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55,3% dos votos válidos para Dilma

Posted by Pax em 24/08/2010

Pesquisa estimulada CNT/Sensus indica vitória de Dilma em primeiro turno

Marcos Chagas – Repórter da Agência Brasil

Brasília – Caso persista a diferença de votos apresentada hoje (24) pelo levantamento do Instituto Sensus, encomendado pela Confederação Nacional dos Transportes (CNT), a eleição presidencial de 2010 será definida em primeiro turno com a vitória da candidata do PT, Dilma Rousseff, apresentando 55,3% dos votos válidos, de acordo a pesquisa estimulada. Os demais candidatos, somados os votos válidos, teriam 44%. A afirmação é do presidente da Confederação Nacional dos Transportes (CNT), Clésio Andrade.

“A continuar desta forma vai dar a vitória [de Dilma] em primeiro turno. Tecnicamente, com o atual índice de rejeição, reforça a vitória no primeiro turno”, disse Andrade. O principal fator, para ele, seria o programa eleitoral gratuito que consegue transmitir ao eleitor um caráter mais emotivo.

Clésio Andrade disse, ainda, que a partir dos dados divulgados hoje, dificilmente haverá uma reversão nas intenções de votos. “Cada vez mais ela [Dilma] capitaliza o bom resultado [do governo Lula] na economia e nos programas sociais e consegue transmitir [isso] ao eleitorado”, ressaltou o presidente da CNT. “Isso tudo, claro, somado ao programa eleitoral”, acrescentou.

Na medida que a Dilma foi conhecida ela conseguiu uma “transferência muito forte” de votos que seriam dados ao presidente Lula. “Ela é colocada como o braço direito de Lula e a pessoa que deu sequência a isso que está aí. Mostra que o povo quer a continuidade”, destacou Clésio Andrade.

A pesquisa eleitoral mostra a candidata Marina Silva, do Partido Verde, com a maior rejeição na intenção de votos dos 2 mil eleitores pesquisados, com 47,9%. Em seguida está José Serra (PSDB), com 40,7%. A candidata do PT, Dilma Rousseff, é a que tem o menor índice de rejeição entre os 2 mil entrevistados: 28,9%.

No que diz respeito ao resultado do programa eleitoral no rádio e na televisão, 42,9% dos entrevistados afirmaram que assistem às propostas apresentadas pelos candidatos. Desses, a candidata petista tem 56% dos votos válidos; Serra, 34,3%; e Marina Silva, 7,5%.

Quando analisada por região, a pesquisa mostra que Dilma Rousseff vence em quatro regiões e o candidato do PSDB apenas no Sul do país.

Nas regiões Norte e Centro-Oeste Dilma tem 45% dos votos, Serra (22,5%), e Marina Silva, 7,6%. Os votos brancos, nulos e indecisos somam 20,5%.

Já a Região Nordeste apresenta o maior crescimento percentual de Dilma, com 62,1% das intenções de votos. José Serra registra 19,8%, Marina Silva, 6,4%, e os votos indecisos, brancos e nulos somam 11,1%.

No Sudeste, a liderança também é da candidata do PT com 39,2% – a maior parte capitalizada no Rio de Janeiro e Minas Gerais. Serra tem 27,6%, Marina Silva 9,7%, e os votos indecisos, brancos e nulos registram 21,8%.

No Sul, a situação se inverte. O candidato do PSDB lidera com 47,8% dos votos dos entrevistados. Dilma aparece em segundo (35,7%), Marina (6,9%) vem em seguida e os votos dos indecisos, brancos e nulos apresentam percentual de 9,3%.

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5 Respostas to “55,3% dos votos válidos para Dilma”

  1. Zbigniew said

    Caro Pax. Perdoe-me por postar um assunto que não tem a ver diretamente com o texto do post, mas que, sim, está, de alguma forma ligado ao fenômeno da transferência de votos de Lula para a Dilma. O elitismo baseado no “orgulho e preconceito”. É o que está bombando na internet com versões do Kotscho e do Otavinho Frias via Josias de Souza, estimulados pelas declarações do Lula num comício em Campo Grande e que teve o seguinte teor:

    “Me lembro como se fosse hoje, quando eu estava almoçando com a Folha de São Paulo. O diretor da Folha de São Paulo perguntou pra mim: “O senhor fala em inglês? Como é que o senhor vai governar o Brasil se o senhor não fala inglês?”… E eu falei pra ele: alguém já perguntou se Bill Clinton fala português? Eles achavam que o Bill Clinton não tinha obrigação de falar português!”, alvejou. A plateia o interrompeu, com gritos e aplausos. “Era eu, o subalterno, o colonizado, que tinha que falar inglês, e não Bill Clinton o português!.

