o PSDB sempre se coligou com o PT. A separação entre ambos se deu com a ascensão política de FHC, o que aconteceu na esteira do Plano Real.

    Quando ficou claro que FHC se candidataria a presidente (já com o Plano Real dizendo a que veio), ele deu uma entrevista à Bandeirantes.

    Perguntaram a ele como ficaria o relacionamento do PSDB com o PT e se os tucanos coligariam com este último pra disputar a presidência. FHC respondeu: “Não é bom pro PT, não é bom pro PSDB, não é bom pro Brasil.”

    E mais não disse sobre o assunto, nem lhe foi perguntado.

    Com o olhar de hoje, reconheço que FHC estava corretíssimo. Em 8 anos, o projeto político do PSDB se esgotou e começou a escoar ralo abaixo. Se o PT estivesse dentro do governo provavelmente seria tragado pelo mesmo redemoinho.

    Como em política não existe espaço vazio, caso as 2 únicas propostas estruturadas de centro esquerda do Brasil levassem farelo juntas, em 2002 teria dado a direita.

    Não seria bom pro Brasil, como disse o FHC.

    Enquanto o PSDB fazia sucesso com o Plano Real o PT reestruturou seu projeto político, expurgando-o das propostas cheias de boas intenções, mas técnica e politicamente inexequíveis.

    Obviamente que, para o PT, isso tudo implicou o acirramdento da luta interna e, ao fim, um novo perfil político. O PT se tornou, mais nitidamente, um partido de centro-esquerda e não simplesmente de esquerda, como desejavam algumas de suas correntes (ou de extrema esquerda, como queriam outras).

    Mesmo assim, continuei a ler matérias jornalísticas (na Veja, p.ex.), qualificando o PT como um partido “leninista”.

    Pra mim, isto significa que:

    a – os articulistas da Veja não têm a menor idéia do que seja um partido leninista (que deve ser um “partido de quadros” e não um “partido de massas”);

    b – os articulistas da Veja não têm a menor idéia do que seja o PT;

    c – os articulistas da Veja não estão fazendo o menor esforço para bem informar seus leitores sobre o assunto que a própria revista considera relevante (do contrário, não o teria pautado);

    d – todas as alternativas acima são verdadeiras.

    O fato é que, para quem é filiado ao PT e participa da vida partidária, “análises políticas” sobre o partido como a que citei acima, parece coisa de marciano. Elas falam de um partido que não existe nem nunca existiu.

    É possível que os adversários usem essas análises para definir sua estratégia política.

    Se for assim, não admira que eles tenham tanta dificuldade em derrotar o PT…

  18. Mona said

    Elias,

    O PT não é social-democrata coisa nenhuma. Ele é o que lhe é conveniente ser para tomar o poder e mantê-lo. No momento, ele é um partido que está infatilizando todo um povo, tutelando-lhe com um “pai” outorgante a uma “mãe” o butim conseguido.
    Quando lhe é conveniente ser o partido patrimonialista tal qual os que vicejaram antes no País e que lhes foi dada sobrevida depois, ele assim é, haja visto o mensalão descoberto e os esquemas de financiamento ainda não tão bem explorados ou não descobertos.
    Quando lhe é conveniente ser alinhado ao que há de mais espúrio em termos de direitos humanos, ele é, sob a desculpa de não-ingerência na soberania dos outros ou pragmatismo.
    Quando lhe é conveniente ser alinhado ao que ainda resta de proposta socialista, ele o faz, taí o Olivério Medina e as Farc, estão aí os bonés do MST na cabeça da Dilma e do Lula.
    Quando lhe é conveniente posar de legalista, ele o faz; taí a reação indignada à “acusação” de ter ligação com as Farc; taí a afirmação da Dilma de que não toleraria ilegalidades por parte dos movimentos sociais.
    Talvez o que a mídia no seu grosso não saiba identificar é essa metamorfose ambulante pautada em conveniências.E que o Pt é fake, por definição.

  19. Carlão said

    Mona

    Estou 120% contigo. O que espanta a cada dia mais é o fato que os jornalistas, de mediana inteligência como todos nós, saibam de tudo isso mas ao invés de noticiar ou comentar tudo q vc apontou acima, acabam se tornando cúmplices por omissão.Com medo de dizer a verdade, de destoar da manada e questionar eles optam para o famoso isentismo com lado (que conhecemos aqui do blog).
    Deixam-se corromper pela popularidade exacerbada de um arrogante bravateiro, que longe da imprensa, tenta “estuprar moralmente” um menino do Rio: “Tênis é esporte da burguesia, porra!”, bajulado pelo governador omisso que no “carteiraço de Manguinhos” ainda xinga a vítima – Sacana, Otário !!!
    Essa é a política e a ética que o PT acha bonito.
    Se este video tivesse aparecido aqui nos USA, presidente e governador seriam forçados a encerrar a carreira política.
    E Mona se vc ainda não leu recomendo o Alon de hoje. Atributos e benefícios.
    http://www.blogdoalon.com.br/

    Vamos adiante.

  20. Carlão said

    Mona

    Não fui eu quem escrevi mas gostaria de tê-lo feito.

    “A mentira histórica contada por Dilma no debate Folha/UOL:
    “Aprovamos o Plano Real e, mais do que isso, levamos à frente e o utilizamos de forma adequada”.

    De quem é a frase? Da petista Dilma Rousseff no debate da Folha/UOL. Caso Serra dissesse uma flagrante mentira, dessas escandalosas, contra todas as evidências dos fatos, contra a história, contra o modo como se organizou a política de 1994 a esta data, o jornalismo online estaria noticiando a mentira em letras garrafais. Amanhã, os colunistas isentos fariam a festa no jornalismo impresso.

