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    Uma coletânea das notícias da corrupção, desvios, anomalias, eleições e meio ambiente que aparecem na mídia todos os dias a partir de agosto de 2008.
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A hora da virada

Posted by Pax em 31/08/2010

A campanha de José Serra mudou o slogam de “O Brasil pode mais” para “É a hora da virada”. Segundo notícia do Estadão, abaixo, quem disparou esta nova fase da estratégia foi seu candidato a vice, Indio da Costa, através de uma ação de mail marketing com o título “Vamos virar este jogo”.

Ontem Dilma Rousseff foi entrevistada pelo Jornal da Globo, por William Waack e Christiane Pelajo. Pela notícia no site da Globo a maior pressão em cima da candidata foi em cima da eventual participação de José Dirceu na composição do novo ministério.

De outro lado o jornalista Alon Feuerwerker fez um post importante sobre a dimensão do PMDB na composição do cenário político nacional às vésperas de uma derrota desmoralizante da oposição formada principalmente pela dobradinha PSDB com DEM.

O DEM, segundo algumas análises, foi o responsável pela desconfiguração da personalidade do PSDB como partido social democrata. Partindo desta análise histórica, qual será a personalidade do PT com o PMDB assumindo tamanha participação no xadrez político do eventual governo Dilma?

Dificilmente a nova estratégia da oposição conseguirá virar o quadro das intenções de voto. Os erros foram cometidos durante anos, se acentuaram no final do ano passado com a atávica indecisão do PSDB em lançar seu candidato, somado aos erros de falta de posicionamento, proposta e mensagem. Inicialmente Serra aplaudiu o governo, cresceu um pouco, passou às críticas e adotou a agenda negativa mais contundente e histérica capitaneada pelo seu inexperiente e falastrão vice. Não deu certo e as pesquisas de intenção de votos apontaram o colossal erro com uma queda vertiginosa de Serra e contínuo crescimento de Dilma. Tentaram reverter o quadro ao vincular a imagem de Lula ao candidato Serra e agora pretendem uma virada. Impossível não é, mas muito pouco provável que a consigam. A estratégia da situação de colar a imagem de Dilma em Lula é firme desde o início e o cabo eleitoral da candidata do PT é o que qualquer candidato em eleições poderia querer, um presidente com quase 80% de aprovação ao final de seu segundo mandato.

Resta, então, a discussão sobre o tamanho e influência do PMDB e a participação ou não de Zé Dirceu no novo governo de Dilma, caso os rumos desta eleicão continuem como estão, tudo indicando uma vitória da situação no primeiro turno.

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13 Respostas to “A hora da virada”

  1. Luiz said

    “É a hora virada”.

    Só se for da canoa…

  2. Jorge said

    Pax, Zé Dirceu é espantalho da mídia. Ele, esperto, muitas vezes diz o que pensa a maioria do partido. Ai, parece que o que ele diz está sendo seguido, entende? O cara é esperto.

    O PT não é o Psdb. Não irá deixar de ser socialdemocrata pois tem uma base popular e sindical muito forte, o que o Psdb nunca teve.

    Quem apoia Dilma deve continuar fazendo campanha, pois nada está ganho.

  3. Pax said

    Caro Jorge,

    Gostaria de acreditar no que você acredita. Infelizmente acho que a realidade é outra. Faz parte do jogo? Faz. Concordo? Aí já são outros 500.

  4. Chesterton said

    Enquanto isso, Chaves põe para quebrar na Venezuela..

    http://www.noticias24.com/actualidad/noticia/170186/chavez-encabeza-caravana-en-apoyo-a-los-candidatos-a-la-an-del-psuv-en-el-23-de-enero/

  5. Jorge said

    Pax, abaixo, uma nota para te animar.

    Lula quer articular bloco de esquerda em apoio a Dilma

    seg, 30/08/10por Cristiana Lôbo |categoria Todas

    Na viagem que fez a Pernambuco sexta-feira, o presidente Lula falou claramente de sua intenção de estimular a formação de um bloco reunindo PSB-PDT-PCdoB para se unir ao PT e, assim, reduzir a importância – e o poder de cobrança do PMDB, no eventual governo Lula.

    Ao mesmo tempo em que pretende ajudar Dilma Rousseff, caso ela venha a se eleger, uma vez que ela não tem experiência política, Lula busca uma atividade a exercer para depois que passar a faixa ao sucessor – ou sucessora, como ele espera.

    Segundo interlocutores do presidente nesta viagem, Lula falou da importância de se garantir uma correlação de forças mais equilibrada com o PMDB para que o partido não chegue a um eventual governo Dilma fortalecido pela indicação do vice Michel Temer, com o mesmo apetite por cargos que demonstrou ao longo do período em que se aliou a seu governo.

    Ao mesmo tempo, o PMDB, já percebendo essa movimentação do presidente Lula, está afinando o discurso de desprendimento em relação a cargos. Não que o partido vá abrir mão de postos importantes num eventual governo Dilma, mas não pretende tornar públicas essas reivindicações.