    Houve uma hora em que eu fiquei chateado e me levantei da mesa e falei: eu não vim aqui pra dar entrevista, eu vim aqui pra almoçar… Levantei, parei o almoço… E fui embora”, prosseguiu. “Quando terminou o meu mandato, Zeca… terminei sem precisar ter almoçado com nenhum jornal! Nunca faltei com o respeito com a imprensa… E vocês sabem o que já fizeram comigo…”, encerrou o presidente.”

    (Fonte: http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/o-caso-frias-filho-x-lula#more).

    Na versão do Kotscho a gota d’água foi a ilação que o tal do Otavinho fez em relação ao apoio do Lula ao Maluf. Não tanto pela ilação, mas pela forma como foi conduzio o diálogo desde o início, de forma desrespeitosa e preconceituosa.

    Há limites para tudo, e a educação deve falar mais alto em determinados momentos e ambientes. Mas parece que o orgulho fere esta gente que já não mais faz a cabeça do povo brasileiro. Graças a Deus!

  2. Pax said

    Caro Zbigniew,

    Nenhum problema em trazer a informação. Pelo contrário.

    Se o Otávio Frias(filho ou Jr?) cometeu esta desfaçatez relatada, que todos saibam.

  3. Elias said

    Pax,

    No primeiro semestre, as qualitativas já sinalizavam uma alta rejeição para Serra e os tucanos de modo geral.

    É como se eles estivessem sendo automaticamente associados àquela turminha amalucada, que passou esses anos todos falando de “apadeuta”, “noço guia”, FARC e Foro São Paulo, achando que, com isso, estaria desgastando o governo Lula.

    Não só não conseguiram o que pretendiam, como acabaram construindo para si mesmos uma imagem elitista, preconceituosa, pernóstica e, por isto, altamente antipática.

    Pra completar, ficaram nisso. Não se deram ao trabalho de pensar e elaborar propostas consistentes, que pudessem pelo menos suscitar um debate sério sobre os problemas brasileiros (e o que não falta é problema, né?).

    Se o Serra for mesmo derrotado no 1º turno, não me espantaria se o PSDB se dissolver no ar (algo que, até o início da campanha, era previsto apenas para o DEM). Poderá voar caco de tucano pra todos os lados…

    Interessante é que boa parte dessa turma não se dá por achada. Continua pensando que está fazendo tudo certinho e, mais, que Serra é que não está assumindo por inteiro a estratégia que a ala histérica considera a melhor (quando as evidências indicam que foi exatamente essa estratégia que afastou os tucanos do eleitor).

    Na minha conta, se o Serra não reverter o quadro até o final da próxima semana, ele já pode se considerar derrotado no 1º turno.

    Independentemente disso, o altíssimo índice de rejeição ao Serra pode fazer com que o 2º turno — se houver — signifique apenas o prolongamento do estado de coma… sem evitar a morte.

    Não posso dizer que isso me alegra. Preferiria que o PSDB sobrevivesse…

  4. Elias said

    “apedeuta”

  5. Pax said

    Acho que sim, Elias, o PSDB tende, se as tendências permanecerem, a se transformar. No fundo acho mesmo que presisa. Senão vejamos:

    – faz um bom tempo que as correntes internas não se bicam, talvez o maior exemplo do que falo é o Alckmin e o Serra. Minha opinião é que o Alckmin é pior ainda. Uma pena que São Paulo ainda não tenha visto com clareza que um cara que detona a Educação de um estado inteiro não pode ser lá boa coisa.

    – tem a questão do Aécio em MG. Este cara, segundo minha opinião, tem tudo pra ser um líder natural. Tanto acho que ele mesmo demonstra muito mais inteligência política ao manter com o governo uma relação bastante saudável, até onde sei.

    – acontece que os tucanos de SP acham que o PSDB é de SP. Na verdade acho que uma enorme parcela dos tucanos paulistas chega a achar que o Brasil pertence a SP. Aí a questão do Aécio, que segundo o que penso seria a melhor liderança do partido (junte com um Gustavo Fruet do PR e outro nomes que se deve respeitar) fica complicada pois os paulistas teriam que admitir que não tem nomes suficientemente bons para colocar na roda.

    Enfim…

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