    A mentira grotesca contada por Dilma ficará por isso mesmo. O Plano Real não se resumiu a uma ou duas medidas. Tratou-se de um conjunto. O PT se opôs a todas, a rigorosamente todas, em especial ao plano de estímulo à reestruturação dos bancos, o Proer, que garantiu a saúde do sistema financeiro brasileiro e foi fundamental para assegurar a estabilidade da moeda. Só para lembrar: a reestruturação custou o fim do Banco Nacional, de que netos de FHC eram herdeiros. É isto: FHC chegou ao poder com netos herdeiros de bancos (sua então nora era da família Magalhães Pinto, que controlava a instituição); quando saiu, aqueles mesmos netos eram, como a maioria de nós, do MSB, o Movimento dos Sem-Banco.

    Nota à margem: a família Lula da Silva deu mais sorte. O patriarca chegou ao poder, e um de seus filhos era monitor de jardim zoológico. Hoje, o mesmo filho, Lulinha, é o dono da Gamecorp, aquela empresa que recebeu uma generosa injeção de dinheiro da então Telemar, hoje Oi, de que o BNDES era e é sócio. A história do “movimento operário” nestepaiz é realmente muito linda!!!

    Adiante. O PT afirmava que o Proer não passava de mamata para banqueiros — e com o endosso de setores do jornalismo; aqueles mesmos que se calarão, agora, diante da mentira contada por Dilma.

    O partido se opôs ao Plano Real, sim, tanto que fez a campanha eleitoral de 1994 tentando demonstrar os malefícios todos que ele causaria ao Brasil. E passou os oito anos seguintes tentando sabotar a estabilidade.

    No máximo, a petista poderia dizer que seu partido “aprovou” o Real depois que estava no poder, sem jamais reconhecê-lo. Ao contrário. Teve lugar o discurso no qual ela navega até hoje: “Nunca antes na história destepaiz”.

    É impressionante que a mentira seja dita de modo tão explícito, tão escancarado, e que a reação seja praticamente nenhuma. Mas vá Serra lançar no ar um dado impreciso que seja… Vira manchete. De novo: isso nada tem a ver com as minhas afinidades com esse ou com aquele. Contentem-me demonstrando quem é que está dando destaque à mentira histórica.

    Ora, se o PT tivesse aprovado o Plano Real, a clivagem que hoje existe na política brasileira não teria como seus principais protagonistas o PT e o PSDB. Sem essa! Depois de ter tentado apagar da memória do país as conquistas dos adversários, os petistas agora tentam roubá-las.

    Os outros não têm memória, entre a torcida explícita por Dilma e o equilibrismo, que tenta igualar desigualdades? Eu tenho. A fala da petista segundo a qual o DEM recorreu ao Supremo contra o ProUni é também mentirosa. O partido recorreu, no que fez muito bem, contra o critério racialista incluído no programa para que o estudante conseguisse o benefício. Era o racialismo que estava contra a orientação da Constituição — não o programa em si. Não vão fazer a correção? Eu faço.”

  21. Mona said

    O texto acima, colocado aqui no Blog pelo Carlão, é do “abjeto” Reinaldo Azevedo, aquele que tem um lado declarado e que não hesita em dizer verdades, que, segundo o neologismo pestista, agora se chamam “baixarias”. Ainda segundo a lógica petista vigente, a total subversão da história e dos fatos que a compõem seriam “o resgate da verdade, segundo nossa visão e conveniência”.
    A maioria dos integrantes do PIG ou, na versão criada pelo Nassif, da “velha mídia” ousam criticar essa versão absurda? Algumas vozes que ainda teimam se pronunciar são caladas sob o argumento de “representantes-de-uma-elite-que-não-fez-nada-por-esse-país-em-500anos-de-domínio”, quando só fazem apontar a verdade histórica. E os petistas ainda se dizem vítima da perseguição da imprensa… fake. Tudo fake.

  22. Pax said

    A questão, Mona e Carlão, é parecida com a fábula dos porquinhos e o lobo. Lembram?

    “É o lobo, é o lobo, é o lobo…”

    E quando é realmente o lobo, quem acredita?

    Histeria dá nisso.

  23. Mona said

    Pax, não entendi…
    Você está dando razão ao Reinaldo? Você está reconhecendo as verdades por ele ditas? E você também não acha que somos um pouco mais sofisticados para aceitarmos essa empulhação a qual o Brasil está sendo submetido?

    Empulhação e infantilização. Que bomba nos espera, hein?

    Segue um ótimo editorial da FSP acerca disso:

    “Pai e mãe
    Estratégia governista de tratar política como vida familiar não é republicana e ajuda a encobrir candidata que ninguém conhece