    – O PMDB quer um compromisso mais técnico – disse um importante peemedebista, admitindo, contudo que grupo que existem dentro do PMDB vão continuar reivindicando o controle de áreas importantes no governo federal. Sarney, por exemplo, nunca escondeu predileção pela área de Minas e Energia.

    No raciocínio dos aliados a Lula, a oposição está sendo empurrada para a direita por conta da aliança PSDB com o DEM. O PMDB se apresenta como um partido de centro e o presidente Lula quer promover a aliança de esquerda unindo o PT ao bloco PSB-PDT-PCdoB, tradicionais parceiros de seu partido.

    – O presidente quer exercer influência como referência no campo das esquerdas, com um papel ativo, mas informal – contou o aliado.

    Para isso, Lula está disposto a investir seu capital político na eleição deste ano para derrotar onde for possível candidatos de oposição. Ele reconheceu a dificuldade de reverter o quadro em Minas, onde o candidato tucano Antonio Anastasia está crescendo e chegou a dizer que a aliança PT-PMDB foi imposta e isso em política, segundo ele, nunca dá certo.

    Ele tem expectativas em relação a São Paulo, mas está mais empenhado em eleger uma grande bancada de senadores. Ele calcula que o PMDB vá crescer, o PT tenha um bom desempenho, mas com os demais aliados, um eventual governo Dilma possa ter maioria folgada no Senado. Ele avalia que o PSDB vai perder bancada e o DEM diminuir de forma significativa.

    http://colunas.g1.com.br/cristianalobo/2010/08/30/lula-quer-articular-bloco-de-esquerda-em-apoio-a-dilma/

  6. Chesterton said

    Filha de Serra teve dados fiscais acessados na Receita
    LEONARDO SOUZA
    MATHEUS LEITÃO
    DA SUCURSAL DE BRASÍLIA

    A filha do candidato a presidente José Serra (PSDB), a empresária Verônica, teve seus dados fiscais acessados na mesma agência da Receita onde outras quatro pessoas ligadas ao tucano tiveram seus sigilos violados.

    A consulta à declaração de renda de Verônica foi feita pela analista tributária Lúcia de Fátima Gonçalves Milan.

    chest- mas o pt se apossou de uma instituição do estado para destruir sua legitimidade.

  7. Chesterton said

    Faz parte do jogo? Faz. Concordo? Aí já são outros 500.

    chest- que perigo, hein pax? você não concorda com o jogo?

  8. emerson57 said

    pax,
    essa tal virada não seria a de mercadante sobre o alkimim?

  9. Elias said

    A 1ª semana de setembro é crucial pro Serra.

    Geralmente, setembro é o mês em que os indecisos saem do armário.

    Na 1ª quinzena, eles vão pra qualquer lado. Na 2ª quinzena, tendem a se decidir por quem está na frente (é o pessoal que não quer “perder o voto”).

    Se, nesta semana, a campanha do Serra conseguir um crescimento, pelo menos em tese isto pode estimular um crescimento ainda mais intenso na 2ª semana. É a tal virada de que ele necessita.

    Não não conseguir nada significativo nesta 1ª semana… lápide!

    O grande problema é que não basta dizer que esta é a hora da virada. Precisa de uma estratégia nova, diferente da que usou até aqui, e que seja capaz de motivar o eleitor que ainda não se decidiu (coisa que ele não conseguiu com a estratégia até aqui dotada).

    E é isso que ainda não vejo na campanha do Serra.

    Tem, é claro, o caso da declaração do imposto de renda da filha dele.

    Mas isso pode ser um tiro no pé.

    Em primeiro lugar, porque pode não ser uma boa pro Serra vitimizar a própria filha e nisto pendurar sua cambaleante campanha. O eleitor pode interpretar o lance em desfavor do próprio Serra. Não custa lembrar que estamos falando do eleitor indeciso, que é, exatamente, o mais cauteloso: vê os políticos com ceticismo e não costuma embarcar na primeira jogada que aparece.

    Em segundo, porque o PT não fez campanha de cunho pessoal contra Serra. Em nenhum momento, a filha ou qualquer outro familiar de Serra foram mencionados na campanha petista. Não foi isso que colocou Dilma na dianteira.

    Em terceiro, porque isso não parece motivo suficiente para eleger um presidente. Seria demais querer que Serra fosse eleito só porque o sigilo fiscal de sua filha supostamente foi violado. Tanto a violação quanto a sua divulgação, no meio de uma campanha eleitoral, parecem lances e contralances de arapongas do serviço público.

    Em quarto, porque, trazer a público a declaração de renda da filha do Serra pode, eventualmente, gerar conseqüências desagradáveis para ela mesma. Digo “pode, eventualmente”, porque não faço idéia de quem seja senhora nem se ela tem ou não algo a esconder.

