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Jader Barbalho versus Ricardo Lewandowsky

Posted by Pax em 03/09/2010

Um ficha suja, segundo o TSE, versus o ministro que tem demostrado querer limpar a política nacional. Difícil ficar do lado do meliante que, segundo o juiz Marlon Reis Marlon, “apoiou plenamente a ditadura e seus efeitos maléficos”.

STF: decisão de Ficha Limpa sai logo

Evandro Éboli* e Isabel Braga – O Globo – 03/09/2010

Pego pela lei, Jader Barbalho a compara a AI-5; “do AI-5, todos sabemos que ele entende muito”, reage juiz.

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowsky, afirmou, ontem à noite, acreditar que, em algumas semanas, a corte máxima deve julgar a constitucionalidade da Lei da Ficha Limpa. Mas, segundo ele, isso pode ficar para depois da eleição.

– Dentro de algumas semanas, creio eu, já teremos o posicionamento do Supremo Tribunal Federal com relação à lei – disse o ministro, que, no entanto, fez uma ressalva. – Algumas coisas podem ficar para após as eleições. Como ainda não houve até o momento uma ação direta de inconstitucionalidade que questionasse a lei como um todo, recurso por recurso terá que ser julgado.

Um dia após ser barrado pela Lei da Ficha Limpa, quando o TSE impugnou o registro de sua candidatura ao Senado, o deputado Jader Barbalho (PMDB-PA) afirmou que a lei é pior que o Ato Institucional número 5, o AI-5, baixado pela ditadura militar, em 1968.

Um dos redatores do projeto de iniciativa popular que originou a lei, juiz Marlon Reis Marlon, rebateu Jader:

– De AI-5, todos sabemos que o Jader Barbalho entende muito, pois apoiou plenamente a ditadura e seus efeitos maléficos. Não tem como comparar um projeto como o Ficha Limpa, que teve apoio das pessoas e tem origem na voz soberana do povo, com um ato institucional dos militares, enfiado goela abaixo da sociedade. O Ficha Limpa é o antídoto ao AI-5.

Essa, aliás, é a expectativa de maioria dos políticos com problemas com a Ficha Limpa. Além disso, há dúvidas se o Supremo irá analisar o mérito das ações antes das eleições. Enquanto não há a decisão final do STF, mesmo com o registro eleitoral negado, políticos, como Jader e o candidato ao governo do Distrito Federal Joaquim Roriz (PSC), continuam em campanha. Contrário à vigência da lei neste ano, o ministro Marco Aurélio Mello não crê que o Supremo decida sobre o assunto antes das eleições:

– Não sei se votará antes no STF. O primeiro processo tem que chegar. O Supremo não tem otimizado o tempo. A tramitação será normal, não se pinçará este ou aquele processo pela repercussão.

Continua em O Globo via clipping do Ministério do Planejamento

Nota do blog: Esta decisão do STF é a mais importante notícia para o processo de limpeza de parte da política nacional, segundo os que apóiam a Lei Ficha Limpa, como este blog. O grifo, no texto acima, é nosso.

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3 Respostas to “Jader Barbalho versus Ricardo Lewandowsky”

  1. Elias said

    Não discuto a pertinência do “Ficha Limpa”. Pra nós, comentaristas do PoliticAética, é questão vencida.

    Mas num ponto o juiz Marlon Reis está sendo injusto.

    Jader jamais apoiou o regime militar.

    Pelo contrário, construiu uma sólida reputação política na condição de membro da ala “autêntica” do MDB. A mais combativa e, por isto, a mais visada pela ditadura. Foi vereador, deputado estadual e deputado federal sempre disputando contra o regime militar.

    Foi essa reputação que o elegeu governador do Pará pela primeira vez, em 1982, disputando contra Oziel Carneiro, este sim, o candidato do PDS, lançado e apoiado por Jarbas Passarinho.

    Foi depois que chegou ao poder que Jader deitou fora a reputação que tão brilhante e penosamente construíra, e décadas de atuação política.

  2. Pax said

    Opa, até corrigi o post feito às pressas. Tinha colocado a afirmação que Jader tinha apoiado a ditadura como se fosse do Lewandowsky, mas não é, e sim do Marlon Reis.

    Bem, o Jader, segundo tua informação, caro Elias, pode não ter apoiado a ditadura, mas há farto noticiário que indica que andou “meliantando” um bocado.

  3. Elias said

    Bem, Pax.

    Não é nada segundo minha informação. O cara teve uma atuação destacada na ala autêntica do MDB, durante décadas. Já por essa época, era uma figura pública e o noticiário — nacional incluso — de então, principalmente a partir de 1974, traz farta documentação a respeito de Jader e de sua atuação política.

    Nesse período esteve muitas vezes nas matérias de jornais, que o acusavam de “radical” e sei lá o quê.

    No início dos anos 1980 ele se ligou fortemente a Tancredo Neves, de quem se tornou colaborador bastante próximo.

    Se você der uma repassada nas fotografias da época, verá que, a partir de quando foram deflagrados os “comícios pelas diretas”, com muita freqüência Tancredo e Jader são fotografados juntos. Essa freqüência aumentou conforme Tancredo foi acumulando força para sua candidatura à presidência (colocando Ulysses Guimarães pra escanteio). Apoiando Tancredo, Jader participou ativamente do processo de neutralização de Ulysses dentro do PMDB.

    Depois que se elegeu governador, parece que ele escolheu outros rumos.

    Tem sido acusado de muitas coisas. Algumas acusações provavelemente têm fundamento. Outras, quase que seguramente, não.

    O Lúcio Flávio Pinto costuma dizer que Jader não é santo, mas, no quesito corrupção, está longe de se equiparar a alguns figurões que andaram e andam por aí, alguns criticando o próprio Jader, por corrupção. Ou seja, nessa área de pescaria, Jader seria arraia miúda.

    Acontece que o cara é o anti-teflon por excelência. Nele, tudo pega. Acabou se tornando um símbolo nacional de tudo o que um político não deve ser.

    Não sei ao certo quem tem razão. Todos, talvez. Quase sempre, Jader e seus desafetos têm toda razão quando se atacam e nenhuma quando se defendem.

    De qualquer modo, o fato é que, nos anos 1970, votei no Jader para deputado estadual e, depois, para deputado federal (nessa época, ainda era MDB x Arena).

    É com tristeza que agora o vejo transformado no que se transformou…

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