    “O Brasil amadureceu. Não precisa ser uma sociedade infantilizada. Querem infantilizar os brasileiros com essa história de pai e mãe”, disse a candidata Marina Silva no debate Folha/UOL, que reuniu ontem os três candidatos à Presidência mais bem colocados nas pesquisas eleitorais.
    Um discurso do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em Pernambuco oferecera, na véspera, mais um exemplo daquilo que a postulante do PV, com acerto, criticava. “A palavra não é governar”, anunciou, ao repisar o tema. “A palavra é cuidar. Eu quero ganhar as eleições para cuidar do meu povo como uma mãe cuida do seu filho.”
    Em ato falho, a frase condensa o presidente e a candidatura por ele inventada. Dilma Rousseff “c’est moi”, admite afinal o petista. “Mãe” e “pai” dos brasileiros se fundem na mesma figura mistificadora. A declaração revela mais do que o entendimento de Lula sobre o processo sucessório. A apresentação da política em termos característicos das relações privadas e familiares termina por desvirtuá-la, ao negar o caráter igualitário da esfera pública.
    O princípio de igualdade entre os cidadãos deve valer também para seus dirigentes, escolhidos pelo voto. Não pode haver relação hierárquica, do ponto de vista político, entre o mandatário de turno e o conjunto de eleitores. Compete a todos obedecer apenas às leis.
    A figura paterna, ao contrário, pressupõe uma relação de superioridade com os filhos. Os laços cordiais, de afeto e de “cuidado” contidos na imagem proposta por Lula mal disfarçam a herança patrimonial e autoritária da política brasileira. A metáfora ecoa a tutela populista exercida sobre as massas recém chegadas à cidade em meados do século passado. Contradiz os princípios impessoais republicanos. Faz pouco do cidadão -que não precisa de atenções paternais ou maternais, mas de respeito a seus direitos.
    O discurso retrógrado e conservador serve muito bem às circunstâncias fabricadas por Lula. Induz a uma avaliação da candidatura de Dilma por critérios outros que não os da vida pública.
    Nesse terreno a postulante governista é um enigma. É provável, como querem os petistas, que não lhe falte competência gerencial. Não se sabe, no entanto, como se comportará na eventualidade de ser eleita para ocupar o mais alto posto da República.
    Mesmo Jânio Quadros e Fernando Collor, que chegaram ao poder máximo de forma fulminante, haviam sido antes prefeitos, governadores e parlamentares. A ex-ministra da Casa Civil jamais disputou eleição, não exerceu nenhum mandato, nunca foi submetida ao escrutínio público. Até Lula admite tê-la conhecido há apenas oito anos. Em caso de vitória, excetuados os presidentes da ditadura militar, ninguém como ela terá chegado ao ápice sendo tão pouco conhecido e testado.
    São fragilidades como essa -alarmante, quando estamos na iminência de uma campanha sumária de estilo consagratório- que a xaropada sentimental dos publicitários procura ocultar. Cumpre à imprensa independente, às associações da sociedade civil que procuram influenciar o processo eleitoral e a cada cidadão levantar o véu da fantasia.”

  24. Elias said

    Mona,

    Sua avaliação sobre o PT é legítima. Mas, nem por isto, correta.

    Cá pra nós: essa visão simplista a respeito de Lula e do PT acabou ferrando com a oposição.

    A oposição apostou que o governo Lula seria um fracasso. Afinal, Lula é um “apedeuta”, rodeado por um bando de “cumpanheros” simplórios, desonestos e despreparados. O melhor de seu governo — se é que se pode falar nisso — não passa da manutenção do que FHC já vinha fazendo. Aliás, Lula nem governa… quem faz isso é o Meirelles… E assim por diante.

    Agora, na hora do vamos ver, quem está se revelando simplista, simplória, despreparada e tacanha é a oposição.

  25. Pax said

    Cara Mona,

    Acontece que o tio caiu na história da fábula… “é o lobo…”.

    Quando ele fala alguma coisa que preste, ninguém mais presta atenção. Quer dizer, há uma turma que sim, uma turma que faz com que a Veja, outra que faz parte da mesma histeria, garante seu faturamento.

    O PT é traficante de drogas? Lula é burro? São dois exemplos que desmerecem qualquer interlocutor. A partir daí o resto se perde. Como a oposição se perdeu.

    Se eu gosto disso? Confesso para você que não. Veja quantas e quantas vezes já afirmei que acho mais saudável para a democracia que exista uma oposição forte. Não é o que vejo. Quando a sustentação lógica da oposição passa a ser regida pelas diatribices de pessoas como o tio, o Mainardi e o Olavo de Carvalho, o sintoma é que a coisa vai mal, muito mal.

    O que será a oposição daqui pra frente? Não sei dizer, sei que esta que está aí tende a desintegrar a aparecer uma nova. Acho que sim.

  26. Carlão said

    Mona

    O que estariam fazendo estes “porquinhos” na fábula do menino e o lobo???
    Oinc,Oinc,Oinc foi traduzido por “É o lobo, é o lobo, é o lobo…”
    Deve ser a nova versão “política aética” da fábula, né?
    Histeria dá nisso, explica Pax ao final.
    Então tá.hehe

  27. Carlão said

    Mona

    “O PT é traficante de drogas? Lula é burro? São dois exemplos que desmerecem qualquer interlocutor”.(Pax)
    Vamos por partes:
    1.“O PT é traficante de drogas”.
    Ninguém afirmou isso(antes do Pax).
    2.“Lula é burro”.
    Ninguém afirmou isso(antes do Pax).
    3.São dois exemplos que desmerecem qualquer interlocutor.

    Eu e você Mona poderíamos concordar apenas com a afirmação de número 3,né?
    Nós não gostamos de mentiras.