    Tomara que não tenha. Se tiver e, mesmo assim, Serra permitiu que apostassem todas as suas fichas num caso desses, então não haverá lugar para dúvida: além de não ter a mínima consideração pela filha (a ponto de sacrificá-la em benefício de suas pretensões políticas), ele terá perdido completamente o juízo.

  10. Elias said

    Um erro que, a meu pensar, analistas da imprensa cometem freqüentemente é dizer que “…no início da campanha Serra elogiou o governo e cresceu um pouco; depois embarcou na agenda negativa e despencou nas preferências de voto”.

    Ponto 1:
    Serra não “cresceu um pouco” porque elogiou o governo. Seu crescimento inicial foi, muito mais, um crédito de confiança a ele mesmo e ao PSDB.

    Ponto 2:
    Serra não poderia continuar elogiando o governo, até porque seria idiotice ele assumir a fisionomia de uma “oposição que é a favor”. Pra engolir uma gororoba desse tipo o eleitor teria que ser um completo imbecil.

    Serra teria que se apresentar como oposição, com uma proposta diferente da que vem sendo implementada por Lula. Teria que demonstrar que sua proposta é melhor e que ele é a pessoa certa pra tocar essa proposta.

    Para a oposição, o oposto da “agenda negativa” não é nem pode ser o elogio ao governo, e sim uma proposta diferenciada. Uma ação afirmativa, portanto. Isto sim, seria uma “agenda positiva”.

    Não é só um problema de forma. É, também e principalmente, de conteúdo.

    Como Serra não se mostrou à altura, foi retirado o crédito de confiança a que me refiro no “Ponto 1”.

    No início da campanha, eu falei aqui do eleitor que se evade de uma candidatura. É o que de pior pode acontecer, porque o eleitor que abandona um candidato durante a campanha dificilmente volta atrás. Ele vai pra outro candidato, anula o voto, etc. Mas só muito raramente volta pro candidato que abandonou.

    Algumas pessoas discordaram, mas a coisa taí pra quem quiser ver. Em 2010, Serra é o campeão absoluto de eleitores evadidos.

  11. Pax said

    Bem, caro Elias, não sou jornalista ou analista da imprensa como você chama, mas cometo este erro e acho que vou insistir nele.

    Cá com meus achismos que me dou o direito imagino que uma campanha com o seguinte mote:

    “O Brasil começou a acertar seus rumos a partir dos três últimos governantes, Itamar, FHC e Lula. Agora é hora de alternar o poder, uma necessidade da própria democracia. Pegaremos os acertos dos presidentes e acertaremos em tais e tais questões que ainda merecem correção de rumo..”

    Algo por aí me parece bem melhor que soltar um indio louco soltando flechadas idiotizadas para um público muito pequeno, cada vez menor. Flechas tão tortas que se comportaram como bumerangues.

  12. Elias said

    Pax,

    Certamente que seu mote é muitas mil vezes melhor que as presepadas do índio doido.

    Mas, veja bem: esse mote igualmente poderia ser — e, em termos, é — o da Dilma. Manter os acertos, melhorar onde não vai bem, etc.

    Como candidato de oposição, o Serra teria que ter uma proposta diferenciada.

    Ele poderia se concentrar em 5 áreas-problema — ou 6, ou 7, sei lá –, elaborar propostas consistentes para essa área, e ir pras ruas com um “programa dos 5 pontos” (ou dos 6 pontos, ou o raio que o parta).

    Ou, então, fazer qualquer outra coisa. Mas teria que ter um discurso tão diferente do discurso da Dilma quanto possível.

    Pro Serra, ficar parecido demais com a Dilma é tão danoso quanto dar chifrada no muro, como ele tei feito.

  13. Pax said

    O problema é que até agora, fora a questão da saúde e do tal ministério da segurança pública, não vi Serra emplacar nenhuma outra grande bandeira.

    Acontece que:

    1 – em Saúde os outros candidatos correram no parelelo e não dá pra dizer que a massa do eleitorado vê em Serra “o cara” da Saúde. Acho que não.

    2 – na questão da Segurança Pública ficou por isso mesmo, como se a criação de um novo ministério fosse capaz também de convencer o eleitorado que o candidato seria a grande solução deste problema que é grande e afeta a maioria da população, em todas as classes sociais.

    Acho difícil essa tal virada, como afirmei no próprio post.

    Os erros já cansamos de falar, dos oito anos em que a oposição não aprendeu a fazer oposição, a questão da disputa interna do PSDB onde Alckmin e Aécio parecem jogar para a derrota do Serra, a entrada atrasada na corrida, a falta de uma grande proposta, posicionamento e discurso, o maior parceiro, o DEM, em crise, a escolha tragicômica do vice, o próprio vice, a campanha que não está nenhuma Brastemp etc etc.

    Ou seja… vai virar? Pode ser, mas segundo o que acho, só por conta de milagre mesmo.

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