  28. Mona said

    Pax,
    talvez o que foi muito pouco compreendido, ao longo dos 8 anos do governo Lula, foi o papel da imprensa e dos articulistas por você citados.
    PHA e Nassif, pessoas que têm suas razões quiçá financeiras para incensar o Governo de plantão, começaram essa coisa de PIG, com seu blog-sátira e o seu dossiê Veja, respectivamente.
    Olavão sempre foi um anti-esquerda de uma maneira geral, vendo conspirações gramscianas e anti-semitas em tudo que é de fato mundial para explicar as degradações da civilização ocidental e, em particular, da sociedade americana.
    Mainardi é anti-lula, com mais paixão, e anti PT, com mais “elasticidade”.
    Reinaldo é anti-esquerda, com mais paixão (mas não chegando a um nível de Olavo de Carvalho), e anti-Lula, com admiração.
    Admiração ao Lula? Como, se foi ele que começou com esse troço de “apedeuta”???
    Queridos, apedeutismo não é BURRICE. Apedeuta é o cara que não tem educação formal ou a tem em nível crítico, tal como, apenas o ensino fundamental, por exemplo. O Lula, não há como negar,é um apedeuta, mas inteligentíssimo, talvez aquele mais esperto em atividade em todo o País. Talvez, se tivesse tido educação formal em nível de 3º grau e com pós graduações subsequentes, tivesse perdido todo o “faro” que o guia em suas ações. Assim, para alguém como ele, que tem o dom da palavra e tem o iniputismo da falta dessa educação formal, isso só traz vantagens: numa platéia de ignorantes o tanto que ele fala os faz vê como alguém “igual” que chegou lá, e numa platéia de “educados”, as besteiras ditas são toleradas por conta disso. Reinaldo Azevedo trata com todo o respeito esse dom político que o Lula possui, mas desmascara a empulhação que há por traz disso.
    O que há de verdadeiramente assustador em todo esse processo é o pouco caso como qual são tratadas (pela intelectualidade brasileira e pela imprensa) as guinadas filosóficas, éticas, econômicas e todas as demais já ocorridas interiormente no partido do Lula.
    Percebam que toda vez que alguém ousa apontar os desvios ocorridos, vem um empata-foda gritando “mas o Governo do Lula tem 80% de aprovação”. Caramba, ter aprovação significa um by pass para dizer coisas absurdas e não estar sujeito à análise das escolhas feitas? Ter os 80% de aprovação deve escamotear dossiês, tráfico de influência dentro dos fundos de pensão, fragilização de agências reguladoras e de algumas empresas que eram exemplo do Brasil para o mundo? Taí a ECT como exemplo.
    Bem, a oposição sempre vacilou muito – e isso é que o Reinaldo faz: OPOSIÇÃO, legítima e necessária. Faz e cobra. Assim como essa cobrança deveria ser feita por todos os não-militantes críticos.
    Espero que, se a Dilma for eleita, a OPOSIÇÃO se dê desde o primeiro minuto após o final da apuração. E isso é legítimo. Faz parte do jogo democrático e não representa GOLPISMO, como assim o PT designa todos aqueles que ousam pensar e não comprar pelo valor de face as ações empreendidas pelo partido.
    E espero que, se o Serra perder, essa derrota aconteça de maneira digna: que ele retire os punhos de renda e aponte as mentiras, as incoerências, as inconsistências ao longo de todo o tempor restante de campana. Ou seja, que caia atirando e já plantando as bases de uma novo discurso, digno de uma oposição que se preze. Uma oposição tal como a do PT, não naquilo que de irresponsável ela se apresentou – a do tanto pior, melhor – mas com o grau de vigilância necessário para fazer com que todos os atos governamentais sejam minimamente pensados.

  29. Iconoclasta said

    ontem no debate da folha o Serra finalmente “lembrou” ao eleitorado o q de fato é o PT. ok, provavelmente foi inócuo do ponto de vista eleitoral, mas é fundamental manter a história ligada aos fatos. e o fato principal, e infelizmente, nunca é demais lembrar, é que o que o PT fez no passado qd oposição tornou muito mais dificil a vida dessas pessoas das quais hj eles se poe como tutores, e oq eles fazem hj, atrasará por décadas o desenvolvimento do país.

    foi contra td no passado.

    loteiam o estado hj e tutelam a massa.

    não aparece um para negar tais fatos, mas quem os lembra é rotulado de histérico, viúva e etc. dai se tira q o mal já está feito, e o relativismo moral impera.

  30. Pax said

    Caro Carlão,

    Acredito que tenha mantido o respeito por você e suas opiniões até então.\

    Cara Mona,

    Quando alguém chama outra pessoa de anta o que você acha que significa?

    Caro Iconoclasta,

    Também acho que o atual governo aparelhou o estado muito mais que o devido. E também tenho sérias crítica a muitos sindicalistas que hoje mamam solto em cabides de emprego.

    Sobre a histeria do tio, sinceramente não mudo minha opinião. Acho que fez um bem danado, mas para a campanha da Dilma. Ouvi de vários antipetistas e até de alguns tucanos que não aguentavam mais a “histeria” do cara. Paciência, se Serra deu-lhe guarida, assim com para as flechadas do Indio que acertaram suas próprias costas, não consigo, de forma alguma, considerar que seja um acerto político.

  31. Iconoclasta said

    Pax, eu acho o RA chato, e não o considero um exemplo de honestidade intelectual, algo que ele busca se fazer de, mas esse papo de histerismo soa, para mim, apenas como um rotulo ligeiro. agora, pra mim é novidade esse papo do Serra tê-lo adotado, se de fato o fez, não entendo com qual motivação. nao é a minha, mas nao vejo em que isto lhe seria benefico do ponto de vista eleitoral. tampouco enxergo mal por este mesmo prisma. mas nao sou do meio, na verdade sou bastante incapaz na compreensão do que leva as pessoas a escolherem um candidado a não ser pelo peso que sentem nos bolsos, mas mesmo neste caso acreditva q havia limites. o poste, cheio de cartazes grotescos, q esta prestes a assumir o comando do executivo do pais, seria um desses limites. errei, entao agora só me resta a tese do bolso mesmo.

  32. Carlão said

    Pax

    Vc tem razão. A mim você nunca desrespeitou.
    O que critiquei na sua afirmação acima foi o desrespeito à verdade.
    Ninguém disse que o PT é traficante de drogas.
    O que foi dito é que o PT protegeu um dirigente das Farc, asilado no Brasil. Dilma confirmou que assinou um documento para amenizar a solidão do prisioneiro, hoje asilado por determinação do ex Ministro da Justiça.Um favorecimento inexplicável se não houvesse essa proteção indesejável.
    O PT não desmentiu. Teve até direito de resposta na Veja e não desmentiu.
    Ninguém disse que Lula é burro.
    Ao contrário sempre foi qualificado como inteligentíssimo.
    Até pelo Reinaldo e pelo Mainardi.
    O que foi dito é que Lula usa essa esperteza para distorcer os fatos e se perpetuar no poder, abusando da confiança que grande parte dos brasileiros depositaram nele.
    Mona e Iconoclastas foram mais adiante e qualificaram melhor o relativismo moral que impera nesta campanha, quando se trata de Lula e de seus asseclas aloprados.
    Mainardi não chamou Lula de anta. Lula não é anta. Mainardi escreveu um livro chamado “Lula é minha anta” que vc provavelmente não leu e não gostou.
    Quanto ao Reinaldo ninguém está pedindo para vc mudar de opinião.
    Estou apenas insistindo no respeito à verdade dos fatos, para que não cheguemos aqui ao nivel de um Nassif ou pior, de um PHA e outros seres rastejantes da blogosfera petista.
    Ah e por oportuno…eu vi nenhum comentário seu sobre Lula e Cabral “estuprando moralmente” um menino no Rio ( porra…tênis é coisa da burguesia, porra! Pôe 2 caras lá na piscina…se a imprensa descobrir… Sacana! Vai estudar, otário!)
    Você tem alguma opinião a respeito?
    Aquilo é muito sério.Ou não, Pax?

  33. Mona said

    Mais um exemplo acerca de como o petismo usa e abusa da história para distorcê-la à sua conveniência: o Sr. Valter Pomar insiste em dizer que as Farc nunca fizeram parte do Forum de São Paulo.

    CUMÉQUIÉ?

    ALÔÔ!

    O que fazia a assinatura do Raul Reys no documento de fundação desse fórum?
    Ah, sim, Pax, quem chama o Lula de anta não é o Reinaldo, é o Mainardi. O Reinaldo o chama de “apedeuta”, lembra?

    Caramba! Mente-se em cima de fatos comprovados em documentos, meu Deus do Céu!!

    Qual o limite para isso?

  34. Mona said

    Ah, Dora Kramer…
    Aponta direitinho a postura conveniente do petismo. Há algum tempo, Lula falou que iria ensinar o FHC a se comportar como um ex-presidente que se preze: recolhido à insignificância holofótica que o título traz. Agora, diz que estará vigilante quanto ao que a Dilma fará, dando-lhes os puxões de orelha necessários quando a “bichinha palanqueira” der algum tipo de mijada fora do penico por ele deixado…

    Confiram:

    “Na cadeira presidencial

    À primeira referência explícita da oposição no horário eleitoral ao fim do governo Luiz Inácio da Silva – “quando o Lula da Silva sair é o Zé que eu quero lá” – o presidente tratou de reagir.

    Mudou completamente a afirmação que vinha defendendo desde a reeleição, em 2006, de que uma vez terminado o segundo mandato iria “assar uns coelhinhos” em São Bernardo do Campo. Há menos de um mês ainda dizia que iria ensinar a Fernando Henrique Cardoso como deve se comportar um ex-presidente: “sem dar palpite” na vida de quem está governando.

    Ontem Lula passou a dizer que vai percorrer o País dando palpites para Dilma Rousseff quando vir “alguma coisa errada”. Assegurou que terá “papel ativo” no governo dela viajando o País inteiro para verificar como andam as coisas.

    Dando a entender que nem ao menos guardará a liturgia do cargo. Qualquer coisa pega o telefone e diz: “Olha, minha filha, tem coisa errada. Pode fazer o que eu não fiz.” Pelo dito, vai inaugurar uma modalidade de Presidência itinerante e a distância.

    Quis informar ao público que votar em Dilma significa votar nele, que a única diferença entre um governo e outro será o nome do titular do cargo. E ainda assim de direito porque de fato o presidente será ele, Lula.

    Quis aplicar um antídoto à ideia da retirada de cena, da descida de Lula do pódio da política e da substituição de mandatário explicitada no refrão da trilha sonora do programa de televisão de José Serra.

    Para Dilma, Lula, o PT e o plano de uma continuidade por unção quase divina é fundamental que o público não tome consciência da interrupção, não consolide a noção de separação, de diferença. É crucial que o entendimento seja o de que haverá apenas uma troca de nomes por exigência legal, algo próximo de uma formalidade.

    No programa eleitoral do PT no horário noturno esse imperativo ficou evidente: em ritmo de Brasil grande, formato de superprodução e tom institucional sem resquício de política, não houve referência ao ato eleitoral.

    Ninguém pediu votos ou considerou a existência de uma disputa e de concorrentes ao cargo. Passa por cima do eleitor, transpõe o obstáculo das urnas como se no ano que vem fosse haver uma mera mudança de governante por vontade e sob a bênção de Lula.

    A campanha simplesmente desconhece a circunstância eleitoral: não pede que Dilma seja eleita por isso ou por aquilo, não a compara com os concorrentes de maneira a informar ao eleitor que se trata de alguém mais bem qualificado que qualquer dos outros, nada.

    Simplesmente põe Dilma Rousseff sentada na cadeira presidencial. No encerramento a música corrobora o fato consumado: “Agora as mãos de uma mulher vão nos conduzir/ eu sigo com saudade, mas feliz a sorrir/ pois sei, o meu povo ganhou uma mãe/ que tem um coração do Oiapoque ao Chuí.”

    O sujeito da oração, evidentemente é Lula, que os autores João Santana e João Andrade transformam numa representação de Jesus Cristo – “deixo em tuas mãos o meu povo” – com vocação autoritária – “mas só deixo porque sei que vais continuar o que fiz”.

    E se não soubesse não deixaria? Não gostaria é a leitura subjacente.

    Na realidade não poderia. Deixa porque a lei assim determina e a derrota do governo na votação da CPMF no Senado em 2007 deu a Lula a exata noção da impossibilidade de mudar a Constituição para obter a chance de disputar um terceiro mandato.

    Senado do qual não para de reclamar, dizendo que foi “injusto e ofensivo” com o governo, e onde agora se esforça para formar maioria servil ao projeto de hegemonia e eliminação paulatina do contraditório no Brasil.

    Nenhuma diferença em relação a oligarquias que dominam há décadas territórios País afora e toda semelhança com coronéis do porte de José Sarney, cujo empenho em inspirado dizer do senador Jarbas Vasconcelos sempre foi transformar o Senado em um “grande Maranhão”.

    Nada que já não se soubesse, embora não de maneira tão explícita e didática conforme foi mostrado no horário eleitoral.”

  35. Elias said

    Mona,

    Aí está um dos problemas.

    Foro São Paulo. Quem deixa de votar em tal ou qual candidato por causa do Foro São Paulo?

    Fora dos guetos da esquerda histericamente mais militante e da direita histericamente mais histérica, o Foro São Paulo é o famoso “quem?”.

    Do ponto de vista da luta política mais ampla — que é a que interessa, porque é a que decide tudo — insistir no Foro São Paulo é fazer furo dentro d´água… É a tal “histeria que o eleitor não compartilha”, de que nos fala o Pax.

    O Lula “apedeuta” e “anta” foi outro lance para o qual os detratores já deveriam ter se mancado.

    Se o cara é tão burro assim, o que dizer de quem vem sendo sistematicamente surrado por ele?

    Por que outros tão mais bem preparados não se saíram melhor, tanto na arena política — nacional e internacional — quanto no ofício de governar? Por que esses mais bem preparados estão sendo derrotados com tanta facilidade?

    A impressão que me fica é que um monte de gente acreditou que, se fossem repetidos à exaustão pejorativos como “apedeuta”, “noço guia”, “anta” & quejandos, isso iria sistematicamente minar o conceito do Lula junto às massas. Ao final de anos a fio de ataques, ele estaria reduzido a pó.

    Esqueceram de avisar os russos. Esqueceram que o outro lado estava e está jogando. Esqueceram que há milhares de formas de se lidar com isso, de se neutralizar essa estratégia e de se fazer o feitiço virar contra o aprendiz de feiticeiro.

    Agora, as mesmas criaturas vêm com esse papo de “infantilização”. É o novo mote…

    Não percebem que elas mesmas “infantilizaram” esse tempo todo. E pior: ao tentar infantilizar o povo, infantilizaram a si mesmas.

    Sejamos justos: essas pessoas fizeram papel de idiotas.

    A maior parte da população as ignorou solenemente. A maior parte dos políticos dos políticos de oposição que se identificou com essas idiotices agora está levando farelo.

    Pelo que a carroça andou até aqui, o PSDB periga eleger somente um senador em todo o país (e olha que, em 2010, são 2 por Estado!).

    Será que isso ainda não diz nada a ninguém?

  36. Carlão said

    Mona
    vc já viu o último Dilma Goela Abaixo – A História que o PT não mostrará na TV ?
    o link é http://www.youtube.com/watch?v=j_HWHFrrkxg&feature=player_embedded mas poderá ser visto aqui abaixo se “certos problemas técnicos não ocorrerem…de novo.

    É muito bom.Muito bem feito.Direto ao ponto. É um “caça-mentiras” e apanhou a Dilmentindo. E documenta tudo.

  37. Carlão said

    Mona

    outro video apoiando seu post hije 19/08/2010 às 14:15

    ou aqui abaixo se “certos problemas técnicos” não ocorrerem….

    Todos sabemos que Chaves é um mentiroso…E que o PT só fala a verdade.

  38. Carlão said

    Elias
    “Foro São Paulo. Quem deixa de votar em tal ou qual candidato por causa do Foro São Paulo?

    Fora dos guetos da esquerda histericamente mais militante e da direita histericamente mais histérica, o Foro São Paulo é o famoso “quem?”…”

    Meu caro o problema não é esse. O problema é negar a verdade. O problema é o PT sempre mentir num assunto que vc mesmo acha de menor importância.
    Entendeu?
    Mentir ou não mentir? deixou de ser dilema para o PT.
    Mentem sempre …mesmo quando não precisa.
    Por que, Elias?

  39. Carlão said

    Mona e Pax
    recomendo leitura do Alon, do qual colei a conclusão final

    Quando fala sobre a oposição, Lula gosta de usar a imagem do ex-marido que torce para a ex-mulher não encontrar alguém capaz de fazê-la feliz.
    Já no caso da dupla Lula/Dilma, a imagem poderia ser outra.
    Fala mal da mulher para os amigos na mesa de bar, mas não tem coragem de procurar uma nova.
    Anda até com uma foto dela na carteira, para mostrar escondidinho aos banqueiros, quando convém.

    aqui a integra…http://www.blogdoalon.com.br/

    É impossível enganar todos todo o tempo…

  40. Pax said

    Carlão,

    Que problemas técnicos são esses que você se refere?

    Caro Elias,

    Perfeito, me permito reproduzir:

    Não percebem que elas mesmas “infantilizaram” esse tempo todo. E pior: ao tentar infantilizar o povo, infantilizaram a si mesmas.

    Sejamos justos: essas pessoas fizeram papel de idiotas.

    Basta dar uma passada, a qualquer momento, na caixa de comentário do histérico mor e você constata a idiotização generalizada. Chamam-no de meu rei, meu general, cheguei a ver “quais são as ordens hoje, general?”.

    Caramba.

  41. Iconoclasta said

    Pax, a cx de comentarios do RA é ridicula mesmo, como tb é daquelas fugurinhas q é melhor nem mencionar. agora, esse cara aqui eu ja vi vc elogiando, e ele reflete bem oq eu eu falei sobre a degradação moral. ele é a sintese e justifica se baseando em quem? ninguem menos do q em um ideologo, ainda q involuntario, do nazismo. aproveita e checa a cx de comentarios do valente.

    “Conversas sobre moral e política:”

  42. Carlão said

    Pasmem senhoras e senhores…

    Josias mão gostou de tomar porrada do Serra ontem…(ao vivo e em cores) e hoje nem ficou preocupado em esclarecer a diferença entre
    COMO advérbio 1 Do mesmo modo que e COMO verbo 1 Presente do verbo “comer” na primeira pessoa do singular, ao publicar o vídeo e texto abaixo.
    Mostrou como se posiciona diante da campanha da oposição.

    E escreveu:
    Um trecho da propaganda televisiva de José Serra virou piada no Youtube. Na peça original, ele discorria sobre providências que adotara em favor dos deficientes.
    A certa altura, Serra menciona as pessoas que beneficiou. É desse ponto que parte o vídeo que o satiriza, batizado de “Serra come todo mundo”.
    “…Como ele, como a mãe dele, que eu também conheci, como a Vânia, que é sua mulher, como o Damião, como a Andréia, como a dona Maria”.

    BAIXARIA
    “Josias gostaria de ter sido incluído na relação de nomes citados por Serra”… dizem as más línguas da blogosfera.
    Eu discordo.
    Isto é baixaria. Josias entende.
    Até os seres do mundo mineral, sabem.

  43. Mona said

    Pois, é, Elias, não me importa saber se falar as verdades, chamadas de “baixarias” vão render subida ou descida nas pesquisas de intenções de voto. O papo aqui é acerca do Pt fake, do Pt estuprador (“estrupador”, diria a mamy Dilma) da história, do Pt desvirtuador dos fatos, do Pt rapinador dos feitos de outros (a Dilma dizendo “nós aprovamos o Plano Real…”).
    O Goela Abaixo – vídeo postado pelo Carlão – ilustra isso. Detalhe: apesar de ser uma edição da Dilma em seus “melhores momentos” não há rigorosamente qualquer mentira nele.
    Há, sim, a ilustração pronta e acabada do que nós temos aqui comentado.
    Por último: o Idelber, em seu período blog-hibernatório, parece ter feito um curso de imersão nos porões olavo-petísticos. A qualidade de seus textos está irreconhecível…

  44. William said

    E tem gente fraudando pergunta em debate e tem gente usando o Lula em propaganda politica da oposição. Bem, se iam só perder a eleição agora a dignidade tv vai junto. Essa campanha do Serra vai pra história como a mais sem noção, a mais cinica e que mais cometeu erros estrategicos de todos os tempos.

  45. Carlão said

    Pax
    nada a reclamar agora que os problemas já foram corrigidos.
    Vamos de novo:
    Dona Eva tem razão!

    ela foi lá no biscoito e confirmar o que Mona já tinha comentado.
    Dona Eva ri e Mona escreveu o Idelber, em seu período blog-hibernatório, parece ter feito um curso de imersão nos porões olavo-petísticos. A qualidade de seus textos está irreconhecível…
    Também irei e comentarei amanhã.
    Aguarde.
    Agora tenho que trabalhar.
    Durma bem!

  46. Patriarca da Paciência said

    Mona e Carlão,

    vocês continuarão a apresentar essas baixarias de vídeos truncados e textos azeVejaeanos alucinados, porque essa é a “natureza” de vocês.

    O Serra não mudará o rumo da “campanha” dele, porque apresenta a real “natureza” dele.

    Ufa! que alívio que vocês são minorias!

  47. Mona said

    Ops…
    Que bom, Patriarca, você ter falado em “natureza”. Pelo visto, todos sabem da “natureza” do Serra, gostando ou não dela.
    Você pode falar o mesmo da sua candidata?

  48. Mona said

    É da minha “natureza” morrer de inveja de quem tem a competência de escrever artigos/frases lapidares ou artigos. O que faço? Não me aproprio da idéia do outro e não plagio sua obra, procuro me aperfeiçoar (nem sempre consigo, mas se isso não acontece não é por falta de esforço; é cognitivo,mesmo…).
    Assim, no tom das verdades ditas ou não ditas (agora, são chamadas de baixarias…), o que o Alon escreveu hoje merece ser citado. Tudo a ver com o que a gente tem comentado:

    “A única coisa realmente indispensável numa campanha eleitoral é cada candidato dizer tudo que pensa sobre o adversário, ou sobre o partido adversário. Ou sobre os aliados do partido adversário. É fundamental para a escolha soberana do eleitor.

    Nesse aspecto, parece que a eleição presidencial de 2010 não vai decepcionar. Aqui, os apelos pelo “alto nível” devem ser vistos com cuidado. Nível alto mesmo é quando os políticos ficam nus diante da sociedade.

    No sentido figurado, claro.”

    Assim, que todos os reis e rainhas se dispam de suas fantasias ou sejam despidos pelos demais contendores. A sociedade, que está sendo passada como um bastão do pai Lula para a mãe Dilma, agradece.

  49. Patriarca da Paciência said

    Mona, já que você falou em texto lapidar, veja só que texto maravilhoso do blog Esquerdopata.

    Começou a ser, com Lula, governado por quem ama.

    É impressionante como uma parcela significativa da elite letrada brasileira não consegue engolir a presença de Lula na presidência. Mais do que uma oposição fundamentada em razões consistentes para criticar o governo, boa parte da oposição a Lula me parece fruto de preconceito deslavado – menos contra a figura de Lula do que contra a carga simbólica que sua trajetória representa.

    Somos um país históricamente marcado pela valorização demasiada da cultura bacharelesca e, ao mesmo tempo, por quatro séculos de escravidão que acabaram por desqualificar completamente o trabalho manual. A primeira constituição brasileira – a carta do Império de 1824 – estabelecia o voto censitário e preservava o escravismo, com o argumento de que libertar escravos atentaria contra o direito à propriedade privada. A primeira constituição da República – a de 1891 – proibia o voto do analfabeto e, ao mesmo tempo, não atribuia ao estado brasileiro o dever de alfabetizar a população. O Brasil, em resumo, foi pensado por sua elite política e econômica a partir da perspectiva da exclusão das massas populares do exercício da cidadania e do acesso ao saber formal

    Lula, nesse sentido, foi o presidente que mostrou a essas elites que o Brasil pode, para elas, dar errado. Sim, porque até agora, na perspectiva dos donos do poder, o Brasil vinha dando certo. É simples: a exclusão social brasileira não foi resultado de políticas fracassadas. Ela foi pensada e praticada como um projeto de Estado-Nação. A chegada de Lula ao poder e a aprovação popular ao seu governo tem uma dimensão simbolica única na trajetória brasileira – é o tapa na cara da elite bacharelesca que se sente detentora do saber-poder desde sempre e não admite o sucesso do sujeito sem educação formal que, como homem comum [daí a sua grandeza] que é [somos], ocupa o cargo outrora destinado aos fidalgos do bacharelismo.

    O horror de muitos adeptos da cultura bacharelesca – a tal da cultura formal – ao presidente do Brasil é o pânico diante da ameaça ao monopólio do saber instituído que essas elites sempre prezaram e exerceram. O recado que a trajetória de Lula manda aos doutores é a expressão viva da bela meditação de Vinicius de Moraes em seu Canto de Oxalufã:

    Você que sabe demais
    Meu pai mandou lhe dizer
    Que o tempo tudo desfaz
    A morte nunca estudou
    E a vida não sabe ler

    O beabá
    Não dá pra ninguém saber
    Por que é que há
    Quem lê e não sabe amar
    Quem ama e não sabe ler?

    Você que sabe demais
    Mas que não sabe viver
    Responda se for capaz:
    Da vida, quem sabe lá?
    Da morte, quem quer saber?

    Oxalufã, o Senhor do pano branco, avisa aos sabichões que o mistério do homem se instaura no tempo que a todos iguala no caminho da Noite Grande – a morte, afinal, nunca estudou e a vida não sabe ler. O conhecimento formal nunca foi sinônimo de conhecimento vital, sabedoria de vida, revela o poeta em sua prece ao grande orixá.

    As elites sofisticadas brasileiras, os sabichões intelectuais, as viuvas do príncipe da sociologia FHC, os intelectuais orgânicos da plutocracia paulista, os donos dos bancos acadêmicos que vêem seus tronos doutorais ameaçados pela adoção do sistema de cotas sociais e raciais no Brasil, os conhecedores de verbos certos e letras mortas, não compreendem o sucesso de Lula por um simples motivo: É a eles que o poeta – ridicularizado por membros dessa mesma elite quando se aproxima da Umbanda e do Candomblé – se dirige quando indaga:

    Por que é que há
    Quem lê e não sabe amar
    Quem ama e não sabe ler?

    A resposta, senhores, ao mistério da popularidade de Lula está na pergunta que o poeta faz ao orixá que nos acolhe debaixo de seu alá funfun e guarda os segredos do mundo na ponta do Opaxorô, o cajado sagrado. Durante quinhentos anos o Brasil foi governado pelos letrados.

  50. Mona said

    Caro Jorge,
    a figura pública do Lula tornou-se exatamente aquilo que permitiram que ela se tornasse. O que ele é de fato pode ser percebido pelas doces palavras que ele dedicou ao garoto Leandro, por exemplo: “tênis é esporte de burguês, porra!”. Lembra?
    Ele é exatamente aquilo que quem o acompanha no aerolula sabe (tenho conhecidos que já foram da tripulação do avião presidencial e eles relatam a maneira arrogante com que ele trata os subalternos – o que é uma ótima indicação de caráter, não acha?).
    Agora, a figura pública…
    Um mito Lula foi construído tanto por esforço próprio dele – com sua inteligência e profunda intuição – como por conta da iniputabilidade a ele conferida, produto direto desses tempos do politicamente correto. Cair de pau em cima das besteiras que ele vem falando há 8 anos é considerado de mau gosto, porque afinal o Lula é a “representação” da falta de oportunidade, do retirante da seca que sai do nordeste em busca de oportunidade no sul-maravilha, e que, pelo sua força e determinação, venceu, tornando-se um presidente da República… e tome o discurso do vitimismo, do coitadismo, do desprezo à intelectualidade, como se um País prescindisse da educação, da boa formação, para poder crescer e se desenvolver.
    Fenômenos de popularidade podem ser explicados pelo carisma, pela identificação do povo com um determinado traço de uma figura, pela facilidade que a pessoa que está sendo ufanada tem em ser natural e espontânea. A figura pública do Lula passa exatamente essa espontaneidade, a qual também possui um Roriz, por exemplo, que está na frente da corrida eleitoral no DF, apesar de tudo o que ele já fez. Um Peron também a tinha; um Hitler idem; um Mussolini, ibidem.
    Pergunto-lhe, então: e daí se o Lula tem essa capacidade de agregação? Por conta disso, devemos escamotear as verdades que devem e precisam ser ditas? Merece a sociedade brasileira ser infantilizada, como tão bem apontou a Marina?

  51. William said

    Muito divertido ler o povo aqui. Comparar Lula com Hitler. hahahahaha. Depois não sabem pq vao perder no primeiro turno.

  52. Luiz said

    Datafolha de 21/08:

    Dilma 47%
    Serra 30%
    Marina 9%

    Será que agora ainda ficou alguma dúvida?

    De novo, esquece… Acabou.

    Antes que eu esqueça: tem gente aqui que deve ter descoberto um fornecedor de primeira, que só vende da boa… Impressionante.

  53. Ulisses said

    Prezados,

    Se o Sr. José Serra não é capaz de administrar, gerenciar ou no mínimo organizar sua própria campanha (com um número ínfemo de pessoas)o que o faz acreditar que é capaz de estar à frente e unificar um país com tantas facetas e problemas distintos como o Brasil??? Eu estava em dúvida até a primeira quinzena de agosto…Agora, sou Dilma desde criancinha!

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